quarta-feira, novembro 15, 2017

Espiritismo: profundamente irracional

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E ainda há quem acredite nisso!
O espiritismo não é só uma doutrina profundamente irracional, que esconde sob um véu de pretenso racionalismo os mais grosseiros paralogismos e grotescas formulações conceituais: a ideia de uma "punição" por crimes que se desconhece terem sido cometidos; a arbitrariedade da própria existência de "estados menos evoluídos" quando todos estão destinados à mesma "perfeição"; uma noção de "espírito" herdada do dualismo cartesiano que procura um "nexo" com o mundo corpóreo na bizarra noção de "perispírito"; a confusão entre o "espiritual" e o "sutil"; uma concepção de "realidades espirituais" completamente materializada e inspirada em fantasias de "utopia" burocrática de péssimo gosto; a própria ideia de uma continuidade pessoal com "reinicialização" periódica etc.
O espiritismo não é só uma doutrina inspirada no pior das modas intelectuais e da pseudociência oitocentistas: de uma forma especialmente tosca de positivismo ao mesmerismo, do progressismo "evolucionista" ao curandeirismo dos "fluidos" e ao racismo "científico".
O espiritismo não é somente um discurso que se ampara em ridículas falsificações históricas ("a Igreja já ensinou a reencarnação", "as traduções da Bíblia disfarçaram o conteúdo reencarnacionista" - além das inúmeras "gafes" históricas das "psicografrias" de um Chico Xavier, que chegam a confundir personagens homônimos distantes vários séculos um do outro) e em simulações de quinta categoria do estilo de grandes escritores etc.
O espiritismo não é só marcado por fraudes evidentes em toda a sua história: do logro das irmãs Fox (depois reconhecido pelas próprias) às farsas desmontadas por Houdini e a diversos casos relacionados a Chico Xavier e seus associados (alguns dos quais chegaram aos tribunais), e em especial o seu sobrinho, Amauri Pena.
O espiritismo não apenas eleva a "grande dignidade" um tipo de prática (necromancia) que as mais diversas tradições religiosas não hesitaram em condenar, em uníssono, como uma espécie de "fundo do poço" espiritual.
O espiritismo não apenas se baseia em "testemunhos" que, no dizer dos próprios "codificadores", são passíveis de falha, e discrimina entre os "bons" e "maus" espíritos com base numa ostentação de "nobreza de modos".
O espiritismo não apenas destrói qualquer resíduo de senso estético e de aparência de piedade devocional ao apelar, na sua "fenomenologia", para um verdadeiro teatro de horrores - simulados ou autênticos (isto é, com origem espiritual - o que não implica que sejam causados por "almas desencarnadas") - como "incorporações", "materializações", "mesas dançantes" etc.
O espiritismo não apenas situa seus praticantes no limiar da doença mental, ao expô-los continuamente a tais mórbidos espetáculos e submetê-los a experiências de desintegração da personalidade e ambientes de fortíssimas condições de sugestionamento.
O espiritismo não apenas explora a credulidade e os sentimentos de saudade e luto que unem as pessoas a seus parentes e amigos falecidos, ofendendo ainda a própria memória dos mortos.
O espiritismo não apenas seduz com um discurso calculadamente enganador, que afeta respeito e reverência pelas figuras de Nosso Senhor Jesus Cristo, da Virgem Santíssima e outros santos de Deus (que não raro têm seus nomes associados aos "centros"), as pessoas provenientes de lares católicos - ao mesmo tempo em que os descaracteriza e ataca virulentamente a Igreja, seus dogmas e sua hierarquia.
O espiritismo não é somente algo estimulado e promovido por organizações comprometidas com um projeto de destruição da "religião organizada", das estruturas familiares e dos valores vitais da sociedade - tais como a maçonaria e a Rede Globo -, sendo a "espiritualidade" preferida por nove entre dez das celebridades do "show business" que ostentam um estilo de vida dissoluto e fútil.
O espiritismo é, antes de mais nada, uma distorção brutal (sendo, no fundo, uma espécie de gnosticismo exotérico) dos princípios cristãos, pervertendo a caridade em condescendência para com o "menos evoluído"; estimulando o indiferentismo religioso e a presunção soberba da salvação por mérito próprio; reduzindo Cristo a "mestre moral" e "espírito de luz", e diluindo até frações homeopáticas a mensagem do Evangelho; promovendo o mais crasso laxismo moral, sobretudo por meio de uma ética do "sucesso", do progressismo e do orgulho burguês, além do endosso à aversão (que se encontra na própria raiz da "cultura do descarte") a escolhas e compromissos definitivos.
Não pode restar dúvida de que o extravagante acolhimento dado a esse fenômeno em terras brasileiras está na raiz de muitos dos males de que a nação hoje padece.

terça-feira, novembro 14, 2017

Em toda parte há gente perturbada

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Alguma vez você já teve vontade de deixar de frequentar sua paróquia ou grupo por causa de gente perturbada, fofoqueira ou com outro defeito que seja muito incômodo para você? 

