quarta-feira, agosto 28, 2019

Irresponsabilidade e Não Confiabilidade dos Psicopatas

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Embora o psicopata passe a impressão inicial de ser uma pessoa inteiramente confiável, em pouco tempo demonstrará sua ausência de senso de responsabilidade. Não importa quão urgente ou importante seja o compromisso ou as circunstâncias, ele pode cancelá-los no último minuto ou simplesmente não comparecer. E para ele não faz diferença ser chamado atenção ou não por seu mau comportamento: sua atitude permanecerá a mesma. 

Faz parte do seu histórico desempenho errático com faltas frequentes no trabalho e a permanência em empregos apenas por curtos períodos de tempo; atividades acadêmicas também podem ser negligenciadas, fato especialmente causador de problemas quando a irresponsabilidade do sociopata prejudica o desempenho dos colegas. Sociopatas fazem facilmente promessas àqueles que vivem ao seu redor. Vivem por prometer que serão melhores pessoas, que ajudarão alguém em alguma situação ou problema ou que farão isto ou aquilo. Entretanto, em sua maioria, essas promessas são vazias e sem significado, pois ele raramente cumpre alguma. Outra faceta da irresponsabilidade desses indivíduos é a sua dificuldade em honrar suas obrigações financeiras. Sociopatas empurram com a barriga suas dívidas, sempre prometendo que irão pagar, mas continuamente protelando o dia de acertar as contas. Contudo, se todas as suas falhas de comportamento acontecessem uniformemente, todos perceberiam que ele não se trata de alguém confiável, e assim logo se afastariam dele. Por esse motivo, esses indivíduos alternam períodos e situações em que se comportam como pessoas normais com outros em que transparecem seu desvio de conduta. Podem durante algum tempo, por exemplo, ir regularmente ao trabalho, honrar seus compromissos financeiros e até obter títulos honoríficos no trabalho ou universidade. 

Psicopatas não irão passar a perna em todas as pessoas e em todas as situações ao mesmo tempo. Se isso acontecesse, seria bastante simples lidar com eles. Sua habilidade transiente, mas ao mesmo tempo convincente, de atingir objetivos torna as pessoas ao redor dele perplexas quando eles passam a se comportar da maneira doentia. Para agravar o quadro, não se pode prever por quanto tempo o psicopata vai se comportar de uma maneira socialmente aceitável e quando (ou como) vai agir desonesta, excêntrica ou desastrosamente. No auge do seu sucesso na empresa, ele pode passar um cheque sem fundos, cometer um furto ou não comparecer ao escritório. Semelhantemente, enquanto vive uma ótima fase no seu casamento, pode, sem motivo que justifique, começar um bate-boca com sua esposa, mandá-la embora de casa ou agredir um filho. 

Embora possamos predizer que seu mal comportamento e sua deslealdade vão continuar a acontecer, é impossível determinar quando, e tomar precauções contra elas. Portanto, se você conhece alguém assim, nunca confie em acordos firmados com ele, desconfie de suas promessas e nunca espere que ele vá agir conforme as regras. Sociopatas não têm consideração por ninguém.

Fonte: Pessoas Perigosas.

segunda-feira, agosto 26, 2019

Comentários Eleison: "Pós-modernidade"? - I

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Comentários Eleison – por Dom Williamson
Número DCXXXII (632) - (24 de agosto de 2019)




“PÓS-MODERNIDADE”? – I


Então, quer dizer que estaria ultrapassada a verdade?
Para o homem, perda maior que a dela não pode haver na realidade.

Alguém depara com as palavras “pós-moderno” e “pós-modernidade”, e se pergunta o que significam, ou ao que se referem. Uma suposição razoável é que a palavra “modernidade” se refere ao período da história geral que começou com o final da Segunda Guerra Mundial em 1945, quando a civilização teve de sair das ruínas e dar início a um novo curso. Mas 1945 está agora há quase três quartos de século, e 74 anos é tempo demais para o mundo ter mudado sem evoluir para algo diferente – o mundo está girando a todo instante, “Volvitur orbis”, mas nunca pareceu estar girando mais rápido do que neste nosso século XXI. Portanto, seja lá o que for que tenha mudado, isso é “pós-moderno”.

Fica claro que a questão passa a ser então: no que ele se modificou? E aqui se pôde colocar o coração da "pós-modernidade" em um livro intitulado Culture as religion; the post-modern interpretation of the relationship between culture and religion [A cultura como religião; a interpretação pós-moderna da relação entre cultura e religião], de Wojcieck Niemczewski. Segue um resumo de dois parágrafos de sua tese:

Vivemos em uma época de mudanças de todos os tipos, mas os velhos princípios religiosos e filosóficos colocam freios no progresso, e não se encaixam mais na realidade à nossa volta, que está mudando mais rápido do que nunca. Doravante estamos experimentando a “cultura da escolha”, que envolve todos os elementos culturais que podemos misturar para compor nossa própria visão de mundo. A possibilidade que temos de escolher torna-se então um sinal de liberdade à custa do antigo elemento da verdade, que nos permite permanecer adaptáveis ​​à vida moderna.

Como resultado, essa cultura pós-moderna não impõe nenhuma norma, nenhuma obrigação e nenhuma aplicação à vida. Nem transcende esta vida, porque Deus pode existir, mas somente dentro de nós mesmos, somente dentro de nós; na verdade, Ele depende de nós! O homem pós-moderno quer estar em sintonia com seu tempo, isto é, com o movimento e a mudança. Mas um movimento infindável e uma mudança para o quê? Ele não tem ideia, porque se tornou incapaz de definir para onde está indo. Assim, mesmo que os homens mantenham a Tradição, esta pode ser absorvida por essa nova cultura.

No tempo de Noé – ver Gênesis, VI-IX, especialmente VI, 1-13 –, a humanidade era tão corrupta, que para salvar ainda um número significativo de almas, Deus Todo-Poderoso teve de infligir um castigo mundial que daria pelo menos a uma minoria delas motivação e tempo para fazer um bom ato de contrição. E dado o pecado original, é lógico que somente as intervenções de Deus poderiam, a partir de então, desacelerar ou reverter a inclinação da humanidade pela queda. É claro que a maior dessas intervenções foi a própria Encarnação de Deus, mas “quanto mais alto se está, maior é a queda”, e assim, após quase 2000 anos, era previsível que a condição da humanidade viesse a estar pior do que nunca, se Deus decidisse permitir isso. Ora, Ele claramente (Lc XVIII, 8) escolheu desde a eternidade permitir o desaparecimento quase completo da Igreja de Seu Filho antes do fim do mundo. Então, que forma esse desaparecimento tomará? Hoje vemos isso na descrição de Niemczewski da "nova cultura".

Sua descrição nos convida a distinguir entre “moderno” e “pós-moderno”, do seguinte modo: "moderno" seria a cultura global do niilismo, sobretudo depois da Segunda Guerra Mundial: corações e mentes vazios de qualquer convicção, crença, esperança ou confiança, mas os corações e mentes ainda não se desintegraram, e ainda há uma dolorosa sensação do que se perdeu. Pelo contrário, “pós-moderno” seria a consequência lógica dessa dor, ou seja, a autodestruição dos restos de coração e de mente pela vontade, para que não se sinta mais a dor. Eu deliberadamente renuncio à verdade para que minha mente flutue em um jardim de lótus de adoráveis ​​mentiras das quais já não estou consciente de que são mentiras, e meu coração encontra-se à deriva em uma terra de sonhos de desejos ilusórios onde tudo é suave e doce, e sempre o será.

Mas “um fato é mais forte que o Lord Mayor”, diz o provérbio. É verdade que uma multidão de mentes e corações modernos rejeitou todas as amarras e recusou qualquer referência, mas o vento e a maré permanecem como vento e maré. Ora, os inimigos constantes do Deus imutável nunca se esquecem disso, e querem todas as almas reais no inferno real. Ah! Se ao menos os amigos de Deus tivessem tanto senso de realidade quanto eles!

