segunda-feira, novembro 13, 2006

Se nós pudéssemos trocar de lugar





“Se eu pudesse fazer um acordo com Deus e nós pudéssemos trocar de lugar”

Este é um trecho de uma música de Kate Bush, “Running Up The Hill”, uma de minhas paixões. É sobre relacionamentos. Mágica, doce e apaixonada.

Seria interessante se isso pudesse acontecer. Já pensou em você trocando de lugar com outra pessoa com a qual convive ou com a qual está em conflito? Poder estar na pele dela, vivendo o seu mundo...talvez então conseguisse entender o que se passa dentro daquele ser que mexe tanto com você.

Há um ditado dos índios norte-americanos que fala algo sobre “andar nos mocassins do outro”, ou seja, se colocar no lugar do outro e buscar entender o que se passa com ele.

O cinema já explorou tais possibilidades em filmes como “Tal Pai, Tal Filho” e fez o público rir com as situações colocadas ali.

Imagine você na pele do seu parceiro. Por um momento. Sentindo o que ele sente. Vivendo situações difíceis no cotidiano. Rindo e chorando. Você conseguiria entender? Conseguiria perdoar? Conseguiria perceber as diferenças, as semelhanças? Poderia amá-lo ainda mais? Conseguiria entender se existe medida para o amor? Sentiria se existe a separação? Será que perceberia que está mais ligado a ele do que imaginava? Teria pena? Teria raiva? Gostaria mais dele? Se apaixonaria mais?

Será que as pessoas são tão diferentes mesmo? E será que são tão parecidas?

Se tal mágica pudesse se operar na vida real...você toparia?

sexta-feira, novembro 10, 2006

Se queres...




Um coração puro e uma mente livre! Que bonito isso! Lembro então das práticas espirituais para purificação da alma e da obediência aos Dez Mandamentos das sagradas escrituras.

Para possuir uma mente livre há que se buscar raciocinar, desenvolver a razão (favor não confundir com o tal racionalismo do mundo moderno).

Um coração puro e uma mente livre são terrenos propícios para que as sementes sejam bem acolhidas e que possam se desenvolver e gerar frutos mais tarde.

 “Se queres...”.

quinta-feira, novembro 09, 2006

De Novo



Fiquei emocionada ao ler este trecho de um belíssimo
artigo de Chesterton e tenho que repartir isso com vocês:


“Todo o altaneiro materialismo que domina o pensamento moderno se apóia em última análise numa suposição; numa falsa suposição. Supõe-se que se uma coisa se repete constantemente ela provavelmente está morta; é uma peça de relojoaria. As pessoas acham que se o Universo fosse pessoal ele deveria variar; que se o Sol fosse vivo ele deveria dançar. Isto é uma falácia até em relação a fatos conhecidos. A variação no mundo dos homens é geralmente produzida não pela vida, mas pela morte; pelo enfraquecimento ou pela interrupção da sua força ou do seu desejo.

Um homem varia os seus movimentos por causa de algum tênue princípio de deficiência ou de fadiga. Entra num ônibus porque está cansado de andar; ou passeia porque está cansado de ficar parado. Mas, se a sua vida e a sua alegria fossem tão imensas que ele nunca cansasse de ir até Islington, podia ir até Islington com a mesma regularidade com que o Tâmisa vai para o Sheerness. A própria velocidade e o êxtase de sua vida teriam a quietude da morte. O sol levanta-se todas as manhãs. Eu não me levanto todas as manhãs; a variação porém não se deve à minha atividade, mas à minha inação. Ora, para usar uma frase popular, pode ser que o Sol se levante regularmente porque nunca se cansa de levantar-se. A sua rotina pode provir não de uma falta de vitalidade, mas de uma torrente de vida.

O que eu quero dizer pode ser observado, por exemplo, nas crianças, quando descobrem algum jogo ou brincadeira de que gostam muito. Uma criança balança ritmicamente as pernas devido a um excesso, e não a uma ausência de vida. As crianças têm uma vitalidade abundante, são impetuosas e livres de espírito, e portanto querem as coisas repetidas e inalteradas. Elas sempre dizem “De novo”; e o adulto faz de novo até ficar quase morto. Os adultos não são suficientemente fortes para exultar na monotonia. Mas talvez Deus seja suficientemente forte para exultar na monotonia. É possível que Deus diga ao sol todas as manhãs: “De novo”, e diga à lua todas as noites: “De novo”. Pode ser que não seja uma necessidade automática que faz todas as margaridas iguais; pode ser que Deus faça cada margarida separadamente, e que nunca tenha cansado de fazê-las. Pode ser que Ele tenha um eterno apetite de infância; pois nós pecamos e envelhecemos, e nosso Pai é mais jovem do que nós.

