quarta-feira, setembro 11, 2019

Falsidade e Insinceridade dos Psicopatas

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O psicopata demonstra uma marcante desconsideração pela verdade e não deve ser levado em consideração quando faz relatos sobre o passado, promessas sobre o futuro ou fala de suas intenções presentes. Ele faz promessas solenes e se esquiva de acusações, sejam elas graves ou banais, com a maior facilidade. 

Em seus mais solenes perjúrios, não tem a mínima dificuldade em olhar tranquilamente nos olhos das outras pessoas: transparência e confiabilidade parecem fazer parte deles. Por outro lado, em algumas situações, o psicopata reconhece os seus próprios erros (especialmente quando está para ser descoberto) e aparenta encarar as conseqüências deles com singular honestidade e coragem. É realmente difícil expressar quão completamente honesto e normal um psicopata pode parecer ser. Psicopatas conseguem ludibriar não somente aqueles que não estão familiarizados esse perfil de comportamento, mas frequentemente também os que já conhecem bem sua capacidade de aparentar honestidade. 

Depois de serem pegos em graves e embaraçosas falsidades, depois de violarem repetidamente seus mais solenes juramentos, o psicopata facilmente fala da honradez de suas palavras e de seu caráter, demonstrando surpresa e vexame quando se diz o contrário sobre eles.

domingo, setembro 08, 2019

Comentários Eleison: Racismo Branco? - I

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 Comentários Eleison – por Dom Williamson
Número DCXXIX (634) - (7 de setembro de 2019)



RACISMO BRANCO? – I


Homens gentios brancos, a resposta em vocês reside:
Deus lhes deu trabalho para fazer, por toda a humanidade!

A raça dos homens brancos, como são chamados, dispersa por toda a face da terra, mas especialmente concentrada na Europa, está sofrendo atualmente desprezo e perseguição em toda a face da terra. E de quem é a culpa? A culpa é principalmente dos próprios brancos, ou europeus.

O "racismo", como é chamado, ou o antagonismo entre as diversas raças humanas, é sem dúvida um problema humano, que desperta todo tipo de paixões humanas, e assim como todos os problemas verdadeiramente humanos que não são apenas problemas materiais ou mecânicos, tem necessariamente uma dimensão religiosa. Atualmente, a última direção para a qual os homens se voltam para resolver um problema humano é Deus, e, no entanto, Deus será a verdadeira solução. Mas como os homens não se voltam para Deus, então os problemas permanecem basicamente insolúveis, e o mundo de hoje está em um caos cada vez maior. Então, como é que voltar-se para Deus resolve o problema atual do "racismo"?

É Deus, e somente Deus, quem cria a alma de cada um dos homens que já viveram, e Ele as cria com uma grande variedade, para compor o que para Ele é a sinfonia da humanidade. Ora, Ele cria os indivíduos com dons naturais imensamente diferentes, como todo pai deve reconhecer quando observa quão completamente diferentes são os dons, o temperamento e o caráter de seus próprios filhos – nunca há dois iguais. E foram os mesmos pais que criaram essa variedade? Obviamente não. A única decisão natural que os pais tiveram foi a de terem um filho (abortar este ou aquele filho no útero é uma decisão altamente antinatural). Deus fez o resto. Ora, a variedade que vem de Deus inclui claramente a desigualdade. Por exemplo, os pais são obrigados a reconhecer a absoluta desigualdade dos dons entre seus próprios filhos: alguns podem ser muito mais dotados que outros. Pode ser que os pais não tenham desejado essa desigualdade, mas poderiam ter feito algo a respeito? Obviamente não. É Deus quem decide – naturalmente – até o sexo de seus filhos.

Essa desigualdade de dons também não é injusta, porque os filhos realmente privilegiados são aqueles que chegarão ao Céu por meio de dons sobrenaturais, que exigem que a própria criança coopere com a graça de Deus, e essa cooperação não tem nada que ver necessariamente com os dons naturais. Alguém disse que o inferno está cheio de talentos, enquanto o Céu está cheio de virtudes. Ademais, os dons que Deus dá a uma criança correspondem obviamente à parte que Deus quer que ela desempenhe na sinfonia da humanidade. A criança deve fazer aquilo para o que é dotada.