Kyrie eleison.

sexta-feira, agosto 23, 2019

Manipuladores no Ataque

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Manipuladores se utilizam de abuso verbal para enfraquecer a percepção de suas vítimas, manipulá-las como querem, torná-las dependentes, privá-las da verdade e isolá-las das outras pessoas. 

Eles omitem a verdade e inventam histórias falsas para atingirem seus objetivos. Causam com isso grande confusão, angústia e transtornos emocionais em suas vítimas. Algumas vezes, contudo, e de maneira imprevisível,  assumem uma postura carinhosa e afável, comportando-se como seus amigos íntimos. Essa mudança de comportamento determina um alívio temporário à dor da vítima, fazendo com que ela se reaproxime do seu agressor e assim se torne mais dependente dele. 

Manipuladores esmagam suas vítimas e exercem domínio sobre elas de uma forma tão sutil que somente elas, e (quase) mais ninguém, conseguem perceber. Ao mesmo tempo, posam para o mundo como pessoas bem-humoradas, cidadãos de bem e pais exemplares.

quarta-feira, agosto 21, 2019

Irresponsabilidade e Parasitismo Social dos Psicopatas

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Sociopatas têm enorme dificuldade de assumir a responsabilidade por seus atos. Falta neles, em maior ou menor grau, o senso de responsabilidade para a realização de tarefas. Pelo contrário, eles rejeitam responsabilidades e criam desculpas muito bem elaboradas com vistas a manipular as pessoas e levá-las eventualmente a sentir pena deles. E muito além de meros discursos evasivos, eles são extremamente hábeis em despistar as pessoas, fazendo de tudo para impedi-las de identificar e por conseguinte denunciar suas falhas de comportamento. Agem sempre de maneira sofisticada, sutil e esperta, dando sempre o pulo do gato, sempre pegando a todos de surpresa.

.....

Quando adquirem a confiança de alguém, aproveitam-se enquanto podem, descartando-o depois. É comum que peçam dinheiro emprestado e não paguem. Seu parasitismo é tamanho que chegam a obter vantagens das mesmas pessoas a quem continuamente agridem. Executando o jogo da manipulação dos sentimentos (apelando para a culpa e a piedade da vítima) alternadamente com as agressões físicas, verbais ou psicológicas, o sociopata consegue mantê-la presa a si, enquanto espolia tudo quanto puder.


segunda-feira, agosto 19, 2019

Bolsonaro acende uma vela a Mammon

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Por Carlos Ramalhete

Mammon. Ilustração do “Dictionnaire infernal”, par Louis Le Breton.

 "Mammon. Ilustração do “Dictionnaire infernal”, par Louis Le Breton"


Por medida provisória, nosso bolsopresidente enfiou o pé na jaca mais uma vez. Desta feita o fez em grande estilo, garantindo que muitas crianças venham a ver o pai ou a mãe como um estranho que passa apenas um dia em contato com elas ao mês. Em nome da “liberdade econômica”, e em flagrante ato de culto a Mammon, o demônio da cobiça, a folga dominical obrigatória foi substituída por uma única folga dominical ao mês, na medida provisória (quem dera!) que tem até – ironicamente – 27 de agosto, dia de Santa Mônica, a dileta mãe de Santo Agostinho, para ser aprovada.

Há uma multidão de famílias em que tanto pai quanto mãe trabalham. No que talvez seja a maior parte delas, ao menos nos centros urbanos, a casa e o trabalho ficam muito afastados um do outro. Tanto o pai quanto a mãe, assim, têm de sair de casa antes mesmo de o sol nascer para gramar várias viagens de transporte público, levando horas em cada sentido, para ganhar o pão de cada dia. Mas o domingo é o dia da família, o dia em que os casais e seus filhos têm todo o tempo do mundo para passearem, andar de mãos dadas, jogar bola, o que seja. Ou, antes, era: agora, graças à medonha bolsomedida, será extremamente provável que na maior parte das ocasiões a folga semanal da mãe seja num dia e a do pai, em outro. Encontrar-se-ão como navios que se cruzam à noite. Em apenas um dia do mês a família poderá estar junta.

Em todo o mundo há a prática saudável de um dia semanal de descanso, para que a família possa se encontrar. Nos países de origem cultural islâmica, este dia é a sexta-feira; no único país da nação judaica, é aos sábados; nos países do Ocidente, de origem cultural cristã, é no domingo. Não se trata de uma questão religiosa que haja um dia de descanso por semana. É, antes, uma necessidade da vida, para o bem das famílias e para alívio do estresse acumulado durante a semana. Quando morei em Israel, vi como todos os cidadãos, inclusive os ateus, budistas e o que mais for, descansavam no sábado. Era exatamente como o domingo daqui: uma minoria vai prestar culto a Deus, mas praticamente todos aproveitam o dia para estar com aqueles que amam. Não se pode exigir de ninguém que cultue a Deus de uma certa maneira, mas pode-se, sim, exigir que o governo, que está – ou deveria estar – a serviço da população e não dos grandes capitalistas, facilite o que é um direito natural. E, mais ainda, que ele facilite este direito de uma maneira que esteja de acordo com a tradição e com os hábitos da maioria da população. Não duvido que daqui a algumas gerações, por exemplo, na Europa, o domingo seja substituído pela sexta-feira islâmica, na medida em que os descendentes de migrantes de origem islâmica estão fadados a suplantar numericamente os descendentes de famílias de matriz cultural cristã, pela simples razão de aqueles terem filhos e estes, cachorros. E o governo que o fizer estará fazendo algo perfeitamente aceitável. Não o é, contudo, eliminar o dia de descanso comum.

Pode-se, sim, exigir que o governo, que está – ou deveria estar – a serviço da população e não dos grandes capitalistas, facilite o que é um direito natural

Esta medida não interessa em absolutamente nada a população; só quem tem a ganhar com ela são os maus patrões, que preferem o lucro imediato à manutenção da paz doméstica de seus empregados e, mais ainda, à preservação da sociedade. A base da ordem social não é o comércio, não é o mercado. A base de toda ordenação social é, e não pode deixar de ser, a família. Já é triste demais que para muitos não seja mais uma opção a esposa poder cuidar dos filhos em vez de mourejar na rua, como sempre havia sido dever do homem e sempre deve ser direito da mulher. Quando a decisão de terceirizar o cuidado dos filhos é imposta a uma mulher que preferiria estar ao lado deles, como é seu direito e direito das crianças, a família, e nela a ordem social, já está sendo atacada. Mas resta, ou restava, o domingo. Afinal, não serão os escritórios de alta advocacia financeira que prenderão seus engravatados aos domingos. Não serão os diretores de multinacionais que se verão afastados da família. Quem terá a família temporalmente desfeita será a classe mais baixa. A mesma cujas esposas já se veem forçadas a partir de casa e abandonar a criança numa creche (e, mais tarde, em casa, enfeitiçadas por um aparelho de televisão ou na rua, procurando e encontrando confusão). Esta atomização da sociedade, esta destruição do convívio (logo, dos laços) dentro da família só traz alegria àqueles, à esquerda socialista ou à direita capitalista, que preferem atomizar a sociedade e fazer dela mera aglomeração de indivíduos ligados pelo Estado ou pelo Mercado, estes dois ídolos ideológicos modernos.

Aquela longa fileira de faces tristes atrás de caixas de supermercado, ou de mulheres ansiosas por uma pequena comissão que atacam em bando quem entra numa loja, serão os afetados. Os homens que passam o dia carregando caminhões ou operando maquinário pesado serão os afetados. Os pedreiros. As babás. E, junto – ou antes em separado –, serão suas famílias as maiores vítimas. As crianças terão ainda menos chance de conviver com o amor do pai e da mãe, na medida em que eles todos – crianças, pais e mães – só se encontrarão uma vez ao mês. Isto fará delas, claro, presas ainda mais fáceis para todo tipo de estelionatário e de vendedor de paraísos falsos, das seitas à droga, passando pelo consumismo.

