domingo, junho 30, 2013

Parabéns, D. Williamson!



Parabéns pelos 25 anos de fidelidade, D. Williamson!  Muito obrigada!

Thank you, Mgr. Williamson!


sábado, junho 29, 2013

Comentários Eleison: Autoridade Estropiada II

Comentários Eleison – por Dom Williamson
CCCXI - (311) - 29 de junho de 2013



AUTORIDADE ESTROPIADA  II

Mais uma vez estou sendo pressionado por um valente participante da “Resistência” Católica atual para colocar-me à frente dela. A razão apresentada continua a ser que eu sou o único bispo a ainda tomar qualquer parte deste movimento de oposição ao colapso interno da Fraternidade São Pio X. Mas Deus deu o último suspiro da autoridade da Igreja ao Arcebispo Lefebvre, autoridade da qual seus sucessores tem cruelmente abusado. Por que Ele daria isso de novo? A crise da Igreja avançou bastante entre a década de 1970 e a de 2010. Sob o risco de enfadar a muitos de vocês, aqui estão os principais argumentos da boa alma, com respostas que eu proponho a qualquer um, mas não imponho a ninguém.

1 A vasta diversidade de opiniões entre os sacerdotes da Resistência confunde os leigos.
* Mas controlar opiniões requer autoridade (veja acima). E talvez os católicos mereçam ser confundidos após tantos terem seguido cegamente o Vaticano II, e estarem agora cegamente seguindo a FSSPX. Talvez Deus tenha tido o bastante de obediência cega. Talvez ele queira que os católicos usem suas cabeças e pensem por si mesmos, e não apenas “obedeçam” cegamente, como um caminho preguiçoso para o Céu.

2 Em particular há confusão sobre qual o momento de pular do barco, ou seja, deixar de ir às Missas da FSSPX.
* Mas por que uma opinião deveria servir para todos os casos? Todos os tipos de diferentes circunstâncias podem estar contidos em tal pergunta. Reconhecidamente, ficar com a FSSPX em seu atual falso curso envolve um perigo real de ir gradualmente deslizando, mas as almas precisam de sacramentos, e isso não significa que todos os sacerdotes da FSSPX sejam traidores. Na França, recentemente, a primeira edição de um livro de 300 páginas, contendo 90% de citações do Arcebispo Lefebvre, foi vendida em duas semanas. Ele foi elaborado por um padre da FSSPX, o Padre François Pivert. Isso é um sinal positivo de esperança. Deus o abençoe!

3  O atrito entre os padres da Resistência pode fazer com que a Resistência se autodestrua.
* Sempre houve, e sempre haverá, atritos pessoais entre sacerdotes. Atrito doutrinal é muito mais grave. Foi a fidelidade doutrinal que principalmente manteve a FSSPX unida até agora, e é a infidelidade doutrinal que está agora a destruindo. É a fidelidade doutrinal que irá garantir nossa única Fé, que é a base de tudo o que vai sobreviver do Catolicismo na Igreja, ou na FSSPX, ou na “Resistência”.

4 Não existe Igreja sem um líder ou hierarquia. Deus nos quer organizados.
* Normalmente, de fato não existe Igreja sem líder ou hierarquia, mas o homem moderno criou uma situação anormal. Enquanto o centurião pagão nos Evangelhos (Mt.VIII, 6-10) tinha um senso natural de como comandar e como obedecer (os dois andam juntos), o homem “democrático” tem, em nome da liberdade, voluntariamente desaprendido como fazer um e outro. Esses comandos arbitrários e excessiva obediência estão atualmente destruindo a FSSPX, como eles têm destruído em grande parte a Igreja mainstream. Isso acontece porque tanto aos governantes quanto aos governados faltam o senso e o amor àquela verdade objetiva que está cima de ambos, e que, quando atendida, não tem dificuldade em harmonizar a autoridade e obediência deles. Talvez Deus queira que busquemos doutrina em vez de organização.

Concluindo, essa excepcional provação da Igreja irá durar o quanto Deus necessitar que dure para a purificação de Sua Igreja. Enquanto isso, no início do século XXI, parece-me que para ser justo não resta muita palha católica para fazer um tijolo católico como a FSSPX do fim do século XX. Paciência. Deus tem os Seus caminhos. É a Sua Igreja, e Ele está cuidando dela. Paciência.

