segunda-feira, maio 30, 2016

Louis XVI na manhã de sua execução






Na manhã de sua execução, Louis XVI removeu seu anel de casamento e entregou-o ao seu valete, Jean-Baptiste Cléry, dizendo:
[Entregue] este anel para a rainha; diga a ela que eu me separo dele com dor e apenas no último momento.

via

terça-feira, maio 24, 2016

A Música e Sua História (em esquema)

Por Carlos Nougué em A Boa Música




I. Há dois gêneros de música:
1. Litúrgico (gênero de si superior ao outro);
2. Profano, que se subdivide em
a. Profano religioso;
b. Profano em sentido estrito.

II. Marcos da música litúrgica:
1. Canto ambrosiano (ou milanês) (a partir do século V);
2. Canto velho-romano (do século VI ao XIII);
3. Canto beneventiano (século VII-IX);
4. Canto moçárabe (século VII-XII, e liberado definitivamente pelo Concílio de Trento);
5. Canto gregoriano (a partir do século VI e tornado o oficial da Igreja por Trento);
6. Canto polifônico palestriniano (aprovado por Trento para missas solenes). Compositores mais importantes:
• Giovanni Pierluigi da Palestrina (italiano; 1525-1594);
• Tomás Luis de Victoria (espanhol; 1548-1611);
• Gregorio Allegri (italiano; 1582-1652).