É na família, dentro da família, no seio da família que se constrói o ser humano, que surgem as novas gerações. O papel do Estado é proteger a família, e não dissolvê-la ainda mais, num momento em que a crise já é tremendamente forte.

Nosso bolsopresidente, todavia, foi eleito como mal menor pela maioria da população por seu discurso contrário à dissolução da família pela esquerda (através de táticas como a ideologia de gênero, por exemplo – que aliás continua em curso: a UFMG, a USP e a UFBA juntaram-se agora para criar um “robô transexual virtual que fala pajubá” para fazer propaganda de ideologia de gênero junto aos jovens). Infelizmente, como não era de todo imprevisível, ele resolveu aliar-se à dissolução da família pela direita; se correr o bicho pega, se ficar o bicho come. Que ele não se preocupasse realmente com a família era evidente. Afinal, ele já fez projetos propondo a castração dos pobres, e já está na terceira “esposa”. Mas tamanho gol contra seria possível ter a esperança que ele não tentasse fazer. Ganhará palmas das federações industriais e outros órgãos do alto clero capitalista. Aumentará os lucros de um monte de gente cujo único denominador comum é já ser rico e não ter o menor interesse social, ou mesmo pessoal para com o empregado. E facilitará tremendamente o trabalho de dissolução social que é o que – na altura em que já estava – facilitou enormemente a introdução de todo tipo de perversão propagandeada pela esquerda para ajudar a abalar mais forte e rapidamente a instituição familiar, este pequeno castelo que faz com que se tenha aonde voltar após combater os dragões do dia a dia.

A medida provisória foi aprovada na Câmara, e espero sinceramente que seja rejeitada no Senado. Espero, mais ainda, que o presidente perceba o mal que ele está fazendo e se arrependa, e trabalhe a favor do país, inclusive de seu eleitorado. A vida familiar de um pobre é tão ou mais valiosa que a vida familiar de um rico. O encontro dominical de milhões de famílias, a criação de milhões de crianças, certamente é infinitamente mais valiosa que os milhões de reais, manchados do sangue, suor e lágrimas dessas famílias, que venham a ajuntar-se a outros milhões de reais já jazentes em contas de banco dos patrões.

Pela família, pelas próximas gerações: que cada senador rejeite essa proposta nauseabunda."


Fonte:
https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/carlos-ramalhete/bolsonaro-acende-uma-vela-a-mammon/

domingo, agosto 18, 2019

Comentários Eleison: A Voz do Povo - II

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Comentários Eleison – por Dom Williamson
Número DCXXXI (631) - (17 de agosto de 2019)


A Voz do Povo - II

O diabo, em cada combate que é humano verdadeiramente,
A Deus enfrenta, para condenar todas as almas definitivamente.


A entrevista que o presidente Putin deu ao Financial Times em junho, parcialmente resumida e citada aqui na semana passada, tornou-se notória por sua profecia de que "a ideia liberal" já chegou ao seu fim e está obsoleta, o que causou impacto nos políticos e na grande mídia ocidentais. Estes reagiram vigorosamente, como formigas cujo formigueiro foi atingido por um pedaço de pau. Qual é o significado de sua profecia e da reação ocidental a ela? Devemos começar com um resumo do resumo, a fim de esclarecermos o que está no cerne de seu argumento. Na longa entrevista original, ele falou sobre muitos assuntos, mas o que disse sobre o liberalismo foi, de fato, o assunto mais importante que abordou.

O presidente parte do problema prático dos povos ocidentais referente à imigração em massa de estrangeiros inassimiláveis em seus países. No que se refere ao local, o multiculturalismo simplesmente não funciona, porém o liberalismo das elites que lideram o Ocidente faz com que elas tratem a imigração não como um problema, mas como um avanço iluminado, de modo que não fazem nada para impedi-la, e continua sem controle. Mas os estados não podem sobreviver sem algumas regras humanas básicas e sem os valores morais, que foram formados no Ocidente pela Bíblia. Com o desprezo das elites liberais por esses valores bíblicos que ainda se mantêm entre os povos, os liberais estão provando que seu liberalismo não está mais em contato com a realidade, e se tornou obsoleto. Que o antiliberalismo não se transforme, por sua vez, em uma tirania, mas o presente domínio dos liberais sobre a política e os meios de comunicação ocidentais é uma verdadeira tirania, e deve chegar ao fim.

Resumindo, os valores liberais opõem-se aos valores bíblicos. Os valores bíblicos construíram as nações ocidentais. Os valores liberais estão destruindo essas nações. É hora de os valores liberais pararem de destruir o Ocidente. Aqui Putin tem toda a razão quanto ao que diz, mas como é um político, e não um teólogo, não pode expressar o argumento com toda a força, e tem de fundamentar seu argumento não em absolutos como o Deus Todo-Poderoso e Seus Dez Mandamentos, mas na presença de valores bíblicos entre os povos do Ocidente. Ora, os setenta anos de sofrimento agudo sob o comunismo judaico estão trazendo o povo russo de volta ao Cristo da Ortodoxia, de modo que Putin pode apoiar seu caso no retorno de seu povo aos valores bíblicos: mas existe algo de Cristo na resistência do povo ocidental à imigração em massa? Dificilmente. E, no entanto, há uma participação decisiva dos inimigos de Cristo na organização e no financiamento da imigração em massa. (Os leitores destes “Comentários” podem-se lembrar da judia Barbara Spectre na Suécia, quando se vangloria de que seu povo estava por trás da imigração, “necessária para salvar a Europa” – ou, entenda-se, de Cristo).

Assim, se Putin apoia seu caso em relação às nações ocidentais em sua fidelidade aos valores bíblicos, quem pode negar que estes estão sendo erodidos cada vez mais rapidamente? – Obrigado, Senhor Presidente, por querer-nos defender, mas, sinceramente, sua defesa não nos interessa. Nós amamos o nosso liberalismo porque nos dá liberdade para pecar do jeito que quisermos. Você está tentando-nos salvar de nós mesmos, mas nós adoramos Mamon (dinheiro), e adoramos nossa liberdade, igualdade e fraternidade. Nós escolhemos ir para o inferno. Por favor, deixe-nos em paz. Levamos séculos para livrar-nos de Deus, e não o queremos de volta. Essa é a reação implícita, senão explícita, do Ocidente à abordagem política de Putin. Ele precisa de apóstolos de fogo que exponham o caso religioso em seus termos mais absolutos:

Deus existe, imutável desde toda a eternidade. Ele escolheu livremente criar criaturas espirituais, anjos e homens, com uma terra material, de modo a ter seres para participarem de sua bem-aventurança infinita. Mas Ele não quer robôs em Seu Céu, então toda criatura espiritual teve ou tem de usar seu livre-arbítrio para escolher passar a eternidade com Ele no Céu ao invés de passá-la sem Ele no Inferno. No entanto, um terço dos anjos e o casal humano original escolheram o Inferno. Ele preparou uma raça para fornecer um berço humano para que Seu Filho divino assumisse a natureza humana a fim de reparar essa Queda. Essa raça crucificou Seu Filho e tem combatido desde então a Igreja que Seu Filho instituiu para continuar salvando almas até o fim do mundo. Essa luta é uma guerra cósmica, a força impulsora dos acontecimentos mundiais.

Kyrie eleison.

quarta-feira, agosto 14, 2019

Comentários Eleison: A Voz do Povo - I

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Comentários Eleison – por Dom Williamson
Número DCXXX (630) - (10 de agosto de 2019)



A Voz do Povo - I


O líder russo confia na voz do povo –
Mas o que o povo quer é da Vontade de Deus?

Acessem en.kremlin.ru/events/president/news/copy/60836 para assistirem a uma notável entrevista do Presidente Putin realizada em junho deste ano, parcialmente resumida aqui abaixo. Vejam nestes “Comentários” na próxima semana um comentário sobre ela.

O que está acontecendo no Ocidente?... na Europa também? As elites dominantes romperam com o povo, por causa da distância entre os interesses delas e os da imensa maioria do povo... Isso significa que o liberalismo sobreviveu ao seu propósito, porque, como nossos parceiros ocidentais admitiram, as ideias liberais, como o multiculturalismo, provaram não ser mais sustentáveis.