Kyrie Eleison

sexta-feira, junho 28, 2013

Povo manipulado pelos fabricantes da Nova Ordem Mundial



Leia o texto deste link, de um discurso de 1969 do Dr. Richard Day, que foi diretor do National Medical of the Rockefeller Institute, e que descreve “’um sistema do Novo Mundo’ já em vigor que permanentemente transformaria o mundo.” É interessantíssimo. 

Trechinho:

“Dr. Day disse que o sexo vai ser separado do casamento e da reprodução (ou seja, 'liberação sexual') para acabar com a família e reduzir a população. Aborto, divórcio e homossexualidade serão feitos socialmente aceitáveis. "Aos homossexuais será dada a permissão para agir. Todos, incluindo os idosos, serão incentivados a ter relações sexuais. Ela será trazida à tona. Um vale tudo." O "Stonewall Riots", que desencadeou o movimento dos "direitos dos homossexuais", ocorreu três meses depois dessa palestra. Pornografia, violência e obscenidade na TV e no cinema serão aumentadas. As pessoas vão ser insensíveis à violência e à pornografia e sentirão que a vida é curta, precária e brutal. A música vai "piorar" e será utilizada para a doutrinação.”

quinta-feira, junho 27, 2013

Católicos Sionistas?



Por Christopher A. Ferrara
Traduzido por Andrea Patrícia



Os remanescentes obstinados tradicionalistas defensores da guerra no Iraque precisam explicar como católicos podem apoiar essa desventura inspirada pelo Sionismo.


“Você tem certeza? Você entende as consequências?
Você sabe que você vai terminar possuindo este lugar?"
  (Colin L. Powell para George Bush, pouco antes da invasão ao Iraque) 

 
Na sua conferência de imprensa rigidamente controlada em 14 de abril de 2004 (em que apenas perguntas pré-selecionadas foram respondidas), George Bush ofereceu esta explicação para a nossa catastrófica desventura no Iraque: "E, claro, eu quero saber por que não nós não encontramos arma ainda. Mas eu ainda sei que Saddam Hussein era uma ameaça, e o mundo está melhor sem Saddam Hussein”.

Ele quer saber por que não encontramos "uma arma", ainda, gente, mas ele sabe que Saddam era uma ameaça para os Estados Unidos. Ler as locuções infantis de George W. Bush em defesa de sua guerra absurda é temer pelo futuro da nossa pátria. Como Bush explicou sua última intuição sobre porque ele começou a Guerra no Iraque: “Meu trabalho como o Presidente”—o Presidente, ele diz, como se ele fosse o líder de um clubinho de garotos da vizinhança—“é levar esta nação a fazer do mundo um lugar melhor. E é exatamente isso que estamos fazendo… Nós estamos indo fazer o serviço. E um Iraque livre vai ser um maior golpe para o terrorismo (sic). Isso vai mudar o mundo.” Um maior golpe para o terrorismo foi com certeza o que Bush realizou, com os Sunitas e Xiitas colocando de lado mil anos de inimizade para se unir contra a ocupação americana.

Tragicamente, a contagem de corpos americanos remonta como a mais poderosa máquina militar da história destrói o que resta da sociedade iraquiana, sob o comando de um homem que não consegue reunir a eloquência e o foco intelectual de um aluno mediano na escola defendendo uma posição política na sala de aula de educação cívica: nós precisamos fazer do mundo um lugar melhor. Nós precisamos “libertar” o Iraque. Nós precisamos fazer o serviço. Nós precisamos mudar o mundo. 

Este emaranhado de noções vagas é o que agora anima nosso não muito rápido Comandante-em-Chefe, muito tempo depois de suas justificativas originalmente proferidas para a guerra ser exposta como fraudulenta. 