III. Marcos da música profana:
1. Sua origem perde-se no tempo;
2. A música profana medieval não é de alta qualidade, ainda que não raro seja agradável;
3. A música profana humanista e renascentista (do século XIV ao XVII) tem alguns pontos altos, mas em geral é sensual e até lasciva.
• Compositores profanos mais importantes deste período (muitos dos quais compunham música usada nas igrejas, mas não estritamente litúrgicas segundo as determinações de Trento, de São Pio X, de Pio XI e de Pio XII):
a. Guillaume de Machaut (francês; 1300-1377);
b. John Dunstable (inglês; 1390-1453);
c. Guillaume de Dufay (belga; 1397-1474);
d. Johannes Ockeghem (belga; 1414-1497);
e. Josquin Desprez (franco-flamengo; 1450-1521);
f. Jacob Obrecht (holandês; 1457-1505);
g. John Taverner (inglês; protestante; 1490-1454);
h. Thomas Tallis (inglês; religião indefinida; 1505-1585);
i. Orlandus Lassus (belga; católico; compôs também música estritamente litúrgica; 1532-1594);
j. William Byrd (inglês; herói do catolicismo na Inglaterra anglicana e um dos maiores compositores de todos os tempos; sua música por vezes é genuinamente litúrgica; 1540-1623);
k. Giovanni Gabrieli (italiano; católico; 1554-1612);
l. Carlo Gesualdo (italiano; católico, ainda que de vida não exemplar; 1561-1613);
mJan Pieterszoon Sweelinck (holandês; protestante; 1562-1621).
4. A música barroca (do século XVII ao XVIII) é de origem e de feição jesuíticas. Começa no lado católico, mas atinge o ápice no lado protestante, com Johann Sebastian Bach. De modo geral é boa, mas por vezes resvala para o sensual. A música barroca que se usava nas igrejas só excepcionalmente se enquadra nos marcos do estritamente litúrgico.
• Compositores mais importantes deste período:
a. Claudio Monteverdi (italiano; católico e sacerdote; 1567-1642);
b. Orlando Gibbons (inglês; anglicano; 1583-1625);
c. Girolamo Frescobaldi (italiano; católico; 1583-1643);
d. Jean-Baptiste Lully (francês; católico, mas o mais sensual dos barrocos; 1632-1687);
e. Dietrich Buxtehude (dinamarquês; protestante; 1637-1707);
f. Marc-Antoine Charpentier (francês; católico; 1643-1704);
g. Johann Pachelbel (alemão; protestante; 1653-1706);
h. Arcangelo Corelli (italiano; católico; um dos mais importantes; 1653-1713);
i. Henry Purcell (inglês; anglicano; 1659-1695);
j. François Couperin (francês, católico; 1668-1733);
k. Alessandro Marcello (italiano; católico; 1669-1747);
l. Tomaso Giovanni Albinoni (italiano; católico; 1671-1750);
m. Antonio Vivaldi (italiano; católico e sacerdote de vida complicada; 1678-1741);
n. Georg Philipp Telemann (alemão; protestante; 1681-1767);
o. Jean Philippe Rameau (francês; católico? maçom?; dos mais importantes compositores; 1683-1764);
p. Georg Friedrich Haendel (alemão/inglês; anglicano; dos mais importantes compositores, especialmente por seus oratórios; 1685-1759);
q. Johann Sebastian Bach (alemão; protestante [converteu-se ao catolicismo?]; talvez o maior gênio musical de todos os tempos; sua música nunca é sensual, e ele nunca compôs ópera; 1685-1750). 
5. A música clássica (do século XVIII a inícios do XIX) é quase totalmente destituída de religiosidade [é neopagã, como, mutatis mutandis, a renascentista; mas é fruto típico do Iluminismo]; neste sentido, é um retrocesso com respeito ao barroco. Não deixa, porém, de ter grandes compositores.
• Compositores mais importantes deste período:
a. Christoph Willibald Gluck (alemão; 1714-1787);
b. Carl Phillip Emanuel Bach (alemão, protestante, e filho de J. S. Bach; 1714-1788);
c. Franz Joseph Haydn (austríaco; católico e depois maçom; um dos maiores compositores de todos os tempos e mestre de Mozart e de Beethoven; sua música religiosa é por vezes ligeira ou leviana [algumas peças foram proibidas nas igrejas]; 1732-1809);
d. Wolfgang Amadeus Mozart (austríaco; maçom; um dos maiores compositores de todos os tempos;  sua música religiosa é por vezes bela, mas por vezes quase sacrílega de tão ligeira ou leviana; seu Requiem em verdade só é seu em parte; levou a ópera a tornar-se definitivamente sensual e apaixonada; 1756-1791);
