segunda-feira, outubro 30, 2017

O Teatro da Rainha



O trabalho de Richard Mique, arquiteto de Marie-Antoinette


Enquanto a Ópera de Versalhes era um teatro da corte, a sala pequena de Trianon era um teatro de sociedade, existiam muitos em residências no campo onde, para passar o tempo, os donos e seus convidados reuniam peças ou óperas. Durante sua infância em Viena, Marie-Antoinette se acostumou com essas performances familiares. Ela queria fazer o mesmo com suas relações íntimas, príncipes da família real e alguns amigos raros.

Em 1780, sob as ordens de Marie-Antoinette, Richard Mique construiu este teatro cujo exterior severo contrasta com o interior refinado que, através de suas harmonias de azul, branco e ouro, lembra a ópera de Versalhes, apenas menor, pois tem capacidade para apenas uma centena de pessoas: o serviço doméstico no chão e os convidados no primeiro andar atrás das caixas com grades. Mas o maior luxo não está na sala arborizada, pintada em um falso mármore branco e adornada com esculturas feitas de papelão, está na maquinaria usada para as mudanças de cenário, que felizmente foi preservada. No palco de Trianon, as peças de autores que estavam na moda na época, como Sedaine e Rousseau, foram interpretadas e todas as óperas foram cantadas, e todos concordaram que a Rainha era muito boa.











O teatro da Rainha Marie Antoinette em Versalhes, imagens via.


Original aqui.

quarta-feira, outubro 25, 2017

Qual a diferença entre os liberais, os marcusianos e os comunistas?

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Os liberais e os marcusianos põem a liberdade antes do bem, ou melhor, consideram a liberdade O BEM. Mas, se temos liberdade, não é senão para escolher o bem, porque em verdade a liberdade é meio para um fim. 
Ora, o bem tem razão de fim. Logo, o ter a liberdade por fim responde a uma inversão diabólica de meios e de fins e não visa senão a atender à revolta contra as exigências (às vezes duras) do bem. Por tudo isso, se se olhar atentamente, ver-se-á que não há distinção entre liberalismo e marcusianismo senão em detalhe. Ora, como o PT é simultaneamente marcusiano e comunista, resulta que o liberalismo é o petismo sem o comunismo. – Mas atenção: como dizia Marcuse, e como ecoam os liberais, tolerância a tudo e a todos, menos aos que são contra o que dizemos. Logo, tanto o marcusianismo como o liberalismo um dia se fazem comunismo ou dão lugar ao comunismo. Já o dizia Platão: ao caos da democracia democratista (que ele chamava demagogia) sucede-se indefectivelmente a tirania.
Observação. Será preciso lembrar que em várias situações revolucionárias, como a da Espanha, liberais e comunistas e anarquistas não raro atuaram de braço dado?


terça-feira, outubro 24, 2017

Questionando o Espiritismo

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Eu descobri um canal no youtube, e, para aqueles que se interessam sobre críticas aos espiritismo, eu recomendo que acompanhem. Chama-se Questionando o Espiritismo, de Morel Felipe Wilkon, um ex-espírita que está tecendo críticas ao espiritismo e mostrando erros nas obras espíritas. 

Advirto que ele é espiritualista, portanto não devemos, como católicos, crer em tudo o que ele diz, mas vale a pena para ver os erros espíritas. Quem quiser saber porque ele não é mais espírita, clique aqui.

Interessante um comentário no site onde li sobre este canal:

"É excelente o pronunciamento do cara e atinge em cheio a gente que vivenciou esse meio.
O “espírita” brasileiro, dentro da ideologia febeana é doutrinado a não criticar, a ser passivo.
Crítica é “perturbar o ambiente”.
Uma estratégia muito bem articulada pela cartolagem religiosa pra que não haja questionamentos, que ninguém exija prova de nada.
E o incentivo à leitura, muita leitura, desse tipo de literatura, causa uma intoxicação ideológica barata e acrítica – é baixar a cabeça pra receber o cabresto ideológico.
E como leu muito, ele acha que sabe muito.
Perfeito o cara: a gente que passou por isso se identifica completamente."

Verdade. Um mal dos espíritas é achar que, devido a ler livros espíritas, eles sabem muito. É complicado. Se lessem Tomás de Aquino, entenderiam muita coisa.

Rezem por ele.

segunda-feira, outubro 23, 2017

Comentários Eleison: La Salette Aplicada

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Comentários Eleison – por Dom Williamson
Número DXXXVI (536) (21 de outubro de 2017)


LA SALETTE APLICADA


Nós tendemos a desejar restaurar o passado,
Mas o que cada um de nós precisa fazer hoje é manter-se abaixado.

