sexta-feira, maio 29, 2020

Conselhos Práticos Para Carregarmos Nossa Cruz

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Perguntava São Francisco de Sales: “Sabeis do que os anjos nos invejam? É que nós podemos sofrer por Deus; eles nunca sofreram e nem sofrerão por Ele“. Todos temos que carregar nossa cruz se quisermos chegar ao céu. Aprendamos a carregá-la com amor incansável e fé, obtendo ao longo do caminho as maiores graças e méritos possíveis.

Três maneiras de carregar a cruz
O divino mestre, querendo dar a conhecer a Santa Verônica de Juliani as almas que Lhe eram mais amadas, lhe mostrou uma multidão de pessoas que levavam a cruz  em suas mãos. Logo, estas se ordenaram e a Santa pôde ver que entre as mãos se distinguiam algumas cruzes grandes e outras pequenas. As almas as carregavam de maneiras diferentes: as primeiras que tinham uma grande cruz a carregavam nas mãos, significando que não apenas tinham prazer em carregá-la, mas também convidavam outras almas com alegria e entusiasmo para que caminhassem em posse delas. As segundas tinham sua cruz abraçada como um objeto muito precioso e amado. As terceiras carregavam-na sobre os ombros e parecia que a cruz caía no chão devido ao seu peso.

Nosso Senhor revelou à Santa que aqueles que lideravam a procissão eram os sacerdotes: carregavam sua cruz nas mãos para significar que se esforçam muito para dar a conhecer aos homens o valor e o preço da cruz. As segundas eram muitas religiosas de diferentes ordens e alguns leigos que abraçaram a cruz com muito amor, indicando que se compraziam em sofrer, e o Senhor as consolavam e as bendiziam. As terceiras eram muitas almas que carregavam a cruz com tanto cansaço que mal podiam dar um passo. Nosso Senhor deixou a entender à Santa Verônica que essas últimas também eram Suas, mas que carregavam a cruz com tanta tristeza porque não eram nada valentes nem esforçadas, e porque ainda não haviam saboreado as alegrias do sofrimento. 

É preciso carregar a cruz e não arrastá-la
Quem são os que arrastam a cruz? São os que reclamam quando alguma tribulação os visita, na qual, muitas vezes, Deus manda pelo seu maior bem. Essas pobres almas não podem sofrer sem queixarem-se e sua impaciência é tal que se tornam insuportáveis a si mesmo e aos outros. Também arrastam a cruz os que fazem todo o possível para escapar das tribulações e dos sofrimentos que Deus lhes envia.

Não devemos contar o número de cruzes
Quem quer carregar sua cruz como se deve, não deve considerar se pesa muito ou pouco, mas deve manter os olhos fixos no Modelo Divino. Não percamos nosso tempo em destingi-las e contá-las, pois nosso Senhor já pesou tudo. Ele nos lustra como uma pedra que o trabalhador deseja colocar em um belo edifício. Há momentos em que o amor exige que a alma se prive de tudo, que aparte de seu espírito, de seu corpo e de seu coração todo o gozo; mas em outros momentos quer que a alma receba tudo de suas mãos, alegrias e cruzes, submetendo-se à vontade da Divina Providência.

A alma verdadeiramente paciente esconde seus sofrimentos
Apliquemo-nos a assemelhar-se à Virgem Maria em sua generosidade, em sua resignação e em sua paciência. Ela nunca reclamou de nada. Não reclamemos das dores que Deus nos envia e O glorificaremos mais se não deixarmos transparecer nada do que sofremos.

A alma paciente não pensa mais em si mesma
Tudo em nós deve ser digno, começando por expulsar nosso “eu” para que Deus possa reinar com suas virtudes e suas graças em nossas almas. Nosso Senhor disse à Santa, depois da Comunhão: “Já não quero que te ocupes de ti mesma. Quero que te esqueças totalmente. Só deves ter um pensamento: Deus e as almas. Já não te ocupes de sua saúde pois Eu me encarregarei.” Deixe-me fazer o que Eu quero; dai-me tudo o que peço e não te preocupes em tomar precauções razoáveis. Deves ser uma cera macia em minhas mãos. Não quero tampouco que busques consolo, nem mesmo os deseje; Eu te darei quando me parecer melhor “

Bendizendo a Deus na prova obtemos inestimáveis méritos
Um dia, Nosso Senhor mostrou a Santa Verônica uma cruz que tinha na mão e estava adornada com magníficas pedras preciosas: “Veja“, disse Ele, “os atos de resignação que fizestes. Veja como são lindos!” E em outra ocasião: “Quero que em todas as tempestades e perseguições que tenhas que sofrer, sempre me bendiga e me agradeça dizendo:” Meu Deus, te bendigo e te agradeço agora e sempre. “

Meditemos e coloquemos em prática esses meios acompanhando o paciente Jesus.

quinta-feira, maio 28, 2020

Comentários Eleison: Falta de Homens

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Comentários Eleison  –  por Dom Williamson
Número DCLXXI (671)  – (23 de maio de 2020)



Falta de Homens


Os homens, frágeis e tolos, voltarão a ser homens?
Se não o fizerem, terão que sofrer!

