quinta-feira, fevereiro 28, 2013

A Publicidade e o deus Matéria

Por Ed Willock
Traduzido por Andrea Patrícia

O quadrinho[1] simboliza a instituição moderna da publicidade. Um manequim é a medida comercial de um homem ou mulher. Não é a medida estética encontrada nas artes plásticas, nem a medida moral ou virtuosa encontrada nos santos. O manequim é o que uma loja de roupas comerciais pensa sobre um potencial cliente. O manequim é aquilo com que o vendedor quer que sua cliente se pareça (ou imagina que ela se parece), de modo que ele vai caber (ou acha que ela vai caber) nas roupas que ele tem em estoque. Essa é a tarefa que a publicidade se propõe a realizar: fazer com que a pessoa se ajuste às mercadorias. Assim, no quadrinho o anunciante (simbolizado pelo artista) remodela a pessoa para se parecer com o manequim.
Em todas as épocas os artistas, poetas, dramaturgos e atores foram chamados pelos líderes de sua sociedade para popularizar ou transmitir de forma inteligível e compreensível os ideais sobre os quais a sociedade opera. O ideal ativo da nossa sociedade tem sido já há algum tempo o auto-engrandecimento do indivíduo, comumente chamado de ‘melhorar a si mesmo’, e tecnicamente chamado de livre empresa. Os líderes de nossa sociedade, os homens que compram e vendem coisas, naturalmente encontram este ideal de sua preferência e empregam o gênio de nossos artistas, poetas e dramaturgos para que o ideal não tenha permissão de morrer. O meio que eles usam é chamado de publicidade.
Qualquer instituição destinada a formar hábitos e gostos populares é ou o expoente de uma religião ou de uma filosofia. Se o recurso for a razão, então é um movimento filosófico, se o recurso é a fé, então, é um movimento religioso. A publicidade, obviamente, não apela para a razão. Não existem argumentos sobre a validade filosófica de um anúncio. Você acredita nos anúncios ou não. A publicidade tem um apelo místico - canta os louvores do novo deus Matéria.
Os apóstolos dessa nova religião são de longe os mais vigorosos e os que têm mais fome de convertidos do que qualquer um em nossa época. Se um cidadão sofresse o mesmo tratamento físico nas mãos de outro cidadão como todos nós sofremos psicologicamente nas mãos dos anunciantes, o ato seria punido como crime. Ao entrar em um bonde ou ônibus, ou, se somos tão imprudentes a ponto de ligar o nosso rádio ou abrir um jornal ou revista, de repente somos derrubados no chão, uma menina bonita bagunça nosso cabelo e canta em nossos ouvidos enquanto um comediante agarra nossos pés e faz cócegas neles; então um astuto batedor de carteiras alcança nosso bolso e extrai a quantidade de dinheiro prescrita pela quadrilha nefasta que o contrata. Devemos desenvolver uma defesa para este tipo de ataque, o inimigo tenta um movimento de flanco. O pequeno Júnior diz no café da manhã que ele não vai comer nenhum outro cereal a não ser uma certa criação anêmica feita de serragem com um nome viril. O método utilizado neste caso é o de suborno e chantagem. Depois de conseguir que Júnior se aquiete (nos lugares certos), você descobre para seu horror que o vizinho também é um convertido ao novo misticismo. Sua esposa menciona que lavar pratos tornou-se algo como uma provação, o espião da porta ao lado (não necessariamente um membro do partido, mas um seguidor da linha do partido) começa a expor sobre uma nova combinação maravilhosa de máquina de ferro de passar roupa com lavadora de louça, agora disponível no canto dos vigaristas por apenas mil dólares e noventa e oito centavos.
Objetivamente isso é motivo de riso; na realidade, é de chorar. Não é motivo de riso ter o gênio artístico de toda uma nação exortando as pessoas a se tornarem aflitas sobre o que vestir e o que comer, quando se deveria estar dedicado a promover os ideais e os princípios de um Homem Que disse "Não se aflija” [2]. Usar sabão não é se afligir, mas usar Gleemo, que emprega mil pessoas para fazê-lo e duas mil pessoas para envolvê-lo em papel celofane, pintar figuras sobre ele, escrever esquetes dramáticos para ele, frases abstratas do Livro da Sabedoria para descrevê-lo, entregar de costa a costa, vendê-lo, revendê-lo, e re-re-vendê-lo... isso é se afligir. O mesmo vale para todas as coisas que usamos ou colocamos dentro de nós.
O que fazer sobre isso? Há mais do que uma dica nos ensinamentos dos Apóstolos de outra era. Um deles, Mateus, com cuidado de transcrever as palavras de seu mestre, escreveu: "Portanto, eu vos digo, não andeis ansiosos pela vossa vida, pelo que haveis de comer, nem, quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir". Na sentença anterior a esta se lê: "Você não pode servir a Deus e a Mamom". A grande preocupação da publicidade sobre o que comer e vestir é um efeito, não uma causa. A causa é um culto místico a Mamom.

Original aqui.
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Notas da tradutora:
[1] Pelo modo como o autor começa o texto, penso que haveria um quadrinho no qual ele se baseia para escrever o texto, mas não aparece nenhuma figura na edição da Angelus, de onde retirei este artigo.
[2] Mateus 6,31: “Não vos aflijais, pois, dizendo: que comeremos, ou que beberemos, ou com que nos vestiremos?”.


quarta-feira, fevereiro 27, 2013

Entre Papas e liberais- dois textos

Indico hoje dois textos para leitura:
SI VIS PACEM, PARA BELLUM de Wellington Costa

Trechinho:
O que dá para perceber logo de início nesta manifestação liberal dentro das famílias tradicionalistas, é a mesma sensação que temos com relação aos que se dizem cristão sem na verdade sê-lo: estes se escondem por detrás de um livro amputado, que dizem ser a bíblia, para dizerem-se cristãos. Aqueles, os liberais, esconder-se-ão por detrás da Santa Missa Tridentina para dizerem-se tradicionalistas, podendo assim induzir uma multidão ao erro. Porém, não é muito difícil de identificá-los em meio aos fiéis, basta-nos observarmos alguns pontos cruciais. Por exemplo: À Santa comunhão. Apesar de os padres honestos e zelosos insistirem no ponto moral da modéstia e alertar sobre o grande dano à alma a não observância deste ponto e ainda mais, implorar às jovens e senhoras para que não se aproximem de tão augusto sacramento indignamente vestidas para recebê-Lo, parece que são surdas aos apelos dos padres. É um verdadeiro show de blusas decotadas e saias tendo o comprimento sendo ajustado pela libertina na fila da comunhão para que chague à Sagrada Mesa pelo menos na altura dos joelhos. Sem contar que, além de “preferirem” não usar o véu durante a santa missa, momentos depois não será difícil encontrá-las sem o “uniforme da missa” e usando uma calça ou até mesmo um “shortinho”. Lembremo-nos: O liberal age soberanamente ante de Deus, “a liberdade liberal destrói-se fazendo-se Deus”.”

