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sexta-feira, novembro 04, 2016

Amostra do curso "História da Música Erudita Ocidental (litúrgica e profana)", de Carlos Nougué (cujas inscrições começarão em 10 de novembro próximo)


terça-feira, maio 24, 2016

A Música e Sua História (em esquema)

Por Carlos Nougué em A Boa Música




I. Há dois gêneros de música:
1. Litúrgico (gênero de si superior ao outro);
2. Profano, que se subdivide em
a. Profano religioso;
b. Profano em sentido estrito.

II. Marcos da música litúrgica:
1. Canto ambrosiano (ou milanês) (a partir do século V);
2. Canto velho-romano (do século VI ao XIII);
3. Canto beneventiano (século VII-IX);
4. Canto moçárabe (século VII-XII, e liberado definitivamente pelo Concílio de Trento);
5. Canto gregoriano (a partir do século VI e tornado o oficial da Igreja por Trento);
6. Canto polifônico palestriniano (aprovado por Trento para missas solenes). Compositores mais importantes:
• Giovanni Pierluigi da Palestrina (italiano; 1525-1594);
• Tomás Luis de Victoria (espanhol; 1548-1611);
• Gregorio Allegri (italiano; 1582-1652).

III. Marcos da música profana:
1. Sua origem perde-se no tempo;
2. A música profana medieval não é de alta qualidade, ainda que não raro seja agradável;
3. A música profana humanista e renascentista (do século XIV ao XVII) tem alguns pontos altos, mas em geral é sensual e até lasciva.
• Compositores profanos mais importantes deste período (muitos dos quais compunham música usada nas igrejas, mas não estritamente litúrgicas segundo as determinações de Trento, de São Pio X, de Pio XI e de Pio XII):
a. Guillaume de Machaut (francês; 1300-1377);
b. John Dunstable (inglês; 1390-1453);
c. Guillaume de Dufay (belga; 1397-1474);
d. Johannes Ockeghem (belga; 1414-1497);
e. Josquin Desprez (franco-flamengo; 1450-1521);
f. Jacob Obrecht (holandês; 1457-1505);
g. John Taverner (inglês; protestante; 1490-1454);
h. Thomas Tallis (inglês; religião indefinida; 1505-1585);
i. Orlandus Lassus (belga; católico; compôs também música estritamente litúrgica; 1532-1594);
j. William Byrd (inglês; herói do catolicismo na Inglaterra anglicana e um dos maiores compositores de todos os tempos; sua música por vezes é genuinamente litúrgica; 1540-1623);
k. Giovanni Gabrieli (italiano; católico; 1554-1612);
l. Carlo Gesualdo (italiano; católico, ainda que de vida não exemplar; 1561-1613);
mJan Pieterszoon Sweelinck (holandês; protestante; 1562-1621).
4. A música barroca (do século XVII ao XVIII) é de origem e de feição jesuíticas. Começa no lado católico, mas atinge o ápice no lado protestante, com Johann Sebastian Bach. De modo geral é boa, mas por vezes resvala para o sensual. A música barroca que se usava nas igrejas só excepcionalmente se enquadra nos marcos do estritamente litúrgico.
• Compositores mais importantes deste período:
a. Claudio Monteverdi (italiano; católico e sacerdote; 1567-1642);
b. Orlando Gibbons (inglês; anglicano; 1583-1625);
c. Girolamo Frescobaldi (italiano; católico; 1583-1643);
d. Jean-Baptiste Lully (francês; católico, mas o mais sensual dos barrocos; 1632-1687);
e. Dietrich Buxtehude (dinamarquês; protestante; 1637-1707);
f. Marc-Antoine Charpentier (francês; católico; 1643-1704);
g. Johann Pachelbel (alemão; protestante; 1653-1706);
h. Arcangelo Corelli (italiano; católico; um dos mais importantes; 1653-1713);
i. Henry Purcell (inglês; anglicano; 1659-1695);
j. François Couperin (francês, católico; 1668-1733);
k. Alessandro Marcello (italiano; católico; 1669-1747);
l. Tomaso Giovanni Albinoni (italiano; católico; 1671-1750);
m. Antonio Vivaldi (italiano; católico e sacerdote de vida complicada; 1678-1741);
n. Georg Philipp Telemann (alemão; protestante; 1681-1767);
o. Jean Philippe Rameau (francês; católico? maçom?; dos mais importantes compositores; 1683-1764);
p. Georg Friedrich Haendel (alemão/inglês; anglicano; dos mais importantes compositores, especialmente por seus oratórios; 1685-1759);
q. Johann Sebastian Bach (alemão; protestante [converteu-se ao catolicismo?]; talvez o maior gênio musical de todos os tempos; sua música nunca é sensual, e ele nunca compôs ópera; 1685-1750). 
5. A música clássica (do século XVIII a inícios do XIX) é quase totalmente destituída de religiosidade [é neopagã, como, mutatis mutandis, a renascentista; mas é fruto típico do Iluminismo]; neste sentido, é um retrocesso com respeito ao barroco. Não deixa, porém, de ter grandes compositores.
• Compositores mais importantes deste período:
a. Christoph Willibald Gluck (alemão; 1714-1787);
b. Carl Phillip Emanuel Bach (alemão, protestante, e filho de J. S. Bach; 1714-1788);
