sábado, novembro 03, 2012

Comentários Eleison: E Agora?



“Comentários Eleison” por Mons. Williamson – 
Número CCLXXVII (277) - 3 de novembro de 2012



E AGORA?

As notícias da semana passada sobre a expulsão de um dos quatro bispos da Fraternidade Sacerdotal São Pio X proporcionaram um grande número de e-mails de apoio e incentivo. A cada um de vocês, muito obrigado. Tal divisão grave entre os bispos da Fraternidade é uma grande vergonha, mas Deus tem seus motivos para permitir que isso aconteça. E é óbvio que muitos de vocês entendem que a Fé vem antes da unidade. Não a divisão, mas a perda da Fé é o mal supremo (I Cor., XI, 19; I Jo., II, 19). Quanto à forma como irá desdobrar-se a guerra titânica entre os amigos e inimigos da Fé, eu mesmo posso ver, nesse momento, apenas as linhas gerais. Deixem-me recorrer às três citações favoritas do Arcebispo Lefebvre, que acho que se aplicam ainda hoje.
Em primeiro lugar: “Devemos seguir a Providência, e não tentar guiá-la”. Se é verdade que “a caridade tudo espera” (I Cor., XIII, 7), então ainda pode dar-se algum tempo à Fraternidade para acertar-se antes que seja reduzida a mais um grupo tradicional que passou para o lado inimigo. É por isso que eu disse na semana passada que os padres da FSSPX podem recolher-se temporariamente e observar o modo como as coisas irão desenrolar-se, enquanto os leigos podem continuar a frequentar as Missas da Fraternidade; mas ambos devem tomar cuidado (Mt., XXVI, 41) com contradições na doutrina, com o afrouxamento da moral. A tentação será a preferência pelo conforto e pela rotina em lugar das dificuldades e da insurreição, como fizeram milhares de sacerdotes e milhões de leigos após o Vaticano II, de modo que acabaram por perder a Fé. Temos o direito de esperar que a Providência nos mostre qual é o caminho a seguir. Não temos o direito de perder a Fé.
Em segundo lugar, “O tempo não respeita nada feito sem ele”. Em outras palavras, é preciso tempo para construir algo sólido. Podemos estar com pressa, mas Deus não. O Arcebispo levou seu tempo para construir a Fraternidade. O Vaticano II concluiu sua diabrura em 1965. Somente 11 anos depois é que o primeiro grupo de sacerdotes saiu do primeiro seminário do Arcebispo. Paciência. Ele não tinha pressa.
Em terceiro lugar, “Bom não é barulhento, e barulho não é bom”. A opinião pública hoje está completamente envenenada. Tentar atingir uma ampla audiência de homens modernos é abrir-se bastante ao risco de o rabo abanar o cachorro, de a plateia distorcer a mensagem e o mensageiro deixar-se corromper. O Arcebispo raramente ia atrás da mídia, mas ela estava sempre atrás dele, porque sua mensagem era inflexível, e era a prova de que “A nossa Fé é a nossa vitória sobre o mundo” (I Jo.,V, 4), e não o nosso fazer barulho na cena pública.
 Em resumo, eu acho que a situação da Resistência Católica atual não exige nenhuma ação precipitada, mas uma avaliação cuidadosa dos homens e eventos, até a vontade de Deus tornar-se mais clara. Eu acho – posso estar enganado – que Ele quer uma rede solta de focos independentes de Resistência, reunidos em torno da Missa, entrando em contato livremente uns com os outros, mas sem uma estrutura de falsa obediência, como a que serviu para afundar o mainstream da Igreja na década de 60 e agora está afundando a Fraternidade São Pio X. Se você concordar, contribua por qualquer dos meios com a St. Marcel Iniciative porque isto certamente virá a ser útil, talvez mais cedo do que penso. Quanto a mim, assim que a minha situação se estabilizar na Inglaterra, estarei pronto para colocar os poderes do bispo à disposição de quem puder fazer sábio uso deles.
Nos EUA, cheques podem ser passados a St Marcel Initiative, enviados para St Marcel Initiative, POBox 764, Carrollton, VA 23314, EUA. Contribuições com cartão de crédito ou cartão de débito ou débito direto por transferência podem ser feitas em www.stmarcelinitiative.com. Para contribuições em cheques do Reino Unido e da Zona do Euro, os detalhes a respeito de para onde eles podem ser enviados serão fornecidos o mais breve possível.