QUO VADIS, PETRE? - de Arnaldo Xavier da Silveira

Trechinho:
 “1] Em manifestações de católicos nos meios de comunicação após o anúncio da demissão de Bento XVI, vê-se com preocupação um erro grave e frequente: a noção de que, gozando o Conclave da assistência do Espírito Santo, podem todos estar tranquilos, porque será seguramente escolhido um Pontífice fiel, que bem conduzirá as almas à salvação eterna. Existe uma tendência a crer que o Espírito Santo comanda a assembleia a ponto de escolher diretamente o novo Papa. Mesmo Cardeais têm usado de expressões que dão essa ideia, como se a eleição fosse obra exclusiva, ou praticamente exclusiva, do Espírito Santo.  
Da assistência do Espírito Santo ao Conclave 
2] Tal concepção se opõe à reta doutrina, e deixa perplexo quem, com algum conhecimento das coisas católicas, sabe quão absurdo seria dizer que o Espírito Santo escolheu Rodrigo de Borja, cardeal escandaloso, com filhos bastardos, para dele fazer o Papa Alexandre VI. E esse não é o único caso do gênero na História da Igreja.”

Leia!

terça-feira, fevereiro 26, 2013

A Igreja faz isso e aquilo, e você, o que tem feito?



Sempre ouvimos por aí pessoas dizendo que a Igreja fez isso e aquilo contra “os direitos humanos”, que os padres isso ou aquilo, enfim, ouvimos falar mal, muito mal da Igreja, a maioria das vezes de forma totalmente injusta. Mas não ouvimos a maioria das pessoas comentar que:

"A Igreja Católica mantém na Ásia: 1.076 hospitais; 3.400 dispensários; 330 leprosários; 1.685 asilos; 3.900 orfanatos; 2.960 jardins de infância. Na África: 964 hospitais; 5.000 dispensários; 260 leprosários; 650 asilos; 800 orfanatos; 2.000 jardins de infância. Na América: 1.900 hospitais; 5.400 dispensários; 50 leprosários; 3.700 asilos; 2.500 orfanatos; 4.200 jardins de infância. Na Oceania: 170 hospitais; 180 dispensários; 1 leprosário; 360 asilos;60 orfanatos; 90 jardins de infância. Na Europa: 1.230 hospitais; 2.450 dispensários; 4 Leprosários; 7.970 asilos; 2.370 jardins de infância." (Fonte: A Ordem Natural)

E você, o que tem feito de bom?

segunda-feira, fevereiro 25, 2013

As mentiras sobre Louis XVI e Marie Antoinette



A autora de Trianon, Elena Maria Vidal, explica porque escreveu esse livro:



"As pessoas me perguntam freqüentemente por que eu escrevi Trianon. Uma das razões é que eu encontrava pessoas educadas que realmente pensavam que Marie Antoinette disse “Que eles comam brioches”. Eu continuei me direcionando aos católicos, inclusive padres e freiras, que pensavam que Louis e Marie Antoinette foram assassinados como punição por causa de algumas perversidades egrégias ou, no mínimo, por imperdoável estupidez. Tendo lido livros sobre Louis e Antoinette desde os meus nove anos de idade, eu sabia que aquilo não poderia ser verdade; foi somente após uma grande pesquisa que eu vim ver como é completamente falsa a crença comum sobre o rei e a rainha. Mas a demonização de Louis XVI e Marie Antoinette na mente popular é necessária para justificar os excessos da Revolução Francesa. Quando as pessoas têm uma visão falsa e distorcida da história, então é difícil para elas compreenderem o presente, e quase impossível encontrar o futuro com qualquer tipo de preparação."


sábado, fevereiro 23, 2013

Comentários Eleison: Liberais Inocentes?



“Comentários Eleison”, por Mons. Williamson –
Número CCXCII (293) - 23 de fevereiro de 2013



 LIBERAIS INOCENTES?

Há quatro semanas o “Comentários Eleison” respondeu à pergunta sobre se o liberalismo é tão horrível como se diz ser, com a afirmativa: implicitamente, o liberalismo é a guerra contra Deus. Restou aqui saber se os muitos liberais que negam que sejam liberais têm o direito de negar isso. A resposta certamente é que todos nós hoje estamos tão embebidos no liberalismo, que poucos de nós percebem quão liberal são. 
O liberalismo em seu sentido mais amplo é o homem que se liberta a si mesmo da lei de Deus, o que um homem faz a cada pecado que comete. Portanto, em um sentido mais amplo, todo pecador é um liberal, e assim quem admite que é um pecador deve admitir que é um liberal neste sentido amplo. No entanto, uma coisa é violar a lei de Deus enquanto ainda se admite que Deus é Deus e a Sua lei é a Sua lei. Tal pecador é apenas um liberal prático. Outra coisa é violar a lei de Deus ao negar que Deus é Deus, ou que a sua lei é a sua lei. Tal liberal em princípio representa o liberalismo dos tempos modernos. 
Ele eclodiu no cenário com a Revolução Francesa de 1789. A Carta dessa Revolução, a Declaração dos Direitos Humanos, era de fato uma declaração de independência do homem com respeito a Deus. A partir de agora, se algum homem obedecesse à lei de Deus, estaria fazendo isso puramente por sua própria escolha, e não como por qualquer comando ou mandamento de Deus. Nesta obediência aparente ele não estaria se comportando como um liberal na prática, mas por baixo, em tudo o que ele fizesse, seria um liberal em princípio. Esse é o liberalismo moderno do qual os católicos de hoje muitas vezes acusam seus adversários. Estão esses adversários estão certos quase sempre ao negar isso? Subjetivamente, sim. Objetivamente, não.
Subjetivamente, sim, porque desde 1789 os homens têm bebido mais e mais profundamente dos falsos princípios da Revolução, de modo que, se são acusados de libertar-se da lei de Deus, podem responder sinceramente: “Que lei? Que Deus? O que você está dizendo?” A ponto de que Deus e sua lei têm sido aparentemente exterminados. Mas objetivamente não, porque Deus e sua lei certamente não deixaram de existir, e no fundo dentro de si mesmos os homens modernos sabem disso. É “indesculpável” dizer que Ele não existe (Rm. I, 20), e Sua lei está inscrita no coração de todos os homens (Rm. II, 15), independentemente do que eles possam dizer com sua boca. O “sinceramente” que acabamos de mencionar precisa de aspas – vale apenas o que vale diante do tribunal de Deus. 
Podem então essas autoridades da Fraternidade São Pio X que atualmente procuram misturar a Fraternidade com a Igreja Conciliar negar que são liberais? Subjetivamente elas estão, sem dúvida, convencidas de que estão fazendo o seu melhor pela Igreja; mas objetivamente estão sem nenhum remorso buscando pôr o trabalho antirrevolucionário do arcebispo Lefebvre sob o controle dos funcionários da Igreja, fazendo triunfar a Revolução liberal de uma vez por todas. Eles dizem que nós devemos voltar à Igreja visível, pois que aquela é a Igreja Católica. Mas a “igreja” anglicana é ainda visível, por toda a Inglaterra. Isso garante que será Católica? E os atuais líderes da FSSPX não podem ignorar como eles distorcem e suprimem palavras do Arcebispo para fazê-lo caber na visão deles da Igreja.
A triste verdade é que nunca esses liberais realmente entenderam o que o Arcebispo foi. Enquanto ele estava vivo foram enfeitiçados – assim como muitos de nós – por seu carisma católico, mas nunca entenderam aquela fé, que foi para o seu carisma o que a raiz é para o fruto. Eles amavam o fruto – todo o crédito a eles por isso –, mas não muito tempo depois que ele se foi o fruto sem a raiz começou a murchar e morrer. Era inevitável que, a menos que entendessem a sua fé, eles viessem a mudar a sua Fraternidade do seu próprio jeito. Isso é o que temos visto e estamos vendo. Deus nos ajude!