Se sim, pense duas vezes. Em toda parte há gente perturbada. Nos tempos que vivemos hoje então, com toda esta terrível crise na Igreja, a quantidade de gente desequilibrada emocionalmente ou mentalmente é ainda maior. Então você responde: "ah, mas e os fofoqueiros, os que vivem olhando para a vida dos outros?, eles não deveriam saber se controlar, já que são cristãos?" Sim, claro que deveriam se controlar, claro que deveriam buscar mudar de comportamento, mas você vai mesmo deixar de frequentar os sacramentos ou um grupo em especial apenas porque há gente assim por lá? Você não acha que está dando muito poder a essa gente? O que o incomoda mais: o pecado alheio ou o seu orgulho ferido devido a não ser tão apreciado quanto gostaria? Eu sei que é desagradável ouvir coisas ruins sobre nós ou sobre pessoas queridas (ou sobre qualquer pessoa), mas será que não há uma forma de lidar com estas pessoas sem que precise se afastar da igreja/grupo? 

É o bastante cumprimentar educadamente, e evitar certas conversas. Não há necessidade de deixar de ir a Missa somente porque há pessoas desagradáveis por lá. Releve as atitudes alheias, reze por estas pessoas, busque o melhor em você mesmo para lidar com isso e fique firme. Quanto às injustiças, lembre-se: Deus está vendo tudo.

segunda-feira, novembro 13, 2017

Comentários Eleison: Comandos de Menzigen

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Comentários Eleison – por Dom Williamson
Número DXXXIX (539) (11 de novembro de 2017)


COMANDOS DE MENZINGEN


A Providência manteve a Fraternidade em segurança?
Ao bloquear muitas tentativas de se juntar a Roma!


Os leitores desses "Comentários" não são de modo nenhum favoráveis à crítica das palavras e ações do QG de Menzingen da Neofraternidade Sacerdotal São Pio X. No entanto, há muitos que veem que assim como o Arcebispo Lefebvre estava, para o bem da Igreja Católica, plenamente justificado ao tomar sua frutuosa posição contra o naufrágio do Concílio Vaticano II, assim está-se hoje plenamente justificado, pela mesma salvação das almas, a criticar em público o deslize dessa Neofraternidade para os braços do clero da Roma conciliar. A edição de junho do jornal interno de Menzingen para os sacerdotes da Fraternidade, "Cor Unum", publicou outra dura justificativa para esse deslize. Menzingen é obstinado. Menzingen deve ser corrigido, em público.

Segue em itálico um resumo fiel de alguns dos principais argumentos, que podem ser verificados (em francês) na internet, no site Résistance catholique francofone :: Cor Unum juin 2017.

Dom Lefebvre fez com que as relações da Fraternidade com Roma estejam reservadas somente ao Superior Geral (SG).

Isto se deu porque ele sabia que não poderia confiar que os sacerdotes sob sua autoridade entendessem a extrema necessidade de prudência para lidar com os oficiais romanos. O presente SG prova o quão certo ele estava.

O Capítulo Geral de 2006 autorizou as autoridades da Fraternidade a expulsarem qualquer sacerdote que discordasse de suas políticas em público – "Este aviso deve ser levado a sério".

Foi assim que Paulo VI "expulsou" Dom Lefebvre. Será que Menzingen percebe a quem está imitando? E quanto aos sacerdotes que votaram em 2006, será que previram aonde levaria essa autorização para tais expulsões?

Não importa quão bons sejam os argumentos discordantes, a desacordo público sempre prejudica o bem comum.

Dom Lefebvre prejudicou o (verdadeiro) bem comum da Igreja por discordar durante duas décadas das autoridades? A verdade é a suprema medida de autoridade, especialmente na Igreja Católica, e não o contrário!

Dom Lefebvre salvou a Igreja ao formar sacerdotes de acordo com a Tradição Católica.

Não exatamente. Formar bons sacerdotes foi sua maneira de salvar a Fé Católica. Mas os sacerdotes que agora estão sendo formados por Menzingen para acompanhar os Romanos conciliares correm o risco de não salvar nem a Fé nem a Igreja.

