sábado, julho 20, 2019

Os Falsos Conceitos de Direita, Conservadorismo e Nacionalismo

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Direita, Esquerda, Steve Bannon, Banca (Banqueiros) Foro de São Paulo, Pátria Grande, Terceira Esquerda. Veja neste vídeo do professor Loryel Rocha. Embora eu discorde de algumas ideias dele, admiro o conhecimento que ele possui em História e Sociologia, e neste vídeo ele traz informações muito interessantes. 

Assista:


sexta-feira, julho 19, 2019

Engenharia em baixa, Brasil na berlinda

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Procuradores da Lava-Jato

Leiam o artigo abaixo e reflitam. Mais uma vez eu pergunto: a quem interessa esse desmonte? 

Quem manda no Brasil? De quem esse pessoal da Lava-Jato recebe ordens?

Hoje a classe profissional brasileira que mais sofre com o desemprego é a do engenheiro. Quantos ex-colegas meus estão na rua, amigos sem emprego? Muitos. Gente competente, trabalhadora, que agora está na rua. 

E ainda tem gente que se alegra com isso, que repete que Bolsonaro já tirou mais de 10 mil da Petrobrás. É bonito isso, ver tanta gente sem trabalho? Que ódio é esse minha gente? Por que tanto ódio de nossas estatais? 

Essa ideia do patrimonialismo ("o Estado malvado e incompetente, que nos rouba") é falsa, tudo isso foi construído pela maçonaria. As pessoas foram doutrinadas a aceitar que o mercado é bom e o Estado é mau. Grande bobagem. Quem se aproveita de nós, a elite financeira oligárquica, não está no Estado, está fora, está no mercado e se aproveita do Estado para nos massacrar.

E as empresas destruídas pela Lava-Jato? Nos EUA se uma empresa é pega em atividades corruptas ela não é fechada, os seus donos são responsabilizados, fazem acordos com o governo para não demitir os trabalhadores e punem somente os responsáveis. É assim que tem que ser. Quando se fecha grandes empresas quem é mais prejudicado é o povo. Pensem nisso.

Não acreditem em tudo o que vêem ou ouvem por aí. Busquem, estudem, pesquisem, queiram a verdade sempre. CATÓLICO TEM A OBRIGAÇÃO DE BUSCAR A VERDADE!

Leiam o artigo:


Engenharia em baixa, Brasil na berlinda

Força-tarefa de Curitiba ignora o interesse nacional ao destruir empresas
O Brasil registra atualmente uma série de indicadores extremamente preocupantes. A face mais cruel e reveladora está certamente nos 13,1 milhões de desempregados no Brasil, conforme pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgada em 29 de março último. Se forem somados a esse grupo aqueles que labutam mas não têm atividade regular de 40 horas semanais e os que sequer conseguem procurar uma vaga apesar de precisarem dela, chega-se aos 27,9 milhões de chamados “subutilizados”.
Esses números mostram, a um só tempo, um terrível drama social e humano e a situação caótica da nossa economia, cujo crescimento em 2018 ficou em pífio 1,1%, repetindo o resultado de 2017 e longe de recuperar as retrações de 3,5%, em 2015, e 3,3%, em 2016. Mantendo a perspectiva pessimista, a expectativa para 2019 divulgada pelo Banco Central no início de abril ficou abaixo dos 2%.
Juntamente com o crescimento da pobreza gerado por esse cenário, há sérios gargalos na infraestrutura urbana e nos serviços essenciais comprometendo o bem-estar da sociedade, que sofre com a falta de moradia, saneamento, transporte, saúde e educação, para mencionar as questões básicas.
É mais que tempo de o Brasil tomar a decisão de reverter essa trajetória decadente, absolutamente incompatível com tudo que já foi capaz de realizar como nação, apesar de todas as mazelas a ainda serem superadas. Premissa inescapável para a correção de rumo que garanta crescimento econômico e condições de vida digna à população é a retomada da engenharia nacional. Não há hipótese de se alcançar prosperidade e avanço com o desmonte da capacidade tecnológica do País.
Um dia exportador de know-how e competidor global na realização de grandes obras, o Brasil hoje vê suas construtoras postas praticamente fora do jogo devido às consequências da operação Lava Jato. Essa, equivocada e inexplicavelmente, inviabilizou empresas em vez de simplesmente punir os indivíduos praticantes de delitos.
As consequências dessa lógica foram medidas pelo Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (Ineep), que aponta “desmonte de importantes setores da economia nacional, principalmente da indústria petrolífera e da sua cadeia de fornecedores, como a construção civil, a metal-mecânica, a indústria naval, a engenharia pesada, além do programa nuclear brasileiro”. Segundo artigo do professor William Nozak, estudioso do setor, “apenas em seu primeiro ano, estima-se que a Lava Jato retirou cerca de R$ 142,6 bilhões da economia brasileira”. Significa que a operação produziu prejuízos bem mais elevados que aqueles causados pela corrupção, calculados em cerca de R$ 50 bilhões, num pacote que inclui pagamentos de propinas e desvios com formação de cartel, superfaturamento em obras e fraudes em licitações.
Problemática também foi a redução da obrigatoriedade de contratação de conteúdo local na exploração de gás e petróleo em reservas brasileiras. Isso vai na contramão do interesse da indústria e da engenharia nacionais e as coloca fora da cadeia produtiva do setor. O Brasil torna-se mero exportador de óleo bruto; a riqueza significativa é gerada em outros países.
Na mesma linha, se deu o fim de obrigatoriedade de participação da Petrobras na exploração das reservas do pré-sal. Principal empresa brasileira e essencial para que Brasil se firme entre os grandes produtores de petróleo, a companhia passa por um processo de desinvestimento e venda de ativos que tende a encolhê-la e a reduzir sua relevância.
Completa o quadro de desestruturação da nossa inteligência produtiva a franca desnacionalização do setor de projetos com a entrada indiscriminada de escritórios estrangeiros no mercado brasileiro e a aquisição das principais firmas nacionais por companhias de outros países.
Esse pacote vem se refletindo diretamente na engenharia e nos seus profissionais. Apenas entre janeiro de 2014 e dezembro de 2017, haviam sido eliminados mais de 50 mil empregos da categoria no País, conforme levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a partir de informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
Esses números não revelam ainda as dificuldades de outros milhares de profissionais da área tecnológica que são autônomos, microempresários ou proprietários de pequenas e médias empresas que vêm sofrendo com a falta de trabalho.
Garantir oportunidade e valorização dessa mão de obra qualificada e absolutamente essencial ao desenvolvimento é parte imprescindível de um programa nacional de crescimento sustentável que precisa urgentemente ser desenhado e posto em prática. A alternativa a isso é relegar o Brasil a condição subalterna no contexto da globalização e condenar o seu povo a pobreza e precariedade.

Murilo Pinheiro
Murilo Pinheiro é presidente da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) e do Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (SEESP)

Catecismo Ilustrado!

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Eis uma ótima campanha: financiamento coletivo do Catecismo Ilustrado.

Esse livro é lindo, tem imagens maravilhosas, ótimo para as crianças, mas é para adultos também. Foi publicado pela primeira vez sob o Pontificado de São Pio X. Participe!

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terça-feira, julho 16, 2019

Não é felicidade o Nirvana Budista

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No homem (animal de desejos e capaz de descobrir bens superiores e de anelar por eles) esta vida nobre e dita verdadeira consiste em conhecer os tesouros que o possam saciar a fim de consegui-los e de gozar deles.

Não é felicidade o Nirvana Budista que, pretendendo a Deificação, vai mutilando a vida psíquica, anulando toda atividade e desejo (anulação que significa empobrecimento).

Ao contrário, suma felicidade é a do Céu e também grande, em proporção, a da terra, quando os tesouros possuídos divinos e humanos, de tal maneira satisfazem as aspirações e absorvem toda a consciência, que anulam o pensamento do passado e do futuro e fazem impossível qualquer desejo. (Anulação esta positiva porque inclui a posse de todo o desejável).

(Pe. Narciso Irala. Controle Cerebral e Emocional*, p 26.)

