quarta-feira, julho 30, 2014

Fugir ou morrer


Salvem os cristãos iraquianos! Assinem a petição abaixo e divulguem!

Estou aterrorizado. A situação dos cristãos no Iraque é dramática. Ela nunca foi fácil, mas agora está literalmente impossível.
 
Estão sendo expulsos de suas casas, sem que possam levar nada – nem mesmo água. Os que têm conseguido levar algo consigo são roubados no caminho.
 
Os extremistas do Estado Islâmico do Iraque e da Síria (ISIS, na sigla em inglês) dão algumas opções a eles: ou se convertem ao Islã e se submetem ao pagamento de impostos abusivos, ou morrem.
 
Não se trata de ficção. Milhares de cristãos já foram assassinados ou sequestrados. Outras dezenas de milhares tiveram de fugir para salvar suas vidas. Em Mosul, que fica no norte do Iraque, já não há mais cristãos (outrora havia mais de 60.000).
 
A grande mídia permanece em silêncio, mesmo com esse verdadeiro genocídio. A ONU, apesar de duas declarações, não dá sinais de que tomará medidas mais incisivas. Diante disso, não podemos ficar calados. Precisamos fazer aquilo que está ao nosso alcance. Primeiro, é claro, oferecer nossas orações por essas pessoas. Em segundo lugar, exigir que a ONU e a Liga Árabe intervenham em defesa dessas pessoas.
 
Escreva às duas instituições para pedir que intervenham em defesa dos cristãos perseguidos no Iraque:
Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU, já se manifestou a respeito:
Ao longo de poucas semanas, comunidades minoritárias que viveram juntas durante milhares de anos em Mosul e na província de Nínive sofreram ataques diretos e perseguição de grupos armados.
Agora é hora de passar das palavras à ação. Peça a intervenção da ONU e da Liga Árabe para frear esse genocídio imediatamente:
 
 
O problema tem um fundo político. Desde as eleições de abril os políticos não foram capazes de formar um governo. O bispo de Bagdá comenta a situação:
 
Com uma maior estabilidade interna, não haveria lugar esses grupos de fanáticos que pretendem governar o nosso país. 
 
Os bispos caldeus, sírio-ortodoxos, sírio-católicos e armênios também exortaram os políticos iraquianos a garantirem a proteção necessária para os cristãos e a frearem a catástrofe.
 
A responsabilidade é dos políticos iraquianos, mas diante da incapacidade deles devemos pedir uma intervenção internacional que interrompa a perseguição dos cristãos, detenha os responsáveis pelos crimes e permita o retorno dos exilados.
 
Em meio a essa barbaridade há testemunhos comoventes, como o do professor de Mosul que, apesar de ser muçulmano, enfrentou os extremistas e deu sua vida para proteger os cristãos.
 
Meriam Ibrahim felizmente está a salvo. Como seria bom se pudéssemos pensar o mesmo a respeito desses cristãos, heróis anônimos, que estão sofrendo essa terrível perseguição.   
 
Façamos a nossa parte! Se você já assinou esta petição, não deixe de divulgá-la para outras pessoas.
 
Que após a tempestade venha a calmaria.
 
Um forte abraço.
Guilherme Ferreira e toda a equipe de CitizenGO. 
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segunda-feira, julho 28, 2014

A Terra Natal dos Irmãos Grimm em imagens de Killian Schoenberger



Se bem que o que eles chamam no texto de misticismo não seja o verdadeiro misticismo, vale para saber um pouco sobre o artista. Texto traduzido de Demilked:




"O fotógrafo com base na Alemanha, Killian Schoenberger apresenta uma nova coleção de fotografia, ilustrando a aparente pátria dos irmãos Grimm. Schoenberger sempre teve paixão por paisagens obscuras e místicas e, por conseguinte, as imagens fantasmagóricas dos contos de fadas dos irmãos Grimm, feitas em áreas rurais remotas do centro da Europa, era algo a ser esperado dele.

