quarta-feira, junho 20, 2018

Comentários Eleison: Preparos de Roma

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Comentários Eleison – por Dom Williamson
Número DLXX (570) (16 de junho de 2018):


PREPAROS DE ROMA

Como alguém pode sugerir que a luta pela fé é inexistente?
O que mais poderia ser nossa situação presente?

No contexto da crise que envolveu a Igreja Católica no último meio século desde o Vaticano II (1962-1965), dois movimentos recentes das autoridades da Igreja em Roma podem parecer surpreendentes, porque ambos os movimentos parecem favorecer a Tradição Católica que o Papa Francisco dá tantas indicações de querer arrancar de uma vez por todas. O Lobo Mau realmente quer ser gentil com a Chapeuzinho Vermelho da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, ou esses dois outros movimentos astuciosos a prenderão em seu covil Conciliar? Estará Roma também preparando-se para o Capítulo Geral da Fraternidade em meados de julho?

O primeiro dos dois movimentos foi em meados de fevereiro deste ano, quando a Comissão Ecclesia Dei, lançada em Roma em 1988 para desacelerar a Tradição Católica, porque esta estava ameaçando acelerar, concedeu à semitradicional Fraternidade de São Pedro o uso dos ritos litúrgicos fortemente tradicionais da Semana Santa. Estes são os ritos que se utilizaram durante séculos e séculos antes da reforma da liturgia realizada pelo Cardeal Bugnini na década de 1950, que pavimentou o caminho para a Missa Nova na década de 1960. Como os ritos da Semana Santa, estes mais antigos estão se tornando cada vez mais populares entre os católicos que repudiam a Missa Nova, porque contêm tantas características contrárias a esta liturgia modernista que Paulo VI impôs por meio de enganos administrativos à Igreja Universal em 1969. Roma está finalmente afastando-se da Missa Nova?

Dificilmente. Como diz a famosa frase de Virgílio: “Seja o que for, não confio nos gregos, mesmo quando trazem presentes”. Este presente para a Tradição pode facilmente ter sido projetado por Roma para persuadir todos os tipos de Chapeuzinhos Vermelhos, especialmente os participantes do Capítulo Geral de Julho, de que o Grande Lobo Mau não é tão mau assim. O Capítulo é importante para Roma: esse bastião da Fé erigido pelo Arcebispo deve ser desmantelado, porque a verdadeira luta do Arcebispo Lefebvre pela Fé foi um obstáculo real na marcha progressiva da Nova Ordem Mundial, fora de toda proporção para o tamanho da Fraternidade. A luta foi severamente enfraquecida desde sua morte, mas Roma teme que o Capítulo a reanime. Roma quer outro liberal como Superior Geral, ou pelo menos um candidato condescendente, mas não um lutador pela fé!

O outro movimento surpreendente de Roma foi em 16 de maio, quando um conhecido jornalista do Vaticano, Andrea Tornielli, destacou um extrato de um livro recentemente publicado, escrito por um oficial romano sobre o Papa Paulo VI (1963-1978). O extrato é um relato detalhado da conversa de setembro de 1976 entre o Papa e o Arcebispo Lefebvre, tida dois meses depois da Missa celebrada pelo Arcebispo em frente a uma enorme multidão em Lisle, na França. Essa missa marcou o início do movimento tradicional, e então o Papa quis refrear o Arcebispo. A conversa que durou pouco mais de meia hora foi anotada pelos romanos naquela época, e foi descrita de maneira um pouco diferente pelo Arcebispo depois, mas os romanos guardaram o conteúdo para si mesmos nos últimos quarenta e dois anos. Por que publicá-la agora?

A resposta deve estar no “um pouco diferente”. O admirável site da Internet da América Latina, Non Possumus, publicou, um ao lado do outro, os detalhes divulgados pelos romanos e o relato do próprio Arcebispo sobre a conversa. Os leitores de Non Possumus podem comprovar por si mesmos como os romanos encobriram a cegueira de Paulo VI e sua própria vilania. Exemplo notável: Paulo VI acusou o Arcebispo de fazer seus seminaristas jurarem contra o Papa... algo absolutamente falso. O Arcebispo declarou-se disposto a jurar sobre um crucifixo que o Papa o havia acusado de tal juramento. Um porta-voz romano negou oficialmente que houvesse qualquer menção a esse juramento.