Kyrie eleison.

quinta-feira, fevereiro 21, 2013

Entrevista com Alice von Hildebrand: Paulo VI canonizado?


Publico abaixo entrevista com a Dra. Alice von Hildebrand feita pela Latin Mass Magazine, reproduzida em partes pelo blog Les Femmes, The Truth, que eu traduzi. Nesta entrevista ela discorre sobre a crise na Igreja e sobre se o Papa Paulo VI deve ser canonizado.  Os grifos são do Les Femme, destacando os trechos onde ela trata sobre Paulo VI.  
[A entrevista, reproduzida em parte]

TLM: Em termos da crise atual, quando você começou a perceber que algo estava terrivelmente errado?

AVH: Foi em fevereiro de 1965. Eu estava tirando um ano sabático em Florença. Meu marido estava lendo um jornal teológico, e de repente eu o ouvi chorar. Corri até ele, temerosa de que sua condição cardíaca de repente tivesse lhe causado dor. Eu perguntei se ele estava bem. Ele me disse que o artigo que estava lendo deu-lhe a percepção de que o diabo tinha entrado na Igreja. Lembre-se, meu marido foi o primeiro alemão proeminente a falar publicamente contra Hitler e os nazistas. Seus insights eram sempre prescientes.

TLM: Seu marido acha que o declínio no sentido do sobrenatural começou naquela época [1920 - a partir de uma pergunta anterior], e se assim for, como ele explica isso?

AVH: Não, ele acreditava que após a condenação da heresia do Modernismo feita por Pio X [1907], seus proponentes simplesmente passaram à clandestinidade. Ele dizia que, então, eles passaram a fazer uma abordagem muito mais sutil e prática. Eles espalharam dúvidas simplesmente levantando questões sobre as grandes intervenções sobrenaturais através da história da salvação, como o nascimento virginal e a virgindade perpétua de Nossa Senhora, bem como a Ressurreição e a Sagrada Eucaristia. Eles sabiam que uma vez que a fé - o fundamento - cambaleia, a liturgia e os ensinamentos morais da Igreja iriam seguir o exemplo. Meu marido intitulou um dos seus livros: A Vinha Devastada. Depois do Vaticano II, um furacão parece ter atingido a Igreja...

Mesmo o pagão Platão estava aberto a um sentido do sobrenatural. Ele falou da fraqueza, fragilidade e covardia freqüentemente evidenciadas na natureza humana. Ele foi questionado por um crítico para explicar por que ele tinha uma opinião tão baixa da humanidade. Ele respondeu que não denegria o homem, apenas estava comparando-o a Deus.

Com a perda do sentido do sobrenatural, há uma perda do sentido da necessidade de sacrifício hoje. Quanto mais perto se aproxima de Deus, maior deve ser o senso de pecado. Quanto mais se afasta de Deus, como hoje, mais escutamos a filosofia da Nova Era: "Estou OK, você está OK". Essa perda da inclinação para o sacrifício levou ao obscurecimento da missão redentora da Igreja. Onde a Cruz é subestimada, dificilmente se pensa em nossa necessidade de redenção.

A aversão ao sacrifício e à redenção ajudou a secularizar a Igreja a partir de dentro. Durante muitos anos temos ouvido dos sacerdotes e bispos sobre a necessidade de a Igreja a adaptar-se ao mundo. Grande papas como São Pio X disseram exatamente o oposto: o mundo deve se adaptar à Igreja.

TLM: Da nossa conversa ao longo desta tarde, devo concluir que você não acredita que a perda acelerada do sentido do sobrenatural é um acidente da história.

AVH: Não, eu não. Houve dois livros publicados na Itália nos últimos anos que confirmam o que meu marido vinha suspeitando há algum tempo, ou seja, que tenha havido uma infiltração sistemática na Igreja pelos inimigos diabólicos por grande parte deste século. Meu marido era um homem muito sanguíneo e otimista por natureza. Durante os últimos dez anos de sua vida, porém, testemunhei-o muitas vezes em momentos de grande tristeza, e freqüentemente repetindo: "Eles têm profanado a santa Esposa de Cristo". Ele estava se referindo à "abominação da desolação" de que o profeta Daniel fala.

TLM: Esta é uma admissão crítica, Dra. von Hildebrand. Seu marido havia sido chamado um Doutor da Igreja do século XX pelo Papa Pio XII. Se ele sentiu isso tão fortemente, ele não teve acesso ao Vaticano para contar ao Papa Paulo VI seus medos?

AVH: Mas ele fez! Nunca esquecerei a audiência privada que tivemos com Paulo VI logo antes do final do [Concílio] Vaticano II. Foi em 21 de junho de 1965. Assim que meu marido começou a apelar com ele para condenar as heresias que estavam soltas, o Papa o interrompeu com as palavras: "Lo scriva, lo scriva" ("Escreva-o"). Alguns momentos depois, pela segunda vez , meu marido chamou a atenção do Papa para a gravidade da situação. A mesma resposta. Sua Santidade nos recebeu em pé. Estava claro que o Papa se sentia muito desconfortável. A audiência durou apenas alguns minutos. Paulo VI deu imediatamente um sinal ao seu secretário, Pe. Capovilla, para nos trazer rosários e medalhas. Nós, então, voltamos a Florença onde meu marido escreveu um longo documento (não publicado hoje) que foi entregue a Paulo VI na véspera da última sessão do Concílio. Era setembro de 1965. Após a leitura do documento do meu marido, ele disse ao sobrinho do meu marido, Dieter Sattler, que se tornou o embaixador alemão na Santa Sé, que havia lido o documento cuidadosamente, mas que ele era "um pouco duro". O motivo era óbvio: meu marido tinha humildemente solicitado uma clara condenação de afirmações heréticas.

TLM: Você percebe, claro, doutora, que, assim como você menciona essa idéia da infiltração, haverá aqueles que reviram os olhos em exasperação e dizem: "Não, mais uma teoria da conspiração!"

AVH: Eu só posso dizer o que eu sei. É uma questão de registro público, por exemplo, que Bella Dodd, a ex-comunista que se reconverteu à Igreja, falou abertamente da deliberada infiltração do Partido Comunista de agentes nos seminários. Ela disse ao meu marido e a mim que quando era membro ativo do partido, ela tinha lidado com nada menos que quatro cardeais dentro do Vaticano “que estavam trabalhando para nós".

