quarta-feira, julho 31, 2013

Ato de desagravo a Nossa Senhora



De um lado, a profanação do sagrado (cuidado, imagens chocantes):
Do outro, a sacralização do profano (parecem bonitinhas, mas são tão dolorosas quanto): 
E os dois se coroam um ao outro num mundo cada vez mais distante das realidades divinas.
Ato de desagravo a Nossa Senhora Aparecida
Ó Maria, minha Mãe Santíssima, desejo desagravar-Vos das ofensas que o Vosso Coração Doloroso e Imaculado recebe, e em especial das blasfêmias que se dirigem contra Vós.
Ofereço-Vos estes pobres louvores com o fim de Vos consolar por tantos filhos ingratos que não Vos amam, e consolar o Coração Santíssimo de Jesus, Vosso Filho e Senhor nosso, a quem tanto ofendem e entristecem as injúrias feitas contra Vós.
Dignai-Vos, Mãe Dulcíssima, receber esta minha pobre e humilde oração; fazei que Vos ame e me sacrifique por Vós, cada vez mais e olhai com olhos de misericórdia para tantos infelizes a fim de que não tardem em acolher-se, arrependidos, ao Vosso colo maternal. Amém.
Bendito seja Deus!
Bendita a excelsa Mãe de Deus, Maria Santíssima!
Bendita a Sua Santa e Imaculada Conceição!
Bendita a Sua gloriosa Assunção!
Bendito o Nome de Maria, Virgem e Mãe!
Bendito o Seu Imaculado e Doloroso Coração!
Bendita a Sua Pureza Virginal!
Bendita a Sua Divina Maternidade!
Bendita a Sua Mediação Universal!
Benditas as Suas Lágrimas e as Suas Dores!
Benditas as graças com que o Senhor A coroou Rainha dos Céus e da Terra!
Glória a Maria Santíssima, Filha Primogênita do Pai!
Glória a Maria Santíssima, Mãe Imaculada do Filho!
Glória a Maria Santíssima, Esposa Virginal do Espírito Santo!
Virgem Santíssima, minha boa e terna Mãe, eu Vos amo pelos que não Vos amam;
eu Vos louvo pelos que Vos blasfemam;
entrego-me totalmente a Vós, pelos que não querem reconhecer-Vos por sua Mãe.
 
 
 
Extraído do SPES.

terça-feira, julho 30, 2013

Francisco, Roma Conciliar e os "tradicionalistas": o veneno está na cauda


Estão vendo o que está acontecendo com os Franciscanos da Imaculada? E agora, legalistas e acordistas? E então, meus irmãos que tem medo da Resistência, que tem medo de D. Williamson e de outros que combatem pela Igreja de Cristo, como fica o coração de vocês? Conseguem perceber agora o que está acontecendo? Até quando irão fechar os olhos par a tremenda crise que vivemos hoje na Igreja? Até quando vão ficar presos ao legalismo?

Rezemos o Santo Rosário todos os dias, pois vivemos um momento muitíssimo perigoso!

Fiquem com um belo e lúcido comentário de Bruno Luís Santana, no Fratres, por ocasião da notícia sobre os Franciscanos da Imaculada:

Como me alegro que D.Williamson tenha sido expulso e levado consigo tantos padres, religiosos e fiéis. Agora está explícito o modernismo em sua fase mais atroz; o atual papa tem o canto da sereia, e sua mão constrói a iniquidade, com o apoio entusiástico do mundo.

Bergoglio fará com que muitos sintam saudades de Paulo VI, porque naquela época ainda haviam católicos detentores de prestígio e influência na hierarquia. Hoje temos apenas matizes de modernistas, que vão dos conservadores aos radicais.

A cúpula da FSSPX fez com que a desconfiança desse lugar à certeza de que não podia mais ser confiada se deu quando, diante do perigosíssimo pontificado de Bento XVI, falou-se pela primeira vez em união canônica de maneira egoísta.

Quando se falou em ampla liberdade de atuação da FSSPX para continuar a ser o que era, quando se falou em voltar mediante GARANTIAS, então, como disse sabiamente um padre, se mostrou o adagio latino de que o veneno está na cauda.

Por amor a Bergoglio e a toda a Cúria, por amor a este papa que não é católico, mas também ao que restou desta igreja mais aparente do que real, queremos voltar a união canônica mediante a completa CONVERSÃO AO CATOLICISMO do papa e de todos os que o seguirem.

Vêem agora o absurdo que seria uma união canônica como se propalou a tão pouco tempo?

Quanta gente viu nesta rejeição uma oportunidade perdida?

Vocês acham que agora os franciscanos da Imaculada estão em melhor situação?

E porque estaríamos nós?

A única oportunidade que não podemos perder é a de sermos católicos apostólicos romanos. A única oportunidade que não podemos perder é a de guardar a fé e observar os mandamentos. A única oportunidade que não podemos perder é a de fazer o bem e combater o mal. Se Roma não se converte, não podemos fazer o bem a quem recusa esse bem. E por essa falta de clareza agora somos a minoria da minoria. E que assim seja, o Senhor deu, o Senhor tirou, bendito seja o Seu Nome.

