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quinta-feira, maio 03, 2018

O ambiente mais adequado para as crianças é a família

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Por Fausto Zamboni




Nota minha, Andrea Patrícia: A escola em si não é má, mas hoje é dificílimo encontrar uma escola boa de fato, católica como deve ser. Como diz Zamboni: "A história mostra que é possível a existência de escolas de alto nível: os jesuítas, durante alguns séculos, deram, dentro de edifícios escolares, uma educação de qualidade à elite intelectual europeia". Infelizmente, hoje é coisa rara. Não é questão de ser contra ou a favor da escola, é reconhecer a realidade como ela é e tomar as atitudes necessárias para tal situação. Quem puder criar e conservar escolas boas de fato, faça. Quem quiser instruir seus filhos em casa, faça! Creio que hoje a decisão mais acertada para muitas famílias, devido a muitos fatores, é o homeschooling.


Texto de Zamboni (grifos meus):

A pedagogia contemporânea, diz Jeanne Hearsch (1982), é prisioneira de vários clichês. Afirma que o aluno é, em princípio, livre, justo, criativo, dotado de espírito crítico. Os alunos, segundo esta perspectiva, deveriam viver num plano de igualdade com o professor, com o máximo de liberdade para se desenvolver plenamente. O exercício da autoridade, por parte do professor, seria ilegítimo e contraproducente. Na realidade, porém, o que se observa é que:

"Os alunos são, de início, crianças inseguras que acabam de largar as mãos dos pais. Estão ansiosos por perguntar, são confiantes, procuram receber respostas verdadeiras, admirar exemplos válidos, orientar-se num mundo onde, sozinhos, se sentem perdidos. Eles repetem as palavras dos outros, aprendem a língua da tribo, porque já têm necessidade de dizer para poder fazer – porque obscuramente, sendo filhotes, procuram, através dos outros, tornar-se eles mesmos, quer dizer, livres. Eles sentem, desde o começo, que para serem livres é preciso aprender, aprender o universo, aprender os outros, e a língua dos outros. Querem saber o que é permitido e o que é proibido, e que o limite entre os dois seja nítido e constante. Isto os tranquiliza, numa idade em que têm grande necessidade de ser tranquilizados, e que vai muito além da primeira infância. Nenhuma espécie gera filhotes tão inacabados ao nascerem como a espécie humana."(HEARSCH, 1982).

As crianças, colocadas no mesmo ambiente, são consideradas autônomas, num mundo que deve governar-se por si mesmo, sem a interferência dos adultos. É a autoridade coletiva dos colegas, nesse caso, que detém o poder. A influência do grupo determina a conduta aceitável entre os jovens, que são frequentemente cruéis e impiedosos, rindo das debilidades, e desprezando quem demonstra necessidade de ajuda 81.

Dentro de um grupo, diz Arendt (2000), a situação da criança é pior do que diante de um adulto, pois a autoridade coletiva – ainda que seja de crianças – é muito mais forte e tirânica do que a de um indivíduo, por mais severo que seja. Mesmo os adultos dificilmente são capazes de suportar o simples fato de ser a minoria de um diante da maioria absoluta dos outros, mas têm, ao menos, a capacidade de discutir racionalmente.

Exposta à pressão do grupo, sem experiência da vida e desprovida de mecanismos de defesa, a criança tende a desenvolver uma reação quase patológica, entre o conformismo passivo e a delinquência. De que forma um ambiente conturbado, como a escola, pode induzir os alunos a assumir comportamentos nocivos pelo simples desejo de aceitação? Muitos começam a beber e a usar drogas, praticam vandalismo ou iniciam uma vida sexual precoce movidos pelo desejo de aprovação. A escola, portanto, além de custar caro e ser pouco eficiente, pode, em virtude de uma convivência grupal degradante, ser extremamente danosa à formação da personalidade 82.

A influência prejudicial da escola é tanto pior numa época de fragmentação da sociedade, especialmente da vida familiar, que não é mais capaz de manter a sua coesão, deixando o indivíduo desancorado, ao sabor das flutuações dos diversos grupos sociais que frequenta. Esta situação esteve entre os objetivos de muitos educadores, que, especialmente no século XIX, queriam limitar a influência familiar na educação dos filhos, para tornar mais eficaz a ação educativa desejada pelo Estado 83.

O ambiente mais adequado para as crianças, diz Arendt (2000), especialmente nos primeiros anos, é a família, que constitui, com a segurança e a intimidade entre quatro paredes, um refúgio imprescindível para a formação da personalidade. No mundo público, diz ela, a pessoa não conta por si mesma, mas por seu papel social. A família é o lugar para que a vida humana tenha importância em si mesma.

É a destruição desse espaço vital que acontece quando as crianças, transportadas para a escola, são colocadas num mundo autônomo e homogêneo, que as força a uma existência pública antes do tempo. No contexto social, serão consideradas antes como papéis que como pessoas, dos quais se espera certo rendimento e capacidade de adequação social. A diminuição do espaço da convivência real e da existência “enquanto pessoas” destrói na base as condições necessárias a uma educação de qualidade e verdadeiramente humana. A grande ironia, diz Arendt, é que esse problema surgiu pelas mãos daqueles que alegavam proteger as crianças de uma educação que não levava em conta a sua natureza e suas necessidades específicas. O “século da criança”, que pretendia emancipá-las, tolheu as condições mais elementares para o seu desenvolvimento. Tentando corrigir o erro de se considerar a criança como um pequeno adulto, a educação deixou-a exposta a uma característica marcante desse mundo, que é a exposição pública.

Ainda que, no passado, as crianças não fossem objeto de uma legislação específica de defesa aos seus direitos – como é hoje o caso do Estatuto da Criança e do Adolescente – ela tinha uma posição central e privilegiada nas famílias: a mãe tinha como prioridade cuidar dos filhos e educá-los. Hoje, pelo contrário, muitas mães colocam em primeiro lugar a realização profissional (ou, em alguns casos, medo de representar o papel ultrapassado de dona-de-casa), e “terceirizam” a educação dos filhos a outras instituições; os matrimônios são mais facilmente desfeitos e, portanto, a vida psicológica das crianças está mais sujeita a instabilidades. É de se notar, portanto, que o surgimento de garantias nominais coincidiu com a queda efetiva da qualidade de vida que a sociedade oferece às crianças.

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Notas:

81 O romance O Senhor das moscas, de William Golding (2002), é uma boa ilustração da tendência despótica das crianças e adolescentes que, sozinhas numa ilha deserta, após um acidente aéreo, desenvolvem os comportamentos mais deploráveis e bárbaros.

82 Convém recordar, aqui, os experimentos de psicologia social mostrados no capítulo anterior, que demonstram claramente a debilidade de qualquer indivíduo diante de um grupo social. O fato de que as crianças sejam deixadas por si mesmas e que gozem de tanta autonomia é, por si, um grave problema social.