Muitas vezes eu ouvi americanos dizerem que os europeus " cheiram conspiração onde quer que vão". Mas desde o início o Maligno tem "conspirado" contra a Igreja - e sempre procurou em particular destruir a Missa e minar a crença na Presença Real de Cristo na Eucaristia. Que algumas pessoas sejam tentadas a exagerar esse fato inegável não é razão para negar sua realidade. Por outro lado, eu, nascida européia, estou tentada a dizer que muitos americanos são ingênuos; vivendo em um país que tem sido abençoado pela paz, e conhecendo pouco sobre a história, eles são mais propensos do que os europeus (cuja história é tumultuada) a serem vítimas de ilusões... Judas tinha jogado tão habilmente que ninguém suspeitava dele, pois um conspirador astuto sabe como cobrir seus rastros com uma aparência de ortodoxia.

TLM: Será que os dois livros do padre italiano que você mencionou antes da entrevista contém documentação que fornece evidências dessa infiltração?

AVH: Os dois livros que eu mencionei foram publicados em 1998 e 2000 pelo sacerdote italiano, Don Luigi Villa da diocese de Brescia, que, a pedido do Padre Pio, dedicou muitos anos de sua vida à investigação da possível infiltração tanto de maçons quanto de comunistas na Igreja. Meu marido e eu nos encontramos com Don Villa nos anos sessenta. Ele afirma que não faz qualquer declaração que ele não possa comprovar. Quando ‘Paolo VI Beato?’ (1998) foi publicado, o livro foi enviado a cada um dos bispos italianos. Nenhum deles confirmou o recebimento, nenhum desafiou qualquer das reivindicações de Don Villa.

Neste livro, ele relata algo que nenhuma autoridade eclesiástica refutou ou pediu para ser retirado - mesmo que ele dê os nomes de personalidades particulares no que diz respeito ao incidente. Se refere à fratura entre o Papa Pio XII e o então Bispo Montini (futuro Papa Paulo VI) que foi seu subsecretário de Estado. Pio XII, ciente da ameaça do comunismo, que, no rescaldo da II Guerra Mundial dominava quase a metade da Europa, havia proibido os funcionários do Vaticano de lidar com Moscou. Para sua decepção, ele foi informado um dia através do Bispo de Up[p]sala (Suécia) de que sua ordem estrita havia sido violada. O Papa resistiu a dar credibilidade a este rumor, até que foram dadas a ele provas incontestáveis
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de que Montini vinha se correspondendo com várias agências Soviéticas. Enquanto isso, o Papa Pio XII (assim como Pio XI) havia enviado sacerdotes clandestinamente à Rússia para dar conforto aos católicos por trás da Cortina de Ferro. Cada um deles foi sistematicamente preso, torturado e executado ou enviado ao Gulag. Eventualmente um espião duplo do Vaticano foi descoberto: Alighiero Tondi, SJ, que era um conselheiro próximo de Montini. Tondi era um agente trabalhando para Stalin cuja missão era manter Moscou informado sobre iniciativas como o envio de sacerdotes para a União Soviética.

Acrescente a isso o tratamento deste Papa Paulo ao cardeal Mindszenty. Contra sua vontade, Mindszenty foi ordenado pelo Vaticano a deixar Budapeste. Como quase todos sabem, ele havia escapado dos Comunistas e buscado refúgio na embaixada americana. O Papa havia lhe dado sua promessa solene de que ele permaneceria primaz da Hungria enquanto vivesse. Quando o Cardeal (que foi torturado pelos comunistas) chegou em Roma, Paulo VI abraçou-o calorosamente, mas depois o enviou para o exílio em Viena. Pouco tempo depois, este santo prelado foi informado de que ele havia sido rebaixado e tinha sido substituído por alguém mais aceitável para o governo Comunista Húngaro. Mais intrigante e tragicamente triste é o fato de que quando morreu Mindszenty, nenhum representante da Igreja esteve presente no seu enterro.

Outro exemplo que Don Villa fornece de infiltração é uma relatada a ele pelo Cardeal Gagnon. Paulo VI pediu a Gagnon para encabeçar uma investigação acerca da infiltração da Igreja por inimigos poderosos. O Cardeal Gagnon (na época um Arcebispo) aceitou essa tarefa desagradável e compilou um dossiê longo, rico em fatos preocupantes. Quando o trabalho foi concluído, ele solicitou uma audiência com o Papa Paulo a fim de entregar pessoalmente o manuscrito para o Pontífice. O pedido de reunião foi negado. O Papa enviou uma mensagem dizendo que o documento devia ser colocado nos escritórios da Congregação para o Clero, especificamente em um cofre com fechadura dupla. Isso foi feito, mas no dia seguinte o cofre foi quebrado e o manuscrito desapareceu misteriosamente. A política usual do Vaticano é ter certeza de que notícias sobre tais incidentes nunca vejam a luz do dia. No entanto, este roubo foi reportado até mesmo no L'Osservatore Romano (talvez sob pressão porque tinha sido noticiado na imprensa secular). O Cardeal Gagnon, claro, tinha uma cópia, e mais uma vez pediu ao Papa para ter uma audiência privada. Mais uma vez seu pedido foi negado. Ele então decidiu deixar Roma e retornar à sua terra natal, no Canadá. Mais tarde, ele foi chamado de volta a Roma pelo Papa João Paulo II e feito Cardeal.

TLM: Por que Don Villa escreveu estas obras destacando as críticas a Paulo VI?
AVH: Don Villa relutantemente decidiu publicar os livros a que aludi. Mas quando vários bispos pressionaram para a beatificação de Paulo VI, esse sacerdote percebeu isso como um toque de clarim para publicar a informação que tinha recolhido através dos anos. Ao fazê-lo, ele estava seguindo as orientações da Congregação Romana, informando aos fiéis que era seu dever como membros da Igreja retransmitir à Congregação qualquer informação que possa militar contra as qualificações do candidato para a beatificação.

Considerando o tumultuado pontificado de Paulo VI e os sinais confusos que ele estava dando, por exemplo: falar sobre a "fumaça de Satanás que entrou na Igreja", mas recusar-se a condenar oficialmente as heresias; sua promulgação de Humanae Vitae (a glória de seu pontificado ), mas evitar cuidadosamente proclamá-la ex-cathedra [doutrina infalível]; entregar seu Credo do Povo de Deus na Piazza San Pietro em 1968, e mais uma vez não declará-lo obrigatório para todos os católicos; desobedecer as ordens estritas de Pio XII para não ter contato com Moscou, e apaziguar o governo Comunista Húngaro ao renegar a promessa solene que havia feito ao Cardeal Mindszenty; o tratamento dado ao santo Cardeal Slipyj, que passou 17 anos em um Gulag, só para ser feito prisioneiro virtual no Vaticano pelo Papa Paulo VI; e, finalmente, pedindo ao Arcebispo Gagnon para investigar uma possível infiltração no Vaticano, apenas para recusar recebe-lo em audiência quando o trabalho estava concluído - tudo isso fala fortemente contra a beatificação de Paulo VI, apelidado em Roma, "Paolo Sesto, Mesto" (Paul VI, o triste)...

