terça-feira, abril 30, 2019

Não, os portugueses não invadiram o Brasil

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Não, os portugueses não invadiram o Brasil. Os portugueses fundaram o Brasil. Antes dos portugueses, aqui não havia um país.

As pessoas tem um visão romântica dos índios, baseada em parte na perspectiva iluminista do "bom selvagem" e na historiografia brasileira que insiste em desvalorizar nossas raízes européias.

Vamos falar um pouco sobre os índios: 
- eram bárbaros na idade da pedra em pleno século XVI; 
- não tinham roda;
- não tinham língua escrita;
- não praticavam agricultura (ou seja, eles não eram amantes da natureza, viviam dela, a exauriam, caçavam, mas não semeavam, não plantavam, nem criavam animais);
- praticavam sacrifícios humanos ritualísticos em que retiravam o coração da vítima ainda pulsando de seu peito;
- praticavam canibalismo e infanticídio; 
- entravam em guerra uns com os outros, as tribos rivais matavam-se umas as outras, e a tribo vencedora escravizava (inclusive sexualmente as mulheres) e canibalizava a tribo derrotada.

Portugal foi primeiro país europeu a consolidar um reino unificado, ainda no século XIV, ou seja, 500 anos antes de Alemanha e da Itália.

Foram os mais importantes desbravadores da história das grandes navegações de todos os tempos, tendo sido o navegador Vasco da Gama o primeiro a contornar o périplo africano.

Legaram ao mundo incomensurável patrimônio artístico, cultural e literário. Nosso idioma é um dos mais ricos, axiomáticos, sintaxiológicos e poéticos do mundo, que infelizmente segue desvalorizado tanto pelas pedagogias modernas quanto pela insipiência generalizada.

Sim, os portugueses descobriram o Brasil, trouxeram para cá a civilização. Salve Pedro Álvares Cabral!

(Deyvid - 22/04/2017)

quarta-feira, abril 24, 2019

A nova tecnologia Illuminati inspirada em demônios

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Trans-humanismo, máquinas tomando o lugar de seres humanos. Acha que isso não vai acontecer ou está longe demais de acontecer? Infelizmente já está acontecendo e a tendência é aumentar muito. Tudo isso regado com muito satanismo. É, meus irmãos, o caminho do Anti-Cristo está bem pavimentado. Assista este vídeo para entender a questão. Não sou pessimista, sou realista.

Assista:


terça-feira, abril 23, 2019

Ciência Cognitiva e Educação: O Construtivismo não funciona.

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Aula ministrada pelo professor Dr. Vitor Geraldi Haase. Saiba porquê o Construtivismo não funciona.


Comentários Eleison: Restaurando a Autoridade

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Comentários Eleison – por Dom Williamson
Número DCXIV (614) - (22 de abril de 2019):


RESTAURANDO A AUTORIDADE


Filhos amados da vara não são poupados.
Por sermos por Deus amados, todos estamos para ser açoitados.


Enquanto o pagão pós-cristão Jean-Jacques Rousseau (1712-1778) afirmava que o homem seria por natureza um animal antissocial, de modo que a sociedade humana seria essencialmente artificial, o pagão pré-cristão Aristóteles (384-322), um homem muito mais sábio, sabia que a sociedade é natural, porque o homem é, por natureza, um animal social (observem como se reúne com seus semelhantes desde o amanhecer até o anoitecer, em todos os modos de sociedades humanas, especialmente nos da família humana). Mas todo homem possui livre-arbítrio, de modo que todos esses tipos de sociedades devem ter alguém com autoridade para coordenar esses livre-arbítrios que, por si mesmos, são susceptíveis de dissociar-se. Portanto, toda sociedade precisa de autoridade, tão natural e necessária para o homem como o é a sociedade. Vejam como o centurião romano reconhece Nosso Senhor como um homem de autoridade por seu próprio exercício de autoridade no exército romano (Mt VIII, 8-9).

Mas sendo a autoridade tão natural para os homens quanto a sua natureza social, e sendo a sua natureza social proveniente de Deus, então toda a autoridade entre os homens deve vir em última instância de Deus (cf. Efésios III, 15), e é por isso que nesse ocaso do mundo em que quase toda a humanidade dá as costas para Deus, os homens também estão-se rebelando contra todo tipo de autoridade, e todos os tipos de autoridade estão-se tornando cada vez mais frágeis. Por exemplo, não é cada vez mais comum hoje em dia que as esposas declarem independência de seus maridos e que os filhos governem seus pais? Isso não é natural em nenhum sentido verdadeiro da palavra, mas atualmente é cada vez mais comum, porque a revolta contra a autoridade está na corrente sanguínea de todos nós. Então, como a autoridade pode ser restaurada? Temos um exemplo divino no livro de Números (capítulo 16) do Antigo Testamento.

Moisés e seu irmão Aarão eram os líderes político e religioso, respectivamente, do povo israelita para trazê-los do Egito à Terra Prometida. Ambos haviam sido designados por Deus, como o povo bem o sabia, mas os israelitas eram um povo orgulhoso e de dura cerviz, e chegou o momento no deserto quando Coré, primo de Aarão, que tinha inveja de seus privilégios, instigou outros duzentos e cinquenta levitas e dois líderes rubenitas, Datã e Abirão, a se rebelarem, e o povo se levantou em tumulto atrás deles contra a autoridade de Moisés e Aarão. Estes dois imediatamente apelaram ao Senhor, que lhes disse que reunissem o povo no dia seguinte em frente ao Tabernáculo. Então Moisés falou ao povo para afastar-se das tendas de Datã e Abirão, que estavam ali com suas famílias, onde a terra se abriu e tragou os revolucionários, enviando-os diretamente ao inferno. Outro fogo de Deus devorou então ​​Coré e seus duzentos e cinquenta levitas que exigiam privilégios e prestígio dados por Deus somente à família de Aarão.

Dessa maneira o próprio Deus demonstrou a quem Ele havia dado autoridade sobre os israelitas. A autoridade era tão importante para os israelitas no deserto porque, apesar da milagrosa travessia do Mar Vermelho (Êxodo XIV), eles ainda estavam ansiando pelas cebolas do Egito, e Datã estava reclamando das dificuldades do deserto (Núm. XVI, 13 -14). Moisés, no entanto, não era tirano, mas o mais gentil dos homens (Núm. XII, 3), e Aarão não havia feito mal ao povo (Núm. XVI, 11). No entanto, se Deus não tivesse recorrido a uma punição extrema dos rebeldes, pode-se perguntar se Moisés e Arão teriam sido capazes de levar os israelitas à Terra Prometida. Teria podido algo menos que isso ter restaurado sua autoridade? Do modo como foi, é fácil imaginar que, após o duplo castigo milagroso, nenhum israelita estivesse com pressa de desobedecer a Moisés ou a Aarão!

