quinta-feira, janeiro 31, 2008
Como a moderna “ciência” torce o sentido da morte e canibaliza e comercializa os “mortos”
Li há pouco tempo um artigo surpreendente sobre a morte, experiências de quase-morte, doação de órgãos e fraudes com lucros em cima da venda de órgãos humanos (isso é mais comum do que poderíamos imaginar!), transplantes, desacordo da classe médica sobre a “morte cerebral”, aborto, pílula, diagnósticos errados e outras coisas mais. Assustador! Muito interessante mesmo!
Vejam este trecho:
“A verdade é que a ciência médica, sendo finita em sua sabedoria, muitas vezes calcula mal. O jornal Daily Mail de 18 de julho de 2000, da Inglaterra, relata: “Quase metade dos pacientes considerados em ‘estado vegetativo’ em conseqüência de danos cerebrais foram diagnosticados de maneira errada, de acordo com um alarmante estudo científico. As descobertas… indicam que muitos pacientes que são diagnosticados como em persistente estado vegetativo podem na realidade estar conscientes do que ocorre ao seu redor…”
Recomendo a leitura. Precisamos nos informar melhor sobre o que ocorre à nossa volta.
Fiquem com Deus!
terça-feira, janeiro 22, 2008
Igreja Santa e seus filhos pecadores
Por Alice von Hildebrand
Conta-se que Napoleão, o vencedor de tantas batalhas, após ter mantido o Papa Pio VII prisioneiro em Fontainebleau por longo tempo, queria tomar a Igreja Católica sob a sua tutela para assim alcançar a hegemonia total na Europa. Com isso em mente, redigiu uma Concordata que entregou ao Secretário de Estado, o cardeal Consalvi. O imperador disse ao cardeal que voltaria no dia seguinte e que queria o documento assinado.
Depois de ler a Concordata, Consalvi informou Sua Santidade de que assinar o documento equivaleria a vender a Igreja ao Imperador da França e, por conseguinte, implorou-lhe que não o assinasse. Quando Napoleão voltou, o cardeal informou-o de que o documento não havia sido assinado. O imperador começou então a usar um dos seus conhecidos estratagemas: a intimidação. Teve uma explosão de raiva e gritou: “Se este documento não for assinado, eu destruirei a Igreja Católica Romana”. Ao que Consalvi calmamente replicou: “Majestade, se os papas, cardeais, bispos e padres não conseguiram destruir a Igreja em dezenove séculos, como Vossa Alteza espera consegui-lo durante os anos da sua vida?”
Tenho um motivo concreto para relatar esse episódio. Consalvi deixa claro que embora existam inumeráveis pecadores no seu seio, também em posições de governo, a Igreja conseguiu subsistir por ser a Esposa Imaculada de Cristo, santa e protegida pelo Espírito Santo. Como disse certa vez Hilaire Belloc, se a Igreja fosse uma instituição puramente humana, não teria sobrevivido aos muitos prelados idiotas e incompetentes que já a lideraram. Por que a Igreja sobrevive e continuará a sobreviver? A resposta é simples. Cristo nunca disse que daria líderes perfeitos à Igreja. Nunca disse que todos os membros da Igreja seriam santos. Judas era um dos Apóstolos, e todos aqueles que traem o Magistério da Esposa de Cristo tornam-se Judas. O que Nosso Senhor disse foi: As portas do inferno não prevalecerão contra ela (Mt 16, 18).
A palavra “Igreja” tem dois sentidos: um sobrenatural e outro sociológico. Para todos os não-católicos e, infelizmente, também para muitos católicos de hoje, a Igreja é uma instituição meramente humana, constituída por pecadores, uma instituição cuja história está carregada de crimes. É preocupante o fato de que o significado sobrenatural da palavra “Igreja” – a saber, a santa e imaculada Esposa de Cristo – seja totalmente desconhecido da esmagadora maioria das pessoas, e até de um alto percentual de católicos cuja formação religiosa foi negligenciada desde o Vaticano II. Por isso, quando o Papa ou algum membro da hierarquia pede perdão pelos pecados dos cristãos no passado, muitas pessoas acabam pensando que a Igreja – a instituição religiosa mais poderosa da terra – está finalmente a admitir as suas culpas e que a sua própria existência foi prejudicial à humanidade.
Na realidade, a Esposa de Cristo é a maior vítima dos pecados dos seus filhos; no entanto, é ela que implora a Deus que perdoe os pecados daqueles que pertencem ao seu corpo. É a Santa Igreja que implora a Deus que cure as feridas que esses filhos pecadores infligiram a outros, muitas vezes em nome da mesma Igreja que traíram.
Somente Deus pode perdoar os pecados; é por isso que a liturgia católica é rica em orações que invocam o perdão de Deus. As vítimas dos pecados podem (e devem) perdoar o mal que sofreram, mas não podem de forma alguma perdoar o mal moral em si, e, caso se recusem a perdoar, movidas pelo rancor e pelo ódio, Deus, que é infinitamente misericordioso, nunca nega o seu perdão àqueles que o procuram de coração contrito.
A Santa Igreja Católica não pode pecar; mas muitas vezes é a mãe dolorosa de filhos díscolos e desobedientes. Ela dá-lhes os meios de salvação, dá-lhes o pão puro da Verdade. Mas não pode forçá-los a viver os seus santos ensinamentos. Isto aplica-se tanto a papas e bispos como aos demais membros da Igreja. Cristo foi traído por um dos seus Apóstolos e negado por outro. O primeiro enforcou-se; o segundo arrependeu-se e chorou amargamente.
A distinção entre os sentidos sobrenatural e sociológico da Igreja deve ser continuamente enfatizada, pois fatalmente causa confusão quando não é explicitada com clareza.
Assim como os judeus que aderem ao ateísmo traem tragicamente o seu título de honra – serem parte do povo escolhido de Deus –, assim os católicos romanos que pisoteiam o ponto central da moralidade – amar a Deus e, por Ele, o próximo –, traem um princípio sagrado da sua fé.