Só Deus é o juiz de Paulo VI. Mas não se pode negar que seu pontificado foi muito complexo e trágico. Foi com ele que, no curso de 15 anos, mais mudanças foram introduzidas na Igreja do que em todos os séculos anteriores juntos. O que é preocupante é que quando lemos o testemunho de ex-comunistas como Bella Dodd e estudamos documentos maçônicos (que datam do século XIX, e, geralmente, escritos por sacerdotes afastados como Paul Roca), podemos ver que, em grande medida, sua agenda fora realizada: o êxodo de sacerdotes e freiras após o Vaticano II, teólogos dissidentes não censurados, o feminismo, a pressão sobre Roma para abolir o celibato sacerdotal, imoralidade entre os clérigos, liturgias blasfemas (ver o artigo de David Hart em First Things, Abril de 2001, "The Future of the Papacy"), as mudanças radicais que foram introduzidas na sagrada liturgia (vide livro “Milestones” do Cardeal Ratzinger, pg. 126 e 148, Ignatius Press) e um ecumenismo enganador. Apenas uma pessoa cega poderia negar que muitos dos planos do Inimigo têm sido perfeitamente realizados.

Não se deve esquecer que o mundo ficou chocado com o que Hitler fez. Pessoas como meu marido, porém, na verdade, leram o que ele havia dito em Mein Kampf. O plano estava lá. O mundo simplesmente optou por não acreditar.

Mas, grave como é a situação, nenhum Católico comprometido pode esquecer que Cristo prometeu que permanecerá com sua Igreja até o fim do mundo. Devemos meditar sobre a cena relatada no Evangelho quando o barco dos apóstolos foi atingido por uma forte tempestade. Cristo estava dormindo! Seus seguidores assustados O acordaram: Ele disse uma palavra, e houve uma grande calmaria. "Vós de pouca fé!"...

TLM: Então você vê que o único cenário para uma solução para a crise atual é a renovação de um esforço pela santidade?

AVH: Não devemos esquecer que estamos lutando não só contra a carne e o sangue, mas contra "principados e potestades". Isso deve provocar temor suficiente em nós para fazer-nos esforçar mais do que nunca pela santidade, e orar com fervor para que a Santa Noiva de Cristo, que está agora no Calvário, saia dessa terrível crise mais radiante do que nunca".



***

quarta-feira, fevereiro 20, 2013

Já pensou na morte?



Você já parou para pensar na morte? Já pensou que esse dia também irá chegar para você?

Então, o que você tem feito? Como tem vivido? O que tem buscado? Do quê tem fugido?

Hoje estamos aqui, amanhã não mais. Você já pensou nisso?

terça-feira, fevereiro 19, 2013

A cultura de morte cega as pessoas


Pobres almas! Já não tem nenhuma fé no Criador, já não esperam por Sua Providência. Elas creem que podem fazer o que querem, creem que Deus não provê, que elas é que tem que “se cuidar” para sobreviver neste mundo. Claro que cada um deve cuidar de si, mas sem esquecer que Deus provê.
Uma vez conversando com duas mulheres, elas me perguntaram se eu quero ter mais filhos (por enquanto eu só tenho um). Eu disse que sim, que eu gostaria de ter um monte de filhos. Elas ficaram assustadas, coitadas, perguntando “como assim um monte de filhos?” “tem que ter dinheiro, né?”. E eu respondi “Deus provê”. Então elas disseram “ah, tá bom, vai nessa, vai acreditando nisso para você ver o que acontece”. O interessante – e triste – é notar as caras de consternação das pessoas. Uma delas me olhava como se o que eu disse fosse uma brincadeira, depois viu que era sério e passou o olhar para mim como se eu fosse algum tipo de maluca.
É a cultura da morte. As pessoas acham que responsáveis são as que fazem esterilização e tomam pílula, enquanto que as que fazem aquilo que Deus planejou - ou seja, ter filhos – são irresponsáveis, loucas, fanáticas religiosas. Pobres almas! A mentira satânica (redundante? Toda mentira vem de Satanás. Mas só para reforçar, deixemos assim.) de que o mundo está abarrotado de gente, de que não há mais lugar para tantos, de que é preciso “ser responsável e não ter tantos filhos”, essa mentira pegou as pessoas de tal maneira que elas ficaram cegas para o dom da vida. Elas se enternecem com bebês, mas ao mesmo tempo defendem que outros bebês não venham ao mundo. Que mundo louco é esse?
Pobres almas! Elas se esqueceram de Deus, não tem mais sacerdotes para guiá-las, pois estes em sua maioria já não creem no Reinado de Nosso Senhor Jesus Cristo, e que, portanto, TUDO deve estar sob as ordens Dele; são vários os padres que fecham os olhos para suas paroquianas que usam anticoncepcionais, e outros tantos que dizem que sim, elas podem usar a pílula! Ah, e ainda há os que dizem que não há crise alguma, que não existe o tal estado de necessidade, que não é bem assim, e por aí vai. Os próprios padres ensinam a pecar, o que poderia ser pior do que isso? Não há estado de necessidade? O que mais falta acontecer para que os católicos acordem?
Pobres almas! Elas escarnecem das Leis do Criador, elas pisam no sangue dos mártires com seu louco ecumenismo, afrouxam a resistência ao andar junto com os lobos, perdem-se no seu democratismo, no seu evolucionismo, no seu progressismo, no seu cientificismo. Já não são de fato católicas! Já não tem a Fé. E pior, muitas nem mesmo querem buscar ter a Fé. Elas não dão importância a Deus, por mínima que seja, preferindo criar um deus para elas, um deus “bonzinho” que perdoa tudo. Tal deus não existe e quando elas acordarem para a realidade poderá ser tarde demais.
Pobres almas!

Crianças e criminalidade: relação com a TV


Leia:

segunda-feira, fevereiro 18, 2013

A Biblioteca de Marie Antoinette



  A biblioteca da Rainha Marie Antoinette em seus cômodos particulares em Versailles.



A Rainha gostava de romances, mas entre seus livros estavam também muitas obras de história e devoção religiosa.

Os livros em Latim e Francês eram encapados com couro de cidra marroquina e tinham bordas triplas douradas. As capas eram estampadas com o brasão de Marie Antoinette.  


Os títulos eram:

L'Office de la semaine sainte, à l'usage de la maison du roi, do Abbot of Bellegarde
Les Plaideurs, de Jean Baptiste Racine
Officium parvum B. Mariæ Virginis, ad usum ordinis Cisterciensis.
Histoire des Celtes...nouvelle édition, de Simon Pelloutier

Marie Antoinette tinha duas irmãs que eram freiras, e história era um dos seus temas favoritos. Ela gostava de peças e romances também. 
 

