segunda-feira, setembro 22, 2014

Comentários Eleison: Contexto Alterado

Comentários Eleison – por Dom Williamson
CCCLXXV (375) - (20 de setembro de 2014): 

CONTEXTO ALTERADO


             A partir de argumentos contra o sedevacantismo, nos quais este é tido como um erro míope em face de uma situação completamente anormal, um amigo italiano (C.C.) formou uma visão mais extensa de tal situação. Mesmo sem ser um sacerdote ou teólogo, ele se aventura a opinar que o sedevacantismo é apenas uma de muitas tentativas na Igreja de ajustar a crise de hoje nas categorias de ontem. Não há dúvida de que a teologia católica não pode ser modificada, mas a situação real à qual essa teologia tem de ser aplicada sofreu uma profunda mudança com o Vaticano II. Aqui está um parágrafo chave seu sobre o que realmente foi alterado:

 
            “Por sua recusa da realidade objetiva da existência de Deus, bem como da necessidade de se submeter à Sua Lei, o mundo atual não é normal, assim como não o é a unidade católica presente, e tanto que substituiu Deus pelo homem no centro das coisas. A Igreja chegou a esse estado anormal de coisas não por um desvio repentino, mas seguindo um longo e complexo processo de afastamento de Deus, cujos efeitos diruptivos emergiram com o Vaticano II. Por centenas de anos os germes da dissolução foram cultivados dentro da Igreja, abrigados por homens aos quais foi permitido ocupar todos os postos da hierarquia, inclusive a Sé de Pedro.”

            
            Meu amigo prossegue afirmando que se alguém deixa de levar em consideração essa anormalidade generalizada do estado atual da Igreja, que é inacreditavelmente, mas seguramente, pior que nunca, corre o risco de tratar de uma realidade que não existe mais, com o emprego de termos de referência que não se aplicam mais. Assim, os sedevacantistas, por exemplo, dirão que os homens da Igreja de hoje devem saber o que estão fazendo, pois são homens inteligentes e instruídos. Não é assim, diz C.C., pois ainda que sua pregação e prática possam não ser mais católicas, eles estão convencidos de que são plenamente ortodoxas. O mundo todo enlouqueceu, e eles simplesmente enlouqueceram com ele, não por perda da razão, mas por terem desistido do uso dela; e a medida que sua fé católica segue enfraquecendo, vai se tornando mais difícil impedi-los de perdê-la por completo.    

          
            Alguém poderia, então, objetar que Deus teria abandonado a Sua Igreja. Como resposta, C.C. recorre a três citações das Escrituras. Em primeiro lugar, Lc 18, 8, onde Nosso Senhor pergunta se ainda encontrará a Fé na terra em Seu retorno. Obviamente, um pequeno restante de sacerdotes e leigos (talvez com alguns bispos) será suficiente para assegurar a indefectibilidade da Igreja até o fim do mundo (pense-se nas presentes dificuldades da “Resistência” em tomar forma). De modo similar, em segundo lugar, Mt 24, 11-14, onde é previsto que muitos falsos profetas enganarão muitas almas, e a caridade esfriará. E em terceiro lugar, Lc 22, 31-32, onde Nosso Senhor instrui Pedro a confirmar seus irmãos na fé depois de sua conversão, sugerindo fortemente que a sua fé iria primeiro falhar. Então, quase toda a hierarquia pode falhar, incluindo Pedro, sem que a Igreja deixe de ser indefectível, tal como quando todos os Apóstolos fugiram do Jardim de Getsêmane (Mt 26, 56).

 
            Concluindo, a visão de C.C. para a Igreja de amanhã ou de depois de amanhã é muito parecida com o que diz o Pe. Calmel: que cada um de nós cumpra com seu dever de acordo com seu estado de vida, e tome parte na construção de uma rede de pequenas fortalezas de Fé, cada uma com um sacerdote que assegure os sacramentos, mas doravante sem a teologia da Igreja atualmente inaplicável, sem a aprovação canônica cuja obtenção é inviável, e sem nenhuma parede divisória obsoleta sobre a qual a Fé terá fluído. Os fortes estarão unidos pela Verdade e terão contatos mútuos de caridade. O resto está nas mãos de Deus.