Bush vendeu os palestinos

O que o New York Times corretamente chamou de desempenho "desconexo e fora de foco" de Bush em sua primeira e única conferência de imprensa de 2004 nos lembra que, afinal de contas, Bush é pouco mais do que um capitão testa de ferro do navio do Estado, que falhou em um questionário relâmpago sobre os nomes de quatro líderes mundiais antes de tomar posse. São os homens que dizem a Bush o que ele tem que pensar que têm as mãos no leme do navio. As mãos que estão no leme foram reveladas um dia antes da conferência de imprensa de 14 de abril, quando Bush, com Ariel Sharon em pé ao seu lado na Casa Branca, repentinamente mudou a política dos Estados Unidos e vendeu o povo da Palestina. A carta diplomática bombástica de Bush a Sharon renunciou o direito há muito tempo reconhecido dos árabes palestinos de retornar ao território do qual 750.000 deles foram expulsos pelo exército israelense em 1948, na sequência da criação ilegal de um “estado judeu” pelo decreto da ONU: 

Os Estados Unidos estão fortemente comprometidos com a segurança de Israel e bem-estar como um Estado judeu. Parece claro que um concordado, correto, justo e realista quadro de uma solução para a questão dos refugiados palestinos como parte de qualquer acordo de status final terá de ser encontrado através do estabelecimento de um Estado palestino, e o assentamento dos refugiados palestinos lá, ao invés de em Israel.

Como parte de um acordo final de paz, Israel deve ter fronteiras seguras e reconhecidas, que deve emergir de negociações entre as partes, em conformidade com as Resoluções 242 e 338 do Conselho de Segurança da ONU. À luz das novas realidades no terreno, inclusive os já existentes grandes centros populacionais israelenses, não é realista esperar que o resultado das negociações do status final será um retorno pleno e completo às linhas do armistício de 1949...

Um Sharon radiante regozijou-se que Bush tinha "me entregado uma carta que inclui afirmações muito importantes sobre a segurança de Israel e seu bem-estar como um Estado judeu.” Como o Globe and Mail colocou: “O presidente dos EUA, George W. Bush disse aos refugiados palestinos quarta-feira para esquecer sobre algum dia retornar para suas casas ancestrais no que hoje é Israel. Indicando uma grande mudança na política, o Sr. Bush rejeitou o ‘direito de retornar’ para os palestinos desenraizados em 1940 e [também] sugeriu que os palestinos devem reconhecer que alguns assentamentos judaicos na Cisjordânia estão aqui para ficar.”

Ou seja, Bush não só renunciou o direito de retorno palestino para o território tomado em 1940, mas também ratificou as adicionais apreensões israelenses de terras árabes na Cisjordânia, durante a Guerra dos Seis Dias em 1967, e a maioria das expansões dos “assentamentos” Likudist [a] da Cisjordânia desde então. (Os israelenses agora propõem a renunciar apenas os assentamentos ilegais da Faixa de Gaza que já não considerem que valha a pena reter).

Como Bush e Sharon teriam, o "Estado judeu", criado ex nihilo pelas Nações Unidas inclui agora cerca de 80% da área total da terra da Palestina — tudo isso tomado pelos israelenses em violação do direito internacional (salvo por cerca de 5% realmente comprado legalmente pelos primeiros imigrantes sionistas). Assim, Bush tem cercado os Estados Unidos em uma posição de negociação em que qualquer futuro Estado palestino em um acordo de paz de "dois estados" poderia consistir em não mais do que cerca de 20% do anterior território árabe para 100% da atual, e muito maior, população árabe.

Para os israelenses, um grande negócio. Para os árabes, porém, outra provocação dos Estados Unidos. Como o Globe and Mail reportou, “o moderado primeiro-ministro palestino Ahmed Qureia insistiu que seu povo 'não aceita a posição de Bush‘. Bush é o primeiro presidente dos EUA a dar legitimidade aos assentamentos judaicos em terras palestinas. Nós rejeitamos isso, não vamos aceitar isso... Ninguém no mundo tem o direito de renunciar aos direitos palestinos.” O mesmo artigo do Globe and Mail reportou que o porta-voz da Jihad Islâmica Kaled al-Batsh disse a Reuters que “A negação de Bush do direito dos palestinos de retornar foi uma declaração de guerra contra o povo palestino. Bush e Sharon terão de assumir a responsabilidade pelo novo ciclo de guerra.”

Então, no mesmo momento em os exércitos de Bush estão dizimando domicílios árabes no Iraque em um esforço para quebrar a espinha dorsal da resistência xiita, Bush, compromete os Estados Unidos à proposição de que deve haver um "Estado judeu" em Israel a partir do qual as famílias árabes despossuídas a força seriam excluídas para sempre. Enquanto Bush usa a força militar para impedir o surgimento de um estado xiita em um país cuja população é 65% xiita, ele defende e protege um "Estado judeu" em território ilegalmente apreendido dos seus donos árabes por uma minoria judaica. O pluralismo, como você vê, é apenas para os goys [b].

E é assim que George Bush propõe combater "a guerra contra o terrorismo". Ou melhor, é como os homens que manejam os pedaços de papel para Bush ler ao microfone propõem combatê-lo. E quem são esses homens? Eles são os mesmos cérebros pró-Israel que tem tramando a invasão do Iraque, pelo menos desde 1998.

A Guerra do Iraque: Um Projeto Sionista

Em um artigo para The American Conservative em outubro de 2001, Paul W. Schroeder observou a possibilidade de que “a razão e o motivo não reconhecidos” por trás da guerra do Iraque que vem vindo eram a “segurança para Israel.” Se a América estava para invadir o Iraque pelo bem de Israel, escreveu Schroeder, “isso representaria, a meu ver, algo único na história. É comum para as grandes potências tentar lutar em guerras por procuração, pegando poderes menores para lutar por seus interesses. Este seria o primeiro caso, até onde eu sei, onde um grande poder (na verdade, uma superpotência) lutaria como o representante de um pequeno Estado-cliente.” Mas isso é exatamente o que está acontecendo no Iraque nesse mesmo momento.

Como sabemos, até ele ter cometido o erro de invadir o Kuwait (após receber um nihil obstat diplomático da administração de Bush I), Saddam Hussein era o nosso homem no Oriente Médio. Durante a administração Reagan não foi ninguém menos que o enviado especial Donald Rumsfeld quem representou os Estados Unidos no processo de restauração das relações com o Iraque em 1983. Como Stephen J. Siegnoski observou em seu importante artigo “The War on Iraq: Conceived in Israel” [A Guerra no Iraque: concebida em Israel] de 1983 a 1988 “Washington facilitou suas próprias restrições à exportação de tecnologia para o Iraque, que permitiu que os iraquianos importassem supercomputadores, máquinas, produtos químicos venenosos, e até mesmo cepas de antraz e peste bubônica. Resumindo, os Estados Unidos ajudaram a armar o Iraque com as mesmas armas de horror que agora a administração oficial trombeteia como justificação para remover Saddam do poder à força. Durante a Guerra do Irã e Iraque, Washington não tinha nada a dizer sobre Saddam “gaseificando seu próprio povo”—ou seja, os insurgentes curdos, junto com os iranianos Washington praticamente contratou Saddam para matar por procuração.

No início de 1998, entretanto, os neocons judeu-americanos já estavam demandando uma Guerra contra o Iraque como um primeiro passo na “guerra contra o terrorismo” que açambarcaria o Irã, a Síria, o Líbano e até mesmo a Arábia Saudita. Essa estratégia política coincide perfeitamente com o velho sonho sionista de expulsar os árabes de toda a Palestina tendo como resultado a pax Israelica— um sonho que teve um revival com a ascensão ao poder de Ariel Sharon e do Partido Likud. Como Siegnoski observa: 

Foi durante os anos 80, com a chegada ao poder do governo direitista do Likud, que a ideia de expulsão ressurgiu publicamente. E nessa época estava diretamente ligada a uma Guerra maior, com a desestabilização do Oriente Médio vista como pré-condição para a expulsão palestina. Tal proposta, incluindo a remoção da população palestina, foi delineada num artigo de Oded Yinon, intitulado 'A Strategy for Israel in the 1980’s [Uma estratégia para Israel nos anos 80], que apareceu no periódico Kivunim da World Zionist Organization em fevereiro de 1982. Oded Yinon, esteve ligado ao Ministério Exterior e seu artigo sem dúvida refletia o pensamento do alto escalão do sistema militar e de inteligência israelita. 

O artigo clamava a Israel para dissolver e fragmentar os estados árabes num mosaico de agrupamentos étnicos. Pensando desse jeito, Ariel Sharon declarou em 24 de março de 1988 que se a revolta palestina continuasse, Israel iria ter que ir a Guerra contra os seus vizinhos árabes. A guerra, ele declarou, iria prover ‘as circunstâncias' para a remoção da população palestina inteira da Cisjordânia e da Faixa de Gaza e até mesmo de dentro da adequada Israel.

Em 19 de fevereiro de 1998 - três anos e meio antes do 11 de setembro - o Comitê para Paz e Segurança no Golfo publicou uma Carta Aberta a Bush II propondo uma “estratégia política e militar abrangente para derrubar Saddam e seu regime.” Junto com Donald Rumsfeld, os assinantes da Carta Aberta incluíram os seguintes neocons pró-Likud, todos dos quais se tornariam assessores de alto escalão da administração Bush II: Elliott Abrams (Conselho Nacional de Segurança), Doug Feith (Departamento de Defesa), Paul Wolfowitz (Departamento de Defesa), David Wurmser (Departamento de Estado), Dov Zakheim (Departamento de Defesa), e Richard Perle (Conselho de Políticas de Defesa). Sniegoski aponta que “Signatários da carta também incluíam luminares pró-sionistas e neoconservadores como Robert Kagan, William Kristol, Frank Gaffney (Diretor do Centro de Política de Segurança), Joshua Muravchik (American Enterprise Institute), Martin Peretz (Editor-Chefe da New Republic), Leon Wieseltier, (The New Republic), ex-deputado Stephen Solarz”.
Sniegoski referencia, além disso, um artigo de Jason Vest no The Nation que discute “o imenso poder dos indivíduos de duas das maiores organizações neoconservadoras de pesquisa: Jewish Institute for National Security Affairs (JINSA) [Instituto Judaico Para Assuntos de Segurança] e Center for Security Policy (CSP) [Centro Para Política de Segurança], na atual administração Bush. Vest detalha as ligações estreitas entre essas organizações, políticos da ala direita, comerciantes de armas, militares, judeus multi-millionários/bilionários, e administrações Republicanas.” [1]. Isso vem da esquerdista revista The Nation, não de alguma publicação “antissemita” da extrema-direita.

Vest observa que os membros do JINSA e do CPSU “ascenderam para poderosos cargos no governo, onde… eles conseguiram tramar uma série de questões - apoio para a defesa nacional antimísseis, oposição a tratados de controle de armas, defesa de perdulário sistemas de armas, armas doadas à Turquia e unilateralismo americano em geral - em uma linha dura, com o apoio da direita israelense em seu cerne... A linha dura do JINSA/CSP em nenhuma questão é mais evidente do que em sua campanha incansável pela guerra - não apenas com o Iraque, mas ‘guerra total,’ como Michael Ledeen, um dos mais influentes membros do JINSA em Washington, colocou no ano passado. Para este grupo, a ‘mudança de regime’ por quaisquer meios necessários no Iraque, Irã, Síria, Arábia Saudita e da Autoridade Palestina é um imperativo urgente’".

As deduções de Sniegoski a partir desta evidência são perfeitamente óbvias: “Em primeiro lugar, o início de uma guerra no Oriente Médio para resolver os problemas de segurança israelense tem sido uma ideia duradoura entre os direitistas Likudnistas israelenses.

Depois, os neoconservadores voltados para o Likud têm defendido o envolvimento americano em tal guerra antes das atrocidades do 11 de setembro de 2001. Após o 11 de setembro, os neoconservadores assumiram a liderança na defesa tal guerra, e eles ocupam cargos influentes no governo Bush relativos à política externa e assuntos de segurança nacional.”

Resumindo, a guerra contra o Iraque, enquanto obviamente inútil e desastrosamente contraproducente do ponto de vista americano, é um empreendimento racional do ponto de vista sionista – desde que, é claro, o inteiro plano de desestabilização do Oriente Médio seja realizado pelos Estados Unidos como representante de Israel. Caso contrário, ironicamente, Israel também só irá sofrer com a meia medida da invasão americana do Iraque. Isto não é sugerir que uma ocupação americana e remodelação política do Iraque, Irã, Síria, Líbano e Arábia Saudita seja nem mesmo remotamente alcançável. A visão de Bush de um Oriente Médio “democrático” é uma fantasia infantil, como a situação fora de controle no Iraque sozinha deve demonstrar a todos, exceto os mais delirantes defensores da "guerra contra o terrorismo”. 