e. Ludwig van Beethoven (alemão; gnóstico; na verdade, começa clássico, mas logo funda o romantismo; quando clássico, tem peças equilibradas; quando romântico, é o mais das vezes radicalmente apaixonado; sua Missa solemnis é bela; 1770-1827).
6. A música romântica (do século XIX a meados do XX) pretendia-se, como todo o romantismo, um retorno à Idade Média, contra o classicismo; mas em verdade é um retorno à gnose medieval. É essencialmente apaixonada; mas tem grandes compositores, que podem dizer-se não de todo românticos.
• Compositores mais importantes deste período (como se verá, nem todos são românticos):
a. Nicolò Paganini (italiano; apaixonado até quase o diabólico; 1782-1840);
b. Franz Schubert (austríaco; católico de vida complicada; é o melhor dos românticos, o mais clássico; suas missas, não litúrgicas, são no entanto belíssimas; 1797-1828);
c. Hector Berlioz (francês; ateu; um protótipo de romântico; sua música “religiosa” é escura; 1803-1869);
d. Felix Mendelssohn (alemão; judeu convertido ao luteranismo; é dos mais clássicos; a certa altura, em verdade, converte-se ao barroco bachiano; 1809-1847);
e. Frédéric Chopin (polonês; ateu; grande melodista, é de um romantismo que tende a certa melosidade; 1810-1849);
f. Robert Schumann (alemão; uma dos mais tipicamente românticos; sua música é escura; morreu louco; 1810-1856);
g. Franz Liszt (húngaro; maçom, revolucionário e adúltero, converteu-se pelas mãos de Pio IX, de quem recebeu as ordens menores; sua música é ultrarromântica; mas seu oratório Christus figura entre os mais belos; 1811-1886);
h. Richard Wagner (alemão; revolucionário e gnóstico; suas óperas são a “perfeição” do romantismo [ou seja, tornam-no puramente gnóstico], e, por um uso extremo do cromatismo, levam a música às fronteiras do atonalismo; 1813-1883);
i. César Auguste Franck (belga, católico de fato; sua música é irregular, mas grande parte dela não se pode dizer romântica; tem verdadeiras obras-primas; 1822-1890);
j. Anton Bruckner (austríaco; católico de fato; toda a sua música transpira religiosidade; suas sinfonias estão entre o que de melhor a música já produziu; não é romântico [ainda que se valha da orquestração wagneriana, etc.]: é único, mas criou cânones e escola; 1824-1896).
k. Johannes Brahms (alemão; pretendeu-se um retorno ao classicismo; mas sua música é o mais das vezes escura e pode chegar ao lúgubre; 1833-1897);
l. Piotr Ilich Tchaikovsky (russo; ultrarromântico; 1840-1893);
m. Antonín Dvórak (tcheco; católico; seu romantismo é antes um aproveitamento do lirismo eslavo; tem peças magníficas; e suas peças religiosas [algumas litúrgicas] estão entre as melhores de todos os tempos; 1841-1904);
n. Charles Marie Widor (francês; católico; suas sinfonias para órgão são obras-primas; 1844-1937);
o. Gabriel Fauré (francês; católico; não é romântico, mas antes um seguidor de César Franck; seu Requiem é estupendo; 1845-1924);
p. Gustav Mahler (austríaco; judeu convertido ao catolicismo; algumas de suas sinfonias são em parte brucknerianas e se contam entre as maiores peças musicais; 1860-1811);
q. Claude Debussy (francês; ateu; como Wagner, levou a música às raias do atonalismo; 1862-1918);
r. Jean Sibelius (finlandês; maçom; 1865-1957);
s. Sergei Rachmaninoff (russo; ultrarromântico; mas compôs belíssimas Vésperassegundo a liturgia de São João Crisóstomo; 1873-1943);
t. Franz Schmidt (austríaco; protestante ou católico?; bruckneriano, e um dos maiores compositores; não é romântico; destaque para suas quatro sinfonias e para seu oratório O Livro dos Sete Selos; 1874-1939);
u. Richard Wetz (polaco-alemão; nazista e tendente ao gnosticismo; mas suas sinfonias, profundamente brucknerianas, são magníficas, assim como alguns oratórios e peças católicas; 1875-1935)
7. A música moderna ou atonal (século XX-XXI), em quase todas as suas variantes e movimentos, nem sequer é música, mas pura cacofonia. A diluição total das formas. Diabólica.
• No entanto, o estoniano e ortodoxo Arvo Pärt (1935- ), depois de um início cacofônico, criou um cânon não só original, mas perfeita e magnificamente tonal; e sua música religiosa, belíssima, inspira-se profundamente na liturgia de São João Crisóstomo e seus cantos.

