terça-feira, agosto 22, 2017

Sobre a divindade de Cristo: debatendo com espíritas




Se Cristo não fosse Deus, por que Ele não repreendeu São Tomé por lhe dizer "Senhor meu e Deus meu" (Jo 20:28)?

Se Cristo não fosse Deus, por que diria "eu e o Pai somos um" (Jo 10:30) ou que "o Pai está em mim, e eu no Pai" (Jo 10:39)? 

Por que ele não negou quando os judeus, pegando em pedras para atirar-Lhe, O acusaram dizendo: "tu, sendo homem, te fazes Deus" (Jo 10:32)? 

Se Cristo não fosse Deus, por que então teria permitido que os reis magos O adorassem no presépio (Mt 2:11)?

Nosso Senhor também disse aos Judeus: "Em verdade, em verdade vos digo que, antes que Abraão fosse feito, Eu Sou" (Jo 8:58). Note a concordância verbal. Você acha que Cristo errou a conjugação do verbo? Pois o normal seria Ele dizer: "antes que Abraão fosse feito, eu era", ou então "eu fui"... por que Ele usa o verbo no presente? Ele disse isso porque estava se dizendo Deus. E os Judeus compreenderam bem o que Ele quis dizer, e por isso "pegaram em pedras para lhe atirarem" (Jo 8:59), porque dizendo “Eu Sou” Ele se dizia Deus imutável, da mesma forma que Deus disse a Moisés: "Eu Sou Aquele que É" (Ex 3:14), isto é, aquele que não muda, aquele que é eterno.

"Ide e ensinai a todos os povos, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo" (Mt 28:19)

Note que Cristo diz "em nome" (no singular) e depois "do Pai, do Filho e do Espírito Santo" (três pessoas). Como você me explica este "em nome" no singular? Por que não "nos nomes"? E mais, veja que Ele se refere a Ele mesmo (o filho) na terceira pessoa.

  
E porque você está condenando o site por pedir doações? Vocês espíritas vivem de quê? De vento? Quantas e quantas vezes em minha vida andei em centros espíritas e ouvi os dirigentes e trabalhadores da casa pedindo doações, deixando caixinhas na porta para que as pessoas doem. Qual o problema disso? Está certo! Quem se interessa por um assunto deve buscar manter quem estuda. Os fiéis devem buscar sustentar um lugar que querem que se mantenha de pé para eles. Qual o problema? Então quem pede doação agora é igual ao Edir Macedo? Os espíritas também são desonestos porque ficam nos sinais de trânsito recolhendo dinheiro para suas obras?

Os católicos não vêem como inimigos os que professam outras religiões, apenas combatem as mentiras acerca da fé. Ora, é ensinamento da Igreja que se deve amar o pecador e odiar o pecado.

Observe bem como você se refere aos católicos, acusando-nos o tempo todo de sermos mentirosos. Isso é justo? Eu defendo a verdade e se um católico disser uma mentira e um espírita disser uma verdade eu vou defender o espírita porque este disse a verdade, entendeu? O que importa é buscar a verdade, sempre, honestamente, confiando que as pessoas estão sendo sinceras. Caso não estejam sendo sinceras cabe a quem acusa mostrar onde estão mentindo. É muito fácil discordar do outro e chamá-lo de mentiroso, difícil é provar a afirmação. Se assim não for, a postura da pessoa se torna a de um fanático. E esta é uma postura que não merece respeito. Por isso devemos buscar a verdade e ouvir o outro confiando nele, até que a inocência dele seja provada em contrário.




domingo, agosto 20, 2017

Comentários Eleison: Por que Tradição?

Comentários Eleison – por Dom Williamson
Número DXXVII (527) (19 de agosto de 2017)


POR QUE TRADIÇÃO?



Resuma o Concílio para mim, se puder!
Sim, é isto: o verdadeiro Deus deve dar lugar ao homem.

Se é verdade que está crescendo uma geração de católicos tradicionalistas que não sabem por que são tradicionalistas, este é definitivamente um dos motivos pelos quais a Fraternidade Sacerdotal São Pio X "está perdendo seu sabor" – ver Mt 5, 13. Para conservar a Fé, todo católico deve saber por que precisa seguir a Tradição. Ora, o Concílio Vaticano II foi indiscutivelmente o maior assalto à Tradição Católica em toda a história da Igreja. Vejamos, então, o útil resumo de dez pontos do novo ensinamento do Vaticano II publicados em uma enciclopédia modernista, juntamente com uma indicação breve do erro em cada ponto. Os dez pontos estão em itálico, e sua refutação concisa vem imediatamente depois de cada ponto:

1. A Igreja é, em primeiro lugar, um mistério, ou sacramento, e não primeiramente uma organização ou instituição. "Mistério" e "sacramento" são palavras deliberadamente vagas para afastar-se da estrutura da Igreja, mas Nosso Senhor instituiu claramente Pedro para liderar Seus apóstolos e discípulos na salvação das almas. Pedro é o Papa, e nas Epístolas de São Paulo os Apóstolos claramente se tornam Bispos, e os discípulos tornam-se padres.