Assisto e leio atentamente o que diz esse papa. Ele fala claro, fala com sinceridade, gosto disso. Se ele fosse católico, seria uma bênção imerecida, mas infelizmente a cosmovisão de Francisco é totalmente mundana. E sua eloquência baseada em sua espontaneidade causarão estragos dificilmente reparáveis. Minha mãe ontem à noite se convenceu de que toda religião é a mesma coisa, e que o assistencialismo é o dogma supremo.

E por aí vai. Ele não fez nada em solo brasileiro para frear o aborto, que está prestes a ser admitido. NADA. Para os gays ele conseguiu dizer uma verdade de maneira a esconder a doutrina católica com tal perfeição, que hoje já vi homossexuais criticando os católicos por não serem como o papa Francisco. A Igreja nunca pregou o preconceito contra a condição sexual, e sim o combate à prática. o papa Francisco soube omitir muito bem a parte que se refere à prática. E foi ovacionado também por essa omissão.

Se o mundo vos odeia, sabei que me odiou antes. Palavra de Jesus Cristo. Ora, o mundo ama Francisco.

Quando vier o Filho do Homem, achará fé sobre a Terra?

sábado, julho 27, 2013

Comentários Eleison: Danos Contínuos

Comentários Eleison – por Dom Williamson
CCCXV - (315) - (27 de julho de 2013):
 


DANOS CONTÍNUOS - I


Quando as pessoas querem defender a péssima Declaração Doutrinária (DD) oficialmente apresentada pela Fraternidade São Pio X às autoridades romanas, em meados de abril do ano passado como base para um acordo prático entre Roma e a FSSPX, muitas vezes elas vão argumentar que como Roma rejeitou a DD, então a DD não tem mais interesse e pode ser esquecida. Mas na edição deste mês da "Recusant", a recém-surgida revista da Resistência na Inglaterra, aparece um argumento contrário, que merece grande atenção. Aqui está ele, seja citado diretamente a partir do original, ou resumido:

"A DD, tanto quanto o seu nome e os seus conteúdos deixam claro, é uma declaração dizendo que um certo número de posições doutrinárias sobre as questões de maior importância na atual crise na Igreja são aceitáveis ​​para a FSSPX. O problema é que várias posições expressas na DD não são aceitáveis." Por exemplo, no Capítulo Geral da FSSPX de julho do ano passado foi dito por um teólogo líder da FSSPX que "Esta declaração é (...) profundamente ambígua e peca por omissão contra o dever de denunciar claramente os principais erros que ainda estão desenfreados dentro da Igreja e estão destruindo a fé dos católicos. Tal como está, esta declaração dá a impressão de que nós iríamos aceitar a "hermenêutica da continuidade'."

"O dano causado pela DD é, portanto, o de uma declaração pública doutrinariamente duvidosa. E também não foi, como tal, "retirada" ou "renunciada". Na verdade Dom Fellay consistentemente se recusa a admitir que há algo doutrinariamente dúbio em sua Declaração. No máximo, ele admite ter tentado ser "muito sutil", mas não admite que tal sutileza é altamente censurável em assuntos relacionados com a defesa da Fé. Dom Fellay reclama que todo o problema é que ele "não foi bem compreendido", mesmo por membros teologicamente muito qualificados da FSSPX Ele permite que, entre outros, o padre Themann nos EUA defenda a Declaração em conferências públicas que foram gravadas e estão sendo distribuídas entre os fiéis."

É verdade que as questões poderiam ter sido piores se Roma tivesse aceitado a DD, mas isso não diminui o dano que continua sendo feito pela manifestação da DD do que é doutrinariamente aceitável para a FSSPX. Pois se Dom Fellay diz que "retira" e "renuncia" à DD, ele provavelmente quer dizer apenas que era inoportuno naquele momento, como sendo susceptível de provocar divisão na FSSPX. "Ele também nunca sugeriu que a DD seja doutrinariamente duvidosa e inaceitável. É aí que o verdadeiro problema tem estado o tempo todo, e essa questão está longe de ser resolvida: o Superior Geral parece recusar-se a fazer qualquer profissão não ambígua da posição da FSSPX".

Concluindo, o escândalo causado pela DD ainda não foi reparado. "Tentando minimizar a gravidade do assunto com a finalidade de manter ou recuperar a paz e a tranquilidade entre os fiéis, arrisca incentivar a mentalidade de que a doutrina não importa tanto assim, contanto que as coisas funcionem bem e que possamos manter a verdadeira missa, etc." Essa minimização só tornará o escândalo pior (fim do artigo na "Recusant").