     * Este é um documento de nosso curso presencial de História da Música, e se funda em nosso Das Artes do Belo (por publicar-se).

segunda-feira, maio 23, 2016

Comentários Eleison: Sentimentos Doutrinais

Comentários Eleison - por Dom Williamson
CDLXII (462)- (21 de maio de 2016)
Sentimentos Doutrinais
Demos graças a Deus pelas mulheres dispostas a por Cristo a sofrer.
Elas são Seu escudo, para de Sua ira nos proteger.
Parece que o “Comentário” da semana passada (CE 461) não foi do agrado de todos. Os leitores podem ter adivinhado que o autor anônimo da longa citação tinha o mesmo sexo que as também citadas Santa Teresa de Ávila (“sofrer ou morrer”) e Santa Maria Madalena de Pazzi (“sofrer e não morrer”), e a citação anônima pode ter parecido excessivamente emocional. Mas o contraste com os sentimentos do Papa Bento citados na semana anterior (CE 460) foi deliberado. Enquanto o texto do homem mostrou sentimentos governando a doutrina, o texto da mulher mostrou a doutrina governando os sentimentos. É melhor, obviamente, a mulher colocando Deus em primeiro lugar, como Cristo no Horto do Getsêmani (Pai, afasta de mim este cálice, mas não conforme a minha vontade...), do que o homem colocando os sentimentos em primeiro lugar e transformando a doutrina e a religião católicas na religião conciliar.
O surpreendente contraste destaca que a primazia de Deus significa que a doutrina vem primeiro, enquanto que a primazia dos sentimentos significa que o homem vem primeiro. Mas a vida não se trata de evitar o sofrimento: se trata, sim, de alcançar o Céu. Se, então, eu descreio em Deus e adoro a Mamon (Mt. VI, 24), não crerei em nada além da vida, e pagarei por mais e mais drogas caras para evitar o sofrimento nesta vida, já que não há outra. Assim, as “democracias” ocidentais criam ruinosos Estados de bem-estar, um atrás do outro, porque a maneira mais segura de um político “democrático” ser eleito ou não é tomar uma posição contra ou a favor da medicina gratuita. O cuidado com o corpo é tudo o que resta na vida de muitos homens que não têm Deus. Assim, o secularismo arruína o Estado: “Se o Senhor não edifica a casa, em vão trabalham os que a edificam” (Sl. CXXVI, 1), enquanto que “Feliz o povo cujo Deus é o Senhor” (Sl. CXLIII,15). A religião governa a política e também a economia: qualquer falsa religião, para seu mal; a religião verdadeira, para seu bem.
Na base de sua entrevista de outubro (CE 460), Bento poderia ter respondido: “Sim, mas que utilidade tem uma religião na qual creem cada vez menos pessoas? No homem moderno, a religião católica de todos os tempos perdeu a capacidade de ser confiável. A doutrina de ontem pode ser verdadeira o quanto for, mas que utilidade ela tem se não fala ao homem como ele é hoje, onde ele está hoje? A doutrina é para as almas, mas como posso falar ao homem contemporâneo sobre o sofrimento redentor ou sobre a Redenção, quando o sofrimento não tem sentido para ele? O Concílio foi absolutamente necessário para refundir a doutrina em uma forma inteligível para os homens tais como eles são hoje”.
E para esta posição implícita na entrevista de Bento, eis uma possível resposta: “Sua Santidade, a doutrina é para as almas, sim, mas para salvá-las do castigo eterno, e não para prepará-las para ele. A doutrina consiste em palavras, as palavras expressam conceitos, os conceitos vêm, em última instância, de coisas reais sendo concebidas. Sua Santidade, Deus, a alma imortal do homem, a morte, o Juízo e a inevitabilidade da salvação ou a condenação eterna são realidades externas à minha mente? Se são realidades independentes de mim, alguma delas mudou desde os tempos modernos? E se nenhuma delas mudou, absolutamente, então as doutrinas que as expressam não expressam também, junto com a doutrina do pecado original, um perigo real para todo homem vivente de cair no Inferno? Neste caso, por mais desagradável que se possam sentir essas realidades, que possível serviço faço eu para meu próximo ao fazer com que as doutrinas sejam sentidas de modo mais agradável, de maneira que ocultem o perigo eterno em vez de advertir sobre ele? Que importância tem seus sentimentos em comparação com a de se compreender e assimilar as verdadeiras doutrinas para ser plenamente feliz e não completamente atormentado por toda a eternidade – por toda a eternidade?”.
Mas em nosso mundo apóstata, a massa de homens quer somente que se lhes contem fábulas (II Tm. IV, 4) para amortecer seus pecados. O resultado é que para manter o mundo moral em equilíbrio, deve haver um número de almas místicas, conhecidas somente por Deus, que tomem sobre si mesmas agudos sofrimentos por Cristo e pelo próximo, e é muito provável que a maioria delas seja de mulheres.

Kyrie eleison.

Comentários Eleison: Sentimentos Cristãos

Comentários Eleison - por Dom Williamson
CDLXI (461) - (14 de maio de 2016)
Sentimentos Cristãos

Cristo mostrou que sofrer é um dom precioso.
Para as almas abatidas, eis aqui uma exaltação dada por Deus.