Ora, assim como com os indivíduos, o mesmo acontece com as famílias, as cidades, as províncias, as nações e as raças. As famílias são diferentes entre si, e desiguais. As cidades, as províncias, as nações e as raças são todas diferentes e desiguais, e em cada caso há uma mistura variada de natureza vinda de Deus e de criação vinda dos homens. Na medida em que são feitas pelos homens, a intenção de Deus em permitir essa criação é que, com seus dons variados, todos eles devam exercer a caridade e cuidem uns dos outros. Por exemplo, que esta cidade ajude sua vizinha inundada, que esta província sustente os artistas, que esta nação lidere o mundo, que esta raça sirva à Igreja. Ora, não está claro que por muitos séculos de história a raça branca teve, ainda que não exclusivamente, dons naturais e sobrenaturais especiais de Deus para servi-Lo, e para estender Sua Igreja para todo o mundo? Isso tampouco é injusto, porque o uso que os brancos fazem desses dons depende deles mesmos. Eles têm livre-arbítrio para usar ou abusar de seus dons, mas, de qualquer forma, têm uma missão de Deus. Se eles fazem o uso correto desses dons, beneficiarão o mundo inteiro. Se eles abusam desses dons, Deus os punirá especialmente.

E o que os brancos estão hoje fazendo desses dons que Deus lhes deu? Eles não se têm afastado d’Ele lenta, mas constantemente, durante muitas centenas de anos? E não estão agora orgulhosos de seu ateísmo? Será então surpreendente que Deus faça uso de todas as outras raças, nações, etc., para castigar os brancos deixando-os serem desprezados e perseguidos pelo resto da humanidade? Na visão de Deus, os homens apóstatas não traíram as mulheres que deveriam guiar (para o céu); os brancos apóstatas não traíram todas as outras raças; os gentios apóstatas não traíram finalmente os judeus por meio do Vaticano II...? Então, quem ainda deveria surpreender-se com a atual fúria do "feminismo", do "racismo" e do "antissemitismo"?

Kyrie eleison.

quinta-feira, setembro 05, 2019

Sodomia institucionalizada entre os budistas tibetanos

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Leiam a matéria completa aqui (em espanhol).

Trechinho traduzido:

Poucos sabem que a pedofilia é galopante nos mosteiros budistas tibetanos da Índia do atual Dalai Lama, vencedor do Prêmio Nobel da Paz em 1988, apresentado pela mídia como "o messias da nova era".
E poucos sabem que o budismo tibetano permite a sodomia monástica e que não apenas a permite, como a institucionaliza, devolvendo-a à prática normal durante o período de passagem para o noviciado, embora valha a pena esclarecer, com certas restrições.

quarta-feira, setembro 04, 2019

Executivo de banco conta como se compram políticos, juízes e jornalistas em entrevista a Jessé Souza

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Eis o retrato do Brasil. Você pensa que todo o problema do Brasil está na corrupção? E se eu disser que existe coisa bem pior? 

Leia a entrevista e veja quem são essas criaturas da elite financeira. 

Eu li esta entrevista no livro do Jessé Souza, um dos grandes intelectuais brasileiros da atualidade. Ele tem uma visão progressista, mas ainda assim é muito válido.

Leia.

