quinta-feira, dezembro 31, 2015

O canto do “Te Deum” em agradecimento pelo ano de 2015


Um feliz 2016 a todos os meus leitores!

De Escravas de Maria

 
Tradicionalmente, a autoria do hino de origem antiga é atribuída a Santo Ambrósio e a Santo Agostinho, na ocasião do batismo deste último pelo primeiro na catedral de Milão, no ano 387.

O Te Deum Laudamus (Nós te louvamos, ó Deus) , que sempre se liga, na tradição católica, sendo um hino de louvor e ação de graças,às cerimônias de agradecimento vemos também na bodas de 25 anos e de 50 anos canta durante a bênção. Por isso é cantada na noite  O Te Deum é usado como ação de graças pelo ano em 31 de dezembro se canta, como forma de agradecer..Sobre o momento para se rezar ou cantar, não há regras. 

Te Deum

    Hoje, último dia do ano civil, concede-se a Indulgência Plenária a todas as pessoas que, em comunidade, nas igrejas e oratórios públicos ou semipúblicos, rezarem ou cantarem o "Te Deum" em ação de graças (cf. Enchir. Indulgentiarum, n. 60).



Nós te louvamos, ó Deus

A primeira, parte é dirigida a Deus Pai.


A Vós, ó Deus, louvamos e por Senhor nosso Vos confessamos.
A Vós, ó Eterno Pai, reverencia e adora toda a Terra.
A Vós, todos os Anjos, a Vós, os Céus e todas as Potestades;
A Vós, os Querubins e Serafins com incessantes vozes proclamam:
Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus dos Exércitos!
Os Céus e a Terra estão cheios da vossa glória e majestade.
A Vós, o glorioso coro dos Apóstolos,
A Vós, a respeitável assembleia dos Profetas,
A Vós, o brilhante exército dos mártires engrandece com louvores!
A Vós, Eterno Pai, Deus de imensa majestade,
Ao Vosso verdadeiro e único Filho, digno objecto das nossa a adorações,
Do mesmo modo ao Espírito Santo, nosso consolador e advogado.

A segunda  ao Deus filho:
   Vós sois o Rei da Glória, ó meu Senhor Jesus Cristo!
Vós sois Filho sempiterno do vosso Pai Omnipotente!
Vós, para vos unirdes ao homem e o resgatardes
não Vos dignastes de entrar no casto seio duma Virgem!
 Vós, vencedor do estímulo da morte,
abristes aos fiéis o Reino dos Céus,
Vós estais sentado à direita de Deus,
no glorioso trono do vosso Pai!
 
Nós cremos e confessamos firmemente
que de lá haveis de vir a julgar no fim do mundo.A Vós portanto rogamos que socorrais os vossos servos
a quem remistes como vosso preciosíssimo Sangue.
Fazei que sejamos contados na eterna glória,
entre o número dos vossos Santos.
 

A terceira parte é uma compilação de invocações e paráfrases que, segundo Daniel Saulnier,  foram inspiradas no Livro dos Salmos. 
Salvai, Senhor, o vosso povo e abençoai a vossa herança,E regei-os e exaltai-os eternamente para maior glória vossa.Todos os dias Vos bendizemos. E esperamos glorificar o vosso nome agora e por todos os séculos.Dignai-Vos, Senhor, conservar-nos neste dia e sempre sem pecado.Tende compaixão de nós, Senhor,compadecei-Vos de nós, miseráveis.Derramai sobre nós, Senhor, a vossa misericórdia,pois em Vós colocamos toda a nossa esperança.Em Vós, Senhor, esperei, não serei confundido.

Para ganhar a indulgencia, confissão e reza-se Um Pai Nosso e três Ave Maria e um Gloria pelas intenções dos Santos Padres Papas.


 Abençoado e Santo 2016 para todos!

 Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dia Santo Rosário.

sexta-feira, dezembro 25, 2015

Feliz Natal!!!



Para todos nós, um santo e Feliz Natal!

quinta-feira, dezembro 24, 2015

Veni, Veni, Emmanuel


Comentários Eleison: O Messias que está por vir

Comentários Eleison - por Dom Williamson
CDXL (440) - (19 de dezembro de 2015):

O MESSIAS QUE ESTÁ POR VIR

O Salvador do mundo em fria palha jaz
Grande Deus, não admitais que o firamos, nunca mais!

