segunda-feira, outubro 09, 2017

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sábado, outubro 07, 2017

Comentários Eleison: A Fé é crucial - I

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Comentários Eleison – por Dom Williamson
Número DXXXIV(534) (7 de outubro de 2017)

A FÉ É CRUCIAL - I



Deus quer que somente na Verdade eu creia,
Quando Ela é subvertida as almas podem perder-se.

A grande lição ensinada pelo Arcebispo Lefebvre (1905-1991) aos católicos que tiveram ouvidos para ouvir é que a Fé é superior à obediência. A triste lição que aprendemos desde então é que a obediência continua sendo mais enaltecida do que a Fé. Estes “Comentários”, que a confusão de hoje faz com que continuamente tenham de voltar ao básico, vêm tentando muitas vezes explicar por que a Fé deve vir em primeiro lugar. Uma nova tentativa de um ângulo ligeiramente diferente não será demais.
 Todo ser humano vivo na Terra – e não apenas os católicos! – tem uma alma imortal sem a qual não estaria vivo. Essa alma não foi produzida em massa, mas foi criada individualmente por Deus, do nada, para que seja feliz com Ele no Céu para sempre. Ela é a parte mais importante da natureza humana; por isso pertence à ordem natural, não sendo em si mesma sobrenatural, mas chegará ao Céu sobrenatural de Deus se fizer reto uso de sua faculdade natural de livre-arbítrio para cooperar com a graça sobrenatural de Deus. Sua graça não faltará, seja qual for a forma em que Ele opte por oferecê-la, porque quer que todas as pessoas vão para o Céu (I Tm II, 4). A questão passa a ser, então, a seguinte: que cooperação humana é necessária – e não apenas dos católicos – para chegar ao Céu?
A Fé é, sem dúvida, a base dessa cooperação. O Concílio de Trento chama Fé “o princípio da salvação”, e a Palavra de Deus diz que “sem a fé é impossível agradar a Deus” (Hb XI, 6). Muitas vezes nos Evangelhos, quando Nosso Senhor realiza um milagre, Ele diz que é a recompensa da “fé” dos interessados, por exemplo Mt XV, 28 (cura da mulher cananeia), Mc X, 52 (visão para um cego), Lc VII, 50 (conversão de Maria Madalena), e assim por diante. No que então consiste essa “fé”, e por que ela é tão preciosa para Deus e, portanto, para as almas?
Distingamos imediatamente duas realidades, diferentes, mas conectadas: a qualidade subjetiva da fé na alma, pela qual alguém sobrenaturalmente crê, e o corpo objetivo de realidades sobrenaturais, objetos da Fé Católica, em que o católico crê. Para distingui-las, devemos empregar na primeira um “f” minúsculo, e na segunda um “F” maiúsculo. Que elas são distintas é óbvio: um homem pode perder sua fé (subjetiva) sem que se produza a menor mudança na Fé (objetiva).
 Duas coisas tornam-se claras então. Em primeiro lugar, a fé que salva uma alma é essa qualidade subjetiva da pessoa que Nosso Senhor elogia e recompensa nos Evangelhos. Ele não elogia ou recompensa um corpo objetivo de verdades. Por outro lado, em segundo lugar, a qualidade subjetiva da fé é determinada ou especificada pela Fé objetiva. Não estou salvo, não mereço ser elogiado ou recompensado por crer em qualquer absurdidade tola. A mulher cananeia não creu em nenhuma tolice, ela certamente creu na vontade e em algum poder divino de Nosso Senhor. Aquilo em que ela creu era não só sobrenatural, ou algo que estava acima dos poderes meramente naturais do sua mente para entender e acreditar, como verdadeiro. E, provavelmente, assim que os Apóstolos começaram a estabelecer, logo após a ascensão do Senhor ao Céu, as verdades básicas em que um seguidor de Nosso Senhor deve crer, ela ficou feliz por ter sua fé subjetiva focada e especificada, ou determinada, pela então emergente Fé objetiva.
 Em outras palavras, a Fé objetiva focaliza essa fé subjetiva sem a qual nenhuma alma é salva. Portanto, os clérigos que manipulam a Fé objetiva estão colocando em perigo a salvação eterna das almas. Se, então, a fé subjetiva é de valor inestimável, assim o é a Fé objetiva. Esta deve vir primeiro.
 Kyrie eleison.


Traduzido por Cristoph Klug.

terça-feira, outubro 03, 2017

Comentários Eleison: Verdade Histórica - III

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Comentários Eleison – por Dom Williamson
Número DXXXIII (533) (30 de setembro de 2017)


VERDADE HISTÓRICA – III


Como não estar mais ou menos confusa a totalidade dos homens poderia,
Quando é recusada a realidade por sua maioria?

