segunda-feira, janeiro 25, 2010

São José: socorro em todas as dificuldades

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Santa Tereza de Jesus diz que São José é um santo que socorre em todas as dificuldades, diferente de outros santos que receberam de Deus a graça de socorrer apenas em determinadas dificuldades.


Ela diz que “O Senhor quer dar a entender com isto que assim como lhe foi submisso na Terra, onde São José, na qualidade de pai adotivo, o podia mandar, assim no céu atende a todos os seus pedidos”.


Eu fiquei encantada ao ler este trecho do “Livro da Vida”. Nunca tinha parado para pensar em como Nosso Senhor Jesus Cristo foi um dia filho de São José, portanto submisso a ele. Que lindo!


Imagino a cena do Menino Jesus observando seu querido pai adotivo trabalhando na dele em seu ofício de carpinteiro. Vejo seu divino rostinho com olhos atentos e vivazes, a doçura das mãozinhas apontando para os objetos e fazendo perguntas. E vejo São José, pai amoroso, respondendo pacientemente, sorrindo feliz com a inteligência de seu pequeno filho. Que lindas cenas!


Depois de ler toda a propaganda que Santa Tereza fez de São José, passei a orar pedindo a este grande santo que rogue pelas pessoas necessitadas e por mim.

sexta-feira, janeiro 22, 2010

A modéstia para governar as paixões

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“Esta segunda virtude, a modéstia – a própria palavra “modéstia” vem de modus, uma medida ou limite – provavelmente exprime melhor a função de governar e dominar as paixões, especialmente as paixões sensuais. É o baluarte natural da castidade. É a sua muralha eficaz, porque seus atos moderados estão estreitamente relacionados com o próprio objeto da castidade." (Papa Pio XII. Problemas morais em Design de Moda. Discurso dirigido ao Congresso da União Latina de Alta Costura. Em 23 de maio de 1948) 

A modéstia é "o baluarte natural da castidade", segundo o saudoso Papa Pio XII. Se a castidade é algo obrigatório para aqueles que buscam a vida espiritual, então temos que estar atentos à questão da modéstia. 


A modéstia é pudor. Quando somos modestos nos resguardamos das impurezas. Buscando a pureza nos tornamos mais próximos daquilo que Deus quer de nós. 


Devemos buscar a virtude da modéstia sempre, em todos os ambientes e situações em nossa vida diária através das palavras, das ações, das vestimentas, dos pensamentos, dos modos. 

O cristão deve ser o sal da terra. E para isso deve saber dar o exemplo. Que exemplo estamos dando aos outros quando nos permitimos certas atitudes impuras, quando damos ouvidos a certas piadas e fofocas, quando deixamos que nossos olhos se maculem ainda mais com certos programas e leituras? 

A virtude da modéstia busca a moderação. Mas moderar não quer dizer se equilibrar entre dois opostos buscando o caminho intermediário. Para sermos realmente moderados devemos buscar o mais alto e não simplesmente nos conformar com o que o mundo oferece como sendo equilibrado, razoável. 

"Os atos moderados [da modéstia] estão estreitamente relacionados com o próprio objeto da castidade". O que não estiver em conformidade com a castidade não pode ser moderado. Logo, com certas coisas não podemos contemporizar. 

Busquemos a modéstia sempre. Oremos pedindo a Deus que nos conceda esta virtude.
vida

quarta-feira, janeiro 20, 2010

Modéstia e Romance, por Jason Evert

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Mais um vídeo de Jason Evert, desta vez falando sobre Modéstia e Romance. Muito bom!

Para quem quiser saber mais sobre este assunto tão importante, a modéstia, visite o blog do Apostolado Moda e Modéstia, aqui.

segunda-feira, janeiro 18, 2010

Falta de honestidade e acomodar-se ao mundo

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A verdadeira honestidade não é simplesmente dizer o que se pensa. Quando nós vivemos em um certo automatismo sem pensar bem naquilo que estamos defendendo, e sim buscando manter a posição confortável na qual nos encontramos - que pode estar errada -, então não há honestidade.

