quarta-feira, julho 27, 2016

Monarca X Presidente: gastos




O site Matutando traz pesquisa atribuída ao IBGE, que compara os gastos presidenciais brasileiros com os gastos presidenciais norte-americanos, fazendo relação com os gastos das principais Monarquias do mundo:

Custos operacionais anuais (custo de manutenção da Chefia de Estado)

Inglaterra (monarquia)______US$ 1,87/capita = US$ 104,0 milhões
Dinamarca (monarquia)_____US$ 1,86/capita = US$ 9,5 milhões
Bélgica (monarquia)________US$ 1,10/capita = US$10,8 milhões
Noruega (monarquia)_______US$ 0,83/capita = US$ 3,6 milhões
Japão (monarquia)_________US$ 0,42/capita = US$ 52,0 milhões
Espanha (monarquia)_______US$ 0,20/capita = US$ 8,1 milhões
EUA (república)___________US$ 4,6/capita = US$ 1.100,0 milhões
Brasil (republica)__________US$ 12,0/capita = US$ 1.700,0 milhões

Como pode ser visto claramente, os gastos com a manutenção do presidente da república, ultrapassam os gastos da Monarquia. Enquanto a Inglaterra, maior potência Monárquica do mundo, gasta US$ 1,87/capita = US$ 104,0 milhões com a Rainha Elisabeth II, o Brasil gasta com Lula da Silva US$ 12,0/capita = US$ 1.700,0 milhões.

É de se divulgar também os gastos do gabinete presidencial:

Em 1995 com FHC = R$ 38,4 milhões
Em 2003 com Lula = R$ 318,6 milhões
Em 2004 com Lula = R$ 372,8 milhões (R$ 1,5 milhões por dia útil de trabalho).

Fonte: Blog Monarquia Já

terça-feira, julho 26, 2016

Comentários Eleison: Academia Diagnosticada

Comentários Eleison - por Dom Williamson
CDLXXI (471) - (23 de julho de 2016)


ACADEMIA  DIAGNOSTICADA


Se à Academia faltam a rima e a razão,
É porque os homens da Igreja cometeram traição.



Quando Sua Excelência me perguntou, na qualidade de estudante de história, se eu concordava com ele que o fenomenismo agnóstico condenado na Pascendi seria a maior e única pista para entender a cena moderna, eu concordei superficialmente. A partir de então passei a me perguntar como os homens, especialmente os letrados, puderam algum dia levar a sério a insensatez de que a mente não conhece nada além dos fenômenos ou aparências. E recordei – depois de frequentar aulas universitárias pelos últimos três anos e meio e ouvir cuidadosamente alguns brilhantes professores que pareciam ter senso de realidade, e muitos outros que não – como eu mesmo comecei a questionar por que alguns têm um grande senso de realidade e outros, com os mesmos ou semelhantes graus de doutoramento, adotam ideias tão selvagens e irracionais. Permita-me dar-lhe a resposta deste observador de anos da cena acadêmica...

Depois de pensar um pouco, percebi que os professores mais lógicos eram católicos, porque na melhor das hipóteses eles podem ser conservadores, mas têm uma visão realística do mundo. As ideias e os conceitos que ensinam são, majoritariamente, sensatos. Por outro lado, os ensinamentos da maioria dos professores são atrapalhados, confusos e insensatos. Eles professam ideias bizarras e estranhas e as respaldam com meias verdades. Eles adotam quase toda noção que esteja em voga, como o aquecimento global ou a mudança climática (a nova “evolução”) e a apresentam como verdade. Seu raciocínio por detrás dessas noções é pura insensatez e não resiste a um escrutínio minucioso. Comecei a questionar: como homens tão letrados podem ser tão ignorantes? Depois de muito pensar, encontrei o que, estou seguro, é a verdadeira resposta.

Dado que os professores que são mais sensatos são homens que ao menos se esforçam para ser católicos, há razão em pensar que possuem algo que os pagãos não têm. Antes da revolta de Martinho Lutero, a maioria dos acadêmicos ou homens letrados eram católicos que usavam sua razão e possuíam senso comum, de modo que todos ensinavam e acreditavam na mesma verdade. Quando Lutero fez estragos na Igreja, também fez estragos em muitos clérigos letrados e professores universitários. Em particular, sua nova religião eliminou o Sacramento da Confirmação pelo qual sabemos que os católicos recebem os sete dons do Espírito Santo, quatro dos quais para a mente: Ciência, Sabedoria, Entendimento e Conselho. Todos os quatro faltam aos professores agnósticos de hoje. Estes podem ser gente bem educada, erudita, mas não podem fazer uso de seu conhecimento de uma maneira racional ou aplicá-lo à realidade. Como Pio X diz, eles desenvolvem fantasias e apresentam-nas como verdades, e, mais ainda, convencem-se de que são brilhantes quando, de fato, estão chafurdando em ignorância. Eles são do culto do 2 + 2 = 5! E são orgulhosos dele.