O terrível castigo da persistência na mentira é aquele em que se perde todo senso da realidade. Este castigo está encerrando-se em nossa "civilização" ocidental. As pessoas não podem mais distinguir entre verdade e falsidade, entre fantasia e realidade. Infelizmente, a fantasia pode ser mais doce, mas a realidade sempre se reafirma no final, e quanto mais obstinadamente se apega à fantasia, mais violentamente a realidade é susceptível de retornar. As duas guerras mundiais do século passado foram retornos violentos à realidade. Estamos indo direto para uma terceira, porque estão elevando a preferência pela fantasia a uma ideologia. O seguinte exemplo claro da transformação de mentiras em ideologia vem de um site que se esforça para defender a verdade:

Em 2009, o americano nascido na Polônia, Herman Rosenblat, escreveu um memorando sobre o Holocausto para o qual, mesmo antes de poder ser publicado como um livro, os direitos cinematográficos tinham sido vendidos por vinte e cinco mil dólares. Angel at the fence [Anjo na cerca] diz como Rosenblat, preso durante a Segunda Guerra Mundial no campo de concentração de Buchenwald, encontrava-se através da cerca externa do campo com uma menina de nove anos que lhe jogava maçãs e pães sobre a cerca. Ao final da guerra, eles perderam contato um com o outro, e ele emigrou para os Estados Unidos. Anos depois, em Nova York, recorreu a uma agência de casamento para encontrar uma esposa, e quem havia de aparecer no encontro às cegas senão a mesma menina? Ela já era adulta, mas ele a reconheceu imediatamente e lhe propôs casamento, que foi aceito, e eles viveram felizes para sempre.

A história é das mais comoventes. Rosenblat deu a entender a todos que isso aconteceu na realidade, e parece que todos acreditaram nele. No entanto, os investigadores da história provaram com fatos da guerra, por exemplo, a impossibilidade de os presos de Buchenwald se aproximarem da cerca externa do campo, ou seja, provaram que essa história era pura invenção da imaginação de Rosenblat. Foi mais uma “história falsa do Holocausto”. Mas um visitante regular do site acima mencionado, Seymour Zak, protestou com veemência que não existiria algo como uma “história falsa do Holocausto”. Eis quão assustador é o seu raciocínio:

...O que os antissemitas continuam insistindo que sejam "histórias falsas do Holocausto", deve ser visto de uma luz mais positiva como "a verdade da imaginação", para citar a famosa frase do poeta John Keats. Se algo é percebido como verdadeiro pela mente, ainda que estritamente falando possa não ter acontecido, e se esse evento é visto posteriormente como uma verdade viva nas mentes de milhões de outras pessoas boas que foram expostas à mesma versão mais alta da realidade, então não deve ser descartado como uma "mentira"... Todas essas histórias são verdadeiras em um sentido metafísico superior, e negá-las é um sacrilégio... Temos a obrigação sagrada para com os seis milhões que morreram sob a tirania do malvado ditador nazista Adolf Hitler de lembrar os mortos e rejeitar com desprezo todas as tentativas de negar o Holocausto referindo-se às " histórias falsas do Holocausto". Repito: não existe algo como uma história falsa do Holocausto. Toda história do Holocausto é verdadeira, cem por cento verdadeira, tenha ela acontecido ou não... Nas palavras sublimes de Elie Wiesel: "Na literatura, certas coisas são verdadeiras, ainda que não tenham acontecido, enquanto outras não são verdadeiras, mesmo que tenham acontecido".

No raciocínio de Seymour Zak, não importa se os seis milhões mencionados aqui realmente morreram "sob a tirania, etc." ou não. O que importa é se os Seis Milhões constituem uma “versão mais alta da realidade, vista como uma verdade viva nas mentes de milhões de pessoas boas, etc.”, e se o fazem, então afirmar que elas morreram quando, na realidade, elas não morreram, já não é mais uma mentira, mas uma verdade mais alta! A realidade não é mais a medida da verdade, especialmente se essa verdade superior é quase religiosa, ou seja, uma "obrigação sagrada" que é "sacrilégio" negar, a saber, o holocaustianismo. Em outras palavras, há uma realidade histórica e uma realidade não histórica, e apenas a segunda merece o nome de "realidade"!

Isto é uma completa loucura, mas está em toda a sociedade à nossa volta, cada vez mais, e nós, seres humanos, somos animais sociais, necessariamente influenciados pela sociedade que nos rodeia. Católicos – e não católicos –, se vocês quiserem manter as cabeças acima do crescente inundação de loucura, rezem os Quinze Mistérios do Santo Rosário todos os dias. Nossa Senhora pode proteger sua sanidade. Estes "Comentários" não têm outro remédio para sugerir.


Kyrie eleison.

segunda-feira, outubro 02, 2017

sexta-feira, setembro 29, 2017

Meu São Miguel querido!



Lembra, São Miguel, o quanto eu rezei e pedi ao senhor para ajudar-me, iluminar-me e proteger-me, e tirar-me daquela situação? Faz tanto tempo! Eu pedi sua proteção, pedi que me protegesse com seu escudo e com sua espada, que intercedesse por mim junto ao Altíssimo, para que Ele esperasse por mim, para que Ele tivesse piedade de mim, para que eu saísse logo daquela situação e pudesse me reconciliar logo com Ele.

Obrigada São Miguel! Nunca poderei agradecer o bastante ao senhor, a Virgem Santíssima e a Nosso Senhor Jesus Cristo.

Salve 29 de setembro, dia de São Miguel Arcanjo!