Quando a enxurrada de migrantes para a Europa Ocidental levou o problema da migração a um ponto crítico, muitas pessoas admitiram que a política do multiculturalismo não é efetiva, e que os interesses da população principal deveriam ser considerados... Talvez com um muro entre o México e os Estados Unidos se poderia estar indo longe demais... mas o presidente Trump esteve pelo menos em busca de uma solução. De outro modo, quem está fazendo alguma coisa?... Os americanos comuns dizem: “que bom pra ele, pelo menos ele está trabalhando em ideias e buscando soluções”.

Em contrapartida, os liberais não estão fazendo nada. Sentados em seus escritórios confortáveis, dizem que está tudo bem, mas aqueles que estão enfrentando a situação todos os dias nas ruas do Texas ou da Flórida não estão contentes, porque veem que têm sérios problemas pela frente... Alguém está pensando nessa gente? O mesmo está acontecendo na Europa. Eu tenho discutido isso com muitos dos meus colegas, mas ninguém tem a resposta. Eles dizem que as leis atuais excluem uma política linha-dura... Pois bem, mudem a lei! Na Rússia estamos fazendo os imigrantes respeitarem as leis, os costumes e a cultura da Rússia; então na Rússia também temos problemas de imigração, mas pelo menos estamos fazendo algo a respeito.

Os liberais, pelo contrário, assumem que não há nada que se possa fazer... Os imigrantes podem matar, saquear e estuprar impunemente, porque seus direitos como imigrantes devem ser protegidos. Que direitos são esses? Todo crime deve ter seu castigo. De fato, o liberalismo tornou-se obsoleto. Entrou em conflito com os interesses da imensa maioria da população. Em nome do liberalismo, alguém pode reivindicar, por exemplo... que as crianças podem desempenhar cinco ou seis papéis de gênero... mas a todos os que buscam a vida, a liberdade e a felicidade, tal como o veem, não se deve permitir que dominem a cultura, as tradições e os valores familiares tradicionais de milhões de pessoas que constituem a grande parte da população.

Quanto à religião, ela não pode ser expulsa desse espaço cultural. Nós não devemos abusar de nada. A Rússia é uma nação cristã ortodoxa, e não é uma nação católica, mas na Rússia às vezes temos a sensação de que o mesmo liberalismo está em marcha, usando elementos e problemas da própria Igreja Católica Romana para destruí-la... Considero isso incorreto e perigoso. Esquecemos que todos nós vivemos em um mundo baseado em valores bíblicos? Até os ateus, que vivem neste mundo, se beneficiam desses valores. Pode ser que nem todos sejamos praticantes diários ou públicos de nossa religião particular, mas lá no fundo deve haver algumas regras humanas fundamentais e alguns valores morais. Nesse sentido, os valores tradicionais são mais estáveis ​​e mais importantes para milhões de pessoas do que o liberalismo, que, em minha opinião, está chegando ao fim.

Então, se o liberalismo acabou, isso significa que a tirania está a caminho? Não necessariamente. Uma certa variedade de opiniões deve ter sempre espaço livre. O que importa é que os interesses do público em geral, milhões de pessoas que vivem suas vidas diárias, nunca sejam esquecidos... Assim, mesmo os liberais devem ser tratados com certo respeito, mas os liberais não podem continuar ditando para todo mundo como têm feito nas últimas décadas, tanto nos meios de comunicação quanto na vida real. Por exemplo, como eles colocaram certos assuntos fora dos limites? Deixemos os liberais tenham voz, mas que não dominem em absoluto a pública.

Kyrie eleison.

Indivíduos "Seminormais": O Psicopata Não Grave

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A grande maioria dos psicopatas não preenche todos os critérios da escala Hare. Eles são o que o Dr. Martin Kanton, em seu livro The Psychopathy of Everyday Life – How Antisocial Personality Disorder Affects all of Us, chama de “seminormais”. Hare os denomina “Psicopatas de Sucesso”, pois conseguem se manter longe dos presídios e de terem problemas com a justiça. Algumas características desses indivíduos:

  1. Retêm alguma capacidade de sentir amor e empatia, bem como de demonstrar sentimentos nobres, como a piedade e o altruísmo – Isso faz que maneirem as atitudes quando vão praticar algum ato ilícito contra alguém. Todavia, Dr. Martin Kanton acredita que, ainda quando demonstra sentir empatia, o sociopata visa a algum tipo de benefício próprio; por exemplo, ele pode ser empático, ao mesmo tempo em que analisa se consegue manipular determinada pessoa sem grandes dificuldades, ie, se ela se trata de uma peça fácil de manobrar, dentro do seu jogo de poder.
  2. Retêm alguma capacidade de sentir culpa – Podem inclusive se desculpar pelos erros cometidos; isso, contudo, não fará diferença prática para evitar futuras agressões;
  3. Tendem a exibir menos que 3 dos critérios do DSM-IV;
  4. Consciente ou inconscientemente, tendem a exibir as características menos graves e menos perigosas da personalidade psicopática;
  5. “Psicopatas de sucesso” tendem a não se comportar durante todo o tempo e em todas as situações como psicopatas que são; em outras palavras, mais ainda que os psicopatas graves, esses indivíduos são idênticos às pessoas normais, ficando completamente camuflados na sociedade. Schneider afirma: “A conduta do psicopata nem sempre é toda psicopática, existindo momentos, fases e circunstâncias de condutas adaptadas, as quais permitem que ele passe despercebido em muitas áreas do desempenho social. Essa dissimulação garante sua sobrevivência social.”
  6. Algumas vezes fazem uma mudança positiva quando são pegos em algum ato irregular ou quando seus planos falham. Conquanto raramente admitam que são maus indivíduos, que cometeram um dado erro ou que necessitam do perdão de alguém, em algumas situações (e sem pensar duas vezes) eles simplesmente podem mudar de comportamento, surpreendendo a todos. Por exemplo, um criminoso pego em flagrante pode decidir abandonar o crime e começar a escrever um livro sobre suas experiências.

Em grande parte, sociopatas não graves obtêm sucesso (isto é, conseguem levar a vida como alguém normal) devido à sua surpreendente habilidade de camuflar suas tendências negativas – seus instintos hostis, por exemplo – numa fachada criativa-interpessoal-social positiva; entretanto, mesmo esta aparência lapidada retém algumas características do original psicopático.

Por exemplo, Robert Simon descreve os “sociopatas de sucesso” como indivíduos que tendem a levar uma vida de parasitismo e exploração dos outros, embora não se envolvam em delitos de maior monta. Estes últimos normalmente ficam por conta dos psicopatas mais agressivos.

“Indivíduos seminormais” raramente entram em frias tanto quanto esperaríamos para o comportamento deles. Quando estão em apuros, frequentemente se utilizam de suas táticas de manipulação e conseguem se safar. Eles são particularmente hábeis em fazer com que os outros simpatizem com eles e os tratem de maneira gentil e não punitiva.

Os que ainda conseguem manter-se no trabalho (lembre-se que sociopatas, por sua tendência à monotonia, geralmente não conseguem se fixar em nenhum emprego) vão utilizá-lo como uma ferramenta para satisfazer seus instintos sórdidos. A Dra. Ana Beatriz nos conta: “A grande maioria dos psicopatas utiliza suas atividades profissionais para conquistar poder e controle sobre as pessoas. Essas ocupações podem auxiliá-los ainda na camuflagem social daqueles que não levam uma vida francamente marginal (delinqüentes mais perigosos).

quinta-feira, agosto 08, 2019

Elimine o Google da sua Vida

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O Google é de longe um dos maiores monopólios que já existiram, representando ameaça especial para qualquer pessoa preocupada com a saúde, suplementos, alimentação e sua capacidade de obter informações verdadeiras sobre esses e outros assuntos. E, embora não seja a única ameaça à privacidade, o Google é definitivamente uma das maiores.