O amor à verdade faz com que nos mantenhamos dispostos a enxergar a realidade. Quando queremos confirmar nossas idéias somente sem buscar nos aprofundar em um assunto e ainda assim teimamos em dizer que nós estamos certos e que os outros é que estão errados, que os outros é que possuem "mente fechada" e são fanáticos, então não estamos buscando entender a realidade pois não há amor à verdade nesta atitude. Há sim apego desordenado às próprias opiniões e talvez medo de desapegar de certas facilidades que o mundo proporciona. Podemos estar tão acostumados a certas experiências mundanas que não queremos abrir mão delas em prol da santidade e então acusamos o outro de ser fanático ou de ser um chato por querer tolher nossas vivências.

Quando nos voltamos com raiva para este outro que diz coisas diferentes do que pensamos, então é o momento de parar para pensar com seriedade. Porque quando nós estamos realmente buscando a verdade não é uma opinião contrária que vai nos afastar do outro julgando-o como louco. Quando estamos realmente querendo aprender nós buscamos compreender o que o outro tem para dizer e por mais que discordemos, ainda assim iremos deixar aberto o espaço para o diálogo, para tentar entender porque o outro defende as idéias que defende. Agora, se damos as costas ao outro somente porque ele pensa diferente então deveríamos nos perguntar se este afastamento não é na verdade uma fuga. Será que não há nesta atitude de afastamento o medo de descobrir que na realidade nós estamos errados e o outro pode estar certo? Será que não estamos mornos e acostumados a vida como estamos vivendo? Queremos mesmo mudar ou estamos apenas nos amoldando e tentando contemporizar com o mundo cedendo um pouquinho aqui, um outro tanto ali? Já pensou nisso? Já parou para pensar que tal atitude pode ser uma fuga da realidade? Tal atitude é desonesta.

Não vire as costas para o outro somente porque ele pensa diferente de você sem antes avaliar bem a situação. E se tal situação envolve a vida espiritual então o cuidado deve ser dobrado. A raiva ou a impaciência que você sente por causa disso pode esconder algo importante e ser a chave para uma mudança real em sua vida; talvez o empurrão que falta para que você dê um passo largo no caminho da santidade.

Não se acomode tão facilmente aos seus gostos e hábitos. Dê uma chance ao diferente, ao que parece difícil de viver. Santidade dá trabalho e não contemporiza. Quem quer ser santo não deve se acomodar no mundo.
vida

sexta-feira, janeiro 15, 2010

Função e simbolismos da música

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Os pensadores medievais insistiam em que há dois modos de degustar a música.

Uma é a forma vulgar que fica no sensível, no prazer imediato da orelha afagada pelos sons doces.

A outra forma é intelectual: ela eleva a beleza sonora até o mundo das proporções inteligíveis, até o próprio Deus.

Na primeira forma os compositores se comprazem na simples audição e compõem segundo seu capricho.

Na segunda forma, compõem segundo as regras. Os primeiros são como bêbados que voltam para casa sem conhecer o caminho. Os outros são sábios que sabem o que fazem e como o fazem.

Para os sábios, a música é uma atividade intelectual e contemplativa. Ouvindo-a com inteligência penetra-se no mundo dos mistérios sublimes, das regras da harmonia, dos números eternos.

Assim faziam os Antigos, ensina Casiodoro, mas os cristãos sobem mais alto e chegam até a unidade, i. é, até a fonte de todas as harmonias, o Criador de todas as belezas, a Felicidade absoluta. Então, a música se dilata num êxtase místico.

A catedral de pedra é símbolo do mundo invisível, ela lembra a sociedade perfeita do Céu. Assim também é a música.

A cítara nos lembra a Sagrada Escritura: sua caixa é o símbolo da história, suas cordas esticadas fazem aparecer o sentido místico dos acontecimentos.

O duplo tetracórdio é símbolo de Cristo.

O primeiro tetracórdio representa sua Humanidade santíssima: pelos sons graves nos fala de sua vida oculta, pelos sons agudos nos fala de sua Paixão e Morte.

