quinta-feira, agosto 31, 2017

Situação do Homeschooling no Brasil



Seguem abaixo algumas perguntas e respostas sobre a situação jurídica da educação domiciliar:
Texto escrito pelo Dr. Alexandre Magno Fernandes Moreira, procurador do Banco Central, professor e ativista a favor do homeschooling. 
1 – A educação domiciliar é ilegal no Brasil?
Não. A educação domiciliar, como substituto da educação escolar, não é proibida expressamente por nenhuma norma jurídica no Brasil, seja constitucional, legal ou regulamentar. Apesar de não ser mencionada em nenhuma norma, o direito à educação domiciliar é decorrência direta da soberania educacional da família.
2 – A quem compete prover a educação? O Estado ou a família?
O art. 205 da Constituição Federal (CF) diz que a educação é direito de todos e dever do Estado e da família. Portanto, é dever de ambos. No seu exercício, a direção cabe à família, que deve receber assistência do Estado quando não puder ou não pude provê-la integralmente em casa.
3 – Quem tem a primazia na educação dos filhos menores, a família ou o Estado?
Os pais têm não apenas o dever de educar, mas também de dirigir a educação dos filhos e, para isso, podem optar em matricular os filhos em uma escola ou ensiná-los em casa. Em decorrência, os pais têm primazia na educação dos filhos menores, com prioridade de escolha do gênero de instrução que será ministrada a seus filhos.
4 – O que é abandono intelectual?
De acordo com o Código Penal (art. 246), abandono intelectual é “deixar, sem justa causa, de prover à instrução primária de filho em idade escolar.” Perceba-se que não há, aqui, nenhuma obrigação de manter o filho em uma instituição escolar, mas apenas de “prover à instrução primária”, ou seja, de educá-lo, em casa ou na escola durante a “idade escolar”, ou seja, no período determinado pela Constituição de educação básica compulsória, dos 4 aos 17 anos.
5 – Por que sou obrigado a matricular meu filho em uma escola, mesmo não havendo abandono intelectual?
Você não está obrigado a matricular seu filho na escola se desejar educá-lo em casa. Para entender porque essa obrigação foi prevista e hoje está ultrapassada, é preciso entender o contexto histórico. Essa obrigação foi estabelecida pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) em uma época em que a educação domiciliar era completamente desconhecida pelos parlamentares. Logicamente, não se poderia proibir algo que se desconhecia a existência. À época, se acreditava que a escola era a única opção para se evitar o abandono intelectual.
6 – Além da LDB, o ECA também me obriga a matricular meus filhos numa escola. Como me posiciono em relação a isso?
O ECA e a LDB devem ser interpretados restritivamente, ou seja, somente estão obrigados a matricular os filhos na escola os pais que não quiserem ou não puderem prover adequadamente a educação domiciliar.
7 – O que fazer em caso de denúncia?
Não se presume que as crianças estejam aprendendo pelo simples fato de estarem em casa. É preciso comprovar esse aprendizado. Portanto, os pais devem documentar tudo o que estão fazendo com os filhos: exercícios, testes, trabalhos de todo tipo, pesquisas, avaliações, ingressos de visitas a museus, teatros, exposições, etc. São papéis importantes, que devem ser mostrados à autoridade competente, quando solicitados, pois provam que a criança está efetivamente estudando e aprendendo.
8 – E se a denúncia se transformar num processo?
Caso o processo venha efetivamente a ocorrer, os pais precisam de três atitudes básicas: a primeira é provar o efetivo aprendizado, mostrando todos os arquivos e, se for o caso, submetendo os filhos a uma avaliação compatível com sua idade. A segunda é o esclarecimento jurídico a respeito da educação domiciliar, uma vez que o tema é quase totalmente desconhecido no Brasil. Esse esclarecimento pode ser feito mediante a apresentação do parecer referido e/ou com a contratação de um advogado. Por último, é essencial noticiar ao juiz a respeito da suspensão de todos os processos determinada pelo STF em novembro do ano passado (se todos os processos devem ser suspensos, não faz sentido nenhum iniciar um novo processo para suspendê-lo logo em seguida).
9 – Como está a situação jurídica da Educação Domiciliar hoje?
Atualmente, está em curso no STF o Recurso Extraordinário n° 888.815 em que se discute a constitucionalidade da educação domiciliar. O processo foi admitido a julgamento (somente se admitem os processos considerados relevantes constitucionalmente), a Associação Nacional de Educação Domiciliar (Aned) requereu o ingresso no processo como amicus curiae (especialista que vai informar o tribunal a respeito do assunto) e apresentou suas razões a favor da constitucionalidade da educação domiciliar, todos os processos contra as famílias foram sobrestados (suspensos) até a decisão final do STF, que ainda recebeu um parecer da Homeschool Legal Defense Association (associação norte-americana de defesa da educação domiciliar), demonstrando a compatibilidade desta com os tratados internacionais de direitos humanos. Ainda não foi marcado o julgamento do caso no STF: até lá, como visto, nenhuma família pode ser processada.
10 – Como devo proceder quando for tirar meu filho da escola?
Se você decidiu retirar seus filhos da escola, deverá comunicar normalmente a sua decisão na secretaria da instituição onde eles estudam, declarando a sua transferência para o regime de educação domiciliar, mas sabendo que isso não impede uma denúncia ao Conselho Tutelar por parte da direção ou de algum professor. Você poderá, se quiser, solicitar o histórico escolar do seu filho e a instituição está obrigada a entregar-lhe.

terça-feira, agosto 29, 2017

Leon Denis: o espiritismo sobre Jesus e a Igreja


Citações de um dos grandes nomes do Espiritismo, Leon Denis, sobre a Igreja e Cristo. Vejam quanta mentira e ódio:

"Assistiremos provavelmente à ruína progressiva dessa instituição" (sobre a Igreja)

"A causa íntima da decadência e impopularidade da Igreja Romana reside em ter colocado o papa no lugar de Deus. O espírito do Cristo retirou-se dela!"

"Ora, há muito tempo o espírito de Jesus parece ter abandonado a Igreja. Não é mais a chama do Pentecostes que irradia nela e em torno dela; essa generosa labareda se extinguiu e nenhum Cristo há que a reacenda."

"Em tais condições a Igreja Católica já não é moralmente uma instituição viva, não é mais um corpo em que circule a vida, senão um túmulo em que jaz, como amortalhado, o pensamento humano."

"A noção de Trindade, colhida numa lenda hindu que era expressão de um símbolo (...), oferecia, entretanto, grandes vantagens às pretensões da Igreja. Permitia fazer de Jesus Cristo um Deus."

- Leon Denis, "Cristianismo e Espiritismo"

domingo, agosto 27, 2017

Comentários Eleison: Por que "Resistência?"

Comentários Eleison – por Dom Williamson
Número DXXVIII (528) (26 de agosto de 2017)


POR QUE "RESISTÊNCIA"? 


Quando entre os líderes dos católicos tradicionalistas a falsidade torna-se persistente,
Então, o tradicionalista deve passar a ser também um "resistente".

Na sequência de "Por Que Tradição", o Pe. Patrick Girouard, que atende atualmente uma paróquia da "Resistência" no oeste do Canadá, explica a necessidade não só de os católicos serem tradicionalistas, mas também de os católicos tradicionalistas "resistirem". Ele escreveu a seguinte declaração, “Declaração de Missão”, em junho de 2013, precisamente para explicar por que ele e algumas dúzias de fieis estavam saindo da FSSPX. Infelizmente, a "Declaração" teve de ser cruelmente encurtada. Para lerem o texto completo, entrem em contato com o Pe. Girouard no http://thebastion.faith.

Se eu, o Padre Girouard, e cerca de um terço da paróquia de Langley decidimos inaugurar uma nova paróquia, foi porque nossa amada Fraternidade está sendo destruída por sua administração, e não podemos suportar mais a constante propaganda que favorece essa destruição. Ao estudarmos cuidadosamente os documentos que lançaram luz sobre ela, pudemos entender o que aconteceu. Se então tivéssemos permanecido em silêncio e inativos, não só nos teríamos posto em um caminho perigoso, como também estaríamos contribuindo para a destruição do movimento tradicional. Que a nossa atitude encoraje mais sacerdotes e fiéis a fazer o mesmo!

Para todos os efeitos práticos, a Fraternidade Sacerdotal São Pio X uniu-se à Igreja Conciliar. Mesmo que o acordo com Roma ainda não tenha sido firmado, foi, no entanto, aceito em princípio no Capítulo Geral da Fraternidade em julho de 2012, que foi a Revolução dentro da Fraternidade: o Capítulo tomou a decisão de que a partir daquela data a Fraternidade podia firmar um pacto com os implacáveis ​​ destruidores da Igreja Católica.

Mas como um católico que seja digno do nome pode aceitar essa decisão? Como podemos dizer que somos católicos, se aceitamos fazer um acordo com aqueles que estão facilitando, por meio de suas ações ou de seu silêncio, a condenação de inúmeras almas pelas quais Nosso Senhor deu a vida d’Ele? Como podemos sequer sentar-nos para falar com pessoas que promovem essa abominação para Deus, o Novus Ordo Missae? Lembro-me de Dom Lefebvre citando o Profeta Malaquias contra a Missa Nova: “Convosco falo, ó sacerdotes, que desprezais o meu nome, e que dizeis: em que desprezamos nós o teu nome? Vós ofereceis sobre o meu altar um pão imundo, e dizeis: Em que te profanamos nós?... diz o Senhor dos Exércitos” (1, 6-7.9).

A missão da FSSPX nunca foi a de entrar na estrutura da Igreja Conciliar com o fim de "transformá-la" desde dentro. Tal ilusão foi condenada por Dom Lefebvre após as Consagrações de 1988. A missão da Fraternidade foi a de formar sacerdotes que pregassem a Verdade e lutassem vigorosamente contra o erro, sem "conversações" ou "diálogos" ou "negociações". Como um farol, essa pequena remanência atrairia então almas de boa vontade. Mas os atuais líderes da Fraternidade traíram essa missão, e não toleram desentendimentos ou críticas, e então o único meio pelo qual podemos sustentar a Verdade é separar-nos da Neofraternidade. Devemos rezar muito por uma solução para a crise e por nossa perseverança.

Vocês podem perguntar-me: quando será o momento de unir-nos a Roma? Como saberemos se temos um bom Papa? A resposta é simples: quando o Papa condenar publicamente a Missa Nova e proibir sua celebração sob pena de excomunhão; quando ele condenar publicamente e rechaçar todo o Concílio Vaticano II; em síntese, quando o virmos tomar medidas efetivas para limpar essa desordem. Da mesma forma, quando poderemos confiar na FSSPX novamente e retornar? Resposta: Quando o Bispo Fellay e todos os sacerdotes da Fraternidade que promovem a nova conduta forem destituídos e impedidos de qualquer posto futuro; quando os textos do Capítulo forem oficialmente repudiados; quando os sacerdotes fiéis forem reivindicados, e assim por diante.

Impossível, você diz? Eu respondo simplesmente: O quê? Qual é o problema? Nós apenas cumprimos nosso dever, damos glória a Deus e deixamos que Ele lide com os destruidores. Oremos e sacrifiquemo-nos pela conversão deles, e permaneçamos unidos em oração, seguramente. Mas vamos comprometer-nos e colocar-nos em perigo? – Jamais!

Kyrie eleison.

sexta-feira, agosto 25, 2017

Voz de Fátima, Voz de Deus - nº 27

Mosteiro da Santa Cruz

19 de agosto de 2017

Vox túrturis audita est in terra nostra”
(Cant. II, 12)

O “ralliement”

Traduzir a palavra “ralliement” não é coisa fácil. Esta palavra está, na língua francesa, ligada a acontecimentos do século XIX, quando Leão XIII aconselhou e mesmo exortou os católicos franceses a aceitarem cooperar com o governo republicano e a tentarem regenerar a república francesa de dentro, fazendo aprovar leis justas.

O resultado foi desastroso, pois era isto que a Maçonaria desejava dos católicos. Que eles aceitassem a forma republicana e trabalhassem com os republicanos, ou seja, no caso concreto da França, que trabalhassem sob a autoridade dos inimigos da Igreja.

Os católicos não conseguiram mudar as leis, e uma verdadeira perseguição religiosa se instalou na França e aniquilou as obras de educação e de caridade exercidas pelos religiosos e pelas religiosas, os quais foram expulsos do país.

Hoje, o termo “ralliement” é utilizado para designar os que se aproximam da Roma neomodernista e neoprotestante para colaborarem com ela e se porem sob sua autoridade.

Dom Lefebvre já dizia que era necessário manter-se longe de tais autoridades porque elas têm a aids espiritual, estão tomadas por estes erros e heresias que contagiam os que se aproximam deles.

Por esta razão, nós não queremos seguir Dom Fellay em seu “ralliement”. “Ralliement” sem assinatura de acordo, mas “ralliement” mesmo assim; um “ralliement” por etapas.

Guardemos a posição de Dom Lefebvre, que dizia: “A excomunhão nos protege”. Sim, por mais surpreendente que isto possa parecer, a excomunhão, ou seja, não estar em comunhão com os neomodernistas e neoprotestantes nos protege. Protege-nos de quê? Do modernismo e do protestantismo.

Nossa Senhora de Fátima, convertei os neomodernistas e neoprotestantes e preservai-nos dos erros modernos.

+ Tomás de Aquino OSB
U.I.O.G.D.


Voz de Fátima, Voz de Deus - nº 26

Mosteiro da Santa Cruz


12 de agosto de 2017

Vox túrturis audita est in terra nostra”
(Cant. II, 12)
“Fidélité Catholique (Bretagne – Nord)” publicou um apelo aos fiéis para que apoiem os decanos recentemente sancionados pelo Rev. Pe. Bouchacourt.
Este apelo se encerra pelas seguintes palavras:
“Não ao ‘ralliement’ à Roma neomodernista e neoprotestante denunciada por Dom Lefebvre!
Sim à Roma Eterna, mestra de sabedoria e de verdade!”
Eis aí bem resumido todo o combate de Dom Lefebvre, verdadeiro doutor da constituição divina da Igreja. Não ao “ralliement” e sim à Roma Eterna. Não às doutrinas dos inimigos da Igreja, infiltrados em seu seio, e sim ao Magistério infalível da Igreja.
Sigamos Dom Lefebvre nesta crise, pois ele não só indicou a causa dos males presentes, mas também nos deu soluções práticas necessárias para não sucumbirmos aos ataques dos inimigos do reino de Nosso Senhor. Combatamos como ele combateu, e veremos um dia a vitória da Roma Eterna, mestra de sabedoria e de verdade.
+ Tomás de Aquino OSB

U.I.O.G.D.

Voz de Fátima, Voz de Deus - nº 25

Mosteiro da Santa Cruz

05 de agosto de 2017

Vox túrturis audita est in terra nostra”
(Cant. II, 12)
Um dos principais pedidos de Nossa Senhora de Fátima foi que fizéssemos nos cinco primeiros sábados de cada mês (além da Confissão, da Comunhão e da reza de um terço) quinze minutos de meditação dos quinze mistérios do Santo Rosário. E como nosso infeliz mundo moderno dificulta sobremaneira as pessoas para poderem aplicar-se ao exercício da meditação, creio que seria útil colocar em “A voz de Fátima”, aos poucos, à medida de nossa possibilidade, pequenos textos para serem lidos como uma leitura meditada, durando aproximadamente um minuto a leitura correspondente a cada mistério do Rosário. Assim, os interessados, colecionando esses textos à medida em que forem aqui editados, poderão utilizar-se deles para fazer a meditação da “devoção dos primeiros sábados”. Comecemos hoje com os três primeiros mistérios gozosos:
Primeiro mistério gozoso: A Anunciação e a Encarnação.
O Anjo São Gabriel anunciou, por embaixada de Deus, a Maria Santíssima, os desígnios do Altíssimo a respeito dEla, ou seja, de A tornar Mãe do Salvador prometido e esperado. Ela, por Sua parte, expôs uma dificuldade, a Seus olhos intransponível, para poder dar Seu assentimento a tal escolha: Ela havia feito o voto de virgindade perpétua. Mas São Gabriel Lhe dissipa as nuvens do espírito, dizendo-Lhe que Sua maternidade se realizará por única e exclusiva ação divina. Diante de tal afirmação, Ela não titubeou em submeter-Se, com plena fé e confiança, ao plano de Deus sobre Sua pessoa. E, incontinenti, a segunda Pessoa da Santíssima Trindade, o Filho, assume a natureza humana, que fora criada por Ele, juntamente com o Pai e o Espírito Santo, nas sagradas entranhas dAquela, que, a partir desse momento, seria a Mãe de Deus, pois a Pessoa daquele Homem que Ela gerara era uma Pessoa divina.
Segundo mistério gozoso: A Visitação.
Nossa Senhora ao saber, da parte do Anjo São Gabriel, que sua prima Santa Isabel estava grávida de seis meses, apressou-se em ir saudá-la e ajudá-la nessa época tão delicada da gestação. De sua parte, Santa Isabel, inspirada pelo Espírito Santo, ao ouvir a saudação de Maria Santíssima, reconheceu a Encarnação de Jesus assim como a Maternidade divina de Nossa Senhora. No mesmo instante, São João Batista, ainda no interior de sua mãe, recebeu o grande dom que Nosso Senhor veio trazer ao mundo: a participação de Sua vida divina, pela graça santificante. Dom que foi causa de grande alegria para a criança gerada havia seis meses. E Nossa Senhora, também inspirada pelo Espírito Santo, entoou um hino profético e de ação de graças a Deus. Uma das profecias nele contidas são as palavras: “todas as gerações me chamarão bem-aventurada.
Terceiro mistério gozoso: O Nascimento de Jesus.
Chegada a época em que Nossa Senhora devia dar à luz, Deus como que moveu todo o Império Romano, para que esse movimentar, ditado pelo censo imperial, causasse o nascimento de Jesus na cidade profetizada para ser o lugar desse capital acontecimento. Aí, em Belém, Ele vai nascer: abandonado pelos homens, desconhecido por eles e em um lugar paupérrimo. Mas aí estava o que Ele mais estima: corações santos, desapegados de tudo e cheios de caridade divina: o de Sua Mãe e o de São José. Ele apareceu aos olhos humanos sob a forma enternecedora de uma criança recém-nascida, para atrair assim o nosso amor e podermos exclamar com a Santa Igreja: “Nasceu para nós um Menino, e nos foi dado um Filho!”
Arsenius
U.I.O.G.D.

quinta-feira, agosto 24, 2017

Os filmes prediletos de Carlos Nougué


LISTA DE MEUS FILMES PREDILETOS
Pediram-me que desse uma lista de meus filmes prediletos. Ei-la (sem ordem, e sem maiores explicações). Mas por favor: sem discussão. A discussão sobre cinema (e as demais artes do belo) se dará na Escola Tomista.

1) “Solaris”, de Andrei Tarkovski.
2) “The Searchers” (Rastros de Ódio), de John Ford.
3) “Rope” (Festim Diabólico), de Alfred Hitchcock.
4) “天国と地獄, Tengoku to Jigoku” (Céu e Inferno), de Akira Kurosawa.
5) “Procès de Jeanne d'Arc” (O Processo de Joana d’Arc), de Robert Bresson.
6) “Nostalghia” (Nostalgia), de Andrei Tarkovski.
7) “Les anges du peché” (Os Anjos do Pecado), de Robert Bresson.
8) “晩春, Banshun” (Pai e Filha), de Yasujiro Ozu.
9) “Ordet” (A Palavra), de Carl Theodor Dreyer.
10) “野良犬, Nora inu” (Cão Raivoso), Akira Kurosawa.
11) “Stalker” (Stalker), de Andrei Tarkovski.
12) “Un condamné à mort s'est échappé, ou le vent souffle où il veut” (Um Condenado à Morte Escapou), de Robert Bresson.
13) “東京物語, Tokyo monogatari” (Era uma Vez em Tóquio), de Yasujiro Ozu.
14) “Stagecoach” (No Tempo das Diligências), de John Ford.
15) “影武者, Kagemusha” (Kagemusha, a Sombra do Samurai), de Akira Kurosawa.
16) “Vertigo” (Um Corpo Que Cai), de Alfred Hitchcock.
17) “戸田家の兄妹”, Todake no kyoudai” (Os Irmãos da Família Toda), de Yasujiro Ozu.
18) “Mon oncle” (Meu Tio), de Jacques Tati.
19) “The Birds” (Os Pássaros), de Alfred Hitchcock.
20) “The Wrong Man” (O Homem Errado), de Alfred Hitchcock.
21) “秋日和, Akibiyori” (Dia de Outono), de Yasujiro Ozu.
22) “Playtime” (Playtime), de Jacques Tati.
23) “Иди и смотри, Idi i smotri” (Vá e Veja), de Elem Klimov.
24) “They Were Expendable” (Fomos os Sacrificados), de John Ford.
25) “Баллада о солдате” (A Balada do Soldado), de Grigori Chukhrai.
26) ”山椒大夫, Sansho dayu” (O Intendente Sansho), de Kenji Mizoguchi.
27) “Ben-Hur” (Ben-Hur), de William Wyler.
28) “El Cid” (El Cid), de Anthony Mann.
29) "Mr. Deeds Goes to Town" (O Galante Mr. Deeds), de Frank Capra.
30) "The Longest Day" (O Mais Longo dos Dias), de Ken Annakin, Andrew Marton, Bernhard Wicki e Darryl F. Zanuck.
31) “You Can't Take It with You” (Do Mundo Nada Se Leva), de Frank Capra.
32) “Андре́й Рублёв” (Andrei Rublev), de Andrei Tarkovski.
33) “Derzu Uzala” (Dersu Uzala), de Akira Kurosawa.
34) “酔いどれ天使, Yoidore tenshi” (O Anjo Embriagado), de Akira Kurosawa.
35) “The Man Who Shot Liberty Valance” (O Homem Que Matou o Facínora), de John Ford.
36) “Jungfrukällan” (A Fonte da Donzela), de Ingmar Bergman.
37) “Letyat juravli”(Quando Voam as Cegonhas), de Mikhail Kalatozov.
38) “Nära livet” (No Limiar da Vida), de Ingmar Bergman.
39) “Katyń” (Katyn), de Andrzej Wajda.
40) “Le dialogue des Carmélites” (Diálogo das Carmelitas), de Philippe Agostini e Raymond Leopold Bruckberger.
41) "Wit" (Uma Lição de Vida), de Micke Nichols.
42) "Henry V" (Henrique V), de Kenneth Branagh.
43) "Babettes gæstebud" (A Festa de Babette), de Gabriel Axel.
44) "Socrate" (Sócrates), de Roberto Rossellini.
45) "It's a Wonderful Life" (A Felicidade Não Se Compra), de Frank Capra.

Kardec e Chico Xavier dizem que Jesus NÃO é Deus



Se você é daquele tipo de católico que no domingo vai à missa, mas quando tem algum problema corre pro centro espírita, este post é pra você. Se você acredita que Jesus Cristo é Deus, é impossível que, ao final deste texto, continue buscando o conselho de fantasminhas.
Se uma pessoa se declara cristã, qual palavra deve ter mais peso para ela? A palavra dos Apóstolos Pedro, João e Paulo, registrada na Bíblia, ou a palavra de Allan Kardec e Chico Xavier?
Essa pergunta é central, porque o que os Apóstolos dizem sobre Jesus conflita com o que os amigos de Gasparzinho dizem. São Pedro, São João Evangelista, São Tomé e São Paulo dizem com todas as letras que JESUS É DEUS. Já Kardec e Chico Xavier negam essa Revelação. São ensinamentos opostos, certo?
Então, de uma vez por todas, entenda: quando um espírita fala de Jesus, ele NÃO está falando do mesmo Jesus da Bíblia. Ele está falando do Jesus inventado pela crença espírita, que é um mero “espírito evoluído”. E, não sendo Deus, suas palavras não têm valor definitivo, podem ser relativizadas - e foi exatamente isso que Kardec fez em "O Evangelho Segundo o Espiritismo".
QUEM PEDRO, JOÃO, TOMÉ E PAULO DIZIAM SER JESUS:
"...pela justiça do nosso Deus e Salvador Jesus Cristo" (II Pedro 1,1)
"...e o Verbo estava junto de Deus e o Verbo era Deus." (João 1,1)
"Meu Senhor e meu Deus!" (João 20, 28)
"... nosso grande Deus e Salvador, Jesus Cristo" (Tito 2,13)
QUEM KARDEC DIZIA SER JESUS:
"Se Jesus, ao morrer, entrega sua alma às mãos de Deus, é que ele tinha uma alma distinta de Deus, submissa a Deus. Logo, ele não era Deus”.
"...é que ele não é Deus, mas, apenas, seu enviado, seu messias e seu subordinado."
- Obras Póstumas. Estudo sobre a natureza do Cristo, ponto III. Edição da FEB
QUEM CHICO XAVIER DIZIA SER JESUS:
"Do que posso pessoalmente compreender, dos ensinamentos dos espíritos amigos, consideramos Jesus Cristo como sendo espírito de evolução suprema, em confronto com a evolução dos chamados terrícolas que somos nós outros. Não o senhor do sistema solar, com todo o respeito que temos à personalidade sublime de Jesus, mas consideramo-lo como supremo orientador da evolução moral do planeta."
"...um grande engenheiro, de mente quase divina (...). Mas não consideramos Jesus como criador, conquanto o respeito que lhe devemos."
- Na Era do Espírito: 2º livro da série. Capítulo "Como consideramos Jesus". Entrevista a J. Herculano Pires
xavier_jesusOs católicos adoram Jesus como o Senhor do Universo. Porém, Chico Xavier diz que Cristo não é nem mesmo senhor do sistema solar... quanto mais do Universo!
“Noffa, será que isso é verdade meismu? Naum pode sê...”. Amiguinhos, as fontes estão citadas. O Google tá aí, para quem quiser conferir os textos e seus contextos.
Recapitulando... Já provamos aqui que Chico Xavier, em dois de seus livros, demonizou o papado, difamou Santo Inácio de Loyola, desprezou a adoração eucarística e atacou a crença na Santíssima Trindade. Agora, mostramos que o sujeito também negava que Jesus é Deus.
Aí vem a pergunta: por que raios muitos católicos incensam esse cara como santo?
É simples. Os textos de Xavier que atacam frontalmente o catolicismo são jogados para debaixo do tapete pelas lideranças espíritas. A estratégia é evitar a indignação e a rejeição dos católicos. Isso explica a razão de até mesmo muitos frequentadores assíduos de centros espíritas desconhecerem esses conteúdos.
“Jesus, a porta. Kardec, a chave”, escreveu Chico Xavier (“Opinião espírita. Pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz”. Cap. 2, item 4). O médium de Uberaba via o cristianismo pela lente embaçada de Kardec, que não era cristão, mas apenas um gnóstico racista (veja aqui).
As cartas estão na mesa, amigo católico ectoplasmiano! Seja honesto intelectualmente, tenha coragem de sair de cima do muro! Faça a sua escolha. Ou você é filho da Igreja Católica, ou você é ovelhinha de alma desencarnada.

Fonte: O Catequista

terça-feira, agosto 22, 2017

Sobre a divindade de Cristo: debatendo com espíritas




Se Cristo não fosse Deus, por que Ele não repreendeu São Tomé por lhe dizer "Senhor meu e Deus meu" (Jo 20:28)?

Se Cristo não fosse Deus, por que diria "eu e o Pai somos um" (Jo 10:30) ou que "o Pai está em mim, e eu no Pai" (Jo 10:39)? 

Por que ele não negou quando os judeus, pegando em pedras para atirar-Lhe, O acusaram dizendo: "tu, sendo homem, te fazes Deus" (Jo 10:32)? 

Se Cristo não fosse Deus, por que então teria permitido que os reis magos O adorassem no presépio (Mt 2:11)?

Nosso Senhor também disse aos Judeus: "Em verdade, em verdade vos digo que, antes que Abraão fosse feito, Eu Sou" (Jo 8:58). Note a concordância verbal. Você acha que Cristo errou a conjugação do verbo? Pois o normal seria Ele dizer: "antes que Abraão fosse feito, eu era", ou então "eu fui"... por que Ele usa o verbo no presente? Ele disse isso porque estava se dizendo Deus. E os Judeus compreenderam bem o que Ele quis dizer, e por isso "pegaram em pedras para lhe atirarem" (Jo 8:59), porque dizendo “Eu Sou” Ele se dizia Deus imutável, da mesma forma que Deus disse a Moisés: "Eu Sou Aquele que É" (Ex 3:14), isto é, aquele que não muda, aquele que é eterno.

"Ide e ensinai a todos os povos, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo" (Mt 28:19)

Note que Cristo diz "em nome" (no singular) e depois "do Pai, do Filho e do Espírito Santo" (três pessoas). Como você me explica este "em nome" no singular? Por que não "nos nomes"? E mais, veja que Ele se refere a Ele mesmo (o filho) na terceira pessoa.

  
E porque você está condenando o site por pedir doações? Vocês espíritas vivem de quê? De vento? Quantas e quantas vezes em minha vida andei em centros espíritas e ouvi os dirigentes e trabalhadores da casa pedindo doações, deixando caixinhas na porta para que as pessoas doem. Qual o problema disso? Está certo! Quem se interessa por um assunto deve buscar manter quem estuda. Os fiéis devem buscar sustentar um lugar que querem que se mantenha de pé para eles. Qual o problema? Então quem pede doação agora é igual ao Edir Macedo? Os espíritas também são desonestos porque ficam nos sinais de trânsito recolhendo dinheiro para suas obras?

Os católicos não vêem como inimigos os que professam outras religiões, apenas combatem as mentiras acerca da fé. Ora, é ensinamento da Igreja que se deve amar o pecador e odiar o pecado.

Observe bem como você se refere aos católicos, acusando-nos o tempo todo de sermos mentirosos. Isso é justo? Eu defendo a verdade e se um católico disser uma mentira e um espírita disser uma verdade eu vou defender o espírita porque este disse a verdade, entendeu? O que importa é buscar a verdade, sempre, honestamente, confiando que as pessoas estão sendo sinceras. Caso não estejam sendo sinceras cabe a quem acusa mostrar onde estão mentindo. É muito fácil discordar do outro e chamá-lo de mentiroso, difícil é provar a afirmação. Se assim não for, a postura da pessoa se torna a de um fanático. E esta é uma postura que não merece respeito. Por isso devemos buscar a verdade e ouvir o outro confiando nele, até que a inocência dele seja provada em contrário.




domingo, agosto 20, 2017

Comentários Eleison: Por que Tradição?

Comentários Eleison – por Dom Williamson
Número DXXVII (527) (19 de agosto de 2017)


POR QUE TRADIÇÃO?



Resuma o Concílio para mim, se puder!
Sim, é isto: o verdadeiro Deus deve dar lugar ao homem.

Se é verdade que está crescendo uma geração de católicos tradicionalistas que não sabem por que são tradicionalistas, este é definitivamente um dos motivos pelos quais a Fraternidade Sacerdotal São Pio X "está perdendo seu sabor" – ver Mt 5, 13. Para conservar a Fé, todo católico deve saber por que precisa seguir a Tradição. Ora, o Concílio Vaticano II foi indiscutivelmente o maior assalto à Tradição Católica em toda a história da Igreja. Vejamos, então, o útil resumo de dez pontos do novo ensinamento do Vaticano II publicados em uma enciclopédia modernista, juntamente com uma indicação breve do erro em cada ponto. Os dez pontos estão em itálico, e sua refutação concisa vem imediatamente depois de cada ponto:

1. A Igreja é, em primeiro lugar, um mistério, ou sacramento, e não primeiramente uma organização ou instituição. "Mistério" e "sacramento" são palavras deliberadamente vagas para afastar-se da estrutura da Igreja, mas Nosso Senhor instituiu claramente Pedro para liderar Seus apóstolos e discípulos na salvação das almas. Pedro é o Papa, e nas Epístolas de São Paulo os Apóstolos claramente se tornam Bispos, e os discípulos tornam-se padres.

2. A Igreja é todo o povo de Deus, não apenas a hierarquia, o clero e os religiosos. É claro que a Igreja Católica inclui todos os católicos e sacerdotes, mas os sacerdotes são sua espinha dorsal, ou estrutura.

3. A missão da Igreja inclui ações em prol da justiça e da paz, e não se limita à pregação da Palavra e à celebração dos sacramentos. A doutrina e os sacramentos são os meios básicos pelos quais a Igreja Católica contribuiu mais do que qualquer pessoa ou qualquer coisa para a justiça e a paz no mundo.

4. A Igreja inclui todos os cristãos, e não se limita à Igreja Católica. Os "cristãos" não católicos jamais podem ser considerados verdadeiramente cristãos, porque rejeitam mais ou menos o que Nosso Senhor instituiu.

5. A Igreja é uma comunhão, ou colégio, de igrejas locais, que não são simplesmente subdivisões administrativas da Igreja Universal. O caos de hoje nas "igrejas locais" em todo o mundo prova como elas precisam absolutamente estar unidas e administradas por um santo Papa Universal em Roma.

6. A Igreja é uma comunidade escatológica; ainda não é o Reino de Deus. Onde quer que as almas estejam em estado de graça, ali Deus é Rei, não só no Céu, mas também aqui embaixo na terra.

7. O apostolado dos leigos é uma participação direta no apostolado da Igreja, e não simplesmente uma colaboração na missão da hierarquia. Assim como o corpo humano precisa do esqueleto e da carne, o Corpo místico da Igreja precisa de clérigos e dos leigos (cf. 1 Cor. 12). Os erros opostos (clericalismo e laicismo) são gerados pelo exagero do papel de um ou de outro. A Igreja precisa de ambos.

8. Existe uma hierarquia de verdades; nem todos os ensinamentos da Igreja são igualmente obrigatórios ou essenciais para a integridade da fé católica. Somente as verdades não dogmáticas podem ser classificadas em ordem de importância. Todos os dogmas católicos têm o mesmo peso, porque negar apenas um é negar a autoridade de Deus que está por trás de todos eles.

9. Deus usa outras igrejas cristãs e religiões não cristãs para oferecer a salvação a toda a humanidade; A Igreja Católica não é o único meio de salvação. Para todos os homens vivos Deus oferece graças suficientes para a salvação. Estas podem vir aos homens EM religiões não cristãs ou em "igrejas" não católicas, mas nunca podem vir ATRAVÉS de nada ou de ninguém, a não ser através de Jesus Cristo e de Sua única Igreja Católica.

10. A dignidade da pessoa humana e a liberdade do ato de fé são o fundamento da liberdade religiosa para todos, contra a visão de que "o erro não tem direitos". O catolicismo é a única religião verdadeira, então a única liberdade religiosa verdadeira é a liberdade de ser católica. O erro realmente não tem direitos.


Kyrie eleison.

quinta-feira, agosto 17, 2017

Mentiras dos Rosacruzes: segredos e fábulas



MENTIRAS DOS ROSACRUZES-AMORC

Rosacruzes: segredos e fábulas

PARTE 1


Por José Roldão


Um amigo me enviou alguns trechos de um livro bem apreciado nos meios rosacruzes e, sinceramente, eu não sei se rio ou se choro. São tantas as afirmações gratuitas e sem qualquer respaldo histórico, quando não falsificações notórias, que me custa acreditar que exista alguém que acredite nisso. O nome do livro é «VIDA MÍSTICA DE JESUS», do inventor da rosacruz amorc, chamado de doutor não sei por que, H. Spencer Lewis[1].


Selecionarei alguns trechos a título de ilustração. É impressionante como, através de afirmações gratuitas, são «atestadas» verdades pelo simples fato de serem afirmadas como tais, por mais que a afirmação seja absurda, sem qualquer noção ou senso de realidade. Pior: são denominadas como sendo fatos históricos, apesar de nenhum documento atestadamente histórico e válido ser mostrado ou indicado, algum documento verificável ou acessível. Todos os documentos que conteriam tais «provas» são «secretos» ou estão em alguma biblioteca «secreta» de posse de alguma ordem ou fraternidade ainda mais «secreta», inacessível a qualquer mortal, quando não invisível e em planos «superiores».


Custa-me acreditar que exista gente adulta nesses meios, exceto os que recebam salário ou lucram com os valores adquiridos com a venda de produtos personalizados, livros e com as trimestralidades enviadas pelos membros.


O conteúdo das monografias da rosacruz é absurdamente simplista em sua exposição. Até mesmo nos meios esotéricos esses conteúdos são rotulados de «café-com-leite» e são motivo de chacota em ordens iniciáticas mais «sérias». Porém as fábulas contadas como se fossem verdades, são profundamente deformantes da razão e causam extrema alienação, se forem acreditadas.


Destaco abaixo alguns absurdos ensinados como se fossem fatos reais. Em meio aos meus comentários, lançarei diversos desafios e proponho-me calar a esse respeito, caso me seja oferecida alguma prova válida, histórica e verificável sobre as questões levantadas.

"Os arquivos Rosacruzes em terras estrangeiras, abrangendo os registros dos Essênios, Nazarenos e Nazaritas, assim conto os registros completos da Grande Fraternidade Branca no Tibete, na índia e no Egito, sempre foram fontes de conhecimento para o pesquisador sincero da história de todos os Avatares e especialmente de Jesus. Foi dessa fonte fidedigna que foram tirados os fatos contidos nesta obra - não de uma só vez e não sem anos de trabalho e infatigáveis estudos e serviços."


Os tais «arquivos rosacruzes» apenas existem para sustentar qualquer absurdo levantado de forma gratuita, ou seja, esses arquivos são tão secretos que ninguém nunca os viu e nem poderia, pois não existem. Por isso são «secretos» e desafio que sejam mostradas provas nesse sentido que remontem até os Essênios, Nazarenos e Nazaritas.

Logicamente a argumentação será do tipo: «são provas secretas»; e ficamos na mesma: é preciso que se acredite em tudo que for dito ou estiver escrito sem qualquer prova, sem qualquer lógica, simplesmente porque foi afirmado e ponto final, por mais absurdas que estas coisas possam parecer. Além disso, sempre veremos o grande «coringa» das ordens esotéricas em geral, quando se quer calar qualquer questionamento ou suspeita: a «Grande Fraternidade Branca».
Estas linhas, ainda do mesmo excerto, por exemplo:

«os registros completos da Grande Fraternidade Branca no Tibete, na índia e no Egito, sempre foram fontes de conhecimento para o pesquisador sincero da história de todos os Avatares e especialmente de Jesus».

Gostaria muito de saber quais são esses «pesquisadores sinceros» da história de «avatares». E desde quando Jesus Cristo é um «avatar»? É um absurdo atrás do outro. Compreendo perfeitamente que, pelo fato de não se poder provar nenhuma das afirmações que sustentam tais ordens, seja preciso «citar» pesquisadores que não existem, assim como relegar as provas às partes «invisíveis» de tais organizações. Se forem invisíveis ou secretas, não há como conferir tais provas, muito menos conhecer os tais pesquisadores sérios, os quais, obviamente, devem ser todos «ilustres» e «poderosos» rosacruzes.


E ainda, do mesmo excerto:

«Foi dessa fonte fidedigna que foram tirados os fatos contidos nesta obra»

Um minuto, cara pálida! Qual fonte «fidedigna»? Quais fatos foram mostrados na referida obra?

Afirmações como essas, tão claramente falsas e descaradas, não podem ter sido feitas por pessoas que possuam algum vestígio de honestidade intelectual. Essa ânsia constante de insinuar provas e inventar referências obscuras ou secretas em lugares distantes ou escondidos só faz evidenciar que as mesmas não existem de fato, tanto é que em nenhum momento são indicados documentos legitimados por historiadores ou pesquisadores abalizados e reconhecidos. O fato é: não existe fonte alguma fidedigna. Tanto é que nenhuma foi apresentada, além da afirmação gratuita e empurrada goela abaixo dos leitores.

Pelo contrário, cito o exemplo do historiador Robert Vanloo, maior especialista atual em história da rosacruz, que lançou alguns dos livros sobre o tema, dentre os quais L’utopie Rose-Croix Du XVII e Siecle a Nos Jours, e que refuta todas as alegações de Spencer Lewis sobre a fundação de sua organização; inclusive denunciando fraudes e falsificações de fotografias utilizadas como «provas» de contato com os rosacruzes franceses, os quais escorraçaram Spencer Lewis, negando qualquer possibilidade de vínculo com a sua organização. O site está em inglês e contém muito material.

É extremamente aconselhável que seja lido em sua totalidade, abrindo todos os links do texto e das notas, além de acessar os links para as imagens disponibilizadas site, para que se possa ter uma idéia mais completa e próxima da verdade a respeito de Spencer Lewis.


Em breve retornarei a este tema, comentando outros excertos desta e de outras obras fabulosas da rosacruz. Por enquanto, deixo este pequeno comentário e a fonte para aprofundamento. No caso da fonte que ofereci pode-se verificar que é uma referência no assunto, fonte abalizada, não secreta, que existe de fato, visível, tem nome e endereço, bastando clicar nos links para comprovar.

Enquanto isso eu aguardo a visita de algum membro da «Grande Fraternidade Branca» com seus arquivos do Tibet, Egito e Índia provando o contrário.


Acabei de me sentar…



[1] VIDA MÍSTICA DE JESUS, por H. SPENCER LEWIS, 1929. Biblioteca da ordem rosacruz, AMORC.