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quinta-feira, outubro 19, 2017

Comentários Eleison: Putin fala

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Comentários Eleison – por Dom Williamson
Número DXXXV(535) (14 de outubro de 2017)



PUTIN FALA


É quando as pessoas sofrem que aprendem.
Eis por que o Ocidente terá de quebrar e queimar!

   Quando tudo no mundo ao nosso redor está sendo virado de cabeça para baixo, não deve surpreender-nos encontrar o Papa falando como um político comunista e o líder da Rússia falando como um Papa católico. Assim, um leitor destes "Comentários" ficou surpreso ao vê-los (5 de agosto) referindo-se à "Santa Rússia", quando, desde 1917, é a Rússia que vem espalhando seus erros em todo o mundo. Mas a "Santa Rússia" é uma expressão que se refere a um tempo muito anterior ao século XX. Refere-se à inclinação natural do povo russo para a religião. Se de 1917 a 1989 foi o leito do comunismo internacional, isto se deu apenas porque ele o serviu com um fervor religioso, porque este era  e ainda é  o messianismo do materialismo, a principal religião substituta judaica para os pós-cristãos (que só podem primariamente culpar a si mesmos).

   Mas 72 anos de comunismo causaram tanto sofrimento aos russos que eles aprenderam a lição e estão agora encontrando o caminho de volta para Deus, e por sua nação se voltar para Ele, tem merecido um verdadeiro estadista como seu líder, que é a esperança de muitas almas decentes em todo o mundo. Alguns especialistas na perfídia da Nova Ordem Mundial ainda desconfiam de Vladimir Putin, o que é compreensível, mas, como dizem os americanos, se ele fala, caminha e age como um seguidor de Cristo, então o senso comum diz que ele é um seguidor de Cristo. Leia aqui uma versão (tirada de uma legenda de vídeo) de um discurso seu há quatro anos na Rússia, e julguem vocês mesmos se sua visão de mundo não é cristã:

Outro desafio para a identidade nacional russa está ligado aos acontecimentos que observamos fora da Rússia. Eles incluem política externa, moral e outros aspectos. Vemos que muitos Estados do Euroatlântico tomaram o caminho de negar ou rejeitar suas raízes cristãs que constituem a base da civilização ocidental. Nesses países, a base da moral e de qualquer identidade tradicional está sendo negada  as identidades nacionais, religiosas, culturais e até mesmo sexuais estão sendo negadas ou relativizadas. Lá, a política trata uma família com muitas crianças como juridicamente igual a uma parceria homossexual  a fé em Deus é igualada à crença em Satanás. Os excessos e os exageros do "politicamente correto" nesses países levam as pessoas a considerarem seriamente a legitimação de partidos políticos que promovam propaganda da pedofilia.

   As pessoas em muitos Estados europeus estão realmente envergonhadas de suas afiliações religiosas e estão até com medo de falar sobre elas. Feriados e celebrações cristãs são abolidos ou recebem nomes neutros, como se houvesse vergonha dessas festas cristãs. Assim, o valor moral mais profundo dessas celebrações está sendo escondido. E esses países tentam forçar esse modelo para outros países. Estou profundamente convencido de que viver dessa maneira levará diretamente a cultura a ser degradada e levada de volta a uma condição primitiva. E isso torna a crise demográfica e moral do Ocidente ainda mais profunda. Hoje, quase todos os países desenvolvidos do Ocidente não podem sobreviver reprodutivamente, nem mesmo com o aumento de população pela imigração. Que prova mais clara da crise moral no Ocidente poderia haver que essa incapacidade de reproduzir-se?

   Sem os valores morais que estão enraizados no Cristianismo e outras religiões do mundo, sem as regras e os valores morais que foram formados e desenvolvidos ao longo de milhares de anos, as pessoas inevitavelmente perdem a dignidade humana. Quanto a nós mesmos, pensamos que é correto e natural defender esses valores morais provenientes do Cristianismo. Devemos respeitar o direito à autodeterminação de cada minoria, mas ao mesmo tempo não pode e não deve haver qualquer dúvida sobre os direitos da maioria.