83 Não se coloca mais a questão “a criança pertence aos pais ou ao Estado?”, obviamente ofensiva. Também parecem superados os sonhos totalitários de educadores como Robert Owen e Frances Wright, que imaginavam uma escola em tempo integral, 24 horas por dia, que é operacionalmente impraticável. Estamos na época do controle não aversivo, como vimos na já citada declaração da UNESCO (apud BERNARDIN, 1995, p. 66): “As famílias se sentem cada vez menos capazes de assumir suas tarefas educativas tradicionais [...] elas desejam que uma importância adicional seja dada aos aspectos éticos, morais e cívicos da instituição educacional”. Mas já ninguém aceita que os pais tenham autonomia na escolha do tipo de educação que querem dar aos filhos. Sobre a discussão de quem é mais confiável, se a família ou o Estado, as estatísticas de Rudolph Rummel sobre o democídio – isto é, o assassinato de cidadãos pelo próprio governo – demonstram claramente o tipo de padre padrone que o Estado representa. O democídio superou, em quantidade de cadáveres, todas as outras causas de morte somadas. Para mais informações, veja-se a página pessoal do autor, <http://www.hawaii.edu/powerkills/NOTE5.HTM>.


(Extraído da Tese de Fausto Zamboni: Literatura, Ensino e Educação Liberal, p. 79, 80. Disponível aqui:

quarta-feira, abril 25, 2018

Os Pais e o Dever da Educação Católica

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Alguns trechos da Teologia Moral de Del Greco sobre o dever que os pais possuem de prover aos seus filhos uma educação católica.

Leia também trechos da Encícilica Divini Illius Magistri, do Papa Pio XI, aqui.

Pais, a nossa responsabilidade é imensa, tremenda! Pensem que aquilo que foi visto não se consegue "desver". Pensem em quantas horas por dia seu filho passa longe de vocês junto a estranhos que pensam muitas vezes totalmente diferente da sua família  Pensem no quanto ele ouve, e vê, de imoral, anticatólico, isso todo santo dia! O quanto ele irá se influenciar? O quanto isso fará mal a ele? E ele consegue mesmo ter um bom desempenho acadêmico? Será que ele não estaria muito melhor em casa, estudando na segurança do seu lar? Com a atenção e o amor que somente os pais podem dar?

Como hoje em dia é dificílimo encontrar uma boa escola católica, pensem, pais, em fazer o homeschooling, educar em casa. Não é assim tão difícil, não custa muito (é bem menos, muitíssimo menos, do que pagar escola particular), e é extremamente recompensador. As vantagens são imensas! 

Para mais informações, sigam meu blog sobre o assunto:

https://feliznolar.blogspot.com/

Trechos do livro de Del Greco:







terça-feira, abril 24, 2018

Fanatismo, temperamento e patologia

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É interessante saber mais sobre os reflexos condicionados e outros processos fisiológicos e psíquicos nos animais e no ser humano.

O bom no caso dos seres humanos, é que estes possuem vontade, escolha, livre arbítrio, e não precisam comportar-se como animais...embora comportem-se como tal muitas vezes, infelizmente.

Você já ficou surpreso com “conversões” instantâneas? Conhece alguém fanático, seja no campo religioso, seja no campo político, ou outro qualquer? A fisiologia pode explicar casos assim, ao menos uma parte do que acontece.

“Pavlov descobriu que alguns cães de temperamento estável eram mais propensos a desenvolver esses “pontos patológicos limitados” no córtex antes de entrar em colapso sob pressão. Novos padrões de comportamento resultavam desses pontos: podiam ser patadas compulsivas e repetidas na plataforma de experiência, tais como as que se seguem a uma interferência na função glandular ou a alguma forma de debilitação física. Descobriu também que, uma vez adquiridos por cães de temperamento estável, padrões desta natureza são difíceis de erradicar. Isso talvez possa ajudar a explicar por que seres humanos de caráter forte muitas vezes ficam fanáticos convictos e com ideias fixas quando, subitamente, “encontram Deus”, aderem ao vegetarianismo ou se tornam marxistas: é que um pequeno ponto cortical talvez tenha atingido um estado permanente de inércia patológica.”

(A Luta pela Mente, de William Sargant. Edição eletrônica 
http://www.ebooksbrasil.org/eLibris/mente.html)

quinta-feira, abril 19, 2018

Pavlov e os quatro temperamentos

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Sinto pena dos cães testados por Pavlov, mas reconheço que em sua pesquisa há descobertas interessantíssimas.

Veja que interessante: ele comprovou com suas observações que existem os temperamentos descritos por Hipócrates. Pavlov usava outros nomes para eles, mas são a mesma coisa. E não somente os homens possuem estes temperamentos, os cães também.

O problema é o homem cair no mecanicismo, achando que é igual a um animal irracional. Somos parecidos sim, mas nós humanos possuímos capacidade de escolha, possuímos uma alma espiritual, imortal.

Trecho de A Luta pela Mente* (os grifos são meus):

“Trinta anos de pesquisa convenceram Pavlov de que os quatro temperamentos básicos de seus cães se assemelhavam muito àqueles diferenciados no homem pelo médico grego da Antiguidade, Hipócrates. Embora muitas combinações de padrões básicos de temperamento aparecessem nos cães de Pavlov, podiam elas ser consideradas como tais e não como novas categorias de temperamento.
O primeiro dos quatro temperamentos correspondia ao tipo “colérico” de Hipócrates, que Pavlov chamou de “excitado”. O segundo correspondia ao “temperamento sangüíneo” de Hipócrates; Pavlov chamou-o de “vivo”, sendo que os cães desse tipo possuíam temperamento mais equilibrado. A resposta normal de ambos os tipos a tensões impostas ou a situações de conflito era uma excitação crescente e um comportamento mais agressivo. Mas onde o cão “colérico”, ou “excitado”, muitas vezes se tornava incontrolavelmente selvagem, as reações do cão “sangüíneo” ou “vivo” às mesmas pressões eram dirigidas e controladas.
Nos outros dois tipos principais de temperamento canino as tensões impostas e as situações de conflito eram enfrentadas com maior passividade, ou “inibição”, ao invés de agressivamente. O mais estável desses dois temperamentos inibitórios foi descrito por Pavlov como o “tipo calmo imperturbável, ou tipo fleumático de Hipócrates”. O temperamento restante identificado por Pavlov corresponde à classificação “melancólico” de Hipócrates. Pavlov chamou-o de tipo “inibido”. Descobriu ele que um cão desse tipo demonstra tendência constitucional a enfrentar ansiedades e conflitos com passividade e controle de tensão. Qualquer pressão experimental forte sobre o seu sistema nervoso o reduz a um estado de inibição cerebral e “paralisia pelo medo”.
Todavia, Pavlov descobriu que também os outros três tipos respondiam no fim com estados de inibição cerebral, quando submetidos a mais pressão do que podiam suportar pelos meios normais. Considerou isso como um mecanismo protetor normalmente usado pelo cérebro como último recurso quando pressionado além do ponto de tolerância. Porém, o tipo “inibido” de cão era uma exceção: a inibição protetora ocorria mais rapidamente e em resposta a pressões menos intensas — uma diferença da maior significação para o seu estudo.
(...)
Ao discutir o tipo “inibido” Pavlov afirmou que, não obstante seja herdado o padrão básico de temperamento, todo cão é condicionado desde o nascimento pelas várias influências do meio que podem produzir padrões inibitórios de comportamento duradouros sob certas pressões.
O padrão final de comportamento em qualquer cão reflete, portanto, o seu próprio temperamento constitucional e padrões de comportamento específicos induzidos pelas pressões do meio.
Os experimentos de Pavlov levaram-no a tomar crescente cuidado com a necessidade de classificar os cães de acordo com seus temperamentos constitucionais herdados, antes de submetê-los a qualquer de seus experimentos mais detalhados em condicionamento. Assim foi porque respostas diferentes à mesma pressão experimental ou situação de conflito vieram de cães de temperamentos diferentes. Se um cão entrasse em colapso e apresentasse padrão de comportamento anormal, o seu tratamento também dependeria primariamente de seu tipo constitucional. Pavlov confirmou, por exemplo, que os brometos auxiliam grandemente a restauração da estabilidade nervosa em cães que entraram em colapso; mas a dose de sedativo requerida por um cão do tipo “excitado” é cinco a oito vezes maior do que a requerida por um cão “inibido” de peso exatamente igual. Na Segunda Guerra Mundial a mesma regra geral serviu para seres humanos que entraram temporariamente em colapso sob a pressão de batalha e bombardeio, e precisavam da “sedação de linha de frente”. As doses requeridas variavam grandemente de acordo com seus tipos de temperamento.
No fim de sua vida, quando estava aplicando experimentalmente suas descobertas sobre cães a pesquisas da psicologia humana, Pavlov concentrou-se no que acontecia quando a atuação sobre o sistema nervoso superior de seus cães ia além dos limites da reação normal, e comparou os resultados com relatórios clínicos sobre vários tipos de colapso mental agudo e crônico em seres humanos. Descobriu que aos cães normais do tipo “vivo” ou “calmo imperturbável” podiam ser aplicadas, sem causar colapso, pressões mais intensas e prolongadas do que àqueles dos tipos “excitado” e “inibido”.
Pavlov veio a acreditar que essa inibição “transmarginal” (também tem sido  denominada “ultradivisória” ou “ultramaximal”) que eventualmente dominou até mesmo os dois primeiros tipos — mudando-lhes dramaticamente todo o comportamento — podia ser essencialmente protetora. Quando ocorria, o cérebro não tinha senão esse meio de evitar dano em conseqüência da fadiga e da tensão nervosa. Achou um meio de averiguar o grau de inibição transmarginal protetora em qualquer
cão e a qualquer momento: através do uso da sua técnica do reflexo condicionado da glândula salivar. Embora o comportamento geral do cão pudesse parecer normal à primeira vista, a quantidade de saliva secretada dir-lhe-ia o que estava começando a passar-se em seu cérebro.”

*(A Luta pela Mente, de William Sargant. Edição eletrônica 
http://www.ebooksbrasil.org/eLibris/mente.html)


terça-feira, março 13, 2018

Os intelectuais literários: revolucionários e o Ocultismo

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Trecho do livro The Deliberated Dumbing Down of America*, de Charlotte Iserbyt, em tradução livre. Os grifos são meus:

É útil para pesquisadores de educação séria que descobriram evidência semelhante à de Billington,  ter um historiador de seu calibre confirmando a influência dessas sociedades ocultistas sobre a estabilidade da sociedade em geral e a educação em particular, ao longo dos tempos.

Fire in the Minds of Men: Origins of the Revolutionary Faith* [Fogo nas Mentes dos Homens: Origens da Fé Revolucionária] (Basic Books, Inc.: New York, 1980) foi escrito por James H. Billington, bibliotecário do Congresso dos EUA, no qual ele escreveu no capítulo 4, “As Origens Ocultas da Organização”, o seguinte:

"A história das sociedades secretas nunca pode ser totalmente reconstruída, mas tem sido negligenciada—mesmo evitada, suspeita-se—porque a evidência que está disponível repetidamente nos leva a um território igualmente indiferente aos historiadores modernos no Oriente e no Ocidente... No que se segue, eu buscarei mostrar que a tradição revolucionária moderna que se tornou internacionalizada sob Napoleão e a Restauração surgiram da maçonaria oculta; que ideias organizacionais iniciais originaram-se mais do misticismo pitagórico do que da experiência prática; e que os verdadeiros inovadores não eram tanto ativistas políticos, mas sim intelectuais literários, sobre os quais o pensamento romântico alemão em geral—e o Iluminismo Bavariano em particular—exerciam uma grande influência..." (p. 87).

E na Introdução, ele escreveu o seguinte:


"A fé revolucionária não foi moldada tanto pelo racionalismo crítico do Iluminismo francês (como geralmente se acredita) mas sim pelo ocultismo e proto-romantismo da Alemanha. Essa fé foi incubada na França durante a era revolucionária dentro de uma pequena subcultura de intelectuais literários imersos no jornalismo, fascinados por sociedades secretas e, posteriormente, apaixonados por "ideologias" como substitutas seculares para a crença religiosa".



*O livro de Iserbyt pode ser baixado aqui.

**O livro de Billington pode ser baixado aqui.


quinta-feira, março 08, 2018

As Artes do Belo, livro do prof. Carlos Nougué

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O professor Carlos Nougué está fazendo uma campanha de financiamento coletivo para o seu novo livro "As Artes do Belo", um livro de ciência poética que retoma a doutrina de Aristóteles e de Tomás de Aquino, sem deixar de levar em conta, porém, a de Platão, a de Agostinho, a de Boécio, e ainda a de filósofos modernos, como a neokantiana Susanne Langer. Nele, mostra-se o que são as Artes do Belo, suas propriedades, seus fins; o que é o belo e se é objetivo; por que e em que se distinguem as diversas formas ou espécies destas artes; e ainda que é possível aprender a apreciá-las quando efetivamente o são, e a evitá-las quando por qualquer motivo não o são.

Assista o vídeo aqui.

terça-feira, dezembro 12, 2017

Como você está gastando seu tempo digital?

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Do livro "Limpe Sua Mente: Como Parar de se Preocupar, Aliviar a Ansiedade e os Pensamentos Negativos" de S.J. Scott, Barrie Davenport:

Como você está gastando seu tempo digital? Dê uma olhada realista em como você gasta seu tempo com seus dispositivos. Claro que existem atividades on-line necessárias para a sua vida pessoal e profissional. Mas, também, existem as horas que você passa conectado, apenas navegando na internet, jogando e verificando as mídias sociais.

Passe alguns minutos revendo seu dia e acrescente o tempo não essencial em que você ficou conectado. Melhor ainda, documente suas atividades digitais ao longo do dia. Você ficará surpreso com o tempo que dispensa às experiências virtuais. 

Toda esta absorção digital cria agitação e tem uma qualidade aditiva que o afasta das buscas mais significativas que o energizam ao invés de esgotá-lo. Onde e como você pode começar a cortar isso? Comece com uma hora por dia onde você fique livre de qualquer tempo digital. Desligue o computador e coloque o celular em uma gaveta. O que você pode fazer em vez de se envolver em distrações digitais? Sugerimos que você:

•Leia um livro
•Faça uma longa caminhada
•Exercite-se
•Converse com um amigo
•Passe tempo de qualidade com seu cônjuge e filhos
•Faça algo criativo, como escrever ou desenhar
•Aprenda uma nova habilidade
•Medite
•Ouça música
•Saia de bicicleta
•Termine um projeto

Faça algo que seja real, aqui e agora e positivo, para que você evite tanto o esgotamento da imersão digital quanto os sentimentos secundários de culpa e ansiedade que muitas vezes acompanham o excesso de tempo conectado.



terça-feira, dezembro 05, 2017

Os benefícios do perdão

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A Medicina e a Psicologia também mostram os benefícios do perdão. O texto abaixo foi extraído do livro de Amy Morin: 13 coisas que as pessoas mentalmente fortes não fazem. Editado pela Sextante, em 2015.

Quando você guarda rancor de alguém, a raiva e o ressentimento não surtem qualquer efeito sobre a vida do outro. Na verdade, ao cultivar esses sentimentos, você dá àquela pessoa ainda mais poder para interferir em sua qualidade de vida.

Escolher perdoar lhe permite tomar seu poder de volta, não apenas pelo bem de sua saúde psicológica, mas também por sua saúde física. Algum as pesquisas constataram os benefícios do perdão para a saúde:

• Perdoar reduz o estresse. No decorrer dos anos, muitos estudos mostraram que guardar rancor mantém  o corpo em  estado de estresse. Quando você pratica o perdão, sua pressão sanguínea e seus batimentos cardíacos diminuem.

• Escolher perdoar aumenta sua tolerância à dor. Em 2005, num estudo com pacientes que apresentavam dor crônica na coluna lombar, a raiva aumentou o desgaste psicológico e diminuiu a tolerância à dor. A disposição a perdoar foi associada a um aumento da resistência à dor.

• O perdão incondicional pode ajudar você a viver mais tempo. Um  estudo de 2012 publicado no Journal of Behavioral Medicine descobriu que quando as pessoas estavam  dispostas a perdoar apenas sob certas condições – se a outra pessoa se desculpasse ou prometesse nunca mais repetir o mesmo comportamento, por exemplo –, seu risco de morrer cedo na verdade aumentava. Você não tem  controle sobre o modo com o alguém se com porta. Esperar que um a pessoa lhe peça desculpa para poder perdoá-la dá a ela poder não apenas sobre sua vida, mas talvez até mesmo sobre sua morte.

terça-feira, novembro 07, 2017

Crítica e controle

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A crítica às vezes não passa de um reflexo do crítico. Pessoas propensas a sentir raiva podem fazer críticas severas regularmente apenas porque isso alivia o estresse delas. Indivíduos com baixa autoestima podem se sentir melhor quando colocam os outros para baixo. Então é importante considerar a fonte antes de decidir como prosseguir. ” (Amy Morin. 13 coisas que as pessoas mentalmente fortes não fazem. Sextante, 2015)

Eu já vi muito esse tipo de coisa. O medroso desestimula os outros a fazer algo novo ou que ele considere arriscado, porque ele vive com medo. O raivoso critica duramente, injustamente ou não, porque precisa descarregar sua ira. O que sofre com complexo de inferioridade não sabe elogiar, e não reconhece qualidades alheias para não sentir-se rebaixado. O imoral critica o moral porque não quer mudar de vida.

Com isso em mente, não se deixe abater por críticas. Avalie se fazem sentido para você ou se são simples reflexos dos que criticam. Ponha sua energia no que realmente importa: Deus, sua família, seu trabalho, seus empreendimentos. Não dê tanto poder às pessoas, esteja você no controle de sua vida, não entregue este controle aos outros.

segunda-feira, outubro 02, 2017

terça-feira, setembro 19, 2017

Livro maravilhoso sobre a Pequena Via de Santa Teresinha



Trata-se de uma via que, ainda que decerto não possibilite que todos alcancem as alturas a que Deus conduziu Teresa, é não apenas viável, mas fácil para qualquer um. Como observa Santo Agostinho, nem todo mundo pode pregar e fazer grandes obras. Mas quem não é capaz de rezar humilde e amorosamente?
 
S.S. Pio XI
 


Bons livros são companhias maravilhosas, que nos ensinam muito. E este livro é maravilhoso! Quando li, fiquei encantada pela simplicidade e sabedoria desta pequena Grande Santa. Foi traduzido pelo meu esposo, Rafael Sampaio.

Nós dizemos que este livro é um manual de santidade. Para ler e reler, e aprender muito com a Pequena Via de Santa Teresinha. Leia! É belíssimo.

Clique aqui para adquirir.

domingo, julho 30, 2017

Voz de Fátima, Voz de Deus - nº 24

29 de julho de 2017

                “Vox túrturis audita est in terra nostra”     
                               (Cant. II, 12)                       
  
Eis o que nos narra a Irmã Lúcia, em sua Primeira Memória, a respeito da Jacinta: “Ao ouvir contar os sofrimentos de Nosso Senhor, a pequenina enterneceu-se e chorou. Muitas vezes, depois, pedia para lhe repetir. Chorava com pena e dizia: Coitadinho de Nosso Senhor! Eu não hei de fazer nunca nenhum pecado.”
Os Santos são unânimes em ensinar que a meditação assídua e profunda da Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo é um dos meios mais eficazes para recebermos as maiores graças da bondade e misericórdia de Deus, tanto para a conversão como para uma alma adiantar-se na vida espiritual. Seus frutos são de grande valor, como o da compaixão e o do propósito de não pecar mais, que vimos brotar do coração amante de Jacinta.
Como dizia Dom Lefebvre: “É em Sua cruz que, sobretudo, se manifesta a caridade de Deus por nós”. Se muitos conhecessem essa verdade e a considerassem com detença, talvez não veríamos tanta indiferença e (ó dor!) tanto ódio pelo nosso maior Amigo.
Para ajudar tanto a nossa inteligência como a nossa imaginação, podemos recorrer a algum texto que nos narre, com fidelidade e boas considerações, as diversas passagens desse acontecimento central da humanidade e do universo.
O Mosteiro da Santa Cruz editou recentemente um livrinho sobre este tema que, se Deus quiser, vai ajudar as almas a progredirem no amor a Jesus Crucificado. Aqueles que se interessarem, podem acessar www.livraria.beneditinos.org.br para adquiri-lo.