Traduzido daqui e daqui.

sábado, fevereiro 16, 2013

Comentários Eleison: Di Noia, Importunador



“Comentários Eleison”, por Mons. Williamson – 
Número CCXCII (292) - 16 de fevereiro de 2013


DI NOIA, IMPORTUNADOR

Há dois meses o vice-presidente da Comissão Pontifícia Ecclesia Dei endereçou ao Superior Geral da Fraternidade São Pio X e a todos os padres uma carta de várias páginas (disponível na Internet), a qual o porta-voz da Santa Sé, Padre Lombardi, chamou de “apelo pessoal”. A carta suscitou comentários desde então. Ela é claramente o último movimento da campanha de Roma para arrastar a FSSPX, e pôr um fim à resistência de 40 anos à Revolução Conciliar. Como o Bispo de Galarreta disse em outubro de 2011, mesmo que a FSSPX não aceitasse a oferta de Roma, ainda assim Roma continuaria a voltar. Com certeza. Mas vejamos brevemente o que o Arcebispo Di Noia tem a dizer a “Sua Excelência e caros Irmãos Sacerdotais da Fraternidade São Pio X”: 
Ele começa admoestando os líderes da Fraternidade, notadamente o Pe. Schmidberger, o Pe. Pfluger e o Bispo Fellay (nessa ordem), tanto por darem entrevistas tão críticas sobre Roma como por questionarem se a FSSPX realmente quer a reconciliação com Roma. Além disso, as diferenças doutrinais seguem intratáveis como sempre entre a FSSPX e Roma. Então ele clama por uma nova abordagem, focando, em vez disso, na unidade.
 A unidade da Igreja é impedida por quatro vícios e promovida pelas quatro virtudes opostas da humildade, mansidão, paciência e caridade. Os que dividem a Igreja são inimigos de Deus. Tudo de que precisamos é amor. Fora então com a “retórica áspera e improdutiva”. Deixe-se a FSSPX realizar seu carisma de formar sacerdotes, mas sacerdotes que sejam dóceis ao Magistério oficial, que pregarão a Fé e não polêmicas, e que tratarão de problemas teológicos não na frente de leigos inexperientes, mas com autoridades competentes de Roma. O Papa é o supremo juiz de tais questões difíceis. Em suma, Bento XVI quer uma reconciliação. A amargura deve ser curada. Nas palavras de Nosso Senhor, “Que eles sejam um” (fim da carta do Arcebispo). 
Note-se de passagem que, tipicamente para o homem moderno e para os modernistas, o Arcebispo põe entre parênteses a questão essencial da doutrina, mas o principal interesse desta carta reside em outro lugar: como poderia o Arcebispo ter ousado enviá-la a todos os padres da FSSPX sem um prévio conluio com o QG da FSSPX? Este serviu a ele ao repassar a carta a todos os sacerdotes! Eis aí uma indicação entre muitas outras de que há contatos entre Roma e o QG da FSSPX que são mantidos longe da vista do público. Mas então se levanta a questão: que motivo pode ter tido o QG da FSSPX para dar ao Arcebispo modernista um acesso tão privilegiado e perigoso a todos os padres da FSSPX? Querem que eles se tornem modernistas também? Certamente que não! Mas podem bem querer ajudar Roma rumo à “reconciliação”. 
Ao transmitir o afetuoso apelo do Arcebispo, o QG da FSSPX leva a doce mensagem a todos os padres da FSSPX sem que ninguém seja capaz de acusar o próprio QG de estar amolecendo. Pelo contrário, a carta do Romano faz com que eles todos vejam como os Romanos são agradáveis. É verdade, há uma reprimenda gentil aos lideres da FSSPX por não serem agradáveis, mas isso serve para mostrar como estes se mantém firmes na defesa da Fé! Acima de tudo a carta terá servido como um balão de ensaio, para testar as reações dos padres. O que eles estão pensando? Ambos, Roma e Menzingen, precisam calcular até que ponto irão adiante com a “reconciliação”, e também como levarão com isso a grande maioria dos padres, e não se indispor com tantos, pois a resistência à religião da Nova Ordem Mundial continuará.   
Caros padres da FSSPX, se os senhores não querem ser engolidos vivos pela Nova Ordem de Roma, eu gentilmente aviso aos senhores que reajam. Deixem que seus Superiores saibam, tão discretamente quanto quiserem, mas em termos não incertos, que os senhores não querem ter nada, mas nada a ver com a Roma Conciliar, até que ela claramente abandone o Concílio.

Kyrie eleison.

quinta-feira, fevereiro 14, 2013

Nem uma coisa nem outra

Por Robert Wyer

Traduzido por Andrea Patrícia





Cristo não representa uma ameaça para a felicidade humana. Ao contrário dos escribas e fariseus, a Sua Igreja não aumenta os encargos do homem. Apesar das reivindicações de muitos cientistas, professores, e simples pessoas comuns, a Fé Católica abraça a vida em toda a sua riqueza. A natureza humana, ferida pelo pecado e privada da amizade de Deus, não é depravada ou maligna. Deixado sozinho, porém, em um estado de pecado, o homem não pode brincar de selvagem inocente e nobre. Ele é, como diz o texto da Missa, maravilhosamente criado e mais maravilhosamente recriado.

A história da heresia, de acordo com os mestres de teologia, gira em torno de três principais mistérios da religião Católica: a Trindade, a Encarnação e a Redenção. A tendência a negar uma das duas naturezas, divina e humana, na pessoa de Jesus Cristo, distorce a verdadeira doutrina necessária para a salvação humana. Às vezes os erros podem parecer tergiversações, mas eles são profundos e resultam em uma fabricação humana falsa e impotente incapaz de permitir que o homem caído participe, pela graça, da vida de Deus. O Arianismo, por exemplo, ensinava que o Filho era de substância semelhante ao Pai, mas não a mesma substância. A menos que Jesus Cristo seja Deus, Ele não pode satisfazer a dívida infinita devida pelo pecado do homem contra o Deus infinito. Da mesma forma, a menos que Ele seja homem, Ele não pode pagar a dívida que o homem tem. Boécio, enquanto aguardava sua execução, demonstrou que a felicidade só pode ser encontrada em Deus, seja Nele mesmo por natureza ou por partilhar Sua natureza através da adoção. Todas as outras religiões são vazias. São João da Cruz diz que Deus falou apenas uma palavra - a Palavra, e esta Palavra contém tudo o que Deus escolheu revelar. O início do Evangelho de São João, lido no final da Missa, resume e nos lembra dessas realidades.

Sem querer minimizar a incrível qualidade dessas verdades sobrenaturais, podemos ver uma semelhança em outros aspectos da realidade. Virtudes adquiridas, naturais, exigem um equilíbrio entre defeitos e extremos. A Temperança está entre a abstinência e a embriaguez; a coragem, entre a covardia e a temeridade; a liberalidade, entre ser um avarento e um perdulário. Os seres humanos são animais racionais, o que significa que eles têm corpos e almas. Nós não somos nem animais nem anjos. É fácil reconhecer humanos agindo como animais, como Circe transformando os homens de Odisseu em porcos. Por outro lado, o que o antiquado doutor da alma do romancista Walker Percy, Tom More, chama de "angelismo" pode ser pouco mais do que falsa piedade, uma recusa puritana a reconhecer e legitimamente desfrutar dos bens materiais que Deus criou. Negar qualquer um dos aspectos da natureza humana, em última análise, resulta em uma caricatura.