Em 2019, o materialismo desenfreado em todo o mundo está fazendo com que cada vez menos seres humanos acreditem em Deus, e menos ainda O levem a sério. A ciência e a tecnologia parecem garantir a boa vida para todos nós, então quem ainda precisa de Deus? E sem Ele, toda a base da autoridade desapareceu, e a autoridade em todas as formas da sociedade humana está desvanecendo no ar, mas especialmente na Igreja Católica. Ademais, o neomodernismo mantém suas vítimas em tal controle que elas são virtualmente inconvertíveis, estando persuadidas de que seguem sendo católicas. Como a Igreja pode sobreviver? Se a autoridade católica haverá de ser restaurada antes do fim do mundo, não será necessário outro milagroso e mortal fogo do Céu, como aconteceu com Datã, Coré e Abirão? De Deus não se escarnece (Gálatas VI, 7).
                                                                                                                                        
                                                                                                                                           Kyrie eleison.

terça-feira, abril 16, 2019

Alguns motivos para ter nojo de Paulo Freire

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Em 2012, Paulo Freire foi nomeado pelo PT como o patrono da educação brasileira. E, de fato, ele é mesmo. Ele realmente é o patrono da fracassada educação brasileira, a mesma que está nas piores colocações nos ranks internacionais relacionados à educação. Antes de morrer de infarto, Freire conseguiu plantar no Brasil as sementes cancerígenas que foram regadas por uma horda de vigaristas travestidos de educadores e professores, que formaram (e continuam formando) milhões de militantes esquerdistas e analfabetos funcionais.
O título deste artigo poderia ser “A Opressão da Pedagogia de Paulo Freire – parte 2”, pois ele tem por objetivo continuar a desmascarar o charlatanismo disfarçado de “pedagogia libertadora” que Freire propôs em 1968, enquanto ele estava exilado do Brasil. Se você quiser ler a primeira parte do artigo, basta acessar este link: https://olharatual.com.br/a-opressao-da-pedagogia-de-paulo-freire/ .
Freire foi preso em 1964 porque seu método de alfabetização de adultos foi considerado subversivo pelos militares. O tão famoso “método revolucionário” de alfabetização de adultos que ele criou não passava de uma fraude! E essa fraude é amplamente idolatrada até hoje em várias universidades brasileiras. E não é à toa que seu método foi considerado subversivo: Paulo Freire nunca foi um educador, e sim um teórico político e ideológico que defendia publicamente a utopia comunista e regimes socialistas. Resumindo: Paulo Freire não passou de um grande propagandista das ideias marxistas. Ele viveu disso e ganhou muito dinheiro com o comunismo (que bela empreitada capitalista, não?).
Na Pedagogia do Oprimido, Freire rotula as pessoas em duas categorias: a dos oprimidos e a dos opressores. Segundo Freire, os “oprimidos” precisam recuperar a humanidade deles, mas sem a ajuda de seus “opressores”, pois eles são desumanos e distribuem “falsas caridades”. Ele deixa bem claro em seu ensaio que todo “opressor” é desumano. Se você pretende conhecer quem realmente é a pessoa x, então você deve deixar seus discursos de lado e estudar quem são seus inimigos . No caso de Freire, seus inimigos são os opressores. Mas quem são os opressores, afinal? Será que, de fato, eles são prejudiciais à sociedade? Conforme eu lia seu ensaio, fui descobrindo quem são os tais opressores que Freire tanto condena.
No primeiro capítulo da Pedagogia do Oprimido, Freire repudia e condena totalmente as pessoas e instituições que fazem caridades (está claro que, para ele, elas são opressoras). Segundo Freire, aquele que dá esmola ou alguma ajuda à pessoas carentes ou moradores de rua está apenas preservando a ordem social que mantém os opressores no poder. Freire repudia radicalmente essas ajudas voluntárias e escreve que elas não passam de “falsas generosidades”. Se você dá um pedaço de pão para algum mendigo, você é um opressor que está mantendo o status quo opressor. Segue abaixo a parte do seu ensaio que mostra claramente o repúdio que ele apresentou em relação aos atos voluntários de dar esmolas:
Os opressores, falsamente generosos, têm necessidade, para que a sua “generosidade” continue tendo oportunidade de realizar-se, da permanência da injustiça. A “ordem” social injusta é a fonte geradora, permanente, desta “generosidade” que se nutre da morte, do desalento e da miséria.
Daí o desespero desta “generosidade”diante de qualquer ameaça, embora tênue, à sua fonte. Não pode jamais entender esta “generosidade” que a verdadeira generosidade está em lutar para que desapareçam as razões que alimentam o falso amor. A falsa caridade, da qual decorre a mão estendida do “demitido da vida”, medroso e inseguro, esmagado e vencido. Mão estendida e trêmula dos esfarrapados do mundo, dos “condenados da terra”. A grande generosidade está em lutar para que, cada vez mais, estas mãos, sejam de homens ou de povos, se estendam menos em gestos de súplica. Súplica de humildes a poderosos. E se vão fazendo, cada vez mais, mãos humanas, que trabalhem e transformem o mundo. Este ensinamento e este aprendizado têm de partir, porém, dos “condenados da terra”, dos oprimidos, dos esfarrapados do mundo e dos que com eles realmente se solidarizem. Lutando pela restauração de sua humanidade estarão, sejam homens ou povos, tentando a restauração da generosidade verdadeira.
Quem, melhor que os oprimidos, se encontrará preparado para entender o significado terrível de uma sociedade opressora? Quem sentirá, melhor que eles, os efeitos da opressão? Quem, mais que eles, para ir compreendendo a necessidade da libertação?Libertação a que não chegarão pelo acaso, mas pela práxis de busca; pelo conhecimento e reconhecimento da necessidade de lutar por ela.
E, logo em seguida, Freire adiciona uma nota de rodapé para tentar sustentar sua tese:
Talvez dês esmolas. Mas, de onde as tiras, senão de tuas rapinas cruéis, do sofrimento, das lágrimas, dos suspiros? Se o pobre soubesse de onde vem o teu óbolo, ele o recusaria porque teria a impressão de morder a carne de seus irmãos e de sugar o sangue de seu próximo. Ele te diria estas palavras corajosas: não sacies a minha sede com as lágrimas de meus irmãos. Não dês ao pobre o pão endurecido com os soluços de meus companheiros de miséria. Devolve a teu semelhante aquilo que reclamaste e eu te serei muito grato. De que vale consolar um pobre, se tu fazes outros cem? São Gregório de Nissa (330-395), “Sermão contra os usuários”.