c. Franz Joseph Haydn (austríaco; católico e depois maçom; um dos maiores compositores de todos os tempos e mestre de Mozart e de Beethoven; sua música religiosa é por vezes ligeira ou leviana [algumas peças foram proibidas nas igrejas]; 1732-1809);
d. Wolfgang Amadeus Mozart (austríaco; maçom; um dos maiores compositores de todos os tempos;  sua música religiosa é por vezes bela, mas por vezes quase sacrílega de tão ligeira ou leviana; seu Requiem em verdade só é seu em parte; levou a ópera a tornar-se definitivamente sensual e apaixonada; 1756-1791);
e. Ludwig van Beethoven (alemão; gnóstico; na verdade, começa clássico, mas logo funda o romantismo; quando clássico, tem peças equilibradas; quando romântico, é o mais das vezes radicalmente apaixonado; sua Missa solemnis é bela; 1770-1827).
6. A música romântica (do século XIX a meados do XX) pretendia-se, como todo o romantismo, um retorno à Idade Média, contra o classicismo; mas em verdade é um retorno à gnose medieval. É essencialmente apaixonada; mas tem grandes compositores, que podem dizer-se não de todo românticos.
• Compositores mais importantes deste período (como se verá, nem todos são românticos):
a. Nicolò Paganini (italiano; apaixonado até quase o diabólico; 1782-1840);
b. Franz Schubert (austríaco; católico de vida complicada; é o melhor dos românticos, o mais clássico; suas missas, não litúrgicas, são no entanto belíssimas; 1797-1828);
c. Hector Berlioz (francês; ateu; um protótipo de romântico; sua música “religiosa” é escura; 1803-1869);
d. Felix Mendelssohn (alemão; judeu convertido ao luteranismo; é dos mais clássicos; a certa altura, em verdade, converte-se ao barroco bachiano; 1809-1847);
e. Frédéric Chopin (polonês; ateu; grande melodista, é de um romantismo que tende a certa melosidade; 1810-1849);
f. Robert Schumann (alemão; uma dos mais tipicamente românticos; sua música é escura; morreu louco; 1810-1856);
g. Franz Liszt (húngaro; maçom, revolucionário e adúltero, converteu-se pelas mãos de Pio IX, de quem recebeu as ordens menores; sua música é ultrarromântica; mas seu oratório Christus figura entre os mais belos; 1811-1886);
h. Richard Wagner (alemão; revolucionário e gnóstico; suas óperas são a “perfeição” do romantismo [ou seja, tornam-no puramente gnóstico], e, por um uso extremo do cromatismo, levam a música às fronteiras do atonalismo; 1813-1883);
i. César Auguste Franck (belga, católico de fato; sua música é irregular, mas grande parte dela não se pode dizer romântica; tem verdadeiras obras-primas; 1822-1890);
j. Anton Bruckner (austríaco; católico de fato; toda a sua música transpira religiosidade; suas sinfonias estão entre o que de melhor a música já produziu; não é romântico [ainda que se valha da orquestração wagneriana, etc.]: é único, mas criou cânones e escola; 1824-1896).
k. Johannes Brahms (alemão; pretendeu-se um retorno ao classicismo; mas sua música é o mais das vezes escura e pode chegar ao lúgubre; 1833-1897);
l. Piotr Ilich Tchaikovsky (russo; ultrarromântico; 1840-1893);
m. Antonín Dvórak (tcheco; católico; seu romantismo é antes um aproveitamento do lirismo eslavo; tem peças magníficas; e suas peças religiosas [algumas litúrgicas] estão entre as melhores de todos os tempos; 1841-1904);
n. Charles Marie Widor (francês; católico; suas sinfonias para órgão são obras-primas; 1844-1937);
o. Gabriel Fauré (francês; católico; não é romântico, mas antes um seguidor de César Franck; seu Requiem é estupendo; 1845-1924);
p. Gustav Mahler (austríaco; judeu convertido ao catolicismo; algumas de suas sinfonias são em parte brucknerianas e se contam entre as maiores peças musicais; 1860-1811);
q. Claude Debussy (francês; ateu; como Wagner, levou a música às raias do atonalismo; 1862-1918);
r. Jean Sibelius (finlandês; maçom; 1865-1957);
s. Sergei Rachmaninoff (russo; ultrarromântico; mas compôs belíssimas Vésperassegundo a liturgia de São João Crisóstomo; 1873-1943);
t. Franz Schmidt (austríaco; protestante ou católico?; bruckneriano, e um dos maiores compositores; não é romântico; destaque para suas quatro sinfonias e para seu oratório O Livro dos Sete Selos; 1874-1939);
u. Richard Wetz (polaco-alemão; nazista e tendente ao gnosticismo; mas suas sinfonias, profundamente brucknerianas, são magníficas, assim como alguns oratórios e peças católicas; 1875-1935)
7. A música moderna ou atonal (século XX-XXI), em quase todas as suas variantes e movimentos, nem sequer é música, mas pura cacofonia. A diluição total das formas. Diabólica.
• No entanto, o estoniano e ortodoxo Arvo Pärt (1935- ), depois de um início cacofônico, criou um cânon não só original, mas perfeita e magnificamente tonal; e sua música religiosa, belíssima, inspira-se profundamente na liturgia de São João Crisóstomo e seus cantos.