Kyrie eleison. 

 

sexta-feira, setembro 19, 2014

Novo estudo científico demonstra que a população está cada vez mais burra

Por Anti Nova Ordem Mundial






As pessoas estão cada vez mais burras? As gerações anteriores eram mentalmente mais inteligentes do que nós? É possível que alguns de vocês tenham suspeitado que as pessoas estão cada vez mais burras, mas agora temos evidências científicas à respeito.

E lamentavelmente, parece ser um fenômeno mundial.

Como explica um recente
artigo publicado pelo Daily Mail, as pontuações dos testes de coeficiente de inteligência (QI) estão caindo em praticamente todos os países...
Richard Lynn, psicólogo da Universidade de Ulster, calculou a diminuição no potencial genético dos seres humanos.
Richard Lynn

Lynn utilizou dados sobre o coeficiente de inteligência de todo o mundo entre 1950 e 2000 para descobrir que nossa inteligência coletiva reduziu em um ponto do coeficiente de inteligência.
O Dr. Lynn disse que se esta tendência continuar, poderíamos perder outros 1,3 de QI até 2050.
Um ponto de QI parece pouco, mas quando examinamos mais atrás no tempo, as quedas são ainda mais dramáticas.

Por exemplo, um professor e psicologia da Universidade de Amsterdam, Jan te Nijenhuis, calculou que temos perdido um total de 14 pontos de QI, em média, desde a época vitoriana (desde meados do século XIX ao início do século XX).
Há outros testes que mostram indícios de que este fenômeno está ocorrendo. Por exemplo, os resultados do SAT nos EUA (exame de admissão das universidades dos EUA) tem reduzido significativamente nos últimos anos..
Parece que há uma tendência preocupante na escolas secundárias dos EUA. Se julgarmos a qualidade da educação pelas pontuações que os estudantes recebem em seus SAT, então parece que as coisas estão piorando nos EUA.
Desde 2006, a pontuação do SAT em média geral diminuiu em 20 pontos, caindo de 1518 para 1498 em 2012. As pontuações tem caído em todas as categorias: 9 pontos em leitura, 4 pontos em matemática e 9 pontos em redação.
E esta queda e os resultados do SAT não se limita somente aos últimos anos.
Como indica o seguinte gráfico, os resultados do SAT tem diminuído nos EUA durante décadas...


Inclusive alguns cientistas que estão convencidos de que esta diminuição da capacidade mental dos seres humanos se remonta a mil anos. Alguns culpam as mutações genéticas por esta queda, e outros ao fato de que nossos cérebros estão cada vez menores.

Já falamos do deterioramento físico e psicológico da espécie humana em artigo anterior intitulado:
Cientistas demonstram que a humanidade está cada vez mais burra, menor e mais débil e do qual colocamos alguns trechos:

Um estudo da Universidade de Cambridge descobriu que a humanidade está reduzindo em tamanho de maneira significativa.

Os especialistas dizem que os seres humanos tem superado seu pico e que as pessoas de hoje em dia são 10% menores que seus antepassados caçadores-coletores.

E se isto não foi suficientemente deprimente, verifica-se que nossos cérebros também estão menores.

Os resultados contradizem a ideia comumente aceita de que o ser humano cresceu, uma crença baseada em dados mais recentes sobre o desenvolvimento físico.

A queda, segundo especialistas, tem ocorrido nos últimos 10.000 anos. Eles culpam a agricultura e o sedentarismo, envolvendo dietas restritivas e a urbanização, fatores que comprometem a saúde e que conduzem a propagação da doença.

Além disso, segundo geral R. Crabtree, da Universidade de Stanford, estamos perdendo a capacidade mental e isso tem ocorrido durante os últimos 6.000 anos.

A razão, segundo conclui Crabtree, se deve às mutações genéticas, que representam a coluna vertebral da evolução neodarwnista.

Como vimos, os novos estudos não fazem mais do que confirmar as suspeitas.