A Encarnação continua, fundindo o humano e o divino, usando a matéria para levar as almas humanas a Deus. Os sacramentos usam água, pão, vinho e azeite. O penitente fala, e o confessor ouve. O padre fala as palavras de absolvição, e o penitente ouve que Deus perdoou seus pecados. Nós clamamos por esta expressão audível de misericórdia. A liturgia segue os ritmos das estações do ano, faz uso de cores, cânticos, sinos e incenso. Deus santifica as áreas da vida humana, fazendo com que o ato do casamento produza prole, os candidatos para o reino dos céus, ao mesmo tempo em que a união física deixa marido e mulher mais próximos. Só a Igreja Católica tem consideração tão alta por cada aspecto da vida que temos aqui e agora. Nossa sanidade e nossa santidade, a nossa felicidade aqui e agora, e na próxima vida, tudo encontra seu lugar certo na existência ordenada.

Como indivíduos, nós existimos como parte de algo maior que nós mesmos. Nós encontramos nossa pessoal razão de ser apenas reconhecendo e nos juntando ao corpo maior. O individualismo radical, operando politicamente e filosoficamente no libertarianismo, corta a pessoa de sua comunidade. Ninguém perguntou a qualquer um de nós se queríamos viver; outras pessoas - os nossos pais - tomaram a decisão mais fundamental da nossa existência para nós. Ninguém pode vir a ser sem pelo menos outros dois: mãe e pai. A família é uma realidade fundamental. Ela toca cada um de nós, e percorre um longo caminho para tornar cada um de nós o que somos, para o bem ou para o mal. Não poderia haver estado ou nação ou cidade ou bairro ou escola ou paróquia sem indivíduos, mas o fato de que formamos parte de uma comunidade maior não nos faz simplesmente engrenagens na grande roda, os átomos subsumidos, forjadores de um bem comum à custa de nossos bens privados. Nós não somos nem marxistas nem libertários porque todos dois falham em apreciar a fusão do indivíduo e da comunidade, corpo e alma, humano e divino.

Ficar irritados, e até mesmo exasperados, com um governo inchado, intrusivo e positivamente mau em algumas de suas políticas, não significa que somos revolucionários. Toda autoridade vem de Deus, e não podemos recusar essa ordem mais do que podemos ignorá-Lo.

O homem moderno pensa que ele não pode ser ele mesmo, a menos que ele exerça autonomia. "Eu preciso ser feliz, preciso do meu próprio espaço, eu vejo as coisas de forma diferente". Ele procura criar seu próprio universo, e ninguém – incluindo Deus Todo-Poderoso – pode dizer a ele o que fazer. Ao jogar fora o jugo suave de Cristo, ele se atrapalha desesperadamente com o que ele acha que vai fazê-lo feliz: uma mulher mais jovem, um carro mais rápido, um uísque mais velho. Se ele é rico, ele pode distrair-se por mais tempo, ampliar sua busca em mercados estrangeiros e exóticos. Nenhuma quantidade de bens finitos jamais poderá satisfazer um desejo infinito; nós fomos feitos para desejar Deus, e só Ele pode satisfazer nossos ilimitados limites, porque só Ele é sem limite.

Em Ortodoxia, Chesterton compara a Igreja a um veículo, correndo entre duas partidas possíveis do seu caminho. Chegar ao final de nossa jornada significa continuar vertical, um animal que se põe em suas patas traseiras enquanto vira para o alto para considerar as estrelas acima, as estrelas que Deus nomeou - cada uma brilhando em seu lugar nos céus.

Original aqui.

quarta-feira, fevereiro 13, 2013

Tu és pó e ao pó voltarás


Comecemos a Quaresma:

Meménto,homo, quia pulvis es, et in púlverem reverteris.

 “Lembra-te que és pó e que ao pó voltarás” (Gen., 3,19)


Tenham uma Santa Quaresma.
 

Para saber sobre a Quarta-feira de cinzas, clique aqui.

terça-feira, fevereiro 12, 2013

2013, um ano para recuperar a verdade sobre Pio XII



Publico abaixo um texto que sai na Gazeta do Povo e que foi escrito por um judeu. 

Destaco este trecho:

"Você duvida? Por que não faz uma experiência por conta própria? Examine os arquivos de jornais, procure cada artigo escrito sobre Pio XII e os judeus entre 1939 e 1958. Você não encontrará um texto negativo sequer. Aqueles que realmente viveram durante a guerra e foram testemunhas oculares dos esforços da Igreja Católica sabem a verdade. E o que tornou esses esforços ainda mais heroicos foi o fato de a Igreja agir mesmo cercada por forças hostis e infiltrada por espiões."

Para quem quer saber a verdade sobre Pio XII e os judeus na época do Nazismo:

2013, um ano para recuperar a verdade sobre Pio XII

Por Gary Krupp
Publicado em 30/12/2012 
Tendo crescido como um garoto judeu em Nova York, sempre acreditei que Eugenio Pacelli, o Papa Pio XII, era um colaborador dos nazistas e um ardente antissemita. Disseram-nos que ele se manteve impassível e quase não agiu enquanto 6 milhões de meus irmãos de fé eram enviados para morrer nos campos de extermínio nazistas na Europa. Eu acreditei – mas era verdade?

Em 2006, por uma série de eventos providenciais, os fatos sobre o que ocorreu durante a guerra me foram revelados. Percebi que minha compreensão sobre o Papa da Segunda Guerra Mundial era diametralmente oposta à verdade. Assim, seguindo nossa missão na Fundação Pave the Way – identificar e eliminar obstáculos não teo­­lógicos entre as religiões –, decidimos investigar esse tema controverso e divulgar nossas descobertas, fossem quais fossem.

A Fundação concentrou esforços em identificar todo o material original e dar aos pesquisadores a chance de estudar o tema. Ao longo dos últimos sete anos, publicamos mais de 76 mil páginas de documentos originais em nosso site (www.ptwf.org), incluindo reportagens, material impresso e entrevistas em vídeo sobre o assunto. A evidência é avassaladora em favor de Pio XII e prova que ele, de fato, salvou muitos milhares de vidas.

Alguém pode perguntar: por que essa “lenda negra” nunca foi corrigida em todos esses anos? Afinal, fatos são fatos. Praticamente todo líder judeu ou organização judaica da época elogiou os esforços de Pio XII para salvar vidas de judeus. O Papa recebeu reconhecimento até sua morte, em 1958, e por mais cinco anos depois disso. Como se explica que, em apenas um ano, o mundo inteiro mudou sua opinião sobre Pio XII sem um fio de evidência sequer?

A resposta está na agenda política da máquina de propaganda da União Soviética, que engendrou a mudança entre a opinião pública para atacar Pio XII, inimigo visceral do comunismo, atacar a Igreja Católica e isolar judeus de católicos justo no momento em que a declaração Nostra Aetate, do Concílio Vaticano II, buscava a reconciliação.

Você duvida? Por que não faz uma experiência por conta própria? Examine os arquivos de jornais, procure cada artigo escrito sobre Pio XII e os judeus entre 1939 e 1958. Você não encontrará um texto negativo sequer. Aqueles que realmente viveram durante a guerra e foram testemunhas oculares dos esforços da Igreja Católica sabem a verdade. E o que tornou esses esforços ainda mais heroicos foi o fato de a Igreja agir mesmo cercada por forças hostis e infiltrada por espiões. A Igreja salvou vidas sem se beneficiar da segurança daqueles que, em comparação, estavam em Washington, Londres ou outros lugares e não fizeram nada. Como foi possível?