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*Eu recomendo muito esse livro. É muito bom mesmo, cheio de ensinamentos sobre como relaxar, como vencer a insônia, a ansiedade, etc.

domingo, julho 14, 2019

Comentários Eleison: Mais Solapamento

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Comentários Eleison – por Dom Williamson
Número DCXXVI (626)- (13 de julho de 2019)



Mais Solapamento


Católicos! Deixem os eletrônicos de lado!
Toda a realidade verdadeira eles têm afastado.


Estes "Comentários" já recomendaram mais de uma vez o site de Internet do comentarista americano de desenvolvimento político e econômico mundial, o Dr. Paul Craig Roberts, porque ainda que este careça da perspectiva completa que proporciona a única religião verdadeira, vê muita verdade mundana, e a relata em seu site: paulcraigroberts.org, a ponto de alguém poder-se perguntar quando ele será assassinado. Mas o assassinato é sempre complexo, e no de um mensageiro sempre se corre o risco de dar crédito à sua mensagem. Seja como for, os artigos do Dr. Roberts são amplamente lidos em todo o mundo, e um artigo recente reforça em um nível muito prático o começo da dissecação do Pe. Calderón do "novo homem" do Vaticano II (ver os "Comentários" de 22 de junho), pelo fato de o homem moderno ter sido separado da verdade objetiva pelo subjetivismo. Leia o artigo do Dr. Roberts, ligeiramente resumido a seguir, sobre o progresso atual típico dessa separação.

O Dr. Roberts começa citando um site em que se diz muita verdade, o Zero Hedge, que informa que a capacidade de falsificar a realidade está crescendo a passos largos. Os geeks insensatos desenvolveram agora tecnologia que torna a realidade falsa indistinguível da realidade real. “Eu não acho que estejamos bem preparados. E não acho que o público esteja ciente do que está por vir”, disse o presidente do Comitê de Inteligência da Câmara de Representantes dos Estados Unidos. Ele estava falando do rápido avanço da tecnologia de síntese. Essa nova capacidade de inteligência artificial permite que os programadores competentes criem áudio e vídeo de qualquer pessoa dizendo absolutamente qualquer coisa. As criações são chamadas "deepfakes", e por mais ultrajantes que sejam, elas são praticamente indistinguíveis daquilo a que correspondem na realidade. Acabávamos de adaptar-nos a um mundo onde a nossa realidade parecia falsa, quando as coisas que são falsas se converteram em nossa realidade.

"Superaram-nos em armas", disse um perito em forense digital da Universidade da Califórnia em Berkeley, "O número de pessoas que agora trabalham com vídeo-síntese supera o número de pessoas que trabalham na detecção de ‘deepfakes’ em 100 para 1"... Dois terços dos americanos já dizem que as imagens e os vídeos alterados se tornaram um problema importante para entender os fatos básicos dos acontecimentos atuais. Os investigadores advertem sobre a crescente "apatia da realidade", que significa que se requer tanto esforço para distinguir entre o que é real e o que é falso, que simplesmente nos damos por vencidos e dependemos de nossos instintos básicos, nossas tendências tribais e nossos impulsos. Imersos nos enganos de nossos líderes, passamos a não acreditar em mais nada.

Por exemplo, dois petroleiros explodiram em chamas, lançando fumaça. Naquele exato momento, um barco suspeito da Guarda Revolucionária Iraniana apareceu em um vídeo borrado. As imagens virais inundaram os nove bilhões de telas do planeta. Cada lado contou uma história diferente. Ninguém sabia em quem confiar. As teorias da conspiração preencheram o vazio, já que cada um de nós nos apegamos àquilo em que mais queremos acreditar. https://www. zerohedge.com/news/2019-06-16/hedge-fund-cio-i-dont-think-public-aware-whats-coming

O Dr Roberts continua: Por que os geeks da tecnologia se orgulham de desenvolver tecnologia que torna a verdade ainda mais difícil de se descobrir? O que há de errado com seu caráter que faz deles seres humanos que criam métodos para destruir a capacidade de conhecer a verdade? Em que isso se diferencia de liberar uma substância indetectável no ar que aniquila a vida? O único uso desta tecnologia é conceder ao estado policial o controle total. Agora é possível colocar palavras e ações nas bocas e ações de qualquer pessoa, e usar a evidência falsa para condená-la pelo crime simulado. Sem verdade, não há liberdade, não há pensamento independente, não há consciência. Há apenas a Matrix. Como os EUA perderam tanto o rumo, a ponto de as corporações, os investidores e os cientistas estarem motivados para desenvolverem tecnologia que destrói a verdade? Não são esses idiotas irracionais nossos verdadeiros inimigos? A coisa mais difícil do mundo atual é averiguar a verdade. E o artigo do Dr. Roberts termina com um pedido de apoio, o qual certamente merece.

Leitores, apeguem-se à verdade por suas preciosas vidas, porque ela está sendo solapada rapidamente, já que o mundo está colocando a liberdade na frente da verdade, e a fantasia na frente da realidade. As consequências serão humanamente desastrosas para todos nós.

Kyrie eleison.

sexta-feira, julho 12, 2019

Os Bastidores da Educação – O STF e o “Homeschooling”

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O artigo abaixo é ótimo. É do ano passado, contém informações valiosas sobre os planos da Nova Ordem Mundial para a educação, ou des-educação, e como isso está ligado ao pensamento dos que se opõem ao homeschooling no Brasil. 

O STF decidiu ano passado que o Homeschooling ou Educação Domiciliar, é constitucional, mas carece de legislação apropriada. Ou seja, eles não proibiram, nem tampouco liberaram. Falta regulamentação, apenas isso. No momento há um projeto de lei (muito ruim) do governo, redigido pelo MEC, a ser discutido no Congresso. 

Uma importante decisão do Ministério dos Direitos Humanos foi expedir um ofício de orientação aos conselheiros tutelares no trato com as famílias que praticam a educação domiciliar. Uma verdadeira vitória, pois os conselhos tutelares possuem agora diretrizes para tratar com as famílias educadoras. Trata-se de segurança jurídica. Ainda não é o pleno reconhecimento da liberdade educacional, mas é um começo. Leia mais sobre isso aqui.

Agora fiquem com o ótimo artigo de Maurício Casalaspro, pai educador:



Os Bastidores da Educação – O STF e o “Homeschooling”