O artista cresceu numa área rodeada por rica floresta, o que parcialmente deu forma ao seu bom gosto em misticismo visual. O que nos faz admirar ainda mais as fotografias de Schoenberger é o fato de que ele é daltônico. No entanto, o artista entende isto como uma vantagem permitindo-lhe concentrar-se mais sobre a estrutura e a composição da cena.

"Eu acho que há um profundo anseio de naturalidade tranquila entre as pessoas em nosso ambiente guiado pela tecnologia. Portanto, não quero mostrar apenas visões de cenários naturais. Quero criar locais visualmente acessíveis onde o visitante pode praticamente descansar sua mente. Possivelmente esse é o real benefício do meu trabalho - locais de descanso para os olhos em um mundo superestimulado"."

 
 
 
 
 
 
 
 








 Vontade de caminhar por essas florestas.

sábado, julho 26, 2014

Comentários Eleison: A França Se Mexe

Comentários Eleison – por Dom Williamson
CCCLXVII (367) - (26 de julho de 2014): 

A FRANÇA SE MEXE


            Muitos de vocês sabem que na terça-feira e na quarta-feira da semana passada realizou-se, no convento dos Dominicanos de Avrillé, perto de Angers, no Noroeste da França, uma reunião de sacerdotes resistentes provenientes de todos os lugares em que a “Resistência” está operando e avançando, mas principalmente da França. Essa foi a terceira reunião dos sacerdotes franceses em Avrillé desde o início do ano, e a mais importante. Desta vez eles começaram a coordenar e a organizar as suas atividades na França, um país frequentemente, e de várias formas, decisivo para a Igreja.

            O mérito por convocar essas reuniões é do Prior de Avrillé, Pe. Pierre-Marie. Por muitos anos Avrillé vem oferecendo apoio e servindo de refúgio para os padres da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, cuja vida sacerdotal têm se tornado mais e mais difícil sob a sua atual liderança, cuja busca pela reconciliação com a Neoigreja em Roma é, a despeito do disfarce e das negações, incessante. Há apenas umas poucas semanas, o Segundo Assistente da Fraternidade teria declarado: “O trem está partindo para Roma, e aqueles que querem sair, sairão”. O Pe. Pierre-Marie tentou não romper as relações com a FSSPX oficial até onde lhe foi possível, mas no início deste ano chegou a carta de Dom Fellay selando a ruptura. Era inevitável, a menos que Avrillé também traísse a Tradição.

            A reunião da semana passada havia sido originalmente destinada para os padres franceses pelo Pe. Pierre-Marie, mas eu sugeri a ele que os sacerdotes resistentes de fora da França também fossem convidados, por um motivo duplo: os sacerdotes de fora poderiam ser encorajados ao ver a “Resistência” se mexendo na França, onde tinha se mexido pouco – aparentemente – até agora; e os padres da França, por sua vez, poderiam ser lembrados de que não há apenas a “Resistência” na França. O Pe. Pierre-Marie aceitou a minha sugestão, e foi assim que chegaram dezoito padres no total.      

            Foi tudo muito bem na reunião. Pouco se olhou para o passado e sem amargura, e muito se olhou para o futuro. O primeiro assunto do dia teve maior relevância para sacerdotes franceses. Eles começaram por nomear como seu coordenador o Pe. de Mérode, um sacerdote da Bélgica com 30 anos de experiência na FSSPX em todo o mundo. Então, eles escolheram para a sua organização recém-criada o nome de “União Sacerdotal Marcel Lefebvre”, que exprime claramente a sua orientação. Por fim, o Pe. de Merode começou a organizar uma rede de centros de Missa por toda a França – de volta aos anos 70, mas em condições mais severas e com recursos muito limitados, ao menos neste momento.