Nota: São Gregório de Nissa não tem nenhuma relação com a tese marxista que Freire defendeu em seu ensaio. Freire usou o sermão acima para tentar confundir o leitor desatento. O leitor atento provavelmente percebeu que Freire adicionou em seu ensaio – A Pedagogia do Oprimido – várias notas de rodapé que foram retiradas de seu respectivos contextos. Ele fez isso para tentar enganar o leitor e justificar suas ideias vigaristas.
Vamos fazer um rápido exercício seguindo o mesmo raciocínio que Freire usou para escrever sua pedagogia “libertadora”: Imagine que um empresário ajudou um usuário de crack que morava na rua a se libertar de seu vício e ainda ofereceu um emprego para ele. Agora o ex-drogado é um novo homem, que trabalha na empresa do mesmo homem que ajudou ele a sair da miséria. Usando o raciocínio freireano, o empresário é um opressor desumano, porque ele está alienando o ex-drogado. Ele largou as drogas para fazer parte da “sombra do opressor”, e não conseguiu “se libertar”. Será que eu sou o único que não concorda com as asneiras que Freire escreveu?
Em seu ensaio, Freire defende a seguinte tese: a única maneira de “libertar” os oprimidos da realidade opressora é através de uma revolução. Essa revolução só ocorrerá se cada oprimido refletir sobre sua realidade opressora e se unir com outros oprimidos, para que juntos eles possam lutar contra seus opressores. Para isso, a ordem social deve ser destruida e, logo em seguida, transformada. Esse é o clássico discurso marxista que vários ditadores socialistas usaram. Freire fez questão de citar Lênin, Mao, Fidel Castro e vários autores marxistas em seu ensaio, e a admiração que ele demonstra quando cita esses psicopatas é bastante visível. Ele preferiu omitir as torturas e as milhões de mortes que os regimes socialistas causaram. Mas o que esperar de um homem que admirava Jesus Cristo e Karl Marx simultaneamente? Acho que Freire esqueceu que Marx falava que o cristianismo é o ópio do povo…
Só para fazer você refletir um pouco sobre o legado do “maravilhoso” ditador Fidel Castro (que Freire admirava), vou citar alguns dados que foram apresentados pelo economista Armando M. Lago, que estudou e investigou durante anos a ditadura castrista. Os números, que abrangem o período de 1959 até 2004, foram publicados no “Livro Negro da Revolução Cubana”:
Fuzilados: 5.621. Assassinados extrajudicialmente: 1.163. Presos políticos mortos no cárcere por maus tratos, falta de assistência médica ou causas naturais: 1.081. Guerrilheiros anticastristas mortos em combate: 1.258. Soldados cubanos mortos em missões no exterior: 14.160. Mortos ou desaparecidos em tentativas de fuga do país: 77.824. Civis mortos em ataques químicos em Mavinga, Angola: 5.000. Guerrilheiros da Unita mortos em combate contra tropas cubanas: 9.380. Total: 115.127. Cada ditador que Freire citou foi responsável por um número de mortos tão assustador quanto o do regime castrista.
Segundo Freire, muitos oprimidos possuem um “trágico dilema” que impede que eles sejam “libertados” da situação opressora. O dilema ocorre quando o “oprimido” acredita que irá se “libertar” se transformando num novo “opressor”. Para exemplificar tal dilema, ele cita as ambições que muitos camponeses possuem: “(…) querem a reforma agrária, não para se libertarem, mas para passarem a ter terra e, com esta, tornar-se proprietários ou, mais precisamente, patrões de novos empregados.“. Essa é a “contradição” que Freire condena e fala que deve ser superada, pois o camponês que trabalhou duro e conseguiu posteriormente ser um grande proprietário de terras se transformou num novo opressor.
Freire demonstra ter uma visão muito equivocada e estereotipada da realidade. Ele faz generalizações irracionais e ridículas. Para ele, Fulano só é pobre e oprimido porque Sicrano é rico e opressor. Na mentalidade dele e de vários outros esquerdistas, os proprietários de terras e os empresários são desumanos, opressores e não precisam servir ninguém. Freire esqueceu que nosso amigo Sicrano não é o “rei da cocada preta”, porque ele também precisa servir a alguém! Usando o mesmo exemplo que ele citou em seu ensaio, o ex-camponês (que antes recebia ordens de seu chefe e que, posteriormente, conseguiu ter sua própria terra e seu próprio negócio) passou a servir seus clientes. Ou seja, seus novos chefes são seus fregueses, pois são eles que consomem os alimentos que são vendidos pela empresa dele. E entre seus fregueses estão os próprios “oprimidos”! E isso sem contar os vários outros compromissos que ele passou a ter (com governo, com seus fornecedores, etc).
Muitos professores universitários, pedagogos e estudantes admiram até hoje as nojeiras que Freire publicou. Paulo Freire não passou de um charlatão socialista que, infelizmente, ganhou um notável prestígio na educação brasileira. Usar um ensaio socialista como o de Freire para formar professores não poderia gerar outra coisa além de “vítimas sociais” analfabetas funcionais. Viva Paulo Freire!

Fonte; Olhar Atual

segunda-feira, abril 15, 2019

Paulo Freire: Uma Fraude Educacional

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Por David Vieira


Freirianismo ou Plágio?

O Método Laubach de alfabetização de adultos foi criado pelo missionário protestante norte-americano Frank Charles Laubach (1884-1970). Desenvolvido por Laubach nas Filipinas, em 1915, subseqüentemente foi utilizado com grande sucesso em toda a Ásia e em várias partes da América Latina, durante quase todo o século XX.

Em 1915, Frank Laubach (foto) fora enviado por uma missão religiosa à ilha de Mindanao, nas Filipinas, então sob o domínio norte-americano, desde o final da guerra EUA/Espanha. A dominação espanhola deixara à população filipina uma herança de analfabetismo total, bem como de ódio aos estrangeiros.

A população moura filipina era analfabeta, exceto os sacerdotes islamitas, que sabiam ler árabe e podiam ler o Alcorão. A língua maranao (falada pelos mouros) nunca fora escrita. Laubach enfrentava, nessa sua missão, um problema duplo: como criar uma língua escrita, e como ensinar essa escrita aos filipinos, para que esses pudessem ler a Bíblia. A existência de 17 dialetos distintos, naquele arquipélago, dificultava ainda mais a tarefa em meta.

