sexta-feira, julho 20, 2018

Plutão é planeta ou não é?

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Plutão é planeta sim! Que coisa mais absurda rebaixá-lo! E sabem como aconteceu? 

Vocês sabiam que o rebaixamento de Plutão se deu por razões ocultistas? Sabiam que houve votação para decidir se Plutão é planeta ou não? Que loucura, hein? Desde quando ciência é democracia e precisa de voto para se chegar à verdade? E nem foi democrática esta votação, porque só uma minoria votou. Bom, nem nas democracias a gente chega sempre à verdade através do voto...

A triste verdade é que hoje temos muitos (pseudo) cientistas ocultistas, que fingem fazer ciência, mas só fazem perturbar o mundo com suas ideias. Enfim, assistam o vídeo para compreender a questão:


terça-feira, julho 17, 2018

Comentários Eleison: Inteligência Artificial - I

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Comentários Eleison – por Dom Williamson
Número DLXXIV (574) (14 de julho de 2018):


INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL – I

Fazer de computadores Deus alguns homens pretendem,
Quão tolos eles são! Humanos, acordem!


Parece que atualmente se fala cada vez mais sobre IA, ou Inteligência Artificial. Em outras palavras, muitas pessoas estão tão impressionadas com o extraordinário progresso feito nos últimos anos no desenvolvimento de computadores e máquinas dirigidas por computadores, que consideram seriamente a possibilidade de que os robôs computadorizados se encarreguem cada vez mais das tarefas normalmente humanas e até divinas. Qualquer pessoa de bom senso sabe que existem limites estritos para o que as máquinas são capazes de fazer, mas qualquer pessoa também sabe como o senso comum está sendo corroído hoje pela Nova Ordem Mundial, que tem um grande interesse em utilizar seus meios de comunicação, política, educação, etc., para separar cada vez mais as pessoas da realidade para que elas possam ser mais facilmente controladas. É hora de repetir alguns princípios básicos muito simples.

Todos os seres, quaisquer que sejam, caem em uma das seis categorias: abaixo de Deus, o Criador, há cinco classificações ordenadas de Suas criaturas: anjos, seres humanos, animais, vegetais e minerais. Essas cinco categorias são claramente distintas entre si, ainda que os programas de televisão façam todo o possível para desfazer essas distinções, especialmente entre homens e animais. Mas as distinções são claras na realidade. Começando de baixo,

O mineral simplesmente existe, porque não possui dentro de si nenhum princípio ou origem de vida ou de movimento.

O vegetal existe e vive, porque a partir de dentro ingere (por exemplo, água), cresce e se reproduz.

O animal tem todas essas três habilidades dentro dele, mas também sente, em outras palavras, por pelo menos uma das cinco faculdades sensoriais (visão, audição, olfato, tato e paladar), tem um conhecimento sensorial de coisas externas a ele.

O homem tem todas estas habilidades ou faculdades materiais do animal e vegetal, mas também compartilha com os anjos as faculdades espirituais da mente e da vontade, em outras palavras, tem sentido e razão, significando a capacidade da mente para ler, dentro das sensações particulares, suas essências universais, e a capacidade da vontade para desejar de acordo com o que a sua mente leu. Nenhum animal tem essas duas faculdades (quando um animal se comporta com inteligência aparente, como uma abelha, por exemplo, isso se deve apenas aos instintos animais implantados nele por seu Criador supremamente inteligente).

Os anjos têm mente e vontade, mas não as faculdades materiais dos animais, porque os anjos são puramente espirituais. (As faculdades animais do sentido-conhecimento e do sentido-desejo envolvem a matéria, ausente nos anjos).

Ora, tudo o que é verdadeiramente humano, ou humano como tal, é o que os homens têm que nem os animais nem os vegetais nem os minerais possuem. Mas todas as máquinas são puramente minerais e essencialmente, por sua essência, inanimadas. Em sua forma mais complexa, elas ainda não têm nenhum princípio ou origem de vida ou movimento desde o seu interior. Qualquer movimento delas por eletricidade, por exemplo, é desde fora. Disso se deduz que os computadores não têm nenhuma compreensão interna de nenhuma atividade verdadeiramente humana, que, como humana, se lhes escapa por completo. Tudo o que podem fazer é registrar a partir de fora o que é observável e computável no comportamento das pessoas, e produzir estatísticas e planilhas, ou seja, números, em que são bons. Mas Churchill disse – ele não era santo, mas era um político humano – “Há mentiras, grandes mentiras e estatísticas”. E por que as estatísticas mentem, senão porque algo essencialmente humano lhes escapa?

Eis aqui um exemplo. Em Nova York, creio que há cerca de quinze anos, um grupo de especialistas em computação montou um computador, o Deep Blue, para jogar xadrez contra Kasparov, o campeão mundial de xadrez. Ora, se há um jogo adequado aos computadores é o xadrez, porque se apenas um deles pode processar bilhões de movimentos alternativos em poucos minutos, ou segundos, pode chegar ao melhor movimento que não deixa nada ao acaso. Adivinhem? Após algumas jogadas, os especialistas tiveram de reiniciar o computador para responder à forma com que Kasparov estava jogando! Os computadores não têm vida interior nem iniciativa, não podem pensar fora da caixa programada neles, não podem responder a nenhuma eventualidade fora de sua caixa. Fim de jogo, e vitória para os seres humanos!

Kyrie eleison.

Traduzido por Cristoph Klug.

O Senhor dos Anéis é gnóstico?

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Eu nunca acreditei que a obra de J. R. R. Tolkien fosse gnóstica. Há gente que acusa O Senhor dos Anéis de gnosticismo sem nunca mesmo ter lido o livro. Sim, acredite, eu já vi isso.

Leiam o texto abaixo, bastante elucidativo.
O Senhor dos Anéis é gnóstico?
Vejamos:
1 - Na mitologia do Senhor dos Anéis não há dualismo. Não há Deus mau, só um Deus bom (Eru). Melkor só possui poder pois este lhe foi dado por Eru, não possui nenhuma autonomia criadora. Não há emanação, apenas a criação de Eru. O resto é tudo sub-criação. A criação é boa e Eru tira um bem do mau.
2- Não há salvação pelo conhecimento. Não há um conhecimento espiritual só acessível a meia dúzia de iniciados. Gandalf, por exemplo, faz de tudo para que entendam minimamente o que está em jogo, sendo que só se entende por intermediações, não por experiências místicas independentes.
3- Não há desprezo pela carne. Na linha dos melhores autores medievais há uma valorização imensa da natureza e do mundo criado. Da culinária Hobbit às árvores e etc.
4 - Não há magia no sentido do Magus Renascentista. A “magia” do Senhor dos anéis é geralmente demonstração de poder Valar e Maiar (podemos chamar de angélico). Em todos os casos, muito claramente, ela só é possível graças a Eru. Há uma valorização simbólica do sagrado, o que está longe de ser gnose.
5– Na idade Média a literatura católica era cheia de dragões, magos e combates místicos. Basta ler por exemplo Sir Gawain e o Cavaleiro Verde (bela obra). Há uma valorização da pureza e da humildade além de uma valorização simbólica da Virgem Maria. No entanto, a forma simbólica é “mágica”. Os medievais gnósticos que não produziam tanta literatura, pois se levavam muito a sério e levavam a magia a sério.
Me parece claro que o Senhor dos Anéis carece de qualquer elemento gnóstico.

sexta-feira, julho 13, 2018

"Conspiração contra a vida interior"

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"A humildade é aquela virtude que nos põe na verdade" - 
Dom Tomás de Aquino


Ouça!

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Sermão da Festa de São Bento (2ª) - S.E.R. Dom Tomás de Aquino OSB - 2018:



terça-feira, julho 10, 2018

Comentários Eleison: Atenção, Capitulares!

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Comentários Eleison – por Dom Williamson
Número DLXXIII (573) (07 de julho de 2018):


ATENÇÃO, CAPITULARES!



Capitulares, não capitulem!
A hora é grave. Já é muito tarde!


Lembrem-se, todos os senhores, capitulares da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, que se preparam para participar na eleição que moldará a Fraternidade pelos próximos doze anos, lembrem-se de sua grave responsabilidade! Os senhores não estarão participando de uma festa infantil num jardim, mas contribuindo para decisões com potenciais repercussões para toda a Igreja – e para o mundo!


Cuidado com a atmosfera que está se criando nos Capítulos, nos quais todos sentem que devem ser amáveis juntos, como em uma festinha no jardim, onde ninguém deve romper os bons sentimentos de todos. Todos vocês estão na linha de frente da batalha final entre a Santíssima Virgem e o Diabo (disse a Irmã Lúcia de Fátima).


Lembrem-se da crise da Igreja, desatada pelo Vaticano II, que deu origem à fundação da sua Fraternidade. É verdade que Monsenhor Lefebvre criou seminários para o verdadeiro sacerdócio e a espiritualidade católica, mas lutou para defendê-los a fim de salvar a fé católica. De que serviriam os sacerdotes, ou a espiritualidade, se ninguém tivesse a Fé? Neste sentido, até a verdadeira Missa é um meio e não o fim.


Cuidado com quem finja que a crise acabou, ou que a Roma conciliar não é mais conciliar, ou que a Fraternidade agrada ao Papa Francisco. A ele e aos funcionários que elegeu para rodeá-lo só pode agradar a Fraternidade se e quando ela deixar de resistir ao seu Concílio. Então eles passarão a amar a Fraternidade, porque ela se tornará uma extraordinária defensora da apostasia da Igreja Universal.


Lembrem-se de seu fundador, Monsenhor Lefebvre, especialmente dos conselhos e advertências de seus últimos anos, entre as sagrações episcopais de 1988 e sua morte em 1991. Essas sagrações contra a vontade expressa do Papa não contradizem todo o seu leal serviço anterior à Igreja, mas sim a sua glória suprema, porque nunca fez nada que servisse para defender e sustentar a Fé Católica!


Cuidado quando lhes dizem que o Arcebispo estava sempre tentando chegar a um acordo com as autoridades romanas. É verdade que falava com elas, mas quando em 1988 finalmente se recusaram a proteger a Tradição, então ele colocou decididamente doutrina à frente da diplomacia. Desde 2012 a diplomacia voltou a estar à frente da doutrina!


Lembrem-se de como toda a Igreja teve de ouvir o Arcebispo, porque ele defendia a Verdade e sua Fraternidade estava na vanguarda da gloriosa luta pela Fé. A partir de 2012, o que a Fraternidade defendeu? Desde que renunciou à primazia da doutrina, é cada vez mais parecida com as várias Congregações sob a Ecclesia Dei, e os melhores sacerdotes da Fraternidade estão confusos – “O que nós devemos defender agora?”.


Cuidado com suas decisões que consomem a primazia da prática sobre a doutrina, estabelecida pela Fraternidade em 2012, da unidade dos homens sobre a verdade de Deus, do homem sobre Deus. Nunca o mundo necessitou tanto de Deus! Nunca a Igreja esteve mais necessitada do testemunho da Verdade de Deus! E logo agora o testemunho da Fraternidade está por desaparecer?


Lembrem-se de que reuniões como um Capítulo Geral podem ser habilmente manipuladas, como o Vaticano II, por liberais bem preparados de antemão. Não tenham receio de encontrar-se e discutir com seus irmãos sacerdotes antes do início do Capítulo. Sem dúvida, os liberais fizeram isso, e inclusive podem até ter decidido todas as questões importantes. Por todos os meios atirem chaves inglesas em sua delicada maquinaria! Falem claramente, antes que a Verdade desapareça!


Cuidado para não renunciarem à graça, para não renunciarem à realidade, para não serem dóceis no país dos sonhos! Cuidado com “a paz e a unidade” em qualquer coisa exceto na Verdade. Este ano de 2018 é a vida ou a morte para a Fraternidade. Compromisso não é vitória. Não sejam meros carimbos, mas discutam o que a verdadeira Igreja requer da verdadeira Fraternidade!

Kyrie eleison.

Traduzido por Christoph Klug

A Oração, por Santo Afonso

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A oração é tão importante que diz o santo "É certo que quem reza se salva, quem não reza se condena." 

Ler e reler o livro de Santo Afonso "A Oração", vale muito a pena! Se não tiver, pode baixar aqui.

Você pode também ouvir o livro, clique aqui para acessar o audiolivro no youtube. O audiolivro ajuda quando não podemos parar para pegar num livro, e fazendo trabalhos manuais podemos aproveitar os ensinamentos desta maneira.

Santo Afonso diz que certas graças só nos são dadas através da oração, como por exemplo, a graça da perseverança na Fé. Peça sempre a Deus, a Virgem Santíssima, esta graça, a da perseverança final, ficar firme na Fé até o fim. Reze no seu Terço, peça durante o dia, enquanto trabalha, mas lembre-se de pedir esta graça!

Outra graça a ser pedida é a da castidade. Veja uma oração para pedi-la:

"Ó glorioso São José, Pai e protetor das Virgens, a cuja fiel proteção foram confiados Jesus Cristo, a própria inocência, e Maria, Virgem das Virgens; em nome de Jesus e de Maria, desse duplo tesouro que Vos foi tão caro, Vos suplico que me (nos) conserveis isento(s) de toda impureza, para que, com espírito puro e corpo casto, sempre sirva fielmente a Jesus e a Maria.
Amém."

O santo lembra também que devemos recorrer às Almas do Purgatório e rezar por elas. Podemos oferecer a Missa por elas. Lembremos de pedir no Rosário pelas Almas do Purgatório!

Este é, sem dúvida, o melhor livro que já li sobre a oração.

segunda-feira, julho 09, 2018

7 cidades nos EUA que parecem da Europa

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Que cidades charmosas! Claro, com tanta influência da antiga Europa, não poderia ser diferente. Confira.


Frankenmuth, Michigan:



Helen, Georgia:



Holland, Michigan:


Leavenworth, Washington:


New Glarus, Wisconsin:



Pella, Iowa:



Solvang, Califórnia:




Imagens A.D.

quinta-feira, julho 05, 2018

Uma Reciclagem Sobre o Ensino Católico a Respeito do Casamento

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Por Pe. Paul Sretenovic
Traduzido por Andrea Patrícia

Um matrimônio abençoado pela Igreja Católica - Nicolas Poussin, 1642

Eu soube recentemente que há sacerdotes tradicionais dizendo a casais convertidos casados fora da Igreja Católica que seus casamentos são inválidos, e portanto, eles estão vivendo em estado de adultério, o que é pecado mortal. Parece-me que esta abordagem da questão é fundamentalmente errada.
Se este é um problema vindo dos círculos tradicionalistas, há outro maior vindo dos círculos progressistas. Este problema é constituído por todas as consequências que fluem do chamado “divórcio católico,” a extraordinária facilidade em ter casamentos anulados que foi introduzida pela Igreja Conciliar. O mau exemplo de tribunais diocesanos anulando casamentos sob quase todo tipo de pretexto sabota a indissolubilidade do matrimônio.

Aqui estão algumas perguntas que as pessoas estão fazendo aos padres pedindo por orientação:
  • Minha filha casou com um protestante na Igreja Católica, mas o padre pediu que o pastor protestante estivesse presente e desse uma bênção. Esse casamento é válido?
  • Há trinta anos, minha mãe, que era católica, casou com meu pai, que era ateu. Eles casaram na Igreja Católica. Hoje um sacerdote tradicionalista disse à minha mãe que seu casamento não era válido, e que ela poderia conseguir o anulamento. Isso implica que os filhos são ilegítimos, o que parece absurdo para mim. Mas eu não sei como defender o casamento dos meus pais. Pode ajudar-me?
  • O anulamento que recebi do tribunal diocesano da minha cidade foi efetivo? Eu achei que sim e casei novamente. Mas hoje eu não tenho mais certeza disso. Qual a minha situação em face da Moral Católica? Se eu morrer amanhã, sobre o que serei responsável em relação aos meus casamentos?
Estes são apenas alguns dos casos complicados que um sacerdote frequentemente tem que enfrentar para orientar um fiel.
Tentando esclarecer e ajudar a resolver essas confusões morais e canônicas, que tendem apenas a crescer com o aumento do liberalismo dos Bispos, eu decidi consultar alguns dos melhores livros católicos para estudar o que a Igreja sempre ensinou sobre esses assuntos e escrever alguns artigos. TIA ofereceu-me espaço para postá-los em seu website, e assim, aqui estou eu com meu primeiro artigo sobre o casamento.
Em vez de começar apresentando soluções para casos particulares, eu achei que seria melhor primeiro refrescar a memória dos fiéis com a doutrina católica sobre o casamento. Esta doutrina, que parece ser frequentemente esquecida ou deixada de lado pelos eclesiásticos, é sábia, clara e precisa. O simples fato de expô-la de maneira ordenada dará, eu espero, um saudável critério ao leitor, e permitirá que ele fique situado com segurança no assunto enquanto procura por soluções para problemas específicos.

Casamento - Primeiros elementos

Matrimônio é uma palavra que vem do Latim, Mater, mãe. Isto é porque o primeiro fim do casamento é fazer com que a donzela seja transformada em mãe, gerando filhos.
Marriage [1], do Latim maritare, “unir-se, casar-se, dar-se em casamento,” refere-se ao contrato feito pelo casal. É uma aliança mútua na qual eles entram quando eles prometem dar suporte um ao outro e ficarem juntos até o fim de suas vidas. Esta é a razão pela qual o anel que os esposos trocam durante a cerimônia é também chamado de aliança em alguns idiomas. É para lembrá-los de seu juramento.
O Catecismo do Concílio de Trento deu esta definição de casamento: é a união conjugal entre um homem e uma mulher, ambos em status legal, estabelecendo uma comunhão de vidas perpétua e indissolúvel.
Santo Tomás de Aquino e o Concílio de Trento explicam que os objetivos do casamento são dois: o primeiro objetivo é a procriação e a educação da prole; o secundário é o apoio mútuo dos esposos, tanto psicologicamente quanto como um remédio para a concupiscência (Summa theologiae, Supplementum, Q. 67, a. 1, ad 4a; Catecismo de Trento, Parte II, VII, §§ 13-14).
A definição de casamento e seus objetivos aplicam-se a ambos: o casamento entre dois não batizados e o casamento entre dois batizados.
No primeiro caso, nós temos o casamento de acordo com a Lei Natural, que é definido como um contrato onde um homem e uma mulher legitimamente concedem um ao outro o direito de realizar os atos necessários para a procriação e a educação dos filhos, e obriga-os a viverem juntos numa vida comum.
No segundo caso, nós temos o casamento de acordo com a Igreja Católica, que é o mesmo contrato que foi elevado por Nosso Senhor ao nível de um Sacramento (Dictionnaire de Theologie Catholique, entrada “casamento,” cols. 2044-2045).
Por que Nosso Senhor instituiu o casamento como um Sacramento? Por causa dos desvios e disparidades que o casamento sofreu no domínio da Lei Natural. Isto leva a questão: O que é o casamento de acordo com a Lei Natural?
Casamento de acordo com a Lei Natural

O casamento de acordo com a Lei Natural foi instituído por Deus quando Ele criou Eva e a entregou como companheira de Adão. A razão para a criação dela foi dada antes mesmo que o pecado original fosse cometido. “Não é bom para o homem ficar só; façamos uma ajudante para ele semelhante a ele mesmo (Gen. 2,18). Outra razão foi adicionada após o pecado original ter sido cometido:“Crescei e multiplicai-vos e enchei a terra” (Gen. 1,28).
Um contrato de casamento persa de século XVIII


Que Deus criou um único casal atribuído ao casamento é sua principal característica, o é único, ou seja, um homem casa-se com uma mulher; e ele deve ser perpétuo, isto é, para toda a vida do casal. Portanto, de acordo com a Lei Natural, casamento é único e indissolúvel.

Todos os patriarcas e Profetas, bem como os pagãos, viveram em estado de casamento sob Lei Natural até a vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Algumas gerações após Adão e Eva, entretanto, a primeira característica casamento foi quebrada. A unidade do casamento foi manchada pela introdução da poligamia. Mais tarde, sua indissolubilidade foi também violada quando Moisés admitiu o repúdio de uma mulher adúltera como causa para o divórcio com o recasamento sendo permitido. Ambos os desvios foram permitidos entre o Povo Escolhido por causa da “dureza de seus corações” (Mat 19,1-9). Se estes defeitos morais foram institucionalizados entre o povo eleito, não é difícil imaginar que extremos de perversidade moral os pagãos alcançaram.

Leão XIII descreveu esta decadência com palavras eloquentes:

“Todas as nações esqueceram mais ou menos a verdadeira noção e origem do casamento, e consequentemente foram promulgadas leis por toda a parte com referência ao casamento ditadas por razões de Estado em vez de pelos requerimentos da natureza.

“Poligamia, poliandria e divórcio foram as causas de um extremo relaxamento do vínculo nupcial. Também uma grande confusão se espalhou sobre os mútuos direitos e deveres dos esposos, de tal modo que o homem assumiu poder de domínio sobre a esposa, permitindo que ele a repudiasse sem justa causa; enquanto, ao mesmo tempo, ele ficava em liberdade para dar livre curso às suas desenfreadas.

“Quando a licenciosidade de um marido mostra-se assim, nada pode ser mais digno de pena do que a esposa, cuja degradação era tão grande que ela era considerada apenas como um meio para a satisfação da paixão dele ou para dar-lhe filhos. A ignomínia alcançou o ponto que, sem vergonha, garotas casadoiras eram compradas e vendidas, como tantas mercadorias, e poder era dado algumas vezes ao pai e ao marido para matar a filha ou esposa. A prole de tais uniões era necessariamente contada como bens do Estado ou como propriedade do chefe da família” (Arcanum Divinae Sapientiae, n. 7).
Para corrigir esta decadência geral na qual o casamento havia caído, Nosso Senhor reafirmou a unidade e a indissolubilidade do casamento, e elevou-o ao nível de Sacramento.

Casamento como um Sacramento
O Sacramento do matrimônio confere uma graça ao casamento natural. Isto é o que seu caráter sacramental significa. O Concílio de Trento explicou: “A graça que deve aumentar o amor natural, consolida a união indissolúvel [do casamento], e que santifica os esposos foi merecida por Cristo em Sua Paixão, Ele que é o autor e fim dos veneráveis Sacramentos” (Denz. 971).