            O assunto do segundo dia foi referente às preocupações internacionais referentes à defesa da Fé, e aqui, é claro, surgiu a questão das consagrações episcopais – pois eu, pelo menos, queria saber o que pensavam os sacerdotes presentes. Houve relativa unanimidade. Os leitores ficarão animados ao saberem que ainda que pensem os sacerdotes que o tempo para as consagrações não é ainda chegado, ele, porém, não está muito distante. Pois, de fato, é atualmente muito difícil de imaginar que qualquer um dos três bispos que permanecem dentro da empresa FSSPX realize uma consagração sem a aprovação de Roma, e é impossível imaginar que a Roma neomodernista aprove qualquer candidato antimodernista! Paciência.

            Orem, tanto para o êxito da recém-criada União Sacerdotal, como para Deus nos dar, no tempo devido, mais bispos que sejam imprescindíveis para a defesa da Fé.


Kyrie eleison.

quinta-feira, julho 24, 2014

Fatos Extraordinários Sobre o Escapulário do Carmo




Por Gregory Johnson
Traduzido por Andrea Patrícia
 


A Virgem do Carmo no Convento Carmelita em Quito, Equador.


Um sacerdote relata como um dia numa cidade próxima a Chicago ele foi chamado ao leito de um homem que havia se afastado dos sacramentos por muitos anos:
“O homem não queria ver-me: ele nem mesmo quis falar comigo. Então eu pedia a ele que olhasse para o pequeno Escapulário que eu estava segurando. ‘Você usará isso se eu colocá-lo em você? Não peço mais nada’. Ele concordou em usá-lo e dentro de uma hora ele quis se confessar e fazer as pazes com Deus. Isto não me surpreendeu, porque por 700 anos Nossa Senhora vem operando dessa maneira através do Escapulário dela.”
No mesmo dia que Nossa Senhora deu o Escapulário a São Simão, ele foi chamado às pressas por Lorde Peter de Linton: “Venha rápido, Padre, meu irmão está morrendo em desespero!” São Simão saiu imediatamente ao encontro do moribundo. Ao chegar, ele colocou seu grande Escapulário por cima do moribundo, pedindo a Nossa Mãe Santíssima para manter sua promessa.
Imediatamente o homem se arrependeu, e morreu na graça e amizade de Deus. Naquela noite o homem morto apareceu ao seu irmão e disse: “Eu fui salvo através da mais poderosa Rainha e do hábito daquele homem que era como um escudo”.
Santo Afonso de Ligório diz: “Hereges modernos zombam do uso do Escapulário, eles desaprovam-no como um disparate muito banal.” Muitos dos Papas já aprovaram e recomendaram o Escapulário. É extraordinário que apenas 25 anos após a visão do Escapulário, o bem-aventurado Papa Gregório X foi sepultado vestindo o Escapulário, e quando o túmulo foi aberto 600 anos após a sua morte, o seu Escapulário foi encontrado intacto.
Dois grandes fundadores de Ordens Religiosas, Santo Afonso dos Redentoristas e São João Bosco dos Salesianos, tinham uma devoção muito especial por Nossa Senhora do Monte Carmelo e ambos usavam seu Escapulário. Quando eles morreram foram enterrados com as vestimentas sacerdotais e o Escapulário.
Muitos anos depois suas tumbas foram abertas, os corpos e as vestimentas sagradas com as quais foram enterrados estavam deteriorados: pó! Mas o Escapulário que cada um estava usando mantinha-se completamente intacto. O Escapulário de Santo Afonso está em exibição em seu Monastério em Roma.


De John Haffert, Sign of Her Heart, (101 Foundation: 1998) Capítulo X, A Heavenly Garment.