A repetição na Natureza pode não ser uma simples recorrência; ela pode ser um BIS de teatro. O céu pode ter pedido BIS ao pássaro que botou um ovo. Se o ser humano concebe e dá à luz um bebê humano em vez de dar à luz um peixe, ou um morcego, ou um grifo, pode ser que não seja pelo fato de estarmos fixados num destino animal sem vida ou finalidade. Pode ser que a nossa pequena tragédia tenha impressionado os deuses, que eles a admirem lá do alto das suas cintilantes galerias, e que ao final de cada drama humano o homem seja chamado uma e outra vez à boca de cena. E a repetição poderá continuar por milhares de anos, por pura escolha, e em qualquer instante poderá acabar. Os homens podem permanecer na terra por gerações e gerações, e entretanto cada nascimento poderá muito bem ser a sua última apresentação.


Esta foi minha primeira convicção, gerada pelo encontro entre minhas impressões infantis e o credo moderno. Tive sempre o vago sentimento de que os fatos são milagres no sentido de que são maravilhosos; agora comecei a considerá-los milagres no estrito sentido de que eram INTENCIONAIS. Isto quer dizer que eles eram, ou poderiam ser, repetidos atos de alguma vontade. Em suma, sempre acreditei que o mundo tinha algo de mágico; e agora penso que ele talvez tenha alguma coisa que ver com um mágico. E isto originou uma profunda impressão sempre presente e subconsciente: a de que este nosso mundo tem alguma finalidade; e, se há uma finalidade, há alguém. Sempre considerei a vida antes de tudo como uma história; e se há uma história há um contador de histórias. ”

sexta-feira, novembro 03, 2006

Lizzy e a essência do amor




“Não é a distração daquilo que nos rodeia a própria essência do amor?”

Lizzy, em Orgulho e Preconceito, de Jane Austen.



Esta frase é tão bela que me deixou a pensar nela por um bom tempo. Quando o amor existe na vida de alguém, o que mais importa? Claro que não vamos esquecer de escovar os dentes e pagar as contas, não é disso que estou falando, mas sim da verdade que existe no amor, do quanto o mundo torna-se adereço simplesmente.

É aí então que se vê a força do ensinamento cristão: “ama ao próximo como a ti mesmo”. Quando se ama, o objeto amado é digno de atenção, de carinho, apreço e respeito. E cada vez que eu magôo quem amo eu sofro. Dói mesmo.

Já pensou em cada um buscando amar o próximo? Nem que seja só um pouquinho: respeitando o outro, fazendo um cafuné, oferecendo um copo d’água, dando um presente de aniversário, alertando sobre mentiras, dedicando um poema ao amado ou aos amigos e a família...enfim, são muitas as maneiras de demonstrar amor.

Creio que amar ao próximo é também não fazer a ele aquilo que não gostaria que fosse feito a mim. Isso passa desapercebido muitas vezes quando se fala nesse ensinamento. Amar ao próximo não é sair por aí distribuindo beijos e abraços em estranhos ou encobrir erros alheios simplesmente para posar de bom moço. É saber que cada um tem seu espaço e buscar respeitar a individualidade e a essência de cada um. Não dá para amar a humanidade, pelo menos não se não souber amar o próximo mais próximo. Dizer que ama o planeta, a humanidade, e não ter o mínimo respeito a vontade e ao espaço do outro, é hipocrisia, não confio em quem age assim. Gente que atua desta maneira faz o que ela acha melhor para o outro sem perguntar se ele quer que isso seja feito ou não. Isso é egoísmo, transforma-se em megalomania até: só o que ele pensa e propõe é o melhor e todos os outros devem se curvar a sua “imensa sabedoria e boa vontade”...é assim que se instalam os tiranos no poder.

Ame e jogue fora a burrice, o entorpecimento das coisas do mundo. Ame e perceba a força desse sentimento e o poder do Ser de se manifestar com beleza e sabedoria.

Na frase de Lizzy percebo que quando se ama tudo o mais é efêmero. O que vale mesmo é o sentimento puro, belo e rico que invade ou que vai se construindo na alma, no coração do ser.

Aqueles que amam sabem do que estou falando.


quarta-feira, novembro 01, 2006

E...começou!



As borboletas estão sob o luar.
Passam por transformações, espalham beleza, inspiram poetas, banham-se na luz.

A luz simboliza a Verdade.
E as borboletas?



Sejam bem-vindos!