O Arcebispo sempre reconheceu, e queria que os sacerdotes da Fraternidade reconhecessem, as autoridades da Igreja, tanto antes como depois de consagrar os quatro bispos em 1988.

Sim, mas em 1988, depois que os romanos demonstraram de uma vez por todas que não guardariam da Fé, sua atitude em relação a eles mudou radicalmente: "Até agora, a diplomacia; mas, a partir de agora, a doutrina", disse ele, como Menzingen bem sabe; mas Menzingen simplesmente não vê a importância da doutrina como o via o Arcebispo.

Exatamente. Os dissidentes de Menzingen estão fazendo de questões de prudência, assuntos de Fé.

Não. Submeter católicos crentes aos Romanos Conciliares – ou seja, descrentes –, é diretamente uma questão de Fé.

Mas como esses romanos poderão converter-se se os católicos crentes da Fraternidade recusarem-se qualquer contato com eles?

Como os católicos podem conservar a Fé se estiverem submetidos a modernistas contagiosos, ainda mais se são inconscientemente perigosos?

Mas nem tudo na Igreja oficial de hoje é Conciliar. Isto inclui os conservadores, que gostam de nós.

Mas os conservadores não têm poder. Todo o poder em Roma está nas mãos dos maçons, que são inimigos amargos e resolutos da Tradição Católica, da Igreja de Nosso Senhor, de Nosso Senhor e de Deus. E tudo na Igreja oficial está sendo levado finalmente na direção Conciliar, especialmente pelo Papa Francisco.


Kyrie eleison.

O Monumento do Amor

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Richard Mique começou a trabalhar em seu projeto para essa loucura em 1777. No dia 5 de maio daquele ano, ele apresentou a rainha um modelo de madeira, gesso e cera, elaborado com suas instruções precisas pelo escultor Joseph Deschamps. De forma incomum, Marie-Antoinette aprovou os planos imediatamente sem modificações.

O monumento, situado numa ilha do rio, situa-se sobre uma plataforma circular com sete passos. Doze colunas Corintias são cobertas com uma cúpula de calcária de Conflans, coberta com chumbo e pintada para se parecer com madeira. O lado de baixo da cúpula apresenta caixotes e rosetas esculpidas em torno de um painel central esculpido por Deschamps. Medindo cerca de dois metros de diâmetro, esta peça central apresenta uma aljava, flechas e brasas flamejantes, entrelaçadas e adornadas com rosas e ramos de oliveira. O entablamento é composto de um arquitrave cujas seções de soffit são adornadas com rosetas e pergaminhos árabes, dentro e fora, juntamente com uma cornisa composta. O piso do monumento foi projetado pelo artesão de mármore Le Prince, incorporando branco veiado, vermelho do Languedoc e mármore de Flandres. A construção começou imediatamente e concluiu em julho de 1778. A alvenaria é trabalho de Guiard. Como a peça central deste novo monumento, a rainha rejeitou a escultura proposta por Deschamps e, em vez disso, instalou uma cópia do Cupido de Bouchardon formando seu arco do clube de Hércules (1750), originalmente destinado ao Salão Hércules, mas relegado ao Château de Choisy desde 1752. Marie-Antoinette transferiu estátua para o Louvre para permitir que o escultor Louis-Philippe Mouchy produzisse uma cópia. A cópia de Mouchy foi removida do Le Trianon durante a Revolução e passou algum tempo em Saint-Cloud antes de retornar à sua localização original em 1816. O monumento do amor foi completamente restaurado em 2006.

Original aqui.

quinta-feira, novembro 09, 2017

Ordenação diaconal no Mosteiro da Santa Cruz

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Na Festa de Todos os Santos, aconteceu a ordenação diaconal do agora Diácono Rodrigo da Silva, sob imposição das mãos de Mons. Tomás de Aquino, bispo e prior do Mosteiro da Santa Cruz.

Com alegria, informamos que a ordenação sacerdotal se dará no dia 23 de dezembro. Diácono  Rodrigo será o primeiro  sacerdote da Sociedade Sacerdotal dos Apóstolos de Jesus e Maria.

A Resistência depende da Divina Providência. Caso queira colaborar com a ordenação sacerdotal, manifeste-se por meio do seguinte e-mail: rodrigomariasajm@gmail.com

Ou deposite na seguinte conta:

Caixa Econômica Federal :
Ag: 0046
Op: 013
CC: 00026514-7
CPF: 059.864.014-25
Rodrigo Henrique Ribeiro da Silva

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Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!