Com o auxílio de um educador filipino, Donato Gália, Laubach adaptou o alfabeto inglês ao dialeto mouro. Em seguida adaptou um antigo método de ensino norte-americano, de reconhecimento das palavras escritas por meio de retratos de objetos familiares do dia-a-dia da vida do aluno, para ensinar a leitura da nova língua escrita. A letra inicial do nome do objeto recebia uma ênfase especial, de modo que aluno passava a reconhecê-la em outras situações, passando então a juntar as letras e a formar palavras.

Utilizando essa metodologia, Laubach trabalhou por 30 anos nas Filipinas e em todo o sul da Ásia. Conseguiu alfabetizar 60% da população filipina, utilizando essa mesma metodologia. Nas Filipinas, e em toda a Ásia, um grupo de educadores, comandado pelo próprio Laubach, criou grafias para 225 línguas, até então não escritas. A leitura dessas línguas era lecionada pelo método de aprendizagem acima descrito. Nesse período de tempo, esse mesmo trabalho foi levado do sul da Ásia para a China, Egito, Síria, Turquia, África e até mesmo União Soviética. Maiores detalhes da vida e trabalho de Laubach podem ser lidos na Internet, no site Frank Laubach.

Na América Latina, o método Laubach foi primeiro introduzido no período da 2ª Guerra Mundial, quando o criador do mesmo se viu proibido de retornar à Ásia, por causa da guerra no Pacífico. No Brasil, este foi introduzido pelo próprio Laubach, em 1943, a pedido do governo brasileiro. Naquele ano, esse educador veio ao Brasil a fim de explicar sua metodologia, como já fizera em vários outros países latino-americanos.

Lembro-me bem dessa visita, pois, ainda que fosse muito jovem, cursando o terceiro ano Ginasial, todos nós estudantes sabíamos que o analfabetismo no Brasil ainda beirava a casa dos 76% - o que muito nos envergonhava - e que este era o maior empecilho ao desenvolvimento do país.

A visita de Laubach a Pernambuco causou grande repercussão nos meios estudantis. Ele ministrou inúmeras palestras nas escolas e faculdades – não havia ainda uma universidade em Pernambuco - e conduziu debates no Teatro Santa Isabel. Refiro-me apenas a Pernambuco e ao Recife, pois meus conhecimentos dos eventos naquela época não iam muito além do local onde residia.

Houve também farta distribuição de cartilhas do Método Laubach, em espanhol, pois a versão portuguesa ainda não estava pronta. Nessa época, a revista Seleções do Readers' Digest publicou um artigo sobre Laubach e seu método - muito lido e comentado por todos os brasileiros de então, que, em virtude da guerra, tinham aquela revista como único contato literário com o mundo exterior.

Naquele ano, de 1943, o Sr. Paulo Freire já era diretor do Sesi, de Pernambuco - assim ele afirma em sua autobiografia - encarregado dos programas de educação daquela entidade. No entanto, nessa mesma autobiografia, ele jamais confessa ter tomado conhecimento da visita do educador Laubach a Pernambuco. Ora, ignorar tal visita seria uma impossibilidade, considerando-se o tratamento VIP que fora dado àquele educador norte-americano, pelas autoridades brasileiras, bem como pela imprensa e pelo rádio, não havendo ainda televisão. Concomitante e subitamente, começaram a aparecer em Pernambuco cartilhas semelhantes às de Laubach, porém com teor filosófico totalmente diferente. As de Laubach, de cunho cristão, davam ênfase à cidadania, à paz social, à ética pessoal, ao cristianismo e à existência de Deus. As novas cartilhas, utilizando idêntica metodologia, davam ênfase à luta de classes, à propaganda da teoria marxista, ao ateísmo e a conscientização das massas à sua “condição de oprimidas”. O autor dessas outras cartilhas era o genial Sr. Paulo Freire, diretor do Sesi, que emprestou seu nome à essa “nova metodologia" - da utilização de retratos e palavras na alfabetização de adultos - como se a mesma fosse da sua autoria.

Tais cartilhas foram de imediato adotadas pelo movimento estudantil marxista, para a promulgação da revolução entre as massas analfabetas. A artimanha do Sr. Paulo Freire "pegou", e esse método é hoje chamado Método Paulo Freire, tendo o mesmo sido apadrinhado por toda a esquerda, nacional e internacional, inclusive pela ONU.

No entanto, o método Laubach – o autêntico - fora de início utilizado com grande sucesso em Pernambuco, na alfabetização de 30.000 pessoas da favela chamada "Brasília Teimosa", bem como em outras favelas do Recife, em um programa educacional conduzido pelo Colégio Presbiteriano Agnes Erskine, daquela cidade. Os professores eram todos voluntários. Essa foi a famosa Cruzada ABC, que empolgou muita gente, não apenas nas favelas, mas também na cidade do Recife, e em todo o Estado. Esse esforço educacional é descrito em seus menores detalhes por Jules Spach, no seu recente livro, intitulado, Todos os Caminhos Conduzem ao Lar (2000).

O Método Laubach foi também introduzido em Cuba, em 1960, em uma escola normal em Bágamos. Essa escola pretendia preparar professores para a alfabetização de adultos. No entanto, logo que Fidel Castro assumiu o controle total do poder em Cuba, naquele mesmo ano, todas as escolas foram nacionalizadas, inclusive a escola normal de Bágamos. Seus professores foram acusados de “subversão”, e tiveram de fugir, indo refugiar-se em Costa Rica, onde continuaram seu trabalho, na propagação do Método Laubach, criando então um programa de alfabetização de adultos, chamado Alfalit.

A organização Alfalit foi introduzida no Brasil, e reconhecida pelo governo brasileiro como programa válido de alfabetização de adultos. Encontra-se hoje na maioria dos Estados: Santa Catarina (1994), Alagoas, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Sergipe, São Paulo, Paraná, Paraíba e Rondônia (1997); Maranhão, Pará, Piauí e Roraima (1998); Pernambuco e Bahia (1999).

A oposição ao Método Laubach ocorreu desde a introdução do mesmo, em Pernambuco, no final da década de 1950. Houve tremenda oposição da esquerda ao mencionado programa da Cruzada ABC, em Pernambuco, especialmente porque o mesmo não conduzia à luta de classes, como ocorria nas cartilhas plagiadas do Sr. Paulo Freire. Mais ainda, dizia-se que o programa ABC estava "cooptando" o povo, comprando seu apoio com comida, e que era apenas mais um programa “ïmperialista”, que tinha em meta unicamente "dominar o povo brasileiro".

