domingo, fevereiro 24, 2019

Comentários Eleison: EUA Enganados

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Comentários Eleison – por Dom Williamson
Número DCVI (23 de fevereiro de 2019):



EUA Enganados


É graças a Deus que Trump e Putin estejam pela paz trabalhando.
Que não façam isto cessar a um ou ao outro assassinando!


Na semana passada, estes “Comentários” citaram o presidente Putin, da Rússia, em 2014, acusando os Estados Unidos de “arruinarem todos os sistemas de segurança coletiva global”. Ao que ele estava-se referindo?

Nos anos 80, os Presidentes Reagan e Gorbachev dos EUA e da Rússia, respectivamente, percebendo o perigo do armazenamento, por parte dos dois lados, de armas nucleares capazes de pôr fim à vida na Terra, fizeram acordos visando à redução das armas que possuíam e a se absterem de produzir mais armamentos de tipos especificamente perigosos que ainda não tinham. Esses acordos serviram bem para relaxar as tensões e manter a paz entre as duas nações até o final da Guerra Fria, em 1989, e além, mas a queda do Muro de Berlim e o colapso da Rússia soviética criaram uma nova situação no cenário mundial: os EUA eram agora a única superpotência. Teriam a sabedoria de não abusarem de seu agora fortíssimo poderio militar?

Vários líderes dentro dos EUA pediram uma redução severa nos gastos militares – era algo necessário por mais tempo? –, mas já em 1961 o famoso presidente Eisenhower havia advertido os cidadãos americanos em seu discurso de despedida à nação contra seu "complexo militar-industrial", que exercia uma influência demasiadamente grande na política pública. Por "MIC" ele se referiu à aliança triangular informal que havia surgido entre as forças armadas dos EUA, a indústria pesada e o Congresso, e o perigo era que juntos eles quisessem uma guerra por causa dos imensos lucros que obteriam com a produção de armas caras. Por exemplo, em 2011 os EUA gastaram mais em suas forças armadas do que as treze nações seguintes juntas.

A verdade é que uma economia capitalista prospera na guerra, na medida em que as armas podem ser custosas para produzir, e se elas são destruídas e têm de ser substituídas, isso é ainda mais rentável para os produtores. Assim, no final da Guerra Fria, havia pelo menos três argumentos para manter o gasto pesado com armas: os EUA devem estar preparados para defenderem-se contra ameaças que possam surgir, a economia precisa do volume de negócios, e o mundo precisa de uma polícia. Dentro do razoável, cada um dos argumentos é válido, mas o Plano que os líderes dos EUA (especialmente Dick Cheney) elaboraram nos anos 90 para guiar a política dos EUA não era necessariamente razoável, porque era um plano para os EUA governarem o mundo. Ele pede para que os EUA mantenham sua esmagadora superioridade militar e impeçam que novos rivais se levantem para desafiá-lo no cenário mundial. Pede por domínio igualmente sobre amigos e inimigos. Não diz que os EUA devem ser mais poderosos, mas que devem ser absolutamente poderosos. O Plano fez com que voltassem do desarmamento para o rearmamento.

(Para o plano de Cheney, vejam http://​www.​informationclearinghouse.​info/​article1544.​htm.)

Que um plano expresso em tais termos sofre de um orgulho perigoso e de uma ambição desmedida deveria ser óbvio para qualquer um que tenha o mínimo conhecimento sobre a natureza humana. Sob o governo do presidente Clinton (1992-2000), o Plano foi retardado, mas assim que Dick Cheney voltou ao poder como vice-presidente com os republicanos, a ideia perversa de um novo Pearl Harbor como um evento planejado para mobilizar as pessoas por trás de uma política que nunca aprovariam em seus sãos juízos foi posta em prática: o 11 de Setembro, uma das maiores mentiras de toda a história, que só pode ter sido arquitetada pelo governo secreto (o verdadeiro “Estado Profundo”) das profundezas do governo público, e que notavelmente conseguiu, na época, dar sequência ao Plano de Cheney. O 11 de Setembro imediatamente tornou possível a invasão militar do Iraque e outras guerras de agressão desde então. Isso também fez com que o Estado policial mundial desse passos gigantescos adiante.