     * Este é um documento de nosso curso presencial de História da Música, e se funda em nosso Das Artes do Belo (por publicar-se).

sábado, fevereiro 13, 2016

Comentários Eleison: "Explosão" aproximando-se



Comentários Eleison - por Dom Williamson
 CDXLVI (446), 30 de janeiro de 2016: 

“EXPLOSÃO” APROXIMANDO-SE


A música de Beethoven, em explosão por três dias,
Deverá chocar, consolar, iluminar e assombrar.

A música está gravemente mal compreendida, e seu poder seriamente subestimado pelos liberais. Eles ainda são suficientemente humanos para aproveitar uma música ou outra, logicamente de má qualidade – e para constatar o quanto a música importa para as pessoas, tente apenas dizer a elas que a que apreciam é de má qualidade. Mas, de qualquer forma, a ideologia subjetivista dos liberais, segundo a qual o homem é o senhor da realidade (até e incluindo o Todo-Poderoso), faz com que eles neguem que haja alguma coisa objetiva sobre a música. Então, para os liberais não há tal coisa como um compositor que usa certos meios para alcançar certos fins, e não se pode dizer que uma peça ou tipo de música seja “melhor” que outra. A música, eles dirão, é puramente uma questão de humor ou gosto do ouvinte – “A beleza está nos olhos de quem vê”, e a música horrivelmente discordante é tão “boa” quanto a música mais famosa do passado.