Original aqui.

sábado, julho 19, 2014

Comentários Eleison: A Prioridade da Tradição

Comentários Eleison – por Dom Williamson
CCCLXVI (366) - (19 de julho de 2014): 

A PRIORIDADE DA TRADIÇÃO


            A palavra “Magistério”, que vem do latim para “mestre” (“magister”), significa na Igreja tanto o ensinamento autorizado da Igreja como seus Mestres autorizados. Pois bem, da mesma forma que um mestre é superior ao ensinado, o Magistério é superior ao povo católico que é por ele ensinado. Mas os Mestres católicos têm livre-arbítrio, e Deus lhes dá liberdade para errar. Assim, se eles erram gravemente, pode o povo resistir e dizer, todavia respeitosamente, que estão errados? É na verdade que se encontra a resposta, e por isso a pergunta pode se tornar confusa quando a maioria das pessoas dela se distancia, tal como acontece nos dias de hoje.

            Por um lado é certo que Nosso Senhor dotou a Sua Igreja com uma autoridade de ensino, para ensinar a nós, seres humanos falíveis, que só a Verdade pode nos levar para o Céu – “Pedro, confirma teus irmãos”. Por outro lado, Pedro devia apenas confirmá-los na fé que Nosso Senhor lhe havia ensinado – “Eu roguei por ti, para que a tua fé não falte; e tu, uma vez convertido, confirma os teus irmãos” (Lc 22, 32). Em outras palavras, essa fé governa Pedro, que tem como função apenas guardá-la e expô-la fielmente, tal como foi depositada nele, o Depósito da Fé, que deve ser transmitido para sempre como Tradição. A Tradição ensina a Pedro, que então ensina ao povo.

            O Vaticano I (1870) diz a mesma coisa. Os católicos devem crer em “todas as verdades contidas na palavra de Deus ou naquelas transmitidas pela Tradição”, que a Igreja propõe, por meio de seu Magistério Extraordinário ou Ordinário Universal (recorde-se que sem a Tradição em seu sentido mais amplo não haveria a “palavra de Deus”, ou seja, a Bíblia), como divinamente revelada. O Vaticano I diz ainda que seu Magistério é dotado da infalibilidade da Igreja, mas essa infalibilidade exclui o ensinamento de qualquer novidade. Então, a Tradição em seu sentido amplo governa o que o Magistério pode dizer que ela é, e enquanto o Magistério tem autoridade para ensinar dentro da Tradição, não tem autoridade para ensinar ao povo qualquer coisa fora dela.

            No entanto, as almas precisam de um Magistério vivo para ensiná-las a verdade da salvação dentro da Tradição católica. Essas verdades são imutáveis, assim como Deus ou a Sua Igreja, mas as circunstâncias do mundo onde a Igreja opera mudam constantemente, e assim, de acordo com a variedade dessas circunstâncias, a Igreja precisa de Mestres vivos a fim de variar frequentemente as apresentações e explicações das verdades invariáveis. Portanto, nenhum católico em seu juízo normal contesta a necessidade que se tem dos Mestres vivos da Igreja.

            Mas e se esses Mestres alegam que há algo dentro da Tradição que, na realidade, não está lá? Por um lado, eles são homens instruídos, autorizados pela Igreja a ensinar ao povo, e o povo é relativamente ignorante. Por outro lado, há o famoso caso do Concílio de Éfeso (428), onde o povo se insurgiu em Constantinopla para defender a Maternidade divina da Santíssima Virgem Maria contra o herético Patriarca Nestor.

            A resposta é que a verdade objetiva está igualmente acima dos Mestres e do povo, de modo que se o povo tem a verdade do seu lado, ele será superior aos seus Mestres caso estes não tenham a verdade. Por outro lado, se o povo não tem a verdade, não tem direito de se insurgir contra os Mestres. Em suma: se ele está com a verdade, ele tem o direito; se não está, não o tem. E o que diz se ele está com a verdade ou não? Nem (necessariamente) os Mestres, nem (menos necessariamente ainda) o povo, mas a realidade, mesmo que os Mestres ou o povo, ou ambos, estejam a conspirar para abafá-la.


Kyrie eleison.

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