, Por outro lado, em nome da justiça e da verdade, é imperioso mencionar que os católicos verdadeiros (aqueles que vivem a fé e enxergam a Santa Igreja com os olhos da fé) sempre ergueram a voz contra os pecados cometidos pelos membros da Igreja. São Bernardo de Claraval condenou em termos duríssimos as perseguições que os judeus sofreram na Alemanha do século XII (cf. Ratisbonne, Vida de São Bernardo). Os missionários católicos no México e no Peru protestavam constantemente contra a brutalidade dos conquistadores, geralmente movidos pela ganância. A Igreja deve ser julgada com base naqueles que vivem os seus ensinamentos, não naqueles que os traem. Recordo-me das palavras com que um amigo meu, judeu muito ortodoxo, lamentava o fato de muitos judeus se tornarem ateus: “Se somente um judeu permanecer fiel, esse judeu é Israel”. O mesmo pode ser dito com relação à Igreja Católica; apenas as pessoas fiéis ao ensinamento de Cristo podem falar em seu nome. Ela deve ser julgada de acordo com a santidade que alguns dos seus membros alcançam, não de acordo com os pecados e crimes de inúmeros cristãos que julgam os seus ensinamentos difíceis de praticar e que por isso traem a Deus na sua vida cotidiana.
Os pecadores, aliás, estão igualmente distribuídos pelo mundo e não são uma triste prerrogativa da religião católica. Se fosse assim, estaria justificada a afirmação de um dos meus alunos judeus em Hunter, feita diante de uma sala lotada: “Teria sido melhor para o mundo que o cristianismo nunca tivesse existido”. A história julgará se o conflito atual entre judeus e muçulmanos é moralmente justificável.
Este modesto comentário foi motivado pelo que disse um rabino à televisão, um dia após o pronunciamento histórico de João Paulo II na Basílica de São Pedro, a 12 de março de 2000, quando o Santo Padre pediu perdão pelos pecados dos cristãos no passado 1. O rabino não apenas achou o pedido de desculpas de Sua Santidade “incompleto” por não mencionar explicitamente o Holocausto (esquecendo-se de mencionar que os católicos eram e são minoria na Alemanha, país basicamente protestante), como também disse que os pecados cometidos pela Igreja foram freqüentemente endossados pelos seus líderes, dando a entender que o anti-semitismo faria parte da própria natureza da Igreja.
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(1) É digno de nota que somente o Papa tenha pedido desculpas pelos pecados cometidos pelos membros da Igreja. Não deveriam fazer o mesmo os hindus, por terem praticamente erradicado o budismo da Índia e forçado os seus membros a fugir para o Tibet, a China e o Japão? Não deveriam os anglicanos pedir desculpas por terem assassinado São Thomas More, São John Fisher e São Edmund Campion, para mencionar apenas três nomes? E quanto ao extermínio de um milhão de armênios pelos turcos em 1914? Ninguém fala a respeito desse “holocausto”; ninguém parece saber dele. E o extermínio de cristãos que acontece agora no Sudão?
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Tal afirmação deixa claro que o rabino não fazia a menor idéia daquilo que os católicos entendem por Esposa Imaculada de Cristo – uma realidade que não pode ser percebida ou compreendida por aqueles que usam os óculos do secularismo. Pergunto-me quando o “mundo” considerará que a Igreja já pediu desculpas suficientes. Por séculos a Igreja tem sido o bode expiatório ideal. O que os seus acusadores fariam se ela deixasse de existir?
Aqueles que a acusam de “silêncio” não estão apenas mal informados, mas pressupõem que eles próprios seriam heróicos se estivessem na mesma situação. Como o Papa Pio XII disse a meu marido numa entrevista privada, quando ainda era Secretário de Estado: “Não se obriga ninguém a ser mártir”. Quantas pessoas se julgam heróicas sem nunca terem sido realmente testadas! Quantos judeus arriscariam a vida para salvar católicos perseguidos? Por que esquecem que milhões de católicos também pereceram nos campos de concentração? Se a Gestapo tivesse apanhado o meu marido, considerado o inimigo número um de Hitler em Viena, tê-lo-ia feito em pedaços. Ele lutava contra o nazismo em nome da Igreja e perdeu tudo porque odiava a iniqüidade. Quantas pessoas fariam o mesmo – não na sua imaginação, mas na realidade?
Também não devemos esquecer que inúmeros católicos foram (e são) perseguidos por causa da sua fé. Mas um verdadeiro católico não espera desculpas dos seus perseguidores. Perdoa os seus perseguidores, quer eles lhe peçam desculpas, quer não. Reza por eles, ama-os em nome dAquele que padeceu e morreu pelos pecados de todos. É sempre lamentável ouvir um católico dizer: “Fulano e beltrano devem-me desculpas”.
Somente a pessoa que enxerga a Santa Igreja Católica (chamada santa cada vez que o Credo é recitado) com os olhos da fé, só essa pessoa compreende com imensa gratidão que a Igreja é a Santa Esposa de Cristo, sem ruga nem mácula, por causa da santidade do seu ensinamento, porque aponta o caminho para a Vida Eterna e porque dispensa os meios da graça, ou seja, os sacramentos.
O pecado é uma realidade medonha e que os pecados cometidos por aqueles que se dizem servos de Deus são especialmente repulsivos. Nunca serão excessivamente lamentados, mas devemos ter presente que, apesar de muitos membros da Igreja serem – infelizmente – cidadãos da Cidade dos Homens e não da Cidade de Deus, a Igreja permanece santa.