Mas as mentiras são a pegada segura de Satanás. Segue-se que há algo de satânico no Plano de Cheney para a dominação militar do mundo pelos EUA, tudo em nome da "democracia". Para uma visão sensata da política insana dos EUA que segue diretamente para a Terceira Guerra Mundial, leiam em PaulCraigRoberts.org a sanidade de um ex-alto funcionário do presidente Reagan no governo americano, que observou em primeira mão e admirou o modo como Reagan e Gorbachev conseguiram trabalhar juntos para protegerem a paz mundial. E oremos por Trump e Putin. Com todas as suas respectivas falhas, ambos são certamente dons de Deus pelos quais precisamos ser gratos a Ele.

Kyrie eleison.

segunda-feira, fevereiro 18, 2019

Perguntas e Respostas Sobre a Missa Nova

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Por Pe. Peter R. Scott
Traduzido por Andrea Patrícia


É pecado participar da Missa Novus Ordo?

Nossa reação imediata a esta pergunta tem natureza emocional: ou de raiva e frustração, porque a assistência à Missa Nova é incompreensível e pecaminosa; ou de compaixão, porque nos parece impossível que aqueles milhões e milhões de católicos que lhe assistem todos os domingos estejam todos eles pecando cada vez que o fazem. Em ambos os casos, considera-se principalmente a moralidade subjetiva, a intenção da pessoa, antes de considerar a moralidade objetiva do ato, que é determinada pelo propósito do próprio ato.

Se você abrir um catecismo tradicional, encontrará uma definição da Missa, como esta encontrada no Catecismo de Baltimore n. 3 de Francis Connell: “A Missa é o sacrifício da Nova Lei na qual Cristo, através do ministério do sacerdote, se oferece a si mesmo a Deus de uma maneira incruenta sob as aparências do pão e do vinho”. Não é apenas o mais elevado ato de adoração possível, por ser o ato do próprio Cristo, mas um sacrifício no sentido verdadeiro e pleno do termo, e consequentemente tem em si quatro propósitos: adoração, agradecimento, propiciação e impetração. Note que destes quatro fins, o da propiciação é o único que é próprio da Missa enquanto sacrifício, que não pode ser efetivamente realizado de qualquer outra forma.

Ora, a questão é simplesmente essa. A Nova Missa atende ao fim para o qual existe? Se isso acontece, ela é boa, e se deve assistir-lhe; se isso não acontece, então ela é má, e é objetivamente, materialmente, um pecado oferecê-la ou assistir-lhe, mesmo quando isso é feito para satisfazer a obrigação de um domingo.

Você objetará dizendo que o termo “má” não pode ser aplicado a um ato de adoração, pois todo ato de adoração tem pelo menos alguma verdade e algumas coisas boas relacionadas a ele. Não pode ser de todo ruim, como a palavra “má” parece indicar. Eis um equívoco muito comum. O conceito de mal é uma noção analógica. Significa que há algo comum a todas as coisas que são más, mas que existe um mundo de diferenças entre diferentes tipos de males, tais como entre o mal físico e o mal moral. Há algo em comum, mas a dessemelhança é maior que a semelhança. A doença é um mal, mas não da mesma maneira que o contar mentiras; a poluição é um mal, mas não da mesma maneira que o assassinato ou o aborto.

O que é comum a todo mal? A definição de mal dada pelos teólogos da moral é muito simples: o mal é a privação do bem que é devido. Não é apenas uma ausência, mas a ausência de um bem que deveria estar presente. A doença é um mal físico, já que o corpo deve ser saudável. O pecado é um mal moral, pois a alma deve ser pura e agradável a Deus.