Este artigo afirma muito moderadamente o problema da DD não ser publicamente colocado de lado ou retraído pelo Bispo Fellay. Mas como pode uma congregação católica manter e servir à verdade quando ela é liderada por um Superior que tão obstinadamente brinca de jogar pedrinhas na água com a Verdade? Se a FSSPX. é um bote salva-vidas, ou ela se livra desse Capitão iludido que constantemente procura fazer furos no piso do barco salva-vidas, ou a FSSPX se transforma em um barco da morte. Que Deus, em sua misericórdia abra os seus olhos.
                                                                                                                Kyrie eleison.


quinta-feira, julho 25, 2013

Ambiguidade Mortal



A língua dupla do Vaticano II
Por D. Williamson
Traduzido por Andrea Patrícia





Caros Amigos e Benfeitores,

Temos boas noticias de primeiro e segundo plano. As boas notícias de primeiro de plano são sobre sete novos sacerdotes da América do Norte. (…)

As boas notícias de Segundo plano são sobre a contínua realização dos desejos do Arcebispo Lefebvre de que aparecessem livros analisando o desastre do Concílio Vaticano II. Quando a Igreja Católica bateu naquele iceberg, a necessidade urgente era colocar os homens nos botes salva-vidas para salvar a Tradição Católica, em particular o verdadeiro sacrifício da Missa e o verdadeiro sacerdócio sacrificante. Mas o Arcebispo viu que uma vez que o problema imediato foi resolvido, então serenas análises aprofundadas seriam necessárias para ver como e por que o iceberg foi atingido.

Esta carta é acompanhada por folhetos apresentando dois desses livros. "O Problema da Reforma Litúrgica", da Angelus Press em Kansas City, é a tradução em Inglês do livro dos sacerdotes da FSSPX que foi anunciado na carta de abril do Seminário, acompanhado por um folheto cor-de-rosa (com uma batalha naval na capa). Este livro não é estritamente sobre o Concílio, mas vai ao coração das consequências litúrgicas do Concílio, a Missa Novus Ordo. Os leitores podem se lembrar de como o livro argumenta a partir de uma grande quantidade de citações dos próprios fabricantes da liturgia "renovada", de que esta liturgia representa, de fato uma nova religião. A Ressurreição em vez da Paixão de Nosso Senhor, “resurrefixos” para substituir crucifixos, rapidamente resume a diferença entre o Catolicismo e esta nova religião. Amor e felicidade sem penitência ou dor. Eu poderia querer que isso fosse verdade, mas eu sei que isso é falso!

O Segundo folheto apresenta os dois primeiros volumes do que deve ser uma maciça análise de onze volumes, desta vez diretamente sobre o próprio Concílio Vaticano II, por um leigo brasileiro que agora vive nos EUA, o Sr. Átila Sinke Guimarães.

A série é intitulada “Eli, Eli, Lamma Sabacthani”, que é o grito de angústia de Nosso Senhor na cruz: "Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?". Claramente, a série vai dizer que o Concílio Vaticano II foi como outra crucificação de Nosso Senhor. O Volume I “In the Murky Waters of Vatican II” ["Nas águas turvas do Concílio Vaticano II"], surgiu em 1997. O Volume IV, “Animus Delendi” (Desejo de Destruir), apareceu no ano passado. O Sr. Guimarães espera publicar os restantes nove volumes um por ano durante os próximos nove anos, o que é uma grande empresa e "uma consumação a ser devotadamente desejada”.

O Sr. Guimarães descreve no Volume I como ele foi discípulo do Dr. Plínio Corrêa de Oliveira, fundador da TFP (Tradição, Família, Propriedade), um dos principais movimentos leigos católicos do pós-guerra criado no Brasil e agora espalhado por vários países. Foi o Dr. Plínio, que em 1982 pediu ao Sr. Guimarães para realizar a sua análise do Concílio Vaticano II. Por dezesseis anos o Sr. Guimarães mergulhou no estudo de grande quantidade de sermões, discursos, escritos, livros do espírito dominante do Concílio. Suas conclusões, tradicionais em vez de conservadoras, causaram uma separação entre ele e a TFP, de modo que agora ele está publicando por sua própria conta. No entanto, no início do Volume I, ele presta uma bela homenagem ao falecido Dr. Plínio e à TFP, porque ele recebeu muito de ambos.

Agora, a Fraternidade São Pio X tem sérios problemas com o Dr. Plínio como líder católico, especialmente com relação aos seus últimos dias, e com a TFP, principalmente por causa do papel insuficiente que esta parece atribuir ao sacerdócio católico em seu planejado resgate da civilização cristã. Dada a decadência esquerdista do clero brasileiro nos anos imediatamente antes do Vaticano II, quando a TFP foi criada, este plano contraditório é compreensível, mas não é menos contraditório. Isso pode ajudar a explicar como a liderança da TFP já se voltou para o excesso oposto, uma aceitação implícita do Concílio Vaticano II. (Na verdade, quando o pastor é atingido em Roma, as ovelhas católicas ficam dispersas).

Quanto à FSSPX, ela só pode aprovar o fato de o Sr. Guimarães já não estar com os líderes da TFP por causa de sua aceitação implícita do Concílio. No entanto, isso não significa que a FSSPX aprova necessariamente tudo o que ele diz, assim como ele não tem de concordar com tudo o que foi dito e feito pela FSSPX. Na verdade, nestes dois primeiros volumes a aparecer, não há nenhum traço da FSSPX e pouco do Arcebispo Lefebvre. Não importa. Como Otelo diz: "É a causa, minha alma, é a causa", e o Sr. Guimarães presta um grande serviço à causa da Tradição Católica.