Como a fome era muito grande na Brasília Teimosa, os dirigentes da Cruzada ABC, como maneira de atrair um maior número de alunos para o mesmo, se propuseram criar uma espécie de "bolsa-escola" de mantimentos. Era uma cesta básica, doada a todos aqueles que se mantivessem na escola, sem nenhuma falta durante todo o mês. Essa bolsa-escola tornou-se famosa no Recife, e muitos tentavam se candidatar a ela, sem serem analfabetos ou mesmo pertencentes à comunidade da Brasília Teimosa. Bolsa-escola fora algo proposto desde os dias do Império, conforme pode-se conferir no livro de um educador do século XIX, Antônio Almeida, intitulado O Ensino Público, reeditado em 2003 pelo Senado Federal, com uma introdução escrita por este Autor.

No entanto, a idéia da bolsa-escola foi ressuscitada pelo senhor Cristovam Buarque, quando governador de Brasília. Este senhor, que é pernambucano, fora estudante no Recife nos dias da Cruzada ABC, tão atacada pelos seus correligionários de esquerda. Para a esquerda recifense, doar bolsa-escola de mantimentos era equivalente a "cooptar" o povo. Em Brasília, como “idéia genial do Sr. Cristovam Buarque”, esta é hoje abençoada pela UNESCO, espalhada por todo o mundo e não deixa de ser o conceito por trás do programa Fome Zero, do ilustre Presidente Lula.

O sucesso da campanha ABC – que incluía o Método Laubach e a bolsa-escola - foi extraordinário, sendo mais tarde encampado pelo governo militar, sob o nome de MOBRAL. Sua filosofia, no entanto, foi modificada pelos militares: os professores eram pagos e não mais voluntários, e a bolsa-escola de alimentos não mais adotada. Este novo programa, por razões óbvias, não foi tão bem sucedido quanto a antiga Cruzada ABC, que utilizava o Método Laubach.

A maior acusação à Cruzada ABC, que se ouvia da parte da esquerda pernambucana, era que o Método Laubach era "amigo da ignorância" - ou seja, não estava ligado à teoria marxista, falhavam em esclarecer seus detratores - e que conduzia a “um analfabetismo maior”, ou seja, ignorava a promoção da luta de classes, e defendia a harmonia social. Recentemente, foi-me relatado que o auxílio doado pelo MEC a pelo menos um programa de alfabetização no Rio de Janeiro – que utiliza o Método Laubach, em vez do chamado “Método Paulo Freire” - foi cortado, sob a mesma alegação: que o Método Laubach estaria "produzindo o analfabetismo” no Rio de Janeiro. Em face da recusa dos diretores do programa carioca, de modificarem o método utilizado, o auxílio financeiro do MEC foi simplesmente cortado.

Não há dúvida que a luta contra o analfabetismo, em todo o mundo, encontrou seu instrumento mais efetivo no Método Laubach. Ainda que esse método hoje tenha sido encampado sob o nome do Sr. Paulo Freire. Os que assim procederam não apenas mudaram o seu nome, mas também o desvirtuaram, modificando inclusive sua orientação filosófica. Concluindo: o método de alfabetização de adultos, criado por Frank Laubach, em 1915, passou a ser chamado de “Método Paulo Freire”, em terras tupiniquins. De tal maneira foi bem sucedido esse embuste, que hoje será quase que impossível desfazê-lo.

O autor é historiador - David Vieira

BIBLIOGRAFIA:

AYRES, Antônio Tadeu. Como tornar o ensino eficaz. Casa Publicadora das Assembléias de Deus, Rio de Janeiro, 1994. 
BRINER, Bob. Os métodos de administração de Jesus. Ed. Mundo Cristão, S.P., 1997. 
CAMPOLO, Anthony. Você pode fazer a diferença. Ed. Mundo Cristão, SP, 1985. 
GONZALES, Justo e COOK, Eulália. Hombres y Ángeles. Ed. Alfalit, Miami, 1999. 
GONZALES, Justo. História de un milagro. Ed. Caribe, Miami (s.d.). 
GONZALES, Luiza Garcia de. Manual para preparação de alfabetizadores voluntários. 3ª ed., Alfalit Brasil, Rio de Janeiro, 1994. 
GREGORY, John Milton. As sete leis do ensino. 7ª ed., Rio de Janeiro, JUERP, 1994. 
HENDRICKS, Howard. Ensinando para transformar vidas. Ed. Betânia, Belo Horizonte, 1999. LAUBACH, Frank C.. Os milhões silenciosos falam. s. l., s.e., s.d. 
MALDONADO, Maria Cereza. História da vida inteira. Ed. Vozes, 4ª ed., S.P., 1998. 
SMITH, Josie de. Luiza. Ed. la Estrella, Alajuela, Costa Rica, s.d. 
SPACH, Jules, Todos os Caminhos Conduzem ao Lar, Recife, PE, 2000.

Comentários Eleison: Lições da Semana Santa

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Comentários Eleison – por Dom Williamson
Número DCXIII (613) - (13 de abril de 2019):


LIÇÕES DA SEMANA SANTA


Da Cruz de Nosso Senhor brotou Seu preciosíssimo Sangue,
E água, em um dilúvio divinamente purificador.

Não há leitura do Evangelho tão rica em lições como as da Semana Santa. Aqui estão algumas referências da Paixão de Nosso Senhor, citadas em ordem cronológica, que têm uma relevância particular para o nosso próprio tempo, o da Paixão de Sua Igreja.

Lc XIX, 40: “Se estes (discípulos) se calarem, as pedras clamarão!” – Quando Jesus está prestes a entrar em Jerusalém no Domingo de Ramos, a multidão o louva em voz alta. Os fariseus reclamam do barulho. Mas a verdade de Deus será ouvida. Quando a FSSPX silencia para agradar aos romanos, alguém deve dizer as verdades que ela costumava dizer.

Jo. XVII, 15: “Eu não rogo para que os tire do mundo, mas para que os preserve do mal”. Depois da Última Ceia, pouco antes de deixar o Cenáculo, Jesus ora ao Pai Celestial por Seus Apóstolos, mas não para que a vida seja facilitada para eles. Então, por que a vida deveria ser facilitada para os católicos hoje?

Mt. XXVI, 31: “Ferirei o pastor, e as ovelhas do rebanho serão dispersadas”. No Monte das Oliveiras, Jesus disse a Seus apóstolos que todos eles cairiam, e citou o Velho Testamento (Zc. XIII, 7). Hoje, com o Papa paralizado em sua fé, toda a Igreja Católica está mais ou menos paralizada.