2. A Igreja é todo o povo de Deus, não apenas a hierarquia, o clero e os religiosos. É claro que a Igreja Católica inclui todos os católicos e sacerdotes, mas os sacerdotes são sua espinha dorsal, ou estrutura.

3. A missão da Igreja inclui ações em prol da justiça e da paz, e não se limita à pregação da Palavra e à celebração dos sacramentos. A doutrina e os sacramentos são os meios básicos pelos quais a Igreja Católica contribuiu mais do que qualquer pessoa ou qualquer coisa para a justiça e a paz no mundo.

4. A Igreja inclui todos os cristãos, e não se limita à Igreja Católica. Os "cristãos" não católicos jamais podem ser considerados verdadeiramente cristãos, porque rejeitam mais ou menos o que Nosso Senhor instituiu.

5. A Igreja é uma comunhão, ou colégio, de igrejas locais, que não são simplesmente subdivisões administrativas da Igreja Universal. O caos de hoje nas "igrejas locais" em todo o mundo prova como elas precisam absolutamente estar unidas e administradas por um santo Papa Universal em Roma.

6. A Igreja é uma comunidade escatológica; ainda não é o Reino de Deus. Onde quer que as almas estejam em estado de graça, ali Deus é Rei, não só no Céu, mas também aqui embaixo na terra.

7. O apostolado dos leigos é uma participação direta no apostolado da Igreja, e não simplesmente uma colaboração na missão da hierarquia. Assim como o corpo humano precisa do esqueleto e da carne, o Corpo místico da Igreja precisa de clérigos e dos leigos (cf. 1 Cor. 12). Os erros opostos (clericalismo e laicismo) são gerados pelo exagero do papel de um ou de outro. A Igreja precisa de ambos.

8. Existe uma hierarquia de verdades; nem todos os ensinamentos da Igreja são igualmente obrigatórios ou essenciais para a integridade da fé católica. Somente as verdades não dogmáticas podem ser classificadas em ordem de importância. Todos os dogmas católicos têm o mesmo peso, porque negar apenas um é negar a autoridade de Deus que está por trás de todos eles.

9. Deus usa outras igrejas cristãs e religiões não cristãs para oferecer a salvação a toda a humanidade; A Igreja Católica não é o único meio de salvação. Para todos os homens vivos Deus oferece graças suficientes para a salvação. Estas podem vir aos homens EM religiões não cristãs ou em "igrejas" não católicas, mas nunca podem vir ATRAVÉS de nada ou de ninguém, a não ser através de Jesus Cristo e de Sua única Igreja Católica.

10. A dignidade da pessoa humana e a liberdade do ato de fé são o fundamento da liberdade religiosa para todos, contra a visão de que "o erro não tem direitos". O catolicismo é a única religião verdadeira, então a única liberdade religiosa verdadeira é a liberdade de ser católica. O erro realmente não tem direitos.


Kyrie eleison.

quinta-feira, agosto 17, 2017

Mentiras dos Rosacruzes: segredos e fábulas



MENTIRAS DOS ROSACRUZES-AMORC

Rosacruzes: segredos e fábulas

PARTE 1


Por José Roldão


Um amigo me enviou alguns trechos de um livro bem apreciado nos meios rosacruzes e, sinceramente, eu não sei se rio ou se choro. São tantas as afirmações gratuitas e sem qualquer respaldo histórico, quando não falsificações notórias, que me custa acreditar que exista alguém que acredite nisso. O nome do livro é «VIDA MÍSTICA DE JESUS», do inventor da rosacruz amorc, chamado de doutor não sei por que, H. Spencer Lewis[1].


Selecionarei alguns trechos a título de ilustração. É impressionante como, através de afirmações gratuitas, são «atestadas» verdades pelo simples fato de serem afirmadas como tais, por mais que a afirmação seja absurda, sem qualquer noção ou senso de realidade. Pior: são denominadas como sendo fatos históricos, apesar de nenhum documento atestadamente histórico e válido ser mostrado ou indicado, algum documento verificável ou acessível. Todos os documentos que conteriam tais «provas» são «secretos» ou estão em alguma biblioteca «secreta» de posse de alguma ordem ou fraternidade ainda mais «secreta», inacessível a qualquer mortal, quando não invisível e em planos «superiores».


Custa-me acreditar que exista gente adulta nesses meios, exceto os que recebam salário ou lucram com os valores adquiridos com a venda de produtos personalizados, livros e com as trimestralidades enviadas pelos membros.


O conteúdo das monografias da rosacruz é absurdamente simplista em sua exposição. Até mesmo nos meios esotéricos esses conteúdos são rotulados de «café-com-leite» e são motivo de chacota em ordens iniciáticas mais «sérias». Porém as fábulas contadas como se fossem verdades, são profundamente deformantes da razão e causam extrema alienação, se forem acreditadas.