   Ao mesmo tempo em que observamos essa decadência em nível nacional no Ocidente, em nível internacional observamos a tentativa de unificar o mundo de acordo com um modelo unipolar, relativizar e remover instituições de direito internacional e soberania nacional. Em um mundo assim tão unipolar unificado, não há lugar para os Estados soberanos, porque tal mundo exige apenas vassalos. Da perspectiva histórica, tal mundo unipolar significaria a rendição da própria identidade e da diversidade criada por Deus.

   Kyrie eleison.


terça-feira, outubro 03, 2017

Comentários Eleison: Verdade Histórica - III

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Comentários Eleison – por Dom Williamson
Número DXXXIII (533) (30 de setembro de 2017)


VERDADE HISTÓRICA – III


Como não estar mais ou menos confusa a totalidade dos homens poderia,
Quando é recusada a realidade por sua maioria?

O terrível castigo da persistência na mentira é aquele em que se perde todo senso da realidade. Este castigo está encerrando-se em nossa "civilização" ocidental. As pessoas não podem mais distinguir entre verdade e falsidade, entre fantasia e realidade. Infelizmente, a fantasia pode ser mais doce, mas a realidade sempre se reafirma no final, e quanto mais obstinadamente se apega à fantasia, mais violentamente a realidade é susceptível de retornar. As duas guerras mundiais do século passado foram retornos violentos à realidade. Estamos indo direto para uma terceira, porque estão elevando a preferência pela fantasia a uma ideologia. O seguinte exemplo claro da transformação de mentiras em ideologia vem de um site que se esforça para defender a verdade:

Em 2009, o americano nascido na Polônia, Herman Rosenblat, escreveu um memorando sobre o Holocausto para o qual, mesmo antes de poder ser publicado como um livro, os direitos cinematográficos tinham sido vendidos por vinte e cinco mil dólares. Angel at the fence [Anjo na cerca] diz como Rosenblat, preso durante a Segunda Guerra Mundial no campo de concentração de Buchenwald, encontrava-se através da cerca externa do campo com uma menina de nove anos que lhe jogava maçãs e pães sobre a cerca. Ao final da guerra, eles perderam contato um com o outro, e ele emigrou para os Estados Unidos. Anos depois, em Nova York, recorreu a uma agência de casamento para encontrar uma esposa, e quem havia de aparecer no encontro às cegas senão a mesma menina? Ela já era adulta, mas ele a reconheceu imediatamente e lhe propôs casamento, que foi aceito, e eles viveram felizes para sempre.

A história é das mais comoventes. Rosenblat deu a entender a todos que isso aconteceu na realidade, e parece que todos acreditaram nele. No entanto, os investigadores da história provaram com fatos da guerra, por exemplo, a impossibilidade de os presos de Buchenwald se aproximarem da cerca externa do campo, ou seja, provaram que essa história era pura invenção da imaginação de Rosenblat. Foi mais uma “história falsa do Holocausto”. Mas um visitante regular do site acima mencionado, Seymour Zak, protestou com veemência que não existiria algo como uma “história falsa do Holocausto”. Eis quão assustador é o seu raciocínio:

...O que os antissemitas continuam insistindo que sejam "histórias falsas do Holocausto", deve ser visto de uma luz mais positiva como "a verdade da imaginação", para citar a famosa frase do poeta John Keats. Se algo é percebido como verdadeiro pela mente, ainda que estritamente falando possa não ter acontecido, e se esse evento é visto posteriormente como uma verdade viva nas mentes de milhões de outras pessoas boas que foram expostas à mesma versão mais alta da realidade, então não deve ser descartado como uma "mentira"... Todas essas histórias são verdadeiras em um sentido metafísico superior, e negá-las é um sacrilégio... Temos a obrigação sagrada para com os seis milhões que morreram sob a tirania do malvado ditador nazista Adolf Hitler de lembrar os mortos e rejeitar com desprezo todas as tentativas de negar o Holocausto referindo-se às " histórias falsas do Holocausto". Repito: não existe algo como uma história falsa do Holocausto. Toda história do Holocausto é verdadeira, cem por cento verdadeira, tenha ela acontecido ou não... Nas palavras sublimes de Elie Wiesel: "Na literatura, certas coisas são verdadeiras, ainda que não tenham acontecido, enquanto outras não são verdadeiras, mesmo que tenham acontecido".