Por Maurizio Casalaspro
No julgamento sobre a educação domiciliar, ou “homeschooling”, realizado no dia 12 de setembro pelo STF, ficaram bem claras as intenções e a falta de visão sobre em que consiste realmente a educação. Alguns absurdos ditos pelos ministros deixam bem evidentes as intenções de quem está no poder. Como refutar os erros e más intenções e explicar os bastidores na íntegra tomaria muito tempo e o texto teria um tamanho inadequado para este local, vou explicar e contextualizar alguns deles, apenas:
Foi dito que, mesmo a escola sendo ruim e tendo seus problemas, não faria bem à comunidade simplesmente tirar seus filhos da escola para ensiná-los em casa. Antes, os pais deveriam se engajar mais e ajudar a escola a melhorar por dentro, e não em suas casas. Por que, então, esses pais não ajudam a melhorar a escola? Como podem ser tão egoístas assim?
Ora, você já entrou em uma escola pública ou privada para oferecer ajuda gratuitamente? Eu já. Mesmo se deixassem (também não há legislação a respeito dessa eventual sinergia e participação mais ativa da família), o processo de mudança efetiva seria tão lento que não haveria quase nenhum benefício em prol das crianças, com o risco, ainda, de ser anulado por meio de novas regulamentações, como o BNCC (Base Nacional Curricular Comum), o qual, padronizando o currículo, proíbe qualquer divergência contra ele. Nenhum pai ou mãe acharia razoável fazer isso antes de garantir a segurança dos próprios filhos e incentivar outras famílias a fazerem o mesmo. Não raro, a decisão da educação domiciliar ocorre por uma emergência. A ideia automática de inculcar o egoísmo desses pais por não ajudarem a comunidade é pior que golpe baixo, é uma manipulação. Explico.
Convidar os dissidentes de algo a participar e ajudar de forma comunitária, sendo membros de grupos de debates ou conselhos, é uma técnica muito utilizada para a mudança de opinião. Sua opinião será ouvida e descartada democraticamente, até que se sente vencido, mas feliz por ter tentado. (Charlotte Iserbyt explica isso em sua obra (1), ela mesma uma ex-agente treinada a mudar a opinião de dissidentes, e está descrito em manual de treinamento de agentes governamentais que, por acaso, possuo um exemplar).
Os ministros defenderam que liberar o “homeschooling” aumentaria ainda mais a evasão escolar, num país onde já é alta, e favoreceria a exploração de crianças para o trabalho infantil. Obrigar a criança a trabalhar e ajudar a família é lamentável, mas obrigá-la a frequentar uma escola fraca, perigosa, entediante, sem aprender praticamente nada por mais de 12 anos é algo louvável? (2) É importante mencionar que aprender a cuidar da própria casa e ajudar em tarefas domésticas é até considerado trabalho infantil por alguns “especialistas”.
Na mesma semana do julgamento, a mídia fez o favor de veicular diversas matérias falando sobre a quantidade de adultos analfabetos, dados sobre evasão escolar e a má qualidade dos nossos leitores — a metamensagem disso é que, se estão em casa por tanto tempo, como é que não aprenderam a ler sozinhas por contra própria? –, e após o julgamento do STF divulgaram amplamente que o Homeschooling foi proibido pelo STF. “Fake news” ou apenas erro?
Um dos ministros também falou que o “bullying” pode ser algo positivo, pois aprender como lidar com os problemas é importante. Eu imagino que ele estava se referindo a bullying como piadinhas ou pequenas humilhações na escola, mas não foi o que pareceu. Não se pode simplesmente juntar no mesmo termo as brincadeiras inofensivas ao verdadeiro bullying, onde traumas são possivelmente gerados para toda a vida. Por acaso você já leu relatos de crianças estupradas em escolas públicas, ou crianças apanhando e sendo torturadas pelos professores em creches? Fica feliz pelo desenvolvimento da criança ao ver vídeos de maus tratos? É indiferente aos vídeos e notícias de professoras sendo ameaçadas e agredidas em sala? Lendo relatos de consumo de drogas em escolas? As escolas públicas fazem vista grossa de tudo isso, porque a repercussão é avassaladora (para os responsáveis, claro): mídia, pais, polícia, inquéritos, processos, demissões. Um ministro afirmou que, em casa, os pais devem preparar as crianças para enfrentar esses problemas de “bullying”, o que seria, então, uma oportunidade de aprendizado. O que você sugeriria para um filho ou filha que chega em casa e diz que foi estuprado no banheiro da escola? Ou como reconhece um que simplesmente tem medo demais de contar e sofrer as consequências das ameaças que geralmente acompanham o ato?
Não estou dizendo que não haja abusos e violência em casa. De certo que há. Mas proibir uma criança abusada na escola de sair e estudar em casa sob a proteção dos pais, em prol do “bullying positivo” e da “socialização democrática” é uma alegação quase conivente com o crime encoberto. Além do mais, a criança que vai à escola e é abusada em casa, continua tendo contato com os criminosos, independente da matrícula e frequência escolar diurna.
Se você se preocupa tanto com famílias abusadoras, já pesquisou quantos abusos são feitos por pais biológicos em comparação com o número assustador cometido por padrastos e madrastas? Leia os livros de Theodore Dalrymple (3,4,5 e 6) e tenha uma dose de realidade que o acordará para sempre. Leia também o livro de Patricia Morgan (7), que demonstra como as políticas públicas influenciam sim nas estruturas familiares, diferente do que geralmente se acredita. Por que, então, não se faz campanhas em prol da família? A resposta está mais abaixo, nesse mesmo texto.
Uma grande preocupação comum aos críticos do “homeschooling” é a questão da socialização da criança. Acham que uma criança que estuda em casa com seus pais não aprende a se relacionar corretamente e conviver com as diferenças. Imaginam que uma criança em casa está em um cativeiro, proibida de fazer amigos em clubes, no condomínio, em aulas de futebol, artes, ballet, natação, com filhos de amigos dos pais, irmãos, primos, etc. Acham que a criança não frequenta mercados, lojas, museus, cinema, parques e, portanto, não aprende a socializar. Acreditam que a correta socialização é obrigar uma criança a ficar quieta por horas numa sala de aula todos os dias, com brevíssimos intervalos para comer, interagir e brincar livremente, sempre com crianças da mesma idade e professoras que definem toda a brincadeira.
Esse tema, nada trivial, merece um texto próprio. Mas abordando um aspecto apenas, cito o interessantíssimo livro do casal Bronson e Ashley, “Filhos: Novas Ideias sobre Educação” onde um capítulo específico fala sobre como as crianças não entendem o preconceito (discriminação) da mesma forma que os adultos. Eles demonstram no livro que simplesmente imergir as crianças em escolas não faz com que elas entendam certas coisas e o problema estará resolvido. (8)
O processo de socialização de uma criança é algo muito mais complexo do que simplesmente assumir que MAIS é melhor. Isso, inclusive, seria supor que a diversidade é maior nas escolas do que fora dela, o que duvido que seja verdade. Se a escola prepara as crianças para a sociedade, é justamente na sociedade que há contato com a verdadeira variedade.
Os ministros sustentaram também que, numa sociedade democrática, não cabe aos pais ensinar a própria religião aos filhos. Caberia então a quem? Ao Estado?
Leia isso:
“Toda adoção de valores morais e de crenças deve ser realizada cientificamente. Devemos colocar e resolver todos os problemas a partir de pesquisa científica; particularmente, a questão da escolha e da adoção das ideias e das crenças deve ser considerada de maneira e com atitudes científica.” (UNESCO) (10)
Ou seja, em benefício de seus filhos, em defesa do “autoritarismo e doutrinação” dos pais, as crenças e tradições familiares devem ser substituídas conforme entendimento da ciência moderna (alguém aqui acompanha o debate e as consequências dessa “disputa” pela verdade?) e pelo entendimento dos especialistas, que definem as regras morais a serem seguidas.
A UNESCO afirmou também que os conselhos dos pais, avós e até dos vizinhos seriam potencialmente contraditórios com as possíveis futuras crenças da criança, e que isso, então, infringe sua liberdade de pensamento. A escola é o local, então, mais apropriado para o ensino dos direitos humanos e da paz. Interessante, não é? Então leia este trecho:
“Se falamos dessa luta nas instituições de ensino, corremos o risco de a burocracia, apercebendo-se subitamente de que realizamos algo de extremamente subversivo, venha a forçar a pesada mão sobre nós. É um perigo que eu conheço e ao qual estou pessoalmente exposto. No momento crítico, devemos considerar o que podemos fazer. Creio realmente que a educação pela paz, em certo sentido, é uma atividade revolucionária. É preciso substituir ‘educação pela paz’ por ‘educação para os direitos humanos”. Adam Curle.
Ou seja, em nome da paz e dos direitos humanos, o Estado quer proteger os filhos de seus próprios pais autoritários e doutrinadores. (Aposto que nenhum deles conhece o currículo escolar clássico sugerido pela Susan W. Bauer (9), referência para muitas famílias educadoras nos Estados Unidos.)
Quer mais um pouco? Segue:
“Na origem dessa reflexão de ordem pedagógica, decerto encontrar-se-á a clássica oposição entre instrução e educação, entre escola e família. Será preciso deixar à esfera privada da família o encargo e a responsabilidade de educar, apoiando-se para tal numa ética? Agir de outro modo não seria romper com a neutralidade da escola, com sua função essencial de transmissão de conhecimentos objetivos? Contudo, a escola não pode limitar-se a ensinar. De maneira implícita ou explícita, ela é portadora de valores e os transmite. Ela educa, portanto. Vale dizê-lo e afirmá-lo claramente.” (Conselho da Europa) (10)
Não escreveria melhor, portanto, cito as palavras do próprio Pascal Bernardin:
“Desse modo, a escalada da criminalidade, da insegurança, da delinquência, do consumo de drogas, a desestruturação psicológica dos indivíduos que se seguiu ao aviltamento moral e à consequente destruição do tecido social são as consequências de uma política consciente. Portanto, a manobra destinada a modificar os valores articula-se assim: inicialmente, impedir a transmissão, especialmente por meio da família, dos valores tradicionais; face ao caos ético e social daí resultantes, torna-se imperativo o retorno a uma educação ética – controlada pelos Estados e pelas organizações internacionais, e não mais pela família. Pode-se, então, induzir e controlar a modificação dos valores. Esquema revolucionário clássico: tese, antítese e síntese, que explica a razão por que, chegada a hora, os revolucionários se fazem os defensores da ordem moral. E por que, nolens, volens, os partidários de uma ordem moral institucionalizada se encontram frequentemente lado a lado com os revolucionários.” (10)
Seria Pascal um exagerado? Talvez valha lembrar da tática comunista de concentrar a confiança de cada indivíduo unicamente no Estado, da seguinte forma: tirar a autoconfiança de cada um, tirar a confiança nas comunidades locais e religiosas, e tirar a confiança da família, voltando os filhos contra os pais. Resta, então, a plena confiança no Estado, que é, por eliminação, a figura única e máxima de autoridade. Parece exagero meu, não é? Que tal procurar e ler o manual de agentes comunistas que vazou e foi publicado na década de 50? O passo a passo está lá. Não sou que estou inventando.
O objetivo da educação pública não é… “preencher os jovens da nossa espécie com conhecimento e despertar sua inteligência… nada está mais longe da verdade. O objetivo é simplesmente reduzir o máximo de indivíduos para um mesmo nível seguro, para criar e treinar cidadãos padronizados, para reduzir os dissidentes e a originalidade.” H.L. Mencken 1924. (2)
Os interessados em fazer “homeschooling” sempre serão a minoria, por razões evidentes. A verdade é que a grande maioria dos pais acha conveniente apenas delegar a criação dos próprios filhos às escolas e cuidadores, e muitas vezes só tem filhos porque é socialmente bem visto ou porque seus colegas estão tendo também, mas jamais pensaram no que é a educação propriamente dita e jamais leriam até o fim livros sérios de pedagogia, como os que listei no fim do texto. É muito conveniente para pais simplesmente colocar os filhos nas escolas, mas é conveniente também ao Estado.
No entanto, isso não é motivo de se proibir essa minoria de interessados em ensinar seus filhos em casa. Diferentemente da postura do Estado sobre “minorias” étnicas e sexuais, por exemplo, a conduta do “homeschooling” apresenta mais risco ao Estado. Problemas que não afetam o poder do Estado não são prioridades. Pense nos crimes hediondos que parecem ser ignorados pelo governo e pela mídia, enquanto para outros são feitos grandes movimentos e propagandas. A regra geral é sempre em função do poder do Estado.
Diferentemente do que foi dito no STF, jovens adultos que estudaram em casa estão sendo muito bem recebidos e até procurados por empresas americanas, justamente porque são pessoas mais independentes, criativas e que se adequam mais rapidamente ao meio de trabalho (melhor socialização?). Por que será que não citaram isso lá no STF?
Essas minorias de homeschoolers não só não afetariam de forma relevante o funcionamento da “educação” como é hoje, como também criaria novos conceitos, novas formas de ensinar, novos materiais, novas metodologias, novos grupos pedagógicos, que poderiam eventualmente divergir das orientações do MEC e, consequentemente, da UNESCO. Será que eles querem isso? Será que a preocupação realmente é com a educação dessas crianças que seriam educadas (desta vez sem aspas) em casa, ou seriam justamente elas uma eventual fonte de preocupação?
Os modelos educacionais vigentes são desenhados baseados no behaviorismo, buscando implantar o conformismo e o respeito à autoridade (Estatal, no fim das contas). Crianças que aprendem rapidamente são tolhidas e as mais lentas são ignoradas. O importante é o conformismo. Antigamente, isso era feito pela violência física, como ensinava já os behavioristas russos Pavlov, Watson e Skinner, sob influência do Wilhelm Wundt, que dizia que as crianças são mecanismos de “estímulo-resposta”: bata mais e farão mais. Skinner já dizia que o ensino do comportamento complexo é ensinar uma sequência de comportamentos menos complexos. “A obediência é fruto da violência”, diziam. Que também é relatado de forma mais ou menos ficcional por Orwell ao falar do Ministério do Amor.
Posteriormente, técnicas muito mais elaboradas e sutis avançaram ao ponto de não ser mais necessário espancar uma criança até ela perder a vontade própria e simplesmente obedecer ao agressor. A técnica da propaganda e neurolinguística avançou de tal forma que não é preciso mais tanto barulho. Descobriram também que o estímulo condicionado é feito mais rapidamente pelo reforço positivo do que pela dor (por isso, ao educar, a forma de elogiar é importante também). Aliás, tampouco é preciso tirar as crianças de casa, com o advento da TV. Tampouco os pais precisam saber o que está acontecendo realmente. (11) Por que a pressa de se fazer curvar um homem à sua vontade, se você pode formá-lo, desde o início, da forma que deseja? O controle da educação visa nada mais que isso. Sempre em benefício da criança, claro.
O inglês Benjamin Kidd, chefe do projeto “The Education Trust”, escreveu em 1918 que o objetivo do projeto era “impor aos jovens o ideal da subordinação”. (12) Mas por que um órgão internacional, repleto de especialistas em educação, psicologia, sociologia, etc., responsáveis pela nossas vidas, faria algo nesse sentido? Porque é muito mais fácil controlar uma população habituada a se conformar do que controlar pessoas que realmente pensam por si e possivelmente se oporiam a tudo isso?
Para finalizar, leia as palavras do Conselho de Educação Geral, da Fundação Rockefeller, em 1906, num documento chamado de “Occasional Letter Number One”:
“Em nossos sonhos… as pessoas se entregam com perfeita docilidade às nossas mãos modeladoras. As atuais convenções educacionais [de educação intelectual e moral] desaparecem. Em nossas mentes, e desimpedidos pela tradição, trabalhamos nós mesmos. Boa vontade sobre um povo grato e responsivo. Nós não devemos tentar fazer destas pessoas, ou de nenhum de seus filhos, filósofos, acadêmicos ou cientistas. Nós não temos de levantar dentre eles autores, educadores, poetas ou escritores. Nós não devemos procurar em embriões grandes artistas, pintores, músicos, advogados, médicos, pregadores, políticos, estadistas – dos quais já estamos amplamente abastecidos. A tarefa que colocamos diante de nós é muito simples… nós iremos organizar as crianças… e ensiná-las a fazer, de modo perfeito, as coisas que seus pais e mães estão fazendo de modo imperfeito.” (12)
Lembrando também Platão, que ensina que uma sociedade perfeita só poderia ser destruída através da educação das crianças, mudando tão sutilmente para o mal que ninguém vivo perceberia, e quando fosse possível perceber, as antigas gerações já estariam mortas. Isso repetido em diversas gerações seria a única forma de destruir uma sociedade perfeita. (A República – Platão)
Dúvida de tudo isso? Pesquise por si mesmo. Leia livros. Busque as fontes. Ou se conformará apenas com o que já sabe?

REFERÊNCIAS:

Se, por acaso, despertei sua curiosidade, desligue um pouco a TV e leia alguns livros:

(1) –Deliberate Dumbing Down of America – Charlotte Iserbyt (veja as entrevistas com ela, também).
(2) –The Case Against Education, Why the Education System is a Waste of Time and Money– Bryan Caplan (Excelente livro. Acadêmico. Implacável)
(3) –A Vida na Sarjeta – O círculo vicioso da miséria moral (2014), Theodore Dalrymple
(4) –Nossa Cultura… ou o que Restou Dela – 26 ensaios sobre a degradação dos valores (2015), Theodore Dalrymple
(6) –Qualquer Coisa Serve, Theodore Dalrymple
(7) –The War Between the State and the Family – Patricia Morgan
(8) –Filhos: Novas Ideias Sobre Educação – Po Bronson & Ashley Merryman
(9) –The Well Trained Mind, Susan Wise Bauer (guia completíssimo para famílias que educam seus filhos em casa pela educação clássica. Um livro repleto de referências bibliográficas de materiais e métodos de ensino para formação)
(10) –Maquiavel Pedagogo – Pascal Bernardin [em português]
(11) – Televisão – Um “Fast-Food” Envenenado para a Alma, Marcelo de Almeida Andrade