Alice von Hildebrand - Professora emérita de filosofia do Hunter College da City University de New York. É autora de diversos livros entre os quais os mais recentes são: “The Soul of a Lion” (Ignatius Press), sobre o seu falecido marido, o filósofo Dietrich von Hildebrand; “The Privilege of Being a Woman” (Sapientia Press); e “By Love Refined” (Sophia Institute Press).
extraído de Quadrante
Conta-se que Napoleão, o vencedor de tantas batalhas, após ter mantido o Papa Pio VII prisioneiro em Fontainebleau por longo tempo, queria tomar a Igreja Católica sob a sua tutela para assim alcançar a hegemonia total na Europa. Com isso em mente, redigiu uma Concordata que entregou ao Secretário de Estado, o cardeal Consalvi. O imperador disse ao cardeal que voltaria no dia seguinte e que queria o documento assinado.
Depois de ler a Concordata, Consalvi informou Sua Santidade de que assinar o documento equivaleria a vender a Igreja ao Imperador da França e, por conseguinte, implorou-lhe que não o assinasse. Quando Napoleão voltou, o cardeal informou-o de que o documento não havia sido assinado. O imperador começou então a usar um dos seus conhecidos estratagemas: a intimidação. Teve uma explosão de raiva e gritou: “Se este documento não for assinado, eu destruirei a Igreja Católica Romana”. Ao que Consalvi calmamente replicou: “Majestade, se os papas, cardeais, bispos e padres não conseguiram destruir a Igreja em dezenove séculos, como Vossa Alteza espera consegui-lo durante os anos da sua vida?”
Tenho um motivo concreto para relatar esse episódio. Consalvi deixa claro que embora existam inumeráveis pecadores no seu seio, também em posições de governo, a Igreja conseguiu subsistir por ser a Esposa Imaculada de Cristo, santa e protegida pelo Espírito Santo. Como disse certa vez Hilaire Belloc, se a Igreja fosse uma instituição puramente humana, não teria sobrevivido aos muitos prelados idiotas e incompetentes que já a lideraram. Por que a Igreja sobrevive e continuará a sobreviver? A resposta é simples. Cristo nunca disse que daria líderes perfeitos à Igreja. Nunca disse que todos os membros da Igreja seriam santos. Judas era um dos Apóstolos, e todos aqueles que traem o Magistério da Esposa de Cristo tornam-se Judas. O que Nosso Senhor disse foi: As portas do inferno não prevalecerão contra ela (Mt 16, 18).
A palavra “Igreja” tem dois sentidos: um sobrenatural e outro sociológico. Para todos os não-católicos e, infelizmente, também para muitos católicos de hoje, a Igreja é uma instituição meramente humana, constituída por pecadores, uma instituição cuja história está carregada de crimes. É preocupante o fato de que o significado sobrenatural da palavra “Igreja” – a saber, a santa e imaculada Esposa de Cristo – seja totalmente desconhecido da esmagadora maioria das pessoas, e até de um alto percentual de católicos cuja formação religiosa foi negligenciada desde o Vaticano II. Por isso, quando o Papa ou algum membro da hierarquia pede perdão pelos pecados dos cristãos no passado, muitas pessoas acabam pensando que a Igreja – a instituição religiosa mais poderosa da terra – está finalmente a admitir as suas culpas e que a sua própria existência foi prejudicial à humanidade.
Na realidade, a Esposa de Cristo é a maior vítima dos pecados dos seus filhos; no entanto, é ela que implora a Deus que perdoe os pecados daqueles que pertencem ao seu corpo. É a Santa Igreja que implora a Deus que cure as feridas que esses filhos pecadores infligiram a outros, muitas vezes em nome da mesma Igreja que traíram.
Somente Deus pode perdoar os pecados; é por isso que a liturgia católica é rica em orações que invocam o perdão de Deus. As vítimas dos pecados podem (e devem) perdoar o mal que sofreram, mas não podem de forma alguma perdoar o mal moral em si, e, caso se recusem a perdoar, movidas pelo rancor e pelo ódio, Deus, que é infinitamente misericordioso, nunca nega o seu perdão àqueles que o procuram de coração contrito.
A Santa Igreja Católica não pode pecar; mas muitas vezes é a mãe dolorosa de filhos díscolos e desobedientes. Ela dá-lhes os meios de salvação, dá-lhes o pão puro da Verdade. Mas não pode forçá-los a viver os seus santos ensinamentos. Isto aplica-se tanto a papas e bispos como aos demais membros da Igreja. Cristo foi traído por um dos seus Apóstolos e negado por outro. O primeiro enforcou-se; o segundo arrependeu-se e chorou amargamente.
A distinção entre os sentidos sobrenatural e sociológico da Igreja deve ser continuamente enfatizada, pois fatalmente causa confusão quando não é explicitada com clareza.
Assim como os judeus que aderem ao ateísmo traem tragicamente o seu título de honra – serem parte do povo escolhido de Deus –, assim os católicos romanos que pisoteiam o ponto central da moralidade – amar a Deus e, por Ele, o próximo –, traem um princípio sagrado da sua fé.
, Por outro lado, em nome da justiça e da verdade, é imperioso mencionar que os católicos verdadeiros (aqueles que vivem a fé e enxergam a Santa Igreja com os olhos da fé) sempre ergueram a voz contra os pecados cometidos pelos membros da Igreja. São Bernardo de Claraval condenou em termos duríssimos as perseguições que os judeus sofreram na Alemanha do século XII (cf. Ratisbonne, Vida de São Bernardo). Os missionários católicos no México e no Peru protestavam constantemente contra a brutalidade dos conquistadores, geralmente movidos pela ganância. A Igreja deve ser julgada com base naqueles que vivem os seus ensinamentos, não naqueles que os traem. Recordo-me das palavras com que um amigo meu, judeu muito ortodoxo, lamentava o fato de muitos judeus se tornarem ateus: “Se somente um judeu permanecer fiel, esse judeu é Israel”. O mesmo pode ser dito com relação à Igreja Católica; apenas as pessoas fiéis ao ensinamento de Cristo podem falar em seu nome. Ela deve ser julgada de acordo com a santidade que alguns dos seus membros alcançam, não de acordo com os pecados e crimes de inúmeros cristãos que julgam os seus ensinamentos difíceis de praticar e que por isso traem a Deus na sua vida cotidiana.
Os pecadores, aliás, estão igualmente distribuídos pelo mundo e não são uma triste prerrogativa da religião católica. Se fosse assim, estaria justificada a afirmação de um dos meus alunos judeus em Hunter, feita diante de uma sala lotada: “Teria sido melhor para o mundo que o cristianismo nunca tivesse existido”. A história julgará se o conflito atual entre judeus e muçulmanos é moralmente justificável.
Este modesto comentário foi motivado pelo que disse um rabino à televisão, um dia após o pronunciamento histórico de João Paulo II na Basílica de São Pedro, a 12 de março de 2000, quando o Santo Padre pediu perdão pelos pecados dos cristãos no passado 1. O rabino não apenas achou o pedido de desculpas de Sua Santidade “incompleto” por não mencionar explicitamente o Holocausto (esquecendo-se de mencionar que os católicos eram e são minoria na Alemanha, país basicamente protestante), como também disse que os pecados cometidos pela Igreja foram freqüentemente endossados pelos seus líderes, dando a entender que o anti-semitismo faria parte da própria natureza da Igreja.
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(1) É digno de nota que somente o Papa tenha pedido desculpas pelos pecados cometidos pelos membros da Igreja. Não deveriam fazer o mesmo os hindus, por terem praticamente erradicado o budismo da Índia e forçado os seus membros a fugir para o Tibet, a China e o Japão? Não deveriam os anglicanos pedir desculpas por terem assassinado São Thomas More, São John Fisher e São Edmund Campion, para mencionar apenas três nomes? E quanto ao extermínio de um milhão de armênios pelos turcos em 1914? Ninguém fala a respeito desse “holocausto”; ninguém parece saber dele. E o extermínio de cristãos que acontece agora no Sudão?
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Tal afirmação deixa claro que o rabino não fazia a menor idéia daquilo que os católicos entendem por Esposa Imaculada de Cristo – uma realidade que não pode ser percebida ou compreendida por aqueles que usam os óculos do secularismo. Pergunto-me quando o “mundo” considerará que a Igreja já pediu desculpas suficientes. Por séculos a Igreja tem sido o bode expiatório ideal. O que os seus acusadores fariam se ela deixasse de existir?
Aqueles que a acusam de “silêncio” não estão apenas mal informados, mas pressupõem que eles próprios seriam heróicos se estivessem na mesma situação. Como o Papa Pio XII disse a meu marido numa entrevista privada, quando ainda era Secretário de Estado: “Não se obriga ninguém a ser mártir”. Quantas pessoas se julgam heróicas sem nunca terem sido realmente testadas! Quantos judeus arriscariam a vida para salvar católicos perseguidos? Por que esquecem que milhões de católicos também pereceram nos campos de concentração? Se a Gestapo tivesse apanhado o meu marido, considerado o inimigo número um de Hitler em Viena, tê-lo-ia feito em pedaços. Ele lutava contra o nazismo em nome da Igreja e perdeu tudo porque odiava a iniqüidade. Quantas pessoas fariam o mesmo – não na sua imaginação, mas na realidade?
Também não devemos esquecer que inúmeros católicos foram (e são) perseguidos por causa da sua fé. Mas um verdadeiro católico não espera desculpas dos seus perseguidores. Perdoa os seus perseguidores, quer eles lhe peçam desculpas, quer não. Reza por eles, ama-os em nome dAquele que padeceu e morreu pelos pecados de todos. É sempre lamentável ouvir um católico dizer: “Fulano e beltrano devem-me desculpas”.
Somente a pessoa que enxerga a Santa Igreja Católica (chamada santa cada vez que o Credo é recitado) com os olhos da fé, só essa pessoa compreende com imensa gratidão que a Igreja é a Santa Esposa de Cristo, sem ruga nem mácula, por causa da santidade do seu ensinamento, porque aponta o caminho para a Vida Eterna e porque dispensa os meios da graça, ou seja, os sacramentos.
O pecado é uma realidade medonha e que os pecados cometidos por aqueles que se dizem servos de Deus são especialmente repulsivos. Nunca serão excessivamente lamentados, mas devemos ter presente que, apesar de muitos membros da Igreja serem – infelizmente – cidadãos da Cidade dos Homens e não da Cidade de Deus, a Igreja permanece santa.
Alice von Hildebrand - Professora emérita de filosofia do Hunter College da City University de New York. É autora de diversos livros entre os quais os mais recentes são: “The Soul of a Lion” (Ignatius Press), sobre o seu falecido marido, o filósofo Dietrich von Hildebrand; “The Privilege of Being a Woman” (Sapientia Press); e “By Love Refined” (Sophia Institute Press).
extraído de Quadrante
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quarta-feira, janeiro 16, 2008
A Virgem Maria e o Amor

Nossa Senhora é um ser de muito amor, verdadeiramente bendita entre as mulheres. Contemplar sua imagem é muito bom, faz bem a alma. É uma boa dica para meditar: ficar lembrando dela, de sua beleza, de seu amor, de sua fé, de sua coragem. Lindo mesmo! Tanta pureza, tanta doçura, tanto amor e aceitação! É um modelo para ser seguido. Creio que sua doçura deve ser para nós um exemplo. Vejam que ser mais lindo que Deus criou! Cada vez que contemplo a pureza de Maria, mãe do Nosso Senhor, rendo graças a Ele por isso.
Amor é algo muito grande e também muito profundo. Quando pensamos que sabemos tudo sobre ele, terminamos por descobrir o quanto estávamos enganados. Quando confundimos amor com desejo, as coisas ficam difíceis de resolver. Mas quando simplesmente nos entregamos a Sabedoria Divina, tudo passa a fluir com facilidade, tudo se arranja em seu respectivo lugar. Não existe nada mais forte que o amor! E Maria é um ser assim: forte! Porque tem o coração pleno desse sentimento.