No raciocínio de Seymour Zak, não importa se os seis milhões mencionados aqui realmente morreram "sob a tirania, etc." ou não. O que importa é se os Seis Milhões constituem uma “versão mais alta da realidade, vista como uma verdade viva nas mentes de milhões de pessoas boas, etc.”, e se o fazem, então afirmar que elas morreram quando, na realidade, elas não morreram, já não é mais uma mentira, mas uma verdade mais alta! A realidade não é mais a medida da verdade, especialmente se essa verdade superior é quase religiosa, ou seja, uma "obrigação sagrada" que é "sacrilégio" negar, a saber, o holocaustianismo. Em outras palavras, há uma realidade histórica e uma realidade não histórica, e apenas a segunda merece o nome de "realidade"!

Isto é uma completa loucura, mas está em toda a sociedade à nossa volta, cada vez mais, e nós, seres humanos, somos animais sociais, necessariamente influenciados pela sociedade que nos rodeia. Católicos – e não católicos –, se vocês quiserem manter as cabeças acima do crescente inundação de loucura, rezem os Quinze Mistérios do Santo Rosário todos os dias. Nossa Senhora pode proteger sua sanidade. Estes "Comentários" não têm outro remédio para sugerir.


Kyrie eleison.

quarta-feira, setembro 27, 2017

Comentários Eleison: Verdade Histórica - II

Comentários Eleison – por Dom Williamson
Número DXXXII (532) (23 de setembro de 2017)


VERDADE HISTÓRICA – II


É certo que a verdade é fruto da liberdade?
Pelo contrário, disse Nosso Senhor: a raiz da liberdade é a verdade.

Como os "Comentários" da semana passada lembraram os leitores, é a própria Escritura que nos diz que o Anticristo virá, porque os homens não tiveram amor pela verdade (2 Tessalonicenses 2, 10). Deus é a verdade (Jo 14, 6), e assim, quando os homens se afastam de Deus, eles se abrem para as mentiras. Mas Satanás é o pai da mentira (Jo 8, 44), e, deste modo, acolher as mentiras é receber Satanás, e, finalmente, seu Anticristo, o pior de todos os inimigos de Cristo. Portanto, pensar que a cena política moderna que está cheia de mentiras não é um problema religioso, porque a política e a religião têm pouco que ver uma com a outra, é ter uma visão muito defeituosa da religião. O amor da verdade é importante em todas as áreas da vida. "A verdade o libertará", diz Nosso Senhor (Jo 8, 32). Efetivamente – inúmeras pessoas hoje são escravizadas pelas mentiras da mídia vil, e a mídia é vil precisamente porque mente, gravemente e sistematicamente.

O exemplo de uma falsidade monstruosa amplamente aceita exposto na semana passada veio da França, embora essa falsidade se mantenha em todo o mundo. A falsidade monstruosa desta semana vem dos Estados Unidos. Sem dúvida, muitos dos leitores destes "Comentários" sabem que a verdadeira história do 11 de setembro não é em absoluto o que tem sido mostrado, e tantas mentes estão deformadas porque não quiseram conhecer a verdade. Como resultado, toda a sua percepção do curso dos acontecimentos no século XXI permanece desviada da verdade pelo que foi feito para parecer um ataque "terrorista" em 2001 nas Torres Gêmeas e no Pentágono. Tal como acontece com a falsidade monstruosa da semana passada, só umas poucas horas na internet lhes dariam toda a evidência de que precisam para conhecer a verdade. Mas, como diz o provérbio, "o pior cego é aquele que não quer ver".