No primeiro volume ele apresenta o plano de todos os onze volumes: Vol. I, a "letra" do Concílio Vaticano II; volumes II a V, o "espírito do Concílio", volumes VI a XI o pensamento e frutos do Concílio.

No Volume I, ele declara que a marca distintiva do Concílio Vaticano II é a ambiguidade. Na Introdução Geral ele escreve: "Depois de algum tempo de análise e reflexão, chegamos à conclusão de que é difícil harmonizar os textos conciliares entre si. Eles apresentam uma dicotomia fundamental (divisão) da linguagem. ¾ da linguagem Conciliar pareceu-nos ter sido projetada para ser possível de ser interpretada do ponto de vista tanto da sadia e tradicional doutrina católica, ou, surpreendentemente, dos ensinamentos da corrente neomodernista que se instalou em muitas posições-chave na Igreja de hoje. Tal linguagem parece ser uma obra-prima de contínua ambiguidade. Tecida como uma preciosa renda Flamenga fora dos preciosos fios do vocabulário da Tradição, ela, no entanto, parece revelar o espectro de uma mentalidade completamente diferente. Assim o progressismo entrou nos documentos oficiais do Magistério com a cabeça decorosamente coberta pelo véu rendado da antiga linguagem tradicional" (pg. 35, 36, tradução ligeiramente adaptada).

Aqui o Sr. Guimarães acerta bem no alvo. Os documentos do Vaticano II são uma mistura contínua de duas coisas que não se misturam: o Catolicismo e a Revolução. Enquanto se insiste em que se misture o que não se pode misturar, se está afirmando que contraditórios não contradizem, se está suspendendo na cabeça de alguém a lei da não-contradição, e se está destruindo a capacidade da pessoa pensar. A Sabedoria Divina diz: "Eu odeio a boca de língua dupla" (Prov. 8, 13). Entre outras coisas, uma língua dupla apodrece o cérebro.

Por exemplo, como pode um cardeal escrever, como fez recentemente, que não havia nenhum problema doutrinário entre Roma (Conciliar) e o Arcebispo Lefebvre? Porque a adesão resoluta ao Concílio Vaticano II tem dissolvido sua ideia de doutrina. Como ele pode escrever, como fez recentemente, que em 2001 já não existem tais "dificuldades" entre Roma (Conciliar) e a FSSPX como havia no tempo do Arcebispo Lefebvre, porque, desde então, a Igreja tem sido "purificada"? Porque o duplipensar persistente destruiu em sua cabeça o sentido de noções como "pureza". Como ele pode escrever, como ele fez recentemente, que não existem mais dessas heresias como havia no tempo de Atanásio? Porque o incessante Conciliarismo cegou o Cardeal para o triunfo ao seu redor do que São Pio X chamou "a síntese de todas as heresias", Modernismo, ou, como renovado pelo Concílio Vaticano II, Neomodernismo. Para o cardeal dizer que os católicos hoje não têm nenhuma heresia em particular como a de Ário, quando suas mentes (e a dele) são lavadas pelo Neomodernismo, é como alguém dizendo que não há poças em um campo quando o campo está totalmente inundado!

Ambiguidade é realmente a chave para o Vaticano II, e é a chave para a apresentação do Sr. Guimarães do Concílio Vaticano II, no resto de seu Volume I. Ele termina com dois capítulos sobre a destruição, por essa ambiguidade, da fé e da unidade da Igreja, de seus clérigos e leigos. Tem razão. Documentos fadados a satisfazer ao mesmo tempo conservadores e progressistas terminariam justificando a contradição, que por sua vez terminaria gerando a contradição, a guerra civil e a destruição mútua no interior da Igreja.

O outro volume do Sr. Guimarães apresentado no folheto em anexo não é realmente o vol. II, mas o vol. IV, a primeira parte do "Desire to Destroy", que ele pretende publicar ao lado da segunda parte, vol. V. Isso é porque ele deseja pôr a descoberto o elemento inteiramente destrutivo operando no Vaticano II, também conhecido como Revolução. Com uma grande quantidade de citações diretas dos cérebros que dirigiram o Concílio Vaticano II intelectualmente e politicamente, ele mostra como a intenção deliberada deles era destruir a Igreja Católica hierárquica, sagrada e militante. Estes progressistas tinham um projeto (capítulo 1) para esvaziar a Igreja (cap.2), um plano claro (cap.3) para rebaixar a Igreja como uma monarquia (cap.4), para desacreditá-la como mestra da verdade (cap.5), para dissolver o seu caráter santo e Romano (cap.6), e por estes meios fabricar uma inteira Neo-Igreja (cap.7).

De forma interessante, o Sr. Guimarães mostra claramente em "Desire to Destroy" (I) que os vilões em seus próprios escritos não esconderam aquilo que eles ainda sentiam necessidade de disfarçar pela ambiguidade no Vaticano II, com a finalidade de obter o controle da Igreja. Assim, o disfarce no Concílio pode ter sido bom, mas os clérigos do Concílio deveriam ter discernido melhor. (Alguns bispos assim o fizeram). Conclusão: "Vigiai e orai". E leiam “Eli, Eli, Lamma Sabacthani”.