O Espírito Santo é o amor que une Pai e Filho. Percebem como Maria de Nazaré é plena do Espírito Santo? Ele a agraciou desde o início e por isso ela é bendita em todas as gerações, pelos séculos dos séculos.
Mãe amada interceda por nós!
amor
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quarta-feira, dezembro 12, 2007
Cavaleiros Templários
Por Débora Lerrer
A ordem dos monges guerreiros, que se tornou uma das mais poderosas e controversas organizações na história da Europa medieval, era conhecida com uma variedade de nomes: Pobres Soldados de Cristo e do Templo de Salomão, Milícia de Cristo ou, mais comumente, Cavaleiro Templários. Em 200 anos, a partir de seu objetivo de proteger as rotas de peregrinação, eles construíram um império econômico que pode ser considerado a primeira multinacional européia. Devendo obediência apenas ao papa, os Templários desenvolveram arrojadas técnicas de construção, trouxeram tecnologias dos muçulmanos e se tornaram mais ricos do que vários reinos, emprestando dinheiro para príncipes, bispos e reis. Famosos por sua bravura nas batalhas travadas nas Cruzadas, foram destruídos em menos de uma década por um rei que, não por acaso, era altamente endividado com a Ordem. Para o historiador Ricardo da Costa, professor da Universidade Federal do Espírito Santo, os templários podem ser considerados os fundamentalistas da época. "Eles estavam na vanguarda da espiritualidade cristã. Ser um padre e ao mesmo tempo combater o infiel era considerado o máximo para a época".
Em 1118, os cavaleiros Hugh de Payen e André de Montbard (tio do abade Bernard de Clairvaux, famoso pregador da época), junto com sete companheiros, se apresentaram para o Rei Balduíno I de Jerusalém, anunciando que tinham a intenção de fundar uma ordem de monges guerreiros e, na medida em que sua força permitisse, manteriam seguras as estradas e caminhos com especial atenção para a proteção dos peregrinos. A nova ordem fez votos de pobreza pessoal, de obediência e de castidade e jurou manter todo seu patrimônio em comum.
Os primeiros Templários passaram nove anos na Terra Santa, alojados em uma parte do palácio que foi cedida a eles pelo rei, exatamente em cima dos estábulos do que outrora foi o antigo Templo de Salomão. Daí veio o nome de cavaleiros do Templo, ou Templários. Para Tim Wallace-Murphy, responsável pela página da Rede Européia de Pesquisa da Herança Templária (ETHRN), a principal razão para a fundação da Ordem, ou seja, a proteção das rotas de peregrinação, não se sustenta - se analisados os primeiros anos da sua existência. Seria fisicamente impossível que nove cavaleiros de meia-idade protegessem as perigosas rotas entre Jaffa e Jerusalém de todos os bandidos e saqueadores infiéis, que acreditavam que os peregrinos que lhes garantiam roubos tão fáceis eram um presente de Deus. Já os indícios existentes das ações desses cavaleiros na região fazem essa hipótese ser ainda mais improvável, pois ao invés de patrulharem as rotas da Terra Santa para proteger peregrinos, eles passaram nove anos na tarefa perigosa e exigente de re-abrir uma série de túneis localizados sob seus quarteirões no Templo do Monte.
Os túneis explorados pelos Templários foram re-escavados em 1867, por um oficial da coroa britânica. Ele não encontrou o tesouro escondido do Templo de Jerusalém, mas pedaços de uma lança e de uma espada, esporas e uma pequena cruz templária, hoje guardados na Escócia. O que os Templários estariam procurando e como eles sabiam exatamente onde escavar?
No exterior da Catedral de Chartres, na porta do norte, está esculpida uma imagem no pilar que nos dá uma indicação do objeto procurado pelos Templários: a Arca da Aliança, representada sendo transportada em um veículo de rodas. Várias lendas contavam que a Arca ficou escondida por muito tempo embaixo da cripta da Catedral de Chartres. As mesmas lendas alegam que os Templários teriam encontrado muitos outros artefatos sagrados do velho templo judeu durante suas investigações, bem como uma considerável quantidade de documentação.
No Concílio de Troyes, em 1128, a Ordem dos Templários recebeu reconhecimento oficial. Seu regulamento foi redigido pelo monge Bernard de Clairvaux, e ganharam o manto branco como distintivo. Mais tarde o Papa Eugênio III lhes outorgou o uso da cruz vermelha octogonal. Em 1139, a Ordem ficou isenta de todos os impostos e passou a dever obediência somente à vontade do papa, não precisando mais prestar contas nem para bispos nem reis.
Desde sua fundação até a queda, os Templários exerceram influência e grande poder na Terra Prometida, e acabaram se tornando uma das forças militares mais importantes do Reino de Jerusalém. Além de seu papel militar, eles construíram castelos em posições estratégicas de defesa e estabeleceram bases importantes em toda a Palestina. "Com seus castelos e os povoamentos que surgiram em torno eles dominavam a área, efetivando a conquista em solo palestino", explica o historiador Ricardo da Costa. Rapidamente os Templários adquiriram fama de bravura em batalhas e de nunca se renderam facilmente aos inimigos.
A medida em que a Ordem crescia em prestígio, suas finanças também aumentavam vertiginosamente. Parte porque membros das famílias mais importantes da Europa se integravam a suas hostes, mas também porque a aristocracia européia acreditava que ao doar suas propriedades a eles, garantiam de antemão a salvação de sua alma. Rapidamente a Ordem tornou-se dona de terras de vários tamanhos espalhadas por todas as regiões européias da Dinamarca à Escócia, ao Norte, até a França, Itália e Espanha, no Sul. "O Rei de Aragão chegou a doar todo seu reino a eles", conta o historiador Costa.
