quarta-feira, julho 31, 2019

Os Significados de Fake News e Desinformação

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"A imprensa brasileira produz notícias falsas? Claro que sim. Mas daí a generalizar e dizer que nada do que a imprensa brasileira produz é verdadeiro ou tudo o que imprensa brasileira produz é falso, é não só incorreto como é uma fraude." (Loryel Rocha) 

Uma coisa é inventar e distorcer, outra é apresentar a fonte da notícia. O que são Fake News? O que é desinformação? Mais uma vez: não preciso concordar com tudo o que ele diz para veicular um vídeo ou texto dele aqui.

Cuidado com a guerra cultural, com a guerra híbrida!

Assista e entenda:


terça-feira, julho 30, 2019

O Modo de Governar a Língua

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Por Lorenzo Scupoli



"A língua do homem tem grande necessidade de ser controlada e refreada, porque somos muito inclinados a deixá-la correr solta e discorrer sobre o que mais agrada aos nossos sentidos. O falar demais geralmente tem sua raiz na soberba, com a qual, convencidos de saber muito e da superioridade de nossas opiniões, procuramos impô-las aos outros, querendo sempre ter a última palavra, como se fôssemos mestres de quem todos tivessem que aprender.
Não se pode dizer em poucas palavras os danos causados pelo seu excesso. A loquacidade é mãe da preguiça, sinal de ignorância e imaturidade, porta da distração, provedora da mentira e inibidora da devoção e do fervor. O muito falar alimenta as paixões viciosas, o que por sua vez anima cada vez mais a língua a continuar em sua tagarelice indiscreta. Não te alongues em grandes discursos com quem te ouve de má vontade, para não o cansar, e nem tampouco com quem te ouve com prazer, para não exceder os limites da modéstia.
Evita falar com muita ênfase e em voz muito alta, pois ambas as coisas são indícios de presunção e vaidade. Não fales nunca de ti mesma, nem das tuas coisas, nem dos teus, a não ser por necessidade e nesse caso, com a maior brevidade possível. Quanto te parecer que alguém fala demasiado de si próprio não o julgues desfavoravelmente, mas também não o imites, ainda que ele fale com humildade e para acusar-se. Do teu próximo e do que lhe diz respeito, fala o mínimo possível, e sempre favoravelmente, quando a ocasião se apresentar.
De Deus, deves falar com gosto, especialmente da sua bondade e amor, mas sempre receando a possibilidade de te equivocares, pelo que deves preferir ouvir com atenção o que os outros dizem, conservando suas palavras no fundo do teu coração. De outros temas, deixa que só o som repercuta em teus ouvidos, enquanto elevas a mente ao Senhor. E quando te vês obrigada a escutar o que falam para poderes responder, nem por isso deixes de dirigir um pensamento ao Céu, onde habita Deus, admirando sua grandeza que não despreza a tua pequenez (Lc 1,48).
Examina bem as coisas que o coração te dita, antes que cheguem à língua, e verás que é preferível que algumas delas não saiam da boca. Mesmo entre aquelas que te parecem dever se pronunciadas, seria melhor que muitas delas fossem deixadas no silêncio do coração, como perceberás, se nelas refletires depois de passado o momento de dizê-las.
O silêncio é uma grande fortaleza no combate espiritual e uma garantia segura de vitória; é amigo de quem desconfia de si mesmo e confia em Deus; é guardião da autêntica oração e uma magnífica ajuda no exercício das virtudes.
Para te acostumares a ficar calada, considera os danos e perigos da loquacidade e as grandes vantagens do silêncio. Toda amor por esta virtude, e, para te habituares a ela, exercita-te por algum tempo em calar até mesmo as coisas que faria bem em dizer, desde que isso não cause prejuízo a ti ou a outros. Foge das conversações, para que não tenhas por companheiros os homens, mas sim os anjos, os santos e o próprio Deus. Finalmente, lembra-te do constante combate que tens de travar, pois a consideração do quanto te falta para alcançar a perfeição servirá de motivação para evitares perder tempo com distrações supérfluas.


Trecho extraído do livro "O Combate Espiritual" de Lorenzo Scupoli. Copiado de Jessica Maria.
Livro lido por S. Francisco de Sales (Século XV)

Acesse este livro em áudio:


segunda-feira, julho 29, 2019

Apontamentos sobre o futuro do Brasil após os vazamentos da Lava Jato

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Um texto interessante com informações relevantes sobre o atual momento político brasileiro. Fonte no final da postagem.

Resultado de imagem para bolsonaro e moro batalha de riachuelo


Bolsonaro e Moro: dois agentes a serviço dos interesses dos EUA no Brasil. 


Não é de hoje senhores que viemos dizendo aqui que esta direita que chegou agora ao poder tem projetos absolutamente maléficos e que se existe alguma diferença acidental entre ela e a esquerda no que tange a ideologia, desde o ponto de vista nacional, ambas conjuram para destruir o que resta de autonomia pátria perante os poderes estrangeiros e globais. Faz tempo que estamos a acompanhar de forma prudente e ponderada os fatos relacionados aos vazamento da Lava Jato. Não temos um parecer definitivo mas, ao que nos parece, tudo se dirige para uma explicação a partir dum complot onde o estímulo dialético às narrativas de direita/ esquerda, alimentadas pelos supostos vazamentos, orienta o país para a radicalização definitiva que permita uma "derrubada do sistema" como pretende Olavo de Carvalho, eminência parda do bolsonarismo. Percebam que os raquers de Moro são todos ideologicamente de direita, sendo o principal deles ligado as operações do bitcoin, moeda virtual que costuma ser usada por gente de linha ideológica anarco-capitalista. Em suma; o perfil dos sujeitos em nada lembra àquele de um militante de esquerda o que nos leva a pensar que a direita tenha "raqueado" Moro para incriminar a esquerda e assim construir a narrativa de que há uma conjura - Bolsonaro não consegue governar pois o congresso, a esquerda, os petistas não deixam, etc - a justificar um estado policial.  Estaríamos perante a velha tática do complot onde um pequeno grupo se articula nas sombras para tentar desenhar os fatos políticos? Qual será o próximo passo? Usar o caso do Intercept para criar uma lei marcial dando superpoderes a Moro? Todas estas questões são pertinentes e merecem um exame atento. 

Cito aqui um comentário do amigo Cassio Gehlen, muito lúcido a respeito destes fatos: 


"Quebrar a criptografia do Telegram é impossível. Um dos donos do Telegram disse que pagaria U$300.000,00 para quem fizesse isso. Porquê esses “hackers “ não receberam a grana? Isso é um circo para criar uma narrativa de insegurança geral para justificar medidas repressoras sobre quem é contra o governo. Vai sobrar para todo mundo que possui alguma relevância na medida que o pessoal em Brasília trabalha com metadados. Eu já vi esse filme: vão colocar no mesmo saco e calar a boca de comunistas, fascistas, nacionalistas ou qualquer “ista” que tenha repercussão junto a um público razoável....não é lógico acreditar que existe hacker sem computador em Araraquara. Aliás, porque o presidente NÃO TEM INTERESSE EM SABER QUEM QUIS MATÁ-LO? Porque Adélio Bispo não tomou umas porradas dos militantes e seguranças? Olha, só não vê que essa merda é uma armação quem não quer... Nem o FSB Russo conseguiu quebrar a criptografia do Telegram. Os donos, que são russos, tiveram que sair da Rússia porque se negaram a repassar dados para o governo de lá. Está baseado em Dubai. Agora aparecem esses paspalhos, uns moleques [...] se passando por hackers? Guerrinha híbrida, bem básica aqui no Brasil... E o projeto é esse mesmo ... gerar confusão geral... e finalmente desmontar as instituições e remontá-las de novo.

Foi o que dissemos: já que é simples acessar celular e mensagem de Telegram - está é, pasmem,  a narrativa dos defensores de última hora do atual governo, a de que o suposto hacker teria se valido dum processo simplório acessível até a crianças! -  nos ensinem como faz, afinal precisamos esclarecer tudo isto e, quem sabe, uns dados raqueados nos ajudem a saber se estamos mesmo perante um complot, assunto de extrema importância para a segurança nacional.  

Cabe reiterar que o Telegram ofereceu 1 milhão de reais a quem quebrasse sua criptografia e que, no depoimento do suposto raquer ele teria alegado o seguinte: generosamente, por puro idealismo,  quebrou o sigilo de autoridades e, ao mesmo tempo, oferecido isso ao PT de graça! Vamos imaginar que você seja o raquer que tenha conseguido o que agentes da FSB não conseguiram, o que agentes do PC chinês não conseguiram - dado que as manifestações que acontecem agora contra o governo comunista de Pequim em Hong Kong são todas articuladas via Telegram, o que tem levado o PC chinês a buscar o acesso ao app via raqueamento. O que você faz?

A- Contacta Pavel Durov, dono do app, mostra qual a falha do Telegram, ganha o valor e ainda é contratado por Durov para melhorar a o sistema, ficando rico. 

B- Vende teu conhecimento para o governo russo e chinês, enchendo a conta de dólares para viver num paraíso fiscal pela resto da vida. 

C- Esquece tudo isto e fornece o que você descobriu de graça ao PT se arriscando a ser preso dentro do Brasil e viver o reto dos teus dias numa prisão junto com traficantes e assassinos. 

A  opção C é a mais absurda, demencial, tresloucada e improvável. A maioria ficaria entre A ou B. C jamais! Ninguém minimamente racional escolheria C. 

Então o que tudo isto permite dizer é que: 

1- Não há sequer certeza da veracidade dos vazamentos do The Intercept, faltando elementos mais sólidos que comprovem as mensagens. 
Um texto muito interessante com informações relevante sobre o momento político brasileiro. Editado. Fonteno final da postgem.

2- Logo, falar peremptoriamente de raquers atuando em consonância com Greenwald contra autoridades é absolutamente temerário nesta altura dos fatos. 

3- Admitir que esta atuação existe é reconhecer alguma veracidade aos vazamentos, o que dá certa verossimilhança a narrativa de Greenwald e isso piora a situação da direita em vez de melhorar.

4- Por que raquers, que tem por objetivo escamotear suas ações, fariam ligações para gente do governo a fim de dar pistas? Não faz sentido.

5- Levando em conta tais inconsistências concluímos que isso tudo tem bastante probabilidade de ser uma false flag.


No início a direita dizia que os vazamentos eram falsos. Agora ela quer que eles sejam verdadeiros para dizer que houve crime cometido pela esquerda petista. A esquerda também quer que eles sejam verdadeiros para poder invalidar o julgamento de Lula. Tudo isso só ajuda os dois lados a se retro-alimentarem gerando o clima ideal para uma guerra civil. A esquerda dirá: se há raqueamento então houve acerto prévio da sentença de Lula/ Moro quer prender  para impedir o acesso aos fatos. A direita vai dizer que tudo isso é crime e que, a esta altura, pouco importa se houve acerto de sentença mas que os culpados sejam presos. Como será impossível chegar a um senso comum a respeito disto tudo o país vai se dividir inexoravelmente, as instituições vão ficar paralisadas e, neste quadro, não é impossível pensar que um conflito explodirá. É uma aposta mas uma aposta que nos parece plausível.

Fonte: Catolicidade.

Comentários Eleison: Contradição Endêmica e Desenfreada

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Comentários Eleison – por Dom Williamson
Número DCXXVIII (628)- (27 de julho de 2019)



Contradição Endêmica e Desenfreada


Aqueles que desprezam a não contradição incapazes de pensar estarão,
E à Verdade Católica e as almas necessariamente afundarão.

Voltemos ao Bispo Huonder, não por qualquer razão pessoal, mas pela confusão universal que ele exemplifica. No dia em que renunciou ao cargo de chefe da principal diocese suíça, a de Chur, para residir na escola tradicional de meninos da FSSPX de Wangs, na diocese de St. Gallen, a sua transferência pode ter parecido tão surpreendente, que no mesmo dia ele emitiu duas explicações, uma para a Tradição e outra para a Igreja oficial. Aqui estão as palavras fundamentais de cada explicação, que mesmo sendo retiradas da integralidade de seu contexto não distorcem nenhuma das explicações.

Aos seus antigos confrades e leigos na Diocese de Chur, ele escreveu sobre sua aposentadoria em Wangs: “De acordo com a mentalidade do Papa Francisco I, eu devo-me esforçar lá (em Wangs) para contribuir para a unidade da Igreja, não excluindo ninguém, mas sim discernindo, seguindo e integrando pessoas”. Para os católicos tradicionais, para junto dos quais ele estava prestes a retirar-se, ele assinou com o Superior Geral da FSSPX, o Pe. David Pagliarani, uma Declaração conjunta que contém estas palavras: “O único propósito do retiro do Bispo Huonder para uma casa da FSSPX é dedicar-se à oração e ao silêncio, celebrar exclusivamente a Missa tradicional, e trabalhar pela Tradição, como único meio para renovar a Igreja”.

Mas como pode o honorável Bispo não ver a contradição entre suas duas explicações? Desde que Francisco se tornou Papa em 2013, quem não viu o fluxo quase diário de palavras e ações pelas quais este Papa tem dito aos católicos para que deixem para trás a Igreja da Tradição? Quem não sentiu a repugnância profunda e instintiva, que ele compartilha com todos os clérigos conciliares que fizeram a revolução do Vaticano II, pela Igreja como era antes do Concílio? Como pode o Bispo Huonder não ver que entre a “mentalidade do Papa Francisco” e a “Tradição” há um imenso e intransponível abismo?

Se ele está imaginando que a “mentalidade do Papa Francisco” é diferente do que é, ou se ele está esperando que possa ser levada a ser diferente do que é, então, segundo todas as manifestações anteriores, o Papa certamente o corrigirá rápida e firmemente conforme o verdadeiro estado de sua “mentalidade”. Por outro lado, se o Bispo está imaginando ou esperando que a Tradição não seja o que é, aqui, infelizmente, devemos admitir que ele pode ter sido enganado pelo deslizamento de 20 anos do que a Fraternidade Sacerdotal São Pio X era sob Dom Lefebvre para o que a Neofraternidade se tornou sob seus sucessores. Sob o Arcebispo, ela foi a maior fortaleza da Igreja da doutrina católica, dos sacramentos e da moral de todos os tempos; mas uma vez que seu magnetismo pessoal morreu com ele em 1991, em poucos anos o magnetismo atraente da Roma oficial se reafirmou, e a Fraternidade começou com o GREC sua mudança para a Neofraternidade, para ajustar-se com a Neoigreja de Roma. Provavelmente o Bispo Huonder não vê nenhuma contradição porque quer ajudar contribuir para essa mudança.

Mas, e quanto ao cossignatário do Bispo na Declaração conjunta para os tradicionalistas, ou seja, o Superior Geral da Neofraternidade, o Pe. Pagliarani? Ele obviamente sabe o que o Papa Francisco está fazendo, e certamente ele sabia há 20 anos o que o Arcebispo entendia por Tradição. Então, quando também assinou a Declaração, sabia ele da intenção simultânea do Bispo de trabalhar em Wangs tanto “de acordo com a mentalidade do Papa” como “pela Tradição”? E se ele sabia da dupla intenção, também não viu nenhuma contradição? E se vê a contradição agora, o que ele tem feito com o Cavalo de Troia, por mais bem intencionado que seja, dentro das muralhas da Tradição? Talvez esteja dizendo para si mesmo: “Ah, não importa. O Arcebispo queria que cuidássemos dos sacerdotes da Neoigreja (sim, mas não fazendo deles Cavalos de Troia). O Bispo Huonder é um bom homem. Somos todos bons. Nós todos nos daremos bem. A contradição é mais um problema na teoria do que na prática, etc...”.

Se é assim realmente como pensa o Neogeral, então ele contraiu a doença conciliar, e a Fraternidade está verdadeiramente afundada. Se é este o caso, a “Sentimentofraternidade (Mushsociety)” está pronta para navegar feliz para todo o sempre nos mares de confusão e contradição da “Sentimentoigreja (Mushchurch)”. Mas ai das almas!

Kyrie eleison.

sábado, julho 27, 2019

Partidos Políticos e Think Tanks no Brasil

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Neste vídeo o professor Loryel Rocha comenta sobre o esquema que há por trás dos partidos políticos no Brasil e suas ligações com Think Tanks e, claro, a Maçonaria. Não estou dizendo que tudo o que ele diz é verdade, ou que tudo o que ele diz eu concordo, mas apenas deixo as informações para que cada um busque saber mais sobre o assunto, vá atrás de fontes e aprenda.


sexta-feira, julho 26, 2019

1717: Maçonaria em Ação

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Esta imagem foi extraída de um site da Maçonaria. Vejam como eles comemoram esta data.


O projeto da Maçonaria da criação da República Maçônica Universal começou oficialmente em 1717. Ao longo desses 300 anos a Maçonaria nunca mudou seu projeto. 

É esta sociedade secreta  - empenhada em destruir a Monarquia e a Igreja Católica, e em constituir sua República Universal - que toma o país em 1822, e que desde então dirige o destino do Brasil.* Vem daí o padrão de golpes de Estado que sofremos. Segundo o professor Loryel Rocha nós estamos vivendo o oitavo golpe, já desde o governo de Dilma Roussef.

Nada é por acaso, não se engane. O Brasil vem sendo dirigido pela Maçonaria.

Então cuidado com o uso das coisas sagradas para justificar escolhas políticas. O número 17 usado nas eleições por Bolsonaro tem ligação com 1717, não com as aparições de 1917. Não repita por aí que ele é escolha de Nossa Senhora, porque isso não é verdade. Ele faz parte de um plano maçônico, não há nada de católico nisso.

Não, eu não sabia de nada disso na época das eleições. Minha escolha foi por um mal menor, hoje eu me pergunto se Bolsonaro era mesmo o mal menor, mas isso não vem ao caso. O que não podemos é deixar nos enganar mais, não podemos usar do que é sagrado para justificar escolhas políticas.

1717 é um número maçônico. A escolha deste número para a candidatura de Bolsonaro não foi por acaso.


*Informações extraídas daqui.
Documentos descritos aqui.

quarta-feira, julho 24, 2019

MANIFESTO DE DESOBEDIÊNCIA CIVIL À INÍQUA CRIMINALIZAÇÃO DA “HOMOFOBIA”

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Leia aqui o manifesto e assine! Não podemos nos calar!

Não se deve obedecer a uma lei iníqua!

Já desde há um bom tempo se vem tentando fazer descer alma abaixo das nações e dos povos "leis" que contrariam a lei natural. Para tal, valem todos os recursos, todas as chantagens, todos os lobbies – e isso em detrimento, ademais, não só da religião, mas do sentimento natural da maioria dos cidadãos.
No Brasil, por nosso lado, vamos vendo acelerar-se nos últimos meses tal tentativa, mediante sobretudo o STF (Superior Tribunal Federal) e forte campanha da mídia, que tenta apresentar o que não passa de delírio ideológico de uma minoria como se fosse anseio da maioria. Ora, os brasileiros são um povo pacato, não afeito a fazer correr o sangue dos irmãos, temente a Deus. E particularmente suas lideranças mais ilustradas e conscientes são de todo respeitadoras das leis, ainda quando se trate de "leis" não propriamente justas: mesmo sem as acatarem em foro interno, buscam externamente não ser fatores de perturbação da paz social.
Mas há limites para tudo. Quando a injustiça da "lei" atinge extremos de iniquidade, então tais lideranças já não podem contentar-se com o não acatamento em foro interno: têm de manifestar-se em desobediência a ela em foro externo, sob pena de não cumprir seu papel precípuo, justamente, de ser modelo e exemplo para a cidadania mais sã. É o que se dá ante a aprovação pelo STF de uma absurda criminalização da "homofobia", que em verdade não quer coibir – o que seria justo – possíveis atos resultantes de ódio contra os homossexuais, como agressões físicas, assassinatos, etc., o que por outro lado já está coibido de algum modo por nosso Código Penal.
Na realidade, tal criminalização não visa senão a duas coisas: primeira, reprimir a defesa da complementaridade natural entre homem e mulher e do casamento entre eles, e, segunda, servir de porta de entrada para o ensino da ideologia de gênero nas escolas. Com tal criminalização, quer-se, portanto, punir os que se ponham, com todo o direito, contra a ideologia de gênero e tirar aos pais o direito inalienável de decidir o que seus filhos devem aprender nas escolas.
Tal criminalização, por conseguinte, é expressão da mais pura tirania estatal. Por isso nós, os que assinamos este manifesto, não podemos calar-nos. Está em jogo a alma mesma de nossos filhos e de nossos concidadãos. Fazemo-lo não alegremente. Fazemo-lo de modo contristado, porque, como dito, nos apraz obedecer às leis. Mas também de modo convicto e inabalável, pelas razões expostas. Esperamos em Deus que nossas autoridades deixem de agir como se os brasileiros fossem objetos de experimento ideológico e deem ouvidos à sabedoria eterna, que está gravada no mais íntimo do coração da humanidade.

terça-feira, julho 23, 2019

O homem não pode provocar manifestações preternaturais

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Uma página do livro "O Espiritismo no Brasil", do Frei Kloppenburg, sobre manifestações preternaturais:


Liberalismo, Socialismo e Doutrina Social da Igreja

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Uma das maiores objeções que o liberalismo e o socialismo fazem a DSI, é justamente de que ela não tem os pés no Chão. Mas ao Contrário, não há nada mais pé no chão do que a Doutrina Social da Igreja.
Alguns chegam a afirmar que ela só funcionaria num País e numa sociedade Cristã, e jamais funcionaria, por exemplo, em um país como Brasil. Mas é interessante notar que tanto as considerações Papais como os princípios norteadores presentes na DSI, mais do que simplesmente serem pensados para uma sociedade Cristã, eles são pensados justamente para uma Sociedade não Cristã.
Ora, não precisa de nenhum sacrifício intelectual para notar, por exemplo, que uma sociedade liberalista sem intervenção alguma do estado na Economia e nas relações entre empregados e empregadores, se degenera tão logo em caos e numa espécie de submissão, quase que escravagista, do mais fraco em relação ao mais forte. Alguém acha mesmo, que relações comerciais, de compra e venda, seriam o suficiente para impedir os abusos de um patrão iníquo? Ou que uma empresa com pouco capital terá a mesma chance de competir com uma empresa de capital maior, se não houvesse regras para limitar a ação dessa empresa maior?
Por outro lado, na Utopia Socialista, o tal do Socialismo nunca concretizado, não passa de um sonho que está com os pés totalmente distante da realidade. É impossível que o homem, com o pecado original, por uma série de intervenções estatais, deixe de ter a sanha por lucro e o egoísmo. Fora que,sempre que se tentou implantar o tal paraíso, o estado interferiu tanto na Economia, que limitou completamente a criatividade e a capacidade do mercado de se expandir. As relações empregado e empregador, foi tão tomada de regras, que toda a sociedade acabou por ser nivelada por baixo.
A única possibilidade de se ter uma economia minimamente aceitável, é na justa relação entre estado e Mercado. É seguir, ainda que a aplicação a ser dada varie de um lugar para o outro, os princípios norteadores que homens santos, vislumbrando a sociedade a partir do alto, como que vendo o mundo com os olhos de Deus, deram a sociedade Humana.

segunda-feira, julho 22, 2019

Comentários Eleison: A Clareza de um Cardeal

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Comentários Eleison – por Dom Williamson
Número DCXXVII (627)- (20 de julho de 2019)


A Clareza de um Cardeal


A Europa respondeu uma vez ao amor de Deus.
Agora deve sofrer pelos imigrantes, como flagelo d’Ele!


Pode-se notar na leitura de um livro (ou uma entrevista), publicado recentemente por um Cardeal romano, um bom senso incomum sobre as ondas de imigração que há décadas têm ameaçado inundar as outrora grandes nações ocidentais. Mas o Cardeal Sarah não é "racista" – ele vem da África negra. Oxalá os europeus apreciassem os dons de Deus para a Europa como ele o faz! Mas quem na Europa quer a Deus? "Aí está o obstáculo", como diz Hamlet.

Estou escandalizado por todos esses homens que morrem no mar, pelo tráfico de seres humanos, pela rede de máfias, pela escravidão organizada. Essas pessoas emigram sem documentos, sem perspectivas para o futuro, sem família. Pensam que vão encontrar o paraíso aqui na terra? Ele não está no Ocidente! Se se devem ajudar essas pessoas, é melhor fazê-lo nos lugares de onde elas vêm, em seus próprios povoados, no meio de suas próprias raças. Os desequilíbrios econômicos e os dramas humanos não podem ser justificados. Vocês não podem acolher imigrantes do mundo inteiro. Acolher significa não apenas deixar essas pessoas entrarem no próprio país, mas também dar-lhes trabalho. Vocês podem fazer isso? Não. Significa dar-lhes algum lugar para morar. Vocês podem fazer isso? Não. Estacioná-los em alojamentos inadequados, sem dignidade, sem trabalho, não é isso que eu chamaria acolher pessoas. Parece-se mais com algo organizado pela máfia! A Igreja não pode cooperar com o tráfico de pessoas, o que é mais uma nova forma de escravidão.

O que eu acho igualmente escandaloso é usar a Palavra de Deus para justificar tudo isso. Deus não quer que as pessoas emigrem. O menino Jesus se refugiou no Egito, por causa de Herodes, mas depois voltou para casa. Deus sempre trouxe seu povo de volta para Israel, fosse depois da fome em casa ou do cativeiro no exterior. Um país é um grande tesouro, é onde nascemos, onde estão enterrados nossos ancestrais. Quando se dá boas-vindas a alguém, é para dar-lhe uma vida melhor, não para agrupá-lo em campos de imigração. Quando se é alimentado sem fazer nenhum trabalho, não há dignidade ali.

E que cultura vocês têm para oferecer-lhes? Vocês são capazes de compartilhar sua cultura e suas raízes cristãs? Receio que o desequilíbrio demográfico provocado por essas ondas de imigração fará com que vocês percam sua identidade junto com o que faz de vocês serem quem vocês são. A Europa tem uma missão especial que Deus lhe deu. Foram vocês, europeus, que nos ensinaram o Evangelho e os valores da família, a dignidade pessoal e a liberdade. Se renunciam à sua identidade, se se deixam inundar por povos que não compartilham sua cultura, então seus valores cristãos e sua identidade correm o risco de desaparecerem; tal como aconteceu quando a Roma antiga foi invadida por bárbaros. Vocês precisam pensar: as imigrações de hoje não são uma nova forma de escravidão, organizadas para obter mão de obra barata? Todas essas pessoas vêm aqui em busca de um modo de vida dos sonhos. Que mentira! Que grande cinismo! O Papa Bento XVI foi especialmente claro e profético em todas essas questões. [...]

Vocês europeus foram moldados pelo cristianismo, tudo na Europa é cristão. Por que negar isto? Nenhum muçulmano nega sua identidade. Se não voltarem a ser quem são, vocês desaparecerão. E se a Europa desaparecer, haverá uma terrível convulsão: o Cristianismo se arriscaria a desaparecer da face da terra. Vejam como estão sendo invadidos pelo Islã: os muçulmanos querem dominar o mundo e têm os meios financeiros para fazê-lo. Eles não terão êxito, porque o Senhor está conosco até o fim do mundo. Mas vocês não devem negar quem são: esses imigrantes que vocês permitem entrar devem integrar-se à sua cultura, assumindo que vocês ainda têm uma cultura. Vocês não os integrarão ao seu materialismo ateu. Eles não querem ter nada que ver com ele.

Kyrie eleison.


sábado, julho 20, 2019

Os Falsos Conceitos de Direita, Conservadorismo e Nacionalismo

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Direita, Esquerda, Steve Bannon, Banca (Banqueiros) Foro de São Paulo, Pátria Grande, Terceira Esquerda. Veja neste vídeo do professor Loryel Rocha. Embora eu discorde de algumas ideias dele, admiro o conhecimento que ele possui em História e Sociologia, e neste vídeo ele traz informações muito interessantes. 

Assista:


sexta-feira, julho 19, 2019

Engenharia em baixa, Brasil na berlinda

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Procuradores da Lava-Jato

Leiam o artigo abaixo e reflitam. Mais uma vez eu pergunto: a quem interessa esse desmonte? 

Quem manda no Brasil? De quem esse pessoal da Lava-Jato recebe ordens?

Hoje a classe profissional brasileira que mais sofre com o desemprego é a do engenheiro. Quantos ex-colegas meus estão na rua, amigos sem emprego? Muitos. Gente competente, trabalhadora, que agora está na rua. 

E ainda tem gente que se alegra com isso, que repete que Bolsonaro já tirou mais de 10 mil da Petrobrás. É bonito isso, ver tanta gente sem trabalho? Que ódio é esse minha gente? Por que tanto ódio de nossas estatais? 

Essa ideia do patrimonialismo ("o Estado malvado e incompetente, que nos rouba") é falsa, tudo isso foi construído pela maçonaria. As pessoas foram doutrinadas a aceitar que o mercado é bom e o Estado é mau. Grande bobagem. Quem se aproveita de nós, a elite financeira oligárquica, não está no Estado, está fora, está no mercado e se aproveita do Estado para nos massacrar.

E as empresas destruídas pela Lava-Jato? Nos EUA se uma empresa é pega em atividades corruptas ela não é fechada, os seus donos são responsabilizados, fazem acordos com o governo para não demitir os trabalhadores e punem somente os responsáveis. É assim que tem que ser. Quando se fecha grandes empresas quem é mais prejudicado é o povo. Pensem nisso.

Não acreditem em tudo o que vêem ou ouvem por aí. Busquem, estudem, pesquisem, queiram a verdade sempre. CATÓLICO TEM A OBRIGAÇÃO DE BUSCAR A VERDADE!

Leiam o artigo:


Engenharia em baixa, Brasil na berlinda

Força-tarefa de Curitiba ignora o interesse nacional ao destruir empresas
O Brasil registra atualmente uma série de indicadores extremamente preocupantes. A face mais cruel e reveladora está certamente nos 13,1 milhões de desempregados no Brasil, conforme pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgada em 29 de março último. Se forem somados a esse grupo aqueles que labutam mas não têm atividade regular de 40 horas semanais e os que sequer conseguem procurar uma vaga apesar de precisarem dela, chega-se aos 27,9 milhões de chamados “subutilizados”.
Esses números mostram, a um só tempo, um terrível drama social e humano e a situação caótica da nossa economia, cujo crescimento em 2018 ficou em pífio 1,1%, repetindo o resultado de 2017 e longe de recuperar as retrações de 3,5%, em 2015, e 3,3%, em 2016. Mantendo a perspectiva pessimista, a expectativa para 2019 divulgada pelo Banco Central no início de abril ficou abaixo dos 2%.
Juntamente com o crescimento da pobreza gerado por esse cenário, há sérios gargalos na infraestrutura urbana e nos serviços essenciais comprometendo o bem-estar da sociedade, que sofre com a falta de moradia, saneamento, transporte, saúde e educação, para mencionar as questões básicas.
É mais que tempo de o Brasil tomar a decisão de reverter essa trajetória decadente, absolutamente incompatível com tudo que já foi capaz de realizar como nação, apesar de todas as mazelas a ainda serem superadas. Premissa inescapável para a correção de rumo que garanta crescimento econômico e condições de vida digna à população é a retomada da engenharia nacional. Não há hipótese de se alcançar prosperidade e avanço com o desmonte da capacidade tecnológica do País.
Um dia exportador de know-how e competidor global na realização de grandes obras, o Brasil hoje vê suas construtoras postas praticamente fora do jogo devido às consequências da operação Lava Jato. Essa, equivocada e inexplicavelmente, inviabilizou empresas em vez de simplesmente punir os indivíduos praticantes de delitos.
As consequências dessa lógica foram medidas pelo Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (Ineep), que aponta “desmonte de importantes setores da economia nacional, principalmente da indústria petrolífera e da sua cadeia de fornecedores, como a construção civil, a metal-mecânica, a indústria naval, a engenharia pesada, além do programa nuclear brasileiro”. Segundo artigo do professor William Nozak, estudioso do setor, “apenas em seu primeiro ano, estima-se que a Lava Jato retirou cerca de R$ 142,6 bilhões da economia brasileira”. Significa que a operação produziu prejuízos bem mais elevados que aqueles causados pela corrupção, calculados em cerca de R$ 50 bilhões, num pacote que inclui pagamentos de propinas e desvios com formação de cartel, superfaturamento em obras e fraudes em licitações.
Problemática também foi a redução da obrigatoriedade de contratação de conteúdo local na exploração de gás e petróleo em reservas brasileiras. Isso vai na contramão do interesse da indústria e da engenharia nacionais e as coloca fora da cadeia produtiva do setor. O Brasil torna-se mero exportador de óleo bruto; a riqueza significativa é gerada em outros países.
Na mesma linha, se deu o fim de obrigatoriedade de participação da Petrobras na exploração das reservas do pré-sal. Principal empresa brasileira e essencial para que Brasil se firme entre os grandes produtores de petróleo, a companhia passa por um processo de desinvestimento e venda de ativos que tende a encolhê-la e a reduzir sua relevância.
Completa o quadro de desestruturação da nossa inteligência produtiva a franca desnacionalização do setor de projetos com a entrada indiscriminada de escritórios estrangeiros no mercado brasileiro e a aquisição das principais firmas nacionais por companhias de outros países.
Esse pacote vem se refletindo diretamente na engenharia e nos seus profissionais. Apenas entre janeiro de 2014 e dezembro de 2017, haviam sido eliminados mais de 50 mil empregos da categoria no País, conforme levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a partir de informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
Esses números não revelam ainda as dificuldades de outros milhares de profissionais da área tecnológica que são autônomos, microempresários ou proprietários de pequenas e médias empresas que vêm sofrendo com a falta de trabalho.
Garantir oportunidade e valorização dessa mão de obra qualificada e absolutamente essencial ao desenvolvimento é parte imprescindível de um programa nacional de crescimento sustentável que precisa urgentemente ser desenhado e posto em prática. A alternativa a isso é relegar o Brasil a condição subalterna no contexto da globalização e condenar o seu povo a pobreza e precariedade.

Murilo Pinheiro
Murilo Pinheiro é presidente da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) e do Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (SEESP)

Catecismo Ilustrado!

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Eis uma ótima campanha: financiamento coletivo do Catecismo Ilustrado.

Esse livro é lindo, tem imagens maravilhosas, ótimo para as crianças, mas é para adultos também. Foi publicado pela primeira vez sob o Pontificado de São Pio X. Participe!

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terça-feira, julho 16, 2019

Não é felicidade o Nirvana Budista

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No homem (animal de desejos e capaz de descobrir bens superiores e de anelar por eles) esta vida nobre e dita verdadeira consiste em conhecer os tesouros que o possam saciar a fim de consegui-los e de gozar deles.

Não é felicidade o Nirvana Budista que, pretendendo a Deificação, vai mutilando a vida psíquica, anulando toda atividade e desejo (anulação que significa empobrecimento).

Ao contrário, suma felicidade é a do Céu e também grande, em proporção, a da terra, quando os tesouros possuídos divinos e humanos, de tal maneira satisfazem as aspirações e absorvem toda a consciência, que anulam o pensamento do passado e do futuro e fazem impossível qualquer desejo. (Anulação esta positiva porque inclui a posse de todo o desejável).

(Pe. Narciso Irala. Controle Cerebral e Emocional*, p 26.)

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*Eu recomendo muito esse livro. É muito bom mesmo, cheio de ensinamentos sobre como relaxar, como vencer a insônia, a ansiedade, etc.

domingo, julho 14, 2019

Comentários Eleison: Mais Solapamento

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Comentários Eleison – por Dom Williamson
Número DCXXVI (626)- (13 de julho de 2019)



Mais Solapamento


Católicos! Deixem os eletrônicos de lado!
Toda a realidade verdadeira eles têm afastado.


Estes "Comentários" já recomendaram mais de uma vez o site de Internet do comentarista americano de desenvolvimento político e econômico mundial, o Dr. Paul Craig Roberts, porque ainda que este careça da perspectiva completa que proporciona a única religião verdadeira, vê muita verdade mundana, e a relata em seu site: paulcraigroberts.org, a ponto de alguém poder-se perguntar quando ele será assassinado. Mas o assassinato é sempre complexo, e no de um mensageiro sempre se corre o risco de dar crédito à sua mensagem. Seja como for, os artigos do Dr. Roberts são amplamente lidos em todo o mundo, e um artigo recente reforça em um nível muito prático o começo da dissecação do Pe. Calderón do "novo homem" do Vaticano II (ver os "Comentários" de 22 de junho), pelo fato de o homem moderno ter sido separado da verdade objetiva pelo subjetivismo. Leia o artigo do Dr. Roberts, ligeiramente resumido a seguir, sobre o progresso atual típico dessa separação.

O Dr. Roberts começa citando um site em que se diz muita verdade, o Zero Hedge, que informa que a capacidade de falsificar a realidade está crescendo a passos largos. Os geeks insensatos desenvolveram agora tecnologia que torna a realidade falsa indistinguível da realidade real. “Eu não acho que estejamos bem preparados. E não acho que o público esteja ciente do que está por vir”, disse o presidente do Comitê de Inteligência da Câmara de Representantes dos Estados Unidos. Ele estava falando do rápido avanço da tecnologia de síntese. Essa nova capacidade de inteligência artificial permite que os programadores competentes criem áudio e vídeo de qualquer pessoa dizendo absolutamente qualquer coisa. As criações são chamadas "deepfakes", e por mais ultrajantes que sejam, elas são praticamente indistinguíveis daquilo a que correspondem na realidade. Acabávamos de adaptar-nos a um mundo onde a nossa realidade parecia falsa, quando as coisas que são falsas se converteram em nossa realidade.

"Superaram-nos em armas", disse um perito em forense digital da Universidade da Califórnia em Berkeley, "O número de pessoas que agora trabalham com vídeo-síntese supera o número de pessoas que trabalham na detecção de ‘deepfakes’ em 100 para 1"... Dois terços dos americanos já dizem que as imagens e os vídeos alterados se tornaram um problema importante para entender os fatos básicos dos acontecimentos atuais. Os investigadores advertem sobre a crescente "apatia da realidade", que significa que se requer tanto esforço para distinguir entre o que é real e o que é falso, que simplesmente nos damos por vencidos e dependemos de nossos instintos básicos, nossas tendências tribais e nossos impulsos. Imersos nos enganos de nossos líderes, passamos a não acreditar em mais nada.

Por exemplo, dois petroleiros explodiram em chamas, lançando fumaça. Naquele exato momento, um barco suspeito da Guarda Revolucionária Iraniana apareceu em um vídeo borrado. As imagens virais inundaram os nove bilhões de telas do planeta. Cada lado contou uma história diferente. Ninguém sabia em quem confiar. As teorias da conspiração preencheram o vazio, já que cada um de nós nos apegamos àquilo em que mais queremos acreditar. https://www. zerohedge.com/news/2019-06-16/hedge-fund-cio-i-dont-think-public-aware-whats-coming

O Dr Roberts continua: Por que os geeks da tecnologia se orgulham de desenvolver tecnologia que torna a verdade ainda mais difícil de se descobrir? O que há de errado com seu caráter que faz deles seres humanos que criam métodos para destruir a capacidade de conhecer a verdade? Em que isso se diferencia de liberar uma substância indetectável no ar que aniquila a vida? O único uso desta tecnologia é conceder ao estado policial o controle total. Agora é possível colocar palavras e ações nas bocas e ações de qualquer pessoa, e usar a evidência falsa para condená-la pelo crime simulado. Sem verdade, não há liberdade, não há pensamento independente, não há consciência. Há apenas a Matrix. Como os EUA perderam tanto o rumo, a ponto de as corporações, os investidores e os cientistas estarem motivados para desenvolverem tecnologia que destrói a verdade? Não são esses idiotas irracionais nossos verdadeiros inimigos? A coisa mais difícil do mundo atual é averiguar a verdade. E o artigo do Dr. Roberts termina com um pedido de apoio, o qual certamente merece.

Leitores, apeguem-se à verdade por suas preciosas vidas, porque ela está sendo solapada rapidamente, já que o mundo está colocando a liberdade na frente da verdade, e a fantasia na frente da realidade. As consequências serão humanamente desastrosas para todos nós.

Kyrie eleison.

sexta-feira, julho 12, 2019

Os Bastidores da Educação – O STF e o “Homeschooling”

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O artigo abaixo é ótimo. É do ano passado, contém informações valiosas sobre os planos da Nova Ordem Mundial para a educação, ou des-educação, e como isso está ligado ao pensamento dos que se opõem ao homeschooling no Brasil. 

O STF decidiu ano passado que o Homeschooling ou Educação Domiciliar, é constitucional, mas carece de legislação apropriada. Ou seja, eles não proibiram, nem tampouco liberaram. Falta regulamentação, apenas isso. No momento há um projeto de lei (muito ruim) do governo, redigido pelo MEC, a ser discutido no Congresso. 

Uma importante decisão do Ministério dos Direitos Humanos foi expedir um ofício de orientação aos conselheiros tutelares no trato com as famílias que praticam a educação domiciliar. Uma verdadeira vitória, pois os conselhos tutelares possuem agora diretrizes para tratar com as famílias educadoras. Trata-se de segurança jurídica. Ainda não é o pleno reconhecimento da liberdade educacional, mas é um começo. Leia mais sobre isso aqui.

Agora fiquem com o ótimo artigo de Maurício Casalaspro, pai educador:



Os Bastidores da Educação – O STF e o “Homeschooling”



Por Maurizio Casalaspro
No julgamento sobre a educação domiciliar, ou “homeschooling”, realizado no dia 12 de setembro pelo STF, ficaram bem claras as intenções e a falta de visão sobre em que consiste realmente a educação. Alguns absurdos ditos pelos ministros deixam bem evidentes as intenções de quem está no poder. Como refutar os erros e más intenções e explicar os bastidores na íntegra tomaria muito tempo e o texto teria um tamanho inadequado para este local, vou explicar e contextualizar alguns deles, apenas:
Foi dito que, mesmo a escola sendo ruim e tendo seus problemas, não faria bem à comunidade simplesmente tirar seus filhos da escola para ensiná-los em casa. Antes, os pais deveriam se engajar mais e ajudar a escola a melhorar por dentro, e não em suas casas. Por que, então, esses pais não ajudam a melhorar a escola? Como podem ser tão egoístas assim?
Ora, você já entrou em uma escola pública ou privada para oferecer ajuda gratuitamente? Eu já. Mesmo se deixassem (também não há legislação a respeito dessa eventual sinergia e participação mais ativa da família), o processo de mudança efetiva seria tão lento que não haveria quase nenhum benefício em prol das crianças, com o risco, ainda, de ser anulado por meio de novas regulamentações, como o BNCC (Base Nacional Curricular Comum), o qual, padronizando o currículo, proíbe qualquer divergência contra ele. Nenhum pai ou mãe acharia razoável fazer isso antes de garantir a segurança dos próprios filhos e incentivar outras famílias a fazerem o mesmo. Não raro, a decisão da educação domiciliar ocorre por uma emergência. A ideia automática de inculcar o egoísmo desses pais por não ajudarem a comunidade é pior que golpe baixo, é uma manipulação. Explico.
Convidar os dissidentes de algo a participar e ajudar de forma comunitária, sendo membros de grupos de debates ou conselhos, é uma técnica muito utilizada para a mudança de opinião. Sua opinião será ouvida e descartada democraticamente, até que se sente vencido, mas feliz por ter tentado. (Charlotte Iserbyt explica isso em sua obra (1), ela mesma uma ex-agente treinada a mudar a opinião de dissidentes, e está descrito em manual de treinamento de agentes governamentais que, por acaso, possuo um exemplar).
Os ministros defenderam que liberar o “homeschooling” aumentaria ainda mais a evasão escolar, num país onde já é alta, e favoreceria a exploração de crianças para o trabalho infantil. Obrigar a criança a trabalhar e ajudar a família é lamentável, mas obrigá-la a frequentar uma escola fraca, perigosa, entediante, sem aprender praticamente nada por mais de 12 anos é algo louvável? (2) É importante mencionar que aprender a cuidar da própria casa e ajudar em tarefas domésticas é até considerado trabalho infantil por alguns “especialistas”.
Na mesma semana do julgamento, a mídia fez o favor de veicular diversas matérias falando sobre a quantidade de adultos analfabetos, dados sobre evasão escolar e a má qualidade dos nossos leitores — a metamensagem disso é que, se estão em casa por tanto tempo, como é que não aprenderam a ler sozinhas por contra própria? –, e após o julgamento do STF divulgaram amplamente que o Homeschooling foi proibido pelo STF. “Fake news” ou apenas erro?
Um dos ministros também falou que o “bullying” pode ser algo positivo, pois aprender como lidar com os problemas é importante. Eu imagino que ele estava se referindo a bullying como piadinhas ou pequenas humilhações na escola, mas não foi o que pareceu. Não se pode simplesmente juntar no mesmo termo as brincadeiras inofensivas ao verdadeiro bullying, onde traumas são possivelmente gerados para toda a vida. Por acaso você já leu relatos de crianças estupradas em escolas públicas, ou crianças apanhando e sendo torturadas pelos professores em creches? Fica feliz pelo desenvolvimento da criança ao ver vídeos de maus tratos? É indiferente aos vídeos e notícias de professoras sendo ameaçadas e agredidas em sala? Lendo relatos de consumo de drogas em escolas? As escolas públicas fazem vista grossa de tudo isso, porque a repercussão é avassaladora (para os responsáveis, claro): mídia, pais, polícia, inquéritos, processos, demissões. Um ministro afirmou que, em casa, os pais devem preparar as crianças para enfrentar esses problemas de “bullying”, o que seria, então, uma oportunidade de aprendizado. O que você sugeriria para um filho ou filha que chega em casa e diz que foi estuprado no banheiro da escola? Ou como reconhece um que simplesmente tem medo demais de contar e sofrer as consequências das ameaças que geralmente acompanham o ato?
Não estou dizendo que não haja abusos e violência em casa. De certo que há. Mas proibir uma criança abusada na escola de sair e estudar em casa sob a proteção dos pais, em prol do “bullying positivo” e da “socialização democrática” é uma alegação quase conivente com o crime encoberto. Além do mais, a criança que vai à escola e é abusada em casa, continua tendo contato com os criminosos, independente da matrícula e frequência escolar diurna.
Se você se preocupa tanto com famílias abusadoras, já pesquisou quantos abusos são feitos por pais biológicos em comparação com o número assustador cometido por padrastos e madrastas? Leia os livros de Theodore Dalrymple (3,4,5 e 6) e tenha uma dose de realidade que o acordará para sempre. Leia também o livro de Patricia Morgan (7), que demonstra como as políticas públicas influenciam sim nas estruturas familiares, diferente do que geralmente se acredita. Por que, então, não se faz campanhas em prol da família? A resposta está mais abaixo, nesse mesmo texto.
Uma grande preocupação comum aos críticos do “homeschooling” é a questão da socialização da criança. Acham que uma criança que estuda em casa com seus pais não aprende a se relacionar corretamente e conviver com as diferenças. Imaginam que uma criança em casa está em um cativeiro, proibida de fazer amigos em clubes, no condomínio, em aulas de futebol, artes, ballet, natação, com filhos de amigos dos pais, irmãos, primos, etc. Acham que a criança não frequenta mercados, lojas, museus, cinema, parques e, portanto, não aprende a socializar. Acreditam que a correta socialização é obrigar uma criança a ficar quieta por horas numa sala de aula todos os dias, com brevíssimos intervalos para comer, interagir e brincar livremente, sempre com crianças da mesma idade e professoras que definem toda a brincadeira.
Esse tema, nada trivial, merece um texto próprio. Mas abordando um aspecto apenas, cito o interessantíssimo livro do casal Bronson e Ashley, “Filhos: Novas Ideias sobre Educação” onde um capítulo específico fala sobre como as crianças não entendem o preconceito (discriminação) da mesma forma que os adultos. Eles demonstram no livro que simplesmente imergir as crianças em escolas não faz com que elas entendam certas coisas e o problema estará resolvido. (8)
O processo de socialização de uma criança é algo muito mais complexo do que simplesmente assumir que MAIS é melhor. Isso, inclusive, seria supor que a diversidade é maior nas escolas do que fora dela, o que duvido que seja verdade. Se a escola prepara as crianças para a sociedade, é justamente na sociedade que há contato com a verdadeira variedade.
Os ministros sustentaram também que, numa sociedade democrática, não cabe aos pais ensinar a própria religião aos filhos. Caberia então a quem? Ao Estado?
Leia isso:
“Toda adoção de valores morais e de crenças deve ser realizada cientificamente. Devemos colocar e resolver todos os problemas a partir de pesquisa científica; particularmente, a questão da escolha e da adoção das ideias e das crenças deve ser considerada de maneira e com atitudes científica.” (UNESCO) (10)
Ou seja, em benefício de seus filhos, em defesa do “autoritarismo e doutrinação” dos pais, as crenças e tradições familiares devem ser substituídas conforme entendimento da ciência moderna (alguém aqui acompanha o debate e as consequências dessa “disputa” pela verdade?) e pelo entendimento dos especialistas, que definem as regras morais a serem seguidas.
A UNESCO afirmou também que os conselhos dos pais, avós e até dos vizinhos seriam potencialmente contraditórios com as possíveis futuras crenças da criança, e que isso, então, infringe sua liberdade de pensamento. A escola é o local, então, mais apropriado para o ensino dos direitos humanos e da paz. Interessante, não é? Então leia este trecho:
“Se falamos dessa luta nas instituições de ensino, corremos o risco de a burocracia, apercebendo-se subitamente de que realizamos algo de extremamente subversivo, venha a forçar a pesada mão sobre nós. É um perigo que eu conheço e ao qual estou pessoalmente exposto. No momento crítico, devemos considerar o que podemos fazer. Creio realmente que a educação pela paz, em certo sentido, é uma atividade revolucionária. É preciso substituir ‘educação pela paz’ por ‘educação para os direitos humanos”. Adam Curle.
Ou seja, em nome da paz e dos direitos humanos, o Estado quer proteger os filhos de seus próprios pais autoritários e doutrinadores. (Aposto que nenhum deles conhece o currículo escolar clássico sugerido pela Susan W. Bauer (9), referência para muitas famílias educadoras nos Estados Unidos.)
Quer mais um pouco? Segue:
“Na origem dessa reflexão de ordem pedagógica, decerto encontrar-se-á a clássica oposição entre instrução e educação, entre escola e família. Será preciso deixar à esfera privada da família o encargo e a responsabilidade de educar, apoiando-se para tal numa ética? Agir de outro modo não seria romper com a neutralidade da escola, com sua função essencial de transmissão de conhecimentos objetivos? Contudo, a escola não pode limitar-se a ensinar. De maneira implícita ou explícita, ela é portadora de valores e os transmite. Ela educa, portanto. Vale dizê-lo e afirmá-lo claramente.” (Conselho da Europa) (10)
Não escreveria melhor, portanto, cito as palavras do próprio Pascal Bernardin:
“Desse modo, a escalada da criminalidade, da insegurança, da delinquência, do consumo de drogas, a desestruturação psicológica dos indivíduos que se seguiu ao aviltamento moral e à consequente destruição do tecido social são as consequências de uma política consciente. Portanto, a manobra destinada a modificar os valores articula-se assim: inicialmente, impedir a transmissão, especialmente por meio da família, dos valores tradicionais; face ao caos ético e social daí resultantes, torna-se imperativo o retorno a uma educação ética – controlada pelos Estados e pelas organizações internacionais, e não mais pela família. Pode-se, então, induzir e controlar a modificação dos valores. Esquema revolucionário clássico: tese, antítese e síntese, que explica a razão por que, chegada a hora, os revolucionários se fazem os defensores da ordem moral. E por que, nolens, volens, os partidários de uma ordem moral institucionalizada se encontram frequentemente lado a lado com os revolucionários.” (10)
Seria Pascal um exagerado? Talvez valha lembrar da tática comunista de concentrar a confiança de cada indivíduo unicamente no Estado, da seguinte forma: tirar a autoconfiança de cada um, tirar a confiança nas comunidades locais e religiosas, e tirar a confiança da família, voltando os filhos contra os pais. Resta, então, a plena confiança no Estado, que é, por eliminação, a figura única e máxima de autoridade. Parece exagero meu, não é? Que tal procurar e ler o manual de agentes comunistas que vazou e foi publicado na década de 50? O passo a passo está lá. Não sou que estou inventando.
O objetivo da educação pública não é… “preencher os jovens da nossa espécie com conhecimento e despertar sua inteligência… nada está mais longe da verdade. O objetivo é simplesmente reduzir o máximo de indivíduos para um mesmo nível seguro, para criar e treinar cidadãos padronizados, para reduzir os dissidentes e a originalidade.” H.L. Mencken 1924. (2)
Os interessados em fazer “homeschooling” sempre serão a minoria, por razões evidentes. A verdade é que a grande maioria dos pais acha conveniente apenas delegar a criação dos próprios filhos às escolas e cuidadores, e muitas vezes só tem filhos porque é socialmente bem visto ou porque seus colegas estão tendo também, mas jamais pensaram no que é a educação propriamente dita e jamais leriam até o fim livros sérios de pedagogia, como os que listei no fim do texto. É muito conveniente para pais simplesmente colocar os filhos nas escolas, mas é conveniente também ao Estado.
No entanto, isso não é motivo de se proibir essa minoria de interessados em ensinar seus filhos em casa. Diferentemente da postura do Estado sobre “minorias” étnicas e sexuais, por exemplo, a conduta do “homeschooling” apresenta mais risco ao Estado. Problemas que não afetam o poder do Estado não são prioridades. Pense nos crimes hediondos que parecem ser ignorados pelo governo e pela mídia, enquanto para outros são feitos grandes movimentos e propagandas. A regra geral é sempre em função do poder do Estado.
Diferentemente do que foi dito no STF, jovens adultos que estudaram em casa estão sendo muito bem recebidos e até procurados por empresas americanas, justamente porque são pessoas mais independentes, criativas e que se adequam mais rapidamente ao meio de trabalho (melhor socialização?). Por que será que não citaram isso lá no STF?
Essas minorias de homeschoolers não só não afetariam de forma relevante o funcionamento da “educação” como é hoje, como também criaria novos conceitos, novas formas de ensinar, novos materiais, novas metodologias, novos grupos pedagógicos, que poderiam eventualmente divergir das orientações do MEC e, consequentemente, da UNESCO. Será que eles querem isso? Será que a preocupação realmente é com a educação dessas crianças que seriam educadas (desta vez sem aspas) em casa, ou seriam justamente elas uma eventual fonte de preocupação?
Os modelos educacionais vigentes são desenhados baseados no behaviorismo, buscando implantar o conformismo e o respeito à autoridade (Estatal, no fim das contas). Crianças que aprendem rapidamente são tolhidas e as mais lentas são ignoradas. O importante é o conformismo. Antigamente, isso era feito pela violência física, como ensinava já os behavioristas russos Pavlov, Watson e Skinner, sob influência do Wilhelm Wundt, que dizia que as crianças são mecanismos de “estímulo-resposta”: bata mais e farão mais. Skinner já dizia que o ensino do comportamento complexo é ensinar uma sequência de comportamentos menos complexos. “A obediência é fruto da violência”, diziam. Que também é relatado de forma mais ou menos ficcional por Orwell ao falar do Ministério do Amor.
Posteriormente, técnicas muito mais elaboradas e sutis avançaram ao ponto de não ser mais necessário espancar uma criança até ela perder a vontade própria e simplesmente obedecer ao agressor. A técnica da propaganda e neurolinguística avançou de tal forma que não é preciso mais tanto barulho. Descobriram também que o estímulo condicionado é feito mais rapidamente pelo reforço positivo do que pela dor (por isso, ao educar, a forma de elogiar é importante também). Aliás, tampouco é preciso tirar as crianças de casa, com o advento da TV. Tampouco os pais precisam saber o que está acontecendo realmente. (11) Por que a pressa de se fazer curvar um homem à sua vontade, se você pode formá-lo, desde o início, da forma que deseja? O controle da educação visa nada mais que isso. Sempre em benefício da criança, claro.
O inglês Benjamin Kidd, chefe do projeto “The Education Trust”, escreveu em 1918 que o objetivo do projeto era “impor aos jovens o ideal da subordinação”. (12) Mas por que um órgão internacional, repleto de especialistas em educação, psicologia, sociologia, etc., responsáveis pela nossas vidas, faria algo nesse sentido? Porque é muito mais fácil controlar uma população habituada a se conformar do que controlar pessoas que realmente pensam por si e possivelmente se oporiam a tudo isso?
Para finalizar, leia as palavras do Conselho de Educação Geral, da Fundação Rockefeller, em 1906, num documento chamado de “Occasional Letter Number One”:
“Em nossos sonhos… as pessoas se entregam com perfeita docilidade às nossas mãos modeladoras. As atuais convenções educacionais [de educação intelectual e moral] desaparecem. Em nossas mentes, e desimpedidos pela tradição, trabalhamos nós mesmos. Boa vontade sobre um povo grato e responsivo. Nós não devemos tentar fazer destas pessoas, ou de nenhum de seus filhos, filósofos, acadêmicos ou cientistas. Nós não temos de levantar dentre eles autores, educadores, poetas ou escritores. Nós não devemos procurar em embriões grandes artistas, pintores, músicos, advogados, médicos, pregadores, políticos, estadistas – dos quais já estamos amplamente abastecidos. A tarefa que colocamos diante de nós é muito simples… nós iremos organizar as crianças… e ensiná-las a fazer, de modo perfeito, as coisas que seus pais e mães estão fazendo de modo imperfeito.” (12)
Lembrando também Platão, que ensina que uma sociedade perfeita só poderia ser destruída através da educação das crianças, mudando tão sutilmente para o mal que ninguém vivo perceberia, e quando fosse possível perceber, as antigas gerações já estariam mortas. Isso repetido em diversas gerações seria a única forma de destruir uma sociedade perfeita. (A República – Platão)
Dúvida de tudo isso? Pesquise por si mesmo. Leia livros. Busque as fontes. Ou se conformará apenas com o que já sabe?