Arsenius
 U.I.O.G.D.

sexta-feira, julho 28, 2017

quarta-feira, julho 26, 2017

Espírito de rebeldia





                        
Entrevista com Dr. Eugene Michael Jones, autor do livro Espírito Revolucionário Judaico
por Martin Vianney

Certa vez Michael Jones disse que ele era muito radical para ser um conservador e muito conservador para ser um radical. Há uma palavra que sempre descreve o homem e sua escrita. Controvérsia. Jones, no entanto, diria que uma palavra diferente descreve sua escrita. Católica. E ele, sem dúvida, acrescenta que se escreve na era moderna como um um católico seria necessariamente controverso. No entanto, mesmo com o mais recente livro nestes padrões de Michael Jones, O Espírito Revolucionário Judaico e Seu Impacto na História do Mundo, é o seu livro mais polêmico e ambicioso até à data. As 1.200 páginas, desta turnê da história que brilha uma luz teológica sobre os conflitos entre católicos, protestantes, judeus e revolucionários embora as idades se destinam a fornecer uma chave para a compreensão do presente século. Eu discuti o livro com o Dr. Jones e tentei descobrir a tese do livro e explorar algumas das questões teológicas e políticas difíceis que ele traz à tona.  

1. Que fez você decidir escrever este livro?
Lendo o ataque de Daniel Goldhagen sobre Pio XII. De repente, percebi que toda a conversa sobre uma nova era de relações católicas / judaicas após o Concílio Vaticano II foi decididamente uma via de sentido único. Praticamente toda a celebração de vários aniversários Nostra Aetate 's foi caracterizado pelos católicos pedindo desculpas por tudo, desde o Evangelho de São João até o Holocausto e os judeus renovam seus ataques contra a Igreja, como a fonte de todos os antissemitismo com renovada ousadia.

2. Você ficou surpreso com o tamanho da empresa?
A surpresa veio quando eu percebi que o livro era de 1.200 páginas, apesar de um rigoroso enxugamento durante o processo de edição.

3. Que você quer dizer com judeu?
Um judeu é agora um rejeitador de Cristo e, assim, até certo ponto, um rejeitador do Logos, que é a palavra grega para a ordem racional do universo. Na medida em que rejeitou a Cristo, os judeus rejeitaram Logos, e em rejeitar Logos, eles rejeitaram a ordem do universo, inclusive sua ordem moral ou política. Como resultado, eles se tornaram revolucionários, uma decisão que solenemente ratificada quando escolheram Barrabás sobre Cristo.

4. Mas até mesmo o seu livro permite que haja algum elemento racial. Afinal, muitos rejeitam a Cristo / Logos não são judeus. E os judeus são vistos no Novo Testamento como um povo distinto que perdurará até o fim dos tempos, quando há uma profecia de conversão. Assim, um judeu que é um rejeitador de Cristo / Logos não é uma simplificação?
Um judeu é um judeu étnico que rejeitou a Cristo. Um judeu étnico que tenha aceitado a Cristo não é um judeu. Etnia é a condição necessária, mas não suficiente para ser judeu. A condição suficiente é a rejeição de Cristo. Esta foi ratificada pela Suprema Corte de Israel quando eles negaram a Oswald Rufeisen a cidadania porque ele tinha sido batizado católico. De uma perspectiva mais religiosa, noto no livro as palavras do estudioso judeu Jacob Neusner: "Embora nem todos os judeus praticam o judaísmo [é] o consenso férreo entre judeus contemporâneos, os judeus que praticam o cristianismo deixam de ser parte da comunidade étnica judaica, enquanto que aqueles que praticam o budismo permanecer dentro. "

5. Que relação, então, o Judaísmo tem com a religião do Antigo Testamento? Que lugar tem o Templo, a Torá e o Talmude no judaísmo?
O Judaísmo não é a religião do Antigo Testamento. O catolicismo é a religião do Antigo Testamento. Tudo o que afirma ser a religião do Antigo Testamento deve ter um templo, sacerdócio e sacrifício. Após a destruição do Templo em 70 dC, o judaísmo tinha nenhuma dessas coisas, mas a Igreja teve todos eles. O Templo era Cristo, que declarou explicitamente que Ele era o seu Substituto. A Igreja também teve o sacerdócio, que comemorou o novo sacrifício, que foi o sacrifício incruento da Missa. O Judaísmo como a conhecemos, é uma religião que foi criada por Johanan ben Zacchai após a destruição do Templo. Foi, como os judeus têm de admitir, não a religião do Antigo Testamento, porque os judeus naquele momento não tinham templo para realizar os sacrifícios que foram necessários para cumprir a sua aliança. Como resultado, a religião judaica tornou-se uma sociedade de debates ou uma escola, que se reuniam em sinagogas. A codificação desses debates ficou conhecido como Talmud, que foi escrito entre o terceiro e o sétimo séculos AD. O Talmud é uma distorção sistemática da Torá, "Tudo o que a Torá proíbe, o Talmud licença", cujo propósito é manter o povo judeu longe do Logos e escravos dos líderes judeus. 

6. Que você quer dizer com Revolucionário?
Qualquer tentativa de derrubar o Estado ou a ordem cultural de um determinado povo e substituí-lo por uma ou outra versão da política messiânica que nos promete tudo do céu na terra, mas acaba entregando algo completamente diferente.

7. Mas, certamente, há ordens culturais que estão, em grande parte em desacordo com o Logos. Não devem estes ser derrubados ? Além disso, são pessoas como Caifás e Anás revolucionários ? Muitos poderiam considerá-los mais como reacionários, com medo da recepção das pessoas que eles levaram a crer ser um Messias mundano.
Em Spe Salvi, o Papa Bento XVI lembra os católicos que o caminho da revolução, o modo de Spartacus e Simon bar Kokhba, não é uma maneira católica. Ele diz que esse saber, eu tenho certeza, que Aquino justifica a derrubada de regimes injustos em alguns casos. Nós não sabemos se Anás e Caifás teriam entrado na revolução contra Roma mais de 30 anos depois da morte de Cristo. Eu acho que é razoável pensar que eles queriam.