Mt. XXVI, 41: “Vigiai e orai”. No Jardim do Getsêmani, onde Jesus está prestes a ser traído, Ele adverte Seus Apóstolos para que se preparem em oração para a hora de sua provação. Ele não diz somente “orai”, nem diz exatamente “orai e vigiai”, mas “vigiai e orai”, porque se não mantiverem os olhos abertos, se deixarem de vigiar, também deixarão de orar. Hoje parece iminente uma hora de provação suprema da Igreja.

Jo. XVIII, 6: “Quando Jesus lhes disse: 'Eu sou', eles recuaram e caíram por terra”. Enquanto a polícia do Templo se aproxima de Jesus, ele se identifica sem medo, e por um momento deixa escapar uma única centelha de seu poder divino – todos eles desabam. Outra dessas centelhas poderia instantaneamente resgatar a Igreja hoje, mas isso não ganharia os corações dos homens. A provação de hoje da Igreja deve-se cumprir.

Mt. XXVI, 52: “Embainha a tua espada, porque todos os que usarem a espada, pela espada morrerão”. Pedro é viril, ama seu Mestre, quer absolutamente defendê-lo, mas não o compreendeu – Jesus será o Rei de Copas, não o Valete e Paus. Os homens viris de hoje buscam qualquer ação para defender a Igreja, pois não se contentam em “somente” orar; mas que orem, ou do contrário fugirão, como fizeram os Apóstolos (v. 56).

Lc XXII, 53: “Esta é a vossa hora e do poder das trevas”. Jesus está prestes a ser capturado pela polícia do Templo. Gentilmente se queixa de que não O prenderam à luz do dia, quando Ele estava pregando abertamente no Templo, mas tiveram de capturá-Lo à noite, quando não estava mais cercado por multidões para protegê-Lo. Nunca em toda a história Ele esteve tão abandonado, nem os tempos tinham sido tão obscuros como hoje.

Mt. XXVII, 25: “E todo o povo respondeu: ‘O seu sangue caia sobre nós e sobre nossos filhos!’. Então Pilatos soltou para eles Barrabás, e tendo açoitado Jesus, entregou-O para ser crucificado”. Claramente, o “povo” aqui não são somente os “sumos sacerdotes e os anciãos” que “persuadiram o povo a pedir por Barrabás e para matar Jesus” (v.26), foi toda a multidão diante de Pilatos, prestes a amotinar-se (v.24), o que fez Pilatos ceder ao clamar para eles e para a descendência deles a responsabilidade pelo deicídio (a morte de Deus em sua natureza humana).

Ora, essa multidão era esmagadoramente judia, e a multidão se identificou como tal ("Nós e nossos filhos"). Portanto, a culpa pelo deicídio recai sobre aqueles descendentes, a menos que e até que coletivamente reconheçam e adorem seu próprio e verdadeiro Messias; mas as Escrituras dizem que isso só acontecerá no fim do mundo (por exemplo, Rom. XI, 25-27). Como um verdadeiro católico, Leão XIII (1878-1903) pediu que o mesmo sangue caísse sobre os judeus não como uma maldição, mas como uma "fonte de regeneração" (Ato de Consagração do Mundo ao Sagrado Coração de Jesus). Enquanto isso, eles servem a Deus para flagelar nossa apostasia.

Kyrie eleison.


Urbanização Antiga X Moderna

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A feiura das cidades modernas é opressiva. Ferro e vidro, cinza, frieza e morte. Quanta diferença da arquitetura tradicional!

Diz o professor Carlos Nougué: 
"Comparem-se a urbanização e a arquitetura antigas com as modernas e suas novas torres de Babel: é comparar o belo ao opressivo. Nas fotos, Praga e Chicago."


quarta-feira, abril 10, 2019

Três Práticas anticatólicas que talvez você esteja cometendo sem perceber...

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"A Sociedade está paganizada, está as avessas" 


Certamente todos vocês que estão começando ler esse artigo concordam comigo se forem realmente cristãos católicos fiéis e autênticos. Entretanto essa frase é tão profunda e engloba tantas coisas que estive pensando e resolvi me aprofundar um pouco sobre isso. 

Sim, a sociedade está paganizada, é difícil encontrar hoje um bom católico, fiel a sã doutrina. E esse paganismo, esses costumes pagãos estão até mesmo enraizados nos que se dizem católicos e  tem boa vontade agradar a Deus! Como assim? É o que pretendo explicar no decorrer desse texto. 

O Catolicismo puro, simples, genuíno, tradicional, está tão escondido quanto um diamante, ou outra pedra preciosa. Quem achou, encontrou um tesouro! Fato tão grande que muitos de nós demoramos anos e anos até conseguir crescer espiritualmente e abandonar as práticas erradas que tivemos durante nossa vida. 


Quem não tem alguma história para contar do seu passado? "Ah eu não era católica, me converti por tal e tal pessoa..." "Eu era católica não praticante..." "Eu não sabia o que era castidade..." "Eu era adepta a práticas protestantes pentecostais (rcc)... " etc etc. Dentre tantas outras coisas que ocorrem em nossas vidas até finalmente encontrarmos a fé católica, pura e autêntica! E não falo apenas de doutrina, mas de moral, de costumes católicos, de pureza, de valores que já quase nem existem na sociedade. Falo de coisas que quase não encontramos mais em lugar algum, apesar de boa parte da população se dizer católica. 

Quero fazê-los refletir sobre o estado atual de nossa sociedade e certas práticas nossas que devem ser abandonadas se quisermos realmente agradar a Deus. 

A sociedade hoje vive um ateísmo prático, não se nega a existência de Deus abertamente, mas vivem como se ele não existisse. Ao redor das mesas pessoas riem quando alguém fala do inferno "Ah eu vou pra lá encontrar meus amigos", ou então fazem piada quando alguém cita o paraíso, falando de São Pedro na porta do céu, ou de algum outro conto para rirem e levar tudo aquilo na brincadeira. Enquanto lá no inferno milhares de pessoas estão condenadas, estão sofrendo tormentos terríveis por terem ofendido a Deus. É uma cena bem comum em nossas famílias. Não lhe parece um tanto trágico por exemplo, uma pessoa sendo torturada, sofrendo enquanto outras riem e fazem pouco caso? Porque não fazem isso com situações do nosso cotidiano, mas fazem com o inferno? Certamente é porque levam a doutrina e as coisas de Deus na brincadeira. Não levam a sério! O céu, o inferno, o purgatório se tornaram lendas para nossa sociedade, que zomba de Deus, o ofende, brinca com coisas sérias, não creem na Igreja e vão a missa nos domingos para manter suas consciências tranquilas. Porque no fundo sabem que vivem uma vida de pecado, mas não querem sair do lamaçal. Nossa Senhora de Fátima também disse que muitos são os que estão no inferno e mostrou aos pastorinhos os pecadores sofrendo lá. Mas quem a escuta?