O historiador judeu Jeno Levai, estudioso da guerra na Hungria, se refere a Pio XII nos seguintes termos: “é uma ironia lamentável que a pessoa que, em toda a Europa ocupada, tenha feito mais que qualquer um para conter esse crime horrível e atenuar suas consequências tenha se tornado o bode expiatório pelas falhas alheias”.

A boa notícia é que estamos vencendo a guerra pela restauração da verdade. Em 1.º de julho de 2012, o Memorial do Holocausto em Jerusalém, o Yad Vashem, reescreveu sua enviesada descrição das ações de Pacelli durante a guerra e a substituiu por um texto equilibrado. Novos livros que vêm sendo publicados, baseados em documentos trazidos à luz recentemente, trazem uma avaliação mais moderada das ações da Igreja e desse Papa tão controverso. Que 2013 seja o ano em que a verdade finalmente vença as mentiras e que a reputação desse grande defensor da humanidade seja recuperada.

Gary Krupp é fundador e presidente da Fundação Pave the Way. Tradução: Marcio Antonio Campos.

segunda-feira, fevereiro 11, 2013

A Inocência Massacrada pelos Revolucionários em Vendéia



via



A autora Elena Maria Vidal comenta sobre a Revolução Francesa:
 
Os filhos de Louis XVI e Marie Antoinette não foram os únicos inocentes a sofrer durante a Revolução. Muitos franceses, particularmente os camponeses de Vendéia, se rebelaram contra a Liberdade, Igualdade e Fraternidade que foram impostas sobre eles através do derramamento de sangue. Eles se ressentiram por suas igrejas serem tomadas e eventualmente fechadas pela República, enquanto os padres eram assassinados ou exilados. Eles pegaram em armas, e o estudioso austríaco Eric von Keuhnelt-Leddihn descreve a áspera brutalidade que o governo Revolucionário exerceu sobre os cidadãos que não cooperavam. O General Westermann e seus bleus eram especialmente notórios por seu sadismo com as crianças. Houve atrocidades por toda a Vendéia, e em Lyon e outras cidades francesas onde a Revolução não era apreciada. Esse foi o modelo para os assassinatos em massa dos regimes totalitários dos últimos séculos. Muitas crianças morreram, muitas vidas jovens foram destruídas no alvorecer do mundo moderno. Madame Royale foi o símbolo vivo de todas as crianças perdidas da França.

Traduzido do inglês. Original aqui.

sábado, fevereiro 09, 2013

Comentários Eleison: Quarto Julgamento

“Comentários Eleison”, por Mons. Williamson –
Número CCXCI (291) - 9 de fevereiro de 2013

QUARTO JULGAMENTO

Um leitor pergunta sobre o meu mais recente julgamento e condenação de “negação do Holocausto” pelo Tribunal Regional de Regensburg na Alemanha do Sul, em 16 de janeiro. Os leitores vão se lembrar de que o meu delito original foi em 1 de novembro de 2008, quando eu teria dito a um entrevistador sueco, para a TV sueca, na privacidade da sacristia do Seminário alemão da Fraternidade São Pio X - mas em solo alemão -, que não acreditava nem que “seis milhões de judeus” morreram sob o regime de Hitler na Segunda Guerra Mundial, nem que um único judeu morreu em uma “câmara de gás”.
Expressar essas crenças na Alemanha, onde a “negação do Holocausto” é um crime legal, e eu fui julgado e condenado pelo Tribunal Regional de Regensburg em 2010. A punição seria uma multa de € 10.000. Apelei. O mesmo tribunal condenou-me de novo em 2011, mas a multa foi reduzida para € 6.500. Apelei novamente, e então o caso foi elevado para o Tribunal Provincial em Nuremberg, que me foi dito ser menos sujeito à pressão externa. E os três juízes rejeitaram o caso por razões processuais, obrigando o Estado da Baviera a pagar as minhas despesas legais, mas também o deixando livre para corrigir seus erros processuais e começar tudo de novo.
Agora, não só o que é conhecido como o “Holocausto” serve à religião secular da Nova Ordem Mundial (Auschwitz substitui o Calvário, as câmaras de gás substituem a cruz de Nosso Senhor, e seis milhões desempenham o papel de Redentor), mas também me parece que os alemães pós-Segunda Guerra Mundial têm dificuldade de respeitar-se a si mesmos a menos que eles estejam batendo no peito pelos supostos crimes do Terceiro Reich. Então eles perseguem com ímpeto a “negação do Holocausto”, e em 16 de janeiro eu fui processado pela terceira vez na frente de uma senhora juíza de Regensburg.
Dois advogados alemães lutaram muito em minha defesa, mas em vão - eu fui condenado novamente. No entanto, a senhora juíza fez diminuir o estigma inerente à acusação, e por compaixão para com o meu estado de desempregado ela reduziu a multa para € 1.600. Sem dúvida, o Estado da Baviera ficaria feliz em se livrar do caso, se eu apenas aceitasse pagar a multa muito reduzida. Um nobre colega da FSSPX pediu para ter o privilégio de pagar tudo sozinho. Mas muito mais do que apenas dinheiro está em jogo. Uma grande nação, a verdadeira religião e a Ordem Mundial de Deus estão envolvidos.
“A verdade é poderosa e prevalecerá”, disseram os latinos. Assim, qualquer nação, religião ou Ordem Mundial repousando em inverdades é frágil e irá desmoronar no final. Ora, a verdade está na correspondência da minha mente com a realidade, e não com os desejos de autorrespeito nacional, nem as suscetibilidades religiosas, nem as exigências de qualquer Ordem Mundial sem Deus. E a verdade histórica passa pela evidência, da qual o tipo mais confiável é o das relíquias materiais do passado, porque estas são, em princípio, bastante independentes das emoções humanas. “Para isso nasci e para isto vim ao mundo; para dar testemunho da verdade”, diz o Senhor (Jo XVIII, 37). Que tranquilidade nas palavras divinas!
Eu gentilmente recusei a oferta do meu colega. Apelei novamente.

Kyrie eleison.


Blogueiros católicos defendem a folia, mas o que diz a Igreja?


Leiam essa postagem ótima do blog Adversus:


Trechinho:

"Mal chegam estes dias dissolutos e começam a aparecer blogueiros “católicos” com seu malabarismo teológico em defesa do carnaval. Todos os anos a mesma coisa se repete com monotonia."

Clique aqui para textos sobre o Carnaval.

Vá lá, leia o que ele diz


O espetáculo agradável ao Céu no Carnaval



"Os três dias de Carnaval. Que espetáculo tão agradável ao céu, ver a tantos fiéis fervorosos ao pé dos altares reparando as injúrias e loucuras de tantos cristãos dissolutos!"

Fonte: Adversus

sexta-feira, fevereiro 08, 2013

Seis vantagens da aplicação das nossas indulgências às almas do Purgatório


Leiam esse texto, está maravilhoso, sobre as indulgências aplicadas às almas do Purgatório:


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