8. Que você quer dizer com Espírito?
O que os alemães chamam de Geist, o que significa dizer que Aristóteles e Platão chamariam de "forma", como em "a alma é a forma do corpo."

9. Aos Cristãos de hoje parece ser mais perigoso as perseguições em países islâmicos e lugares como a China. Não são esses lugares onde o espírito revolucionário judaico nunca pegou?
Eu discordo. Ninguém foi perseguido mais cruelmente do que os católicos dos Estados Unidos. Nós simplesmente não temos um vocabulário para descrever essa perseguição. É por isso que eu escrevi, além do Espírito Revolucionário Judaico e seu Impacto na História do Mundo, Libido dominandi: Libertação Sexual e Controle Político e The Slaughter das Cidades: Renovação Urbana como Limpeza Étnica.

10. Mas em termos de morte e degradação, você ainda precisa explicar as barbaridades que continuam a ser cometidos nesses países. Não é proibido sob pena de morte a audição de missas nos EUA, mas por isso não podemos descartar a perseguição em outras partes do mundo, as peças obviamente não infectadas com o espírito revolucionário judaico. Sangrenta perseguição tem sido muitas vezes mais eficaz em exterminar os cristãos do que a limpeza étnica de uma espécie não-letal. Onde é que estados como a China e a Arábia Saudita se encaixam no que diz respeito ao espírito revolucionário judaico?  
O Evangelho nos diz que não devemos temer aqueles que podem matar o corpo. Acho que o ponto é que há coisas piores na vida do que esta perseguição física. Corrupção moral é uma delas, pois mata a alma. E se uma coisa caracteriza os católicos da geração babyboomer é a corrupção moral, para o qual eles têm a responsabilidade, mas nós estamos falando, no entanto, sobre a corrupção moral que foi impingida sobre eles desde a geração dos seus pais, através dos meios de comunicação, por meio da corrupção na educação católica, e todos os meios insidiosos que eu descrevi na libido dominandi.
A última vez que olhei para a China era um país comunista. O comunismo é um dos principais exemplos do espírito revolucionário judaico. A Arábia Saudita é dirigida pela seita Wahhabi do Islã. Eu não lidei com a relação do Islã com o judaísmo no livro, mas no qual você encontrará uma forma mais branda da rejeição da cruz e do sofrimento em favor de uma visão mais carnal do poder mundano e da riqueza.

11. O que você diria para as pessoas que vêem o mundo islâmico como a maior ameaça para o mundo do que esse espírito judaico?
Depende do "povo" quer disser. Eu posso entender porque os sérvios, dada a sua história, iriam ver o Islã como uma ameaça maior do que o espírito revolucionário judeu, embora eles certamente sofreram sob a imposição do comunismo. No entanto, quando eu ouço a conversa de um americano sobre os perigos do "fascismo islâmico", eu acho que é um sinal infalível que estou na presença de um propagandista qualquer, um covarde intelectual ou um idiota útil.

12. Para você, que significa o termo antissemitismo?
O antissemitismo é uma forma de determinismo biológico ou racismo, que afirma que os judeus são prisioneiros do seu DNA. Isso se manifesta na Igreja, por exemplo, se alguém dissesse que um judeu convertido não se podia confiar. Esta atitude feia sempre foi repudiada pela Igreja, que sempre defendeu que judeus convertidos devem ser aceitos "sem calúnia." Ele saiu de forma muito clara no ataque de Erasmus em Pfefferkorn, que cobri no meu livro. O antissemitismo é o outro lado do racismo judaico, que afirma que os judeus são superiores por causa de seu DNA. Esta ideia é colocar diante dos judeus que questionam Jesus no Evangelho de São João. Eles afirmam que eles são de alguma forma racialmente superiores a todos os outros, porque eles são a "semente de Abraão". Uma manifestação recente dessa perspectiva racial foi o simpósio de Charles Murray fez sobre inteligência judaica realizada no American Enterprise Institute.

13. Mas não há forma de antissemitismo que não seja explicitamente racial? Por exemplo, se alguém apresenta uma grande propensão a acreditar no pior dos judeus, apesar de uma montanha de evidências em contrário, ele não é um fanático antissemita (assim como alguém pode ser um anti-católico que acredita que todos os padres são abusadores de menores, apesar das evidências), mesmo que ele não tem crenças sobre DNA inferior?
Não, o antissemitismo é um conceito racial. Ser antissemita é outra coisa. Ele pode ser racional, como, por exemplo, nos Evangelhos e Atos dos Apóstolos, onde é uma manifestação de rejeição aos rejeitadores de Cristo, que é obrigação para todos os cristãos, ou pode ser irracional, mas é fundamentalmente diferente da antissemitismo, que é racial.

14. Em seu livro, você se refere a seu amigo, o falecido rabino Dresner, um judeu altamente moral (e autor de Famílias Podem Sobreviver na Amércia Pagã e Rachel ). Será que ele não representa um tipo de judaísmo que leva a sério a Torah e é um judaísmo ainda não infectado com um espírito revolucionário?
Sim, eu gostaria que o rabino Dresner estivesse vivo hoje. Ele era um homem que estava aberto à verdade e, aliás, um admirador da minha escrita, que gostaria de exortar os católicos que ele conhecia para me apoiar, assinando Cultura Wars. Por outro lado, ele também iria escrever para mim e punir-me por falar de vilões judeus. Ele veio em defesa de Leo Pfeffer, que na minha opinião era um vilão judeu, sempre houve um. Então ele foi arrancado de nós, como eu disse no artigo que eu fiz para ele após sua morte, entre a Torá e a Ethnos. Eu não tenho nenhuma dúvida de que ele era um seguidor sincero da Torá. Mas ele também estava preocupado com o fato de que praticamente todo judeu proeminente na América, ele estava particularmente irritado com o culto de Woody Allen, que foi um defensor de uma espécie de subversão revolucionária da lei moral. Como eu disse, eu gostaria que ele estivesse vivo hoje. Eu gostaria de saber o que ele teria pensado do Espírito Revolucionário Judaico.

15. Você se refere ao neoconservadorismo como um movimento judaico, mas a maioria dos judeus em os EUA se opõem a ele, assim como eles foram para a guerra do Iraque.
Estamos falando de movimentos revolucionários sucessivos aqui. A maioria dos judeus ainda mantêm uma fidelidade ancestral às ideologias messiânicas conhecidos como o marxismo, socialismo, comunismo, em geral, as ideologias de esquerda que foram reinante entre os judeus americanos em meados do século 20. O sionismo não fez muito sucesso entre os judeus norte-americanos até o colapso da aliança Black-judaica e de 1967 da guerra árabe-israelense dos Seis Dias.