Uma pessoa que fala na existência do céu, nas penas do purgatório é tida como louca, insana. Você por exemplo que está lendo esse artigo, tem coragem de falar abertamente da existência do céu ou do purgatório? Das penas que as almas sofrem? Do limbo? Vocês tem coragem de falar abertamente sobre estas verdades em uma sala de aula? Em uma universidade? No mínimo as pessoas vão te olhar estranho e dizer que você é doida, fanática ou lunática. É. As pessoas não negam abertamente a existência de Deus, mas vivem como se Ele não existisse, como se nada existisse, apenas seu umbigo.

E esta sociedade pagã e anticatólica tem muitas práticas também pagãs e anticatólicas, que infelizmente estão enraizadas em nossas famílias, até mesmo nas que dizem ser devotas. Eis abaixo, listo algumas práticas que muito prejudicam a sociedade, prejudicam nosso crescimento espiritual, faz perder almas e ofendem a Deus. Peço que reflitam cada um delas. Listo apenas ALGUMAS, que julgo ser mais importantes.

1 . O Abandono do Lar pela mulher


Esse assunto já foi postado em nosso blog, sugiro a leitura do artigo sobre a mulher trabalhar fora de casa, clique neste link para acessar. Nele tem um texto de um sacerdote da Fsspx: Padre Peter Scott e como complemento dois discursos do Papa Pio XII sobre a mulher moderna. 

Aqui o referido sacerdote diz que é inadmissível a mulher sair do lar, abandonar os filhos com terceiros para competir com o marido no mercado de trabalho. E para isso cita uma encíclica do Papa Pio XI de 1930, chamada "Casti Connubii" dentre outros argumentos sobre o tema.

Peço que o leitor antes de postar algum comentário aqui dizendo que "é preciso trabalhar fora" "quero ter meu próprio dinheiro", e tantos outros argumentos a favor de tal ato, peço que antes de fazer isso reflitam nas consequências que tal ato irá trazer a sua vida e a de outras pessoas. 


Quando a mulher sai do lar, como bem disse o Papa Pio XII, os filhos ficam a deriva, já não possuem uma mãe em casa para educá-los, para estar com eles o tempo inteiro. Possuem uma avó quem sabe, que ajuda a cuidar, ou uma babá para trocar as fraldas, ou outra qualquer pessoa, mas a mãe não! Porque a mãe está ausente. E isso traz consequências desastrosas à família e a sociedade de forma geral. O Padre Lodi da Cruz (de Anápolis) falou em 2001 que: 

“A condição e a utilização das mulheres nas sociedades dos países subdesenvolvidos são de extrema importância na redução do tamanho da família. Para as mulheres, o emprego fora do lar oferece uma alternativa para o casamento e maternidade precoces, e incentiva a mulher a ter menos filhos após o casamento… As pesquisas mostram que a redução da fertilidade está relacionada com o trabalho da mulher fora do lar…”


Agora vamos a doutrina imutável da Santa Igreja, que diz que: O Fim PRINCIPAL do casamento é a PROCRIAÇÃO. E as pessoas sacrificam o dever primordial do sacramento do matrimônio pelo que? Por DINHEIRO. Por uns trocados para comprar roupas novas, maquiagem, carro e comodidades. Se sacrificassem apenas isso, mas não é só isso, sacrificam a educação dos filhos e o lar! Tudo isso por um sentimento egoísta. Sim essa é uma prática feminista, pagã que está em nossa sociedade e que hoje está sendo bem vista e aceita até pelos que se dizem mais católicos e devotos! E as vezes até pensam estar agradando a Deus por usar o método billings e não anticoncepcionais. Em contrapartida a fé genuína nos ensina que esse método só pode ser usado com motivos GRAVES (miséria extrema ou risco de vida para a mãe com outra gestação por exemplo). Para isso listo aqui o sermão do Padre Daniel Pinheiro sobre o assunto. Clique Aqui para ler.

Só neste ponto já atingimos boa parte da população que se diz católica. Muitos até comungam enquanto usam preservativos ou tomam anticoncepcionais para evitar filhos. Outros evitam sem motivos graves e ferem o primeiro e mais importante fim do casamento: A procriação. E os motivos são sempre os mesmos, fúteis: "A sociedade mudou, hoje é diferente" "não tem como ter tantos filhos" "preciso de dinheiro" "quero ser alguém" "quero viver a vida" etc etc. Mas para ser verdadeiramente católico é preciso remar contra a maré e não se adaptar ao mundo! 

2. A Imodéstia nas vestimentas



O primeiro item é tão importante que posso dizer que ele é causa de quase todos os outros. A mulher que sai do lar, desestrutura sua família, dá mau exemplo aos filhos, os abandona com terceiros. Esta mulher já não pode ser modesta, pois "precisa trabalhar", usar uniforme ou usar calças compridas. Ela precisa estar fora de casa 8 horas por dia ou mais para conseguir dinheiro e ser alguém na vida. Casamento? Isso fica em segundo plano, algum dia se der eu dou um jeito de me virar. E quando esse dia chega, nada muda. Os filhos são poucos, as roupas são masculinizadas, e acabamos por deixar Deus novamente em segundo plano em nossas vidas. Acho ótimo lembrar aqui quando Jesus disse:

"Se alguém vem a mim e ama o seu pai, sua mãe, sua mulher, seus filhos, seus irmãos e irmãs, e até sua própria vida mais do que a mim, não pode ser meu discípulo. E aquele que não carrega sua cruz e não me segue não pode ser meu discípulo." (Lucas 14,26-27).
Jesus com estas palavras foi certeiro. Mesmo que nós não vejamos isso tão claramente, essa frase atinge boa parte de nossa sociedade hoje. Que colocam TUDO na frente, menos Deus. Ir a Missa? A hora que der eu vou. Filhos? Se sobrar tempo, antes minha carreira profissional. Ser consagrada? Freira? Que loucura! Não sirvo pra isso. 

A mulher moderna é imodesta, e na "melhor" das hipóteses se veste como um homem. Agem como homens em busca de regar seu amor próprio e não confiando na providência divina que prometeu nos socorrer e nos ajudar em nossas necessidades. Não tem como separar, portanto, esse item do primeiro. 