Nosso Senhor transformou a água em vinho nas bodas de Caná - Paolo Veronese, século XVI
O sacramento aprimora o amor natural ao dar aos esposos um modelo sobrenatural para a união deles. Eles devem amar um ao outro como Cristo e a Igreja amam um ao outro (Ef 5,22).
Isto confirma a indissolubilidade da união conjugal adicionando gravidade a qualquer infidelidade cometida contra ele. Há mais do que uma obrigação natural envolvida na indissolubilidade. Com o sacramento, qualquer violação da fidelidade conjugal torna-se um pecado que exclui o esposo culpado do estado de graça e o ameaça com a perda da vida eterna.
Ele também dá uma nova perspectiva a vida do casal e da família. No casamento natural, presume-se que os esposos devem ajudar um ao outro e suportar um ao outro nesta vida, e educar juntos sua prole que foi feita para povoar a Terra. No casamento sacramental, um esposo deve ajudar a santificar o outro e a prole não é vista apenas como meio de povoar a Terra, mas principalmente o Céu.
Estas são as graças dadas ao casamento caracterizando-o como um sacramento. Ao elevar o casamento ao nível de um sacramento, Nosso Senhor em muitos sentidos transformou-o numa realidade diferente, como a água que Ele transformou em vinho em Caná.
Uma aplicação prática

O casamento da Virgem Maria com São José - Perugino, 1500-1504

Esta sólida doutrina que distingue o casamento da Lei Natural do casamento sacramental permite-me afirmar que aqueles que dizem que os casamentos da Lei Natural são inválidos estão cometendo um grande erro. Esta é uma tese falsa e não possui fundamento da doutrina católica.
Qualquer um que defendesse isso teria que sustentar como consequência que os casamentos da Antiga Aliança foram inválidos, o que incluiria os casamentos de todos os justos homens e mulheres – os Patriarcas, os Profetas e os Santos que foram casados antes da época de Nosso Senhor, incluindo a união de São Joaquim e Santa Ana, São Zacarias e Santa Isabel, e mesmo o casamento de São José e da Santíssima Virgem Maria que foi celebrado antes que o sacramento fosse instituído por Nosso Senhor. Parece-me que esta tese não é apenas absurda, mas também repugnante ao senso católico como algo próximo a blasfêmia.
Alguém pode concluir; todos os casamentos fora da Igreja, portanto, são casamentos de acordo com a Lei Natural, e como tal, válidos.
Não foi isso o que afirmei. Há muitas diferenças em relação a tais casamentos, casamentos diante de uma autoridade civil em desafio ao casamento católico; casamentos em falsas religiões, e casamentos entre pagãos.
Para evitar confusão, estes assuntos devem ser lidados um de cada vez. É isso o que eu espero fazer em meu próximo artigo.

Original aqui.
_________________________________
Notas da tradutora:
[1] Deixei a palavra no original em inglês, Marriage, pois o significado difere do termo que usamos em língua portuguesa “casamento”. Este último vem do latim Casamentum que significa “terreno com uma habitação instalada”, uma necessidade do casal. Já diz o ditado “quem casa, quer casa”.

Comentários Eleison: Eleição Vital

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Comentários Eleison – por Dom Williamson
Número DLXXII (572) (30 de junho de 2018):


ELEIÇÃO VITAL

A Fraternidade serviu... mas ainda servirá?
Deus, de qualquer maneira, a Sua própria Igreja preservará.

Há muito em jogo na próxima eleição que ocorrerá dentro de duas semanas para os três cargos mais altos da Fraternidade Sacerdotal São Pio X. Nos primeiros vinte anos de sua existência ela foi um obstáculo único no caminho da nova religião centrada no homem, que assumiu e ocupou a Igreja Católica na esteira do Concílio Vaticano II. Nos últimos vinte anos, seu Superior Geral fez com que a Fraternidade se tornasse cada vez menos resistente aos oficiais conciliares de Roma à frente da nova religião. Ele será ou não será reeleito para um terceiro mandato em meados de julho? Se for reeleito, é difícil ver como a Fraternidade não ficará sob o controle Conciliar. Se não for reeleito, quem for eleito em seu lugar precisará de um milagre divino ou de muita habilidade humana para fazer com que a Fraternidade esteja novamente alinhada com a intenção original do Fundador, a saber, a de colocar Jesus Cristo de volta ao Seu trono como Deus e Rei de toda a sociedade humana. Não são inimigos, mas amigos da Fraternidade os que apontam como se permitiu que o liberalismo mergulhasse nela.