16. Mas certamente você vê o  Neoconservadorismo como um movimento revolucionário judaico. Por que você acha isso e você poderia nos dizer o que você pensa que é o Neoconservadorism ?
Primeiro de tudo, Irving Kristol, o fundador do neoconservadorismo, era um trotskista durante seus anos de faculdade. Se você olhar para os princípios do neoconservadorismo - guerra perpétua, o desenraizamento das estruturas sociais, hierarquias, classes - você vê que todos os principais elementos da versão de Trotsky da política messiânica foram mantidas, mutatis mutandis, com os Estados Unidos, em vez de o União Soviética agora sendo a terra que vai libertar o mundo.

17. Você parece ver o protestantismo como religião inerentemente judaizante. Você pode explicar por quê?
Porque quando os católicos que queriam romper com a Igreja precisavam de uma autoridade alternativa que era tão autoritária como a Igreja que, invariavelmente, virou-se para o Antigo Testamento. O tratado de John Milton sobre divórcio, no qual ele apela para Moisés como maior autoridade sobre o assunto que Cristo, que proíbe claramente o que Milton queria ter aprovado, é um exemplo clássico do que eu estou falando. Judaização também fluía naturalmente a partir da noção protestante da sola scriptura. Se a Bíblia é o nosso único guia, é bastante natural que o Antigo Testamento vai predominar em qualquer questão, porque há mais livros do Antigo Testamento, e, do ponto de vista carnal, eles também são muito mais interessantes. O Antigo Testamento separado do Novo Testamento e da Igreja torna-se uma distorção grosseira do que está destinado a ser.

18. Não são alguns dos grandes críticos do judaísmo protestantes - por exemplo, Martin Luther e Johannes Andreas Eisenmenger. Por que deveria ser?
Eu não posso falar em nome de Eisenmenger, mas eu sei que Lutero foi extremamente pró-judaico no início de sua carreira, que opera sob o princípio de que o inimigo do seu inimigo (neste caso, Roma) deve ser seu amigo. Lutero também sentiu que uma vez que os judeus fossem expostos ao evangelho em sua pureza (ie, como pregado por Martin Luther), os judeus se converteriam em massa. Quando isso não aconteceu, Luther (que não era nada senão um colérico) virou-se contra os judeus e escreveu a diatribe violenta contra eles na década de 1540 para o qual os luteranos estão a se desculpar desde então.

19. Qual é a relação entre a Maçonaria e o Espírito Revolucionário Judaico?
A Maçonaria é uma outra palavra para o que Frances Yates chamaria de "Cabala Cristã." Foi a reação "científica" para os excessos dos ingleses judaizantes conhecidos como puritanos. Mas a "ciência" em questão derivava, através de pessoas como Fludd, Bacon e John Dee, da Cabala, que era magia judaica.

20. Indiscutivelmente a revolução europeia mais importante foi a Revolução Francesa (para não mencionar a Reforma Inglesa). No entanto, na Revolução Francesa, não há evidência de envolvimento judaico extensivo. Isso não representa um problema para a sua tese?
A Revolução Francesa foi uma operação negra que, como eles sempre fazem, ficou fora de controle. Os Whigs, que chegaram ao poder na Inglaterra após a Revolução Gloriosa de 1688 usado das lojas maçônicas no continente para espalhar propaganda iluminista na França Católica, a fim de derrubar a Casa de Bourbon. Voltaire era, como suspeita Alexander Pope, um agente Whig e espião. O objetivo era trazer a versão francesa da Revolução Gloriosa, mas quando a operação negra ganhou vida própria e saiu de controle, os ingleses ficaram horrorizados com o que tinham feito e declararam guerra à França.

Assim, a revolução francesa derivada da Maçonaria, que era, como eu disse acima, uma forma de Cabala. Isso, é claro, justamente deixa toda a questão do envolvimento judaico direto na Revolução Francesa fora de cogitação. Mas, como Daniel Pipes apontou, evidências existem, mesmo que não como retratá-la. Quando Barruel conseguiu as evidências, na carta de Simonini, ele simplesmente suprimiu as provas, mesmo tendo recebido uma carta tanto do papa como do tio de Napoleão apoiando as alegações de Simonini.

21. Você tem muito a dizer sobre a Rússia, mas dizem muito pouco sobre o antissemitismo de Stalin. Por que, conforme você, foram os judeus perseguidos pelo movimento revolucionário de Stalin?
Porque toda revolução bem sucedida leva a uma guerra civil. A separação entre Stalin e Trotsky foi inevitável, porque os vencedores sempre brigam depois de vencer, e a divisão judeu / Goy no comunismo foi a falha étnica que ninguém pode ignorar.

22. Explique o que você quer dizer quando afirma que os judeus rejeitaram a Cristo / mataram Cristo. Você está dizendo que todos os judeus em Jerusalém rejeitaram a Cristo ou apenas alguns? São judeus hoje culpados de deicídio? Se sim, como isso se encaixa com a ideia de que todos os pecadores compartilham a responsabilidade pelo sofrimento de Cristo?
Não, obviamente não. Muitos judeus aceitaram a Cristo como o Messias. A situação torna-se confusa por causa de como Apóstolo João, por exemplo, lida com o termo "judeu". Até o final do seu Evangelho, é claro que o judeu não tem um significado puramente étnico. Um judeu é essencialmente alguém que rejeita a Cristo. Os judeus étnicos que não rejeitam a Cristo tornaram-se conhecidos como a Igreja ou o Novo Israel, em que ponto de sangue, DNA não eram o ponto. Nostra Aetate diz que "nem todos os judeus na época de Cristo" eram culpados por sua morte. Logicamente, isso, é claro, significa que alguns judeus na época de sua morte eram culpados de deicídio. Usando a definição do judeu que o apóstolo João formula, poderíamos dizer que só os judeus foram responsáveis ​​pela morte dele. Aqueles judeus também ratificaram a morte, quando disseram: "O seu sangue caia sobre nós e sobre nossos filhos." Nós não estamos falando de alguma oculta "maldição de sangue", como alguns judeus modernos gostam de retratá-la. Estamos falando de uma forma profunda e premeditada de rejeição e assassinato ser a última forma de rejeição, que perdura até hoje. Enquanto os judeus perdurarem na rejeição, eles vão estar na vanguarda (como Marx iria chamá-la) de fermento revolucionário. Todo cristão que peca participa da rejeição de Cristo, mas eles nunca vão constituir uma vanguarda como os judeus, porque eles não podem perverter sua condição de povo escolhido de Deus, porque nunca nunca tiveram este status.