Um grande americano amante da verdade, Paul Craig Roberts, diz em seu artigo de 8 de junho, "A Catástrofe Americana", o quão frustrante é insistir com seus compatriotas contra a verdadeira narrativa de eventos, apenas para receber contestações como: "Se fosse uma conspiração, alguém teria falado”. Sim, é claro, ele responde, mas não faz a mínima diferença se eles falam. Ele cita o ataque de Israel em 1967 contra o navio da Marinha Americana, Liberty, totalmente exposto desde então por altos oficiais e funcionários americanos, mas ainda oficialmente encoberto. Ele cita os assassinatos políticos de John e Robert Kennedy na década de 1960, ambos ainda oficialmente encobertos apesar das evidências claras, e então ele passa a referir-se ao 11 de setembro:

Quanto ao 11 de setembro, mais de cem socorristas (bombeiros e policiais) e pessoal de manutenção do World Trade Center que estiveram nas Torres Gêmeas testemunharam que ouviram e experimentaram múltiplas explosões dentro das torres pouco antes de escapar com suas vidas. O pessoal de manutenção testemunhou que as primeiras explosões ocorreram no subsolo antes que o avião atingisse a torre. Especialistas em demolição testemunharam que os edifícios foram, sem sombra de dúvidas, derrubados por demolição controlada. Três mil arquitetos e engenheiros disseram que a história oficial é impossível. Cientistas independentes publicaram suas descobertas de que o resíduo das torres contêm nano-termite reativa e não reativa. Mas toda essa conversa não tem efeito sobre o encobrimento oficial. Os especialistas são descartados como "teóricos da conspiração", um termo que a CIA introduziu no discurso político para desacreditar aqueles que expuseram o encobrimento do assassinato do presidente Kennedy.

Esta "catástrofe americana" de um povo em grande parte desinteressado em evidência ou na verdade está agora levando-nos diretamente à Guerra Mundial, porque o público americano está aceitando acreditar que a Rússia interferiu nas eleições americanas no ano passado, que a Rússia quer atacar seus vizinhos, que Putin é outro Hitler – tudo mentira. Paul Craig Roberts está em desespero virtual por essa falta de amor pela verdade. Todos nós pagaremos o preço.


Kyrie eleison.

terça-feira, setembro 19, 2017

Comentários Eleison: Verdade Histórica - I

Comentários Eleison – por Dom Williamson
Número DXXXI (531) (17 de setembro de 2017)


VERDADE HISTÓRICA – I


A verdade deve ser amada, mas depois pela razão reconhecida,
E então, a tempo e fora de tempo, deve ser defendida.

A Escritura diz (2 Tess. 2, 9-10 da tradução da Vulgata pelo Pe. Matos Soares) que a vinda do Anticristo "é por obra de Satanás... e com todas as seduções da iniquidade para aqueles que se perdem, porque (por sua culpa) não abraçaram o amor da verdade para serem salvos. Por isso Deus lhes enviará o artifício do erro, de tal modo que creiam na mentira, para que sejam condenados todos os que não deram crédito à verdade, mas se comprazeram na iniquidade”. Cada palavra precisa ser pesada.

Para o fim do mundo, do qual seguramente se pode dizer que deve incluir o século XXI, o malvado Anticristo enganará as almas que se dirigem para o Inferno, e elas estão indo para o Inferno porque não aceitam o amor da verdade como o aceitariam se se dirigissem para o céu. Porque elas não amaram a verdade, Deus as punirá com a operação do erro, com o resultado de que elas acreditarão em uma série de mentiras. Deste modo, todos os que atrairão o juízo sobre si mesmos, em vez de amarem, buscar, encontrar a verdade e crer nela, concordaram em participar do mundo perverso de mentiras fabricado pelo Anticristo e por seus agentes (que podem ser chamados de "anticristos" com "a" minúsculo), para povoar o inferno.

Observem como a condenação generalizada dos últimos tempos não começa com a recusa da verdade, mas com a recusa do amor à verdade. No mundo de mentiras fabricado pelos políticos e meios de comunicação de hoje, uma "operação de erro", como nunca antes, é tal que eu posso percebê-la como se nem sequer houvesse verdade por recusar, mas se eu me recuso a desesperar e se com um coração reto eu faço uma busca a essa verdade que eu sei não estar ao meu redor, Deus se assegurará de que eu a encontre (Mt. 7, 7-8). Por outro lado, se eu conheço uma verdade importante e a desconsidero, Deus não estará comigo. A seguir, um exemplo que poderia vir hoje de qualquer lugar do mundo ocidental.