O segundo tetracórdio é a imagem da harmonia divina realizada na Ressurreição e na glória eterna.

A sinfonia é a imagem do Universo unificado em Deus.

Guilherme de Auvergne vê nas notas mais altas a harmonia das criaturas mais sublimes. Para ele os sons graves são signo dos seres materiais.

Todo concerto é o símbolo da harmonia cósmica, da fabulosa unidade do universo estruturado com hierarquia e proporção.


(Fonte: excertos de Edgar de Bruyne, “Études d’esthétique médiévale”, tomo 2, Albin Michel, Paris)

quarta-feira, janeiro 13, 2010

A inquietação não nos deixa ver Deus

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A busca frenética pelas novidades do mundo, a preocupação excessiva com o dia de amanhã, o medo de perder certas coisas, a angústia na hora de fazer escolhas, tudo isso que deixa o coração inquieto, não deixa que vejamos Deus.


Ele que pode estar se fazendo presente através da palavra de um amigo, do olhar de um mendigo, do sorriso de uma criança, simplesmente passa despercebido quando estamos distraídos e inquietos, por demais estabelecidos no mundo exterior.


Todos nós precisamos de vida interior, precisamos de oração, precisamos buscar mais contato com O Criador. E as inquietações nos afastam desta vida interior. Por isso precisamos aprender a serenar, temos que aprender a dispor de tempo para as coisas espirituais. Como fazer isso? Buscando aos poucos, devagar deixar algum tempo para pensar nas coisas do Alto. Buscar orar, fazendo o terço por exemplo, mesmo que estejamos caminhando, lavando louça ou em frente a televisão. O importante é começar. Com o tempo se Ele nos der as graças necessárias poderemos avançar mais e conseguir nos fixar no que mais importa.


Mas uma coisa é certa: quietude mesmo só iremos conseguir no dia que repousarmos Nele.
vida

terça-feira, janeiro 12, 2010

A Modéstia na visão masculina, por Jason Evert

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vida
Adorei o vídeo do Jason Evert falando sobre Modéstia! Recomendo muito que vocês assistam, está ótimo! Ele comenta sobre o tema de maneira clara, com seu carisma e bom humor, trazendo a visão do homem sobre o tema das vestimentas da mulher e como estas afetam os homens. Vale mesmo ver este vídeo!




vida

segunda-feira, janeiro 11, 2010

Pílulas espirituais - Louis Lavelle

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Traduzidas por Luiz de Carvalho

Pílulas espirituais, não para serem lidas de carreirinha, mas tomadas uma a uma e digeridas pelo estômago da inteligência.


1. Narciso exige de seu olhar nu que faça-o contemplar sua pura essência, mas ele só pode lhe dar a aparência – eis o drama de que padece.

2. O crime de Narciso é preferir, no final das contas, a imagem ao próprio eu.

3. Só se pode amar uma vida que, antes de poder fazer dom de si, deve-se dar a si mesma o ser.

4. Ser é sempre mais que conhecer. O conhecimento é o espetáculo com que nos regalamos.

5. A potência que tenho em mim para acolher é o que faz que os outros me acolham.

6. Cada consciência tem em si uma aspiração insatisfeita, pois que tem o infinito por objeto.

7. A mentira é a recusa do próprio ser perpetrada pelo eu.

8. A árvore alimenta os frutos de que se carregará, mas ela os ignora: não lhe cabe vê-los nem prová-los.

9. Todos os seres recebem a mesma luz, mas a acolhem de formas desiguais.

10. Qualquer progresso espiritual retira-nos do convívio dos outros homens, que vêem em nós um ser que começa a se bastar a si.

11. Só começo ser interessante a outrem quando este sente em mim um perfeito desinteresse... uma indiferença a convencê-lo.