Quando a Autoridade abandona a Verdade na Igreja Católica, como tem feito desde o Vaticano II, então é mais fácil falar do que fazer no que se refere a caminhar na linha tênue entre a heresia à esquerda e o cisma à direita. Assim, não é de surpreender que um comentário incomumente incisivo, como o do Arcebispo Lefebvre citado nos últimos números destes “Comentários” (“Subam a Escada...”), desperte o interesse.

Um leigo, inclusive, duvidou da autenticidade do comentário: poderia o doce Arcebispo realmente ter dito tal coisa? Ah, sim, ele o fez. As palavras originais são um pouco menos elegantes que a polida citação, mas a substância é idêntica: "Com isso, tudo o que podemos fazer é subir a escada. Não há nada que possamos fazer com essa gente (os romanos conciliares). O que temos em comum com ela? Nada! Não é possível. Não é possível” (6 de setembro de 1990). A referência da fita de áudio de 1990 é Audio – Retrec – PASCALE90 ou SACERDOTALE90. (No entanto, qualquer pessoa que deseje comprovar a citação por si mesmo deve ter cuidado com as coleções "revisadas" das fitas do Arcebispo, porque quaisquer palavras de sua forte oposição, como estas aos conciliaristas de Roma, podem muito bem ter sido cortadas por "editores" da Neofraternidade pró-Roma.)

Outro leitor que reagiu à citação é um sacerdote, do Novus Ordo, mas agora firmemente estabelecido em um Priorado da Neofraternidade na Suíça (sem ter sido reordenado condicionalmente, até onde sabemos).

Ele pensa que “as coisas parecem realmente diferentes hoje em dia” porque a atual geração de oficiais em Roma é de um tipo diferente daquele ao qual o Arcebispo reagiu nos anos 80, e os melhores deles querem uma restauração verdadeira da Igreja. Ele conclui que adotar a atitude do Arcebispo atualmente deixa apenas duas soluções: a "Resistência" ou o sedevacantismo.

Mas, Padre, ainda que a atual geração de líderes da Igreja possa ser de homens diferentes dos sacerdotes traidores da época do Arcebispo, que fizeram o possível para destruir a verdadeira Igreja, ela entendeu (se é que leu) a Pascendi? E de que servem as autoridades doces e bem intencionadas da Igreja para a Fé ou para a Igreja ou para a FSSPX ou para a “Resistência”, se não entenderam que o problema está nas mentes de borracha que não conseguem sequer conceber que a verdade condena o erro ou que o dogma condena a heresia? Uma mente de borracha que simpatiza com a Tradição não tem basicamente mais utilidade para a Tradição do que uma mente de borracha que condena a Tradição. Também não é verdade que as coisas são "realmente diferentes" da época do Arcebispo. O sinal de que um sacerdote realmente entendeu o problema é quando – pelo menos em sentido figurado – ele quer ir a Roma com uma metralhadora e enviar todos os bonachões para conhecerem seu Criador, como Putin diria. Em suma, a “Resistência” deve permanecer no caminho; caso contrário, o caminho será destruído para fornecer pedras que bradem a Verdade no lugar dos pastores silenciosos e de seus cães que não ladram (cf. Lc XIX, 40). A "Resistência" não deve, não pode, ceder!

Finalmente, um bom sacerdote procura consolar-nos com as notícias recebidas de um Prior da Neofraternidade, de que o Superior Geral da Neofraternidade teria dito em fevereiro, em uma reunião de todos os Priores da Neofraternidade na França, que as discussões entre a FSSPX e Roma estão paradas porque a FSSPX ainda está insistindo na doutrina primeiro – muito bem, Pe. Pagliarani –, enquanto Roma insiste em estabelecer primeiro um acordo prático. Mas Roma precisa preocupar-se? Não precisa simplesmente esperar que a fruta madura caia em seu colo? Dom Tissier agora está tão doente, que se diz que estão instalando um quarto em Écône para que seja ali assistido. Restam apenas dois Bispos da FSSPX para atenderem às necessidades em todo o mundo. E assim, o Superior Geral deve submeter-se aos termos de Roma para que outros Bispos sejam sagrados, dando continuidade à desastrosa conciliação de seu antecessor com os líderes da Igreja que, por mais bonachões que sejam, perderam a fé, como disse o Arcebispo. Ou então ele deve sagrar mais Bispos sem a permissão do Papa, como o fez o Arcebispo. Mas a Neofraternidade ainda seguiria a linha heroica do Arcebispo de desafiar os (no mínimo) traidores objetivos de Roma? Pode-se duvidar disso.

Kyrie eleison.




Os Altos Danos Morais do Rock

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Por Christine Fitzgerald
Traduzido por Andrea Patrícia



Nota minha, Andrea Patrícia: Quero deixar claro que cresci ouvindo pop e rock, gosto especialmente das mais antigas. Não deixamos de gostar de algumas coisas de uma hora para outra, não é assim tão simples. Mas isso não quer dizer que eu ache tudo isso bom, sei que é bem problemático mesmo, por isso não acostumo meus filhos com esses estilos modernos. Enfim, hoje eu dou preferência a ouvir música barroca e clássica, flamenco, folk europeu, coisas assim. Leia e tire suas próprias conclusões.