Caros leitores, esta é uma guerra gloriosa, e agora temos sete novos guerreiros de Winona nas linhas de frente. Como São Tomé Apóstolo disse de seu amado Mestre, "Vamos nós também, para que possamos morrer com ele" (Jo. 11, 15).

Carta de junho de 2001.

Original aqui.

terça-feira, julho 23, 2013

JMJ, Menzingen, Santo Hermenegildo, D. Williamson...


Recomendo a leitura:

JMJ, Menzingen, Santo Hermenegildo, mudanças no blog...

Trechinho:

"Sobre a pueril alegação de alguns que acham errado não "o que" a Resistência diz, mas "como"ela diz, eu respondo com outra pergunta: ok! os resistentes são uns grosseiros mal-educados - concordamos! - mas no que isso muda "a verdade"? Tudo bem, os grosseiros se penitenciarão com 100 chicoteadas, de joelho em cima de cacos de vidro. Resolvido! A grosseria dos que falaram desrespeitosamente com sua majestade o rei de Menzingen está solucionada e reparada. Mas (1) o que isso importa? Desde quando a forma importa mais do que a essência? E (2) O que a Resistência fala de errado? Onde está a mentira? 

Tudo o que Dom Williamson falou - e dom Fellay queria calá-lo a qualquer custo - ocorreu! O preâmbulo nojento que dom Fellay queria assinar - E QUE BENTO XVI RECUSOU!!!!!!!!!!!! - veio a público e não foi refutado por dom Fellay, ou seja (desenhando), Dom Fellay nunca negou que o Preâmbulo que veio a público era verdadeiro!!! E no preâmbulo está a confirmação de que Dom Williamson não exagerou nem mentiu. E (1) onde está a devida justa reparação? Não só a pública, por dom Fellay e equipe, mas a tua, particular, que de teu confortável assento diante do computador, condenavas veementemente Dom Williamson por sua rebeldia, desobediência, exagero, mentiras??? E (2) por que ainda continuas ligado aos padres que continuam ligados ao grande mentiroso desta história toda? Sim, porque se Dom Williamson mentiu e foi provado que não mentiu... quem mentiu então? Sim sim, não não caríssimos!!! Com ou sem educação, saibamos dar nome aos bois! Esto vir!!! Esto vir!!! "

segunda-feira, julho 22, 2013

Brasil ao aborto

No Fratres in Unum:

Na contra-mão. A despeito dos poucos corajosos bispos e leigos que vieram a público para pedir à Presidente Dilma Rousef o veto total ao PL 03/2013, o Movimento Brasil Sem Aborto, que comporta membros de diversas religiões e ideologias, de numerários do Opus Dei a petistas e ex-padres, surpreende companheiros dos movimentos em defesa da vida e alinha-se à política bom-mocista da CNBB.
(...)

Enquanto houver pró-vidas dúbios ou alinhados às hostes liberais e modernistas ou ainda dizendo meias verdades à guisa de aceitação, estaremos tirando água a baldes de uma sociedade submersa cada vez mais na Cultura da Morte. Além da grande barbárie do massacre de crianças inocentes, o aborto rouba-lhes a possibilidade do Sacramento do Batismo, o passaporte seguro para o Céu aos pequeninos que morrem antes de atingir a idade da razão.

continue lendo.

sábado, julho 20, 2013

Comentários Eleison: Prognóstico de Longo Alcance

Comentários Eleison – por Dom Williamson
CCCXIIV- (314) - (20 de julho de 2013)


PROGNÓSTICO DE LONGO ALCANCE


Há quase 20 anos, um certo bispo da Fraternidade Sacerdotal São Pio X mostrou que era possível prever a traição da FSSPX de Dom Lefebvre que quase aconteceu em 2009 e 2012, e que ainda está sob o risco de acontecer. Perturbado pela auto-admiração e falta de seriedade que ele tinha observado no então recente Capítulo Geral eletivo da FSSPX, aqui está um resumo (com algumas citações diretas) do que ele disse na casa da Fraternidade em Le Brémien, França, em 17 de julho de 1994 (procure na Internet: Un évêque s'est levé le Brémien – você deve encontrar o texto original em francês).

Seria bom poder dizer que na FSSPX estamos abrindo casas em todos os lugares, estamos construindo, estamos entrando em novos países, temos vocações, que todo mundo é bom e doce, jovem e entusiasta, que temos quatro bispos, e assim por diante. "Mas por que a FSSPX deveria ter qualquer proteção especial contra as forças desencadeadas hoje que têm varrido milhares de excelentes bispos e sacerdotes na Igreja mainstream? (...) Quais são as qualidades da Fraternidade, quais são as suas garantias?" Juventude, ah sim, a juventude é boa, de boa aparência, fisicamente forte, mas e quanto à idade, à experiência e à sabedoria de anos? Como se pode esperar que a juventude seja sábia?

Nos anos de 1950 e 1960, a Igreja parecia estar com boa saúde, resistindo heroicamente ao ataque do mundo pós-guerra. Na Inglaterra e nos EUA, havia um grande número de conversões a cada ano, tanto que o mundo poderia parecer estar a ponto de converter-se à fé católica. Mas o que aconteceu? Exatamente o oposto. Com o Vaticano II, a verdade parou de lutar e a Igreja Católica se rendeu ao mundo moderno.