Destaco abaixo alguns absurdos ensinados como se fossem fatos reais. Em meio aos meus comentários, lançarei diversos desafios e proponho-me calar a esse respeito, caso me seja oferecida alguma prova válida, histórica e verificável sobre as questões levantadas.

"Os arquivos Rosacruzes em terras estrangeiras, abrangendo os registros dos Essênios, Nazarenos e Nazaritas, assim conto os registros completos da Grande Fraternidade Branca no Tibete, na índia e no Egito, sempre foram fontes de conhecimento para o pesquisador sincero da história de todos os Avatares e especialmente de Jesus. Foi dessa fonte fidedigna que foram tirados os fatos contidos nesta obra - não de uma só vez e não sem anos de trabalho e infatigáveis estudos e serviços."


Os tais «arquivos rosacruzes» apenas existem para sustentar qualquer absurdo levantado de forma gratuita, ou seja, esses arquivos são tão secretos que ninguém nunca os viu e nem poderia, pois não existem. Por isso são «secretos» e desafio que sejam mostradas provas nesse sentido que remontem até os Essênios, Nazarenos e Nazaritas.

Logicamente a argumentação será do tipo: «são provas secretas»; e ficamos na mesma: é preciso que se acredite em tudo que for dito ou estiver escrito sem qualquer prova, sem qualquer lógica, simplesmente porque foi afirmado e ponto final, por mais absurdas que estas coisas possam parecer. Além disso, sempre veremos o grande «coringa» das ordens esotéricas em geral, quando se quer calar qualquer questionamento ou suspeita: a «Grande Fraternidade Branca».
Estas linhas, ainda do mesmo excerto, por exemplo:

«os registros completos da Grande Fraternidade Branca no Tibete, na índia e no Egito, sempre foram fontes de conhecimento para o pesquisador sincero da história de todos os Avatares e especialmente de Jesus».

Gostaria muito de saber quais são esses «pesquisadores sinceros» da história de «avatares». E desde quando Jesus Cristo é um «avatar»? É um absurdo atrás do outro. Compreendo perfeitamente que, pelo fato de não se poder provar nenhuma das afirmações que sustentam tais ordens, seja preciso «citar» pesquisadores que não existem, assim como relegar as provas às partes «invisíveis» de tais organizações. Se forem invisíveis ou secretas, não há como conferir tais provas, muito menos conhecer os tais pesquisadores sérios, os quais, obviamente, devem ser todos «ilustres» e «poderosos» rosacruzes.


E ainda, do mesmo excerto:

«Foi dessa fonte fidedigna que foram tirados os fatos contidos nesta obra»

Um minuto, cara pálida! Qual fonte «fidedigna»? Quais fatos foram mostrados na referida obra?

Afirmações como essas, tão claramente falsas e descaradas, não podem ter sido feitas por pessoas que possuam algum vestígio de honestidade intelectual. Essa ânsia constante de insinuar provas e inventar referências obscuras ou secretas em lugares distantes ou escondidos só faz evidenciar que as mesmas não existem de fato, tanto é que em nenhum momento são indicados documentos legitimados por historiadores ou pesquisadores abalizados e reconhecidos. O fato é: não existe fonte alguma fidedigna. Tanto é que nenhuma foi apresentada, além da afirmação gratuita e empurrada goela abaixo dos leitores.

Pelo contrário, cito o exemplo do historiador Robert Vanloo, maior especialista atual em história da rosacruz, que lançou alguns dos livros sobre o tema, dentre os quais L’utopie Rose-Croix Du XVII e Siecle a Nos Jours, e que refuta todas as alegações de Spencer Lewis sobre a fundação de sua organização; inclusive denunciando fraudes e falsificações de fotografias utilizadas como «provas» de contato com os rosacruzes franceses, os quais escorraçaram Spencer Lewis, negando qualquer possibilidade de vínculo com a sua organização. O site está em inglês e contém muito material.

É extremamente aconselhável que seja lido em sua totalidade, abrindo todos os links do texto e das notas, além de acessar os links para as imagens disponibilizadas site, para que se possa ter uma idéia mais completa e próxima da verdade a respeito de Spencer Lewis.


Em breve retornarei a este tema, comentando outros excertos desta e de outras obras fabulosas da rosacruz. Por enquanto, deixo este pequeno comentário e a fonte para aprofundamento. No caso da fonte que ofereci pode-se verificar que é uma referência no assunto, fonte abalizada, não secreta, que existe de fato, visível, tem nome e endereço, bastando clicar nos links para comprovar.

Enquanto isso eu aguardo a visita de algum membro da «Grande Fraternidade Branca» com seus arquivos do Tibet, Egito e Índia provando o contrário.


Acabei de me sentar…



[1] VIDA MÍSTICA DE JESUS, por H. SPENCER LEWIS, 1929. Biblioteca da ordem rosacruz, AMORC.


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