***


Infelizmente, até uma revista francesa de nobreza está glorificando Jackson


Parece que tudo foi dito sobre a vida e a morte de Michael Jackson. A mídia vem martelando dia após dia glorificando esse homem como a maior estrela de todos os tempos. As pessoas choraram e lamentaram porque ele não existe mais. Elas até o compararam a Mozart.

Mas espere - por que toda essa glória e adulação? A vida dele não confirma isso. Ele era um homem assombrado não pela tragédia, mas pelo vício e degeneração.

O efeito que a música tem sobre uma pessoa não é objeto de novas pesquisas. Há muito se sabe que a música é uma das artes mais poderosas porque molda toda a pessoa humana, corpo e alma. Indiretamente, desempenha um papel na formação da sociedade, para o bem ou para o mal, para a formação de bom caráter ou para o vício.

Já em Platão, o filósofo grego antigo, o poder da música era reconhecido. Platão escreveu que a música é uma arte que afunda nas profundezas da alma e permanece lá. Ele acreditava firmemente que a música deveria ser usada para educar os jovens, devido à sua capacidade de moldar o caráter pelo seu poder de sugestão.

Estudos recentes descobriram que a música clássica reconfortante - Mozart, em particular - pode desenvolver as inteligências dos bebês, bem como sua coordenação, memória e concentração, juntamente com uma série de outros resultados positivos. A música ruim, por outro lado, pode frustrar e deformar o caráter, confirmando o que Platão ensinou há muito tempo.

Não são apenas as palavras, mas também a batida ou o ritmo, que subverte. Certos ritmos - pela uniformidade de suas batidas - têm um efeito hipnótico. Os pesquisadores descobriram que as plantas sujeitas à música rock murchavam, enquanto as colocadas perto da música clássica floresciam. Eles descobriram que alguns ritmos possuíam o poder de evocar certas respostas corporais e emocionais, como o poder de relaxar ou enervar, induzir a calma ou a raiva, levar as pessoas a amar ou odiar algo, a glorificar (como em nossas canções patrióticas) ou banalizar e tornar vulgar (como em algumas de nossas músicas pós-Vaticano II).


Formação saudável: Jovens se apresentando em um concerto de Mozart

Os efeitos hipnóticos desses ritmos destrancam o subconsciente e tornam a pessoa mais aberta às idéias sugeridas nas palavras. Isso faz uma grave conexão da música com revolução, revolta, imoralidade, dependência de drogas, tendência ao suicídio e prática do satanismo - tudo tão predominante no mundo de hoje.

Aristóteles, o grande concorrente de Platão, também tinha muito a dizer sobre o assunto. A música trabalha com a vontade, ele explica, através da representação. Ele observou que a música representa diretamente as paixões ou estados da alma: gentileza, coragem e temperança - bem como suas qualidades opostas.

Portanto, quando alguém ouve música que representa uma certa paixão, é convidado a experimentar essa mesma paixão. Se, por um longo período de tempo, se ouve habitualmente o tipo de música que desperta paixões ignóbeis, todo o personagem estará fortemente inclinado a essas paixões. Platão e Aristóteles acreditavam que a música afeta quase tudo, tendo alguma influência indireta mesmo sobre a governança do Estado.

Padres e santos da igreja, como São Gregório Magno, confirmaram esses princípios ao estabelecer regras sobre a música sacra apropriada para ser tocada nas igrejas. Pense na elevação e serenidade do canto gregoriano, assim chamado em homenagem a esse grande pontífice. Essa preocupação inicial com a música sacra apropriada sempre esteve presente na Igreja. Um autor que apresenta muito bem as qualidades do canto polifônico é Palestrina, cuja música séria e elegante condiz com a presença de Deus no Tabernáculo: "Fique quieto e saiba que eu sou Deus". (Salmo 46, 10)

Essa breve inspeção do assunto mostra que a música tem um poder enorme sobre as sensibilidades e a vontade do homem, e que esse poder pode ser usado para formar personagens bons ou maus, uma sociedade saudável ou degenerada. Acreditava-se que a cultura e a arte de uma sociedade eram espelhos que refletiam sua saúde. Com isso em mente, é assustador ver a direção em que nossa sociedade está indo.

O ambiente do frenesi hipnótico de Jackson

Quando olhamos para o que o "gênio" de Michael Jackson fez, não é preciso dizer muito sobre a má influência da batida de sua música sobre os fãs durante seus shows. O barulho alto, duro, dirigido e implacável de bateria e sintetizadores cria um ambiente de frenesi hipnótico. Abre a alma às mensagens das canções, entregues em um volume quase insuportável para o ouvido humano. Para a pessoa comum, esse ruído exclui qualquer possibilidade de analisar ou rejeitar as mensagens que as palavras transmitem. Somente a aceitação é possível.  