3. A Santa Pureza foi esquecida


Não somente nas vestimentas das mulheres, que se tornaram escandalosas (mini saias, leggings, shorts curtos, etc) e também masculinizadas (calças compridas, cabelos curtos). Homens também querem usar brincos, vestir calça skinny, ou falar de forma delicada. Esses problemas são tão enormes que nem pretendo entrar nos temas do homossexualismo, ideologia de gênero que são escândalos tão grandes que atingem até as nossas crianças nas escolas. Vou apenas me limitar a falar de práticas erradas que viraram hábitos entre os próprios Católicos. 

Vamos começar com o namoro. Quem realmente vive um namoro santo, como a Igreja e os santos padres ensinam? Para saber sobre o tema eu aconselho o livro do Padre Lodi da Cruz (Anápolis), que se chama: Descobrindo a castidade. Clique no link para comprar ou baixar em PDF. Também temos como referencia alguns sermões do Padre Daniel Pinheiro sobre o namoro, que aconselho fortemente a leitura: Namoro Católico Parte I. São três partes, eis a primeira apenas. Também cito outro sacerdote bem conhecido que falou sobre o mesmo tema: Padre Paulo Ricardo, ele cita neste vídeo as carícias permitidas no namoro.

Faço questão de citar o que a Igreja ensina sobre o tema e sermões de bons sacerdotes para evitar que as pessoas pensem que estou apenas dando minha opinião. Bem, vamos resumir um pouco sobre o assunto citado. A Igreja ensina que o prazer a dois só é lícito entre marido e mulher. Deus colocou o prazer em duas principais ocasiões em nossa vida: Primeiro na alimentação, para sobrevivência. Segundo no ato sexual para procriação. 

Ora, se o ato sexual só é lícito entre marido e mulher casados na Igreja, sentir qualquer tipo de prazer carnal só é lícito depois de casados também. Sendo assim, é pecado qualquer coisa que faça ambos sentirem prazer fora desta união. Não é lícito beijar na boca, nem ter nenhum tipo de contato que cause excitação. O que o Padre Paulo Ricardo diz no vídeo é isso, se você não vai terminar o ato sexual, não tem porque iniciá-lo. Iniciando já estão pecando, pois estão fazendo algo que só é lícito entre marido e mulher, estão começando o ato sexual sem o fim. O namoro é uma época para conhecer a alma do outro e não o corpo. Agora me digam quantos casais vocês conhecem que seguem o que foi dito acima? Pouquíssimos.

Seguido de namoros nada santos, vem também práticas que deveriam ser evitadas pelos católicos:

- Ficar sozinhos em ambientes fechados; Andar de carro sozinhos;
- Falar de certos temas com segundas intenções;
- Evitar proximidades que possam provocar o outro (saber se portar); Etc.

O namoro santo forma um casamento santo. Se tudo for feito como Deus quer, ambos casarem virgens por exemplo, muitos problemas atuais que vemos em nossa sociedade seriam evitados. O homem seria fiel a sua esposa, e sua esposa a ele. Ambos não iriam ficar "comparando" parceiros. Como é frequente hoje as pessoas dizerem: "Como vou casar se não sei se eu vou gostar?" Ou seja, precisa provar pra ver se gosta, o casamento se reduz a prazer carnal, a um ato egoísta e sujo e não em amor, companheirismo, uma família. 

Sem contar o namoro santo, também as mulheres deveriam saber se portar como damas. Saber que certas conversas não convém na presença de homens por exemplo. Saber se portar, saber como agir, respeitando a si mesma e sendo caridosa com o próximo, quer nas vestimentas, quer nas atitudes. Vemos mulheres fumando, falando demais, contando piadas sujas, falando palavrões, sendo arrogantes, e o que não existe nelas hoje é pureza e feminilidade. Duas virtudes que são genuinamente femininas, e que foram esquecidas hoje.

Conclusão


Creio que estas são os principais erros modernos que muito prejudicam a sociedade, a família, as crianças e a todos que cometem também. 

Sei que muitos devem estar pensando "isso é muito duro, quem pode escutar"? Foi o que os discípulos que abandonaram Jesus disseram quando Ele disse que teriam que comer seu corpo e beber seu sangue. Acharam muito duro. Mas quem quer seguir verdadeiramente nosso Senhor precisa pensar NELE em primeiro lugar, e não em dinheiro, fama, reconhecimento. Quem ama a Deus faz tudo para agradá-lo, nem que tenha que sacrificar sua vida por isso. Tantos santos morreram mártires, preferiram perder a vida aqui na terra do que ofender o Senhor com o menor pecado que fosse. Enquanto isso nós estamos aqui decidindo se servirmos melhor a Deus ou ganhamos um salário um pouco maior para usufruir das comodidades supérfluas que um dia virarão pó.

Quem quer ser verdadeiramente Católico hoje em dia precisa remar contra a maré, precisa urgente mudar sua maneira de pensar, mudar sua mentalidade, não pensar como pensa a maioria. E ser fiel a Deus e o que ensina a Santa Mãe Igreja. Parece tudo muito difícil de seguir, quase impossível, mas não é para quem ama a Deus de coração sincero. 

Tenho que admitir que em nossa sociedade é algo mais difícil de seguir sim. Porque ela está as avessas: Ninguém segue a doutrina Católica mais!! Vivemos em um mundo que todos te obrigam a fazer o que "todos fazem". E ser diferente hoje causa espanto. Nestas horas se prova a verdadeira fé. Será que Nosso Senhor não merece nosso sacrifício? A quem servimos enfim?

Termino o artigo não apenas com uma frase, mas também com uma Imagem que diz mais que mil palavras:
"Entrai pela porta estreita, porque grande e larga é a estrada que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela. Estreita é a porta e apertado o caminho que conduz à vida, e poucos são os que o encontram." (Mateus 7, 13.14).

Fonte:
http://floresdamodestia.blogspot.com.br/

segunda-feira, abril 08, 2019

San Francisco: a bela e a monstruosa

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Diz o professor Carlos Nougué:
Em seus estágios iniciais, a revolução liberal não negou de todo a beleza urbanística e arquitetônica. É o que se vê em parte de San Francisco (EUA), com suas casas em estilo vitoriano, suas ladeiras de bondes e de prédios baixos e alegres, etc. Mas há outra San Francisco, monstruosa, disforme, repleta de feias torres de Babel. Vejam pelas fotos tal contraste.

A bela:







A monstruosa: