sexta-feira, maio 31, 2019

Guedes confessa: o TRILHÃO vai para bancos

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Veja abaixo um vídeo onde Paulo Guedes confessa para onde vai o trilhão que ele quer economizar com a Reforma. São as palavras dele, não são "Fake News", não são distorções da mídia, são as palavras do próprio Guedes:

"Precisamos de um trilhão para ter potência fiscal suficiente para pagar uma transição em direção ao regime de capitalização (...) Por isso que a gente precisa de um trilhão" (Paulo Guedes, Ministro da Economia).

Pagar a transição para o regime de capitalização, ou seja, dar dinheiro para os bancos! O Trilhão que deixará de ser pago aos mais pobres irá para os bancos.

Assista e veja por você mesmo:



Compartilhe com os amigos, com a família. Precisamos todos nos conscientizar sobre esta Reforma! Precisamos de Reforma da Previdência? Sim, claro, mas não precisa ser esta proposta pelo Guedes.

Quer entender como somos massacrados pelos banqueiros? Então leia Gustavo Barroso, "Brasil,  Colônia de Banqueiros".

Reforma da Previdência acaba com o remédio gratuito

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Guilherme Portanova, advogado da Federação das Associações de Aposentados do Rio (Faaperj).


Essa Reforma do governo acaba com este e outros benefícios, como o abono salarial e o auxílio-doença parental:


Os que apoiam o governo Bolsonaro devem cobrar dele as promessas feitas durante a campanha, e vigiar o governo, porque político é ser humano, e não Deus, ou seja: político erra! O melhor é deixar de torcida e focar no que é preciso fazer para um Brasil melhor.

Fiquemos atentos.





quinta-feira, maio 30, 2019

Reforma da Previdência e as dívidas bancárias

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Por Vinícius Moreira II



O enxugamento dos fundos previdenciários para atender a dívidas bancárias é um suicídio econômico-social. Nem a dívida será totalmente paga e nem a rolagem dos juros será totalmente amortizada. O Brasil deve atacar primeiro o problema central, não o periférico. Para tal, faz-se necessário ter como prioridade uma auditoria da dívida pública. E, depois, uma auditoria da Previdência, para que os parlamentares possam trabalhar com valores reais, e não meramente com conjecturas e especulações enquanto o patrimônio nacional, e quem depende dele (que são os trabalhadores, que sustentam o país), está em jogo.

terça-feira, maio 28, 2019

A ligação de Paulo Guedes com George Soros

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Busquemos conhecer quem é este homem tão importante. 

Rezem, abram os olhos! As eleições acabaram, agora estamos em pleno governo Bolsonaro. Chega de torcida, vamos à realidade dos fatos. Busquemos o melhor para o nosso país!

Leiam o texto abaixo, não sei de quem é a autoria, coloco o link no final.

***


Esse post visa acabar com qualquer narrativa seja de direita ou de esquerda. Iremos falar a verdade, pois estaremos usando a mesma métrica que a atual ELITE GLOBAL, usa para seus lacaios, isso é seus serviçais que estão abaixo da pirâmide. 




A Ligação de Paulo Guedes com George Soros: 
Paulo Guedes é um progressista incubado — nem tão incubado assim: ele se assume às vezes, em algumas entrevistas.
Resumidamente, o fundador do Banco Pactual, instituição responsável por gerenciar os interesses e investimentos de George Soros no Brasil. Todas as operações de Soros, aqui, inclusive algumas das mais noticiadas no passado (como a aquisição de parte da Petrobrás e da Vale), passam pela atuação do Banco Pactual.
Interessantemente, Armínio Fraga, que é parte do “conselho de técnicos” organizado por Guedes para assessorar a economia brasileira em caso de vitória eleitoral, além de ter sido presidente do Banco Central no governo FHC, também era diretor do Soros Fund Management.
Outro seguidor de Soros na campanha de Bolsonaro é Sérgio Werlang, responsável pela adaptação da estratégia de adequação — desenvolvida por Soros — do Brasil ao Consenso de Washington, no governo FHC.
Além de fundador do Banco Pactual, Guedes é também fundador do Instituto Millenium, um dos principais think-tanks liberais do Brasil, que recentemente foi agraciado pela Open Society, fundação de Soros (seu principal instrumento para fomentar revoluções coloridas e influenciar a mídia ao redor do mundo), com o reconhecimento de sua importância.
A proximidade é natural, já que Armínio Fraga, funcionário de Soros, é uma das principais figuras do Instituto Millenium. Entre financiadores do Instituto Millenium estão conglomerados corporativos como a Abril, a Gerdau e as Organizações Globo. O próprio José Roberto Marinho, herdeiro do clã Marinho e atual vp das Organizações Globo é um dos mais importantes associados e mantenedores do Instituto Millenium. Não deve ser lido de outra forma o recente encontro, organizado por Paulo Guedes, entre Jair Bolsonaro e José Roberto Marinho.

Enxerga a História como algo linear e que ruma a um “progresso”. Para ele, os governos anteriores não foram um problema, mas apenas uma “escada”, uma etapa numa linha contínua de “aperfeiçoamento das instituições”.
Essa divisão da História em geral, e da História do Brasil em particular, entre “Era Fechada” e “Era Aberta” é uma influencia tipicamente popperiana (George Soros é o mais famoso popperiano, não por acaso, batizou sua fundação de Open Society, ou seja, Sociedade Aberta). Paulo Guedes enxerga a inserção do Brasil no modelo liberal, nas regras da ONU, do FMI, como uma etapa rumo ao progresso-do-sei-lá-o-quê. Comparem os discursos dele com os de George Soros sobre o “aperfeiçoamento das instituições democráticas”. Não é muito diferente de tucanos e de suas gestões que aceleram a submissão do Brasil a organismos internacionais (que, dentre outras coisas, preconizam o controle das armas, por exemplo).
Entendam que até mesmo o liberalismo de Paulo Guedes, na verdade, é apenas uma “ferramenta” rumo a tal “Sociedade Aberta”. Nisso, ele mesmo se assume, em algumas entrevistas, não como um liberal radical, mas como um progressista radical. E o que o difere de progressistas de esquerda? A divergência é apenas sobre qual “motor” leva ao tal Progresso: para liberais de esquerda, são medidas mais keynesianas — para progressistas de direita, a la George Soros (com quem o guru econômico de Bolsonaro compartilha princípios e convicções), é o liberalismo econômico.
Os Neoconservadores não tem nada de Conservadores, são apenas esquerdistas envergonhados com a esquerda radical isto é a confessa. Restam à eles se ocultarem e enganarem muita gente. É pelos frutos produzidos que conhecemos que uma árvore é boa. Como pode um Conservador real, negociar e receber ordens de um dos maiores criminosos de todos os tempos: George Soros. Paulo Guedes não tem nada de um Conservador Real, está apenas servindo a Agenda da Elite Global, não é atoa que tem seu nome vinculado com, pasmem a Open Society de George Soros. 
Ele é num neoliberal, um seguidor da cartilha da Escola de Chicago. Guedes se formou em Economia pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), passou pela Fundação Getúlio Vargas em sua pós e fez mestrado na University of Chicago, em 1979. Um excelente currículo, certo? Bem, eu chamaria isso de instrução - instrução no sentido mais tacanho do termo.

Guedes, como toda a geração de economistas que migram de países do Terceiro Mundo para "aprender o segredo do sucesso" em centros de economia localizados nos EUA, aprendeu um receituário simplório, uma "receita de bolo" que gera riqueza "instantânea" - abertura econômica irrestrita, privatizações indiscriminadas, retirada de direitos trabalhistas, anulação de todas as medidas protecionistas, "livre concorrência", etc. 

A Universidade de Chicago é um polo de formação e irradiação de economistas neoliberais. Ela recebe economistas dos países periféricos e prolonga nesses economistas todo o script neoliberal. Eles retornam aos seus países e influenciam seus governos, não sem a ajuda de fortes grupos (Guedes está associado à Open Society, por exemplo), a adotar essa profilaxia milagreira. 

Essa é a missão da Universidade de Chicago e Guedes é um androide fabricado naquela linha de montagem, executando os códigos de programação e os comandos que foram inseridos nele.

Em tempos de Universidade tanto Paulo Guedes, como Fernando Henrique Cardoso foram considerados pelos banqueiros entre eles: George Soros, David Rockefeller e Henry Kissinger como os ¨garotos de Washington¨ mesmo ambos tendo estudado em Chicago. Os banqueiros elogiaram ambos, pois queriam dizer que ambos iriam longe. 

A Escola de Chicago

A chamada Escola de Economia de Chicago é uma linha de pensamento vinculada ao liberalismo, iniciada e irradiada na University of Chicago. Apesar de um de seus slogans ser o "debate acadêmico aberto", esse núcleo é radicalmente liberal e vorazmente oposto a quaisquer medidas ou pautas que fujam minimamente desse escopo.

A Escola de Chicago nasceu como uma reação ao modelo econômico Keynesiano. Em termos simples, ela se opõe radicalmente a qualquer ação governamental na economia, a qualquer papel estratégico por parte do Estado e a tudo aquilo que se possa considerar como dificultação ao processo de liberação da economia.

Aliás, essa liberação econômica, nos próprios termos da Escola de Chicago (o que também já era reforçado desde o Liberalismo Clássico), exige a liquefação das fronteiras entre as nações - a convulsão dos apoiadores de Jair com a situação das fronteiras nacionais e a "entrada irrestrita de imigrantes" deveria deixar de existir, já que a linha econômica de Guedes está inteiramente harmonizada com o enfraquecimento das fronteiras e o livre trânsito de pessoas.

Dentre os principais nomes da Escola de Chicago, destacam-se os teóricos Frank Knight, Richard Posner, Gary Becker, Ronald Coase, Milton Friedman, Friedrich Hayek, Robert E. Lucas, Eugene Fama, Lars Peter Hansen, Robert Fogel, George Stigler, D. Gale Johnson e Theodore Schultz, dentre outros mais.

Alguns dos elementos de Guedes se encontram num radicalismo ainda maior que o da Escola de Chicago, a chamada Escola Austríaca, da qual Ludwig von Mises, uma divindade para os liberais, é o maior símbolo. Mas, aqui, os elementos austríacos são muito menos catalisados do que os de Chicago, já que a linha de Guedes e a de grande parte de economistas, mesmo os liberais, não aceita totalmente a leitura austríaca.


Críticas à Escola de Chicago e algumas aplicações práticas da teoria

As críticas à Escola de Chicago e à linha ortodoxa liberal dominante nos centros econômicos não parte exclusivamente de marxistas, mas de economistas do próprio meio acadêmico e do ambiente político que cercam esse núcleo.

Paul Douglas, senador estadunidense do Illinois, chegou a criticar o próprio ambiente acadêmico e o "nível de discussões" na Universidade de Chicago, declarando estar:

"[...] incomodado ao descobrir que os economistas e políticos  conservadores haviam adquirido um domínio quase total sobre o departamento e aprendido que as decisões de mercado são sempre corretas e que os valores dos lucros são os valores supremos [...]. As opiniões dos meus colegas teriam confinado o governo às funções típicas do século XVIII (justiça, polícia e forças armadas), as quais eu via como tendo sido insuficientes mesmo naquela época e que, certamente, continuavam a sê-lo para nós. Esses homens não usavam dados estatísticos para desenvolver a teoria econômica nem aceitavam análises críticas ao sistema econômico [... ] Knight passou a ser abertamente hostil e seus discípulos pareciam estar por toda parte. Se eu ficasse ali, estaria num ambiente hostil "[3].

Não se trata, como podemos ver, de um centro de debate acadêmico e proposição de ideias multifacetadas, mas de orientação, repetição, aprofundamento e doutrinação da ideologia neoliberal em essência. Ponto. Guedes não foi um aluno de Economia, foi um aprendiz da cartilha neoliberal de Chicago. Simples assim. 

Aliás, o já citado Ha-Joon Chang também afirma que esses núcleos acadêmicos de Economia não debatem a Economia num sentido amplo, mas sim repetem os discursos condicionados e aceitos pela cúpula de economistas liberais. É um processo contínuo de autoafirmação de um pensamento.

O grande jogo é afirmar que absolutamente todas as outras linhas são ideologias, e que somente o liberalismo não é uma ideologia, mas sim o reflexo natural e inquestionável do mundo real, dos fenômenos observáveis, enquanto que todas as outras ideias são adulterações da realidade. Mas o próprio Chang já explicitou com inúmeros fatos que a visão e a retórica liberais são, em grande parte, adulterações históricas e negações dos efeitos e fenômenos reais.

É preciso entender o liberalismo não como a economia ou a realidade, mas como uma linha de análise que, como todas as outras, também contém elementos falhos e não reflete nem abarca toda a realidade econômica, muito menos toda a realidade humana.

O que ele pretende aplicar não são proposições condizentes com necessidades mutáveis de mercado, mas sim com um receituário pronto, inflexível e irredutível. Se há um manual dizendo que você vai apagar fogo com gasolina, você o ignora. Paulo não fez isso: sua ideia mirabolante é usar a gasolina no incêndio. E isso será explicado adiante.

O economista Brad DeLong, formado pela University of California, afirma que a Escola de Chicago é um "colapso intelectual" - Paul Krugman, ganhador de um prêmio Nobel e formado pela Princeton University, também diz que os comentários dos economistas de Chicago são "produtos da Idade das Trevas da macroeconomia, na qual o conhecimento duramente adquirido foi rejeitado". Krugman chega a demonstrar que muitas das pesquisas feitas pelos economistas de Chicago em meados dos anos 1960 foram feitas com dados adulterados.

Apesar de ostentar algumas "vitórias" como o dito Milagre Econômico do Chile (que, com boa análise histórica e factual, se mostra não ser tão milagroso assim), grande parte das políticas de Chicago se mostraram negativas em governos como o de Reagan e Thatcher, ambos com forte agravamento do desemprego e da desvalorização do trabalho em preferência ao capital, ao rentismo.

O que vemos agora com o colapso previdenciário do Chile, a crise na Argentina, a ruína da economia grega, as reformas na Espanha, em Portugal e na França - e em outras políticas semelhantes - é, em grande parte, o resultado da aplicação prática das teorias de Chicago.

O México, o quintal estadunidense na Latinoamérica, é um dos exemplos perfeitos dessa metodologia: uma economia extremamente aberta aos EUA, desnacionalizada e com aprofundamento das desigualdades sociais, do narcotráfico e da falência governamental - além de, é claro, não ser nenhuma potência econômica. Grande parte dos países da América Central, em grande parte, também são exemplos disso. 


O reforço do Brasil como país periférico

Paulo Guedes não é o único economista latino formado em Chicago. Aníbal Quijano, importante intelectual peruano, desenha a ideia de Colonialidade do Saber, na qual argumenta que o verdadeiro imperialismo não está exclusivamente no campo da economia ou da força militar direta, mas sim das ideias, da formação das mentalidades.

Para ele, os países desenvolvidos mantêm a predominância intelectual e servem como polos dessa formação, submetendo as nações pobres a uma "dependência mental" em relação a esses polos de saber. Assim, essas nações são obrigadas a "aprender", repetir e adotar ideias que são criadas não por elas, mas por esses polos.

A formação de Guedes numa escola econômica estadunidense e a adoção de uma visão econômica que não foi pensada no Brasil e para o Brasil é uma ilustração perfeita da análise de Aníbal. Somos colonizados na formação econômica e toda nossa história nacional é pautada na dependência de projetos econômicos externos.

No período Colonial, toda nossa matriz econômica foi determinada por Portugal; com a Independência, iniciamos uma fase de submissão econômica à Inglaterra (com um espasmo iniciado por D. Pedro II que, com o Barão de Mauá, iniciou alguma industrialização nacional, devidamente morta na fonte com o início da República, que foi marcadamente um período de re-agrarização do Brasil). 

Com a exceção de pequenos lapsos em determinados momentos, como em D. Pedro II, Vargas e Lula, em projetos sem consistência e continuidade e precocemente interrompidos, toda nossa trajetória econômica é a trajetória da imposição de projetos econômicos que nos são alheios.

É a dependência política, econômica e intelectual.


Breve histórico

O que Paulo Guedes propõe é, quer ele tenha ciência disso ou não, o condicionamento do Brasil como uma nação periférica, marginalista, que, dentro da ideia de Sistema Mundo desenhada por Immanuel Wallerstein, cumpre seu papel de fornecedora de matérias primas baratas numa economia essencialmente agroexportadora. 

As propostas econômicas de Guedes são uma continuidade do governo Temer. O próprio Guedes afirmou que vai manter parte da equipe econômica de Michel Temer

Uma das mirabolantes ideias dele é capitalizar, rapidamente, cerca de R$2 trilhões com a venda de absolutamente todas as empresas estatais do país. Com esse montante, o governo pagaria a dívida e equilibraria as contas fiscais. 

Essa afirmação é falsa, um recurso retórico desonesto de Guedes. Em primeiro lugar, mesmo que todo esse montante da venda das estatais fosse direcionado para o pagamento da dívida, isso seria insuficiente, já que a dívida, hoje, passa os R$3.5 trilhões. E o valor só cresce.

Numa economia desmantelada, o valor das empresas decresce. É impossível assegurar que o valor calculado hoje para um montante de R$2 trilhões será o mesmo na época dessas vendas. A dívida não seria totalmente paga e, descapitalizados e sem condições de captar investimentos externos, nosso governo seria obrigado a adotar medidas suicidas e se submeter ao FMI, adquirindo uma nova e monstruosa dívida.

Essa "ideia genial" do Guedes já foi colocada em prática por FHC com o mesmíssimo discurso e com o mesmo objetivo: pagar a dívida. Mas, estranhamente, ela nunca é paga. E nenhum economista dessa linha terá objetivo real de quitar isso, porque a manutenção dessa dívida é um imperativo geopolítico para anular o Brasil.

Ele pretende aprofundar as medidas de austeridade e de teto de "gastos" - leia-se diminuição do retorno justo dos impostos cobrados e desmantelamento de serviços públicos essenciais. Aliás, austeridade e "limite de gastos" que não inclui a elite política, já que Guedes nunca fala sobre os privilégios políticos e o próprio Bolsonaro afirma que não vai cortar os privilégios salariais da classe.

Guedes foi cogitado para assumir a Fazenda durante o governo Lula (ele chegou a elogiar as medidas econômicas do ex-presidente). Aliás, ele tem profundas ligações com George Soros -  o nome que invoca medo e terror na Direita brasileira, que o associa a absolutamente todos os elementos da Esquerda, mas que está convenientemente ignorando essa ligação com o "Posto Ipiranga" de Bolsonaro. 

Há fortes indícios de irregularidades fiscais envolvendo Paulo Guedes. Ele é sócio do Grupo Bozano, uma empresa do ramo financeiro que é uma sociedade de doleiros ligada a inúmeras operações irregulares e suspeitas de fraudes, com vários nomes envolvidos na Lava Jato pela operação "Câmbio, Desligo".
Guedes se associou a Julio Bozano após este ter vendido seu banco, o Bozano Simonsen, para o Santander, em 2000. Guedes chegou a incorporar a BR Investimentos, que era dele, ao grupo de Bozano, formando a Bozano Partners. Sanchez participou da Assembleia Geral para formar a Partners. Guedes é sócio e membro dos comitês executivo e estratégico.

No período de 29 de janeiro de 2008 a 19 de maio de 2016, o Ministério Público Federal aponta que Sanchez e outros membros do grupo movimentaram U$29,847 milhões em ações no exterior. O grupo Bozano tenta comprovar que não estava envolvido diretamente nas transações ilegais dos doleiros invstigados na Lava Jato.

É muito improvável que Guedes, cuja empresa BR Investimentos foi crucial para a fusão e a criação da Bozano Partners, assumindo cargos de chefia no grupo, não tivesse conhecimento das operações - inclusive por ser um economista tão "fantástico". Se as investigações realmente prosseguirem, não é improvável que o nome dele seja envolvido em algum desses esquemas. 
Aliás, a mídia em geral tem se mantido em silêncio em relação a isso - principalmente porque os grupos de especuladores são quase intocáveis, especialmente no Brasil.
 Além das operações pelo Grupo Bozano/Bozano Partners, Guedes está envolvido em transações na Bolsa de Valores no montante de R$600 mil - operações que, segundo a Justiça Federal do Rio de Janeiro, foram ilegais.

Toda a proposta econômica definida por Guedes depende de um fator: capital externo (ou seja, investimentos estrangeiros). Entretanto, a tentativa de executar um "saldão do Brasil", uma liquidação patrimonial, vem sendo feita desde 2016, com Temer. 
O fracasso se deve a um fator: a economia nacional perdeu confiabilidade no cenário global e os investidores estrangeiros não querem investir num país politicamente instável, economicamente quebrado e sem massa apta a consumir (quase 1/3 dos brasileiros se encontram endividados).

Não adianta transformar o país num brechó instantâneo se não há condições mínimas de atrair investimentos externos. E não adianta atrair investimentos externos sem transformar esses investimentos em conquistas sólidas para o país. Basta observar o papel que o governo de Singapura tem na captação de recursos do exterior e o gerenciamento desses recursos para a população local (o "paraíso liberal" aplica uma receita diametralmente oposta ao receituário de Chicago adotado por Guedes).
Conclusões finais
O plano de Guedes é mais do mesmo. É a mesma fraseologia neoliberal para a Latinoamérica, é a mesma prescrição para manter o Brasil como país de Terceiro Mundo, jamais desenvolvido, com 0% de competitividade global, agroexportador, importador de produtos de alto valor agregado e exportador decommodities baratas.
É possível fazer uma lista das possíveis (e lógicas) consequências do prosseguimento de um plano como esse proposto por Guedes:

- Medidas de austeridade (só pros pobres) 
- Favorecimento do rentismo, da especulação e dos bancos (Guedes nunca fala em cobrar as dívidas dos bancos e do agronegócio - mas os admiradores dele debocham das propostas de Ciro sobre renegociação de dívidas de pobres e da classe média junto ao SPC)
- Aprofundamento da desindustrialização (Guedes não fala absolutamente nada sobre reverter isso)
- Dependência total de capital externo (nenhuma intensificação das capacidades nacionais para promover a recuperação econômica numa eventual ausência desse capital)

- Aprofundamento das desigualdades sociais

- Desvalorização completa do trabalho e do trabalhador (regredindo e anulando uma série de conquistas trabalhistas em nome da "modernização das relações trabalhistas"[4])

- Intensificação dos déficits sociais (continuidade e aprimoramento dos "tetos de gastos", ou seja, diminuição dos investimentos em saúde, educação, segurança - setor tão alardeado por Bolsonaro -, infraestrutura, pesquisa, etc.)

- Intensificação da dívida 

- Destruição da capacidade produtiva do país


Mas o importante é repetir mantras vazios de "Estado Mínimo" sem se dar conta do que isso realmente significa. Ao que parece, o "patriotismo" brasileiro exige uma grande medida de subserviência, entreguismo e destruição das estruturas nacionais. E Gudes consegue fornecer esse conteúdo de profundo niilismo, ausência total de valorização ou de construção do Brasil enquanto potência geopolítica.
Mais do mesmo. 

Se escavarmos mais, acharemos ainda mais conexões, mas já parece estar claro quais são os reais interesses por trás de Jair Bolsonaro ser o escolhido para vencer nas últimas eleições. 
Paulo Guedes, lembremos, foi ademais o responsável por convencer Bolsonaro a defender a privatização de TODAS as estatais e de que não há tal coisa como “estatais estratégicas”. E tudo indica que Bolsonaro ficou bastante convencido.
E agora Paulo Guedes irá lutar para que a Reforma da Previdência seja aprovada no Brasil, já que aqueles que o mantém pede isso. Para que num futuro nada distante clamem por uma: Nova Ordem Mundial. 

Referências bibliográficas:

[1] Cordell Hull, ''The Memoirs of Cordell Hull" ("As Memórias de Cordell Hull"), vol. 1 (New York: Macmillan, 1948), p. 81.

[2] Ha-Joon Chang, ''Kicking Away the Ladder: Development Strategy in Historical Perspective'' ("Chutando a Escada ‑ A Estratégia do Desenvolvimento numa Perspectiva Histórica"), Anthem Press (1 de julho de 2002).

[3] Paul H. Douglas, "In the Fullness of Time" (Na Plenitude do Tempo"), 1972, pgs. 127–128.

[4] É ilógico falar em "modernização trabalhista" sem antes efetivar uma modernização da capacidade produtiva do país, da ampliação de sua competitividade global e da reformulação de elementos tão graves para o Brasil, como a falta de reorganização da terra (o fim dos latifúndios), reforma política e fim de privilégios das castas altas do país. O que existe é o sucateamento de relações trabalhistas num país já defasado.

Fonte:
https://bastidoresdanet.blogspot.com/2019/02/quem-de-fato-e-paulo-guedes-o-ministro.html