Faleceu recentemente um advogado francês, Bernard Jouanneau, quem durante anos serviu à LICRA para processar nos tribunais franceses o professor Robert Faurisson por negar a verdade histórica das câmaras de gás da Segunda Guerra Mundial, pelas quais se considera de maneira generalizada que perderam a vida seis milhões de judeus (LICRA é a Liga contra o Racismo e o Antissemitismo que processou Dom Lefebvre por atrever-se, no final da década de 1980, a sugerir que os muçulmanos retornassem aos seus próprios países). Em uma entrevista concedida ao jornal católico francês "La Croix" de 23 de setembro de 1987, Jouanneau disse: "Se as câmaras de gás existiram, então a barbaridade dos nazistas foi inigualável. Se não existiram, então os judeus mentiram, e o antissemitismo estaria justificado. É isto o que está em jogo no debate das câmaras de gás".

A avaliação de Jouanneau é completamente correta, exceto pelo fato de que o que está em jogo é muito mais do que somente a política, pois a "holocaustianidade" é a coisa mais próxima de uma religião que muitas almas têm hoje. Auschwitz substitui o Calvário, as câmaras de gás servem de Cruz, e os Seis Milhões de judeus tomam o lugar do Redentor; em outras palavras, são Deus. E essa "holocaustianidade" é a coisa mais próxima de uma religião de Estado de muitos Estados modernos ocidentais. Portanto, seria de esperar que Estados e indivíduos modernos se interessassem seriamente pela verdade das câmaras de gás, que são o coração da "holocaustianidade". Mas o que se encontra? Um grande número desses Estados tem aprovado leis para proibir o questionamento da versão oficial das câmaras de gás. Mas desde quando leis fazem ou desfazem a verdade? Tais leis põem a própria lei em descrédito!

Aqui está uma tremenda falta de amor pela verdade e uma correspondente falta de verdade. E, com certeza, é uma "operação de erro" que nos assedia atualmente, graças à grande mídia vil. No entanto, quem ama a verdade precisa passar apenas algumas horas na internet, para que seja abalada até mesmo a fé mais emotiva nas câmaras de gás. Não é de admirar que os “licranos” e seus semelhantes estejam fazendo tudo o que podem para censurar a Internet, mas com todos os seus perigos ela continua a ser um ativo por ser vigorosamente defendido, pelo menos até e se os “licranos” conseguirem controlá-lo.


Kyrie eleison.

segunda-feira, setembro 04, 2017

Comentários Eleison: Soldado Católico

Comentários Eleison – por Dom Williamson
Número DXXIX (529) (02 de setembro de 2017)


SOLDADO CATÓLICO


Nosso Senhor, São Paulo, Inácio, todos disseram: "Lute!"
O soldado Hugh Akins enxerga essa guerra corretamente.

Mais uma vez, boas e más notícias, desta vez para os leitores de língua inglesa, dos Estados Unidos. A boa notícia é que existe uma revista trimestral tradicional e resistente, belamente produzida em papel, enviada pelo correio, e que é tão politicamente incorreta quanto possível, porque é católica militante. Seu nome é Oportet Christum Regnare [Cristo Deve Reinar], e é editada pelo Sr. Hugh Akins, um veterano da guerra do Vietnã, que ocorreu na década de 1960, ocasião em que foi alvejado, e depois ferido no que provavelmente se tratou de uma tentativa de assassinato, porque seu tipo de catolicismo deve desagradar seriamente aos inimigos de Deus que dirigem o mundo atualmente. A má notícia é que a revista está atraindo apenas inscrições suficientes para somente poder manter-se. O que é uma pena, pois ela lança uma luz rara na Igreja e no mundo, uma luz bastante útil para todo o católico que deseja seriamente salvar a própria alma. A luz de Akins sobre o mundo moderno fica clara no resumo de seu corajoso livro escrito há poucos anos: Synagogue Rising, O. C. R. n. 6, p. 67:

O livro sustenta o ensinamento tradicional da Igreja sobre a questão judaica, documentando a ameaça judaica, trazendo essa ameaça em dia com  relação aos temas e eventos mais quentes dos séculos XX e XXI, incluindo as duas guerras mundiais, o surgimento do comunismo, a violação da Terra Santa, o saque da Igreja no Vaticano II, o ataque do 11 de setembro contra a América por Israel, a farsa da “guerra contra o terror” com o início planejado da Terceira Guerra Mundial e, em seguida, a conexão de tudo isso com os judeus, com a apostasia moderna, com Fátima, com a Rússia, com a paz mundial ou a aniquilação das nações... Para disseminar a verdade que liberta os homens, não se deve preocupar-se em ser taxado de "antissemita". O suposto antissemitismo não tem nada que ver com ódio aos judeus, mas é uma tática de difamação judaica muito efetiva, projetada para silenciar toda oposição desacreditando qualquer um que se atreva a expor as intrigas diabólicas por trás da guerra talmúdica e sionista contra Cristo e Sua Igreja (...).

Essa luz de Akins no mundo está intimamente relacionada com a luz sobre a Igreja. Pela vontade de Deus, a Igreja está inserida em nosso mundo caído. Estudando a história da Igreja, Akins deve ter encontrado o padrão da inimizade bimilenar dos judeus em relação a Nosso Senhor e Sua Igreja Católica, e sabendo quão incessantemente essa inimizade teológica está disfarçada e oculta, Akins, assim como o Papa Leão XIII em relação à Maçonaria, deve ter se sentido obrigado a "tirar a máscara". Que os anjos o protejam!

Mas o seu valor para os católicos, em particular, é que ele entende, e na O. C. R. continua a explicar, não só por que o Dom Lefebvre foi o principal defensor do verdadeiro catolicismo após o "saque da Igreja no Vaticano II", mas também porque os sacerdotes hoje assim chamados resistentes são os verdadeiros defensores da obra do Arcebispo, apesar das aparências. Pelo menos tanto quanto denuncia os inimigos externos da Igreja, Akins também identifica, condena e dá razões para que se condene seus inimigos internos, tanto dentro da Fraternidade Sacerdotal São Pio X como dentro do clero oficial. Akins é um soldado de Cristo, que luta o verdadeiro combate tanto na Igreja como no mundo pela salvação das almas. Esse combate fica mais feroz a cada dia. As edições em papel da Oportet Christum Regnare podem custar mais do que as fontes eletrônicas de informação, mas são mais duradouras, e serão um ativo permanente de orientação duradoura e valiosa na biblioteca do lar.

Para assinarem a Oportet Christum Regnare, ou pedir números anteriores, ou outra leitura católica muito boa, em particular Synagogue Rising, entrem em contato com Hugh Akins em hughakins@comcast.net, ou comprem diretamente do website Catholic Action Resource Center / League of Christ the King em www.ca-rc.com.

Kyrie eleison.


P.S. Não amanhã, mas no próximo domingo, dia 10 de setembro, após a Santa Missa às 10 horas, o Dr. David White, professor jubilado de literatura mundial da Academia Naval dos EUA, dará três conferências na Casa Rainha dos Mártires em Broadstairs, na Inglaterra, sobre o Pe. Gerard Manley Hopkins (1844-1889), jesuíta inglês e importante poeta da era vitoriana. Use-o como uma ponte que leva de sua fé ao mundo negligenciado, mas nutritivo, dos poetas ingleses. Os trens saem de Broadstairs depois, às 17h26 e 17h42, para que se retorne a Londres.

domingo, fevereiro 26, 2017

Comentários Eleison: Religião de Migração



Comentários Eleison - por Dom Williamson
Número DII (502) - (25 de fevereiro de 2017):

RELIGIÃO DE MIGRAÇÃO


Os homens brancos europeus abandonaram Deus?
Servir-lhes-ão de flagelo negros, muçulmanos, mulheres e judeus!


Então, existe um Poder Global por trás do fluxo em andamento de imigrantes não europeus para a Europa, e a religião é “decisiva” neste fluxo – assim está dito no “Comentário Eleison” da semana passada. Duas questões, então, se levantam: quem ou o que é este poder? E como pode a religião entrar em uma questão tão política?