Quando o termo “má” é aplicado à Missa Nova, refere-se à Missa como um ato litúrgico, ou seja, como um conjunto de cerimônias e orações moldadas em um todo. Como tal, tem como objetivo expressar em suas cerimônias e orações litúrgicas a realidade da Missa tal como definida pela doutrina católica, ou seja, a reatualização incruenta do Sacrifício de Cristo na Cruz para os quatro propósitos de adoração, agradecimento, expiação e petição, para a maior glória da Santíssima Trindade. Pois as cerimônias da Missa são de sua própria natureza simbólica. Elas são símbolos da realidade subjacente que representam e são uma profissão solene, pública e completa de nossa Fé Católica.

Uma Missa que falha em expressar o ensinamento plenamente católico sobre o Sacrifício, como deveria, carece de um elemento essencial. Ela manifestamente sofre de uma privação do bem que lhe é devido. Não é o que a Missa deveria ser, e não pode atingir o propósito da Missa. É simplesmente o mal, e essa privação do bem devido é encontrada no conjunto de cerimônias e nas orações da própria Missa. Isso não significa que tudo seja ruim, nem significa que ela seja inválida. Nem é um julgamento sobre a intenção do sacerdote ou dos assistentes, nem significa que as graças não possam ser recebidas por ambos. A afirmação de que a Nova Missa é má é uma afirmação objetiva de que esse ato litúrgico, como tal, não professa adequadamente a Fé, nem alcança seu fim, ou como dizem os cardeais Ottaviani e Bacci:

“O Novus Ordo Missae... representa, como um todo e em seus detalhes, um surpreendente afastamento da teologia católica da Missa, tal como foi formulada na Sessão 22 do Concílio de Trento. Os "cânones" do rito definitivamente fixados naquele tempo erigiram uma barreira intransponível contra qualquer heresia que pudesse atacar a integridade do Mistério”. (Intervenção de Ottaviani, 25 de setembro de 1969)

O fato de que a Missa Nova foi enquadrada de maneira a ser aceitável para os teólogos protestantes que participaram de sua formulação não significa que ela seja necessariamente herética. É simplesmente ambígua. No entanto, a ausência de uma profissão clara da fé católica, que é devida, a torna má. E diga-se o mesmo em relação à validade. O fato de que é má não significa que seja necessariamente inválida. Um padre pode ter a intenção de fazer o que a Igreja faz e ainda celebrá-la validamente, mesmo que as orações da Missa Nova não expressem adequadamente essa intenção, como certamente não o fazem.

Tendo estabelecido que a Missa Nova é objetivamente má, segue-se necessariamente que a assistência a ela e sua celebração são uma desordem, oposta à vontade de Deus, e um pecado. É, além disso, um pecado contra a virtude da religião, nomeadamente, o pecado do sacrilégio, para tentar dar glória a Deus por uma cerimônia que não é verdadeiramente, em si, para a Sua glória. Isso soa de um modo escandaloso, porque associamos o sacrilégio ao pecado deliberado, voluntário e mortal de uma má comunhão, por exemplo. No entanto, o maltrato das coisas sagradas tem graus, e pode haver pecados veniais de sacrilégio em que a desordem não é tão grande quanto em uma comunhão sacrílega. Uma Missa Nova que é inválida devido a defeito de forma ou de intenção ou de matéria é certamente objetivamente um grave sacrilégio e um pecado mortal. No entanto, uma Missa Nova que é celebrada com alguma reverência e com certa validade não é um sacrilégio tão grave a ponto de ser um pecado mortal. Ainda há desordem e desprezo do Todo-Poderoso nas próprias cerimônias, mas não de maneira tão grave. Tal é o caso das Missas Novas relativamente reverentes e conservadoras, em que se excluem abusos como “para todos os homens” e a Comunhão na mão. Ajudar em tais Missas é um pecado venial de sacrilégio. Não temos o direito de fazê-lo, assim como não temos o direito de cometer nenhum pecado venial, nem mesmo para satisfazer um preceito da Igreja.