Como pode ter ocorrido ao Papa Bento que Deus Pai tivesse sido cruel com Deus Filho ao fazê-lo pagar pelos pecados do mundo (cf. CE da semana passada)? “Um batismo tenho para batizar-me”, disse o próprio Filho, “e como me angustio até que venha a cumprir-se” (Lc. XII,50). Santa Teresa de Ávila quis “sofrer ou morrer”, mas Santa Maria Madalena de Pazzi quis “sofrer e não morrer”. A seguinte citação apresenta aquela compreensão cristã sobre o sofrimento da qual carece o moderno Bento:

A quem posso contar o que estou sofrendo? A ninguém nesta terra, porque não é um sofrimento desta terra, e ninguém no mundo entenderia. O sofrimento é uma doce espécie de dor e uma dolorosa espécie de doçura. Queria sofrer dez vezes, cem vezes mais. Por nada no mundo eu gostaria que parasse. Isto ainda não significa que não esteja sofrendo. Sofro como se estivesse sendo agarrada pela garganta, oprimida pelas faces de uma prensa, queimada em um forno, perfurada no próprio coração.

Se eu pudesse me mover, estar por minha conta e risco, de modo que pudesse me mover e cantar para dar vazão ao que estou sentindo por dentro, porque a dor é realmente sentida, seria um alívio. Mas estou cravada como Jesus na Cruz. Não posso nem me mover, nem estar por minha própria conta, e tenho de morder minha língua para não satisfazer a curiosidade das pessoas em relação à minha doce agonia. Morder minha língua é pouco. Somente com grande esforço posso controlar o impulso de deixar sair o pranto da dor e da alegria sobrenatural que brota dentro e quer queimar com toda a força de uma chama abrasadora ou da água que sai aos borbotões.

A face de Jesus, sombreada de dor quando Pilatos o mostrou à multidão, atrai-me como o espetáculo de algum desastre. Ele está diante de mim e me olha, de pé sobre as escadas do Pretório, sua cabeça coroada de espinhos, suas mãos atadas diante da vestimenta de idiota que lhe foi dada por Herodes para ridicularizá-lo, mas, em verdade, vestindo-o de um branco que corresponde à sua perfeita Inocência. Ele nada diz, mas tudo n’Ele está falando, chamando-me, pedindo-me algo.

Para quê? Ele está me pedindo que o ame. Sei que é isso, e dou-lhe até que me sinto morrer com uma espada transpassando meu peito. Mas Ele ainda me pede algo que não compreendo. E queria compreender. Não entender é uma tortura para mim. Desejaria poder dar-lhe tudo o que quer, mesmo se tivesse de padecer uma morte agonizante. E ainda não posso lhe dar isto.

Seu rosto, cheio de dor, atrai-me e fascina-me. Ele é tão belo quando é o Mestre ou quando é Ressuscitado da morte. Mas vê-lo me enche simplesmente de alegria, enquanto vê-lo em dor me enche de um amor incomensurável, inigualável mesmo ao cuidado de uma mãe por sua criatura que sofre.

Sim, compreendo realmente que o amor compassivo é a crucificação da criatura que segue seu Mestre por todo o caminho até a tormenta final. É um amor tirânico, que bloqueia todo pensamento que não seja o da Sua dor. Já não pertencemos a nós mesmos. Vivemos somente para consolar a Sua tortura, e esta é nossa tormenta, a que literalmente nos mata. E, sem embargo, cada lágrima que derramamos pela dor é mais cara que uma pérola de grande valor, e cada dor Sua na qual podemos entrar é mais ambicionada que qualquer tesouro.

Padre, tentei contar-lhe o que estou padecendo, mas tento em vão. Entre todas as visões que Deus me deu, contemplar Seu sofrimento será sempre o que leva minha alma ao sétimo céu. Morrer de amor enquanto se contempla seu sofrimento – que morte poderia ser mais bela?

Kyrie eleison.


Nota do blog: Sobre Valtorta, recomendamos a seguinte leitura: http://borboletasaoluar.blogspot.com.br/2016/04/respostas-acusacoes-levantadas_29.html

Versailles (por Megan R. Marks)

 Versailles (por Megan R. Marks), via