E se você não acredita, você pode ligar a sua televisão e terá a prova cabal disso...

quinta-feira, setembro 18, 2014

O Museu das Pobres Almas do Purgatório – parte I



Por Margaret C. Galitzin
Traduzido por Andrea Patrícia




Chiesa del Sacro Cuore del Suffragio. Lungotevere Prati 12, Roma
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Numa visita a Roma, uma boa amiga que lá vivia prometeu mostrar-me algo surpreendente, e que muitos turistas nunca encontram. É o Pequeno Museu das Pobres Almas do Purgatório. Ele é composto por uma grande vitrine em uma única parede no fundo da Chiesa del Sacro Cuore del Suffragio – A Igreja do Sagrado Coração do Sufrágio.
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A Igreja do Sagrado Coração em Roma, dedicada às Pobres Almas

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Fica a uma pequena distância do Vaticano, na rua que corre paralela ao Tibre, a Lungotevere. Se você estiver em Roma, vale a pena tirar um tempinho para ver isso.
A Igreja em si é uma joia gótica brilhante em meio às igrejas predominantemente Renascentistas de Roma. Dentro, há três naves coroadas com altares de santos: fora, sua torre central sobe acima das restantes, apontando para o Céu elevando a alma.
No caminho de entrada há uma maravilhosa escultura das Pobres Almas, que também olham esperançosamente para o alto, pois o Céu é o lar destinado a elas após seu tempo de sofrimento ter terminado. Elas olham para o alto a buscar alívio. A doutrina católica nos ensina que o Purgatório é um lugar de sofrimento, onde as almas expiam seus pecados.
Os artefatos do Museu atestam essas verdades. Cada vitrine possui um item diferente, Escrituras, livros de oração, um tampo de mesa, um artigo de vestuário, que portam as marcas chamuscadas de mãos das almas do Purgatório.
Deus permitiu que essas almas retornassem à terra para pedir orações ou Missas aos seus familiares e amigos, e deixar alguma evidência de seu sofrimento. Assim, elas dão testemunho para católicos de todas as épocas de que o Purgatório existe, um lugar físico de fogo e sofrimento.

Origem do Museu
No século XIX, sob a influência do Iluminismo, as mentes ‘modernas’ já estavam a duvidar dessas verdades da Fé Católica. Uma boa defesa da Fé veio de um sacerdote francês, Pe. Victor Jouet da Ordem do Sagrado Coração – fundada em 1854 pelo Pe. Jules Chevalier com o propósito de rezar Missas e orações para o repouso das Pobres Almas.
Em 1897, a Ordem em Roma possuía uma capela dedicada a Nossa Senhora do Rosário que, em 15 de setembro, pegou fogo. Quando as chamas diminuíram, a imagem clara de uma face em sofrimento, retratando uma alma no Purgatório, foi notada numa parede carbonizada. Isto impressionou profundamente o Pe. Jouet, e ele se interessou por encontrar outras evidências concretas de manifestações das almas do Purgatório àqueles que vivem na terra.
Com o apoio do papa São Pio X, o Pe. Jouet viajou pela Bélgica, França, Alemanha e Itália coletando essas relíquias – provas da existência do Purgatório – para a casa na Igreja Gótica que a Ordem estava construindo para substituir sua capela em Roma.

Parte da modesta vitrine que compõe o pequeno Museu.

O Pequeno Museu abriu ao público oficialmente no mesmo ano. A Igreja abriu para culto em 1917. O sucessor do Pe. Jouet, Pe. Gilla Gremigni, fechou o Museu em 1920, supostamente para dar tempo para que as peças fossem autenticadas, que então permaneceu fechado por 30 anos.
Hoje, o peregrino que vai a Roma pode ainda ver a dúzia de mostras aprovadas, mas talvez não por muito tempo. Nos anos 90, discutiu-se no Vaticano sobre o fechamento do Museu. Devido à Nova Teologia que triunfou desde o Vaticano II, muitos teólogos do Vaticano negam o ensino do Purgatório como um lugar físico de sofrimento. Por enquanto, entretanto, o Museu permanece aberto, embora o peregrino deva geralmente fazer um pedido especial para vê-lo. Peça apenas para ver “il museo,” e você será guiado para a vitrine.

Marcas das Pobres Almas
Deixem-me mostrar-lhes alguns desses artefatos impressionantes e preciosos.