Ora, podemos resolver a questão da moralidade subjetiva de um modo menos emocional. Não é só porque as Missas Novas são irritantes que nos recusamos a participar delas, mas porque sabemos que elas estão erradas porque destroem a Fé; e tendo essa compreensão da moralidade objetiva, somos obrigados em consciência a segui-la. No entanto, ao mesmo tempo, não faremos nenhum julgamento quanto à culpabilidade subjetiva ou pessoal de padres ou fiéis que ainda celebram ou assistem à Missa Nova. Eles podem não estar cientes da desordem e do mal, ou pelo menos não suficientemente. Sua consciência não está bem formada. Isso pode não ser culpa deles, e é por essa razão que não podemos sequer afirmar que todos aqueles que assistem à Missa Nova ou a celebram cometem pecados veniais ao fazê-lo.

A graça pode ser recebida por aqueles que participam da Missa Nova?

Isto se segue diretamente do que se disse acima. Daqueles que assistem à Missa Nova não estão todos em pecado mortal, e muitos nem cometem nenhum pecado subjetivo ao fazê-lo, uma vez que não entendem a desordem ou que têm uma opção. Consequentemente, eles não colocam nenhum obstáculo à graça em assistir à Missa Nova.

Além disso, a Missa é eficaz ex opere operato, o que significa em e por si mesma. Enquanto for validamente oferecida, produz graça para os assistentes. O defeito objetivo nas cerimônias e seu significado, por mais grave que possa ser para a profissão da Fé, não pode, por si só, impedir a Missa de dar graça. São apenas os pecados subjetivos das pessoas que participam que podem ser um obstáculo.

Por isso, podemos dizer que a Missa Nova é má, e também que há boas pessoas que a frequentam de boa fé e que ainda recebem a graça dela mesmo assim.


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O Pe. Peter Scott foi ordenado pelo Arcebispo Lefebvre em 1988. Depois de ser designado professor de seminário, Superior do Distrito dos EUA, e Reitor do Holy Cross Seminary em Goulburn, Austrália, ele é atualmente Diretor da Our Lady of Mout Carmel Academy em Wilmot, Ontário, Canadá. Aqueles que desejarem respostas podem enviar suas perguntas para Q & A, aos cuidados de Angelus Press, 2915 Forest Avenue, Kansas City, MO 64109.

Fonte: Angelus





sábado, fevereiro 16, 2019

Comentários Eleison: Rússia Vilipendiada

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Comentários Eleison – por Dom Williamson
Número DCV (605) (16 de fevereiro de 2019)



Rússia Vilipendiada


Aqueles que atacam podem fazê-lo por autodefesa.
Nem sempre deve-se culpar quem começou. 

No cenário internacional a Rússia tem sido há vários anos vilipendiada, e seu presidente tem tido sua imagem manchada pela vil mídia ocidental, porque os poderosos que controlam as nações ocidentais e seus meios de comunicação e seus políticos querem que a Terceira Guerra Mundial lhes dê hegemonia ou controle sobre o mundo inteiro, e a Rússia é o principal obstáculo no caminho para o monopólio mundial do poder. No entanto, muitas almas em todo o mundo passaram a confiar mais nos frutos da Rússia de Putin que evita a guerra do que nos frutos dos políticos e meios de comunicação ocidentais que fazem o possível para provocar a guerra. Eis o resumo dos russos de um importante discurso de Putin proferido na conferência de Valdai em Socchi, na Rússia, em outubro de 2014. Que os leitores julguem por si mesmos se as palavras de Putin são razoáveis, ​​e se correspondem às suas ações:

1. A Rússia não se envolverá mais em jogos e em negociações secretas sobre ninharias. Mas a Rússia está disposta a manter conversações e acordos sérios, se estes forem propícios para a segurança coletiva, se basearem na justiça e levarem em conta os interesses de cada uma das partes.

2. Todos os sistemas de segurança coletiva mundial estão agora em ruínas. Não há mais nenhuma garantia de segurança internacional. E a entidade que os destruiu tem um nome: Estados Unidos da América.

3. Os construtores da Nova Ordem Mundial fracassaram, construíram um castelo de areia. Se uma nova ordem mundial deve ser construída ou não, não é apenas uma decisão da Rússia, mas é uma decisão que não será tomada sem a Rússia.