12. O amor começa pela contemplação.

13. A docilidade não é o contrário do vigor, mas seu polimento.

14. Quanto mais a árvore mergulha as raízes na escuridão da terra, mas a folhagem remonta às alturas.

15. A sabedoria não é aptidão que se deve dominar, mas possuir.

16. A santidade assemelha-se a uma nova natureza: é por sua vez a renúncia e a perfeição da natureza.

17. A consciência só consegue o equilíbrio e a segurança ao alimentar o olhar no infinito, em vez de fazer deste um perpétuo além.

18. O maior bem com que podemos favorecer a outrem não é o comunicar-lhes nossa riqueza, mas fazê-los descobrir a deles.

19. Não pode haver real amizade entre os que, antes de tudo, não têm fé nos mesmos valores.

20. Toda duração é espiritual, e não material, pois a duração só conserva o que ela espiritualiza.

LOUIS LAVELLE


sexta-feira, janeiro 08, 2010

A pureza e o meio social

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"A pureza cristã requer uma purificação do clima social."
(Catecismo da Igreja Católica. A luta pela pureza)


Como cristãos temos a obrigação de buscar a pureza. No meio repleto de indecência que vivemos hoje é algo realmente difícil nos mantermos puros. Mas podemos nos ajudar.

Será que não estamos dando muita chance ao pecado ao assistir certos programas de televisão? Ao freqüentar certos ambientes onde o vício é praticado abertamente, onde os corpos estão expostos ao deleite público? Será que não estamos contemporizando ao repetir que "todo mundo vai a tal lugar, hoje em dia é assim" "as coisas mudam", etc.? Tenho pensado nessas coisas ultimamente.

Claro que de certas situações não dá para escapar. Mas de outras com certeza não precisamos. Então porque nos submetermos voluntariamente a estar em certas situações que poderiam ser facilmente evitadas? Somente porque todo mundo faz e se não fizermos seremos chamados de "carolas", de "fanáticos extremistas"? Damos tanto valor assim às opiniões das pessoas? E o que Deus quer importa realmente? Ou é mais importante o que fulaninho de tal diz sobre isso ou aquilo?

Até onde estamos realmente buscando a santidade? Até onde só estamos querendo continuar a viver de acordo com nossos gostos - que podem estar bastante deturpados -, de acordo com nossos apegos?

A quem estamos servindo realmente? Sabemos que não podemos servir a dois senhores.
ida

quarta-feira, janeiro 06, 2010

Transforme sua preocupação em oração

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Uma boa maneira de enfrentar uma dificuldade é buscar a oração. A aproximação de Deus nos dá forças para continuar e é justamente isso que a oração faz: nos aproxima de Deus. 

Orar é buscar uma amizade com O Criador. Além de recitar as orações que já conhecemos, podemos também conversar abertamente com o Senhor. Buscar nesta conversa abrir o coração sem medo, certos de que Ele vai nos ouvir, certos de que Ele é a única pessoa que realmente nos compreende.

Outro dia o padre disse na homilia: "Transforme sua preocupação em oração. O Senhor pode dividir essa cruz com você". Isso me lembra que Deus quer nossa amizade, quer que nós O busquemos como quem busca um confidente. Então porque não confiar Nele nessas horas de angústia? Porque não orar e transformar essa preocupação em uma conversa sincera com Deus? Ele pode dividir estas cruzes conosco.
vida

segunda-feira, janeiro 04, 2010

O amor-próprio ferido

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O amor-próprio ferido é uma desgraça. Quando somos muito susceptíveis, corremos o risco de nos perder mais facilmente. Qualquer coisinha que o outro diga é motivo para choro e descontentamento, para pragas e lamentações.

É tudo fruto do orgulho, esse mau conselheiro, que nos cega a ponto de rechaçarmos as mais belas coisas e pessoas apenas porque não suportamos ouvir certas verdades. Feliz daquele que tem amigos verdadeiros (sejam colegas, familiares, marido ou filhos) e que podem conversar e conviver honestamente, sem medo de abrir o coração e colocar as dúvidas, os medos e inquietações.

É melhor viver sem medo de ouvir a verdade que liberta do que viver enganado querendo apenas ouvir o elogio que arruína a alma.
vida