A marca de mão queimada na roupa de dormir de Joseph Leleux; abaixo, impressões digitais no livro de oração alemão.

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Em uma mostra, nós vemos uma marca feita pela falecida Sra. Leleux na manga da camisa de seu filho Joseph quando ela apareceu para ele na noite de 21 de junho de 1789, em Wodecq, Bélgica. Mais tarde seu filho relatou que por 11 noites consecutivas ele havia sido acordado na noite por barulhos assustadores.
Na 12ª noite, sua mãe apareceu para ele para lembrá-lo do dever de mandar rezar Missas por sua alma em conformidade com os temos de uma herança deixada para ele por seu pai. Então ela o repreendeu por seu caminho de vida e implorou que mudasse seu comportamento e praticasse sua Fé Católica.
Antes de desaparecer, ela colocou sua mão na manga da roupa de dormir, deixando uma impressão clara. Joseph Leleux foi convertido e mais tarde fundou uma congregação piedosa para os leigos.
A segunda mostra é a de um livro de oração de George Schitz, que contém as impressões digitais chamuscadas de seu falecido irmão Joseph.
Ele apareceu para George em 31 de dezembro de 1838, em Sarrabe na Lorena, França, e pediu orações. Joseph contou ao seu irmão que estava expiando no Purgatório por sua falta de piedade durante sua vida na terra.
Antes de desaparecer, ele tocou com sua mão direita o livro de orações de George, que seu irmão vinha usando para rezar, deixando marcas de fogo.
Marca da mão deixada por Marguerite Demmerle

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Em outra mostra, você pode ver a marca deixada na cópia de Imitação de Cristo que havia pertencido a Marguerite Demmerlé, da Paróquia de Ellinghen na Diocese de Metz, por sua sogra.
Ela apareceu para Marguerite em 1815, 30 anos após sua morte em 1785, vestida como peregrina num vestido tradicional da região. Ela vinha descendo as escadas com um rosto triste, como se estivesse procurando por algo, Marguerite contou ao seu pároco. Quando Marguerite perguntou quem era, ela respondeu: “Eu sou a sua sogra que morreu ao dar a luz trinta anos atrás. Vá à peregrinação ao Santuário de Nossa Senhora de Mariental e peça para rezarem duas Missas por mim lá.”
Quando Marguerite pediu a ela um sinal, ela colocou sua mão na cópia de Imitação de Cristo que sua nora estava lendo e deixou marcas de fogo de seus dedos. Ela lhe apareceu novamente para dizer que havia sido libertada do Purgatório. Tudo isso foi documentado por seu pároco. 

Como é novembro, o mês das Pobres Almas, na próxima semana iremos continuar o tour pelo nosso Piccolo Museo del Purgatorio em Roma e ver diversas outras provas da existência do Purgatório guardadas lá. Eu espero que esta demonstração encoraje todos os meus leitores a rezar e oferecer Missas pelas almas de seus parentes e amigos, bem como por todas as almas que sofrem no Purgatório.


(Continua)




Postado em 12 de novembro de 2011.

Original aqui.

terça-feira, setembro 16, 2014

Fascismo é condenado pela doutrina da Igreja


Recomendo a leitura:


Fascismo é condenado pela doutrina da Igreja

 Trecho (grifos meus):