 O "gênio" de Jackson estava enraizado no ocultismo e na revolta contra a natureza

A multidão em um show de rock começa a balançar quando a batida domina e supera as sensibilidades, deixando a razão e a restrição para trás. Em seguida, adicione a essa mistura as palavras estrondosas que fomentam o satanismo, a imoralidade, a revolução, o suicídio, a violência e as drogas e a imagem visual de um homem se agarrando e dançando de uma maneira abertamente imoral - e você tem uma imagem da mensagem dessa "grande estrela".

Um jovem pode voltar para casa após um concerto inalterado? Não, não é possível. Os jovens agora têm uma idéia diferente de autoridade e moral na Igreja, no país e na família. Tudo o que a Igreja Católica e os pais ensinaram e promoveram sobre a pureza foi combatido. Imagens revolucionárias são deixadas na mente dos jovens que talvez permaneçam lá para sempre.

Nossa Senhora de Fátima disse aos três filhos: "Os pecados que levarão mais almas ao inferno serão pecados contra a pureza". Só podemos imaginar quantos pecados de impureza podem ser depositados aos pés dessa "grande estrela", sua música e sua dança.

Rejeitar o rock'n roll

Deveríamos ter a coragem de tomar as medidas necessárias para proteger nossa família e nós mesmos do rock'n’roll e de tudo o que o rodeia. Toda a cultura rock e suas revolucionárias "estrelas" devem ser totalmente rejeitadas. Devemos tomar uma resolução para não permitir nada disso em nossas casas ou ambientes, para que nossas famílias possam se desenvolver em um ambiente saudável e puro. Nada mudará para nossas famílias ou nosso país, a menos que comecemos a mudar sua moralidade, código de vestimenta e costumes em nossas próprias casas. Com este esforço e a proteção de Nossa Senhora, nosso amado país terá uma esperança para a restauração que todos desejamos.

Se o meu povo chamado pelo Meu Nome se humilhar, orar, procurar o meu rosto e se desviar do seu caminho perverso, ouvirei do céu, perdoarei o pecado e curarei a terra” (II Crônicas 7,14).

Original aqui.



quarta-feira, maio 27, 2020

Por que a elite globalista é socialista?

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Quer entender este enigma? Assista este vídeo, é curto:

SANDERS CONSEGUIRÁ IMPLANTAR COMUNISMO NOS EUA, 

CASO VENÇA AS ELEIÇÕES?



Recomendação de leitura, sempre atual: A Revolução dos Bichos, de George Orwell (clique na imagem para acessar): 


terça-feira, maio 26, 2020

Bertrand Russel e o Governo Mundial

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Em primeiro lugar, uma vez que os novos oligarcas sejam adeptos de um certo credo, e baseiem sua reivindicação ao poder exclusivo na retidão desse credo, seu sistema depende essencialmente de dogma: Qualquer um que questione o dogma governamental questiona a autoridade moral do governo e é, portanto, um rebelde. Enquanto a oligarquia for ainda jovem, haverão com certeza outros credos, defendidos com igual convicção, que devem ser suprimidos através de força, uma vez que o princípio da regra da maioria tenha sido abandonado. Segue-se que não poderá haver liberdade de Imprensa, de discussão ou de publicação. Deverá haver um órgão governamental cujo dever seja dizer o que seja ortodoxo e punir as heresias”. O trecho é extraído do livro The impact of science on Society, de Bertrand Russell.


Bertrand Russell era um ferrenho opositor da Santa Igreja Católica.

Nesse livro o filósofo deixa clara sua máxima convicção de que deveria haver um único governo mundial, com total concentração de poder. No decorrer do texto vai dando as pistas e fundamentos para que isso pudesse ser viabilizado no futuro (ele escreveu este livro na década de 1950).


É impressionante se notar que as pessoas vêm colocando em prática suas teorias, perfeitamente, e estamos, de fato, assistindo a uma rápida formação de um poder único global.

Foi Bertrand Russell quem disse que o sistema educacional deveria ser capaz de fazer com que as pessoas dissessem com toda a convicção que a neve é preta e quem dissesse que ela é branca deveria de tal modo sofrer a contradição social, que não suportaria sustentar a verdade por muito tempo.

O que mais pesa para mim, enquanto católico, é ver a esmagadora maioria de bispos, sacerdotes e leigos que ainda não enxergaram que a neve é branca e que o que está acontecendo é um proposital silenciamento e fechamento da Igreja Católica, exatamente como Bertrand Russell antecipou em seus mais desvairados e demoníacos escritos.



segunda-feira, maio 25, 2020

11 faltas que nos privam da ajuda de Deus

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Por Santo Afonso Maria de Ligório



Devemos empregar todo o cuidado em nos tornarmos, por culpa própria, ainda mais fracos do que já somos. Certas faltas, de que não fazemos conta, podem ser a causa de Deus nos negar a luz sobrenatural, tornando-se assim o demônio mais forte contra nós. Tais faltas são:

1. O desejo de passar por sábios ou nobres aos olhos do mundo;
2. Vaidade no vestir;
3. A busca de comodidades supérfluas;
4. O costume de se dar por ofendido com qualquer palavra mais forte ou com uma simples falta de atenção;
5. O desejo de agradar a todos à custa do bem espiritual;
6. A negligência das práticas de piedade por respeitos humanos;
7. As pequenas desobediências;
8. Pequenas aversões contra alguém;
9. Pequenas murmurações;
10. Pequenas mentiras ou gozos;
11. O tempo perdido em conversas ou curiosidades inúteis.