Do mesmo modo, a versão de Roma passa por cima do abismo entre o modernismo de Paulo VI e a Fé do Arcebispo, como se os capitulares não precisassem se preocupar com a enorme lacuna entre a Roma Conciliar e a Fraternidade: que eles elejam outro liberal para seu Superior, mas um candidato condescendente já será suficiente!

Kyrie eleison.

terça-feira, junho 19, 2018

Subconsciente: o cérebro automático

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Eis um documentário muito interessante sobre parte subconsciente da nossa mente, The Automatic Brain, [O Cérebro Automático] que foi traduzido como “O Cérebro Inconsciente”. Excluindo a mentalidade evolucionista, progressista e algumas cenas inconvenientes e imodestas, o documentário é bem proveitoso.

Pode existir uma certa confusão entre inconsciente e subconsciente, e o inconsciente de Freud, mas digamos que inconsciente é tudo aquilo que não está consciente nem perto de chegar à consciência.

Quando os santos e autores católicos dizem, por exemplo, para tirar o foco de um pensamento substituindo por outro bom, como uma jaculatória, eles estão ensinando a fazer um melhor uso da mente subconsciente, a substituir a crença ruim (um mau pensamento, uma crença em algo mau, que leva a ter medos infundados) por uma crença boa, no caso, as orações que levam a Deus.

A repetição leva ao hábito, e este é algo automático, não fica mais no consciente, e sim abaixo dele, no subconsciente. Sem perceber, tais hábitos, tais pensamentos, vão nos guiando, para o bem ou para o mal, dependendo de quanto carregamos o subconsciente com imagens boas ou más. Quanto mais repetimos palavras “negativas”, mais carregamos nosso subconsciente de automatismos que farão cm que reajamos daquela maneira. Por exemplo, dizer “eu não quero ser rude”, não vai ajudar a nos fazer gentis, porque o subconsciente apaga o “não”. Devemos então dizer “eu quero ser gentil” ou “eu estou cada vez mais gentil”, e fazemos nossa parte para mudar.

Daí o cuidado com a imaginação, com tudo o que alimenta nossa imaginação: livros, filmes, crenças, etc. Não é à toa que a Igreja tem este cuidado conosco, em nos avisar sobre o perigo das más companhias, sejam pessoas, sejam obras de arte. Somos influenciáveis. Aprendemos com o meio à nossa volta. E o subconsciente tem um grande papel nisso.


Episódio 1 de 2:


Episódio 2 de 2:

sábado, junho 16, 2018

Comentários Eleison: Preparam-se os liberais

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Comentários Eleison – por Dom Williamson
Número DLXIX (569) (09 de junho de 2018):  


PREPARAM-SE OS LIBERAIS

Capitulantes, a Igreja e a Fé vêm primeiro,
E Menzingen tem de sair perdendo!

Nem todos estão dormindo. Alguém na França está vigiando como os liberais estão-se preparando para assumirem o iminente Capítulo Geral da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, no qual ela tem sua última chance – provavelmente a última mesmo – para defender a Fé Católica contra o Vaticano II, como o fez Dom Lefebvre. Quem quer que seja essa pessoa, ela escreveu um excelente artigo no Fidélité catholique francophone denunciando certas palavras sinistras do Secretário Geral da Fraternidade, o Pe. Christian Thouvenot, ditas em uma entrevista à revista do Distrito alemão da Fraternidade, no início deste ano. O que se segue deve muito a este artigo.

Em primeiro lugar, as palavras sinistras: “É provável que a questão do presente status de Prelazia Pessoal seja levantado no Capítulo Geral (em julho). Mas só o Superior Geral está na chefia da Fraternidade, e ele é o único responsável pelas relações entre a Tradição e a Santa Sé. Em 1988, Dom Lefebvre deixou este ponto bem claro”. Estas palavras são sinistras porque permitem que se interprete que Menzingen, o Quartel-general da Fraternidade no qual o Pe. Thouvenot trabalha, esteja preparando membros e seguidores da Fraternidade para que o Capítulo Geral seja o momento e o lugar no qual Dom Fellay legalmente tomará para si a responsabilidade de aceitar a oferta de Roma de uma Prelazia Pessoal, e, aceitando-a, mutile de uma vez por todas a habilidade da Fraternidade de defender a Fé resistindo à Missa Novus Ordo e ao Concílio Vaticano II. E estas palavras são sinistras porque são ambíguas ou falsas.