Ouça os Rabinos

Mas o que é o Sionismo em si, senão uma fantasia infantil - uma fantasia nascida da nasceu da rebelião daquelas crianças que Nosso Senhor desejava colocar sob suas asas, mas elas não quiseram. A fantasia de que os judeus podem estabelecer um reino terreno em um pedaço de terra tomado à força de seus semelhantes é vista como uma rebelião contra a autoridade divina, mesmo pelos judeus ortodoxos em sua leitura do Antigo Testamento. É por isso que algumas das mais fortes oposições ao Sionismo, desde o século XIX até os dias atuais, vêm da liderança rabínica ortodoxa.

Considere, por exemplo, um discurso feito pelo Rabino Yisroel Dovid Weiss na United Association for Studies and Research (UASR), editores do Middle East Affairs Journal, em 14 de março de 2002.2 O Rabino Weiss fez uma crítica teológica da Agenda sionista que é surpreendentemente consistente com a visão católica tradicional do povo judeu e do Livro do Apocalipse, mesmo se falha em perceber que o exílio dos judeus foi resultado especificamente da sua rejeição ao seu próprio Messias. As observações notáveis ​​do rabino (que refletem um segmento substancial da opinião judaica ortodoxa) merecem ser citadas:

Através de muitos dos livros proféticos do Antigo Testamento os judeus foram avisados ​​de que uma rebelião séria contra a Vontade de D-us resultaria na mais severa das punições. Desenfreada, ela poderia levar à ruína do Templo Sagrado de Jerusalém e ao exílio da totalidade da nação judaica.

E é aqui, meus amigos, nessas profecias do Antigo Testamento, que a disputa entre o Judaísmo [c] e o Sionismo começa. 

Finalmente os horrores preditos pelos profetas vieram a acontecer. Os judeus foram exilados da Terra. O primeiro exílio, também conhecido como o cativeiro da Babilônia, durou apenas 70 anos. Por uma série de acontecimentos milagrosos as pessoas retornaram para a terra. Esta segunda entrada na terra levou à reconstrução do Templo. O Segundo Templo se manteve cerca de 2.500 anos até 1.900 anos atrás, então ele também foi destruído. Desta vez, o motivo foi mais uma vez o retrocesso das pessoas que estavam, como sempre, obrigadas a um padrão Divino muito exigente...

O exílio não seria para sempre. Haveria anos de dispersão, muitos deles sofridos sob perseguição. No entanto, havia a promessa de que o povo ainda voltaria a terra. Mas esse retorno não era para estar sob o controle humano. Ele seria anunciado pelo advento de Elias, o Profeta e acompanhado de muitos milagres. E, desta vez, a redenção não seria apenas para o povo judeu, mas sim para todos os homens...

…Assim, na queima do Segundo Templo, os judeus foram enviados para um exílio que se estende até hoje. Por dois mil anos, os judeus têm orado pelo o fim de seu exílio e a consequente redenção do mundo inteiro...[d]

Sugerir que se possa usar meios políticos ou militares para escapar do decreto do Criador era algo visto como uma heresia, como uma negação  da administração Divina sobre o pecado e o perdão. Nenhum judeu em lugar algum sugeriu - e isso entre as pessoas que estudaram os seus textos sagrados constantemente e escreveram sobre eles volumosamente – que o exílio poderia ter fim por meios humanos.

Foi somente no final do século XIX, entre judeus muito afastados de sua fé, que se começou a levar adiante a noção de que o exílio era o resultado de fraqueza judaica. Theodore Herzl e um punhado de outros, todos ignorantes ou não-observantes da Torá, começaram a colocar em movimento o processo que pelo fim do próximo século produziria um sofrimento incalculável para judeus e palestinos. 

O Rabino Weiss vai em frente observando que: “O próprio conceito de Sionismo era uma refutação a crença tradicional da Torá no exílio como punição e a redenção como dependente de penitência e intervenção Divina.” O rabino então proferiu uma conclusão que deveria ser óbvia para qualquer um que chame a si mesmo de católico tradicional: “Amigos, não haverá paz no Oriente Médio, até que não haja mais o estado de Israel. A Torá não pode ser violada. Nossa tarefa no exílio não pode ser cumprida ao tentar acabar com o exílio através de agitações humanas. Nem as nossas esperanças de redenção podem ser realizadas no Estado de Israel”.