4. A Rússia é favorável a uma abordagem conservadora para introduzir inovações na ordem social, mas não se opõe a que se investiguem e que se discutam tais inovações, para ver se se justifica a introdução de alguma delas.

5. A Rússia não tem intenção de pescar nas águas turvas criadas pelo sempre crescente “império do caos” americano, e não tem nenhum interesse em construir um novo império próprio (isso é desnecessário; os desafios da Rússia estão em desenvolver seu já vasto território). Nem a Rússia está disposta a atuar como salvadora do mundo, como o fez no passado.

6. A Rússia não tentará reformatar o mundo à sua própria imagem, mas tampouco permitirá que alguém a reformate à sua imagem. A Rússia não se fechará para o mundo, mas qualquer um que tentar isolá-la do mundo certamente colherá um furacão.

7. A Rússia não deseja que o caos se espalhe, não quer a guerra e não tem intenção de iniciar uma. No entanto, hoje a Rússia vê a eclosão da guerra global como algo quase inevitável; está preparada para ela e continua preparando-se para ela. A Rússia não quer a guerra – nem a teme.

8. A Rússia não pretende desempenhar um papel ativo para frustrar aqueles que ainda tentam construir sua Nova Ordem Mundial – até que seus esforços comecem a interferir nos principais interesses da Rússia. A Rússia preferiria ficar de braços cruzados e observá-los dando-se tantos golpes quanto suas pobres cabeças podem suportar. Mas aqueles que conseguirem arrastar a Rússia para este processo, fazendo pouco caso dos interesses dela, aprenderão o verdadeiro significado da dor.

9. Em sua política externa, e, mais ainda, em sua política interna, o poder da Rússia não dependerá das elites e de seus acordos secretos, mas da vontade do povo. (Fim do resumo do discurso de Putin.)

Se, quando e como outra guerra mundial irromper, isso está inteiramente nas mãos de Deus, e depende do que a humanidade mereça. Mas se Deus deve nos castigar para nosso próprio bem, toda oração sincera desde já até lá ajudará a mitigar o desastre humano. Serão os inimigos de Deus de ambos os lados que realmente o terão causado.

Kyrie eleison.

segunda-feira, fevereiro 11, 2019

Comentários Eleison: Emoções Desenfreadas

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Comentários Eleison – por Dom Williamson
Número DCIV (604) (9 de fevereiro de 2019)



EMOÇÕES DESENFREADAS

Para lutar contra Deus, os homens sufocam sua razão.
Mas, a todo momento, ela continua a ensinar-lhes.

Em outro artigo interessante do boletim regular da TFP americana (Tradition, Family, Property [Tradição, Família e Propriedade], de 4 de janeiro), John Horvat observa e critica um fenômeno generalizado da sociedade moderna: as emoções que saem do controle e dominam a vida das pessoas. Novamente (cf. estes “Comentários”, especificamente o 590 de 3 de novembro de 2018), de uma perspectiva católica, a TFP internacional pode estar aberta, como organização, a críticas mais ou menos severas (especialmente por contornar a verdadeira Igreja), mas seu boletim americano tem muitos artigos reflexivos, porém acessíveis, para os católicos dos dias de hoje, que vivem em um mundo sem Deus. How Wisdom helps People Destroy the Dictatorship of the Emojis [Como a sabedoria ajuda as pessoas a destruirem a ditadura dos emojis], de John Horvat, é um desses artigos.