Em primeiro lugar, não é o Superior Geral sozinho o chefe da Fraternidade. Pelos Estatutos da Fraternidade estabelecidos por Dom Lefebvre, é verdade que, uma vez eleito o Superior Geral, ele tem notáveis poderes ao seu dispor, e pelo prazo de no mínimo doze anos, porque o Arcebispo queria que o Superior Geral tivesse tempo e poder para fazer algo, sem ser impedido como ele mesmo tinha sido pelos Padres do Espírito Santo. Mas o encontro do Capítulo Geral a cada seis ou doze anos está acima do Superior Geral, e ele deve seguir as políticas decididas ali. Hoje, na teoria, o Capítulo Geral de 2012 decidiu que qualquer “normalização canônica” da Fraternidade requereria uma maioria de votos do Capítulo Geral inteiro, mas, na prática, Dom Fellay já prosseguiu para “normalizar” com Roma as confissões da Fraternidade, as ordenações e os matrimônios. E hoje seu Secretário Geral fala como se o Capítulo Geral não tivesse mais nada por dizer, como se Dom Fellay sozinho pudesse “normalizar” o restante. Será que todos os quarenta futuros capitulantes de julho estão cientes do que Menzingen está dizendo? Eles concordam com isso?

Em segundo lugar, o Pe. Thouvent afirma que Dom Fellay – sozinho? – é responsável pelas relações entre a Tradição Católica e a Santa Sé. Não há dúvida de que ambos, Roma e o próprio Dom Fellay, gostariam deste quadro, pois Roma poderia garfar toda a “Tradição” de uma vez só, e Dom Fellay estenderia seu império. Mas “Tradição” é uma coleção de variadas e heterogêneas sociedades e comunidades religiosas que certamente não concordam todas em serem garfadas pela Roma Conciliar, ou lideradas por Dom Fellay. Por esta razão, Dom Lefebvre repetidamente se recusava a ser chamado chefe da Tradição Católica. Mas ambos, Dom Fellay e seu Secretário, estão jogando o jogo da Roma Conciliar.

E, em terceiro lugar, se o Arcebispo insistia, no tempo das sagrações, em 1988, que ele sozinho ainda estava no controle das relações da Fraternidade com Roma, era porque sabia que os jovens colaboradores ao seu redor não eram páreos para os astutos romanos, como vimos nós mesmos desde a sua morte em 1991. Não foi por confiança na estrutura da Fraternidade que ele dotou o Superior Geral de uma graça especial para estar à altura dos romanos conciliares. Quando os homens querem errar, não é necessariamente uma estrutura que irá salvá-los. Mas o que o Arcebispo poderia fazer? Ele teria de morrer algum dia!

Leitores, se vocês conhecem algum capitulante de julho, pergunte-o se ele sabe o que o Secretário Geral está dizendo!  

Kyrie eleison.

Traduzido por Leticia Fantin.

quinta-feira, junho 14, 2018

Os globalistas e o ataque à nutrição

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Alguém fez um comentário com o qual concordo plenamente (abaixo). Tenho observado isso também. Portanto, cuidado! Cuidado com certas pesquisas "científicas", que mutias vezes são financiadas pela indústria alimentícia e pela indústria farmacêutica. Pesquisem sobre quem são os donos dessas indústrias. Os globalistas não dormem no ponto. Fiquem atentos!

Leiam o comentário:

"Tenho notado especificamente um ataque às vitaminas e alimentos que promovem o raciocínio (consumo de gorduras, ovos), a fertilidade (selênio) e que evitam o câncer (selênio, vitamina E natural, crucíferas, chá verde...). E também uma disseminação de seus antagonistas como a imposição do uso de estatinas com colesterol de apenas 200, promoção da Stévia que reduz a fertilidade, produtos químicos que atuam como xenoestrógenos, consumo do glúten,...bem conveniente para os globalistas que focam na redução populacional."

terça-feira, junho 12, 2018

Medo é normal

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O medo é impossível de ser dominado. Quando você sente medo, sente e pronto. Algumas vezes ele não vai embora. O que fazer?

Aprenda que sentir medo é humano, é normal. Sentir medo não quer dizer que você não tenha coragem para nada. 

O medo pode ser um aviso salutar, afinal de contas se você der de cara com uma onça passeando na mata, é o medo que vai fazer com que você faça algo para salvar sua vida.

Mas ficar paralisado por causa do medo atrapalha a vida. Então se você não consegue resolver no momento, deixe com Deus. Entregue a Deus seus medos, aceite que nem tudo está sob seu controle. Mas sem desesperar. Apenas entregue e confie! Confie que Ele vai te ajudar. Isso se chama "Santo abandono". Pratique.