Todas as profecias são misteriosas, incluindo o famoso Segredo de La Salette revelado a uma menina camponesa francesa nos Alpes do leste da França em 1846. No entanto, esse Segredo segue sem dúvida os contornos gerais da Quinta, Sexta e Sétima Idades da Igreja do Venerável Holzhauser, de modo que uma grande parte do Segredo se aplica ao nosso próprio final da Quinta Idade. Aqui está um extrato substancial dessa parte do Segredo, em itálico, seguido da apresentação, de autoria de um sacerdote da Resistência, de como esse fim de Idade se parece com nosso próprio tempo. Em primeiro lugar, Nossa Senhora de La Salette:

Haverá em toda parte prodígios extraordinários, porque a verdadeira fé foi extinta, e uma luz falsa ilumina o mundo... O Vigário de Meu Filho terá muito que sofrer, porque por algum tempo a Igreja será entregue a grandes perseguições: será o tempo das trevas; a Igreja passará por uma crise espantosa. Com a Santa Fé de Deus esquecida, cada indivíduo quererá dirigir-se por si mesmo e ser superior a seus semelhantes. Os poderes civis e eclesiásticos serão abolidos, toda ordem e justiça serão pisoteadas. Somente assassinatos, ódio, inveja, mentiras e discórdias serão vistos, não amor pelo país ou pela família... Os governos civis terão todos o mesmo objetivo, que será o de abolir e fazer desaparecer todos os princípios religiosos para darem dar lugar ao materialismo, ao ateísmo, ao espiritismo e a todos os tipos de vícios...

E, em segundo lugar, um sacerdote de hoje: "A Revolução teve um enorme impacto, e em 2017 é uma tempestade que está atingindo seu clímax. Agora é hora de mantermo-nos abaixados, e ajudar-nos uns aos outros a sobrevivermos à tempestade. Isso requer um abandono total à Providência de Deus, e requer mais e mais oração e estudo para navegarmos e sobrevivermos na tempestade. De nada adianta ansiar por esse estilo de vida "católico dominical" que os tradicionalistas fizeram um grande esforço para restaurar após o terremoto do Vaticano II. Tanto a década de 1950 como a década de 1970 se foram para sempre. Por esta crise Deus está purificando Sua Igreja, que pode ser reduzida em número e em estilo de vida a algo próximo da Igreja primitiva. Os belos edifícios, relíquias, obras de arte e museus foram perdidos primeiro para os modernistas, e eles serão perdidos novamente para os muçulmanos, por causas naturais, por guerras. Vamos preparar-nos para ver toda a herança cristã desaparecer, e assim como Lot fugiu de Sodoma, vamos fugir da Roma neomodernista sem olhar para trás!

"Há quem sonhe que, no próximo Conclave em Roma, por uma intervenção direta de Deus, seja eleito Papa aquele que é o verdadeiramente melhor dos Cardeais. Mas o que ele poderia fazer para restaurar a Igreja? Praticamente nada, a não ser oferecer a Deus todas as perseguições que lhe aconteceriam no dia seguinte às eleições. Por quê? Porque, certamente, como no caso do presidente Trump nos Estados Unidos, todo o mecanismo administrativo da Igreja ainda estaria nas mãos dos inimigos do Papa, e ele não teria bons homens para substituí-los. E mesmo que por uma série de milagres toda Roma fosse verdadeiramente católica novamente, o resto do mundo no curso atual ainda não seria praticamente inconvertível? O que agora pode impedir a humanidade de tornar-se quase totalmente desumana, antinatural, irreal? Como poderia até uma Roma convertida evangelizar os zumbis de amanhã?

"Estamos passando por um Novo Dilúvio, o da Revolução, onde a Arca salvadora que havia sido Roma foi sequestrada pelos inimigos de Deus, e eles estão em processo de afundá-la. A Fraternidade Sacerdotal São Pio X era um bote salva-vidas, mas desde 2012 jogou uma corda em direção à arca que naufraga, e agora está unida a ela. Nós, pobres almas da "Resistência", estamos balançando para cima e para baixo nas águas, agarrando pedaços de madeira para salvar a vida. E é assim que as coisas são, e devemos encarar a realidade que nos rodeia".


Kyrie eleison.

quinta-feira, outubro 19, 2017

Comentários Eleison: Putin fala

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Comentários Eleison – por Dom Williamson
Número DXXXV(535) (14 de outubro de 2017)



PUTIN FALA


É quando as pessoas sofrem que aprendem.
Eis por que o Ocidente terá de quebrar e queimar!