Executivo de banco conta como se compram políticos, juízes e jornalistas em entrevista a Jessé Souza


Jessé Souza
O sociólogo Jessé Souza entrevistou representantes da alta classe média e da massa da classe média para escrever seu mais recente livro, “A Classe Média no Espelho”, em que traça um perfil do segmento da sociedade que, em grande parte, foi para as ruas protestar durante o governo Dilma Rousseff.
O pretexto era o combate à corrupção, mas se sabe hoje que era uma falácia. A classe média nunca esteve preocupada com a corrupção — se estivesse, estaria protestando pela punição a Fabrício Queiroz e Flávio Bolsonaro, flagrados em movimentação milionária atípica.
Um dos entrevistados por Jessé foi o CEO de um banco, cujo nome é preservado. O executivo conta como o banco compra políticos, juízes e até jornalistas, para manter um sistema corrupto de privilégios.
A entrevista está sendo publicada com autorização de Jessé Souza e de seu agente editorial:
Sérgio: o CEO de um banco explica como se compra o mundo
Sérgio não é um CEO qualquer. Muito inteligente, culto, leitor de psicanálise nas horas vagas – a mulher é psicóloga -, ele é dessas pessoas que têm prazer numa sinceridade desconcertante. Sérgio tinha plena consciência de quem era e do que fazia. Se no passado teve algum problema com isso, agora não deixava transparecer nenhum incômodo.
Desde a adolescência, ele era grande amigo de João Carlos. Filho de banqueiros, havia acumulado fortuna própria na década de 1990, durante o governo de FHC, administrando fundos de investimento estrangeiros que ganharam uma grana preta com as privatizações levadas a cabo no período.
Segundo Sérgio, João Carlos começou como um hábil representante de bancos estrangeiros e abriu inúmeras portas de investimento para os parceiros por meio de suas relações nos meios financeiros paulistanos, bem como no poder político e no Poder Judiciário, tanto em Brasília como em São Paulo. Lucrou tanto se utilizando do dinheiro alheio que fundou o próprio banco.
Nessa época, Sérgio frequentava uma faculdade de Direito nos Estados Unidos. Depois passou um ano em Londres, estudando finanças e ciência política e, por indicação de amigos do pai, estagiando num escritório que lidava com o mercado financeiro. Morou também em Sevilha, na Espanha, onde descobriu sua área jurídica de predileção: o direito administrativo.
No início dos anos 2000, quando voltou ao Brasil depois de quatro anos de pós-graduação no exterior, com pouco mais de 30 anos, o amigo João Carlos já era um multimilionário por “esforço próprio” e apenas naquele ano tinha ganhado mais dinheiro do que o pai durante toda a vida.
Como o negócio do banco – aliás, o de todos os bancos hoje em dia – dependia da intersecção entre Estado, João precisava de alguém de confiança para cuidar da parte jurídica, antes terceirizada em diversos escritórios. Sérgio recebeu então carta branca para montar sua equipe de trabalho. Hoje o departamento jurídico é o centro nervoso do banco, com tudo passando pelas mãos de Sérgio, e ocupa um andar inteiro de um prédio moderno, decorado com luxo e bom gosto.
Quando lhe perguntei qual era seu trabalho, Sérgio não titubeou.
O João é o gênio, sabe onde estão o dinheiro e as oportunidades, pensa nisso o tempo todo. Eu só faço comprar as pessoas necessárias para que as coisas aconteçam como ele quer. Não fui eu que inventei o mundo como ele é, só procuro sobreviver da melhor maneira possível. O mais importante no Direito é conhecer os meandros da linha cinzenta entre o legal e o ilegal. Meu trabalho é expandir ao máximo a margem da legalidade a serviço dos interesses do banco.
Como já existe toda uma legalidade paralela que cuida dos interesses do setor financeiro, meu trabalho é fazer com que o nosso banco fique com o melhor pedaço da torta. Nossa equipe tem mais de vinte advogados escolhidos a dedo e bem pagos. Mas eles fazem o ramerrão do trabalho jurídico. O dia a dia. Eu faço os contatos com juízes, políticos e jornalistas e cuido dos clientes estrangeiros. Com o serviço jurídico, no sentido tradicional, meu trabalho não tem nada a ver. É mais gestão de clientes, dar a eles o que querem, dizer o que querem ouvir, beber o que eles querem beber e ser discreto e sóbrio em tudo.
E o que eles querem?
Aqui em São Paulo o que move tudo é o dinheiro e todo mundo quer viver bem. As pessoas são compradas com dinheiro vivo e com depósitos em paraísos fiscais criados para isso. A gente sabe fazer bem feito. Sem deixar rastro. A cidade é toda comprada, não se iluda, toda licitação pública e todo negócio lucrativo, sem exceção, é repartido e negociado.
Todo mundo tem um preço. Até hoje não conheci quem não tivesse. E para todo negócio é necessário uma informação privilegiada aqui, um amigo no Banco Central ali, uma sentença comprada ali ou a influência de um ministro em Brasília acolá.
Além da compra direta, em dinheiro vivo ou depósito no exterior, a gente tem que paparicar constantemente os caras. Uma forma eficaz são os presentes constantes, sem a expectativa imediata de contrafavores. Isso gera simpatia. Às vezes você ganha até um “amigo”.
Todo mundo adora vinhos caros, e as mulheres desses caras adoram essas bolsas que custam 50, 60 mil reais. Se é alguém com conhecimentos técnicos, você pode promover seminários e palestras, e pagar muito além do que se paga nesse tipo de mercado. Para cada tipo de cliente e de gente existe um jeito mais conveniente de comprar sem parecer que está comprando.
Não fazemos isso em troca de um serviço concreto. Isso é muito importante. O que construímos é um círculo de amigos. Temos uma lista grande de pessoas que simplesmente presenteamos no aniversário e em diversas outras ocasiões, ano após ano. Presentes bons e caros. Não economizamos nisso. Aí, quando você precisa, pode contar com a boa vontade do cara. Isso é o que chamo de criar relações de confiança.
E o pagamento direto por serviços específicos?
Obviamente isso também existe. Aí pagamos em paraísos fiscais por meio de transferências sucessivas entre dezenas de empresas de fachada, de tal modo que nem Sherlock Holmes consegue refazer o caminho original.
Hoje em dia existem meios ainda mais eficazes de eliminar riscos, mas este é nosso pulo do gato, e não posso lhe contar. Mas não fica rastro, posso assegurar. Esta, afinal, é a nossa mercadoria: a segurança no investimento. E, sendo um banco, tudo fica mais fácil. Não é só no caso do nosso banco: todos os bancos, inclusive os maiores, fazem a mesma coisa.
A mina de ouro de qualquer banco comercial ou de investimento é o Banco Central. Ali só entra gente nossa. E o país é gerido a partir do Banco Central, que decide tudo de importante na economia. É lá que a zona cinzenta entre legalidade e ilegalidade define a vida de todos. Isso não aparece em nenhum jornal.
Podemos fazer qualquer tipo de especulação com o câmbio, como nos swaps cambiais, por exemplo. Se der errado, o Banco Central cobre o prejuízo. Não existe negócio melhor. Se der errado, o famoso Erário paga a conta. Quem controla toda a economia somos nós e a nosso favor, o Congresso nem apita sobre isso. Quando, muito eventualmente, decide sobre algo, apenas assina o que nós mandamos, essa é verdade que ninguém conhece porque não sai em nenhuma TV.
Claro que tudo é justificado como mecanismo de combate à inflação, e não para enriquecer os ricos. Para quem vê isso tudo funcionar a partir de dentro, como no meu caso, é até engraçado.
Essa é a estrutura legalizada pela opacidade do Banco Central e da dívida pública. Mas e os negócios ilegais mesmo?
Não existe negócio que não seja intermediado por um banco, seja legal ou ilegal. Essa história de operador e doleiro é coisa da Lava Jato e da imprensa para desviar a atenção da participação dos agentes financeiros. Os bancos são completamente blindados porque inventaram um meio infalível de distribuir dinheiro para quem já tem muito poder e dinheiro. Falam de todo mundo menos de nós, que comandamos tudo.
Para mim, aí é que está o poder real, o poder do dinheiro. Na verdade, são os bancos os operadores e os doleiros, e todo o dinheiro sai de bancos, seja dinheiro limpo – na realidade, sempre dinheiro que foi tornado limpo -, seja dinheiro sujo. A não ser que você fabrique dinheiro em casa.
Aliás, parte do lucro dos bancos vem de lavar dinheiro e intermediar transações. Mas o grosso da grana vem do Banco Central, das remunerações de sobras de caixa – que são ilegais, mas sobre as quais ninguém diz nada – das operações de swap cambial, dos títulos da dívida – enfim, o Banco Central é nossa mãe. É tudo escancarado, mesmo com inflação zero e o país na ruína.
Nosso lucro é legal, ou seja, legalizado, já que somos intocáveis e ninguém se mete conosco. Boa parte dos juízes e ministros de tribunais superiores, como todo mundo no meio sabe, advogam por interposta pessoa, e nós somos os principais clientes de alguns e de quem paga melhor. São os bancos que pagam as eleições do Congresso quase inteiro. Aí você pode legalizar qualquer coisa, qualquer papel sujo que a gente mande ao Congresso os caras assinam. Nesse contexto, onde se pode tudo, as operações abertamente ilegais são uma parte menor dos lucros, mas obviamente existem.
Se ninguém imprime notas de dinheiro no quintal, é óbvio que todo o dinheiro, inclusive todo dinheiro sujo, vem dos bancos, que retiram parte do seu lucro real intermediando essas relações e lavando esse dinheiro. Os bancos controlam o que você vai fazer com o dinheiro e todo dinheiro pode ser rastreado.
Toda transferência bancária tem um chip e, se você quiser saber de onde o dinheiro vem, dá para saber. Inclusive nas transações internacionais. Se a transferência é em dólar, tudo passa por Nova York e recebe um número. Mas ninguém quer saber, essa é a verdade. Como os bancos mandam na imprensa, nos juízes e nos políticos, a intermediação de todo dinheiro ilegal jamais é denunciada, E se for denunciar, você é que acaba preso. Isso eu garanto.
Como funciona mandar dinheiro para propinas no exterior, por exemplo, para comprar gente em Angola, na companhia de petróleo?
Você liga para o presidente de um banco [e cita, testando minha reação, o nome do presidente de um grande banco) e pergunta qual a comissão dele para fazer remessa.
“Assim, na cara de pau?”, pergunto. “E como você acha que funciona?”, indaga Sérgio, rindo e se divertindo com minha surpresa.
Lembra daquelas malas do Geddel? Como você acha que aquele dinheiro chegou naquele apartamento? Dinheiro não dá em árvore. Quem tem a possibilidade de fazer o dinheiro circular de um lugar para outro são os bancos, mais ninguém.
Não há nenhum caso de corrupção em que o dinheiro não venha de um banco. Ou seja, os bancos são os intermediários, sempre. A imprensa nunca toca nisso porque é tabu. Afinal, a imprensa é nossa.
Como assim?
Vou lhe contar um caso. Assim que cheguei no banco, o João Carlos estava com problemas com um jornalista, metido a investidor, que publicava todo dia uma notinha chata sobre negócios nossos aqui em São Paulo. O João ofereceu milhões ao cara para apoiar projetos dele se aliviasse a pressão, mas o cara não aceitou. Foi um caso raro, pois era uma grana e tanto na época. O que fizemos? Compramos o jornal, um dos maiores do Brasil, e demitimos o fulano.
Agora decidimos o que sai ou não, pois somos os donos do jornal. Não precisamos pedir nada a ninguém. O jornal é literalmente nosso. Toda a imprensa hoje em dia é assim, de um modo ou de outro. Ou eles devem os olhos da cara aos bancos ou os bancos são os donos diretamente. Por isso não sai nada na imprensa contra os bancos. A imprensa é toda nossa: televisão, jornais, internet, o que você pensar.
E com os políticos e os juízes, como funciona?
Com os políticos você paga a eleição do cara e o que sobrar, se sobrar, porque toda eleição é mais cara do que se imagina de início, ele embolsa. Aí cobramos e montamos a agenda do cara. Ou então pagamos por serviço, como expliquei, normalmente uma parte em dinheiro vivo e outra em depósito sigiloso. Às vezes, num caso ou outro mais complicado, que precisa ser resolvido para os negócios andarem, você faz um depósito no exterior para vários ao mesmo tempo.
A coisa funciona do mesmo modo em Brasília e em São Paulo, e com todos os partidos políticos. Aquilo que aquele maluco da Odebrecht fez, ao criar um departamento de propina, todo banco tem, é como os negócios andam, não tem outro jeito. Mas a gente não deixa rastro como fizeram esses malucos. Ninguém é “santo” [referindo-se à suposta alcunha de Alckmin na Odebrecht], pode acreditar.