Nessa teoria, a atual destruição da academia proveria do abandono de Lutero do sacramento da Confirmação e do fato de as universidades da Europa terem-se tornado menos e menos católicas. Eventualmente, milhares de professores que se lançaram ao mundo da academia foram educados para além de sua habilidade de raciocinar. Na falta de Ciência, de Sabedoria, de Conhecimento e de Conselho, em seu sentido mais alto, como dons de Deus, eles desenvolveram nas universidades a panóplia dos erros de hoje, ou “ismos”. Por exemplo, afirmar que o aquecimento global destruirá o homem e o mundo é insensatez pura; e isso é ainda ensinado e crido nas universidades modernas, como se fosse 2 + 2 = 4. E essas ideias venenosas são engolidas pela juventude ingênua nas universidades, como biscoitos no chá da tarde, especialmente a ideia de que a Verdade é meramente o que cada um de nós acredita que seja, e a Razão que se dane.

Assim, segue que quando o Vaticano II escolheu seguir as pegadas de Lutero ao abandonar a Tradição e ao “renovar” o sacramento da Confirmação, de modo a ameaçar sua validade, os católicos também puseram em perigo os dons do Espírito Santo, e perderam correspondentemente a habilidade de pensar, porque a Confirmação da Neoigreja agora se destina somente a torná-los “cristãos melhores”.


Kyrie eleison

La Iglesia y la esclavitud - por Jaime Balmes

Leia aqui.

sexta-feira, julho 22, 2016

A Igreja Católica e a abolição da escravidão no Brasil





    Sobretudo pela ação do arcebispo Dom José Pereira da Silva Barros, capelão-mor de Dom Pedro II, e que viria a ser conhecido como o “Bispo Abolicionista”, a Igreja Católica foi um dos principais atores da abolição da escravatura no Brasil. Com efeito, em 1887 Dom José, desde sempre abolicionista e muito ligado tanto ao Papa Pio IX como ao Papa Leão XIII, anunciou que a abolição da escravidão no Brasil seria “um bom presente ao Papa”. A Dom José Pereira, seguiram-se na defesa da causa abolicionista o arcebispo da Bahia e o de São Paulo; e Dom José Pereira, por sua luta a favor da abolição da escravatura, foi das poucas pessoas homenageadas publicamente por Dom Pedro II e por Dona Isabel. Recebeu destes o título de Conde de Santo Agostinho, o qual ele não teve dinheiro para retirar, por ser, como disse ele mesmo, um homem pobre. Com efeito, Dom José tornara-se célebre em sua cidade natal por ter doado para obras de caridade toda a fortuna herdada de sua família.

    Rodrigo Augusto da Silva, em sua defesa da Lei Áurea na Câmara Geral, citou a Igreja Católica como um dos motores da abolição da escravatura.

quinta-feira, julho 21, 2016

O Cristianismo e os pobres ao longo do tempo




Os primeiros cristãos

• Como se lê em Explosion de charité - par les Dominicains d'Avrillé, desde seu aparecimento o cristianismo é como uma explosão de caridade. Em Jerusalém, os primeiros cristãos vendem seus bens para dar aos pobres (At 4, 32).
• O pagão Luciano de Salmósata (125-192) zomba muito dos cristãos em sua sátira Peregrinus. Mas reconhece seu “incrível afã” de exercer a caridade: “Eles não se poupam incômodo, nem despesas, nem trabalho”.
• Em face dos perseguidores, os primeiros cristãos podiam declarar: “O estado esqueceu que nos deve a vida de seus pobres, que pereceriam, ah! se não os viéssemos socorrer?” (Tertuliano).
• O diácono Lourenço reúne os pobres socorridos pela Igreja: “Eis os tesouros dos cristãos, não temos outros”.

Século IV

• Desde o fim das perseguições (313), riquíssimos romanos convertidos ao cristianismo vendem todos os seus bens para pôr-se, eles mesmos, ao serviço dos pobres: Melânia, o senador Paulino, et alii.

Idade Média

• Os reis cristãos destacam-se por sua caridade. Santo Estêvão da Hungria († 1038) lava, ele mesmo, os pés dos pobres. Santo Eduardo da Inglaterra († 1066) despoja-se para socorrê-los. Santa Margarida, rainha da Escócia († 1093), e Santa Elisabete da Hungria († 1231) passam literalmente a vida a ocupar-se dos pobres. São Luís, rei da França († 1270), reúne toda semana os pobres em sua câmara para servi-los, ele mesmo, à mesa. E citem-se ainda Santo Edmundo, São Casimiro da Polônia, São Leopoldo da Áustria, Roberto, o Piedoso, Santa Brígida da Suécia, Santa Edviges da Silésia, Santa Margarida de Saboia, et alii.   

Tempos modernos

• Século XVII: as Filhas da Caridade, de Santa Luísa de Marillac; século XVIII: as Filhas da Sabedoria; século XIX: as Pequenas Servidoras dos Pobres, de Joana Jugan: todas estas e dezenas de outras congregações ou famílias religiosas surgem regularmente para socorrer os miseráveis, atraindo centenas e milhares de almas que se sacrificam inteiramente à caridade.