Kyrie eleison.

sábado, outubro 27, 2012

Comentários Eleison: Grave Decisão


"Comentários Eleison" por Mons. Williamson 
Número CCLXXVI (276) - 27 de outubro de 2012


GRAVE DECISÃO



Então, a exclusão da Fraternidade Sacerdotal São Pio X de um dos quatro bispos consagrados ao seu serviço pelo Arcebispo Lefebvre em 1988 é agora oficial. É uma decisão importante por parte dos chefes da FSSPX, não por quaisquer razões pessoais, mas por causa da remoção do que muitas pessoas tomaram como sendo o maior obstáculo dentro da FSSPX a qualquer falsa reconciliação entre a Tradição Católica e a Roma Conciliar. Agora que ele se foi, a Fraternidade pode mais facilmente continuar seu deslizamento para dentro do confortável liberalismo.

Se o problema fosse apenas a sua pessoa, poderia não haver sérias consequências. Ele tem 72 anos (e está “mais ou menos gagá”), com não muitos anos ativos à sua frente. Ele poderia ser seguramente ignorado, ou ainda desacreditado, se necessário, e deixado a vociferar e delirar em seu retiro isolado. Mas, se de fato a sua exclusão significa o repúdio àquela oposição a Roma que ele representava, então a FSSPX está em apuros, e, longe de resolver suas tensões internas por ter feito dele um exemplo, é responsável agora por ser atormentada com a dissensão silenciosa ou a contradição aberta.

Isso porque o Arcebispo Lefebvre fundou a FSSPX para resistir à destruição da Fé Católica pelo Concílio pelos seus 16 documentos, e à prática da Fé pela Missa Nova acima de tudo. Resistir ao Concílio está embutido na própria natureza da Fraternidade. Agora, desfazer a natureza de uma coisa é desfazer a coisa. Segue-se que com esta exclusão a FSSPX de Dom Lefebvre está bem no caminho de ser desfeita, e será substituída por algo bem diferente. Na verdade, essa transformação tem sido observável há muitos anos. A exclusão é apenas um golpe final.

Não que o arcebispo fosse fundamentalmente, ou apenas, contra o Concílio. Primeiramente ele era católico, um bispo católico, um verdadeiro pastor de almas, como fica claro em seus escritos de antes do Concílio. Mas, uma vez que o indescritível desastre para a Igreja ocorrera, ele logo viu que a tarefa mais urgente em defesa da Fé seria resistir à Revolução do Vaticano II, que foi tomando milhões e milhões de corações e mentes católicas. Por isso ele fundou, em 1970, a Fraternidade São Pio X, que iria usar exclusivamente o rito Tridentino da Missa. Por isso sua famosa Declaração de novembro de 1974, que foi como uma carta dos princípios católicos que inspiram a resistência da FSSPX. Apenas a conversão e reversão das autoridades da Igreja para a verdadeira Fé pode justificar o abandono desses princípios. E ocorreu essa conversão ou reversão? De maneira nenhuma. Muito pelo contrário.

E o futuro? Para preencher o vácuo deixado pelo abandono dos propósitos do Arcebispo, provavelmente o mainstream da FSSPX agora se apressará para os braços de Roma, especialmente se a consciência de Bento XVI o leva a terminar o “cisma” antes de morrer. A exclusão do bispo pode ou não pode ter sido uma condição pré-definida por Roma para um acordo Roma-FSSPX, mas, em qualquer caso, certamente favorece um acordo. Os padres da FSSPX que veem claramente podem recolher-se temporariamente e esperar pelas graves consequências daquilo que vem sendo plantado. Os leigos da FSSPX podem assistir a Missas da FSSPX por enquanto, mas devem estar atentos ao momento em que a transformação mencionada acima comece a ameaçar a sua fé. Quanto ao bispo excluído, qualquer doação a ele ou à sua causa deve esperar um pouco até que os arranjos necessários sejam feitos. Mas fiquem certos de uma coisa: ele não está pensando em se aposentar. 