Os interesses comerciais dos Templários eram impressionantes e variados, e suas atividades incluíam administração de fazendas, vinhas, minas e extração de pedras. Como resultado de seu interesse em proteger peregrinos e a manutenção de comunicações com suas bases operativas na Terra Santa, os templários operavam uma frota muito bem organizada que excedia a de qualquer reino daquele tempo. Em menos de 50 anos de sua fundação, os Cavaleiros Templários se tornaram uma força comercial com poder sem igual na Europa. Em cem anos, já haviam desenvolvido um precursor medieval dos conglomerados multinacionais, com interesses em todas as formas de atividades comerciais daquele tempo. Eram de longe muito mais ricos do que qualquer reino europeu.
Entre os principais itens de suas atividades comerciais estavam aquelas que hoje seriam definidas como de "tecnologia e idéias". A rede de comunicação dos Templários era a principal rota pela qual conhecimentos de astronomia, matemática, medicina fitoterápica e técnicas de cura faziam seu caminho da Terra Santa para a Europa. Entre esses avanços tecnológicos trazidos pelos cavaleiros estavam a respiração boca-a-boca e o telescópio.
Os Templários também eram grandes construtores. Em seus próprios Estados eles construíram e sustentaram castelos fortificados, fazendas, celeiros e moinhos, bem como alojamentos, estábulos e oficinas. Diversas ruínas particularmente no Sul da Europa e na Palestina demonstram a razão pela qual eles eram particularmente famosos como engenheiros, pois seus castelos foram construídos em locais estratégicos para defesa que colocavam enormes desafios e dificuldades de construção. As clássicas igrejas templárias, supostamente inspiradas no design da Igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém, influenciou a construção de muitas catedrais européias, especialmente a Catedral de Chartres, na França.
templarios
A ordem dos monges guerreiros, que se tornou uma das mais poderosas e controversas organizações na história da Europa medieval, era conhecida com uma variedade de nomes: Pobres Soldados de Cristo e do Templo de Salomão, Milícia de Cristo ou, mais comumente, Cavaleiro Templários. Em 200 anos, a partir de seu objetivo de proteger as rotas de peregrinação, eles construíram um império econômico que pode ser considerado a primeira multinacional européia. Devendo obediência apenas ao papa, os Templários desenvolveram arrojadas técnicas de construção, trouxeram tecnologias dos muçulmanos e se tornaram mais ricos do que vários reinos, emprestando dinheiro para príncipes, bispos e reis. Famosos por sua bravura nas batalhas travadas nas Cruzadas, foram destruídos em menos de uma década por um rei que, não por acaso, era altamente endividado com a Ordem. Para o historiador Ricardo da Costa, professor da Universidade Federal do Espírito Santo, os templários podem ser considerados os fundamentalistas da época. "Eles estavam na vanguarda da espiritualidade cristã. Ser um padre e ao mesmo tempo combater o infiel era considerado o máximo para a época".
Em 1118, os cavaleiros Hugh de Payen e André de Montbard (tio do abade Bernard de Clairvaux, famoso pregador da época), junto com sete companheiros, se apresentaram para o Rei Balduíno I de Jerusalém, anunciando que tinham a intenção de fundar uma ordem de monges guerreiros e, na medida em que sua força permitisse, manteriam seguras as estradas e caminhos com especial atenção para a proteção dos peregrinos. A nova ordem fez votos de pobreza pessoal, de obediência e de castidade e jurou manter todo seu patrimônio em comum.
Os primeiros Templários passaram nove anos na Terra Santa, alojados em uma parte do palácio que foi cedida a eles pelo rei, exatamente em cima dos estábulos do que outrora foi o antigo Templo de Salomão. Daí veio o nome de cavaleiros do Templo, ou Templários. Para Tim Wallace-Murphy, responsável pela página da Rede Européia de Pesquisa da Herança Templária (ETHRN), a principal razão para a fundação da Ordem, ou seja, a proteção das rotas de peregrinação, não se sustenta - se analisados os primeiros anos da sua existência. Seria fisicamente impossível que nove cavaleiros de meia-idade protegessem as perigosas rotas entre Jaffa e Jerusalém de todos os bandidos e saqueadores infiéis, que acreditavam que os peregrinos que lhes garantiam roubos tão fáceis eram um presente de Deus. Já os indícios existentes das ações desses cavaleiros na região fazem essa hipótese ser ainda mais improvável, pois ao invés de patrulharem as rotas da Terra Santa para proteger peregrinos, eles passaram nove anos na tarefa perigosa e exigente de re-abrir uma série de túneis localizados sob seus quarteirões no Templo do Monte.
Os túneis explorados pelos Templários foram re-escavados em 1867, por um oficial da coroa britânica. Ele não encontrou o tesouro escondido do Templo de Jerusalém, mas pedaços de uma lança e de uma espada, esporas e uma pequena cruz templária, hoje guardados na Escócia. O que os Templários estariam procurando e como eles sabiam exatamente onde escavar?
No exterior da Catedral de Chartres, na porta do norte, está esculpida uma imagem no pilar que nos dá uma indicação do objeto procurado pelos Templários: a Arca da Aliança, representada sendo transportada em um veículo de rodas. Várias lendas contavam que a Arca ficou escondida por muito tempo embaixo da cripta da Catedral de Chartres. As mesmas lendas alegam que os Templários teriam encontrado muitos outros artefatos sagrados do velho templo judeu durante suas investigações, bem como uma considerável quantidade de documentação.
No Concílio de Troyes, em 1128, a Ordem dos Templários recebeu reconhecimento oficial. Seu regulamento foi redigido pelo monge Bernard de Clairvaux, e ganharam o manto branco como distintivo. Mais tarde o Papa Eugênio III lhes outorgou o uso da cruz vermelha octogonal. Em 1139, a Ordem ficou isenta de todos os impostos e passou a dever obediência somente à vontade do papa, não precisando mais prestar contas nem para bispos nem reis.