Dumbing Us Down: The Hidden Curriculum of Compulsory Schooling – John Taylor Gatto e Zachary Slayback
Contra a Escola – Fausto Zamboni [em português]
Rethinking School, How to Take Charge of Your Child’s Education, Susan Wise Bauer (guia para quem está insatisfeito com a educação dos filhos e busca saídas e alternativas).
How Children Learn, John Holt (histórias que dão insights de como as crianças aprendem)
Free to Learn, Peter Gray (conheça um modelo escolar diferente que realmente educa)
Passion-Driven Education, Connor Boyack (como funciona o aprendizado de uma criança e o que a faz desejar aprender mais e mais)
How to Raise and Adult, Julie Lythcott-Hains (livro completo e organizado sobre elementos importantes que a escola não ensina, mas são indispensáveis a adultos maduros e bem formados)
Ensine do seu jeito, John Holt & Patrick Farenga (um dos livros de Holt mais claros na defesa do homeschooling e unschooling)
Dez maneiras de destruir a Imaginação de seu filho, Anthony Esolen (livro inteiro irônico que ensina como tornar seu filho um autômato. Talvez você já esteja indo muito bem…)
-Uma pedagogia perene, João Modesti (sobre Dom Bosco) (Dom Bosco caiu no esquecimento injustamente. Esse pequeno livro o despertará para a verdadeira educação)
Homeschooling Católico, Mary Kay Clark (um guia sobre homeschooling indispensável)
Como aprendemos, Benedict Carey (fala sobe aprendizagem e neurociência. Muito bom.)
Professores, para quê?, Georges Gusdorf (livro maravilhoso sobre o que é o ensino, o que diferencia um professor de um mestre e como usufruir plenamente dessa relação. Talvez um dos melhores que já li)

Sobre a BNCC (Base Nacional Curricular Comum), segue série de vídeos obrigatório para assistir:

01 – Introdução: https://youtu.be/2VNv0dElfXc
02 – História da Educação: https://youtu.be/Pct0f3rqaso
03 – História das Bases Comuns Curriculares: https://youtu.be/v7LquVfhdwI
04 – Dois problemas das Bases Comuns Curriculares: https://youtu.be/AEhJjCMOqIo
05 – Problemas das Bases Comuns Curriculares: https://youtu.be/azBGue99JPA
06 – As Bases Comuns Curriculares são ilegais: https://youtu.be/ez9K6Wrprgg
07 – Agenda da UNESCO: https://youtu.be/yqNNHsy7J48
08 – Por que os EUA estão reconsiderando as Bases Curriculares: https://youtu.be/G1MYF8M6ayU
09 – Havelock e Bloom: https://youtu.be/xYn4RfUIAYc
10 – Contratada para subverter: https://youtu.be/nKKHWB68jDA
11 – Ativismo internacional na Era Reagan: https://youtu.be/TXWTW7UDDKQ
12 – A neve é preta: https://youtu.be/9f_n0-0nixk
13 – Glenn Beck denuncia Bill Gates: https://youtu.be/eDPl6YoBpyc
14 – Quem está por trás das Bases Comuns Curriculares: https://youtu.be/_hGAu-4VfHI
15 – A Educação Clássica: https://youtu.be/Y02-CCk5ktc
16 – Se todos tivessem a Educação Clássica: https://youtu.be/LUtuvz2T1A8

quinta-feira, julho 11, 2019

"Friendship Lite" substitui a família na N.O.M.

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Por Stephen Volk
Traduzido por Andrea Patrícia


Série televisiva "Friends"


Séries de comédia como "The Big Bang [Theory]", "Seinfeld" e "Friends" sugerem que os engenheiros sociais estão tentando estabelecer uma nova norma. "Amigos" estão substituindo as famílias como nosso principal grupo de referência. "Facebook" e "MySpace" reforçam essa tendência.

J.J. Sutherland escreve: "Na TV, o grupo de amigos é o conjunto básico da humanidade. De Seinfeld a Friends, de Sex and the City a Glee, há um monte de amigos em grande intimidade entre si, entrando e saindo de apartamentos abertos, uma intensa proximidade".

Ele cita Neil Gabler, que diz que a versão televisiva da vida social americana não é apenas uma visão distorcida da realidade, é mais uma visão bizarra e oposta de como nós realmente vivemos.

"Um estudo descobriu que os americanos tinham um terço a menos de confidentes não-familiares do que 20 anos antes e 25% não tinham ninguém para confiar. Outro estudo de 3.000 americanos descobriu que, em média, eles tinham apenas quatro contatos sociais próximos, mas estes incluíam membros da família como o próprio cônjuge".

Esse declínio em amizades reais pode explicar em parte o aumento dramático de amizades virtuais como aquelas em sites de redes sociais onde ser 'adicionado como amigo' é menos um sinal de engajamento pessoal do que uma medida quantitativa de quantas pessoas a sua vida varreu e quantos nomes você pode colecionar, mas isso é friendship lite [amizade de rede social]. O Facebook, na verdade, só ressalta o quanto a amizade tradicional - amigo com quem você se encontra, fala e compartilha - tornou-se um anacronismo e o quanto ser 'amigo' é um termo irônico.

O Facebook, reconhecidamente, reúne seu banco de dados para a Nova Ordem Mundial e chama seus participantes de idiotas. Nunca os belos conceitos e definições de amizade foram tão destruídos, tão corrompidos, quanto pela indústria cultural.

A ESCOLA DE FRANKFURT

Mais uma vez, precisamos examinar The Culture Industry, de Theo Adorno.

A Escola de Frankfurt escreveu um livro chamado A Personalidade Autoritária, traduzido para o inglês pela primeira vez em 1950. O livro foi criado para destruir o macho cristão autoritário como chefe da família. Isto, naturalmente, inclui todos os defensores presentes e futuros da República Cristã.

Kinsey foi apoiado pela Escola de Frankfurt, assim como o revolucionário sexual Herbert Marcuse. A maioria da escola de Frankfurt era homossexual como Barney Frank. Ideologicamente, o estilo de vida de Barney Frank é o legado da Escola de Frankfurt. Barney Frank é, se você quiser, a maior conquista deles.

Em seu livro Mind Siege, (Thomas Nelson, 2000), Tim LaHaye e David A. Noebel confirmaram as descobertas de Richess de uma rede internacional.

As principais autoridades do Humanismo Secular podem ser retratadas como a linha de partida de um time de beisebol: o arremessador é John Dewey; o receptor é Isaac Asimov; primeira base é Paul Kurtz; segunda base é Corliss Lamont; terceira base é Bertrand Russell; interbase é Julian Huxley; campista esquerdo é Richard Dawkins; campista central é Margaret Sanger; campista direito é Carl Rogers; gerente é "o cristianismo é para perdedores" Ted Turner; o rebatedor designado é Mary Calderone; os jogadores utilitários [*jogadores que podem jogar com competência em qualquer posição] incluem as centenas listadas na parte de trás do Manifesto Humanista I e II, incluindo Eugenia C. Scott, Alfred Kinsey, Abraham Maslow, Erich Fromm, Rollo May e Betty Friedan.

Nas arquibancadas, estão as organizações patrocinadoras ou de apoio, como... a escola de Frankfurt; a ala esquerda do Partido Democrata; os socialistas democratas da América; Universidade de Harvard; Universidade de Yale; Universidade de Minnesota; Universidade da Califórnia (Berkeley); e duas mil outras faculdades e universidades.

Comentando sobre a influência de Kinsey, a acadêmica de casamento tradicional, Dra. Judith Reisman, confessou: "Estamos com problemas".

E dificilmente nos deparamos com a questão do divórcio entre pessoas do mesmo sexo. Até onde as coisas podem ir ainda? É hora de pegar uma civilização em queda rápida antes que ela chegue ao fundo... E começamos a maximizar os esforços sociológicos individuais e macro para restaurar as definições saudáveis e atemporais de amizade.