   Quando tudo no mundo ao nosso redor está sendo virado de cabeça para baixo, não deve surpreender-nos encontrar o Papa falando como um político comunista e o líder da Rússia falando como um Papa católico. Assim, um leitor destes "Comentários" ficou surpreso ao vê-los (5 de agosto) referindo-se à "Santa Rússia", quando, desde 1917, é a Rússia que vem espalhando seus erros em todo o mundo. Mas a "Santa Rússia" é uma expressão que se refere a um tempo muito anterior ao século XX. Refere-se à inclinação natural do povo russo para a religião. Se de 1917 a 1989 foi o leito do comunismo internacional, isto se deu apenas porque ele o serviu com um fervor religioso, porque este era  e ainda é  o messianismo do materialismo, a principal religião substituta judaica para os pós-cristãos (que só podem primariamente culpar a si mesmos).

   Mas 72 anos de comunismo causaram tanto sofrimento aos russos que eles aprenderam a lição e estão agora encontrando o caminho de volta para Deus, e por sua nação se voltar para Ele, tem merecido um verdadeiro estadista como seu líder, que é a esperança de muitas almas decentes em todo o mundo. Alguns especialistas na perfídia da Nova Ordem Mundial ainda desconfiam de Vladimir Putin, o que é compreensível, mas, como dizem os americanos, se ele fala, caminha e age como um seguidor de Cristo, então o senso comum diz que ele é um seguidor de Cristo. Leia aqui uma versão (tirada de uma legenda de vídeo) de um discurso seu há quatro anos na Rússia, e julguem vocês mesmos se sua visão de mundo não é cristã:

Outro desafio para a identidade nacional russa está ligado aos acontecimentos que observamos fora da Rússia. Eles incluem política externa, moral e outros aspectos. Vemos que muitos Estados do Euroatlântico tomaram o caminho de negar ou rejeitar suas raízes cristãs que constituem a base da civilização ocidental. Nesses países, a base da moral e de qualquer identidade tradicional está sendo negada  as identidades nacionais, religiosas, culturais e até mesmo sexuais estão sendo negadas ou relativizadas. Lá, a política trata uma família com muitas crianças como juridicamente igual a uma parceria homossexual  a fé em Deus é igualada à crença em Satanás. Os excessos e os exageros do "politicamente correto" nesses países levam as pessoas a considerarem seriamente a legitimação de partidos políticos que promovam propaganda da pedofilia.

   As pessoas em muitos Estados europeus estão realmente envergonhadas de suas afiliações religiosas e estão até com medo de falar sobre elas. Feriados e celebrações cristãs são abolidos ou recebem nomes neutros, como se houvesse vergonha dessas festas cristãs. Assim, o valor moral mais profundo dessas celebrações está sendo escondido. E esses países tentam forçar esse modelo para outros países. Estou profundamente convencido de que viver dessa maneira levará diretamente a cultura a ser degradada e levada de volta a uma condição primitiva. E isso torna a crise demográfica e moral do Ocidente ainda mais profunda. Hoje, quase todos os países desenvolvidos do Ocidente não podem sobreviver reprodutivamente, nem mesmo com o aumento de população pela imigração. Que prova mais clara da crise moral no Ocidente poderia haver que essa incapacidade de reproduzir-se?

   Sem os valores morais que estão enraizados no Cristianismo e outras religiões do mundo, sem as regras e os valores morais que foram formados e desenvolvidos ao longo de milhares de anos, as pessoas inevitavelmente perdem a dignidade humana. Quanto a nós mesmos, pensamos que é correto e natural defender esses valores morais provenientes do Cristianismo. Devemos respeitar o direito à autodeterminação de cada minoria, mas ao mesmo tempo não pode e não deve haver qualquer dúvida sobre os direitos da maioria.

   Ao mesmo tempo em que observamos essa decadência em nível nacional no Ocidente, em nível internacional observamos a tentativa de unificar o mundo de acordo com um modelo unipolar, relativizar e remover instituições de direito internacional e soberania nacional. Em um mundo assim tão unipolar unificado, não há lugar para os Estados soberanos, porque tal mundo exige apenas vassalos. Da perspectiva histórica, tal mundo unipolar significaria a rendição da própria identidade e da diversidade criada por Deus.

   Kyrie eleison.


sábado, outubro 07, 2017

Comentários Eleison: A Fé é crucial - I

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Comentários Eleison – por Dom Williamson
Número DXXXIV(534) (7 de outubro de 2017)

A FÉ É CRUCIAL - I



Deus quer que somente na Verdade eu creia,
Quando Ela é subvertida as almas podem perder-se.