            É claro que tais liberais estão completamente errados. Um provérbio chinês diz que “quando o estilo da música muda, os muros da cidade tremem”, uma verdade amplamente ilustrada pelo advento da música Rock nos anos cinquenta e sessenta. Platão conhecia tão bem a influência moral da música para o bem ou para o mal, que em sua República ideal certos tipos de música teriam sido proibidos. Ai dos pais de hoje que não se importam com o tipo de música que seus filhos estão ouvindo! “É apenas música”, dirão, e agindo assim eles merecerão perder suas crianças para os Flautistas de Hamelin do Rock. A música é sumamente importante, e é objetiva em sua natureza – não é do senso comum que toda a música militar e nenhuma canção de ninar enfatizará o ritmo? Mas de que importa para os liberais o senso comum? Eles fazem o possível para eliminá-lo. Ele é muito real para o seu sonho.

            Um ponto de inflexão maior nos tempos modernos entre o reconhecimento e a recusa do homem da ordem objetiva da realidade plantada por Deus em toda a Sua obra foi a Revolução Francesa (1789-1794). Como Beethoven viveu no contexto desta Revolução e deu a ela sua excepcional expressão musical, algumas de suas obras mais conhecidas podem ser usadas para ilustrar claramente certas verdades objetivas referentes à música. De Haydn e Mozart ele herdou a ordem objetiva do século XVIII. Para seus sucessores, foi principalmente Beethoven quem legou a crescente desordem musical (não sem suas belezas) do século XIX, que foi seguida pelo caos musical e desintegração (com exceções) da supostamente “séria” música dos séculos XX e XXI. Beethoven pode então ser chamado de avô ou bisavô do Rock. Essa afirmação pode chocar tanto um amante qualquer da obra de Beethoven que é preciso imediatamente amenizá-la dizendo que foi necessário um grande músico para iniciar o processo de destruição da música.

            Aproxima-se rapidamente – de 19 a 21 de fevereiro – a “Explosão de Beethoven”, que ocorrerá aqui em Broadstairs a partir das 18:00h da sexta-feira até o meio dia do domingo. Um jovem pianista americano que pode ler e tocar prontamente todas as 32 sonatas para piano e as versões de Liszt das nove sinfonias para piano a duas mãos, ofereceu-se para tocar muitas sonatas, tantas quantas puderem ser tocadas em um fim de semana, junto com excertos das sinfonias escolhidas para ilustrar como opera a natureza da música clássica, particularmente em Beethoven. A ideia da “Explosão” foi originada em pura autoindulgência, mas ocorreu a tentação de abri-la a qualquer um que apenas goste de ouvir a música (o que já deverá ser uma festa em si mesma para os amantes de Beethoven), ou que também queira aprender por que os liberais estão tão errados, tanto na música como em tudo mais.

            Então, se alguém estiver interessado, além dos leitores que já estão inscritos, que venha no período mencionado acima. As pousadas de Broadstairs fora de estação podem ser encontradas na Internet; e se você nos avisar quando planeja vir, poderemos providenciar almoço e jantar na casa. Em todas as coisas, que Deus seja servido.

Kyrie eleison.

terça-feira, fevereiro 09, 2016

Mulheres harpistas

Por Gio
Traduzido por Andrea Patrícia




A Música “é certamente uma imensa Realização para as DAMAS: refina o Gosto, lustra a Mente; e é um Entretenimento, sem outras Perspectivas, que as preserva da Ferrugem da Ociosidade, a mais perniciosa Inimiga da Virtude.” John Essex, 1722. 


Esperava-se que jovens senhoras no século XVIII e no início do XIX fossem musicalmente realizadas e soubessem tocar pelo menos um instrumento, para então poderem entreter seus convidados à noite. Um dos mais populares foi a harpa. Não apenas esse belíssimo e antigo instrumento era fácil de dominar, mas também permitia às mulheres mostrar suas belas mãos, a agilidade de seus dedos, e até mesmo seus pequenos pés delicados e tornozelos. Tanto Marie Antoinette como sua amiga inglesa Georgiana de Devonshire eram harpistas habilidosas.