Então me deixe dar-lhe um cenário paralelo para a Fraternidade. Na década de 1990 esta pequena adorável Fraternidade com todos os seus pequenos padres maravilhosos está resistindo heroicamente às falhas e traições da Igreja oficial. Há conversões, e as pessoas estão percebendo que a nova Igreja é falsa e não-funcional, mas justo quando a Igreja oficial parece estar a ponto de se entregar, o que podemos ver? Eu não digo nós devemos ver isso, mas o que podemos ver? A Fraternidade se rendendo e indo para a Igreja oficial. Se a Igreja Universal pode entrar em colapso, por que não, e ainda mais, uma minúscula Fraternidade?

E aqui está outra consideração. Antes do Vaticano II cada Ordem Católica e Fraternidade tinha acima dela as Congregações da Cúria Romana para que "se algo desse errado em uma Fraternidade, não excluindo uma falha por parte de seus líderes, algo sempre humanamente possível, então se poderia sempre apelar para Roma e Roma poderia intervir. Em tempos antigos ela, em geral, intervinha para o melhor, ao passo que hoje ela geralmente intervém para o pior, então agora "é melhor não estar em Roma, mas cuidado, há um preço a ser pago, ou seja, que não há ninguém acima de nós, e assim o nosso Conselho Geral, o nosso pequeno Superior-Geral, é o teto! Perigo!". A Fraternidade está jogada de volta aos seus próprios recursos. Agora, o Arcebispo Lefebvre tinha 65 anos quando fundou a Fraternidade. Mas quantos homens velhos com longa experiência a Fraternidade tem em 1994?

Em suma, por que a Fraternidade deveria ser poupada dos problemas da Igreja Universal? Eu não quero que a Fraternidade quebre – e Deus, por favor, que eu não faça nada para ajudá-la nisso; mas só posso dizer que eu não ficaria surpreso se ela quebrasse. Deus pode preservá-la, mas Ele também pode permitir que ela vá pelo caminho de toda a carne, para nos fazer perceber o quão pouco somos capazes por nós mesmos. Precisamos de sabedoria e ajuda especial de Deus.
                                                                                                                                              
Kyrie Eleison.

sexta-feira, julho 19, 2013

Orações de Desagravo e Reparação Pela Jornada Mundial da Juventude 2013



ORAÇÕES DE DESAGRAVO E REPARAÇÃO PELA JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE 2013

A Jornada Mundial da Juventude (ou "Assis para jovens") está para começar e como não dispomos, ainda, no tesouro de piedade da Igreja, de uma oração específica, publicamos duas orações para os dias de Carnaval, uma vez que, vistos os precedentes, trata-se quase da mesma coisa, inclusive as atrações são bem parecidas... as celebrites convidadas (notórios pecadores públicos)... Pode-se dizer que se trata - plagiando "apostolados" como "Discoteca de Jesus", "Micareta para Jesus" e outros que tais - do "Carnaval de Jesus com Francisco". E isso porque "ele" não curte "carnavalismos litúrgicos"...

quinta-feira, julho 18, 2013

Arte e Vida Espiritual



Por Pe. Jonathan Loop
Traduzido por Andrea Patrícia


Vitral em Chartres, Nossa Senhora


No Antigo Testamento, Deus Onipotente dirigiu Salomão, o filho de Davi, a construir em Sua honra um glorioso templo que serviria como Sua casa entre a nação judia. Quando essa casa de Deus ficou completa após sete anos de construção, foi-nos dito: “Uma nuvem encheu a casa do Senhor, e os sacerdotes não podiam ministrar por causa da nuvem; pois a glória do Senhor enchia a casa do Senhor.”1 Por esta razão o Salmista exclama: “A santidade é vossa casa, Senhor, na duração dos séculos.”2 entretanto, esse templo terrestre foi feito apenas para servir como uma imagem do lugar de habitação do bom Deus no Novo Testamento.

O Templo de Deus é Sagrado

Na primeira de suas cartas aos cristãos de Corinto, São Paulo escreve: “Vocês não sabem que são o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vocês? Pois o templo de Deus é sagrado, o que vocês são” 3. A essa luz, nós podemos entender melhor as palavras de Nosso Senhor a mulher samaritana que disse que os judeus louvavam a Deus em Jerusalém, enquanto que os samaritanos louvavam a Deus no Monte Garizim. Ele disse a ela: “Vem a hora em que não adorareis o Pai nem nessa montanha nem em Jerusalém. Vem a hora e agora é quando os verdadeiros adoradores irão adorar o Pai em espírito e em verdade. Deus é espírito, e aqueles que O adoram devem adorá-lO em espírito e em verdade”4 Em outras palavras, onde quer que haja uma alma cristã em estado de graça, aí então encontraremos um templo onde verdadeira adoração pode ser rendida a Deus Onipotente.