A grande lição ensinada pelo Arcebispo Lefebvre (1905-1991) aos católicos que tiveram ouvidos para ouvir é que a Fé é superior à obediência. A triste lição que aprendemos desde então é que a obediência continua sendo mais enaltecida do que a Fé. Estes “Comentários”, que a confusão de hoje faz com que continuamente tenham de voltar ao básico, vêm tentando muitas vezes explicar por que a Fé deve vir em primeiro lugar. Uma nova tentativa de um ângulo ligeiramente diferente não será demais.
 Todo ser humano vivo na Terra – e não apenas os católicos! – tem uma alma imortal sem a qual não estaria vivo. Essa alma não foi produzida em massa, mas foi criada individualmente por Deus, do nada, para que seja feliz com Ele no Céu para sempre. Ela é a parte mais importante da natureza humana; por isso pertence à ordem natural, não sendo em si mesma sobrenatural, mas chegará ao Céu sobrenatural de Deus se fizer reto uso de sua faculdade natural de livre-arbítrio para cooperar com a graça sobrenatural de Deus. Sua graça não faltará, seja qual for a forma em que Ele opte por oferecê-la, porque quer que todas as pessoas vão para o Céu (I Tm II, 4). A questão passa a ser, então, a seguinte: que cooperação humana é necessária – e não apenas dos católicos – para chegar ao Céu?
A Fé é, sem dúvida, a base dessa cooperação. O Concílio de Trento chama Fé “o princípio da salvação”, e a Palavra de Deus diz que “sem a fé é impossível agradar a Deus” (Hb XI, 6). Muitas vezes nos Evangelhos, quando Nosso Senhor realiza um milagre, Ele diz que é a recompensa da “fé” dos interessados, por exemplo Mt XV, 28 (cura da mulher cananeia), Mc X, 52 (visão para um cego), Lc VII, 50 (conversão de Maria Madalena), e assim por diante. No que então consiste essa “fé”, e por que ela é tão preciosa para Deus e, portanto, para as almas?
Distingamos imediatamente duas realidades, diferentes, mas conectadas: a qualidade subjetiva da fé na alma, pela qual alguém sobrenaturalmente crê, e o corpo objetivo de realidades sobrenaturais, objetos da Fé Católica, em que o católico crê. Para distingui-las, devemos empregar na primeira um “f” minúsculo, e na segunda um “F” maiúsculo. Que elas são distintas é óbvio: um homem pode perder sua fé (subjetiva) sem que se produza a menor mudança na Fé (objetiva).
 Duas coisas tornam-se claras então. Em primeiro lugar, a fé que salva uma alma é essa qualidade subjetiva da pessoa que Nosso Senhor elogia e recompensa nos Evangelhos. Ele não elogia ou recompensa um corpo objetivo de verdades. Por outro lado, em segundo lugar, a qualidade subjetiva da fé é determinada ou especificada pela Fé objetiva. Não estou salvo, não mereço ser elogiado ou recompensado por crer em qualquer absurdidade tola. A mulher cananeia não creu em nenhuma tolice, ela certamente creu na vontade e em algum poder divino de Nosso Senhor. Aquilo em que ela creu era não só sobrenatural, ou algo que estava acima dos poderes meramente naturais do sua mente para entender e acreditar, como verdadeiro. E, provavelmente, assim que os Apóstolos começaram a estabelecer, logo após a ascensão do Senhor ao Céu, as verdades básicas em que um seguidor de Nosso Senhor deve crer, ela ficou feliz por ter sua fé subjetiva focada e especificada, ou determinada, pela então emergente Fé objetiva.
 Em outras palavras, a Fé objetiva focaliza essa fé subjetiva sem a qual nenhuma alma é salva. Portanto, os clérigos que manipulam a Fé objetiva estão colocando em perigo a salvação eterna das almas. Se, então, a fé subjetiva é de valor inestimável, assim o é a Fé objetiva. Esta deve vir primeiro.
 Kyrie eleison.


Traduzido por Cristoph Klug.

terça-feira, outubro 03, 2017

Comentários Eleison: Verdade Histórica - III

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Comentários Eleison – por Dom Williamson
Número DXXXIII (533) (30 de setembro de 2017)


VERDADE HISTÓRICA – III


Como não estar mais ou menos confusa a totalidade dos homens poderia,
Quando é recusada a realidade por sua maioria?

O terrível castigo da persistência na mentira é aquele em que se perde todo senso da realidade. Este castigo está encerrando-se em nossa "civilização" ocidental. As pessoas não podem mais distinguir entre verdade e falsidade, entre fantasia e realidade. Infelizmente, a fantasia pode ser mais doce, mas a realidade sempre se reafirma no final, e quanto mais obstinadamente se apega à fantasia, mais violentamente a realidade é susceptível de retornar. As duas guerras mundiais do século passado foram retornos violentos à realidade. Estamos indo direto para uma terceira, porque estão elevando a preferência pela fantasia a uma ideologia. O seguinte exemplo claro da transformação de mentiras em ideologia vem de um site que se esforça para defender a verdade:

Em 2009, o americano nascido na Polônia, Herman Rosenblat, escreveu um memorando sobre o Holocausto para o qual, mesmo antes de poder ser publicado como um livro, os direitos cinematográficos tinham sido vendidos por vinte e cinco mil dólares. Angel at the fence [Anjo na cerca] diz como Rosenblat, preso durante a Segunda Guerra Mundial no campo de concentração de Buchenwald, encontrava-se através da cerca externa do campo com uma menina de nove anos que lhe jogava maçãs e pães sobre a cerca. Ao final da guerra, eles perderam contato um com o outro, e ele emigrou para os Estados Unidos. Anos depois, em Nova York, recorreu a uma agência de casamento para encontrar uma esposa, e quem havia de aparecer no encontro às cegas senão a mesma menina? Ela já era adulta, mas ele a reconheceu imediatamente e lhe propôs casamento, que foi aceito, e eles viveram felizes para sempre.

A história é das mais comoventes. Rosenblat deu a entender a todos que isso aconteceu na realidade, e parece que todos acreditaram nele. No entanto, os investigadores da história provaram com fatos da guerra, por exemplo, a impossibilidade de os presos de Buchenwald se aproximarem da cerca externa do campo, ou seja, provaram que essa história era pura invenção da imaginação de Rosenblat. Foi mais uma “história falsa do Holocausto”. Mas um visitante regular do site acima mencionado, Seymour Zak, protestou com veemência que não existiria algo como uma “história falsa do Holocausto”. Eis quão assustador é o seu raciocínio:

...O que os antissemitas continuam insistindo que sejam "histórias falsas do Holocausto", deve ser visto de uma luz mais positiva como "a verdade da imaginação", para citar a famosa frase do poeta John Keats. Se algo é percebido como verdadeiro pela mente, ainda que estritamente falando possa não ter acontecido, e se esse evento é visto posteriormente como uma verdade viva nas mentes de milhões de outras pessoas boas que foram expostas à mesma versão mais alta da realidade, então não deve ser descartado como uma "mentira"... Todas essas histórias são verdadeiras em um sentido metafísico superior, e negá-las é um sacrilégio... Temos a obrigação sagrada para com os seis milhões que morreram sob a tirania do malvado ditador nazista Adolf Hitler de lembrar os mortos e rejeitar com desprezo todas as tentativas de negar o Holocausto referindo-se às " histórias falsas do Holocausto". Repito: não existe algo como uma história falsa do Holocausto. Toda história do Holocausto é verdadeira, cem por cento verdadeira, tenha ela acontecido ou não... Nas palavras sublimes de Elie Wiesel: "Na literatura, certas coisas são verdadeiras, ainda que não tenham acontecido, enquanto outras não são verdadeiras, mesmo que tenham acontecido".

No raciocínio de Seymour Zak, não importa se os seis milhões mencionados aqui realmente morreram "sob a tirania, etc." ou não. O que importa é se os Seis Milhões constituem uma “versão mais alta da realidade, vista como uma verdade viva nas mentes de milhões de pessoas boas, etc.”, e se o fazem, então afirmar que elas morreram quando, na realidade, elas não morreram, já não é mais uma mentira, mas uma verdade mais alta! A realidade não é mais a medida da verdade, especialmente se essa verdade superior é quase religiosa, ou seja, uma "obrigação sagrada" que é "sacrilégio" negar, a saber, o holocaustianismo. Em outras palavras, há uma realidade histórica e uma realidade não histórica, e apenas a segunda merece o nome de "realidade"!

Isto é uma completa loucura, mas está em toda a sociedade à nossa volta, cada vez mais, e nós, seres humanos, somos animais sociais, necessariamente influenciados pela sociedade que nos rodeia. Católicos – e não católicos –, se vocês quiserem manter as cabeças acima do crescente inundação de loucura, rezem os Quinze Mistérios do Santo Rosário todos os dias. Nossa Senhora pode proteger sua sanidade. Estes "Comentários" não têm outro remédio para sugerir.


Kyrie eleison.

segunda-feira, outubro 02, 2017