E com o Poder Judiciário?
Com os juízes os presentes funcionam que é uma beleza. O cara termina incorporando ao salário – afinal, é a mania deles. A coisa que mais irrita um juiz é saber que um advogado ganha muito mais do que ele. Na verdade, quando o advogado é muito rico, pode ter certeza que também enfia a mão na merda. Como advogado, para enriquecer de verdade, você tem que saber comprar promotores e juízes, além de advogados de outras empresas, para que escolham o seu escritório quando houver necessidade. A Lava Jato está cheia disso. Cansei de ver um colega fodendo o outro para depois ficar com a conta da empresa. Talento muita gente tem, mas construir um círculo de poder e dinheiro e saber gerir isso, mesclando cuidado e ousadia, poucos sabem.
É por saberem disso que muitos juízes ficam putos com o dinheiro que os caras ganham. Sempre acham que merecem ganhar ainda mais do que os advogados mais bem pagos, porque os riscos maiores seriam deles, e não dos advogados. Mas a verdade, e todo mundo sabe, é que a maior punição que um juiz recebe é aposentadoria compulsória, e mesmo para chegar a isso tem que aprontar um monte e fazer muito mal feito.
E como vocês recompensam os juízes?
É um pouco diferente, porque os caras são muito vaidosos, alguns se acham intelectuais. Quando o cara é muito vaidoso, o melhor método é pagar uma palestra com 100, 200 ou 300 mil reais, e ainda faz o cara se convencer de que é por sua cultura jurídica. Ou fazemos seminários internacionais com grandes jornais e revistas comentando e fotografando – aí eles piram. Nesse meio, você tem que saber comprar a vaidade dos caras, fazer com que se sintam mais importantes do que são. Ou então compramos diretamente a sentença.
Você pergunta o preço da sentença e paga, assim, na cara de pau?
“Como você acha que funciona?”, retruca Sérgio, sempre se divertindo muito por estar dando aulas de sociologia prática da vida real.
Vou lhe contar um caso que vai fazer você entender como tudo funciona. O João queria abrir uma casa noturna em Florianópolis, só para se divertir. O diabo é que encasquetou de construir a boate num lugar que era área de proteção ambiental, o MP (Ministério Público] local encrencou e a história virou uma pendenga judicial. Aí tive que ir lá para acertar com o juiz. Quando deixei tudo combinado, o João mandou uma loura – que foi favorita dele durante um tempo e depois passou a trabalhar com a gente, dessas muito bonitas e de 1,80 de altura, como só tem no Sul – levar, numa bolsa grande dessas de marca, um milhão de reais, misturando reais e dólares.
A ordem do João foi mais ou menos assim: “Põe aquele vestido vermelho justinho da Armani que te dei, entrega a mala e faz o juiz feliz.” O fulano passou um fim de semana com a loura, ficou com o dinheiro e a mala, e o João construiu a boate bem onde queria. É assim que funciona com o Judiciário.
Mas não foi uma experiência agradável, vou confessar, já que a moça foi humilhada de um modo meio violento. Fomos ela e eu levar a mala com dinheiro vivo para o juiz. Começamos a discutir o modus operandi jurídico do caso com o juiz e mais dois auxiliares na própria sala do juiz, depois do expediente.
Betina, era assim que a moça se chamava, era estudante de direito e de vez em quando arriscava um palpite sobre o caso. A certa altura o juiz se irritou e disse que ela não era advogada, mas puta, e estava ali para outro serviço. Na mesma hora, botou o pau para fora, na minha presença e de outros dois, e mandou a moça chupar.
Depois mandou que fizesse o mesmo com os dois funcionários. Em seguida entra um terceiro assistente, todos obviamente de confiança do juiz e de sua equipe “privada”. Ao ver a moça ainda de joelhos e já com o belo vestido meio rasgado, lança um olhar entre divertido e intrigado à cena, e então o juiz o interpela: “Quer também?” Ato contínuo, a moça cumpre pela quarta vez o mesmo ritual. Esse pessoal adora um abuso, quase tanto quanto dinheiro.
As mulheres sempre participam desse jogo?