"A moral do fascismo não existe, pois sua filiação é no solo e não em Deus. A fonte primária das leis, segundo o fascismo, é teoricamente o Estado, mas na prática é o Partido Fascista que se assenhoreia do poder [2]. O fascismo é originalmente anticlerical, pois pregava o “confisco de todos os bens das Congregações religiosas e a supressão de todos os rendimentos episcopais, que [segundo eles] constituem um déficit enorme para a Nação, e um privilégio para uma minoria” [3]. O catolicismo só foi adotado como religião oficial do Estado fascista porque era religião tradicional do povo italiano (filiação ao solo). Segundo o Programa do Partido Nacional Fascista, “O Estado é soberano; e essa soberania não pode e nem deve ser abalada ou diminuída pela Igreja” [4]. Logo, o fascismo é um Estado laico na medida em que a doutrina originalmente propõe um Estado não-confessional. O fascismo é totalitário: "É necessário além do partido único, um Estado totalitário, isto é, um Estado que absorve para transformar e fortalecer todas as energias, todos os interesses, todas as esperanças de um povo." [5] Assim, o Estado totalitário estende todo o controle sobre a sociedade subordinada, sobre todas as esferas da vida, de maneira que não há a menor noção de liberdade fora dos limites mais grotescos impostos pelo Estado. Logicamente, sobrepõe-se o Estado fascista até à autoridade familiar, intervindo, inclusive, nos mais íntimos interesses da educação da prole. A liberdade é no Estado. Neste âmbito, observa-se que o fascismo deitou raízes do pensamento hobbesiano, onde o Estado é o “deus mortal” que traz aos homens a paz e a segurança, o que significa que legítima é a devida obediência incondicional. Ao pé dele, deste Estado que se aglutina a um Partido, nenhum direito de resistência que se funde num direito superior ao direito positivo ou em motivações religiosas, pode existir ou vigorar. Este Estado, que corta o cordão umbilical metafísico, se assenta como meio e fim em si mesmo. Na Encíclica Non Abbiamo Bisogno, o Papa Pio XI queixa-se da perseguição à Ação Católica por parte dos dirigentes fascistas da ingerência do partido fascista na educação infantil em benefício de uma idolatria ao Estado: 

52. ... Eis-nos, pois ante um conjunto de autênticas afirmações e de fatos não menos verídicos, que não deixam dúvida e ao propósito, já executado em grande parte, de monopolizar completamente a juventude desde os primeiros anos até à idade viril, em proveito pleno exclusivo de um partido, de um regime, sobre a base de uma ideologia que explicitamente se reúne numa verdadeira estatolatria pagã, em flagrante contradição tanto com os direitos naturais da família como os sobrenaturais da Igreja”.
Na Encíclica Mit Brennender Sorge, o Papa Pio XI condena tanto a idolatria racial do nazismo, quanto a estatolatria do fascismo:

"12. Quem pega da raça, ou do povo, ou do Estado, ou da forma de Estado, ou dos senhores do poder, ou de qualquer outro valor essencial à comunidade humana - coisas que na cidade terrestre ocupam lugar honroso e justo - para se deslocar da sua devida escala de valores e elevá-los ao pedestal onde os diviniza e lhes presta culto idólatra, - perverte e falsifica a ordem das coisas criadas e estabelecidas por Deus, está longe da verdadeira fé em Deus e da concepção de vida correspondente a essa fé."

O fascismo é socialista. Com efeito, o nome do fascismo é socialismo nacional. Este socialismo, em âmbito econômico, preserva a propriedade privada, embora de maneira precária, pois o Estado não reconhece os direitos naturais. Em âmbito político, o homem só vale na medida em que está integrado a um todo: a coletividade. O homem não existe. Não há no fascismo direitos humanos. O que há fundamentalmente são os direitos socialmente convencionados pelo Estado. Isto quer dizer que o fascismo não garante o sagrado direito à vida, se o Estado assim julgar. A vida, para o fascismo, só vale na medida em que a nação lhe confira este valor. Neste sentido, o direito dos nascituros não é garantido. O direito natural não existe. Os direitos sociais comandam a nação. Ao católico, é bom frisar que o socialismo é uma doutrina anticristã, condenada formalmente pela Igreja:

"O socialismo, quer se considere como doutrina, quer como fato histórico, ou como 'ação', se é verdadeiro socialismo, mesmo depois de se aproximar da verdade e da justiça nos pontos sobreditos, não pode conciliar-se com a doutrina católica, pois concebe a sociedade de modo completamente oposto à verdade cristã".(Papa Pio XI, Quadragesimo Anno no 116)

(...)

"Socialismo e Catolicismo são termos contraditórios. Ninguém pode ser socialista e católico ao mesmo tempo". (Papa Pio XI, Quadragesimo Anno no 119)"
Continue lendo aqui.