Original aqui




quarta-feira, julho 10, 2019

Cesárea e Parto Normal

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Um texto de um médico postado em rede social, onde ele discorre em linguagem simples e informal sobre questões como cesarianas e parto normal. leia com atenção, pense, guarde as informações. E cuidado com militâncias. Hoje as feministas militam pelo parto normal enquanto defendem o aborto. Há algo errado nessa equação. 
Sou favorável ao parto normal, mas normal de verdade. Não sou militante, apoio a cesariana também, pois cada caso é um caso. As coisas não são tão simples. Busquemos a verdade sempre.
Leia:

CESÁREA E PARTO NORMAL
ATENÇÃO! Este não é um texto acadêmico.
Estou cansado deles.
Sou médico obstetra há 33 anos. Sempre fui a favor do parto normal.
Quando uma paciente durante o pré-natal pedia cesárea eu concordava, pois não a ‘jogaria aos leões’. Porém depois de garantir que faria a cirurgia que ela pedia eu iniciava a ladainha que o parto “normal” seria melhor para ela, para o nenê... etc.
Minha intenção sempre foi a melhor possível.
No entanto, muitas vezes, aquele melhor não parecia lógico quando confrontado pela realidade. 
Não poucas vezes estávamos eu com uma paciente sofrendo muito - ela com muitas dores, um neném que às vezes nascia mal, mesmo com ‘todo cuidado do mundo’ por todo o tempo e eu angustiado, mesmo com todo preparo. Sem negligência, imprudência ou imperícia. Eu não ficava na sala de médicos batendo papo ou assistindo televisão, permanecia todas as horas, muitas madrugadas, ao lado da gestante – ela sem anestesia (não havia) e eu buscando um meio para aplacar aquele sofrimento. ‘Eu estava com a paciente por todo tempo’.
Com os anos de experiência percebi que alguns médicos não ficam o tempo todo ali com as gestantes em trabalho de parto, não por serem bandidos insensíveis, mas por uma aparente insensibilidade que é formada na gigantesca dificuldade de ver um ser humano sofrer, contorcer-se, gemer, e ele não poder fazer nada – porque não há dinheiro para anestesia ou porque ‘a política do SUS é pelo parto “normal” à qualquer prova. Insensibilidade construída pela ignorância. 
Aprendemos também na Escola de Medicina a fazer a ‘episiotomia’ – aquele corte na vagina – com o objetivo de que não houvesse lesões na região durante a saída do neném.
Historicamente havia um motivo para aquele corte na vagina. Dizem por aí que é feito para ‘acelerar’ o parto – por pressa do médico. Ignorância absoluta de quem afirma, pois esse procedimento é realizado no último segundo do processo de expulsão do feto e sua motivação sempre foi para proteger as estruturas da região (períneo) que muitas vezes dilacerava, às vezes de modo trágico.
Se fosse para acelerar o parto seria uma imbecilidade porque depois precisamos ficar um bom tempo ‘costurando’ aquela lesão. Parto normal só porque nasceu por vias naturais (mas numa posição nada normal). Mas vai para as estatísticas como NORMAL.
Já ouvi doulas falarem que se romper o períneo não há problema, a natureza corrige. E eu digo, pergunte isso às mulheres que tiveram essa experiência. 
E por que dilacera se o parto “é normal”? 
Mulheres por milhares de anos pariram de cócoras. Pois essa é uma posição natural durante toda a vida (na natureza, não hoje em nossa sociedade). Na beira do rio, para conversar, plantar, colher, preparar comida... levantar e agachar, um levantar e agachar desde a infância e por muitos anos prepara ligamentos, tendões, musculatura para, não apenas o parto, mas o próprio processo de evacuação (ir aos pés), este também muito prejudicado e ‘anormal’ nos dias atuais – não se evacua bem, sentado em um ‘vaso’, assim como não se pare bem, deitada – mesmo as doulas acabam por colocar as parturientes em uma banheira PORQUE POR MAIS TREINAMENTO FÍSICO DURANTE O PRÉ NATAL não se consegue preparo e distensão dos tecidos corporais – como muitas índias que vivem no interior do nosso imenso país mantêm.
Por que deitaram as mulheres para parir? 
Deitaram as mulheres no passado para terem os filhos porque elas não suportavam permanecer de cócoras por tempo suficiente (experimente você, ainda mais com um barrigão, cansada, assustada e com dor). A posição deitada não permite a completa distensão NORMAL dos tecidos na fisiologia de um verdadeiro parto normal/natural. Como passou a existir com frequência lesão daqueles tecidos maternos – e muitas mortes por hemorragia, infecção em um momento pesadelo – ‘alguém que pensa’ decidiu provocar, segundos antes dessa ‘ruptura’, uma ‘ruptura linear programada’ o que permite que diminuam as linhas de força por todo o sistema ‘salvando’ pele, mucosa, bexiga, intestinos... e, muitas vezes a própria vida da mãe. Esse corte é feito com anestesia local e de modo oblíquo porque se mesmo assim ainda correr, isto é, dilacerar, a lesão seguirá o sentido que não atingirá o reto, ânus ou bexiga.
Eu fiz muitos partos ditos normais naquela época.
Tentei não fazer esse corte chamado episiotomia (por instrução de mestres) e mesmo com as manobras acertadas para que o parto não fosse um expulsivo ‘explosivo’, sempre houve lesão importante.
Agora farei uma pergunta também importante. Se o parto realizado hoje em nossos hospitais é NORMAL, por que tantas mulheres aparecem depois nos consultórios com queixas de perda de urina? Iniciam com perdas de urina quando correm ou fazem algum esforço, como empurrar um sofá..., até tais episódios acontecerem mesmo aos pequenos esforços.
Aí é só fazer correções CIRÚRGICAS no períneo – Colpo/períneo/plastia.
Fiz muitas, muitas, muitas dessas cirurgias – que hoje contam com diversas técnicas operatórias, discutidas em Congressos Médicos até para saber se é área do ginecologista ou da urologia. Curioso que se sabe e se fala abertamente que a origem é do parto dito NORMAL, mas ninguém questiona por que então é normal e causa tantos problemas!!!?
Eu comecei a questionar, somando todos os aspectos do parto e da cesárea - esta que considerarei adiante.
Em tempo. Nem todas as mulheres precisarão de cirurgia para correção do períneo, por dois motivos principais. Às vezes a lesão e fragilidade proposta aos tecidos é tão maior que a bexiga ‘cai tanto’ que refaz ao inverso (no sentido contrário) o ângulo que sustenta o segurar da urina; Outras vezes porque a lesão, apesar de existir, não é suficiente para alterar tal ângulo.
Não poucas dessas mulheres se queixam de “sentirem-se largas para o sexo”. Algumas apenas isso. Muitas vezes eu realizava a plástica vaginal apenas da região posterior, reaproximando a musculatura que havia sido afastada no parto NORMAL pretérito.
Orientei para o parto NORMAL a minha irmã (sim, eu a amo). Teve dois filhos que hoje estão formados e trabalhando – há bastante tempo, portanto. Outra irmã passou por duas cesáreas na mesma época – porque precisou. Certo dia, correndo por uma praia com a minha irmã (do parto normal) ela de repente pediu para parar. Estava perdendo urina. Comecei a explicar para ela por que aquela perda quando me interrompeu subitamente e perguntou por que eu não a havia avisado antes? Imagine minha cara naquele momento. Corro com minha irmã que passou pelas duas cesáreas e nada disso passa por nossas conversas, tampouco pelas calças dela.
Resolvi o ‘problema que causei’ em minha irmã com uma grande cirurgia de correção de períneo. Pensando enquanto operava: “Que raios de parto normal é esse que precisa de outra grande cirurgia para permanecer nas estatísticas de NORMALIDADE?”
Em uma média harmônica, algumas gestantes – um número pequeno – têm seus nenês praticamente sem dor e de modo simples, até rápido. No entanto, mesmo nelas, se tentasse não cortar a vagina a lesão era quase sempre inevitável. Acredite, tentei por diversas vezes ‘proteger o períneo’, comprimindo a região procurando fazer com que o neném saísse lentamente, porém, sempre terminava com algum grau de trauma. As gestantes que conseguem parir sem ‘cortar’, na maioria das vezes é porque já tiveram partos ‘normais’ anteriores e a vagina está distendida o suficiente para que o neném passe ali sem piorar o que já existe.
Seguindo a razão da média dessa mesma curva estatística, um número cada vez maior de mulheres terá seus filhos com graus de dificuldade e sofrimento progressivo, iniciando então a porção descendente da curva até um número pequeno de gestantes, com o que passei a chamar de ‘parto pesadelo’. Resumindo: número pequeno com partos facílimos; número pequeno com parto horrível; a maioria entre esses extremos. Eu já vivenciei todos os pontos dessa curva. Não desejo a ninguém esta experiência. 
Quando nós obstetras estamos nas madrugadas nos hospitais – públicos ou privados – acompanhando essas mulheres heroínas em momentos de angústia extrema, a imensa maioria das pessoas favoráveis ao parto NORMAL estão dormindo ou nas baladas – nada contra baladas ou sono, apenas para compreendermos que é preciso conhecer algo para criticar. E não vale ter experenciado um parto fácil, tranquilo... para construir um conhecimento e defendê-lo a ferro e fogo. Tampouco apenas um parto pesadelo para determinar que todos serão assim.
Note que neste texto não estou usando nenhum dado ou linguagem científico-acadêmica. Como em minhas palestras meu objetivo é provocar o pensamento, nossa inteligência e discernimento. Vivemos hoje (e talvez sempre) uma medicina que você pode encontrar ‘trabalhos científicos’ dando a resposta que mais favoreça a seus interesses. Normalmente as pessoas usam aqueles que agradam as próprias ideias. Esse é um mal humano – acredito que seja preguiça de pensar com a cabeça do outro (empatia), provavelmente por um mecanismo neural primitivo de defesa e anestesia do mundo frente ao perigo. Pergunto: até quando desejaremos ser primitivos para defender nossas ideias, ainda que ‘protegidos por ideologias e dados pseudo matemáticos’. Talvez após ouvir os urros de desespero de uma mãe em uma sala de parto algumas pessoas possam tentar pensar de outra maneira; urros reais de uma dor lancinante ou por ver um filho nascer morto após tanto investimento e esforço. Tenho urros gravados, não por sadismo ou curiosidade infantil, mas por não acreditar no que eu estava vendo, ouvindo e vivendo. Também vi períneos com lesões enormes e apenas aquele cordão umbilical ainda balançando em meio a tanto sangue, apenas para afirmarem: “Que bom foi normal”!
Certa vez vi meu pai conduzindo um parto de modo brilhante. Tudo certo! Padrão adequado de contrações; paciente sem muita dor até o final; coraçãozinho do feto sendo examinado por todo trajeto de parto; até que nasceu..., branco como uma folha de papel e absolutamente sem tônus – parecia morto. Como assim? Estava tudo correndo bem! Massagem cardíaca, adrenalina pelo cordão umbilical, oxigênio.... e uma dor passando por todos os corações que estavam ali naquela sala. Depois de alguns minutos a cria gemeu, chorou, foi para a UTI infantil, sobreviveu. E bem. Mas deixou marcas profundas em todos nós ali naquela sala. Ninguém merece passar por isso.
Quantas cesáreas de emergência eu ‘passei’ por que uma complicação aguda surgiu em algum momento que exigiu uma intervenção? Ninguém merece...
Quantas crianças sobrevivem com lesões cerebrais variadas e... ninguém... Graças a Deus eu nunca passei por isso. Com o tempo aprendi o que não era tão NORMAL assim.
Já ouvi doulas falarem que nós médicos levamos as mulheres para os hospitais para não apenas operá-las, mas para ganhar dinheiro. Curioso! Elas cobram legal para acompanhar partos, mesmo sem formação, enquanto... você sabe o quanto recebe um médico do SUS. Sim! Historicamente, as grávidas ‘ganhavam os nenês em casa’, acompanhados às vezes por ‘curiosas’ (termo esquisito). Em casa, quase nada poderia ser feito. Sim, nasciam crianças, afinal, hoje estamos por aqui, contudo, morriam muitas delas e morriam muitas mães. Um dia alguém resolveu fazer alguma coisa – levaram as mães a segurança ‘possível’ dos hospitais.
NORMAL. O que é normal?
Deixe-me brincar um pouco mais com a evacuação, já que talvez estejamos falando alguma m.. Você que tem um pet, um cachorrinho lindo e amigável, ele sai para fazer o cocozinho ali adiante e volta correndo feliz para o ‘dono’. Pula em seu colo E NÃO SUJA SUA ROUPA. Você mesma viu a posição que ele naturalmente assumiu (sem ninguém o ter ensinado). Abre-se desse modo o esfíncter, expõe (para fora) a mucosa do reto e as fezes são expulsas pelo ânus, que se fecha imediatamente mantendo tudo limpinho. O que você acha que acontecia com a gente (e ainda acontece com as índias ou com o ‘mineirinho’ que no interior do país insiste em ‘ir aos pés’?). Papel higiênico é uma criação e necessidade da atualidade – ninguém precisava disso.