Com o tempo, o Google posicionou-se de tal forma que tornou-se profundamente incorporado e envolvido em sua vida cotidiana. É importante perceber que o Google captura tudo que você faz on-line, se estiver usando um recurso baseado no Google, e que tais dados estão sendo usados para criar perfis de personalidade poderosos.
Como relatado anteriormente pela Gawker:
"Cada palavra de cada e-mail enviado pelo Gmail e cada clique feito em um navegador Chrome é monitorado pela empresa. "Não precisamos sequer que você digite", [o cofundador da Google Eric] Schmidt disse uma vez. 'Nós sabemos onde você está. Nós sabemos onde você esteve. Nós podemos mais ou menos saber o que você está pensando.'"
Como estes perfis - com capacidades semelhantes à de uma leitura mental - são postos em uso, ninguém sabe. Acredita-se que o objetivo principal desta coleta de dados é para fins de marketing, permitindo que empresas foquem em usuários com interesse conhecido em certas atividades ou produtos. Isso é ruim o suficiente, mas os perfis poderiam facilmente ser usados ​​para propósitos mais nefastos e violadores da liberdade, e já estamos vendo algumas evidências de que isso está ocorrendo.
Por favor, entenda também que eles são a maior empresa de Inteligência Artificial (IA) do mundo, tendo comprado a Deep Mind por US $ 500 milhões há vários anos. A Deep Mind agora emprega mais de 700 pesquisadores de IA, o maior conjunto deste tipo em qualquer lugar do mundo.


Eles foram os responsáveis pela derrota do campeão humano de Go no ano passado, o que excede em muito a complexidade de derrotar um campeão humano de xadrez. Com esse nível de inteligência artificial, não é difícil para eles analisar todos os seus dados com os algoritmos de aprendizado profundos deles e encontrar padrões que possam ser explorados.



Artigo de 2013, “What Surveillance Valley Knows About You” (O que o Vale de Vigilância Sabe sobre Você), é leitura reveladora que pode valer a pena, descrevendo o quão grosseiramente invasiva é a coleta e a distribuição de dados, e quão perigoso pode ser se você acabar aparecendo em certas listas.



A coleta de dados do Google é particularmente preocupante em vista de suas conexões militares e do fato de a empresa ter sido pega repetidamente infringindo direitos de privacidade e deturpando o tipo e a quantidade de dados que coleta e compartilha sobre seus usuários. Não se engane: colher dados do usuário é o principal negócio da Google. O fato de fornecer serviços práticos ao fazer isso serve apenas como distração conveniente do fato de que violações de privacidade estão ocorrendo.

O GOOGLE DOMINA DE MAIS DE UMA FORMA


O monopólio do Google na Internet, que gira em torno do rastreamento e compartilhamento de informações pessoais, é apenas o começo. O gigante da tecnologia também está envolvido em:



• Educação infantil, desenvolvendo astutamente a fidelidade à uma marca e futura base de clientes entre crianças através da colocação de produtos nas escolas. Muitas escolas não usam mais nenhum tipo de livro. Todo o trabalho em aula é feito com tablets ou computadores equipados com softwares baseados no Google, como o Google Classroom, o Google Docs e o Gmail. Como observado em artigo recente do New York Times:
Uma vez que as crianças estão fora da escola, elas são encorajadas a converter suas contas escolares em contas pessoais - movimento que permite ao Google criar perfis incrivelmente poderosos de personalidade e marketing de cada indivíduo desde uma idade muito precoce.



• Engenharia social — O Google está controlando ativamente a narrativa pública - também conhecida como engenharia social - censurando discretamente certos tipos de informações. Como apenas um exemplo, o Activist Post revelou recentemente como o YouTube tem censurado Ron Paul, ex-congressista e candidato presidencial do Partido Republicano em 2011, por promover a paz.
Como pode ser observado no artigo, “o que estamos testemunhando no YouTube e no Facebook neste momento é um movimento para silenciar a oposição pacífica… Essa repressão também coincide com um grande impulso da mídia para estimular a divisão entre as pessoas ... para criar uma atmosfera tão dividida que as pessoas nunca olhem para quem as está controlando. "
O Google também assumiu a responsabilidade de ser árbitro de "notícias falsas", censurando informações de acordo com seus próprios critérios do que é verdadeiro ou falso. É desnecessário dizer que isso também torna realmente fácil para o Google censurar informações que não são de seu interesse.



• Saúde, com foco na promoção de medicamentos. Por exemplo, o Google firmou recentemente uma parceria com a National Alliance on Mental Illness e lançou um exame de autoavaliação sobre depressão - exame que, não surpreendentemente, conduz as pessoas que fazem a pesquisa para uma solução que use medicamentos.



• Indústria de alimentos, liderando a campanha para normalização de substitutos de carne.



• IA — Em última análise, o objetivo é criar IAs de autoaprendizagem capazes de imitar os processos de pensamento humano. Conforme observado no site de IA do Google, "Nossa missão é organizar as informações do mundo e torná-las universalmente acessíveis e úteis ... resolvendo problemas para nossos usuários, nossos clientes e para o mundo ...a IA ... [nos] proporciona novas maneiras de ver velhos problemas e ajuda a transformar a forma como trabalhamos e vivemos, e achamos que o maior impacto virá quando todos puderem acessá-la."

'NÃO SEJA MAL'


Em uma irônica reviravolta, o Google tornou-se exatamente o oposto de seu lema inicial: "Não seja mal". Quando o Google tornou-se Alphabet, adotou um lema mais abrangente, que começa com "fazer o que é certo - obedecer a lei, agir com honra e tratar uns aos outros com respeito". No entanto, a empresa luta muito para cumprir esse novo lema também. Raramente parece ser capaz de distinguir o certo do errado - pelo menos no que diz respeito a seus usuários - e a empresa repetidamente agiu como se estivesse acima de qualquer lei.
No ano passado, o Google foi considerado culpado por violar leis antitruste da União Europeia (UE) quando deu preferência às suas próprias subsidiárias de compras ao invés de seus concorrentes em seus resultados de busca, e foi multado em US $ 2,7 bilhões.

POR QUE VOCÊ DEVE SE PREOCUPAR COM MONOPÓLIOS COMO O GOOGLE


Infelizmente, muitos ainda não conseguem ver o problema que o Google representa. Seus serviços são úteis e práticos, facilitam a vida de muitas maneiras e são mais divertidos que outros. Essa é a isca, e muitos engoliram o anzol com linha e tudo, sem pensar no preço final pago por tais conveniências, ou simplesmente subestimando a ameaça que essa coleta de dados pessoais representa.
Se você se enquadra nessa categoria, peço que pense seriamente nesse assunto, porque os monopólios ameaçam nosso próprio modo de vida, e em mais de uma maneira. Conforme explicado pelo jornalista de negócios e ex-diretor de Mercados Abertos, Barry Lynn:

"A primeira questão é a proteção do consumidor e o dano potencial ao consumidor. Originalmente criamos leis antitruste para proteger nossas liberdades, muitas vezes como produtores de coisas ... Minha liberdade de trazer meu trigo, minhas ideias, o produto do meu trabalho para o mercado. Isso é liberdade.”

COMO BANIR O GOOGLE DA SUA VIDA


A Alphabet, renomada matriz que abriga o Google e suas várias divisões, transformou-se em super-entidade polvo, com tentáculos chegando no governo, produção de alimentos, saúde, educação, aplicações militares e criação de IAs que podem ser mais ou menos independentes.



Componente-chave de muitas dessas empresas são os dados - seus dados pessoais de uso; o monitoramento de todas as páginas da web que você já visitou e todos os pensamentos que você já escreveu em um dispositivo habilitado para o Google, juntamente com o geotracking rastreando todos os seus movimentos.



Em última análise, o que pode ser feito com esse tipo de informação, além de publicidade personalizada? Como pode ser usado em combinação com robôs equipados com inteligência artificial? Como isso pode ser usado para influenciar suas decisões sobre saúde? Como isso pode ser usado para influenciar suas decisões por estilo de vida? Como poderia ser (ou é) usado para moldar a política e a sociedade em geral?
Hoje, ser consumidor consciente inclui tomar decisões sábias e informadas sobre tecnologia.