Nem todo mundo gosta de misturar putaria e trabalho, mas se você for carente e cair nessa, está fodido. Aí fica na mão mesmo. E o diabo é que o que mais existe é gente carente afetivamente, que sem perceber cai nessa armadilha. Eu, por exemplo, não participo. Como tenho mulher parceira, não tenho este tipo de carência. Não digo que não tenha participado uma vez ou outra, nesses quase 20 anos em que trabalho aqui, mas não é a minha praia.
Mas tem muitos que gostam. Os estrangeiros, por exemplo, adoram. Passei um ano em Londres trabalhando como estagiário na área jurídica do mercado financeiro e lá a putaria é mais pesada. Onde tem muito dinheiro tem muita putaria. Pesada mesmo, todo tipo de coisa que você for capaz de imaginar. Tipo alugar castelo do século XVII para um fim de semana com muita droga e muita festa para todo tipo de gosto.
Afinal, todas as máfias do mundo estão por lá, russos, árabes, africanos, brasileiros. Londres é uma grande lavanderia atrás da fachada da realeza. Comparados com eles, somos amadores. Mas
João sabe fazer esse jogo, não é nenhum amador. Por exemplo, para funcionar, não pode parecer putaria barata, e o João é um gênio nesse jogo.
Outro dia tivemos um cara, um norueguês, da companhia de petróleo deles. O cara sabe tudo de prospecção de petróleo. O João se encarregou pessoalmente de armar a festa. Ele tem uma ilha em Angra só para isso, com heliporto e um iate lindo. Tudo encoberto pela mata atlântica, privacidade total. É um fim de semana de sonho.
A gente tem de 15 a 20 mulheres lindas, que podemos chamar a qualquer hora, algumas ganham presentes caros todos os meses, outras a gente paga mesmo, e nenhuma delas você diria que é puta. São lindas, elegantes, sabem conversar, usam roupas caras, se comportam e não destoam em nenhum ambiente. Algumas você deve conhecer, aparecem na internet, mas isso eu não posso contar. O norueguês, por exemplo, ficou tão louco que queria levar uma delas para a Noruega.
O João aproveita e chama ainda um juiz, um político, um amigo do mercado ou um procurador mais chegado, chama também alguns daqui do banco mesmo, que sabem criar o ambiente mais relaxado e agradável possível, tudo para criar um clima de festa normal. O segredo é forjar “amizades”. As vezes montamos negócios inteiros com todos os interessados participando, mas sem parecer negócio, como se fossem amigos se divertindo.
Você tem que saber misturar e montar para parecer diversão entre os “parça”, entende? Lá as meninas sabem fazer o trabalho do melhor modo possível. Tudo parece a coisa mais natural do mundo, como uma festa normal e animada entre conhecidos. Nisso de criar uma relação de confiança, o João é impagável. Eu só faço o me campo. O astro é ele.
E cabe a você comprar as pessoas para os negócios andarem?
Quem existe neste mundo que não é comprado de alguma forma? Comprar alguém bem comprado não envolve só dinheiro. Você tem que comprar uma relação de confiança. Sem isso, todo o dinheiro do mundo não conta. E isso é um talento.
João costuma dizer que quem manda no Brasil, a elite, não soma mais do que 800 pessoas, e que ele e eu conhecemos cada uma delas. Dessas 800 pessoas, 600 estão em São Paulo, 100 em Brasília e 100 no resto do Brasil. Temos uma relação excelente com boa parte desse pessoal, e diria que, com pelo menos umas 100 dessas 800 pessoas, temos uma relação de confiança construída ao longo dos anos.
Um banco, como qualquer empresa, vive de oportunidades de negócios que a conjuntura econômica e política cria. Se você é realmente um bom empresário, não pode ficar apenas esperando que a oportunidade surja com a conjuntura, pois aí vai ter muitos rivais e concorrentes.
Um bom empresário ou banqueiro é o que percebe a oportunidade quando ela aparece. Mas se você é muito bom, melhor que os outros, como no caso do João, então você tem que fazer com que a oportunidade aconteça só para você ou que você possa aproveitá-la antes dos outros.
Este é o segredo do nosso negócio. Se deixa passar uma janela de oportunidade, você não é bom no que faz. Mas nós somos muito bons no que fazemos. Nós criamos a oportunidade de tal modo que ela caia no nosso colo. Para isso servem as relações de confiança cultivadas ao longo dos anos.