 

domingo, setembro 14, 2014

Comentários Eleison: Papas falíveis


Comentários Eleison – por Dom Williamson
CCCLXXIV (374) - (13 de setembro de 2014): 

PAPAS FALÍVEIS

            Nem os liberais nem os sedevacantistas gostam que se diga que eles são como cara e coroa de uma mesma moeda, mas isto é verdade. Nenhum deles, por exemplo, concebe uma terceira alternativa. Vejam como Dom Fellay, em sua Carta aos Três Bispos de 14 de abril de 2012, não conseguia enxergar nenhuma alternativa ao seu liberalismo que não fosse o sedevacantismo. Em contrapartida, para muitos sedevacantistas, se um sujeito aceita que qualquer um dos papas conciliares tenha sido realmente Papa, só pode ser então um liberal; e se alguém critica o sedevacantismo, então está a promover o liberalismo. Mas não é assim, absolutamente!

            Por que não? Porque ambos estão cometendo o mesmo erro de exagerar a infalibilidade do Papa. Por quê? Seria porque eles são homens modernos que acreditam mais nas pessoas do que nas instituições? E porque deveria ser esta uma característica do homem moderno? Porque mais ou menos a partir do protestantismo em diante, cada vez menos instituições têm verdadeiramente buscado o bem comum, enquanto mais e mais têm buscado algum interesse privado tal como o dinheiro (minha reclamação contra vocês), o que naturalmente diminui nosso respeito por elas. Por exemplo, bons homens impediram por um tempo a corrupta instituição bancária moderna de produzir imediatamente todos os seus efeitos maléficos, mas os “banksters” corruptos de hoje estão finalmente mostrando o que as instituições do sistema bancário de reserva fracionária e os bancos centrais são em si mesmos desde o princípio. O Diabo está nas estruturas modernas graças aos inimigos de Deus e do homem.

            Assim, é compreensível que os católicos modernos tendam a colocar muita fé no Papa e muito pouca na Igreja, e aqui está a resposta ao leitor que me perguntou por que eu não escrevo sobre a infalibilidade da mesma maneira que fazem os manuais clássicos de teologia católica. Esses manuais são maravilhosos ao seu modo, mas foram todos escritos antes do Vaticano II, e tendem a atribuir ao Papa uma infalibilidade que pertence à Igreja. Por exemplo, a infalibilidade, em seu ápice, é passível de ser apresentada nesses manuais como uma definição solene do Papa, ou do Papa com o Concílio, mas de qualquer modo, do Papa. O dilema liberal-sedevacantista é, por assim dizer, um castigo, a consequência dessa tendência de superestimar a pessoa e subestimar a instituição, pois a Igreja não é uma instituição meramente humana.

            Pois, em primeiro lugar, a cobertura de neve do Magistério Solene sobre a montanha do Magistério Ordinário é apenas o cume de um modo muito limitado – é totalmente dependente do cume da rocha sob a neve. E em segundo lugar, pelo mais autorizado texto da Igreja sobre a infalibilidade, a Definição do verdadeiramente católico Concílio Vaticano I (1870), nós sabemos que a infalibilidade do Papa provém da Igreja, e não o contrário. Quando o Papa emprega as quatro condições necessárias para o ensinamento ex cathedra, então, diz a definição, ele possui “...aquela infalibilidade da qual o divino Redentor quis que gozasse Sua Igreja na definição da doutrina...” Mas, claro! De onde mais poderia vir a infalibilidade senão de Deus? Os melhores seres humanos, e alguns Papas foram muito bons seres humanos, podem ser inerrantes, ou seja, podem não cometer erros, mas por terem eles o pecado original, não podem ser infalíveis como só Deus pode ser. Se eles são infalíveis, a infalibilidade deve vir por sua humanidade, mas de fora, de Deus, que decide concedê-la por meio da Igreja Católica, e essa infalibilidade precisa ser um dom apenas momentâneo, conforme a duração da Definição.
 
            Portanto, fora dos momentos ex cathedra de um Papa, nada o impede de falar contrassensos tal como o faz a nova religião do Vaticano II. Assim, nem os liberais nem os sedevacantistas precisam ou devem dar atenção a tais contrassensos, porque, como Dom Lefebvre disse, eles têm dois mil anos de ensinamento Ordinariamente infalível da Igreja pelo qual se julga tratar-se de contrassensos.


Kyrie eleison

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