REFERÊNCIAS:

Se, por acaso, despertei sua curiosidade, desligue um pouco a TV e leia alguns livros:

(1) –Deliberate Dumbing Down of America – Charlotte Iserbyt (veja as entrevistas com ela, também).
(2) –The Case Against Education, Why the Education System is a Waste of Time and Money– Bryan Caplan (Excelente livro. Acadêmico. Implacável)
(3) –A Vida na Sarjeta – O círculo vicioso da miséria moral (2014), Theodore Dalrymple
(4) –Nossa Cultura… ou o que Restou Dela – 26 ensaios sobre a degradação dos valores (2015), Theodore Dalrymple
(6) –Qualquer Coisa Serve, Theodore Dalrymple
(7) –The War Between the State and the Family – Patricia Morgan
(8) –Filhos: Novas Ideias Sobre Educação – Po Bronson & Ashley Merryman
(9) –The Well Trained Mind, Susan Wise Bauer (guia completíssimo para famílias que educam seus filhos em casa pela educação clássica. Um livro repleto de referências bibliográficas de materiais e métodos de ensino para formação)
(10) –Maquiavel Pedagogo – Pascal Bernardin [em português]
(11) – Televisão – Um “Fast-Food” Envenenado para a Alma, Marcelo de Almeida Andrade


Dumbing Us Down: The Hidden Curriculum of Compulsory Schooling – John Taylor Gatto e Zachary Slayback
Contra a Escola – Fausto Zamboni [em português]
Rethinking School, How to Take Charge of Your Child’s Education, Susan Wise Bauer (guia para quem está insatisfeito com a educação dos filhos e busca saídas e alternativas).
How Children Learn, John Holt (histórias que dão insights de como as crianças aprendem)
Free to Learn, Peter Gray (conheça um modelo escolar diferente que realmente educa)
Passion-Driven Education, Connor Boyack (como funciona o aprendizado de uma criança e o que a faz desejar aprender mais e mais)
How to Raise and Adult, Julie Lythcott-Hains (livro completo e organizado sobre elementos importantes que a escola não ensina, mas são indispensáveis a adultos maduros e bem formados)
Ensine do seu jeito, John Holt & Patrick Farenga (um dos livros de Holt mais claros na defesa do homeschooling e unschooling)
Dez maneiras de destruir a Imaginação de seu filho, Anthony Esolen (livro inteiro irônico que ensina como tornar seu filho um autômato. Talvez você já esteja indo muito bem…)
-Uma pedagogia perene, João Modesti (sobre Dom Bosco) (Dom Bosco caiu no esquecimento injustamente. Esse pequeno livro o despertará para a verdadeira educação)
Homeschooling Católico, Mary Kay Clark (um guia sobre homeschooling indispensável)
Como aprendemos, Benedict Carey (fala sobe aprendizagem e neurociência. Muito bom.)
Professores, para quê?, Georges Gusdorf (livro maravilhoso sobre o que é o ensino, o que diferencia um professor de um mestre e como usufruir plenamente dessa relação. Talvez um dos melhores que já li)

Sobre a BNCC (Base Nacional Curricular Comum), segue série de vídeos obrigatório para assistir:

01 – Introdução: https://youtu.be/2VNv0dElfXc
02 – História da Educação: https://youtu.be/Pct0f3rqaso
03 – História das Bases Comuns Curriculares: https://youtu.be/v7LquVfhdwI
04 – Dois problemas das Bases Comuns Curriculares: https://youtu.be/AEhJjCMOqIo
05 – Problemas das Bases Comuns Curriculares: https://youtu.be/azBGue99JPA
06 – As Bases Comuns Curriculares são ilegais: https://youtu.be/ez9K6Wrprgg
07 – Agenda da UNESCO: https://youtu.be/yqNNHsy7J48
08 – Por que os EUA estão reconsiderando as Bases Curriculares: https://youtu.be/G1MYF8M6ayU
09 – Havelock e Bloom: https://youtu.be/xYn4RfUIAYc
10 – Contratada para subverter: https://youtu.be/nKKHWB68jDA
11 – Ativismo internacional na Era Reagan: https://youtu.be/TXWTW7UDDKQ
12 – A neve é preta: https://youtu.be/9f_n0-0nixk
13 – Glenn Beck denuncia Bill Gates: https://youtu.be/eDPl6YoBpyc
14 – Quem está por trás das Bases Comuns Curriculares: https://youtu.be/_hGAu-4VfHI
15 – A Educação Clássica: https://youtu.be/Y02-CCk5ktc
16 – Se todos tivessem a Educação Clássica: https://youtu.be/LUtuvz2T1A8