Um “emoji” é uma daquelas pequenas imagens digitais, ou ícones, usadas ​​para expressar uma ideia ou uma emoção, com destaque para os pequenos rostos sorridentes ou carrancudos disponíveis gratuitamente em computadores, e que se pode facilmente inserir em um texto para expressar qualquer uma de uma variedade de emoções. Horvat usa os emojis como exemplo concreto da frequência com que as emoções figuram na sociedade atual. Ele argumenta que as emoções não são más em si mesmas, mas que atualmente estão desempenhando um papel exagerado na vida diária, com resultados desastrosos para toda a sociedade. Quando as pessoas não querem encarar a realidade de um mundo que inclui dificuldades e sofrimento, então os sentimentos prevalecem sobre os fatos, diz Horvat, e, em vez de pensarem, elas se emocionam, de modo que, por exemplo, as emoções cruas alimentam a política da ira que está sacudindo o mundo. Donde dói ter de pensar para entender por que os problemas do mundo são como são, mas, ao contrário, as emoções me fazem sentir bem e, por isso, prefiro me emocionar. Mas as emoções têm uma compreensão necessariamente incompleta da realidade. Eis por que muitas boas esposas têm instintos e intuições valiosas, mas elas reconhecem que estas precisam estar subordinadas ao raciocínio normalmente superior de seus maridos (não, porém, à tirania deles). E é por isso que nossa política emotiva de hoje é tão louca. E por que a Neoigreja do Vaticano II e seus sacerdotes conciliares são tão efeminados.

Então, por que o raciocínio é superior à emoção? Porque o raciocínio pertence à parte superior do homem, à sua mente e à sua vontade, enquanto as emoções humanas pertencem às suas partes superiores e inferiores, às suas paixões e à sua vontade. Certamente Nosso Senhor e Nossa Senhora tinham emoções. Nosso Senhor chorou sobre a sepultura de Lázaro (João XI, 35). Nossa Senhora sofreu intensamente quando se perdeu de seu filho de doze anos de idade (Lc. II, 48). Mas assim como por sua razão ela submeteu sua dor maternal ao Seu mistério (Lucas II, 50), Ele submeteu vinte e um anos depois Sua agonia humana no Jardim do Getsêmani à vontade de Seu Pai celestial (Mt. XXVI, 39). Pois enquanto todos os animais têm apetite ou paixões sensoriais, respondendo a estímulos sensoriais que lhes são externos, somente o animal racional, o homem, tem também a faculdade superior da vontade que responde à informação intelectual que alimenta sua mente. Essa dimensão intelectual ou racional do homem está totalmente ausente em todos os animais não racionais ou brutos.

Ora, ninguém em seu juízo perfeito acusa qualquer animal não racional de cometer pecado. Na pior das hipóteses, ele apenas segue seus instintos. Isso se deve a que o bem e o mal são percebidos apenas pela mente do homem, e executados como tais por sua vontade. Isso porque somente tendo mente e vontade o homem tem uma consciência consciente do pecado (Jo I, 9), que o torna capaz de pecar. É por isso que a vontade do homem deve seguir sua razão superior e controlar suas emoções inferiores, sem esmagá-las com muita força, nem deixando-as ir completamente, mas aproveitando-as de acordo com a razão, com o que sua razão natural (Jo I, 9) lhe diz que está bem e não mal.

Segue-se que, se os homens quiserem pecar, começarão entorpecendo ou obscurecendo sua consciência, e podem acabar negando que têm razão, e afirmando que os animais são tão racionais quanto eles. Em qualquer lugar no meio deixarão suas emoções soltas para que não tenham mais que pensar, mas sejam livres para mergulhar em suas paixões. Horvat não vai tão fundo, mas na verdade esse desencadeamento moderno da emoção faz parte da guerra total do homem moderno contra Deus. Deus só tem de sair do seu próprio universo para que o homem possa ocupar o seu lugar e fazer com ele o que queira. Deus Amado, tende piedade de nós!

Kyrie eleison.

domingo, fevereiro 03, 2019

Comentários Eleison: "Holocaustianidade"

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Comentários Eleison  por Dom Williamson
Número DCIII (603) (2 de fevereiro de 2019)



“HOLOCAUSTIANIDADE”



Paciência, queridos amigos, a Verdade tem o seu momento,
Para refutar uma causa vazia, um verdadeiro crime de pensamento.