Que contraste há entre a cena de um Natal de hoje nas outrora nações cristãs e as profecias sobre a vinda do Messias que estão dispersas pelo Antigo Testamento! É o contraste entre o começo e o fim dessas nações. Foi a vinda de Cristo, preparada pelos judeus por dois mil anos, que através de Sua Igreja forjou essas nações (gentias) para retomar o serviço de Deus quando os judeus misteriosamente escolheram abandoná-lo. Atualmente encerra-se o tempo dessas nações, porque elas estão agora, por sua vez, abandonando Deus. Relembremos a glória e a infinita grandeza da missão do Messias, e quão sério é virar as costas a ele, por meio de uma seleção aleatória entre centenas de citações messiânicas no Antigo Testamento: —
1. Davi (1000 A.C.) – O Messias seria repudiado pelos judeus (Sl. XXI, 7-8). Ele converteria os gentios (Sl. XXI,28). Ele seria traído por um discípulo (Sl. XL,10). Seria escarnecido em Sua agonia (Sl. XXI,7–9). Seus inimigos perfurariam Suas mãos e Seus pés, e tirariam a sorte por sua túnica (Sl. XXI, 17,19); Eles lhe dariam vinagre para beber (Sl. LXVIII,22).
2. Isaías (720 B.C.) – O Messias converteria as nações (II, 2–3). Ele nasceria de uma virgem (VII, 14). Ele seria adorado como menino por reis (IX, 6–7). Ele teria um precursor; o precursor prepararia as pessoas para Ele (XL, 3–4). Ele seria a própria mansidão (XLII, 1–3). Ele seria um homem de tristezas (LIII, 3). Ele daria Sua vida para expiar nossos pecados (LIII, 5). Ele nunca se queixaria (LIII, 7). Ele seria contado entre os criminosos (LIII, 12). Ele reinaria sobre o mundo (LV, 5). Sua Igreja, Sua Esposa, lhe daria uma multidão de filhos (LXVI, 18–23).
3. Oséias (600 B.C.) – O Messias retornaria do Egito por ordem de Seu Pai (XI, 1). Ele converteria as nações (II, 19–24). Os judeus seriam disperses pelo mundo por terem negado-o (IX, 17).
4. Miquéias (600 B.C.) – O Messias nasceria em Belém e seria, ao mesmo tempo, Deus e Homem (V, 2). Ele converteria as nações (IV, 2–3). Ele seria nossa reconciliação (VII, 18–20).
5. Joel (600 B.C.) – O Messias enviaria o Espírito Santo sobre Sua Igreja e os fiéis profetizariam (II, 28–29). O Messias viria julgar o mundo com Poder (III, 2).
6. Jeremias (600 B.C.) – O nascimento do Messias seria conhecido pelo massacre dos inocentes, pelos quais suas mães chorariam (XXXI, 18). Ele converteria as nações e estabeleceria uma nova aliança com as pessoas, mais perfeita que a primeira (XXXI, 31–34).
7. Ezequiel (580 B.C.) – O Messias seria da raça de Davi (XVII, 22). Ele receberia a coroa da casa real de Davi (XXI, 27).
8. Daniel (500 B.C.) – O Messias viria em 490 anos a partir do decreto para a reconstrução de Jerusalém, depois do cativeiro da Babilônia; Ele restabeleceria o reino da virtude; Ele seria negado pelos judeus e condenado à morte; o tempo e a cidade de Jerusalém seriam destruídos; os judeus estariam em estado de desolação até o fim dos tempos (IX, 24–27).
Ler novamente estas citações é relembrar o quão inseparável o Messias estava de sua gente, os judeus, e ainda como estes se separaram dele desde então. Por ele, Deus elevou um novo povo, escolhido pela fé em vez da raça, e agora este povo também está chafurdando no materialismo. Senhor, concede-nos nesta época do ano relembrarmos como Ele mudou o mundo, e como, sem Ele, o mundo está catastroficamente retrocedendo.
Kyrie eleison.

Comentários Eleison: Explosão de Beethoven

Comentários Eleison - por Dom Williamson
CDXXXIII (439) - (12 de dezembro de 2015):

EXPLOSÃO DE BEETHOVEN

À música de hoje, superior Beethoven sempre será.
Suas sonatas, um jovem homem executará.