Desde sua fundação até a queda, os Templários exerceram influência e grande poder na Terra Prometida, e acabaram se tornando uma das forças militares mais importantes do Reino de Jerusalém. Além de seu papel militar, eles construíram castelos em posições estratégicas de defesa e estabeleceram bases importantes em toda a Palestina. "Com seus castelos e os povoamentos que surgiram em torno eles dominavam a área, efetivando a conquista em solo palestino", explica o historiador Ricardo da Costa. Rapidamente os Templários adquiriram fama de bravura em batalhas e de nunca se renderam facilmente aos inimigos.
A medida em que a Ordem crescia em prestígio, suas finanças também aumentavam vertiginosamente. Parte porque membros das famílias mais importantes da Europa se integravam a suas hostes, mas também porque a aristocracia européia acreditava que ao doar suas propriedades a eles, garantiam de antemão a salvação de sua alma. Rapidamente a Ordem tornou-se dona de terras de vários tamanhos espalhadas por todas as regiões européias da Dinamarca à Escócia, ao Norte, até a França, Itália e Espanha, no Sul. "O Rei de Aragão chegou a doar todo seu reino a eles", conta o historiador Costa.
Os interesses comerciais dos Templários eram impressionantes e variados, e suas atividades incluíam administração de fazendas, vinhas, minas e extração de pedras. Como resultado de seu interesse em proteger peregrinos e a manutenção de comunicações com suas bases operativas na Terra Santa, os templários operavam uma frota muito bem organizada que excedia a de qualquer reino daquele tempo. Em menos de 50 anos de sua fundação, os Cavaleiros Templários se tornaram uma força comercial com poder sem igual na Europa. Em cem anos, já haviam desenvolvido um precursor medieval dos conglomerados multinacionais, com interesses em todas as formas de atividades comerciais daquele tempo. Eram de longe muito mais ricos do que qualquer reino europeu.
Entre os principais itens de suas atividades comerciais estavam aquelas que hoje seriam definidas como de "tecnologia e idéias". A rede de comunicação dos Templários era a principal rota pela qual conhecimentos de astronomia, matemática, medicina fitoterápica e técnicas de cura faziam seu caminho da Terra Santa para a Europa. Entre esses avanços tecnológicos trazidos pelos cavaleiros estavam a respiração boca-a-boca e o telescópio.
Os Templários também eram grandes construtores. Em seus próprios Estados eles construíram e sustentaram castelos fortificados, fazendas, celeiros e moinhos, bem como alojamentos, estábulos e oficinas. Diversas ruínas particularmente no Sul da Europa e na Palestina demonstram a razão pela qual eles eram particularmente famosos como engenheiros, pois seus castelos foram construídos em locais estratégicos para defesa que colocavam enormes desafios e dificuldades de construção. As clássicas igrejas templárias, supostamente inspiradas no design da Igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém, influenciou a construção de muitas catedrais européias, especialmente a Catedral de Chartres, na França.
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quinta-feira, dezembro 06, 2007
Deus e a matança dos inocentes
Pe. David Francisquini (*)
Com zelo de pastor, venho acompanhando os debates de vários projetos de deputados e senadores visando a introdução de leis atentatórias à moral católica em nosso Pais. Agora mesmo, o Projeto de Lei 1135/91, de descriminalizaçã o do aborto, de autoria da deputada Sandra Starling (PT/SP), está para ser posto em votação.
Sob o pretexto de livrar do vexame a mulher vítima de estupro, ou de afirmar que evitar mortes por abortos clandestinos é questão de saúde pública, o Poder Executivo, através do ministro da Saúde, José Gomes Temporão, alia-se ao Legislativo nessa manobra viperina. Ao fugir do debate moral e religioso, querem eles encurtar o caminho e instituir draconianamente a pena de morte contra crianças indefesas ainda no ventre materno.Se a tais projetos somarmos a pseudo-liberdade sexual (leia-se amor livre) promovida por muitos órgãos da mídia falada, escrita e televisiva, além de uma pressão insolente e agressiva de lobbies internacionais pró-aborto, não fica difícil perceber a existência de uma verdadeira trama maquiavélica com o objetivo definido de erradicar o que ainda existe de cristão na Terra de Santa Cruz.
Ademais, já existem sintomas claros. Mónica Roa, colombiana, advogada e ativista pró-aborto, expôs uma estratégia utilizada com êxito para introduzir o aborto em seu país: "Constatamos que o debate em torno do tema sempre era de ordem moral e religiosa. Decidimos mudar radicalmente o rumo do debate. Começamos a tratar do aborto sempre como um problema de saúde pública, de direitos humanos e de eqüidade de gênero."Relembro aos leitores a doutrina do pecado coletivo de uma nação. Este é tipificado no momento em que se aprova uma lei que fere o Decálogo. E Santo Agostinho ensina que nem no Céu nem no inferno há prêmios e castigos para nações, visto serem elas premiadas ou castigadas neste mundo. O que nos leva a concluir que os protagonistas do aborto estejam a atrair a ira de Deus sobre o Brasil.
Para a moral católica, o aborto "brada aos céus e clama a Deus por vingança", e quem o provoca incorre em excomunhão latae sententiae, isto é, automática, a qual atinge os que o praticam, quer por efeito de estupro, quer por deformidade do feto ou risco de morte da mãe. Sua Santidade Bento XVI afirmou: "A vida é obra de Deus" e "não pode ser negada a ninguém, nem ao pequeno e indefeso feto nem a quem apresenta graves incapacidades" .