Vamos tomar, então, alguns momentos para ver o quanto nós estamos aptos a tornar nossas almas dignas moradas do Criador do Céu e da terra. Para fazer isso, deixe-nos considerar brevemente algumas das qualidades que caracterizam as lindas catedrais - Chartres, Notre Dame de Paris, Basílica de São Pedro em Roma, para nomear algumas – que foram construídas durante a Era da Fé. Essas igrejas foram projetadas principalmente com o fim de honrar e glorificar o bom Deus; tudo nelas era direcionado a esse propósito. Embora muitos estilos diferentes tenham dominado vários períodos da arquitetura das igrejas, há vários elementos que permanecem constantes através dos séculos. Entre esses, nós devemos focalizar na grande ordem encontrada nas igrejas católicas, a frequente presença da luz natural, e o fato de que essas construções foram tradicionalmente feitas de pedra.

O Altar é o Centro

Quando alguém entra numa catedral católica, não pode deixar de se impressionar pela grandiosidade do edifício bem como pela harmoniosa arrumação de tudo contido nela.5 Esses dois elementos contribuem para o senso de ordem que permeia os templos de nossa religião. É claro, se nós falamos de ordem, nós necessariamente indicamos algo que tanto estabelece quanto define essa ordem. Nas catedrais católicas – e, de fato, até mesmo na mais humilde paróquia católica – esse princípio da ordem não é nenhum outro senão o altar. Em um sermão, o Arcebispo Lefebvre perguntou retoricamente: “O altar é o centro de todas as nossas basílicas e nossas igrejas ou não é?” Ele continua e diz: “O que os missionários fazem nas terras em que eles querem evangelizar? A primeira coisa que eles fazem é montar uma capela, um lugar de oração. E nesse lugar, o que eles colocam no meio? Um altar.”6 Todo o desenho das igrejas católicas é feito para direcionar as almas para o altar. Por quê? Porque lá é oferecido o santo Sacrifício da Missa, que é o sacrifício da Cruz renovado de uma maneira incruenta, e lá é ofertado a Deus o mais perfeito ato de oração e adoração possível. A belíssima arte – estatuário, vitrais, vestimentas e ornamentos— bem como a nobreza das proporções majestosas de nossas catedrais são feitas simplesmente para ajudar nossas mentes a compreender mais perfeitamente a sublime realidade que é estabelecida nessas pedras sagradas.

Assim como é nas nossas catedrais e igrejas, deve ser em nossas almas. Cada faculdade, cada desejo, cada propriedade das nossas almas deve ser direcionada a reproduzir dentro de nós o sacrifício que Nosso Senhor ofereceu no Calvário, e continua a oferecer em nossos altares. O que isso significa para nós na prática? Para responder a isso, nós devemos primeiro perguntar o que repousa no coração do sacrifício de Nosso Senhor. Nós devemos verdadeiramente dizer que o sacrifício que Nosso Senhor ofereceu no Calvário – e que Ele continua a oferecer sobre os nossos altares – foi essencialmente de obediência a vontade de Seu Pai: “Ele humilhou a Si mesmo, sendo obediente até a morte, e morte de Cruz”7. Nós podemos ver a oblação final que nosso Senhor fez no jardim do Getsêmani: “Pai, se possível, afastai de Mim esse cálice. Todavia, que não seja feita a Minha vontade, mas a Vossa”8. O Calvário, entretanto, foi simplesmente, a expressão final de toda a vida de Cristo. São Paulo ensina que quando Nosso Senhor entrou em nosso mundo, o primeiro movimento de Sua alma foi para exclamar: “Sacrifício e oblação Vós não quisestes, mas formaste um corpo para Mim. Então disse Eu: ‘Eis que venho; no livro está escrito de Mim que Eu deveria fazer a Vossa vontade.”9 Durante Sua vida pública, Ele nunca deixou de repetir: “O Meu alimento é fazer a vontade Dele que me enviou.”10 Nossa maior paixão deve ser buscar e cumprir a vontade de nosso Pai no céu. Isso invariavelmente irá significar sacrificar aquilo que é mais caro a nós – nossa própria vontade – sobre o altar de nossos corações. Tudo o que há em nós — nossa mente, memória, emoções, dons físicos — e até mesmo nossas posses exteriores devem ser ordenadas a este altar espiritual e ao sacrifício espiritual que é oferecido sobre ele.

Atenção a Nosso Senhor

Outro aspecto da arquitetura das igrejas nos revela características adicionais do simbolismo inerente nos templos cristãos. Tradicionalmente, igrejas católicas foram construídas de frente para o leste para ficar na direção do sol nascente. Assim, quando é rezada a Missa, a luz do novo dia pode ser derramada dentro da igreja. Embora isso evidentemente sirva a um propósito prático, também atrai a nossa atenção a Nosso Senhor, que é a “luz do mundo.” No Evangelho segundo São João, é relatado que falou sobre esse assunto em inúmeras ocasiões. Por exemplo, imediatamente antes de Sua Paixão, Ele explicou: “Eu venho como uma luz ao mundo; aquele que crê em Mim, não permanecerá nas trevas”11 Ao orientar as igrejas que eles construíram, nossos antepassados quiseram dessa maneira destacar o fato de que a Santa Madre Igreja é iluminada pelo Sol da Justiça.