Daqui a dois meses, desde as 18h de sexta-feira de 19 de fevereiro até o meio-dia do dia 21, ocorrerá aqui em Broadstairs, durante três dias, uma explosão da música de Beethoven. Um jovem pianista americano, que pode ler a prima vista qualquer uma de suas 32 sonatas para piano, e que ama todas, estará atravessando o Atlântico para tocar algumas delas para nós; mas ainda não sabemos quais.
Sem dúvida, ele executará as três grandes favoritas, a Sonata Patética, a Sonata ao Luar e a Appassionata, além da Waldstein; mas haverá tempo para analisar e apresentar muitas outras. Por hora, não haverá um programa fixo para os três dias. Haverá lugar para muitas perguntas, discussões e improvisações. Um bispo também contribuirá, com alguma profundidade, na análise de seu compositor favorito. O propósito deste fim de semana é que os participantes levem consigo uma compreensão que podem não ter tido antes sobre o funcionamento da música clássica e o que torna Beethoven, em particular, um de seus mais famosos compositores.
Mas, alguém objetará: o que a música, especialmente a música revolucionária, tem que ver com a defesa e a propagação da fé católica? A resposta aqui tem de ser breve. Em primeiro lugar, que ninguém despreze a música. Ambos, a Igreja Católica e o Demônio estão perfeitamente atentos ao fato de que ela é uma linguagem singularmente capaz de expressar e de moldar o que se passa na alma humana e, então, de influenciar a direção que ela toma, seja para o Céu (canto gregoriano), seja para o Inferno (as vítimas dos recentes tiroteios em Paris não estavam justamente tomando parte em uma canção de rock que invocava o Demônio?). Quase todo ser humano tem uma ou outra música em sua alma, e essa música normalmente está profundamente arraigada, para o bem ou para o mal. Não seria exagero dizer que se um homem não tem em si a música de sua religião, ele terá em si a religião de sua música, por exemplo, a do Demônio. Os católicos que compreendem que a música que amam não vai muito além do pop ou do rock, poderiam aproveitar bem a oportunidade para entender a música clássica, via uma estudiosa explosão de Beethoven.
Bem, é verdade que há uma grande quantidade de músicas mais elevadas que a de Beethoven. Ele nasceu sob a Antiga Ordem, 19 anos antes da Revolução Francesa explodir em 1789, mas morreu 57 anos depois, quando a época revolucionária moderna estava bem encaminhada, em 1827, de modo que sua vida escarranchou aquela tremenda agitação, que ele expressou musicalmente em um número de suas obras-primas, notavelmente na Sonata Appassionata e em sua Sinfonia Eroica, originalmente dedicada ao herói da Revolução, Napoleão Bonaparte. Entretanto, enquanto a relativa serenidade de suas obras-primas musicais anteriores à Revolução está livre de sua agitação e distúrbio romântico, ao mesmo tempo está mais afastada do mundo de hoje, marinado na Revolução. Assim, Beethoven pode falar às almas de hoje que encontram pouco ou nenhum interesse na música dos mestres anteriores a ele. Tampouco é Beethoven somente revolucionário. O poder único de suas mais amadas obras-primas deriva de seu vinho romântico, que está contido e organizado dentro da pele clássica que ele herdou de Haydn e Mozart.
Para termos uma ideia sobre os números, por favor, deixem-nos saber se planejam assistir ao fim de semana de Beethoven. Fora de estação, as pensões locais devem ter muitos quartos para passar a noite. Se os leitores masculinos preferirem algo mais diretamente católico, inscrevam-se o mais rápido possível nos Exercícios Inacianos que serão dados pelo Padre Abraham e por mim, entre as 18h do dia 26 de dezembro às 18h do dia 31 de dezembro.

Kyrie eleison.

terça-feira, dezembro 22, 2015

Afirmar que ninguém fora da Igreja se salva, extraordinariamente e apesar de sua falsa religião, é herético

Por C. N. 

Afirmar que ninguém fora da Igreja se salva, extraordinariamente, é herético, porque nega o que sempre disse o Magistério infalível (como o Concílio de Trento) e a Tradição bimilenar. E isto não implica contradição com o axioma “Fora da Igreja não há salvação”, porque, ao se salvar pela graça final e eficaz, o que estava fora da Igreja entra automaticamente para a Igreja. Isto, repita-se, é extraordinário, excepcional, mas efetivo. Quem quer que tenha estudado os documentos do Magistério da Igreja o sabe. E negá-lo, repito, implica indocilidade ao Espírito Santo. Naturalmente, se alguém que está fora da Igreja se salva, salva-se apesar de sua religião: e por isso mesmo é que entra para a Igreja Católica na hora da morte.Transcrevo abaixo trechos da Resposta a uma pergunta acerca da possibilidade de milagres fora da Igreja.