23. Mas não seria o que você disse fazer Pilatos um judeu? E não poderia haver uma massa de judeus em Jerusalém que eram meramente indiferentes a Cristo?
Pilatos, como uma questão de fato, senti que ele estava sendo arrastado para uma luta judaica. É por isso que ele disse em um ponto: "Sou um judeu?" Se Pilatos sentiu dessa maneira, então os judeus sentiram a mesma coisa com um grau muito maior, até o ponto onde eu diria que, em um certo nível, ninguém em Jerusalém naquela época era indiferente a Cristo. Toda a população judaica adulta ou era por ele ou contra ele. Em certo sentido, todos nós tornar-nos uma espécie ou outra de judeu, ou o tipo de judeu que aceitaram a Cristo ou o tipo que o rejeitaram. Os Estados Unidos é hoje um país judeu, o que quer dizer um país onde a cultura é controlado por aqueles judeus que rejeitaram a Cristo. Qualquer seguidor dos judeus que aceitaram a Cristo vão ser perseguidos. Como Yuri Slezkin disse em seu livro The Jewish Century, a modernidade nos transformou todos em judeus.

24. Está Nostra Aetate é um documento que prega erro com relação aos judeus?
Não.

25. Quais são seus pensamentos sobre o papado de Bento XVI, e especialmente sobre suas tratativas das relações entre católicos e judeus?
O Papa mostrou uma falta de imparcialidade no trato com muçulmanos e judeus, simbolizada melhor por sua viagem a Colônia. O papa foi à sinagoga em Colônia, onde ele foi insultado pelo rabino local, mas os muçulmanos tinham de vir a encontrar-se com ele no escritório da chancelaria. O Papa aponta o dedo para os muçulmanos, mas ele nunca castiga os judeus em seus encontros com eles. Eu acho que os muçulmanos estão ofendidos por esse duplo padrão. Terrorismo islâmico não surgiu plenamente da mente de Zeus. Muito é em função do comportamento de Israel na Palestina e o apoio americano dessas políticas. Ao mencionar a anterior e a última manifestação é do duplo padrão que eles estão falando. A posição católica clássica foi articulada no livro de Raimondo Martini: Pugio Fidei Adversos Mauros et Iudeos, ou The Dagger of Faith destinado a mouros e judeus.  

26. Mas não este mesmo papa traz de volta e altera a oração da sexta-feira pedindo a conversão dos judeus, mostrando, assim, que não era para ser intimidado nessas questões?
Quanto ao papa, acho que ele percebeu que a Igreja estava à beira do abismo, quando ele ascendeu ao trono de Pedro. Se ele não tivesse escrito a oração, ele teria negado os Evangelhos, e nenhum papa nunca vai fazer isso. Mas isso não muda o fato de que ele não é imparcial ao lidar com judeus e muçulmanos.

27. Algumas pessoas acham sua linguagem dura e ainda acrítica do comportamento católico no passado. Te preocupa que alguns leitores judeus podem se desviar por isso e tornar-se menos propensos a abraçar a Igreja?
Isso me lembra de uma discussão que tive sobre um outro livro que eu escrevi. O título que escolhi foi "Inferno Negro." Quando a editora sentiu que esse título era ofensivo, eu me ofereci para mudá-lo para "Heck Nigger".  A verdadeira questão, porém, é que o título era uma citação tirada do livro de Claude McKay Lar de Harlem. Esta é a linguagem que foi utilizada no momento, e eu senti que era melhor usar isso do que capitular às sensibilidades de mestres escolares e de comissários.

O mesmo acontece com O Espírito Revolucionário Judaico. A parte mais chocante não é tanto o que eu digo, mas o que relato que outras pessoas dizem. Eu fui chamado de antissemita (em Praga, para ser mais específico) para citar a declaração de Cristo aos judeus: "Seu pai é Satanás." Fui chamado de antissemita por usar a frase "a sinagoga de Satanás, "como se eu tivesse feito o termo, quando eu estava citando o Livro do Apocalipse. Da mesma forma, eu me culpava quando um termo como "o vômito do judaísmo" aparece no meu livro, quando a frase vem de São Bernardo de Claraval. Eu poderia ir sobre e sobre, mas você começa o ponto. Nada do que eu disse é como apontado ou como "antissemita", como o que os evangelistas, Padres da Igreja, e até mesmo Jesus Cristo disse antes de mim. Os judeus do tempo de Jesus encontraram linguagem com esta desqualificação, então eu não estou surpreso que alguns judeus se sentiram da mesma forma hoje. Por outro lado, haverão sempre os "verdadeiros Hebreus", como Nathaniel, um homem sem dolo, que responderá com a verdade quando a ouvem.  

28. E o que diria para a crítica de que você tem uma tendência a minimizar ou subestimar o mau comportamento daqueles que afirmam ser católicos, vendo o seu comportamento, na pior das hipóteses, como reativa as falhas dos judeus? Certamente há muita coisa errada em ambos os lados, com os católicos com menos desculpas?
Quem lê meu livro sabe que isso não é verdade. Há muita culpa indo por aqui.

29. Quais foram as conseqüências para você na realização deste trabalho controverso? Sabendo o que você já sabe, você faria tudo de novo?
Será que os filhos de Zebedeu teriam bebido da taça se soubessem o que lhes implicava a bebida? Provavelmente não. É por isso que Jesus não nos deixa espreitar uma bola de cristal, antes que Ele nos pede para fazer alguma coisa.

30. Qual tem sido sua experiência do povo judeu em toda a sua vida? Alguma vez você discutiu as idéias do seu livro com eles?
De 1966 até 1979 (com exceção dos três anos que passei na Alemanha), eu passei a maior parte do meu tempo andando com os judeus, principalmente no mundo da arte (trabalhando para Sam Maitin, o artista da Filadélfia, e as cópias de Pessoas galeria de arte, que me envolveu em expor mostras na sinagoga Frank Lloyd Wright-projetado em Old York Road), mas no mundo literário, na Filadélfia, bem como (por Robert Summers, o dramaturgo, que foi meu professor de escrita criativa, leituras de poesia em a Noiva pintado e pós-graduação em Letras Inglês e norte-americanos na Temple University, onde Stanley Fish, o "Reader-Response" teórico literário, foi um dos meus professores). Eu também era um conselheiro de acampamento num acampamento de verão para crianças deficientes patrocinado pelo Clube Variety, que era uma organização judaica. Eu perdi contato com quase todos daquela época, mas eu discuti a ideia do livro com o meu amigo Paul Goldstein em seus estágios formativos. 

E. Michael Jones é editor de Guerras Culturais e autor de vários livros, incluindo  The Angel and the Machine; Degenerate Moderns; Horror: A Biography; The Slaughter of Cities and Libido Dominandi.

Esta entrevista aparece na edição de setembro de 2008 da Cultura Wars.

Fonte :  http://www.culturewars.com/2008/JRSInterview.htm

Fonte: Desatracado