A solução do Rabino para a crise no Oriente Médio é, portanto, exatamente aquela que George Bush acaba de renunciar para o prazer do sionista Ariel Sharon e seu Partido Likud sionista: 

“A solução verdadeira da Torá, a chave para a paz, é o retorno imediato dos palestinos à Palestina em sua totalidade, incluindo o Monte do Templo e Jerusalém. Isso, é claro, inclui o pleno direito de retorno de todos os refugiados palestinos. Isso é o que exige a justiça elementar. Este é o caminho da Torá e do bom senso...” 

Que seja a vontade do Criador que o estado de Israel seja pacificamente desmontado rapidamente em nossos dias, que judeus e palestinos vivam ainda em paz uns com os outros ao redor do mundo e na Terra Santa, e que brevemente em nossos dias, toda a humanidade possa merecer o advento de redenção divina, onde o Reino de D-us será aceito. 

Nenhum católico tradicional tem qualquer desculpa para rejeitar "a solução da Torá" para a crise no Oriente Médio e a ameaça do terrorismo árabe. Os católicos, guiados pela luz do Evangelho, dificilmente podem ser mais inclinados do que mesmo os judeus ortodoxos a tolerar a influência maligna de um "Estado judeu" fora da lei cuja existência é, obviamente, a principal provocação para o terrorismo árabe em todo o mundo.

Algum Tradicionalista pode ainda defender este desastre?

E ainda um dos tradicionalistas mais inteligentes e comprometidos que conheço persiste em defender a guerra no Oriente Médio, como a resposta ao terrorismo, mesmo ele reconhecendo que é a política externa americana pró-sionista que cria os nossos inimigos árabes. Como a nossa política israelense não pode ser mudada, ele argumenta que “a única alternativa é ir atrás dos inimigos que criamos por causa da nossa política israelense – proteger nossos cidadãos o melhor que pudermos.” Ou seja, devemos permitir que a cauda sionista abane o cão americano, não importa o que isso custe à nossa nação em sangue e riqueza.

Com todo o devido respeito, é impossível ver como isso poderia ser uma posição católica aceitável. Se até mesmo os judeus ortodoxos reconhecem que a própria existência de um "Estado judeu" ofende a Deus Todo-Poderoso e é a causa raiz do terrorismo árabe, como pode católicos tradicionais continuar a apoiar um plano de guerra no Oriente Médio, que é claramente a prática dos americanos sionistas Likudniks? Por que é que os tradicionalistas que, sem hesitação, denunciam projetos sionistas em qualquer outro lugar em que aparecem na história, simplesmente jogam suas mãos para cima quando confrontados com as influências sionistas sobre a política externa norte-americana que eram a condição sine qua non da guerra insana em que esta nação está agora envolvida?

Estas são as perguntas que devem ser respondidas pelos poucos remanescentes tradicionalistas defensores da insensatez monumental de George Bush nos desertos do Iraque.
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Notas:

1 The Men From JINSA and CSP, The Nation, September 2, 2002

Original aqui.
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Notas da tradutora:
[a] Likudist: partido político de Israel.
[b] Goy ou Goyim: termos utilizados pelos judeus para se referir aos não-judeus.
[c] Observe que o Judaísmo pós Morte e Ressurreição de Cristo é outro, é diferente daquilo que era praticado na Antiga Aliança. O autor não faz essa distinção, o que deixa para o leitor desavisado a ideia de que o Judaísmo hoje é o mesmo da Antiga Aliança, o que é falso. Os judeus se organizaram após a morte de Cristo num farisaísmo ainda mais duro que aquele condenado pelo Senhor. Devo dizer também que os judeus de hoje, em sua maioria acachapante, não observa o Antigo Testamento e sim o Talmud. Para saber mais sobre o Talmud leia aqui. Leia também: O Talmud Desmascarado
[d] É bem difícil pensar nos judeus rezando pela redenção do mundo inteiro, já que esse mundo inclui os goyim, ou seja, os não-judeus, que são considerados por eles como pessoas sem importância, sem alma boa, até.  Creio também que o judeu que reza com sinceridade termina se convertendo à verdadeira Fé: a Católica.