Egocentrismo e Egoísmo dos Psicopatas

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Sociopatas, como bons narcisistas, são egoístas. Agem como se fossem o centro do universo; acreditam que todas as outras pessoas devem girar em torno deles. Psicopatas pensam serem os indivíduos que falam melhor, que se vestem melhor e que têm melhor capacidade de organização e de enfrentamento dos problemas da vida. Fazem as suas próprias leis, por não compreenderem o significado do bem comum. Alguns são incapazes de se integrar a qualquer grupo, por não aceitarem as regras sociais que todos têm por certas. Só o que eles querem é o que interessa. Na realidade, só levam em consideração as regras sociais para utilizá-las a seu favor. Por causa disso, muitos colecionam ex-amigos. 

No início, até conseguem fazer amizades com facilidade; entretanto, diante dos primeiros conflitos, seu verdadeiro caráter aparece sem deixar dúvidas. Dessa maneira, em pouco tempo terminam por ser rejeitados por amigos individuais ou por grupos inteiros. Por causa disso, os sociopatas tendem a ser solitários, alguns migrando de grupo em grupo, ou evitando o encontro de amigos de diferentes grupos, por temerem que suas falhas de conduta sejam mencionadas. Mesmo no ambiente familiar, o psicopata tem dificuldade de adaptação. Sociopatas sempre obtêm dos outros muito mais do que dão. Não economizam, contudo, nas promessas altruísticas. Mesmo suas ações aparentemente altruístas mostram-se muitas vezes autocentradas e com fins à autogratificação. Como sua motivação gira sempre em torno do poder e do status destacado na hierarquia social ou no seu grupo particular, os psicopatas demonstram particular inveja de potenciais concorrentes. Empenham-se em depreciar e humilhar qualquer um que tenha ou que seja mais que eles hierárquica, intelectual, social ou financeiramente. Fazem isso se valendo de tanto de sua lábia quanto de falsas provas que eles mesmos criam para atingir seus objetivos. Tanto agridem a vítima propriamente dita quanto falam mal dela em sua ausência para as pessoas de seu convívio, com vistas a levar todos a pensarem mal dela e acabarem se afastando. Fica claro então que eles se sentem mais confortáveis quando ficam junto apenas de pessoas que estão de alguma maneira abaixo deles em qualquer escala que eles julgam importante para a afirmação de sua própria personalidade narcisista. Só assim se sentem livres brilhar sem nenhum concorrente por perto. 

Por serem indivíduos extremamente competitivos, os sociopatas transformam interações normais da vida, como diálogos sobre assuntos sem grande importância, em disputas de morte, sempre desejando impor sua opinião como a única correta, e dificilmente dando o braço a torcer, mesmo em face de todas as provas que eventualmente venham a receber em contrário. Torna-se até desnecessário repetir que esta é mais uma maneira que eles encontram para se autoafirmarem como líderes de seus grupos, egocêntricos que são.