Aqui estão algumas pinturas retratando mulheres harpistas:


Condessa de Eglinton por Sir Joshua Reynolds, 1777

Marie Antoinette tocando harpa na Corte Francesa por Jean-Baptiste Gautier Dagoty, 1777

Madame Elisabeth tocando harpa por Charles Leclercq

Georgiana, Duquesa de Devonshire por Francesco Bartolozzi

A Lição de Música por Michel Garnier, 1788

Rose-Adelaide Ducreux, Auto-retrato com uma Harpa, ca. 1790

Dama com uma Harpa, retrato de Eliza Ridgely por Thomas Sully, 1818

A Lição de Harpa por Joseph Geimaert, 1820

A Marquesa de Northampton, Tocando uma Harpa, c.1820 por Sir Henry Raeburn

Audição de Harpa por Moritz von Schwind, ca. 1855
Original aqui.

quinta-feira, dezembro 24, 2015

Veni, Veni, Emmanuel


Comentários Eleison: Explosão de Beethoven

Comentários Eleison - por Dom Williamson
CDXXXIII (439) - (12 de dezembro de 2015):

EXPLOSÃO DE BEETHOVEN

À música de hoje, superior Beethoven sempre será.
Suas sonatas, um jovem homem executará.

Daqui a dois meses, desde as 18h de sexta-feira de 19 de fevereiro até o meio-dia do dia 21, ocorrerá aqui em Broadstairs, durante três dias, uma explosão da música de Beethoven. Um jovem pianista americano, que pode ler a prima vista qualquer uma de suas 32 sonatas para piano, e que ama todas, estará atravessando o Atlântico para tocar algumas delas para nós; mas ainda não sabemos quais.
Sem dúvida, ele executará as três grandes favoritas, a Sonata Patética, a Sonata ao Luar e a Appassionata, além da Waldstein; mas haverá tempo para analisar e apresentar muitas outras. Por hora, não haverá um programa fixo para os três dias. Haverá lugar para muitas perguntas, discussões e improvisações. Um bispo também contribuirá, com alguma profundidade, na análise de seu compositor favorito. O propósito deste fim de semana é que os participantes levem consigo uma compreensão que podem não ter tido antes sobre o funcionamento da música clássica e o que torna Beethoven, em particular, um de seus mais famosos compositores.
Mas, alguém objetará: o que a música, especialmente a música revolucionária, tem que ver com a defesa e a propagação da fé católica? A resposta aqui tem de ser breve. Em primeiro lugar, que ninguém despreze a música. Ambos, a Igreja Católica e o Demônio estão perfeitamente atentos ao fato de que ela é uma linguagem singularmente capaz de expressar e de moldar o que se passa na alma humana e, então, de influenciar a direção que ela toma, seja para o Céu (canto gregoriano), seja para o Inferno (as vítimas dos recentes tiroteios em Paris não estavam justamente tomando parte em uma canção de rock que invocava o Demônio?). Quase todo ser humano tem uma ou outra música em sua alma, e essa música normalmente está profundamente arraigada, para o bem ou para o mal. Não seria exagero dizer que se um homem não tem em si a música de sua religião, ele terá em si a religião de sua música, por exemplo, a do Demônio. Os católicos que compreendem que a música que amam não vai muito além do pop ou do rock, poderiam aproveitar bem a oportunidade para entender a música clássica, via uma estudiosa explosão de Beethoven.
Bem, é verdade que há uma grande quantidade de músicas mais elevadas que a de Beethoven. Ele nasceu sob a Antiga Ordem, 19 anos antes da Revolução Francesa explodir em 1789, mas morreu 57 anos depois, quando a época revolucionária moderna estava bem encaminhada, em 1827, de modo que sua vida escarranchou aquela tremenda agitação, que ele expressou musicalmente em um número de suas obras-primas, notavelmente na Sonata Appassionata e em sua Sinfonia Eroica, originalmente dedicada ao herói da Revolução, Napoleão Bonaparte. Entretanto, enquanto a relativa serenidade de suas obras-primas musicais anteriores à Revolução está livre de sua agitação e distúrbio romântico, ao mesmo tempo está mais afastada do mundo de hoje, marinado na Revolução. Assim, Beethoven pode falar às almas de hoje que encontram pouco ou nenhum interesse na música dos mestres anteriores a ele. Tampouco é Beethoven somente revolucionário. O poder único de suas mais amadas obras-primas deriva de seu vinho romântico, que está contido e organizado dentro da pele clássica que ele herdou de Haydn e Mozart.
Para termos uma ideia sobre os números, por favor, deixem-nos saber se planejam assistir ao fim de semana de Beethoven. Fora de estação, as pensões locais devem ter muitos quartos para passar a noite. Se os leitores masculinos preferirem algo mais diretamente católico, inscrevam-se o mais rápido possível nos Exercícios Inacianos que serão dados pelo Padre Abraham e por mim, entre as 18h do dia 26 de dezembro às 18h do dia 31 de dezembro.