«2) Em resumo, diz Santo Tomás duas coisas: uma, que os demônios podem fazer coisas que se assemelham a milagres mas não o são; outra, que Deus, pelo ministério dos anjos, podia fazer milagres entre os pagãos (ou seja, não apenas entre o povo eleito), assim como, embora ordinariamente a salvação das almas se desse entre os judeus, também se dava, extraordinariamente, entre os pagãos, como sempre disseram nossos Doutores. Santo Agostinho, por exemplo, pensava que Cícero se teria salvado, o que se provaria pelo que disse antes de morrer: “Causa causarum, miserere mei” (Causa das causas, tem misericórdia de mim).
3) Ademais, como diz o sacerdote que lhe escreveu, parece que “se encontram alguns casos de milagre entre os ortodoxos, por exemplo para testemunhar a verdade do Novo Testamento diante de um judeu” – o que de algum modo concorre para o bem da Igreja. – Aliás, todos os que se salvaram antes de Cristo (judeus ou pagãos) não o fizeram senão em ordem a Cristo, que é o eixo dos tempos. E os que extraordinariamente se salvam fora da Igreja depois de Cristo (o que é afirmado, entre outros, pelo Concílio de Trento) tornam-se da Igreja no ato mesmo em que são salvos, razão por que não há contradição com o axioma “fora da Igreja não há salvação”.
4) Mas a melhor passagem de Santo Tomás de Aquino para entender o assunto ainda me parece a da Suma Teológica, II-II, q. 178, a. 2 (“Se os maus podem fazer milagres”), ad 3: “Por isso, os maus que ensinam falsas doutrinas [ou seja, os heréticos] não poderiam jamais fazer verdadeiros milagres para confirmar seu ensinamento, embora, às vezes, possam fazê-los em nome de Cristo, que eles invocam, e pela virtude dos sacramentos que administram”. E isso, que, como dito, sempre será extraordinário, Deus não o faz senão por algum bem, ou imediatamente da Igreja, ou porque se destina a cumprir a predestinação de quem atualmente não está no seio da Igreja, ou por qualquer outra razão que esteja entre os ocultos desígnios de Deus.»

O Censo em Belém

Por Linda, Under the Gables
Traduzido por Andrea Patricia

O Censo em Belém, por Pieter Bruegel, 1525-1569


Naqueles tempos apareceu um decreto de César Augusto, ordenando o recenseamento de toda a terra. Este recenseamento foi feito antes do governo de Quirino, na Síria. 
Todos iam alistar-se, cada um na sua cidade. 
Também José subiu da Galiléia, da cidade de Nazaré, à Judéia, à Cidade de Davi, 
chamada Belém, porque era da casa e família de Davi, 
para se alistar com a sua esposa Maria, 
que estava grávida.
 (Lucas 2, 1-5)



Esta é uma de minhas pinturas favoritas do Natal, e em toda casa ou apartamento em que eu more sem uma janela sobre a pia da cozinha, eu penduro este quadro lá, para que eu possa olhar para ele todos os dias enquanto eu cozinho e lavo.

Clique no quadro para aumentá-lo para encontrar Maria e José. Eles estão na metade inferior do quadro, ligeiramente à direita do centro. Maria, "grande com criança", senta-se em um burro que é levado por José. Eles estão indo em direção ao prédio à esquerda, onde eles vão pagar seus impostos e ser contados no censo, entre os muitos que vão fazer o mesmo.

No prédio há uma coroa de flores pendurada, pois é a época de Natal em Flandres, que Bruegel retrata aqui numa típica tarde de dezembro, com o povo da cidade em "Belém" tratando de seus negócios e com as crianças brincando. Está frio lá fora. As casas dos citadinos vão desde a frágil até a robusta, dependendo de sua sorte, e algumas podem não ser tão quentes.

Todos estão ocupados. É uma cena como a de qualquer outro Natal, e há Maria e José, em sua humildade completa. Ninguém percebe-los, mas eles estão aqui entre nós, diz Bruegel. Preste atenção neles, nas ruas e entre a multidão, e também em seu coração.


quarta-feira, dezembro 16, 2015

Liberdade, Igualdade e Fraternidade?


Liberdade provisória.  Igualdade insignificante.  Fraternidade aleatória.

Não sei quem é o autor, mas achei fantástico!