terça-feira, julho 25, 2017

É dose! [Incoerências do espiritismo]




O espiritismo diz que é científico porque pretende possuir uma base empírica, mas a tal “base empírica” é simplesmente afirmar que a reencarnação e os fenômenos tais como “comunicação com os mortos”, “aparições de espíritos”, etc. são reais e que o que é “revelado” pelas entidades do “além-túmulo” é a mais pura verdade. Que raio de “base empírica” é esta? Como pode se verificar tudo isso? Só aceita os postulados espíritas quem crê no espiritismo, logo é questão de crença e não de ciência ou filosofia, como os espíritas pretendem que seja.

É interessante notar como os espíritas sempre aconselham as pessoas a questionar tudo, mas isso só funciona quando é possível o questionamento. Como questionar o espiritismo se você precisa aceitar suas “bases” e estas são inverificáveis? É um tremendo non-sense.

- Se você não crê no espiritismo e o refuta é porque andou lendo romances “periféricos” e não conhece a obra de Kardec,
- Quando você sustenta que conhece a obra de Kardec e a refuta é porque não leu tudo o que o espiritismo produziu;
- Quando você diz que já leu tudo – tantos os romances quanto as obras da Codificação, Leon Denis, Delanne e outros nomes do espiritismo - é respondido que você irá alcançar tal conhecimento após a morte, pois no atual estágio de evolução no qual se encontra não consegue entender certas verdades...

É dose!

PS.: eu já ouvi tudo isso aí quando questionei o espiritismo. Sério. Depois querem ser científicos.




segunda-feira, julho 24, 2017

Comentários Eleison: O Erro de Menzigen - III

Comentários Eleison – por Dom Williamson
Número DXXIII (523) (22 de julho de 2017)


O ERRO DE MENZINGEN – III




Princípios belos não são suficientes:
Suas aplicações práticas podem ser muito inconvenientes!

Outro sacerdote da Fraternidade São Pio X (Pe. RP, por Relações Públicas) desceu à arena para defender a busca de seus Superiores pelo reconhecimento oficial por Roma da Fraternidade. A defesa do Pe. RP também está bem apresentada, mas ela igualmente sofre da mesma falha essencial da busca do reconhecimento que ele defende – a falta de realismo. O princípio é uma coisa, a prática é outra, mesmo que seja dirigida por princípios. Ser um mestre dos princípios não é ser um mestre da prática, e vice-versa. Deve-se destacar como a defesa do Pe. RP da busca de reconhecimento por seus Superiores começa dizendo que nesta mesma defesa ele, o Pe. RP, só está interessado nos princípios: em primeiro lugar, se alguém pode, em princípio, aceitar o reconhecimento de um modernista, e, em segundo lugar, até que ponto se pode, em princípio, colaborar com um modernista.

Para provar que se pode aceitar o reconhecimento de um Papa modernista, ele argumenta que Dom Lefebvre o procurou de Paulo VI até a morte deste último em 1978, e em 1988 ele só recusou a colaboração com João Paulo II na prática, mas não no princípio. Nem o Capítulo Geral da Fraternidade em 2012 exigiu de Bento XVI uma profissão de Fé Católica, o que fazer a qualquer momento revelaria um espírito cismático.

Mas, replicando, o confronto entre o Arcebispo e Paulo VI a partir de 1974 é bem conhecido, e por trás da recusa na prática do Protocolo de 1988 por parte do Arcebispo estavam os princípios de sua Fé. O ano de 2012 foi exatamente o momento em que a Fraternidade abandonou o Arcebispo, abandonando sua posição sobre a Fé em princípio; e quanto a um espírito cismático, quem estava na realidade em cisma – o Arcebispo ou os modernistas?

Quanto ao Papa Francisco, o Pe. RP argumenta que ele é o Papa; que a Igreja é o que não ele, mas Nosso Senhor fez dela; que a colaboração com ele é apenas como Papa católico. Mas, replicando, na vida real, como a podridão de uma maçã é e não é a maçã, então a Igreja Conciliar é e não é a Igreja. Na vida real, a Fraternidade não está tratando apenas com a Igreja Católica ou com um Papa católico, mas diretamente com a podridão conciliar.

Portanto, quando o Pe. RP, examinando em segundo lugar até onde se pode colaborar com um modernista, responde que se pode fazê-lo na medida em que é pelo bem da Igreja, ele constantemente se abstrai da realidade atual. Assim sendo:


* A Igreja é indefectível – Certo, mas os clérigos conciliares desviam-se o tempo todo.
* A Fraternidade está servindo à Igreja, não aos seus clérigos – Certo, mas é preciso passar pelos falsos clérigos.
* Uma prelatura católica não poderia ser recusada – Certo, mas não se ela é dirigida por falsos clérigos.
* O Papa apenas precisa cumprir seus termos – Certo, mas o que um pedaço de papel protege desses dirigentes?
* A autoridade do Papa vem de Deus – Certo, mas não a fim de destruir a Igreja (II Cor XIII, 10).
* A Fraternidade teve razão em aceitar a jurisdição para confissões e matrimônios – Pe. RP você está seguro disto? E se se trata apenas de um queijo em uma ratoeira?
* Uma questão tão prática como esta última pergunta sobre a nossa situação no momento “não está no poder deste artigo julgar”, responde o Pe. PR, mas a própria possibilidade de que não seja uma armadilha prova para ele que aceitar ou não o reconhecimento canônico de Roma “não deve ser julgada apenas com base na unidade da fé com o Papa”. E assim conclui que “o reconhecimento canônico deveria ser aceito se for pelo bem da Igreja, e rejeitado se não for, independentemente da fé do Papa”.

Mas Padre, pergunte a si mesmo – esta “fé” do Papa sendo o que é, poria ou não um reconhecimento canônico a Fraternidade sob superiores da Igreja oficial, ou seja, modernistas? Sim ou não? Na vida real, você realmente acha que esse Papa concederia uma prelatura que não levaria a Fraternidade ao controle de Roma? Em outras palavras, ao o controle de pessoas que já não acreditam na verdade objetiva? Há uma beleza nos princípios católicos, mas eles têm de ser aplicados em um mundo real, frequentemente bastante real.



Kyrie eleison.

Traduzido por Christoph Klug.

Entrevista com o professor E. Michael Jones




Nessa entrevista falamos sobre política e principalmente moral, cultura e sexualidade. Divulgando a obra dessa grande figura internacional que é o professor E. Michael Jones. Que ainda não tem livros traduzidos para o português, mas com perspectivas de uma edição brasileira de um dos seus livros principais "Libido Dominand: Sexual liberation and political control", e também um ciclo de palestras pelo Brasil que nós divulgaremos com antecedência. Fiquem ligados!
C&C: Nós sabemos que o senhor se destacou muito ao tratar profundamente da questão judaica que é muito delicada e que acaba por gerar muita perseguição. Gostaríamos de saber o quanto isso prejudicou ou tem prejudicado sua vida e sua carreira. O senhor sofre muita censura e de alguma forma isso acabou colocando sua vida e integridade física em risco? O senhor sofre ameaças? Já houve possibilidade de ter de responder perante a justiça ou sofrer algum tipo de atentado contra sua pessoa?
MJ: Minha carreira terminou quando fui demitido do Colégio Santa Maria (1) em 1981 por me opor ao aborto. Desde então, sobrevivi a vários ataques como editor e redator do “Guerras Culturais” (2). O SPLC (3) me atacou como anti-semita em 2007, mas “O Espírito Revolucionário Judaico” (4) saiu dois anos mais tarde e tem vendido bem desde então. Todos os dias enviamos cópias para o mundo todo. Nós estamos, como diz São Paulo, "perseguidos, mas não abandonados". Eu tenho sido posto na lista negra nos Estados Unidos, mas no ano passado eu dei palestras em Londres, Berlim, Dar es Salaam, Musoma, Teerã, Buenos Aires e La Plata. A proibição de criticar os judeus criou uma demanda pelo “O Espírito Revolucionário Judaico” que não existiria se as pessoas estivessem aptas a discutir o tema livremente. Como resultado, eu fui beneficiado com a perseguição.
(1) Universidade nominalmente Católica 
(2) Revista digital (http://www.culturewars.com/)
(4) The Jewish Revolutionary Spirit, um dos seus livros que trata diretamente da questão judaica (https://www.amazon.com/Jewish-Revolutionary-Sp…/…/0929891074)

C&C: O senhor fala muito a respeito da influência judaica e de seu poder na política e na sociedade, mas observamos também que a ação das sociedades secretas ao longo da história sempre foi muito significativa e direta ou indiretamente relacionada a revoluções ao redor do mundo. Oque o senhor tem a nos dizer acerca das sociedades secretas, e como elas se encaixam no esquema que o senhor descreve?
MJ: Eu discuti a relação entre os judeus e a maçonaria em “O Espírito revolucionário judaico”. O século XVIII foi a era das sociedades secretas. Eles alcançaram o apogeu do seu poder no século XIX. Depois da segunda guerra mundial, eles foram substituídos como agentes revolucionários pelas agências de inteligência como a CIA, o Mossad e o MI5.
C&C: O senhor diz que os USA foram formados basicamente por três grupos, que são os Protestantes, os Católicos e os Judeus. Nós temos a impressão que os Protestantes e os Judeus são muito mais aliados entre si do que possam ser com a Igreja Católica. Esteve a Igreja Católica sempre em desvantagem nos Estados Unidos? Pode nos explicar como ocorre essa dinâmica?
MJ: Os católicos sempre foram uma minoria desprezada nos Estados Unidos. No entanto, isso foi uma coisa boa. Como Jesus Cristo disse: "Cuidado quando todos falam bem de você". Após a eleição de John F. Kennedy, a revista Time publicou um artigo de John Courtney Murray, que os admitiu na mesa da vida pública como iguais. Esta foi a pior coisa que já aconteceu com a Igreja Católica nos Estados Unidos. Em troca da respeitabilidade, perderam o poder político que tinham na década de 1930, quando todos os odiavam.
C&C: Como o senhor enxerga a expansão do Islam na europa e no mundo ocidental? Nós temos visto duas tendências contraditórias atualmente. Uma é do movimento revolucionário que pretende fomentar o crescimento do islamismo no ocidente com fins de desestabilizar ainda mais a sociedade e fortalecer um inimigo forte contra a Igreja Católica e os cristãos em geral. Por outro lado, alguns tradicionalistas defendem o Islam como única e última resistência contra o mundo moderno, o homossexualismo, o feminismo, o materialismo, a usura, etc. Afinal, o senhor acha que os Muçulmanos serão assimilados ao humanismo e pós-modernismo ou podem realmente tirar o ocidente da sua degeneração?
MJ: O Islam é o flagelo de Deus. O Islam não pode salvar o Ocidente. O Ocidente tem que salvar a si próprio antes de mais nada rejeitando a liberação sexual e tendo mais filhos. Dito isto, precisamos entender que agora existe uma guerra civil no islamismo em que os Wahabbis da Arábia Saudita se aliaram com os Estados Unidos e Israel na tentativa de destruir o Irã porque o Irã e o Hesbollah são a única força entre Israel e o genocídio dos palestinos. A maioria esmagadora dos iranianos são xiitas, que sempre foram consideradas hereges pela maioria sunita. O conflito entre os xiitas e os sunitas também é um conflito entre as culturas árabe e persa. Em 1970, 85% dos sauditas ganhavam a vida cuidando de camelos e cabras. Os persas, em comparação, eram astrônomos e filósofos enquanto meus antepassados estavam perseguindo porcos nas florestas da Alemanha. Falei em universidades em todo o Irã. Falei em uma mesquita em Teerã. Meu projeto atual é um livro sobre o desenvolvimento da idéia de Deus, com o qual espero encontrar um público no Irã, para que possamos dialogar juntos em um plano superior, o que não é possível atualmente.
C&C: Nós acima de tudo, gostaríamos de lhe perguntar acerca de temas relacionados as atuais “questões de gênero”, sexualidade e moralidade. O senhor fez uma afirmação em uma de suas entrevistas, na qual diz que “Toda civilização é baseada na moralidade sexual, mais particularmente das mulheres.” Poderia esclarecer melhor sobre isso? Pode-se dizer que o comportamento das mulheres atualmente está diretamente relacionada a ruína da nossa sociedade?
MJ: A minha ideia de que a civilização baseia-se na moral sexual das mulheres proveio da minha leitura de “As Bacantes”, de Eurípedes. Quando Dioniso chega em Tebas, as mulheres deixam seus teares para dançarem nuas na montanha. O feminismo, que era a tentativa moderna de fazer as mulheres deixarem seus teares e dançarem nuas, criou uma reação. As mulheres jovens estão cansadas de agirem como homossexuais, quero dizer, mantendo-se em relações transitórias e estéreis. Estão cansadas de ouvir que toda relação está fadada ao fracasso. Meu livro mais recente é "How Meyer Lansky Took Over The Cincinnati Ballet: And What Four Ballerinas Did About It". Ele descreve o levante no Balé Cincinnati contra o feminismo e contra a homossexualização da cultura americana. Em protesto contra todo o discurso sobre empoderamento das mulheres - que é outra palavra para a engenharia social - quatro dançarinas corajosas fizeram o que só uma mulher pode fazer; ficaram grávidas e deram à luz como um protesto contra a esterilidade obrigatória que agora é parte do mundo da arte.
C&C: O senhor tem um livro chamado “Culture Wars in India”, fale um pouco sobre o conteúdo desse livro. O que o senhor pode dizer sobre as consequências da introdução do feminismo e da pornografia na índia?
MJ: A Índia está passando pela sexualização que corrompeu o Ocidente há 50 anos. O país foi inundado de pornografia como resultado da globalização da mídia indiana. O resultado é uma epidemia de estupro e um ressurgimento do violento fundamentalismo hindu, encorajado pelo BJP e o RSS como meio de distrair os indianos da colaboração deles na destruição da cultura indiana. O governo de Modi (1) retirou o papel moeda durante a noite, mas desistiu da tentativa de banir a pornografia após um dia, apesar do grande protesto público contra ele, especialmente entre as mulheres. O BJP (2) e o RSS (3) estão jogando um jogo duplo, soprando as chamas do fundamentalismo hindu violento e ao mesmo tempo trabalhando de mãos dadas com os oligarcas que estão destruindo a cultura indiana tradicional através do capitalismo e da libertação sexual.
1) Primeiro ministro da Índia https://en.wikipedia.org/wiki/Narendra_Modi

C&C: Existe alguma identificação entre a imoralidade que os judeus fomentam nas sociedades cristãs e as próprias doutrinas judaico-talmúdicas? Ao que parece, nos ensinamentos rabínicos eles se detém muito sobre assuntos relativos ao sexo, e até mesmo imoralidades como a pedofilia são bem vindas. Há alguma correlação?
MJ: Não existe correlação direta entre o Talmud e as técnicas de controle sexual, que foram uma criação de Wilhelm Reich. No entanto, Heinrich Graetz, o pai da historiografia judaica, disse que os judeus poloneses foram arruinados moralmente pelo estudo do Talmud, que foi um longo tratado sobre como enganar os goyim. Uma vez que a libertação sexual é uma forma de exploração, ela fluía logicamente das técnicas de exploração que os judeus aprenderam durante séculos ao ler o Talmud.
C&C: Nós sabemos que, especificamente na Igreja Católica, sempre houve uma infiltração proposital de homossexuais e outras pessoas, com o intuito de implodir e desmoralizar o catolicismo. Porém, podemos dizer que essa invasão quinta colunista é a responsável majoritária pela atual condição da Igreja, ou se pode colocar como fator equivalente a rendição da Igreja ao espírito mundano?
MJ: O atual estado desastroso da Igreja é rastreável até as experiências erradas que surgiram do Concílio Vaticano II. O pior exemplo foi o diálogo católico-judeu. A psicologização e sexualização do clero católico foi outra experiência errada. O clero heterossexual deixou o sacerdócio para casar-se. Isso naturalmente levou a uma maior porcentagem de clérigos homossexuais. Seu comportamento homossexual foi retratado de forma imprecisa como pedofilia, que preparou o cenário para uma série desastrosa de ações judiciais que faliram várias dioceses nos Estados Unidos.
C&C: Qual a relação entre a música e a revolução? E oque isso tem a ver com sexualidade?
MJ: O Tristão e Isolda de Wagner tornou-se o paradigma da revolução sexual musical até Arnold Schoenberg arruinou o cromatismo. George Antheil disse que, se os ouvintes de música europeia tivessem escutado mais uma peça de Schoenberg em 1919, todos se suicidariam. E assim, o veículo musical de libertação sexual passou de Wagner para o Jazz Negro quando a primeira banda de jazz chegou a Paris em 1919.
C&C: Qual a relação entre as estórias de terror e a sexualidade desordenada?
MJ: Eu cubro essa relação no meu livro "Monstros do ID". O filme "Alien", foi a continuação de "Garganta Profunda" (1). Em 1979, quando Alien chegou aos cinemas, o sexo oral não era mais divertido, era mortal. A revolução sexual criou tantos destroços que os americanos assistiram filmes de terror nos vinte anos seguintes como uma forma de purgação libertadora. (2)
(1) Primeiro filme pornográfico de alta produção https://pt.wikipedia.org/wiki/Deep_Throat
(2) Em outra entrevista, ele afirma que os filmes de terror são 
uma reação do inconsciente coletivo a pornografia explicita, onde monstros e animais ferozes perseguem, atacam, esfaqueiam e matam mulheres desprotegidas, muitas e muitas vezes em cenas nas quais as mulheres estão nuas ou durante o intercurso sexual. A mensagem é clara, o sexo pode te levar a morte: https://www.youtube.com/watch?v=QXHyqLov6-k

C&C: Se nós comparássemos o Admirável Mundo Novo de Aldous Huxley com nosso mundo poderíamos constatar que tudo oque ele descreveu em seu livro realmente está tomando forma hoje. Porém, a realidade parece muito pior do que a ficção criada por ele. Ao imaginar uma sociedade ideal, Huxley talvez não tenha considerado as desordens, quimeras e transgressões do estilo de vida tecnológico. Gostaríamos de saber qual é sua perspectiva sobre o mundo atual e para as próximas décadas. Ao que parece a Cidade dos Homens finalmente prevaleceu e estamos perto do reino do anti-Christo, o governo do anti-Logos, a grande e última apostasia que antecede a volta do Filho de Deus e o julgamento final. O que podemos esperar Sr. Jones?
MJ: Agustin Eck em seu livro "El Papa de Laodicea" afirma que estamos no fim dos tempos. Quando Eck me disse isso, eu disse a ele que ele me lembrou de Denethor no Senhor dos Aneis de Tolkien, ele está pronto para se jogar em sua pira funerária enquanto eu estou nas muralhas de Minas Tirith lutando a guerra cultural. Um dia antes da minha conversa com a Eck, recebi um e-mail da Polônia explicando como a tradução polonesa de “Libido Dominandi: Libertação Sexual e Controle Político” combinada com a carta pastoral dos bispos poloneses sobre esse tema tinha obliterado a ideologia de gênero na Polônia. O mesmo tipo de coisa é possível em um país católico como o Brasil, mas somente se os católicos tiverem unidade. O principal impedimento à unidade católica em nossos dias é o diálogo católico-judeu. A Igreja pode ter unidade ou pode ter boas relações com os judeus, mas não pode ter ambos.

sábado, julho 22, 2017

A relação dos noventa livros para alcançar a sabedoria

Por Carlos Nougué




Literatura Pagã
01 - 02. ( ) Ilíada e Odisseia - Homero
03. ( ) Prometeu Acorrentado - Ésquilo
04. ( ) Antígona - Sófocles
05. ( ) Eneida - Virgílio
(Livro de São Basílio sobre como ler a literatura pagã)
Literatura Cristã
06. ( ) Toda a obra poética de Lope de Vega
07. ( ) Dom Quixote - Cervantes
08 - 12. ( ) A saga do Padre Brown (5 livros) - Gilbert Keith Chesterton
FILOSOFIA
13. ( ) Ditos e Feitos Memoráveis de Sócrates - Xenofonte
14. ( ) Apologia de Sócrates - Platão
15. ( ) Górgias - Platão
16. ( ) Fédon - Platão
17. ( ) Banquete - Platão
18. ( ) República - Platão
19. ( ) O Magnífico Timeu - Platão
20. ( ) Leis - Platão
21. ( ) Categorias - Aristóteles
22. ( ) Isagoge - Porfírio
23. ( ) Comentário de S. Tomás ao Peri Hermeneias Peri Hermeneias (Da Interpretação) - Aristóteles
24. ( ) Analíticos Anteriores - Aristóteles
25. ( ) Comentário de S. Tomás aos Analíticos Posteriores - Aristóteles
26. ( ) Tópicos - Aristóteles
27. ( ) Retórica - Aristóteles
28. ( ) Poética - Aristóteles
29. ( ) Comentário de São Tomás à Ética a Nicômaco
30. ( ) Comentário de São Tomás à Política de Aristóteles
31. ( ) Comentário de São Tomás à Física de Aristóteles
32. ( ) Comentário de São Tomás ao Do Céu e do Mundo
33. ( ) Comentário de S. Tomás ao Livro sobre os Meteoros (de Aristóteles)
34. ( ) Comentário de S. Tomás a Da Geração e da Corrupção (de Aristóteles)
35. ( ) Comentário de S. Tomás a Da Alma (de Aristóteles)
36. ( ) Comentário de S. Tomás ao De Sensu et Sensato (de Aristóteles)
37. ( ) Comentário de S. Tomás à Metafísica de Aristóteles
38. ( ) Da Unidade do Intelecto contra os Averroístas, de Santo Tomás
39. ( ) Da Eternidade do Mundo, de Santo Tomás
40. ( ) Das Substâncias Separadas, de Santo Tomás
41. ( ) Comentário de S. Tomás ao Liber de Causis
42. ( ) Umbrales de la Filosofía - Padre Álvaro Calderón
BÍBLIA E MAGISTÉRIO
43. ( ) Bíblia
44. ( ) Henrich Joseph Dominicus Denzinger
45. ( ) Catecismo Romano
46. ( ) Encíclicas de Leão XIII
47. ( ) Encíclicas de São Pio X
48. ( ) Encíclicas de Bento XV
49. ( ) Encíclicas de Pio XI
50. ( ) Encíclicas de Pio XII
TEOLOGIA SAGRADA
51. ( ) Da Cidade de Deus - Santo Agostinho
52. ( ) De Regno - S. Tomás
53. ( ) Comentários às Sentenças de Pedro Lombardo, de S. Tomás
54. ( ) Suma contra os Gentios, de S. Tomás
55. ( ) Suma Teológica, de S. Tomás
56. ( ) Questão Disputada sobre as Criaturas Espirituais, de S. Tomás
57. ( ) Questões Disputadas Sobre a Verdade, de S. Tomás
58. ( ) Questão Disputada sobre a potência de Deus, de S. Tomás
59. ( ) Questões Disputadas sobre a Alma, de S. Tomás
60. ( ) Questão Disputada sobre o Mal, de S. Tomás
61. ( ) Questão Disputada sobre as Virtudes, de S. Tomás
62. ( ) Questões de Quodlibet, de S. Tomás
63. ( ) Compêndio de Teologia, de S. Tomás
64. ( ) Comentário de Santo Tomás ao De Trinitate de Boécio
65. ( ) Comentário de S. Tomás ao Dos Nomes Divinos, de Dionísio Areopagita
66. ( ) Comentário de Santo Tomás a Salmos
67. ( ) Comentário de Santo Tomás a Jó
68. ( ) Comentário de Santo Tomás a Isaías
69. ( ) Comentário de Santo Tomás ao Evangelho de João
70 - 73. ( ) Catena Aurea, de S. Tomás: Mateus, Lucas, Marcos, João
74 - 87. ( ) 14 livros de Comentários de S. Tomás às Epístolas de S. Paulo
88. ( ) A Candeia Debaixo do Alqueire - Pe. Álvaro Calderón
89. ( ) Prometeo o la Religión del Hombre - Pe. Álvaro Calderón
90. ( ) El Reino de Dios en el Concilio Vaticano II - Pe.
Álvaro Calderón
Em tempo: devo agradecer uma vez mais a Michelle Takashima Walter sua colaboração: com efeito, foi ela quem transcreveu graciosamente a relação dada em vídeo. Muito obrigado uma vez mais.


sexta-feira, julho 21, 2017

Espiritismo e o ensino das Escrituras



Alguém, que não lembro agora, escreveu isto:


Não há como sustentar o espiritismo pelas Sagradas Escrituras, nem no Velho e nem no Novo Testamento, a não ser que se extirpe o Velho e rasgue-se diversas páginas do Novo. 


Jesus disse:



"Não penseis que vim destruir a Lei e os profetas; não vim destruir, mas sim cumprir. Porque em verdade vos digo que, enquanto não passar o céu e a terra, não desaparecerá da lei um só jota ou um só ápice, sem que tudo seja cumprido" (Mt V, 17).



E Jesus não só fez esta e outras promessas, como proibiu que se modificasse:



“se alguém tirar quaisquer palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte da árvore da vida e da Cidade Santa, que estão escritas neste livro."



E considerando-se superior a Jesus, com exacerbada petulância e soberba, o órgão oficial da Federação Espírita Brasileira, o Reformador, de janeiro de 1953, p.23, declara:



"Do Antigo Testamento, já nos é recomendado somente o Decálogo, e do Novo Testamento, apenas a moral de Jesus; já consideramos de valor secundário ou revogado e sem valor algum mais de 90% do texto da Bíblia" 




E já antes, o PRESUNÇOSO Kardec, declara-se detentor da terceira aliança, contrariando o que Jesus prometera:


"TOMAI, TODOS, E BEBEI: ESTE É O CÁLICE DO MEU SANGUE, O SANGUE DA NOVA E ETERNA ALIANÇA, QUE SERÁ DERRAMADO POR VÓS E POR MUITOS PARA REMISSÃO DOS PECADOS. FAZEI ISTO EM MEMÓRIA DE MIM."


Jesus não só fez essa promessa de não modificar, como proibiu que o fizesse:



“se alguém tirar quaisquer palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte da árvore da vida e da Cidade Santa, que estão escritas neste livro." Ap 22-18.



Esses 10% que os Espíritas consideram da VERDADE, são para dar credibilidade as suas MENTIRAS.

O livro do Padre Julio Maria Luz nas Trevas (Respostas Irrefutáveis às Objeções Protestantes) reeditado pelas Escravas de Maria



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terça-feira, julho 18, 2017

Confiar em "espíritos"?



Eu realmente não entendo como se pode confiar em "espíritos" que disseram coisas que hoje sabemos que são mentiras. Ora, se eles que estavam em "planos superiores" e tinham acesso a Marte, por exemplo, não souberam ver que tal planeta possui satélites (A Gênese), então porque confiar em suas mensagens? Há quem diga que o que importa não é isso e sim a parte moral. Ora, a parte moral foi tirada do cristianismo. Não há nada de realmente novo, a não ser as interpretações dadas pelos médiuns sobre determinadas situações. 

Recomendo a leitura dos livros de Frei Boaventura Kloppenburg.

Ciência X Neoespiritualismo

Por Rafael Sampaio


Se como Kardec diz "se um dia a ciência provar que o espiritismo está errado, devemos ficar com a ciência", então...



CERN refuta a existência de espíritos... mas somente segundo a óptica espírita, teosofista (incluso aqui as "formas pensamento", etc.), etc.
.
A descrição aristotélico-tomista do espírito, no entanto, segue intocável, inabalável.
.
Assim, os neoespiritualistas que se convencerem do argumento não precisam trocar suas crenças pela ciência, como recomendou o principal representante do espiritismo francês; podem optar pelo caminho da religião, que é imensuravelmente mais recomendável.

segunda-feira, julho 17, 2017

Comentários Eleison: O Erro de Menzigen - II

Comentários Eleison – por Dom Williamson
Número DXXII (522) (15 de julho de 2017)


O ERRO DE MENZINGEN - II


Roma diz que a crise da Igreja não existe.
Menzingen, agora, em também cair neste erro insiste.

O problema da carta de 13 de junho do Quartel General da Fraternidade Sacerdotal São Pio X em Menzingen, na Suíça, destinada a "esclarecer as coisas sobre os matrimônios" após a proposta de Roma de 4 de abril para facilitar a integração dos matrimônios da Fraternidade na estrutura conciliar, não é um pequeno problema de meramente este ou aquele argumento ou deste ou daquele detalhe. O problema é a mentalidade totalmente conciliar dos clérigos que fazem a proposta. Nas palavras imortais de um dos três teólogos da Fraternidade, que, liderados pelo Bispo de Galarreta, enfrentaram quatro "teólogos" romanos nas "Discussões Teológicas" de 2009 a 2011, os quatro romanos estavam "mentalmente enfermos, mas têm a autoridade". Tamanha é a "enfermidade mental" (objetiva) dos romanos, que muitos católicos crentes são tentados a concluir que aqueles perderam toda a autoridade da Igreja. Infelizmente, pelo menos parecem tê-la, de modo que, em nome da "obediência", estão destruindo objetivamente a Igreja, sejam lá quais forem – Deus o sabe – suas boas intenções subjetivas.

Assim, a primeira parte importante da Carta sobre os Matrimônios de Menzingen (ver os "Comentários" da semana passada) argumentou que a proposta de 4 de abril de Roma era apenas alinhar os matrimônios da Fraternidade com a prática antiga e razoável da Igreja desde o Concílio de Trento. Sim, Menzingen, mas de que vale a lei razoável quando é aplicada por administradores "mentalmente enfermos"? Um axioma escolástico profundo diz: "Tudo o que é recebido recebe-se à maneira do receptor". A Tradição sã nas mãos de clérigos (obviamente) insanos pode tornar-se insana. Por exemplo, na terceira parte da Carta, Menzingen afirma que oficializar os matrimônios da Fraternidade os tornará mais seguros. Disseram “seguros”? Quando os juízes da Igreja atual estão transformando anulações oficiais em "divórcio católico"?

A segunda parte principal da Carta levanta oito objeções principais à proposta de Roma com o fim de refutá-las. A essência da maioria das objeções é que, no contexto, aceitar a proposta de Roma significa estar de acordo com a traição conciliar da Fé: com a teoria e prática conciliar do matrimônio (1, 2), com a condenação conciliar dos matrimônios anteriores da FSSPX (3), com o novo Código de Direito Canônico (8), e assim por diante. A resposta de Menzingen é que meramente tomada em si mesma, abstraída de seu contexto, a proposta romana não faz mais que disponibilizar aos casais da Fraternidade uma maneira extra de se casar em harmonia com a Igreja oficial. Sim, Menzingen, mas como um casamento pode ser celebrado na vida real sem um contexto? E como qualquer contexto oficial da Igreja hoje pode ser qualquer coisa além de conciliar?

A quinta objeção é um exemplo clássico do raciocínio fantasioso de Menzingen, que separa o inseparável: à objeção de que a flexibilização do acesso de Roma à oficialização dos matrimônios da Fraternidade é meramente o queijo em uma ratoeira que é a Prelatura Pessoal, Menzingen responde que "em si mesmo" queijo é apenas queijo! Menzingen até reconhece que a própria proposta de Roma menciona que é um passo no caminho para a eventual "regularização institucional" da Fraternidade; em outras palavras, que o queijo é, objetivamente, parte de uma armadilha. Sua mesma resposta é que, para evitar todas essas armadilhas, a Fraternidade teria de cortar todos os contatos com autoridades romanas, o que o Arcebispo Lefebvre disse em 1975 que nunca faria.

Sim, Menzingen, mas isso foi antes de que mais 13 anos de contatos e negociações com os romanos finalmente provassem para o Arcebispo que estes não tinham nenhuma intenção real de cuidar da Tradição. Então e somente então ele consagrou quatro bispos para cuidar da Tradição (como o fizeram até 2012), mas nunca recusou ter futuros contatos com os romanos. Ele só disse que, doravante, a doutrina devia preceder a diplomacia, de modo que os contatos só poderiam ser retomados quando os romanos retornassem às grandes condenações papais do liberalismo e do modernismo. E desde 1988? Menzingen finge que Roma mudou para melhor, de modo que uma armadilha não é mais uma armadilha! Ah, Menzingen! Você contraiu a "enfermidade mental" dos romanos!


Kyrie eleison.

sábado, julho 15, 2017

Voz de Fátima, Voz de Deus - nº 22




01 de julho de 2017



“Vox túrturis audita est in terra nostra”

(Cant. II, 12)



      Muitos homens eminentes já se perguntaram se os Papas conciliares são verdadeiramente Papas. Dom Lefebvre foi um deles. Mas perguntar-se é uma coisa; afirmar é outra. Dom Lefebvre não o afirmou. Ele não o afirmou porque ele não tinha as premissas que permitissem afirmar que os Papas conciliares não eram Papas. Se não se têm as premissas, a conclusão não se segue. Por isso, Dom Lefebvre não tirou esta conclusão. Nós também não a tiramos. Na dúvida, é melhor respeitar a posse de quem detém o cargo. A perda do pontificado é algo complexo. Os teólogos, o Direito Canônico, os Papas, a História, a Sagrada Escritura e o bom senso nos convidam a uma grande prudência na matéria. Esta foi a atitude de Dom Lefebvre, modelo de todos os que resistem ao modernismo e que trabalham para o triunfo do Cristo Rei. Sigamos seu exemplo.



+ Tomás de Aquino OSB



U.I.O.G.D

Voz de Fátima, Voz de Deus - nº 21



27 de junho de 2017



“Vox túrturis audita est in terra nostra”

(Cant. II, 12)


       O que pensava a Irmã Lúcia sobre a crise por que passa a Santa Igreja? Qual a atitude que ela julgava se deveria ter diante da mesma? Segundo alguns escritos e entrevistas supostamente dela, a mesma não teria sido muito firme na rejeição da hecatombe que assola o mundo eclesiástico. Mas foram autênticos os referidos testemunhos, sejam escritos sejam falados? Parece-nos que não. E em abono do que digo, gostaria de trazer aqui um testemunho que me parece da mais alta importância e de uma confiança humanamente inegável.

      Trata-se das palavras de um sacerdote beneditino, muito piedoso e sério, que viveu os últimos anos de sua vida no seminário de Ecône, junto com Dom Lefebvre, recolhidas pelo sr. Daniel Le Roux, o qual, por sua vez, é também uma pessoa de total confiança e que viveu muito tempo com Dom Lefebvre e era muito estimado por este, assim como compartilhavam ambos do mesmo modo de encarar a revolução na Igreja. Pois bem, o dito sacerdote disse que, estando em seu mosteiro, vendo introduzir-se nele o malfadado aggiornamento, e ao mesmo tempo sabendo da crescente fama de Dom Lefebvre como valoroso combatente das inovações conciliares, procurou saber da Irmã Lúcia o que ela pensava do Arcebispo, pois não faltavam comentários denegrindo sua reta intenção e autêntica catolicidade. Para isso, o nosso monge recorreu a uma parente da Irmã Lúcia que de vez em quando falava com ela. Após certo tempo, chegou a resposta: “Ele (Dom Lefebvre) é o único bispo a ver claramente hoje”, disse a Irmã Lúcia. Isso ocorreu por volta do ano de 1970. Gostaria de ressaltar que essas palavras não desdouram o nosso ínclito Dom Antônio de Castro Mayer nem outros bons prelados que havia ainda naquela época, mas que se explicam simplesmente porque estes outros bispos eram menos conhecidos e cuja posição firme não chegou ao conhecimento da Irmã Lúcia. De qualquer forma, fica aí um testemunho que me parece poderia ajudar a muitos para verem que os tradicionalistas que consideram a posição de Dom Lefebvre o modo mais correto de reagir ao progressismo reinante conformam-se plenamente à mensagem de Fátima.

      Queira Deus que muitos assim o vejam e, vendo, ajam do mesmo modo que o Arcebispo, não compactuando de modo algum com os maiores inimigos de Nosso Senhor e de Sua Igreja: os progressistas-modernistas-liberais.



Arsenius


U.I.O.G.D

sexta-feira, julho 14, 2017

Reencarnação, carma, metempsicose, metensomatose, transmigração



Ao contrário do que os espíritas pensam a reencarnação não pode explicar nunca o porquê de existirem doentes e sãos, por exemplo. Pois não resolve a questão do que aconteceu com os primeiros homens para que eles tenham sofrido sem que tivessem vivido antes para depois poderem “resgatar”, “expiar” suas faltas.

Um exemplo: vamos pensar que houve alguém lá no início da vida, em sua primeira existência, que foi assassinado. Por que isso aconteceu? Ele nunca tinha feito nada, não tinha “carma” (termo que teve o significado deturpado pelos neo-espiritualistas), então porque sofreu tal violência? Se alguém sofreu uma violência e não fez nada por merecer aquilo, cai por terra a doutrina da reencarnação e do carma dos neoespiritualistas. Pois se não havia porque ser morto (não havia ações passadas a serem “expiadas”), então por que haveria de ser diferente depois? Porque deveria ser lei?

Aliás a reencarnação, uma ideia moderna, é uma tremenda confusão, uma simplificação grosseira repleta de ideologia saída das cabeças dos socialistas franceses que queriam a qualquer custo tentar explicar o porquê das diferenças entre os homens. Confundiram as idéias de metempsicose, com metensomatose, transmigração e carma e pensaram assim dar uma explicação para a causa do sofrimento do ser humano. A reencarnação como é defendida por espíritas, neo-espiritualistas, new agers e falsos gurus das seitas hindus nunca foi ensinada pelos povos antigos! A tradição hindu não ensina que o ser humano venha a renascer em outro corpo após a morte!

Para que os neoespiritualistas possam sustentar esta falsa doutrina, a da reencarnação, terminam por distorcer as Escrituras Sagradas. E não só a Bíblia, como também os livros de outras civilizações, como o Gita, por exemplo.
  
A metensomatose é nada mais que aquilo que conhecemos hoje como herança genética. Ou seja, o renascimento do pai no filho, a descendência dos seres.

A transmigração se refere às mudanças que passamos na vida, mudanças tão profundas que são como a morte e o renascimento.

A metempsicose é a herança psíquica.

Carma é ação. E não a tal de “ação e reação” defendida pelos espíritas e teosofistas.


Carteira de identidade católica



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quarta-feira, julho 12, 2017

O Caderno de Chico Xavier

chicocaderno
Neste artigo de Vítor Moura Visoni, comentamos um caderno de recortes recentemente descoberto de Chico Xavier com diversas colagens que o suposto médium, em sua juventude, fez reunindo textos de centenas de poetas, nacionais e internacionais. Essa é uma descoberta de grande importância, demonstrando de maneira definitiva que o médium possuía um conhecimento muito superior à sua formação escolar. Conhecimento este que teria possibilitado que escrevesse anos depois sua primeira obra “psicografada”, o livro de poemas Parnaso de Além Túmulo.
– – –
A primeira obra psicografada de Chico Xavier (1910-2002), Parnaso de Além Túmulo, cuja 1ª edição data de 1932, continha então 60 poemas atribuídos a 14 autores brasileiros e portugueses. Com as edições seguintes esses números foram consideravelmente aumentados, alcançando a cifra de 259 poemas de 56 autores brasileiros e portugueses na 6ª edição (1955) e se estabilizando aí. Nesta obra, um marco no meio espírita por ter gerado à sua época de lançamento uma enorme polêmica relacionada à autoria e à qualidade dos textos, nos deparamos logo no prefácio com uma pequena biografia do médium:
"O médium polígrafo Xavier é um rapaz de 21 anos, um quase adolescente, nascido ali assim em Pedro Leopoldo, pequeno rincão do Estado de Minas. Filho de pais pobres, não pôde ir além do curso primário dessa pedagogia incipiente e rotineira, que faz do mestre-escola, em tese, um galopim eleitoral e não vai, também em tese, muito além das quatro operações e da leitura corrida, com borrifos de catecismo católico, de contrapeso.
Órfão de mãe aos 5 anos, o pai infenso a literatices e, ao demais, pramido pelo ganha-pão, é bem de ver-se que não teve, que não podia ter o estímulo ambiente, nem uma problemática hereditariedade, nem um, nem dez cireneus que o conduzissem por tortuosos e torturantes labirintos de acesso aos altanados paços do Olimpo para o idílico convívio de Caliope e Polímnia."
Foi aí que nasceu o mito que o Chico era apenas semi-alfabetizado, quase um ignorante. Ele mesmo informa:
"Começarei por dizer-lhe que sempre tive o mais pronunciado pendor para a literatura; constantemente, a melhor boa vontade animou-me para o estudo. Mas, estudar como?
Matriculando-me, quando contava oito anos, num grupo escolar, pude chegar até ao fim do curso primário, estudando apenas uma pequena parte do dia e trabalhando numa fábrica de tecidos, das quinze horas às duas da manhã; cheguei quase a adoecer com um regime tão rigoroso; porém, essa situação modificou-se em 1923, quando então consegui um emprego no comércio, com um salário diminuto, onde o serviço dura das sete às vinte horas, mas onde o trabalho é menos rude, prolongando-se esta minha situação até os dias da atualidade.
Nunca pude aprender senão alguns rudimentos de aritmética, história e vernáculo, como o são as lições das escolas primárias. É verdade que, em casa, sempre estudei o que pude, mas meu pai era completamente avesso à minha vocação para as letras e muitas vezes tive o desprazer de ver os meus livros e revistas queimados.
Jamais tive autores prediletos; aprazem-me todas as leituras e mesmo nunca pude estudar estilos dos outros, por diferençar muito pouco essas questões. Também o meio em que tenho vivido foi sempre árido, para mim, neste ponto. Os meus familiares não estimulavam, como verdadeiramente não podem, os meus desejos de estudar, sempre a braços, como eu. com uma vida de múltiplos trabalhos e obrigações e nunca se me ofereceu ocasião de conviver com os intelectuais da minha terra.
O meu ambiente, pois, foi sempre alheio à literatura; ambiente de pobreza, de desconforto, de penosos deveres, sobrecarregado de trabalhos para angariar o pão cotidiano, onde se não pode pensar em letras."
Assim, Chico em seu texto ajuda a perpetuar o mito que ele seria semi-alfabetizado, com pouco estudo. No entanto, uma leitura atenta de suas palavras revela o contrário, no momento em que o próprio informa que sempre teve o maior pendor para literatura e que em casa estudava o quanto podia, tendo várias vezes o desprazer de ver seus livros e cadernos queimados. Isso mostra que, apesar de nascido em uma família pobre, ele tinha acesso a algum material literário, o que é confirmado por ele mesmo em outra fonte, no livro O Evangelho de Chico Xavier, de Carlos A. Baccelli:
"Eu sempre quis ter livros… Quando menino, colecionava revistas, gravuras, histórias dos santos da Igreja… Sempre gostei muito de ler, mas nunca pude comprar um livro…"
O pendor para a literatura de Chico também é confirmado pelo fato de Chico ter ganhado, ainda no primário, em 1922 (centenário da Independência), um prêmio de menção honrosa no concurso de literatura promovido pela Secretaria de Educação de Minas Gerais. Ele disputou contra milhares de estudantes. Chico concluiria o primário no ano seguinte, após ter repetido a quarta série por problemas de saúde. (Vide As Vidas de Chico Xavier por Marcel Souto Maior).
A autora Magali Oliveira Fernandes conseguiu recuperar, em 1997, um dos cadernos que felizmente não teve o mesmo destino dos demais: as chamas. Esse caderno foi reproduzido tanto quanto possível no livro Chico Xavier: um herói brasileiro no universo da edição popular. Nesse caderno Chico acoplou poemas, aforismos, reportagens, artigos e muitas imagens curiosas, extraídos de impressos originários tanto de periódicos literários requintados como de muitos jornais e folhetos bem mais simples, sem tantos recursos gráficos e editoriais.
Magali informa na página 151 que entre jornalistas, poetas e escritores (nacionais e estrangeiros), Chico reuniu nesse caderno cerca de 200 nomes! Entre as mulheres, podemos citar – dentre muitas outras – a romancista francesa Madame de Staël; a poetisa portuguesa Virgínia Victorino; as brasileiras Cecília Meireles, Gilka Machado, Auta de Souza, Rosalina Coelho Lisboa, Anna Amélia Carneiro de Mendonça, Carmen Cinira e Maria Eugênia Celso. Entre os homens, sobressaíam Olavo Bilac e Raul de Leoni, mas encontrava-se também Shakespeare, Jung, páginas textos de um poeta persa do século XII chamado Mioutchehz, Edgar Allan Poe, trechos de Cervantes, Balzac, versos de Victor Hugo, Catullo Cearense, João de Deus, Álvares de Azevedo, Eça de Queirós, Afonso de Carvalho, Paulo Gama, Vasmir Filho, Gastão Ribas, Higyno Braga, Luiz Delfino, Menotti Del Picchia e vários outros.
Duas das páginas do caderno de Chico Xavier, em uma delas vê-se um poema de Edgar Allan Poe
Duas das páginas do caderno de Chico Xavier, em uma delas vê-se um poema de Edgar Allan Poe
Mais que isso, o caderno revela um profundo interesse de Chico pela vida dos autores, chegando ao ponto de encontramos a reprodução das assinaturas de Camillo Castello Branco e Olavo Bilac!Esse interesse em conhecer as assinaturas, em se tratando de alguém que seria mais tarde considerado “o maior médium do Brasil”, é no mínimo suspeito.
Chico Xavier nasceu em 1910, mas neste caderno – datado de 1924, e usado inicialmente para fazer contas e anotar as vendas do bar em que trabalhava à época – encontram-se matérias de 1904, 1909, 1912, 1914, 1920, 1925… isso comprova que Chico tinha acesso a fontes tanto antigas quanto novas, e também que ele sabia muito mais do que aparentava. A forma como ele adquiria tais publicações é desconhecida, mas Magali faz uma sugestão:
"Talvez, além de presentear amigos, Chico mostrasse sua coleção de recortes aos colegas, a clientes e visitantes do bar. De vez em quando, até podia ganhar alguma publicação de alguém que se sentisse tocado com aquele interesse do rapaz por literatura e arte, mas o fundamental disso tudo, mesmo sem saber realmente como ocorriam suas aquisições, era pensar a sua atitude de insistir em se manter familiarizado com todas aquelas referências."
Sabe-se, como já dito, que Chico tinha outros cadernos. Em nenhum momento, no caderno recuperado, foram encontradas quaisquer referências às histórias dos santos da Igreja, e essa parte de sua coleção pode ter estado num dos cadernos queimados.
Podemos concluir que Chico Xavier tinha um repertório poético e literário bem superior à sua formação escolar, e que ele tinha todas as condições de reproduzir por meios naturais os estilos dos autores mortos retratados em Parnaso.

terça-feira, julho 11, 2017

Dogmas e erros espíritas



[Debatendo com espíritas]

A comunicação com os espíritos é algo que pode ser discutido e que o espírita pode deixar de acreditar e continuar sendo espírita. Pode? Porque se isso acontece então a pessoa não é mais espírita, já que a base do espiritismo é a dita comunicação com os mortos. Isso é dogma. Não sei qual o problema em reconhecer isso.

E sobre a pergunta relativa ao desenvolvimento das capacidades: quem não desenvolve tudo aqui na Terra terá tudo no Céu. O corpo glorioso é realização dos salvos. Nele toda a beleza que Deus pensou para cada ser resplandece em Glória para Ele. Não é preciso reencarnar para nada. A misericórdia do Pai é imensa!

No fundo, toda esta dificuldade dos espíritas, teosofistas, new agers, materialistas e neoespiritualistas em reconhecer as leis divinas, em aceitar a autoridade da Igreja, das Escrituras trata-se da revolta contra o Espírito. Esta revolta (que é característica dos gnosticistas) faz com que eles criem “deuses” no lugar de Deus. Faz com que criem um deus que é distante, “energia”, que “evolui”, entre outras coisas anticristãs. Faz com que queiram transformar o homem em Deus. O espiritismo, por exemplo, é deísta. O materialismo toma a matéria como deus. As semelhanças entre tais grupos não é por acaso.

Vejam um trecho de um livro que eu traduzi rapidamente:

Contudo, possivelmente o mais importante do trabalho é não somente a maneira em que expressa a cosmovisão maçônica, mas também isso em que nos mostra como um paralelo claro dos ensinamentos do ocultismo contemporâneo e do movimento da Nova Era.

O sincretismo religioso; a redução de Jesus a um mero mestre de moral ou um simples conhecedor de mistérios; a apelação clara à gnose; a crença na reencarnação ou a insistência na qual o ser humano é em um deus com possibilidades praticamente infinitas são as marcas características desse ocultismo e, (...) as similitudes não obedecem à casualidade”.

(Trecho de C. Vidal sobre um livro do maçom A. Pike)



Para tais seitas e pseudo-doutrinas Jesus não é Deus, o homem reencarna e tem possibilidades quase infinitas. O detalhe é que ainda negam que Deus dê tais possibilidades, mas não conseguem explicar de onde vêm os talentos de cada um. Falta conhecimento filosófico básico.