No México, ainda há pouco, o Cardeal Rivera formulou a "mais firme condenação" do aborto, qualificando- o de "ato abominável" e de "execrável assassinato". Ademais, admoestou os legisladores, que votaram favoravelmente ao aborto, pelo grave pecado cometido, proibindo-lhes a comunhão, pena extensiva aos médicos e enfermeiros que participarem de ato abortivo.Uma responsabilidade moral difusa, mas não menos grave, pesa sobre todos os que favorecem a difusão da permissividade sexual e o menosprezo pela maternidade. Ela pesa também sobre os que deveriam assegurar políticas familiares e sociais de apoio às famílias, especialmente as mais numerosas, ou aquelas com particular dificuldade financeira para propiciar o desenvolvimento físico e educacional dos filhos.
O aborto e a violência sexual - a qual já é prerrogativa da rua, mas infelizmente se verifica no recinto dos próprios lares, onde crianças são agredidas por pessoas da própria família - são os frutos perniciosos da decadência moral em que está imersa nossa sociedade. Decadência largamente fomentada pela difusão sistemática da imoralidade refletida nas modas, nos programas de TV, na publicidade, nas músicas, etc.Como guardião da ordem, o Estado tem o dever de zelar pela moralidade pública, não permitindo que em nome de uma falsa liberdade se faça em nosso País uma "revolução cultural", que tripudia e aniquila os princípios perenes consubstanciados no Evangelho; e não - como vem infelizmente acontecendo - se tornar um possante propulsor da mesma revolução pela disseminação da imoralidade, da desordem e do caos.
(*) Sacerdote da igreja Imaculado Coração de Maria -- Cardoso Moreira (RJ)
Agência Boa Imprensa - ABIM AGÊNCIA BOA IMPRENSA
Notícias e comentários destinados a órgãos do Brasil e do exteriorNº 972 - Novembro/2007
aborto não!
Com zelo de pastor, venho acompanhando os debates de vários projetos de deputados e senadores visando a introdução de leis atentatórias à moral católica em nosso Pais. Agora mesmo, o Projeto de Lei 1135/91, de descriminalizaçã o do aborto, de autoria da deputada Sandra Starling (PT/SP), está para ser posto em votação.
Sob o pretexto de livrar do vexame a mulher vítima de estupro, ou de afirmar que evitar mortes por abortos clandestinos é questão de saúde pública, o Poder Executivo, através do ministro da Saúde, José Gomes Temporão, alia-se ao Legislativo nessa manobra viperina. Ao fugir do debate moral e religioso, querem eles encurtar o caminho e instituir draconianamente a pena de morte contra crianças indefesas ainda no ventre materno.Se a tais projetos somarmos a pseudo-liberdade sexual (leia-se amor livre) promovida por muitos órgãos da mídia falada, escrita e televisiva, além de uma pressão insolente e agressiva de lobbies internacionais pró-aborto, não fica difícil perceber a existência de uma verdadeira trama maquiavélica com o objetivo definido de erradicar o que ainda existe de cristão na Terra de Santa Cruz.
Ademais, já existem sintomas claros. Mónica Roa, colombiana, advogada e ativista pró-aborto, expôs uma estratégia utilizada com êxito para introduzir o aborto em seu país: "Constatamos que o debate em torno do tema sempre era de ordem moral e religiosa. Decidimos mudar radicalmente o rumo do debate. Começamos a tratar do aborto sempre como um problema de saúde pública, de direitos humanos e de eqüidade de gênero."Relembro aos leitores a doutrina do pecado coletivo de uma nação. Este é tipificado no momento em que se aprova uma lei que fere o Decálogo. E Santo Agostinho ensina que nem no Céu nem no inferno há prêmios e castigos para nações, visto serem elas premiadas ou castigadas neste mundo. O que nos leva a concluir que os protagonistas do aborto estejam a atrair a ira de Deus sobre o Brasil.
Para a moral católica, o aborto "brada aos céus e clama a Deus por vingança", e quem o provoca incorre em excomunhão latae sententiae, isto é, automática, a qual atinge os que o praticam, quer por efeito de estupro, quer por deformidade do feto ou risco de morte da mãe. Sua Santidade Bento XVI afirmou: "A vida é obra de Deus" e "não pode ser negada a ninguém, nem ao pequeno e indefeso feto nem a quem apresenta graves incapacidades" .
No México, ainda há pouco, o Cardeal Rivera formulou a "mais firme condenação" do aborto, qualificando- o de "ato abominável" e de "execrável assassinato". Ademais, admoestou os legisladores, que votaram favoravelmente ao aborto, pelo grave pecado cometido, proibindo-lhes a comunhão, pena extensiva aos médicos e enfermeiros que participarem de ato abortivo.Uma responsabilidade moral difusa, mas não menos grave, pesa sobre todos os que favorecem a difusão da permissividade sexual e o menosprezo pela maternidade. Ela pesa também sobre os que deveriam assegurar políticas familiares e sociais de apoio às famílias, especialmente as mais numerosas, ou aquelas com particular dificuldade financeira para propiciar o desenvolvimento físico e educacional dos filhos.
O aborto e a violência sexual - a qual já é prerrogativa da rua, mas infelizmente se verifica no recinto dos próprios lares, onde crianças são agredidas por pessoas da própria família - são os frutos perniciosos da decadência moral em que está imersa nossa sociedade. Decadência largamente fomentada pela difusão sistemática da imoralidade refletida nas modas, nos programas de TV, na publicidade, nas músicas, etc.Como guardião da ordem, o Estado tem o dever de zelar pela moralidade pública, não permitindo que em nome de uma falsa liberdade se faça em nosso País uma "revolução cultural", que tripudia e aniquila os princípios perenes consubstanciados no Evangelho; e não - como vem infelizmente acontecendo - se tornar um possante propulsor da mesma revolução pela disseminação da imoralidade, da desordem e do caos.
(*) Sacerdote da igreja Imaculado Coração de Maria -- Cardoso Moreira (RJ)
Agência Boa Imprensa - ABIM AGÊNCIA BOA IMPRENSA
Notícias e comentários destinados a órgãos do Brasil e do exteriorNº 972 - Novembro/2007
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