Em relação à identidade deste Poder Global, de cuja existência o economista húngaro estava tão seguro sem estar disposto a identificá-la, há facilmente acessível na internet (ao menos que tenha sido abafado) um vídeo fascinante e aterrador de uma entrevista filmada em 2010, de poucos minutos de duração, na qual uma judia declara que são os judeus que estão liderando a transformação multicultural da Europa. Barbara Spectre nasceu nos EUA em 1942, graduou-se em estudos filosóficos nos EUA, atuou como educadora profissional desde 1967 em Israel, e em 1999 emigrou para a Suécia para unir-se a seu marido, que era rabino da sinagoga de Estocolmo. Assistindo ao vídeo, parece evidente que ninguém a estaria forçando a revelar quem está por trás da transformação que está em curso atualmente na Europa. Antes, ela sinceramente acredita nessa transformação e no que os judeus estão fazendo com a Europa, porque declara que somente a invasão de imigrantes possibilitará que a Europa sobreviva. Eis aqui suas próprias palavras:

Eu acho que há um ressurgimento do antissemitismo porque neste exato momento a Europa ainda não aprendeu como ser multicultural. E eu acho que nós vamos ser parte da agonia desta transformação, que tem de acontecer. As nações europeias não serão mais sociedades monolíticas, como foram no século passado. Os judeus estarão no centro disto. É uma enorme transformação para a Europa. Elas estão agora entrando num sistema multicultural, e os judeus se ressentirão por causa de nosso papel de liderança. Mas sem este papel, e sem aquela transformação, a Europa não sobreviverá”. (Veja em https://youtu.be/8ERmOpZrKtw)

Eis aqui uma resposta convincente à questão da identidade do Poder Global. Atuante no nível universitário por mais de 30 anos em Israel, ardente sionista e esposa de um rabino, Barbara Spectre poderia facilmente saber o que os judeus estavam planejando para a Europa anos antes de a invasão de imigrantes assumir as proporções do fluxo atual. E o domínio judeu de todos os cinco elementos que o economista húngaro disse serem necessários para organizar um fluxo de imigrantes faz com que a identificação de seu "Poder Global" com o poder judeu seja inteiramente plausível.

Mas por que os judeus quereriam transformar a Europa "monolítica" numa Europa "multicultural"? A resposta é uma força motriz que está muito além e muito acima da simples política.

Desde que os fariseus e o escribas crucificaram Nosso Senhor Jesus Cristo porque Ele estava fazendo com que o povo de Deus deixasse de ser d’Ele pela raça e se tornasse Seu pela fé católica, eles perseguiram Sua Igreja por aproximadamente dois milênios (leiam Complô contra a Igreja, de Maurice Pinay). Ainda hoje os líderes judeus acreditam que Deus só dá a eles dádivas e direitos para governarem o mundo. Ora, o Antigo Testamento certamente veio de Deus, mas ele aponta diretamente para o Novo Testamento, que tomou seu lugar, de modo que os sucessores dos fariseus tiveram de distorcer o Antigo Testamento no Talmud, que é viciosamente anticristão. Assim, o talmudismo é uma falsa religião, mas deu apoio e poder pseudorreligiosos para o antigo impulso farisaico de acabar com a Cristandade.

Ora, a Igreja de Cristo nasceu e cresceu no Oriente Médio e espalhou-se rapidamente por todo o mar Mediterrâneo, mas quando o Oriente Médio e o Norte da África caíram diante do Islã, a Fé foi mantida e espalhada no mundo todo principalmente pelos europeus, da raça branca, e dividiu-se pela Providência entre as várias nações da Europa. Assim, São Francisco Xavier na Índia implorou a Santo Inácio que o enviasse da Europa padres europeus para que atuassem como missionários. Daí o ódio quase religioso dos sucessores dos fariseus contra as nações brancas da Europa, e daí a direção "multicultural" dos judeus para diluir a raça branca e dissolver as nações "monolíticas" da Europa. E, a não ser que essas nações se voltem para Deus e para a Sua única e verdadeira Igreja, Sua Justiça pode vir a permitir que esse impulso obtenha sucesso, a menos que Sua Misericórdia o interrompa...

Kyrie eleison.


*Traduzido por Leticia Fantin.