Fiquem todos firmes. Estamos aqui num passeio “infernal”. Vamos apenas fazer com que seja um passeio para o Céu!


Kyrie eleison. 

sábado, outubro 13, 2012

Comentários Eleison: Elmer Gantry


“Comentários Eleison” por Mons. Williamson –

Número CCLXXIV (274) - 13 de outubro de 2012





Elmer Gantry
No sistema de entretenimento nos assentos de um voo de longa distância, eu encontrei recentemente, listado como um “clássico”, um filme do qual consegui lembrar de ter visto há 50 anos - a versão feita em 1960 do romance de Sinclair Lewis, Elmer Gantry. Lembrei-me do filme porque duas observações do diálogo ficaram comigo desde então. Uma delas é de um homem velho comparando conversão religiosa com ficar bêbado. A outra é de uma jovem mulher implorando para ser enganada. Eu assisti ao filme de novo...
Elmer Gantry é um trapaceiro americano dos anos 20 que se apaixona por uma pregadora revivalista, Irmã Falconer, enquanto ela está conduzindo uma cruzada pelo país para conversões, em uma grande tenda de viagem. Sem qualquer religião real, o filme é um pouco confuso, mas retrata tanto a necessidade genuína que as almas têm de alguma religião, quanto a falsidade da “religião” fundamentalista protestante. A necessidade real e a satisfação falsa são enfatizadas juntas quando Elmer faz perguntas para um velho que está limpando a tenda: “Senhor”, ele responde, inclinando-se em sua vassoura, “Eu fui convertido cinco vezes. Por Billy Sunday, pelo reverendo Biederwolf, por Gypsy Smith e duas vezes pela Irmã Falconer. Eu fico terrivelmente bêbado, e então fico bom e salvo. Ambos têm-me feito um bem enorme: embebedar-me e me salvar”.
É claro que a observação tem seu lado cômico, mas é trágico quando se pensa em todas as pessoas para quem se tornou uma espécie de senso comum colocar a conversão religiosa no mesmo nível que a bebida. Isso é sobrevivalismo substituindo o revivalismo, bem no caminho para a religião ser totalmente ridicularizada. Quantas almas devem existir para quem o Santo Nome de “Jesus” foi praticamente queimado por sua associação com o emocionalismo de pregadores fundamentalistas! Leiam “Wise Blood” e outras histórias de Flannery O'Connor (1925-1964), uma escritora católica que choca, mas sem ser confusa, e que retrata o quanto o instinto religioso do homem pode ser desfigurado pelo protestantismo do extremo Sul da América. Deus pode fazer rosas crescerem para fora de um esgoto, mas a heresia faz um dano terrível!
A segunda observação de que me lembrei do filme surge em um contexto particular, mas a sua aplicação potencial é muito maior. Ao perseguir a irmã Falconer, Elmer chega por acaso a uma mulher que ele maltratou e abandonou anos antes. Quando essa mulher descobre seu caso com a Irmã, ela quer vingança, mas mesmo enquanto monta uma armadilha sedutora para Elmer, a fim de desacreditá-lo totalmente na mídia, ela não pode deixar de querer que ele diga que a ama. Ela diz: “Conte-me uma boa e grande mentira em que eu possa acreditar, mas abrace-me forte". Amando-o ainda como ela ama, tudo o que ela quer é ser enganada. 
Esse é o mundo que nos rodeia. Tudo o que se pede é que se seja enganado. Eis por que vivemos em um mundo de mentiras de Satanás: não queremos Deus. Ora, a vida sem Ele não pode funcionar – ver Salmo 126, v.1, e somente olhe ao seu redor –, mas nós queremos desesperadamente acreditar que a vida funciona melhor que tudo sem Ele. Na verdade, dizemos aos nossos líderes: “Nós os elegemos para que nos digam boas e fortes mentiras e nos mantenham firmes em nossa impiedade. Por favor, façam um 11 de setembro, um 7 de julho (o 11 de setembro do Reino Unido), ou qualquer coisa que vocês quiserem, contanto que nós possamos continuar a acreditar em vocês como substitutos de Deus para cuidar de nós. Quanto maior a mentira, mais acreditaremos, mas vocês devem sujeitar-nos com força. Apertem os nossos estados policiais tanto quanto vocês quiserem, mas desde que mantenham Deus de fora.