Talvez a nobre intenção do Arcebispo Lefebvre de combater o liberalismo ateu fundando a Fraternidade em 1970 estivesse condenada desde o início. Afinal, ele tinha de um lado o Deus Todo-Poderoso consigo, como muitas intervenções quase milagrosas no início da história da Fraternidade o provam. Por outro lado, ele tinha contra si todo o mundo moderno e a Igreja Conciliar, de tal modo que o que durante todos os séculos desde a primitiva Igreja dos Apóstolos e Mártires havia sido normal, a saber, a civilização cristã, foi em sua época algo totalmente anormal. Então, como poderiam os jovens que foram atraídos por ele nas décadas de 1970 e 1980, e que agora estão à frente de sua Fraternidade, conhecer a ordem relativamente normal da Igreja tal como ele mesmo a conheceu entre as duas Guerras Mundiais? E como eles poderiam construir o que não conheceram? E, humanamente falando, como eles não poderiam estar vulneráveis ​​à pressão universal da anormalidade de hoje?

Pois, de fato, que os homens não acreditem em Deus, ou, se acreditam n’Ele, que o tratem como se Ele fosse de pouca importância, passou a ser normal. Tudo o que Ele tem de fazer é sair do caminho. Cara, ganha o homem; coroa, Deus perde. Afinal de contas, Deus é tão bom que nunca poderia condenar qualquer ser humano ao fogo eterno do Inferno, e os homens são tão bons que simplesmente por serem homens são tão preciosos que todos eles merecem ir para o Céu. Ele deu-nos esta vida para que a desfrutemos. Ele não poderia querer que seus dez mandamentos nos impedisse de desfrutá-la. A Igreja de ontem deu essa impressão, mas o homem tecnológico chegou à maturidade depois de séculos como camponês atrasado, e assim já era tempo de aquela velha Igreja dar lugar a uma Igreja da Nova Ordem Mundial, uma Igreja brilhante com inclusão em vez de exclusão, com liberdade em vez de proibições, com liberalismo em vez de catolicismo!

Portanto, divinamente falando, ninguém pode excluir a possibilidade de um auxílio milagroso do Céu mediante o qual o Capítulo Geral da Fraternidade eleja três superiores que entendam o que Deus quer da mesma Fraternidade, e o que com Sua ajuda quer que ela lhe dê, a saber, o testemunho contínuo e restaurado da Fraternidade em toda a Igreja do Reinado Social de Cristo Rei e da única religião verdadeira instituída pelo Deus Encarnado. Mas, humanamente falando, que ninguém tenha ilusões em relação à probabilidade de tal ajuda milagrosa. Deus não deve Seus milagres a ninguém. Já foi um milagre que a Fraternidade tenha surgido, sobrevivido e prosperado por quarenta anos, e brilhado em toda a Igreja. Pode ter desempenhado seu papel de transmitir a Tradição por tanto tempo quanto Deus o quisesse, e agora tudo o que tem a fazer é observar enquanto a mesma tocha é passada para os outros. Deus o sabe. Homens propõem. Deus dispõe.

De nossa parte, rezemos: Santíssima Mãe de Deus, do teu divino Filho, rogamos-te que obtenha para o Capítulo Geral da Fraternidade escolher os seus líderes para os próximos doze anos, servos Seus que não colocam nenhum cálculo ou ambição de ordem meramente humana na frente de Seus interesses: a restauração do Seu Reinado sobre toda a humanidade, o Triunfo do teu Coração Imaculado, e a salvação das almas. Amém.

Kyrie eleison.