Resumindo: todo o apego à coisas criadas, toda a satisfação do amor próprio podem oferecer ao nosso inimigo ocasião para nos precipitar no abismo; estas faltas cometidas com deliberação, roubar-nos-ão, pelo menos, os socorros abundantes do Senhor, que nos preservam, sem dúvida alguma da queda do pecado.

Santo Afonso Maria de Ligório in 'Escola da Perfeição Cristã'.


sábado, maio 23, 2020

Editorial da Permanência (298) - sobre a epidemia

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Por Dom Lourenço Fleichman, OSB



São Carlos Borromeo nos tempos da Peste

Raios, trovões, coriscos fulgurantes, como diz o salmo. Eis o que parece estar se abatendo sobre a Terra dos homens, sobre a vida neste vale de lágrimas. Bastaria recuarmos até o final de 2019 para compreendermos o quanto de inusitado e surpreendente se manifesta no que estamos vivendo há 3 ou 4 meses. Pode o mundo inteiro estar de pernas para o ar, como está, sem que a nossa perplexidade se manifeste em cada encontro, em cada noite mal dormida? 
Dentro do projeto a que nos propomos de formação católica, a reflexão sobre as causas e os efeitos do Coronavirus apresenta-se para nós como uma quase obrigação. O mundo não pode ser sacudido como está sendo sem que procuremos tirar dos graves acontecimentos reflexões capazes de nos orientar na vida que devemos levar durante a epidemia e, sobretudo, na vida que virá após o término do flagelo.
Talvez seja a primeira vez, em mais de um século, que Deus parece manifestar a sua face de modo claro e evidente, diante dos homens, diante de toda a humanidade, nos quatro cantos da nossa Terra de exílio. Os últimos 500 anos não serviram para preparar os homens a se curvarem diante da vontade de Deus. Ao contrário, o que vemos na humanidade é um desprezo completo pela própria existência de Deus. No máximo podemos ver, aqui ou ali, a manifestação de algum sentimento religioso marcado de naturalismo, e sobretudo de utilitarismo pluralista e horizontal. Para alguns, rezar faz bem, qualquer que seja a oração. Estamos muito longe da submissão sobrenatural à vontade divina que se realiza na prática pura e simples dos Mandamentos. Sim! Do Decálogo, aquela listinha decorada pelas crianças do Catecismo, feita para salvar as nossas almas!
Hoje podemos ouvir o gaiato do conto a gritar: – O Rei está nu! 
Se o católico parar de olhar em seu celular as informações e contra-informações que nos invadem, poderá entender melhor o espetáculo que se desenrola diante de nós. Porque o mundo está nu; o liberalismo está nu; a democracia está nua; o globalismo acabou; ... e entramos numa nova forma de ditadura que promete afiar os dentes contra a verdadeira liberdade do homem.
A liberdade da Igreja Católica
A primeira consequência da gripe chinesa foi o confronto direto entre a autoridade da Igreja e a autoridade do Estado. Desde a queda das monarquias católicas que um embate dessa natureza não ocorria. A Igreja recolhera-se na sua derrota, na perda gradativa e inexorável da sua autoridade, até chegar a ser considerada por todos os governantes como uma espécie de Rainha da Inglaterra da religião: pode falar, pode escrever, pode fazer seu culto, pois já não tem as convicções necessárias para sacudir o mundo e derrotar os mundanos.
As etapas dessa perda de autoridade são três: a Revolução, quando aconteceram as separações entre a Igreja e o Estado; o Concílio Vaticano II, quando as autoridades da Igreja adotaram os princípios liberais e modernistas, assumindo seu papel de senhora aposentada tricotando na cadeira de balanço. E agora o senhorio do Estado sobre o culto católico, a pretexto da realeza invisível do vírus coroado. 
Que o católico não se iluda. A Igreja recebe sua liberdade de Deus. Ela é representante de Nosso Senhor sobre a Terra, enquanto durar esta vida. Ela só, e nenhuma outra seita ou heresia, recebeu de Jesus Cristo autoridade e poder suficientes para ensinar, governar e santificar os homens, e levá-los para o Céu, fim último de nossas vidas. A doutrina da Igreja sobre a Realeza Social de Nosso Senhor Jesus Cristo baseia-se no fato da Revelação. Aceitando-a ou rechaçando-a, os homens são obrigados a constatar a existência de uma Revelação divina que começa pelo tempo de preparação para a vinda do Messias, passa pelo tempo de sua presença sobre a Terra, e continua no tempo da Igreja, a partir da Ascensão de Jesus Cristo aos Céus, na presença dos seus Apóstolos, que culmina com a vinda do Espírito Santo de modo visível e patente a todo o povo que cercou o prédio do Cenáculo, quando o vento impetuoso começou a soprar. 
A Fé sobrenatural é o dom gratuito de Deus que nos faz aderir com todas as forças da nossa razão ao conjunto de verdades, de leis, de conduta e de culto vindos de Deus, revelados ao homem como único caminho de salvação. A partir desse fato, conclui-se que só há e só pode haver uma única Igreja verdadeira, aquela fundada por Jesus Cristo mediante a pregação do seu Evangelho, transmitido com toda a autoridade divina a seus Apóstolos. O fato dessa Igreja Católica ter permanecido intacta ao longo de mais de dois mil anos, sacudida de todas as partes por ataques constantes dos seus ferozes inimigos vem confirmar o seu poder divino e sua autoridade sobre os homens.
Por seu lado, o Estado, qualquer que seja o regime político que o governa, tendo sido organizado como consequência da natureza social do homem, criado por Deus, deve ele também submissão e culto a Deus. Por mais que a Igreja não deva se intrometer na área própria do Estado, sempre haverá uma orientação a ser pedida à Igreja, por causa da sua autoridade divina e religiosa, de modo a que as leis do Estado, seus atos de governo, ou sua ação jurídica não ofendam à lei de Deus.
O papel do Estado é, pois, defender a Igreja, promover o culto católico, possibilitar a ação dos seus missionários na difusão do Evangelho, ensinar a vida honesta aos cidadãos, a concórdia entre as nações, e a salvação de todos.
Eis que o Estado, em mais uma usurpação de poderes, constrange a Igreja na sua função de portadora da salvação aos sãos, aos doentes e aos moribundos. Em vez de chamar a Igreja para auxiliá-lo no alívio das dores causadas pela epidemia mundial, o Estado age como se a reunião de fiéis em torno do altar fosse um espetáculo semelhante a um circo, a um teatro ou a ida ao shopping. O Estado poderia ter conversado com os bispos e organizado um rodízio de grupos pequenos, missas campais com os fiéis mais espalhados ou outras medidas de prevenção. Mas deixa os católicos sem acesso aos sacramentos, o que é um abuso de autoridade. 
Como explicou o Pe. Gleize, da Fraternidade São Pio X, a Igreja pode tolerar medidas de restrição ao culto por conta da epidemia, mas a autoridade sobre o culto, de determinar se os fiéis devem ou não ir ao culto, como assisti-lo, continua sendo dela. A obediência civil que temos realizado faz parte dessa tolerância, mas nossa consciência fica em paz na medida em que conseguirmos promover o acesso aos sacramentos sem contrariar as leis impostas pelo Estado.
Os moribundos e o direito aos Sacramentos
Caso ainda mais grave é a questão da Extrêma-Unção, sacramento administrado aos moribundos, a todos os doentes com risco de morte por alguma doença. É um direito de todo católico. A fé nos ensina que a vida espiritual é outorgada à alma por meio de cerimônias eficazes que realizam a presença na alma de alguma graça específica para a idade ou para a condição da pessoa.
O Batismo realiza na alma o nascimento espiritual. Elimina o obstáculo que impedia a presença de Deus na alma, ou seja, elimina o Pecado Original. E logo a alma renasce pela presença da Santíssima Trindade em si. “Disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o Evangelho a toda a criatura. O que crer e for batizado, será salvo; o que, porém, não crer, será condenado 1.
A Crisma outorga uma mudança real, necessária, de amadurecimento espiritual, tornando a pessoa membro pleno da Igreja Católica, capaz de defender a fé, de combater pela Igreja. “Então Pedro e João impuseram-lhes as mãos, e eles receberam o Espírito Santo.” 2
A Confissão, ouvida pelo sacerdote, e dada a absolvição, de fato limpa a alma dos pecados atuais, conforme o poder dado por Jesus Cristo aos seus Apóstolos e, por eles, a todos os sacerdotes ordenados até o fim dos tempos. «Tendo proferido estas palavras, soprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo. Aqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos 3
A Sagrada Eucaristia que realiza o grande milagre da transubstanciação, nos dá o alimento mais substancial que a alma possa receber: o próprio Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo. “Eu sou o pão da vida. Vossos pais comeram o maná, no deserto, e morreram. Este é o pão que desceu do céu, para que aquele que dele comer não morra. Eu sou o pão vivo, descido do céu. Quem comer deste pão, viverá eternamente; e o pão que eu darei, é a minha carne (que será sacrificada) para a salvação do mundo.” 4
Finalmente, a Extrêma-Unção consagra o corpo doente e enfraquecido, prepara a alma para a travessia desta vida para a outra, ao mesmo tempo que fortalece a alma e muitas vezes lhe dá as forças que os remédios humanos não dão, levantando-a da doença mortal. “Está entre vós algum enfermo? Chame os sacerdotes da Igreja, e estes façam orações sobre ele, ungindo-o com óleo em nome do Senhor; a oração da fé salvará o enfermo e o Senhor o aliviará; se estiver com pecados, ser-lhe-ão perdoados 5.
Estas realidades estão na base da prática religiosa católica. Se pudéssemos compará-la de um modo humano, poderíamos usar um argumento ad hominem, mostrando que a recepção dos Sacramentos está para o católico como o Sábado para o judeu, ou a oração voltado para Meca do muçulmano. Os governantes estão bem longe de atrapalhar o culto dessas outras religiões, mas quando se trata do culto católico, se acham suficientemente fortes para o desprezo e a perseguição mais sorrateira contra os direitos da Santa Igreja.
Hoje os católicos estão morrendo sem o socorro do sacerdote, sem poder receber o ritual que constitui parte essencial do culto, do mesmo modo que os fiéis não recebem dos governos nenhuma compreensão para organizarem idas à igreja que não os façam correr riscos de contaminação. Na França, nesse início de maio, os transportes públicos foram liberados, mas as missas não. O que esses senhores estão pensando? Até quando se rirão de Deus? O metrô de Paris, segundo eles, com seus trens lotados, com seus corredores mal ventilados, contamina menos do que uma igreja?
Todos eles pagarão caro, pois Deus conhece os corações e os rins, e não deixará esses abusos sem a devida vingança.
O dinheiro fácil
Outro aspecto que tem chocado a opinião pública é a “corrida do ouro” na sua versão 2020. Como os governos estão distribuindo bilhões de reais para trabalhadores, empresas e também para as Prefeituras e Estados, as fraudes aparecem de todos os lados. Caso típico aconteceu em algumas cidades do interior, pequenas cidades, onde não havia nenhum contaminado pelo vírus. O governador do Rio de Janeiro resolveu liberar o comércio nessas pequenas cidades. No dia seguinte, seus prefeitos anunciaram 3 contaminados aqui, 4 contaminados acolá... Nas mesmas cidades algumas famílias foram testemunhas de fraude no óbito de algum membro seu. Um rapaz que morrera por uma infecção mal curada de um dente foi anotado como Covid-19, e o processo foi aberto na Justiça contra o hospital que ordenou a fraude. Qual o interesse do hospital? Não sabemos, mas paira no ar essa dúvida: o governo destinou bilhões de reais para Estados e Municípios, para o combate ao Covid-19. O que aconteceria com um município onde não houvessem infectados? Não receberia um centavo!
A polêmica sobre o uso do hidroxicloroquina
O tratamento precoce do Covid19 com a hidroxicloroquina apresentou bons resultados relatados por diversos médicos, que a aplicaram em conjunto com a suplementação do [metal] zinco e o antibiótico Azitromicina. Porém, os jornais insistem em divulgar estudos provando o contrário.
Hidroxicloroquina não reduz mortes ou intubação, mostra estudo.” – Folha de S. Paulo, 9 de maio de 2020.
Uso de hidroxicloroquina para pacientes com coronavírus falha em novo teste”. E na sequência esta explicação no mínimo bizarra: 'Não vimos nenhuma associação entre obter esse medicamento e a chance de morrer ou ser intubado', diz pesquisador. – O Estado de São Paulo, 7 de maio de 2020.
Mas há uma outra realidade, e não podemos deixar de assinalá-la:
O jornal Carta do Piauí, noticia em 10 de maio:
Seguindo protocolos estabelecidos pela conterrânea Doutora Marina Bucar Barjud, que mora em Madri, coordenadora científica da Universidade de Zaragoza, na Espanha, médicos do Hospital Regional Tibério Nunes, em Floriano, interior do Piauí, salvaram oito pacientes do coronavírus com aplicação de um eficiente coquetel à base de hidroxicloroquina, azitromicina e corticóides em fases iniciais dos sintomas da doença.”
Grandes redes de saúde privada no Brasil, como Hapvida, Unimed e PreventSenior, adotaram com sucesso o protocolo de tratamento precoce contra o Covid-19 com base na associação do Hidroxicloroquina com outros medicamentos, fazendo com que muitos pacientes tratados em casa não necessitassem de internação ou de CTI.
O fato é que médicos sérios, especialistas infectologistas adotam tanto uma posição quanto a outra. Não há ainda uma definição quanto à eficácia do uso desse medicamento. O que há é a constatação prática da cura de muitos pacientes pelo uso dele, desde que seja no início dos sintomas, e controlado por médicos.
Os católicos na tormenta
Devemos tirar dessa situação a oportunidade para aprendermos a sofrer com paciência, dando a máxima atenção à vida espiritual. Não há outra solução. O católico deve deixar de lado todos os critérios que norteavam sua vida até fevereiro de 2020: ganhar dinheiro, pagar suas contas, manter seu emprego, procurar o conforto, certa felicidade, nada que lhe obrigasse a grandes esforços. 