Qualquer pessoa que tenha gasto uma pequena quantidade de tempo refletindo sobre as ramificações do monopólio cada vez maior do Google sobre o nosso dia a dia provavelmente estremecerá com as possibilidades e concordará que não podemos permitir que isso continue.



Este ano, busque reprimir um dos maiores vazamentos de dados pessoais na sua vida, boicotando todas as coisas do Google. Veja um resumo dos passos ativos que você pode dar agora, a partir de hoje. Para mais informações, consulte a página de boicote ao Google do Goopocalypse.com. Evite todo e qualquer produto Google:

  • Pare de usar os mecanismos de pesquisa Google. Até agora, uma das melhores alternativas que encontrei é o DuckDuckGo
  • Desinstale o Google Chrome e use o navegador Opera disponível para todos os computadores e dispositivos móveis. Do ponto de vista da segurança, o Opera é muito superior ao Chrome e oferece um serviço VPN gratuito (rede privada virtual) para preservar ainda mais sua privacidade
  • Se você tiver uma conta do Gmail, encerre-a e abra uma conta com um serviço de e-mail não afiliado ao Google, como o ProtonMail, serviço de e-mail criptografado com sede na Suíça.
  • Pare de usar o Google Docs. A Digital Trends publicou um artigo sugerindo várias alternativas
  • Se você é estudante do ensino médio, não converta as contas Google que você criou como aluno em contas pessoais.

quarta-feira, agosto 07, 2019

Manipulação e Chantagem dos Psicopatas

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O psicopata tem especial prazer em exercer poder e controle sobre as pessoas. Para tal, ele percorre uma seqüência de 3 passos, ao final dos quais quase sempre já terá ganhado sua vítima. 

Funciona assim: primeiramente, com seu charme e carisma, ele suscita o encanto de sua vítima; em seguida, a seduz, utilizando-se de constantes elogios e de uma máscara de amizade genuína; por último inicia o jogo da manipulação. Por quê? Porque, partindo do princípio de que não se pode manipular quem não se deixa manipular, isso só será possível se a vítima tiver sido previamente seduzida. E em face de sua grande inteligência verbal, ele ganha rapidamente a confiança e o apego dela, fazendo-a acreditar que ele é seu (melhor) amigo e que está sinceramente interessado nela. Depois que passa a ser visto como alguém acima de qualquer suspeita, tem seu caminho completamente livre para manipular e conseguir qualquer coisa que quiser. Na maior parte das vezes, contudo, ele manipula de forma sutil, alcançando o que quer por saber sugestionar a vontade e as emoções das pessoas. Fazem parte do seu repertório de recursos a mentira, as distorções da verdade, a mescla de verdade com mentira, a insinuação, a sedução, a teatralização, a produção de falsas provas e o perfeito manejo de palavras e frases, de tal forma que as pessoas, sem perceberem, dizem, entregam e fazem tudo o que ele deseja, de mão beijada e com toda a satisfação. Contudo, se não obtém sucesso em suas tentativas “de paz”, o psicopata pode lançar mão de artifícios menos sutis, como a chantagem, a intimidação, a ameaça e a violência. 

Aos poucos, sua máscara começa a cair, tanto porque algumas mentiras começam a ser descobertas quanto por causa dos seus inúmeros defeitos de caráter, que, cedo ou tarde, começam a ser percebidos. A vítima começa a “juntar as peças do quebra-cabeças” e se dá conta de que alguma coisa está errada. Ainda confusa, começa a questionar seu amigo sobre fatos que compreende bem, na esperança de que irá obter uma explicação razoável e de que tudo vai voltar a ser como antes. O sociopata passa então para o segundo tempo do jogo, comportando-se de forma cada vez menos gentil e se tornando cada vez mais agressivo. Ao passo em que procura a todo custo encobrir suas mentiras, por dar explicações que muitas vezes não colam ou por elaborar histórias fantasiosas em cima das mentiras que já vinham sendo contadas, volta-se agora contra a sua vítima. Executando um jogo psicológico que envolve agredi-la verbal, emocional ou até fisicamente, ele sai pela tangente, acusando-a de loucura e de estar desconfiando dele (mas nunca chegando exatamente à questão que fora inicialmente levantada); ao mesmo tempo, pode manter o discurso de que a ama e de que tudo o que faz é por estar interessado no bem estar dela. 

O sociopata alterna períodos em que impinge sofrimento à vítima com períodos em que demonstra afeto, carinho e consideração. A vítima, em meio a esse comportamento paradoxal, e ainda acreditando no bom caráter do seu agressor, não consegue processar corretamente os fatos, tornando-se cada vez mais vulnerável à agressão. Fica à sua mercê, sob total dependência em relação a ele, dada à imprevisibilidade do comportamento do seu agressor. Algumas vezes, convencida de que é a culpada por esses eventos, acaba por elaborar meios para tentar acalmar seu agressor. Com isso, torna-se ainda mais solícita ainda mais propícia a agradá-lo, especialmente quando ele encarna o papel do coitadinho, evocando nela sentimentos de culpa e piedade. E é justamente isto o que o sociopata deseja: mais e mais poder sobre sua vítima. Como um verdadeiro vampiro, ele alimenta-se mais e mais da boa vontade dela, ao passo em que persiste em agredi-la a troco de nada e em fazer ameaças de abandoná-la, sempre que ela faz ou diz qualquer coisa que o desagrade, por mínima que seja. O sociopata, em suas agressões, pode lançar mão de “argumentos de autoridade” falsos para corroborar suas opiniões e falsas acusações. Pode, por exemplo, acusar falsamente a vítima de ser relapsa e descuidada e dizer a ela, também falsamente, que outras pessoas já haviam comentado com ele as mesmas coisas sobre ela. A vítima, acuada no turbilhão desse jogo psicológico, muitas vezes não tem como comprovar essas afirmações e pode cair na fraqueza de acreditar nas mentiras, afundando ainda mais. 

Outra tática de que o psicopata se utiliza para seduzir e posteriormente intimidar e imobilizar a vítima é a alegação de onisciência. Funciona assim: ele incute na cabeça da vítima e de outras pessoas que podem ajudá-la a idéia de que ele está a par de absolutamente tudo: do que aconteceu no passado, do que está acontecendo no presente e do que vier a acontecer no futuro. Convence a vítima de que saberá de tudo o que ela fizer ou disser. Paralisada pelo medo perpretado por seu algoz, a vítima permanece estática, completamente sem ânimo para se desvencilhar da armadilha e buscar ajuda. Mesmo quando o sociopata é pego de surpresa, ie, quando a vítima consegue fazer alguma coisa em sua defesa sem o seu conhecimento, ele prontamente a convencerá de que estava sabendo de tudo e de que viu tudo, aprisionando-a novamente, mesmo que ela, racionalmente, perceba a improbabilidade de suas declarações serem verdadeiras. Dr. McRary diz: “Eles são excepcionalmente bons nisso. Eu creio que os psicopatas são os melhores psicólogos naturais que existem. Lêem as pessoas, captam suas vulnerabilidades e se aproveitam da situação com maestria.” A psiquatra Ana Beatriz, falando sobre a tática de despertar sentimentos de piedade para aprisionar a vítima, afirma: “Quando tiver que decidir em quem confiar, tenha em mente que a combinação consistente de ações maldosas com freqüentes jogos cênicos por sua piedade praticamente equivale a uma placa de aviso luminosa plantada na testa de uma pessoa sem consciência. Pessoas cujos comportamentos reúnam essas duas características não são necessariamente assassinas em série ou nem mesmo violentas. No entanto, não são indivíduos com quem você deva ter amizade, relacionamentos afetivos, dividir segredos, confiar seus bens, seus negócios, seus filhos e nem sequer oferecer abrigo!” E a Dra. Martha Stout, autora do livro The Sociopath Next Door, complementa: “Se você se achar tendo sentimentos de compaixão por alguém que consistente e constantemente fere e magoa você ou outras pessoas, mas que vive em constante campanha para ganhar a sua simpatia, a probabilidade de estar lidando com um psicopata é de quase 100%.” E ainda, um dos autores do livro Women who Love Psychopath – Inside the Relationships of Inevitable Harm, afirma: “Sociopatas não vêem nenhum problema ao atuar como indivíduos dominadores e ao mesmo tempo como pobres vítimas.” 