Aqui novamente nós podemos extrair uma valiosa lição para as nossas vidas espirituais. Nós também precisamos projetar nosso edifício spiritual de maneira tal que permita que Nosso Senhor lance Sua luz abundantemente dentro de nossas almas. No prólogo do Evangelho de São João, nós lemos: “Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens.”12 O que isso significa? Nós devemos estudar a nossa Fé. O que é a nossa Fé senão as verdades que Nosso Senhor nos ensinou? Quais são as verdades que Nosso Senhor nos revelou senão as luzes sobrenaturais muito mais brilhantes do que o mais brilhante conhecimento natural dos maiores filósofos? O Arcebispo Lefebvre costumava dizer que uma criança de cinco anos de idade que conhece o seu catecismo entende a realidade melhor do que os mais renomados eruditos [que não conhecem o catecismo]. Quanto mais absorvemos os ensinamentos do Deus Encarnado, mais Ele deverá dissipar de nós a escuridão da nossa ignorância e erro. Ele disse: “Eu Sou a luz do mundo: aquele que segue a Mim, não andará nas trevas, mas terá a luz da vida.”13

O Próprio Cristo é a Pedra Angular

Finalmente, é digno de nota que o material de construção escolhido para as gloriosas igrejas da Cristandade foi invariavelmente pedra. Além de ser uma substância forte e nobre, tem o feliz emblema que nos lembra do fato de que “O próprio Jesus Cristo [é] a pedra angular” da Igreja. Ele é também a sólida fundação da Igreja: “Nenhuma outra fundação pode ser posta, a não ser a que já foi posta; que é Jesus Cristo.”14 Assim como é com a Igreja, é também em nossas vidas interiores. Se nós quisermos ter uma piedade sólida e equilibrada, nós devemos basea-la inteiramente em Nosso Senhor Jesus Cristo como Ele se fez conhecido a nós através da revelação pública que Ele legou à Igreja. De fato, não há necessidade de multiplicidade de devoções privadas ou práticas piedosas com o fim de agradar a Deus. Nós só temos que nos aproximar de Jesus e repousar Nele. É somente desta maneira que nossas vidas espirituais terão a estabilidade necessária que nos possibilitará evitar ser excessivamente entusiasmados por consolos espirituais ou abatidos pela desolação e pelas provações.
Nossas vidas espirituais irão conter tanto os altos quanto os baixos. O glorioso templo dedicado por Salomão seria despojado de seus tesouros dentro de poucos anos15 e finalmente destruído quando o reino de Judá foi levado ao cativeiro babilônico. Mais tarde, ele tanto retomaria a Sua morada no segundo templo construído sob a supervisão de Neemias quanto manteria Sua presença ali até à morte de Nosso Senhor Jesus Cristo.16 Deus permitirá que o templo espiritual de nossas almas sofra um destino semelhante na medida em que Ele permita — devemos fielmente nos esforçarmos para servi-lO — que sejamos despojados das riquezas da sua consolações. Podemos até mesmo ir tão longe como dizer que Ele vai permitir que ele seja destruído na medida em que Ele trabalha para aniquilar qualquer coisa nele que seja indigna de Si mesmo. Apenas na medida em que nós tenhamos colocado Cristo como o fundamento do nosso edifício espiritual, assegurado que a Sua luz banha seu interior, e colocado no seu centro o altar sobre o qual está sendo sacrificada a nossa vontade, seremos capazes de suportar o trabalho construtivo de Deus em nossas almas. Então Nosso Senhor e Seu Pai Eterno virão de bom grado tomar posse eterna de nossas almas e enchê-las com a Sua glória.


O autor:

Pe. Jonathan Loop nasceu e foi criado como episcopaliano. Ele frequentou a faculdade na Universidade de Dallas, onde recebeu a graça de se converter, por intermédio de vários de seus colegas, alguns dos quais mais tarde se tornariam religiosos com os Dominicanos de Fanjeaux. Após graduar-se com grau de bacharel em Filosofia Política, ele se matriculou no Seminário Santo Tomás de Aquino, onde foi ordenado sacerdote em junho de 2011. 

Notas: 

1 I Reis 8,10-11.

2 Salmo 92,5.

3 I Cor. 6,19.

4 Jn. 4,21-4.

5 Na primeira visita do autor a Europa ele visitou a Espanha. Junto com um amigo Mórmon, ele entrou na catedral de Sevilha e foi subjugado pela imensidão e majestade da construção. Como ambos tiveram que erguer suas cabeças para assimilar toda a extensão do interior e vislumbrar o teto, os normalmente loquazes adolescentes foram reduzidos à expressão de monossilábica admiração.

6 Sermão de 27 de Março, 1975.

7 Fil. 2,8.

8 Lc. 22,42.

9 Heb. 10,5, 7.

10 Jn. 4,34.

11 Jn. 12,46.

12 Jn. 1,4.

13 Jn. 8,12.

14 I Cor. 3,11.

15 I Reis 14,25. O templo foi saqueado cerca de 30 anos depois de ter sido concluído.

16 Lc. 23,45.

Original aqui.