Nada disso faz parte, hoje, da nossa vida. Nem o dinheiro, nem o conforto, nem o emprego. A única coisa que resta ao católico é a oração, o espírito de sacrifício, o aprendizado de uma nova forma de vida. Esta nova vida começa pelo desapego dos bens terrenos, das criaturas. Mesmo mantendo nossas afeições e amores dessa vida, devemos exercitar o desapego e o abandono de nossas vidas, e das vidas dos nossos parentes e amigos, nas mãos de Deus, no Coração de Jesus e de Maria. 
O Céu, aquele Paraíso prometido a todos os que viverem na graça de Deus e na prática dos Seus Mandamentos, deve voltar a ser algo de muito concreto e real. Mais ainda: próximo, palpável. Nossos desejos de vida eterna em Deus devem se desenvolver segundo a doutrina mística dos santos doutores, na busca imediata, intensa, humilde, da presença de Deus em todos os momentos da nossa vida. 
Tertium non datur, diz o adágio latino: não há outra opção. Ou mergulhamos na paranoia midiática espúria, cruel, dos que só pensam em ganhar dinheiro e poder; ou nos afastamos de tudo isso, e vamos cuidar de nossas almas, abandonando nosso cuidado a quem, de fato, quer cuidar do nosso corpo e da nossa alma: “Iacta super Dominum curam tuam, e ipse te enutriet – lança teus cuidados no Senhor, e Ele mesmo cuidará de ti”
O que diz a Igreja?
O contraponto da arrogância cientificista que pretende estar acima do bem e do mal, que pretende dar aos técnicos e aos governantes o poder de decidir sobre a sorte dos homens sem levar em consideração as necessidades de suas almas, a Igreja sempre manifestou sua sabedoria e o cuidado com o homem no seu conjunto da alma e do corpo.
Eis o que ensina o Papa Pio XII sobre a necessidade dos médicos de promoverem, juntamente com a saúde do corpo, a preocupação com a vida espiritual dos seus doentes:
“O médico não corresponderia plenamente ao ideal da sua vocação se, aproveitando-se dos mais recentes progressos da ciência e da arte medicinal, ele só usasse no seu exercício, de sua inteligência e de sua habilidade, sem utilizar igualmente – nós diríamos, sobretudo – seu coração de homem, sua delicadeza impregnada da caridade do católico. Ele não age in anima vili – de modo irracional; ele age diretamente sobre o corpo, é verdade, mas um corpo animado por uma alma imortal, espiritual, e em virtude da misteriosa e indissolúvel união entre o físico e o moral, ele só age de modo eficaz sobre o corpo se age, ao mesmo tempo, sobre o espírito. (...)
A moral natural e cristã, enfim, mantém em todo domínio seus direitos imprescritíveis; deles, e não das considerações da sensibilidade, da filantropia materialista, naturalista, provêm os princípios essenciais da deontologia médica: dignidade do corpo humano, preeminência da alma sobre o corpo, irmandade entre todos os homens, domínio soberano de Deus sobre a vida e sobre nosso destino” 6.
Ninguém pretende deixar de lado as medidas preventivas de higiene e de cuidados para evitar o melhor possível o contágio do Covid-19, mas é necessário que os governos e os médicos permitam que os católicos sejam acompanhados por seus padres, na doença e na morte, que possam se confessar dos seus pecados e aliviar sua consciência, que possam receber a unção do óleo ritual que consagrará seu corpo, que o ajudará a oferecer sua vida nas mãos do Criador, se essa for a Sua santa vontade. O mesmo Pio XII fala sobre o flagelo da contaminação:
“Com frequência, com muita frequência, infelizmente, o medo esteve na origem de muitas medidas prudenciais, e em razão desta origem, excedem os limites traçados pela própria prudência. No caso presente, a defesa, em si legítima, contra um perigo iminente de contágio levou, no curso da história, à adoção de leis rigorosas cuja execução, ainda mais rigorosas, chegando à crueldade, só poderia se explicar pelo pânico das populações. (...)
As medidas de quarentenas, em certas ocasiões terríveis pelo longo tempo tanto quanto pela severidade, não submetiam os homens a uma situação física e moral lamentável, sem falar nos prejuízos sofridos pela economia pública? Graças a Deus que, ao criar o homem à sua imagem, (o Criador) pôs no coração um instinto natural de bondade e, uma vez passado o primeiro movimento de terror irracional, uma vez recuperado o sangue-frio, procuraram conciliar do melhor modo possível, os deveres de humanidade com as medidas de segurança comum 7.
Infelizmente os atuais governantes, políticos, empresários, jornalistas, não parecem compreender essa simples noção, tão básica para o católico: “De que vale ganhar a vida e perder sua alma”? 8
  1. 1.Mc 16, 15
  2. 2.At 8, 17.
  3. 3.Jo 20, 22.
  4. 4.Jo 6, 48.
  5. 5.Tg 5,14.
  6. 6.Papa Pio XII, Discurso no 4º Congresso Internacional de Médicos Católicos – 29 de setembro de 1949.
  7. 7.Discurso de Pio XII na Assembleia Mundial da Saúde – 27 de junho de 1949.
  8. 8.S. Marcos, 8, 36.