Para desavisados que caem nas garras de um psicopata por meio da internet, isso pode ser uma experiência bastante traumática, pois ele está à caça de inseguranças alheias; além disso, em ambiente virtual, é bem mais fácil fingir o que se quer. Isso dá à vítima bastante tempo para acalentar a falsa idealização sobre seu amigo virtual. O sociopata não sente empatia; não consegue se colocar no lugar do outro. Ele é egoísta e egocêntrico. Para ele, pessoas são como ferramentas guardadas num armário: ele se utiliza da pessoa certa para ajudá-lo num objetivo específico; conseguido o que ele queria, a companhia dela perde o seu valor. Ele então simplesmente a descarta e parte adiante, para dar um novo golpe.

terça-feira, agosto 06, 2019

Ensinou Jesus a pluralidade das vidas terrestres?

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Quem conhece, lê e medita habitualmente as sagradas páginas do evangelho verificará facilmente que Jesus, Nosso Senhor e Deus, quando fala desta nossa atual vida terrestre, costuma atribuir-lhe um valor decisivo para toda a existência posterior à morte; verificará ainda que Jesus insiste, e muito, na importância culminante da hora da morte, advertindo-nos freqüentemente de estarmos sempre prontos e preparados para prestarmos conta da nossa vida ao Juiz Divino, prometendo aos justos recompensa imediata depois do desenlace e contestando abertamente a possibilidade de arrependimento e perdão, passados os umbrais da eternidade; verificará ainda que Jesus desconhece quaisquer vagabundeios pelos espaços ou na erraticidade, para ‘progredir continuamente’.  Vejamos alguns dos mais frisantes exemplos.

a) Em Lc 16, 19-31 lemos a parábola do pobre Lázaro e do rico epulão.  São palavras de Cristo.  Aí se oferece a Nosso Senhor uma excelente oportunidade para dar ensinamentos sobre o que acontecerá aos homens depois da morte. Ambos morrem: primeiro o pobre Lázaro, que ‘foi levado pelos anjos ao seio de Abraão’.  A expressão ‘seio de Abraão’ era corrente entre os judeus para significar o céu.  E Cristo continua: ‘Morreu também o rico, e foi sepultado. No inferno, em meio a tormentos, levantou os olhos e viu ao longe Abraão e Lázaro em seu seio.  Então exclamou: ‘Pai Abraão, tem piedade de mim e manda que Lázaro molhe a ponta do dedo para me refrescar a língua, pois estou torturado nesta chama’.  Abraão respondeu: ‘Filho, lembra-te de que recebeste teus bens em vida, e Lázaro por sua vez os males; agora, porém, ele encontra aqui consolo e tu és atormentado.  E além do mais, entre vós e nós existe um grande abismo, de modo que aqueles que quiserem passar daqui para junto de vós não o podem, nem tampouco atravessaram os de lá até nós’”.  Paremos aqui.  A parábola ainda continua, rica em ensinamentos sobre as relações entre os falecidos e os que ainda vivem cá na terra.  Vemos aí vários pronunciamentos diretamente contrários aos princípios da palingenesia.

Se Jesus fosse reencarnacionista, teria agora uma boa ocasião para insistir nesta doutrina: diria que alma se desprende lentamente do corpo, permanecendo ainda por algum tempo em estado de perturbação e confusão; explicaria como ela readquire aos poucos um depois perder-se na imensidade dos espaços, na erraticidade; como procura novas oportunidades para reencarnar etc.  Mas nesta parábola não encontramos nada disso: ambos morrem, ambos são julgados, um vai para o céu, outro para o inferno.  Nada de sempre novas vidas, nada de andar pela erraticidade, nada de ininterruptos progressos depois da morte, nada de esperar novas vidas terrestres, nem mesmo nada de se comunicar com os vivos, como tanto queria o falecido epulão... É que Jesus, ao menos nesta parábola, não era nem reencarnacionista, nem espírita, nem esoterista...

b) Em Lc 23, 39-43 contemplamos Jesus pregado e suspenso no alto da cruz, no meio de dois ladrões.  Note-se que ambos tinham sido muito maus.  Um deles, o do lado direito, confessa-o abertamente, quando repreende seu colega com estas palavras: ‘Tu nem sequer temes a Deus, estando na mesma condenação? Quanto a nós, é de justiça; estamos pagando por nossos atos; mas ele não fez nenhum mal’ (Lc 23, 40s).  Pois bem, este mesmo ladrão, depois daquele público reconhecimento de seus crimes, contrito e arrependido, dirige-se a Jesus com estas palavras: ‘Jesus, lembra-te de mim, quando vieres com teu reino’.  E Jesus responde com a seguinte solene e extraordinária promessa: ‘Em verdade, eu te digo, hoje estarás comigo no paraíso’.  Naquele dia! ‘Hoje!’  Fosse reencarnacionista, Jesus não poderia ter falado assim.  Poderia ter consolado e animado o ladrão arrependido mais ou menos com estas palavras: ‘Fazes bem em arrepender-te, pois o arrependimento é o primeiro passo para a regeneração.  Mas não basta. Deves ter paciência contigo mesmo.  Cada qual deve resgatar-se a si mesmo. Tu cometeste muitos crimes: toda falta cometido, todo mal realizado é uma dívida contraída e que deverá ser paga.  Já não o podes nesta existência: terás que reencarnar mais vezes, deverás voltar a esta terra, em novo corpo, para expiar e resgatar teus crimes’.

(...)

c) Do mesmo modo poderíamos analisar outras muitas passagens da mensagem cristã.  Por exemplo a parábola das dez virgens, das quais cinco eram prudentes e vigilantes e cinco tolas e indolentes e que não estavam preparadas quando ‘chegou o esposo’.  Depois bateram à porta e disseram: ‘Senhor, Senhor, abre-nos!’ Ele porém replicou: ‘Em verdade vos digo que não vos conheço!’ E Cristo tira a conclusão: ‘Estai, pois, alerta, porque não sabeis nem o dia nem a hora’ (Mt. 25, 13) da morte.  E outra vez admoesta: ‘Estai, pois, alerta! Vigiai e orai! Porque ignorais quando chegue esse momento... se de tarde, se à noite, se ao canto do galo, se de madrugada.  Que não apareça de improviso e vos encontre a dormir! O que digo a vós, digo-o a todos: estai alerta!’ (Mc. 13, 33ss).  E ainda: ‘Vigiai, portanto, e rezai sem cessar, a fim de que vos torneis dignos de evitar todos estes males, e de aparecer com confiança diante do Filho do Homem’ (Lc 21, 36).  Pois dirá ele em outra oportunidade: ‘Se não vos converterdes, perecereis todos’ (Lc 13, 3).

d) Particularmente claro é São Paulo, fiel discípulo e zeloso apóstolo de Cristo e que nos assegura de ter recebido seu evangelho diretamente de Jesus (Gl 1, 12).  Eis o que ele escreve aos hebreus: ‘Está decretado que o homem morra uma só vez, e depois disto é o julgamento’ (Hb 9, 27).  Morra uma só vez! Não mais vezes, não muitas vezes, não um número indefinido de vezes: uma só vez!

É a afirmação explícita da unicidade da vida terrestre, contra o princípio reencarnacionista da pluralidade das existências.  É, em outras palavras, a condenação formal, explícita, clara da teoria da reencarnação.”