 

É de se estranhar que tenhamos o mundo satânico que temos?


Kyrie eleison.

sábado, outubro 06, 2012

Comentários Eleison: Mais Munição

“Comentários Eleison” por Mons. Williamson –

Número CCLXXIII (273) - 6 de outubro de 2012


Tradução: Mosteiro da Santa Cruz



Mais Munição

Aproveitando o privilégio de ter uma variedade de amigos atirando em mim de todas as direções, eu não posso suportar a ideia deles ficarem sem munição, então aqui está uma coleção de balas e escudos recolhidos do campo de batalha. Os comentários foram feitos por sacerdotes, leigos e irmãs, principalmente chateados por certo episódio da história moderna sendo negado na TV sueca em novembro de 2008. (E novamente... e novamente...) Como os americanos dizem: “Aproveitem!”

Esse bispo tem um temperamento forte, com muito prestígio e autoridade, por isso ele não poderia suportar não ser o número um na Fraternidade São Pio X. Desejando então ter seu nome nos livros de história, mas percebendo que com 68 anos de idade não teria mais chance de ser eleito Superior Geral, ele detonou na TV sueca a “bomba revisionista” a fim de chamar a atenção e aparecer como superior. Para ganhar influência ele estava disposto a arriscar a divisão da FSSPX.”
Ele decidiu, por meio de uma total provocação através de uma transmissão televisiva, a fim de sabotar as negociações Roma-FSSPX, que ele desaprovava. Mas estando em uma posição de subordinação, apenas por meio de um escândalo é que ele teria condições de parar o diálogo e o acordo que poderiam ter vindo delas.”
Ele adora provocar porque ele é um infiltrado, um ex-anglicano que é ainda basicamente hostil à Igreja Católica. Qualquer acordo Roma-FSSPX ele iria querer bloquear, porque seria muito favorável à FSSPX, isto é, à Igreja Católica.”
Ele é um sobrenaturalista iluminado, um maníaco da conspiração, obcecado com o perigo judaico. Ele vê o Apocalipse vindo amanhã. Nem ele e nem o Revisionismo são sérios.”
Ele tem qualidades naturais que fazem dele mundano e ambicioso. Ele estava acostumado a ter todo mundo prestando-lhe homenagens. Ele costumava ter influência sobre muitas pessoas, e era tratado como um pequeno deus no tempo em que ainda viajava bastante. No entanto, por causa de suas qualidades pessoais, ele é orgulhoso, e tem ciúme de Dom Fellay, e então foi inveja e ressentimento o que ele soltou na TV sueca.”
Na verdade, muito antes do caso sueco ele já era bastante político e muito independente do resto da FSSPX, cujo espírito não compartilhava inteiramente. Em 2004 ele atacou publicamente a liderança da FSSPX por seu espírito jansenistizante e seu sobrenaturalismo. Na realidade, ele estava apenas acertando contas pessoais, como clérigos são susceptíveis de fazer.”
“Sua originalidade anda junto com uma completa falta de senso de responsabilidade, e é por isso que ele montou em seu cavalo de batalha antissemita em público sem pensar em nenhum momento sobre o mal que ele poderia fazer à Tradição. Na verdade, ele foi manipulado por fascistas e neopagãos, ou pelo menos ele foi explorado por eles. Ele não buscava poder pessoal naquela ocasião, mas ele é imprevisível, e ele não é de confiança.”

E todas essas coisas estão sendo ditas sobre mim! Eu simplesmente adoro a atenção!

Kyrie eleison.

segunda-feira, outubro 01, 2012

Comentários Eleison: Sarto, Siri?

“Comentários Eleison” por Mons. Williamson –
Número CCLXXII (272) - 29 de setembro de 2012


SARTO, SIRI?

Em um sermão para a Festa de São Pio XI eu me vi pronunciando «quase uma heresia»: me perguntava em voz alta se Giuseppe Sarto teria desobedecido a destruição da Igreja de Paulo VI se, ao invés de morrer como o Papa Pio X em 1914, ele tivesse morrido como um cardeal em, digamos, 1974. Dentro da Fraternidade São Pio X isso deve soar como uma heresia, porque como a sabedoria do patrono celeste da FSSPX pode ser de algum modo falha? No entanto, a questão não é supérflua.
Em 1970 o Arcebispo Lefebvre fez visitas pessoais a alguns dos melhores cardeais e bispos da Igreja, na esperança de persuadir um mero punhado deles a oferecer resistência pública à revolução do Vaticano II. Ele costumava dizer que apenas meia dúzia de bispos resistindo juntos poderia ter obstruído seriamente a devastação Conciliar da Igreja. Infelizmente, nem mesmo a preferência de Pio XII por seu sucessor, o Cardeal Siri de Gênova, viria a ter promovido uma ação pública contra o Establishment da Igreja. Finalmente, o Bispo de Castro Mayer deu um passo à frente, mas só na década de 1980, quando a Revolução Conciliar já estava bem instalada no topo da Igreja.
Então, como as melhores mentes dentre aquelas com boa formação ficaram tão obscurecidas? Como então alguns dos melhores homens da Igreja naquela época não viram o que o Arcebispo estava vendo, por exemplo: que a "lei" que estabelece a Missa Novus Ordo não era lei de forma alguma, já que pertence à própria natureza da lei ser uma ordenação da razão ao bem comum? Como pôde ele ter ficado relativamente tão sozinho, não deixando que o princípio tão básico do bom senso fosse sufocado pelo respeito à autoridade, quando a própria sobrevivência da Igreja estava sendo colocada em perigo pelo Concílio Vaticano II e a Missa Nova? Como pôde a autoridade ter então assumido o controle sobre a realidade e a verdade?
Minha própria resposta é que há sete séculos a Cristandade vem deslizando em direção à apostasia. Por 700 anos, com nobres interrupções como a Contra-Reforma, a realidade do Catolicismo veio sendo lentamente corroída pela fantasia cancerosa do liberalismo, que é o homem se livrando de Deus através da natureza que se livra da graça, da mente que se livra da verdade objetiva, e da vontade que se livra do certo e errado objetivos. Por um longo tempo, 650 anos, os clérigos católicos se agarraram à realidade e a defenderam. Mas finalmente, bastante da fantasia envolvente da modernidade glamorosa penetrou até os seus ossos, fazendo a realidade perder o controle sobre suas mentes e vontades. Carentes de graça, como São Thomas More disse em sua época sobre os bispos ingleses traindo a Igreja Católica, os bispos conciliares deixaram a fantasia dos homens sobrepujar a realidade de Deus, e a autoridade tomar o lugar da verdade. Há lições práticas para o clero e os leigos.
Colegas dentro e fora da FSSPX, para servir a Deus, vamos tomar cuidado para não reagirmos como Giuseppe Siri quando precisamos reagir como Giuseppe Sarto, com suas magníficas denúncias dos erros modernos na Pascendi, na Lamentabili e na Carta sobre o Sillon. E para obtermos a graça necessária nesta que é a crise mais tremenda de toda a história da Igreja, precisamos rezar tremendamente.
Leigos, se os horrores da vida moderna fazem com que vocês tenham "fome e sede de justiça", alegrem-se, se puderem, pois os horrores os estão mantendo na realidade. E não duvidem que, se perseverarem na sua fome, vocês "serão saciados" (Mt . V, 6). Bem-aventurados os pobres de espírito, os mansos e os que choram, diz Nosso Senhor na mesma ocasião. E para proteger seguramente suas mentes e corações de serem tomados pela fantasia, rezem cinco, ou melhor, quinze Mistérios do Santo Rosário de Nossa Senhora por dia.  

                                                                                                                                                                        Kyrie eleison.