Muitos católicos parecem pensar que aquilo que se chama "Holocausto" nada tem que ver com religião. Estão muito enganados. Aqui estão dois parágrafos (ligeiramente editados) da bela homenagem feita ao falecido professor Robert Faurisson por Jérôme Bourbon, corajoso editor do excelente semanário parisiense, Rivarol:

O professor Faurisson, com sua pesquisa e com sua famosa frase de sessenta palavras, não só ameaçou os fundamentos ideológicos da ordem mundial que emergiram da Segunda Guerra Mundial, como também questionou a religião, ou contrarreligião, da “holocaustianidade”. Esta é uma verdadeira religião, que exige respeito e submissão. Seu falso deus requer uma homenagem de adoração, uma constante queima de incenso diante dele, uma chama por acender-se como no Yad Vashem, flores por oferecer-se e lamentos que sobem ao céu, como nas peregrinações e procissões a Auschwitz e a outros lugares, enquanto as pessoas devem bater no peito, gritando: "Nunca mais".

A "holocaustianidade", ensinada desde a escola primária até o final das vidas de cada um, também pela televisão, pelo cinema e por toda forma de entretenimento, imita de fato todas as características da religião católica. Tem seus mártires (os “seis milhões”), seus santos (Elie Wiesel, Anne Frank), seus milagres (sobreviventes do “Holocausto”), seus estigmatizados (presos tatuados nos campos de concentração), suas peregrinações (a Auschwitz etc.), seus templos e catedrais (museus e memoriais do “Holocausto”), suas esmolas para obtenção de indulto (indenizações intermináveis a Israel e a sobreviventes do “Holocausto”), suas relíquias (dentes, cabelos, sapatos etc. dos prisioneiros dos campos) suas vidas de santos (livros de Elie Wiesel, de Anne Frank, etc.), suas câmaras de tortura (câmaras de gás), seu Evangelho (o veredicto do tribunal militar de Nuremberg do pós-guerra), seus Sumos Sacerdotes e Pontífices (Simon Wiesenthal), sua Inquisição (tribunais civilistas antirrevisionistas), suas leis contra a blasfêmia (proibindo estritamente qualquer questionamento do “Holocausto”), sua Cidade Santa (a Jerusalém moderna), seus pregadores e guardiões (instrutores e associações na política, nos meios de comunicação, na religião, nos sindicatos, nos esportes e na economia), suas congregações religiosas (Congresso Judeu Mundial, B'nai B'rith, AIPAC, etc., etc.), seu Inferno (para todos os nacionalistas – exceto os israelenses! –, todos os revisionistas, todos os crentes no deicídio e no Novo Testamento substituindo o Antigo, etc.), e seus fiéis (quase toda a humanidade).

No entanto, a “holocaustianidade” não somente imita o cristianismo, como também o vira ao avesso: em vez de amor, ódio; em vez de verdade, mentiras; em vez de perdão, a vingança talmúdica; em vez de respeito pelos anciãos, a caça de velhos guardas dos campos; em vez do espírito de pobreza, a busca de pagamentos de reparação; em vez de humildade, o impulso de dominar; em vez de compartilhar, a busca de benefícios pessoais, em vez de caridade, chantagem: em vez de respeito pelos outros, linchamento: em vez de silêncio e discrição, publicidade e acusações ruidosas nos meios de comunicação; em vez da inabalável justiça de Deus, a injustiça descarada dos conquistadores que se erigem como juízes dos conquistados, e assim por diante.

Eis então um soneto para homenagear o que o professor Faurisson fez para tirar esse macaco das costas da humanidade:

"A verdade é poderosa, e prevalecerá", disseram.
"Oh não!" uma raça contestou: "a verdade somos nós que construímos:
“Somos a raça mestra, líder de todos os homens,
A nossa verdade é a que os inferiores têm de aceitar!
E assim surgiu toda uma mitologia.
Mas como essa raça duas Guerras Mundiais remodelou,
Às mentes frágeis lhes impõem câmaras de horror,
Para fabricar um falso deus que todos adoram
No entanto, um frágil francês desafiou as mentiras racistas:
“Mostrem-nos uma dessas câmaras genuínas – só uma!”,
Mas não havia nenhuma foto para mostrar. Com gritos,
De raiva, os racistas sabiam que a verdade havia vencido.
Em Deus, professor, você não acreditava,
Mas a você Ele usou, para todas as raças aliviar.

Kyrie eleison.