(KLOPPENBURG, Boaventura, “Espiritismo: orientação para os católicos”, Edições Loyola, São Paulo: 1991, pp. 104-106)

segunda-feira, agosto 05, 2019

Comentários Eleison: Unidade da Resistência

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Comentários Eleison – por Dom Williamson
Número DCXXIX (629)- (3 de agosto de 2019)


Unidade da Resistência


A Verdade não pode sobreviver sem a Autoridade.
Nenhuma Autoridade pode prosperar sem a Verdade.


Com o propósito de apontar um extintor de incêndios para o orgulho, estes “Comentários” raramente optam por destacar qualquer conquista dos sacerdotes e leigos que trabalham desde 2012 para assegurar a sobrevivência dos princípios e práticas católicos, especialmente, mas não exclusivamente, dentro da Neofraternidade Sacerdotal São Pio X, ou seja, daquela Fraternidade que está deslizando para os braços de Roma. Os líderes da Neofraternidade naturalmente condenam o movimento chamado “Resistência” ou “Fidelidade”, destacando em particular as divisões que surgiram entre seus vários sacerdotes. Mas chegou a hora de dar um destaque à unidade contrastante da "Resistência" católica.

Por exemplo, um observador de longa data da cena da “Resistência” faz as seguintes observações pertinentes: O principal argumento dos Superiores da Neofraternidade contra a “Resistência” é apontar para as divisões entre os sacerdotes resistentes. Mas enquanto vários sacerdotes resistentes têm uma variedade de dons vocacionais dando origem a uma variedade de obras resistentes (por exemplo, um convento, um seminário, um mosteiro, um priorado, uma missão, etc.), reina entre todos eles uma unidade notável quanto ao fim que se persegue: a sobrevivência da fé católica. Pelo contrário, a Neofraternidade é um gigante com pés de barro, unidos somente pelas medidas disciplinares, pelo medo de sanções e pelas posições pessoais, mas quanto ao fim que se persegue está muito dividido: um acordo com Roma, ou não; matrimônios sob a autoridade oficial, ou não; flerte com bispos conciliares, ou não; a Neofraternidade está rachando em todas as direções.

Mais uma vez, o que estamos vendo hoje é como todos os católicos, sem exceção, estão minados pela divisão entre a Verdade Católica e a Autoridade Católica que resultou da traição consciente ou inconsciente dos 2000 Bispos e dois Papas que criaram o Vaticano II. Assim, em 2019, por um lado, a “Resistência” que sustenta a Verdade sofre divisões pela falta de Autoridade, porque a necessidade de autoridade não pode, desde baixo, criar sua realidade, porque a autoridade, por definição, só pode vir de cima. Por outro lado, a Neofraternidade que se sustenta na Autoridade Romana sofre divisão interna pela falta de Verdade, porque essa Autoridade Romana se aferra às mentiras do Vaticano II.

Mas a verdade é o propósito da Autoridade, e não o contrário. “Pedro, uma vez convertido, confirma os teus irmãos” (Lc. XXII, 32). Em outras palavras, em primeiro lugar recupere sua própria fé abalada na Verdade, e depois, em segundo lugar, exerça sua Autoridade sobre os outros apóstolos. Isso ocorre porque, em um mundo caído, a Verdade interior precisa da Autoridade externa para defendê-la, mas se a Autoridade externa não está mais defendendo essa Verdade interna, então ela perdeu sua verdadeira razão de ser, e se torna um fim em si mesma. Em última instância uma tirania para servir a posturas pessoais, como com Paulo VI e os sucessores do Arcebispo.

Assim, por mais abundantes que sejam as misérias pessoais de cada um dos Resistentes, enquanto eles forem fiéis à Verdade, a "Resistência" sobreviverá à Neofraternidade, assim como a Fraternidade do Arcebispo, enquanto foi fiel à Verdade, dominou e, em última instância, sobreviverá aos conciliares romanos. O problema último não é das pessoas ou da Autoridade, mas das doutrinas e da Verdade. Assim, quando no início dos anos 2000 o sucessor do Arcebispo apelou para a Autoridade para que resolvesse as divisões dentro da Fraternidade, ele já se encontrava no caminho conciliar de preferir a Autoridade à Verdade, de preferir a vontade à razão. Como resultado, a Fraternidade do Arcebispo se tornou uma tirania, e, embora o tirano aparentemente tenha sido destituído de seu cargo de poder pela eleição de um ano atrás, ele realmente está de volta ali. É assim que as coisas são em nosso mundo moderno: as aparências não correspondem à realidade.

Kyrie eleison.

sexta-feira, agosto 02, 2019

Margaret Tatcher conservadora?

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Margaret Tatcher, a Dama de Ferro. Volta e meia usam frases dela para memes buscando "mitar" sobre os esquerdistas, como se ela fosse muito diferente deles. Chamam-na de "conservadora", mas ela conservava o quê? Era uma liberal, isso sim. Assim como todo esquerdista, ela era liberal. Essa Direita da qual ela fez parte é da mesma árvore de onde nasce a Esquerda. O liberalismo é o pai do Socialismo, da Esquerda e também da Direita como entendemos hoje (nascida na Revolução Francesa). O liberalismo é criação maçônica. Vem tudo de uma fonte só.

Vejamos um pouco sobre ela:

Queria a “solução Cromwell” para o católicos da Irlanda do Norte (morte ou transferência forçada).


Um pouquinho do que esse demônio do Cromwell fez contra os católicos na Irlanda*, e que a Dama de Ferro queria para nossos irmãos irlandeses:

"As ações de Cromwell tornaram-no muito impopular na Escócia e na Irlanda - que, embora nominalmente independentes, eram efetivamente dominadas por forças inglesas. Em particular, a supressão dos monarquistas na Irlanda em 1649 ainda é recordada entre os irlandeses.

Suas medidas contra os católicos irlandeses são consideradas por alguns historiadores como genocidas ou muito próximas disso.[3]Ver:

  • Breton Albert (ed). 1995, Nationalism and Rationality, Cambridge University Press, Chapter Regulating nations and ethnic communities, por Brendam O'Leary and John McGarry p 248. "Oliver Cromwell ofereceu aos católicos irlandeses uma escolha entre o genocídio e a transferência forçada, em massa. Eles podiam ir para o inferno ou para Connaught!'"
  • Coogan Tim-Pat, . 2002. The Troubles: Ireland's Ordeal and the Search for Peace. ISBN 978-0-312-29418-2. P. 6: "Os massacres de protestantes por católicos, ocorridos durante as guerras religiosas da década de 1640, foram amplificados, para fins de propaganda, de modo a justificar o subsequente genocídio promovido por Cromwell."
  • Ellis, Peter Berresford. 2002. Eyewitness to Irish History. John Wiley & Sons Inc. ISBN 978-0-471-26633-4. P. 108:: "Foram a justificação para a campanha genocida e a colonização [por ingleses e escoceses protestantes, mediante o confisco de terras dos irlandeses católicos] de Cromwell."
  • Levene Mark, 2005, Genocide in the Age of the Nation-State, I.B.Tauris: London: "A redução da população irlandesa de 1,5 milhão (ou possivelmente 2 milhões) de habitantes, à época do início das Rebelião irlandesa de 1641, para não mais que 850.000, onze anos depois, representa uma catástrofe absolutamente devastadora. Não há dúvida de que a maior parte dessa mortandade ocorreu não pelo massacre direto da população mas pela fome e depois, pela peste bubônica, especialmente pelo surto verificado entre 1649 e 1652.</ref> Na Irlanda, Cromwell é profundamente odiado.

Em Drogheda, após a tomada da cidade, o massacre de 3500 pessoas, incluindo 2700 soldados monarquistas e todos os cidadãos que portassem armas - incluindo civis, prisioneiros e padres católicos - é uma memória histórica que tem alimentado o conflito entre católicos e protestantes e entre irlandeses e ingleses nos últimos séculos. Cromwell justificou o massacre alegando que os defensores da cidade continuaram a lutar, violando as normas de combate, mesmo depois que as muralhas da cidade foram penetradas."  *(https://pt.wikipedia.org/wiki/Oliver_Cromwell)

Tatcher, uma farsa.