Inventaram a cadeira! Perdemos nossa posição natural de vida e ganhamos muita dor nas costas, assim como uma involução dos nossos ligamentos. Não se evacua mais em paz e foi preciso papel e a ‘duchinha’ higiênica, peças que se tornaram inimagináveis faltar em nossos caminhos pela Terra. Assim como revistas para ler naquele ‘recinto’ já que demoramos tanto para conseguir evacuar. Pandemia de hemorroidas... etc.
Nesse meu caminho na medicina e obstetrícia, tive o prazer de conhecer Dr. Moisés Paciornik. Em um trabalho maravilhoso de prevenção do câncer ginecológico com as índias no interior do Estado do Paraná, esse senhor, um verdadeiro cientista observador dos fatos, notou ao colher o exame de Papanicolau que a vagina das índias apresentava os tecidos firmes e preservados apesar de terem tantos filhos. BINGO – parto de cócoras! Instituiu a conduta óbvia em seu próprio hospital em Curitiba.
Assisti à uma apresentação dele – eu ainda estudante de medicina – na Associação Médica do Paraná. Sala cheia. Cheia de ignorantes úteis que riam muito durante toda a apresentação. No início eu também ri, afinal meus mestres riam... até que me dei conta de que algo ali estava muito errado, vendo eu a face daquele senhor já de idade, constrangido por todos enquanto falava das suas ideias e experiência. Parei de rir e prestei atenção.
Tempo depois da minha formatura fui convidado por uma emissora de televisão para debater Parto Normal x Cesárea. Meu papel ali era defender a cesárea. Adivinhe quem era meu ‘oponente’? Dr. Moises Paciornik. Foi uma experiência muito gratificante e não demorou para darmo-nos conta de que ambos estavam ali para defender a mulher e não nossas ideias. Foi até divertido e rimos muito. Num dos intervalos aquele senhor de idade olhou para o entrevistador e disse exatamente assim: “Preste atenção neste jovem e veja o que ele fará no futuro”. Aceitei o elogio e o desafio para a vida.
Fui até o hospital dele para conhecer de perto o parto de cócoras. Uma sala de parto tentando imitar a natureza, com algumas pedras, plantas (não naturais), uma sala com pouca luz, silêncio, teto decorado com estrelas imitando uma linda noite acolhedora para receber... anjos. Tudo maravilhoso. Apenas uma coisa destoava naquele ambiente. Uma grande barra de ferro como uma trave para que a gestante se apoiasse a fim de aguentar a posição de cócoras e as dores, afinal tudo era natural – menos a barra e a presença do médico para APENAS OLHAR.
Para quem não sabe, o conceito Obstetra tem origem na palavra ‘obstare’ – que significa estar ao lado. Afinal, em toda história humana era apenas o que se podia fazer.
Não estou criticado negativamente. Dr. Moisés merece todo nosso respeito pelo bem que tentou proporcionar a todas as mulheres que passaram por suas mãos, e com intencionalidade.
Apenas, ele era de outra época. Uma época na qual a cesárea era uma grande cirurgia apenas escolhida em último caso.
Tentei realizar alguns partos ali. A cena de ver a paciente ‘grudada’ e sustentada por aquela barra..., urrando naquela sala escura..., não me tardou a fazer pensar o que havia de NORMAL naquilo tudo. Devo ter realizado apenas uns seis ou sete partos daquela maneira. Desisti.
Logo surgiu uma ‘cadeira de parto’ que levantava o dorso e deixava a mulher em uma posição mais vertical – como se o problema fosse a gravidade que facilitaria a descida do neném. Outra grande tolice. Fosse assim, não precisava gastar em uma mesa tão cara, basta pendurar as gestantes no teto (desculpe a brincadeira de muito mal gosto, apenas para aclarar que o que estamos tratando não é brincadeira).
Escolhi ser obstetra, mas antes disso, ser humano. Provavelmente por influência do meu pai, também obstetra e com uma experiência gigantesca. Lembro-me ainda criança ver irem buscar meu pai em casa para fazer parto domiciliar – na casa da gestante. Certa vez perguntei a ele o que ele fazia. Ele disse: NADA, às vezes usar um fórcipe, outras correr para o hospital com a criança em sofrimento, algumas... bem, pesadelos ele nunca me contou.
Um dia estávamos na praia quando fomos todos avisados na madrugada que a mulher do zelador – que morava ali – havia morrido – NO PARTO. Diversos médicos no prédio, vi meu pai perguntar ao marido da falecida, não chamou por quê? “- Não queria incomodar, ...todos os outros filhos tinham nascido bem”.
Nesse meio tempo – anos de faculdade – a cesárea evoluiu demais. A anestesia para ela também. A chamada analgesia no parto era realizada apenas após bom tempo e dilatação porque ‘atrapalhava’ o parto, não poucas vezes até cessava as contrações.
“O Brasil se tornou campeão mundial de Cesáreas” diziam as mídias, já há muito tempo. Meu Deus! Dizia a população. Como afirmei ali atrás, o médico brasileiro não é um insensível. E é extremamente avançado em técnica e doação. Daí o porquê sermos campeões de cesáreas.
“Ah! Mas a cesárea são tantas camadas....”. Sim! Pele; gordura; uma capa branca que envolve os músculos do abdome (aqueles do tanquinho); não cortamos os músculos, eles são afastados como fazemos todos com uma pequena cortina); peritônio parietal (da parede - uma membrana muito fina que limita o abdome); peritônio visceral (a mesma membrana que aqui envolve o útero); divulsiona-se (esse é o termo) as fibras musculares do útero; rompe-se a bolsa (que iria se romper mesmo) e apoia-se a parte do neném que está ali (geralmente a cabeça) para que nasça ‘por arriba’. Do corte na pele até a retirada do neném, aproximadamente 3 minutos apenas.
Nasce bem, hoje com a certeza da data e maturidade, garantidas por ultrassonografia. Beija a mãe que está feliz, o pai ali presente, geralmente chorando.
Retira-se a placenta e revisa-se a cavidade uterina (impossível no parto normal onde apenas uma das complicações neste momento é deixar para trás partes da placenta – sem ser erro ou sequer descuido médico).; Aproxima-se os bordos da abertura do útero com fios de sutura adequados para tal; Revisa-se a cavidade abdominal (também impossível no parto normal); Não se sutura o peritônio visceral (que recobre o útero) porque não há nenhuma necessidade. Sutura-se o peritônio parietal para que não se formem ali aderências; Não é necessário aproximar os músculos abdominais PORQUE SEQUER FORAM TOCADOS, CORTADOS, MACHUCADOS; sutura-se aquela capa branca que recobre os músculos (aponeurose, este sim, um momento importante, porque se mal feito produzirá uma hérnia); aproxima-se a gordura com fios, até aqui todos absorvíveis, isto é, que não ficam e, portanto, não precisam serem retirados; e, por fim, sutura-se a pele com pontos de cirurgia plástica (intradérmicos e também absorvíveis). Total 20 a 30 minuto de um procedimento absolutamente tranquilo. Um parto dito normal dura em média 14 horas (de beleza ou de surpresas).
Se existem complicações? Sim! Um hospital mal equipado, material mal esterilizado, médico não preparado... e o acaso. Eu posso fazer um pequeno procedimento, digamos, apenas ‘retirar uma unha encravada’. Esta infectar, trombosar, embolizar... e eu morrer (por quase nada).
A cesárea passou a ser considerada há muito uma pequena cirurgia e de baixo risco.
A episiotomia, o corte feito no momento do parto lesa: Pele; Mucosa vaginal; Musculatura do chamado assoalho pélvico – que dá sustentação a todo sistema reprodutor e urinário final... Um corte muitas vezes maior que o da cesárea, além de lesar mais tecidos.
Minhas pacientes às vezes dizem: mas e o normal? 
Parece que a palavra normal nos leva a crer NORMAL. 
Vou deixar isso mais claro! Não é porque sai por baixo que se torna NORMAL; assim como não é porque entra por cima. Explico. Deixe este texto agora e vá por alguns minutos descansar; pensar e... tomar uma sopa. Prepare uma sopa bem gostosa! Coloque-a em um prato fundo e vá até a sala da sua casa. Deite-se de costas no chão e apoie as pernas sobre o sofá. Arrie lentamente o prato de sopa em seu peito e... tome, com uma colher bem adequada. Cuidado para não se engasgar. A fisiologia da deglutição está totalmente alterada. E todo aquele que insistir para que você se alimente desse modo porque é NORMAL, entra por cima, FUJA.
Eu já ri muito ao ver buracos no chão, em banheiros de postos de gasolina nas estradas. Hoje, com mais discernimento, entendo bem melhor para que NORMALIDADE eles servem.
Andar é NORMAL. Sim, mas eu prefiro ir de carro, ônibus, avião – de preferência primeira classe. 
O que mais importa? NORMAL É PODER ESCOLHER!
Desde que o oferecimento desse conhecimento não seja induzir alguém apenas pelo que eu acredito (ou tenho interesse – isso é sofisma).
Ah! Mais o mundo lá fora só se faz parto normal!
Eu já estive algumas vezes em hospitais no mundo lá fora. Acredite! Tecnicamente a cesárea no Brasil supera em muito diversos lugares considerados avançados. Assim como o coração do médico brasileiro. Não vou detalhar aqui, já escrevi muito (mas faço pelas mães e crianças).
Para encerrar. 
Minhas pacientes escolhem o tipo de parto! Mas, nunca sem terem dados corretos para tal escolha. Respeito quem ainda assim queira o parto normal, até aquelas que apelam para explicações como “precisam naquele momento receber as energias que vem do Universo”. Repito! Quem decide o parto em meu consultório é a gestante. Mas eu digo a elas que mesmo com todo preparo e cuidado, uma criança pode nascer muito mal e até sofrer lesões irreparáveis. 
A obstetrícia é hoje uma das especialidades médicas mais processadas por ‘erro médico’. Erro que muitas vezes é tão somente uma inesperada, urgente e incontornável complicação. 
Para o paciente e a família que acredita que “tudo era NORMAL”, a única explicação que encontram é: ERRO MÉDICO!
Digo às minhas pacientes que se tal acontecer algo ruim, que se cerquem de dois ou três médicos de confiança para que avaliem o caso antes de entrarmos nos corredores de um processo que após anos de sofrimentos e gastos gigantes poderá ficar provado que foi apenas uma morbidade própria dos partos normais. Afirmo que o filho dessa mulher já tem um ‘advogado’ que sou eu, e tudo farei para a felicidade daquela família.
Posso errar?
Sim! E se acontecer assumo meu erro.
Acho que eu inaugurei conciliação (e arbitragem) em meu consultório muito antes de ouvir falar disso. Apenas porque é lógico (principalmente nesse terrivelmente injusto tempo prolongado demais dos processos no Brasil, que lesam a todos, mais que o próprio parto).
Leva muito tempo para uma cultura evoluir e alcançar outros níveis. Parece que a Humanidade se desenvolve em saltos. E enquanto tais eventos não acontecem... insistimos com nossas ideias algumas vezes congeladas
Muitos sofrem nesse tempo de espera por transformações.
Precisamos aceitar um tempo melhor.
No entanto, algumas coisas são eternas: 
“O respeito à escolha da gestante, mãe daquela criatura maravilhosa que está para chegar”. 
Quem sou eu para me meter nisso?
“E as informações a ela precisam ser todas entre o céu e a Terra”.
Quem sou eu para negar?

Dr. José Jacyr Leal Jr.
CRM 9908 PR