Kyrie eleison.

segunda-feira, novembro 24, 2014

Os grandes periódicos do mundo noticiam: Patti Smith no Concerto de Natal do Vaticano


Francisco e Patti Smith

.
Publiquei aqui a tradução de Laura Wood sobre esta notícia. Há católicos no mundo inteiro reclamando sobre esta escolha. 

Patti Smith foi criada como Testemunha de Jeová, cresceu revoltada, foi um dos grandes nomes do Punk e hoje está bem chateada com quem reclama por causa desta apresentação no Vaticano, tanto católicos quanto os liberais que odeiam a Igreja. Ela diz que faz o que quer, principalmente agora que está com esta idade.

A notícia foi veiculada em diversos meios de comunicação, eis alguns:

Revista Rolling Stone: 
Patti Smith to Play Vatican Christmas Concert

Huffington Post: 
Rock Legend Patti Smith To Perform At Vatican Christmas Concert

The Guardian: 
Patti Smith on singing at the Vatican: 'Anyone who would confine me to an old line is a fool'

Notícias UOL: 
Papa convida Patti Smith para cantar em concerto de Natal do Vaticano

Revista Glamour: 
Papa Francisco convida Patti Smith, avó do Punk, para se apresentar no concerto de Natal do Vaticano


Whiplash: 
Vaticano: católicos enfurecidos com cantora punk no Natal

Estas duas últimas revistas afirmam que a a freira "Cristina Scuccia, que ficou famosa após ter vencido o programa The Voice italiano, interpretando entre outras, as canções "Like a Virgin", de Madonna, e "Livin' On A Prayer", do Bon Jovi." 

É... e ainda tem essa freira esquisita aí...prefiro nem comentar.

sexta-feira, novembro 21, 2014

"Miserere": lindo coral!


"Miserere" por Coral do Clare College Cambridge & Timothy Brown:




Lindo, lindo, lindo! Apreciem!

Glória a Deus!

terça-feira, novembro 18, 2014

Patti Smith irá cantar no Concerto de Natal do Vaticano



Por Laura Wood




A celebridade do punk rock Patti Smith, a nem remotamente católica poetisa e cantora famosa por sua letra “Jesus died for somebody’s sins, but not mine” [“Jesus morreu pelos pecados de alguém, mas não os meus”], irá se apresentar no Concerto de Natal do Vaticano em dezembro. Smith disse que foi convidada pessoalmente pelo próprio Homem-Bomba Argentino (também conhecido por Papa Francisco). Esta é uma escolha pertinente, de um jeito perverso. O “papa” [1] e a punk rocker partilham da mesma sensibilidade marxista. Eis aqui o hino comunista de Smith: “Power to the People.” ["Poder para o Povo"]. É o resumo da teologia de Bergoglio: o povo manda, não Deus.

Original aqui.

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Notas da tradutora:

[1] Creio que a autora do artigo é sedevacantista, mas não tenho certeza. Não sei se ela já se declarou assim. De qualquer forma, mesmo não concordando com ela em tudo, gosto de muitas de suas postagens, são inteligentes e tratam dos problemas do mundo moderno.